Search

Lula propõe Tebet na TV e agenda pelo Sudeste; candidata defende âncora fiscal contra orçamento secreto

“Foi o dia mais difícil da minha vida”. Assim define a senadora Simone Tebet (MDB-MS) a quem pergunta sobre o dia 5 de outubro de 2022 . Esta foi a data em que a candidata anunciou publicamente o voto em Lula (PT) contra Jair Bolsonaro (PL).

Tebet, que vem de um estado bolsonarista, tem brincado nos bastidores que não vai ser chamada mais para aniversários nem festas no seu berço político – mas que jamais fugiria de se posicionar contra um governo que vê como antidemocrático e com risco de perpetuação no poder de forma autoritária, caso reeleito.

O anúncio de Simone Tebet veio na quarta (5), após um almoço com Lula e convidados – entre eles, Geraldo Alckmin. No almoço, feito na casa de Marta Suplicy (Solidariedade), Simone apresentou cinco propostas a Lula. Todas foram imediatamente aceitas e serão incorporadas publicamente no programa de governo da chapa Lula-Alckmin nos próximos dias.

A chapa de Lula e Alckmin quer mais de Simone: propõe que Tebet apareça no programa de TV apresentado pelo PT e quer a candidata rodando o Sudeste – principalmente.

E Simone? “Eu vou andar o Estado, vou rodar. O quanto do meu engajamento vai depender da agenda que montarem e das propostas que avançarem”, diz. Com o apoio, Tebet repete a aliados que não quer cargo, nem ministério.

“Eu estava pronta para voltar para casa, presidente”, disse a candidata a Lula, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Lula respondeu: “Mas o Brasil não vai deixar, você agora é da política nacional: não é só do Mato Grosso do Sul. É do Brasil inteiro”.

No encontro, Simone fez um diagnóstico do porquê acredita que Lula não resolveu a eleição no primeiro turno: quando pediu voto útil, Lula não avançou em nenhuma garantia em suas propostas para o futuro. “Sem uma palavra? O senhor precisa fazer novos acenos”.

Simone avalia que Lula tem seus dois governos como garantia, mas que isso são ponta pés iniciais: é preciso falar de propostas para o novo Brasil. “Que governo vai ser? Eu estou diante do abismo político – só não pulo. Se não for suicídio político, estou pronta para tudo”.

A candidata também falou a Lula a respeito de uma nova âncora fiscal e a relação do Congresso com o Orçamento Secreto. “A única forma de não ficar refém do orçamento secreto é apresentar a nova âncora fiscal: acena para o centro e retoma o orçamento”.

Tebet não ouviu nomes sobre o ministério da Fazenda – mas avalia a interlocutores que Lula vai “surpreender” na composição do governo, pois repete o tempo todo ter consciência de que precisa fazer o “melhor” em quatro anos, pois será o governo de um mandato só.

No dia mais difícil de sua vida, como classifica, Simone ficou assustada com mensagens de integrantes do MDB que suplicavam para ela não declarar apoio a Lula.

O choque, no entanto, era pela pressão se dar a favor de um governo que dia sim dia também faz ameaças autoritárias e defende, como o blog já revelou, aumentar número de ministros do STF, tem ministros como alvo e pede impeachment – além do risco que a senadora acredita de que, se reeleito, Bolsonaro poder propor um terceiro mandato.

A dúvida da senadora nunca foi sobre apoiar ou não Lula – por uma questão de defesa da democracia –, mas como usar seu capital político que foi adquirido nessa eleição.

Sobre o futuro dentro do MDB, a ideia é esperar para ver como ficará o partido após a eleição e também uma possível composição com PSDB e Cidadania – depois de 2024, para esperar o resultado das eleições municipais.

O único futuro que Tebet discute, por ora, é o de curto prazo: está à disposição para rodar o País com Lula e Alckmin. Principalmente no Sudeste, com foco em mulheres.

Teste mostrou que não houve divergência entre votos dados e votos registrados pelas urnas, diz Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou nesta quinta-feira (6) durante a sessão que o teste de integridade das urnas eletrônicas no primeiro turno não apresentou divergências.

Isto quer dizer que, conforme o teste de integridade, os votos dados pelos eleitores foram os mesmos votos registrados pelas urnas para os candidatos.

Desde 2002, o teste de integridade simula uma votação normal e é realizado nos tribunais regionais eleitorais no dia da eleição. O objetivo é verificar se o voto depositado é o mesmo que a urna eletrônica registra.

O teste foi feito em 640 urnas aleatórias e retiradas das seções eleitorais. A votação do teste de integridade é filmada e, ao fim, os fiscais conferem se o boletim da urna bate com os votos inseridos.

Conforme Moraes, “todas as urnas conferiram os votos dados na urna com os votos dados em papel”.

O presidente do TSE tem reiterado que as urnas eletrônicas são confiáveis e auditáveis e que o processo eleitoral é transparente.

‘Absoluta lisura’ das urnas
O ministro também afirmou que o projeto-piloto com biometria, feito em 20 estados e no DF com 58 urnas, não apresentou divergências.

“Da mesma forma, não houve nenhuma divergência, 100% de aprovação no teste de integridade com biometria”, disse.

“Ou seja, novamente o primeiro turno nas eleições 2022 se repetiu o que houve nas eleições 2020, 2018, 2016. […] Vinte anos de absoluta lisura das urnas eletrônicas com comprovação imediata pelo teste de integridade”, declarou.

A biometria foi uma reivindicação do Ministério da Defesa, que integra com o TSE e outros órgãos uma comissão de transparência das eleições. Segundo Moraes, participaram 493 voluntários.

Ipec: Lula tem 51% no 2º turno, e Bolsonaro, 43%

Pesquisa do Ipec divulgada nesta quarta-feira (5), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 51% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Lula (PT): 51%
Bolsonaro (PL): 43%
Branco e nulo: 4%
Não sabe: 2%

Foram entrevistadas 2.000 pessoas, entre os 3 e 5 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-02736/2022.

Na simulação anterior de cenário de 2º turno, divulgada na véspera da votação do 1º turno, no domingo (dia 1º), Lula tinha 52% das intenções de voto, e Bolsonaro, 37%.

No primeiro turno da eleição 2022, Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões (43,2%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro.

TCU diz que auditoria realizada em 560 boletins de urna do 1º turno não encontrou dado incorreto

O Tribunal de Contas da União (TCU) não registrou nenhum dado incorreto no processo de conferência de votos por candidato para os cargos de senador, governador e presidente, realizado em 560 boletins de urna.

A informação é do ministro e presidente em exercício, Bruno Dantas. A auditoria foi iniciada no domingo (2), dia do primeiro turno das eleições, e concluída no início da segunda-feira (3).

“A análise foi encerrada no início do dia 3 de outubro e o processo de conferência de votos por candidato para os cargos de senador, governador e presidente não registrou nenhuma inconsistência de dado incorreto”, afirmou.

Segundo Dantas, o resultado da fiscalização “evidenciou, uma vez mais, a transparência do sistema eleitoral brasileiro”.

Os boletins de urna são um “extrato” emitido por cada urna ao fim do dia da votação. São esses boletins que, somados automaticamente pelo TSE sem interferência humana, geram o resultado. Uma versão digital desses boletins é transferida aos TREs quando as urnas são fechadas, usando uma rede privativa de internet da Justiça Eleitoral. Cópias impressas são fixadas nas seções eleitorais para conferência dos interessados.

Inicialmente, o tribunal iria checar 540 boletins de urna, mas 20 boletins foram colhidos a mais pelos auditores nos estados.

O TCU ainda vai checar 4.161 boletins de urna impressos. Esses boletins serão enviados pelo Correios ao tribunal. O objetivo também é atestar a veracidade dos dados divulgados pelo TSE no primeiro turno das eleições.

O resultado dessa checagem maior deve sair em novembro.

Simone Tebet, terceira colocada nas eleições, declara apoio a Lula no segundo turno

A candidata derrotada do MDB à Presidência, Simone Tebet, anunciou nesta quarta-feira (5) apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

O anúncio foi feito em pronunciamento da senadora em um hotel em São Paulo. Simone Tebet ficou em terceiro lugar na votação realizada no último domingo (2). A emedebista recebeu 4,9 milhões de votos (4,16%).

“Ainda que mantenha as críticas que fiz ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em especial nos seus últimos dias de campanha quando cometeu o erro de chamar para si o voto útil, que é legítimo, mas sem apresentar as suas propostas completas, depositarei nele o meu voto porque reconheço nele o seu compromisso com a democracia e com a Constituição, o que desconheço no atual presidente. Meu apoio não será por adesão. Meu apoio é por um Brasil que sonho ser de todos”, afirmou Simone Tebet.

Lula, que tenta voltar ao poder, vai enfrentar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) na votação marcada para o próximo dia 30. No primeiro turno, Lula ficou à frente de Bolsonaro. O candidato do PT recebeu 57,2 milhões (48,43%) enquanto o presidenciável do PL ficou com 51 milhões de votos (43,20%).

Mais cedo, nesta quarta, o MDB – partido pelo qual Simone é senadora – anunciou a decisão de liberar seus filiados a se manifestarem “conforme suas consciências”, ou seja, permitindo apoio a Lula, Bolsonaro ou neutralidade.

Aliança
Simone Tebet e Lula selaram a aliança contra Bolsonaro em um almoço nesta quarta-feira em São Paulo na casa da ex-senadora Marta Suplicy, que já teve passagens por PT e MDB.

Antes, a emedebista se encontrou com Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa encabeçada por Lula. Os dois tiraram uma foto segurando o plano de governo de Tebet.

Em fevereiro, antes mesmo de ser oficializada candidata pelo MDB, a parlamentar do Mato Grosso do Sul já havia dito, em entrevista, que em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro – que já lideravam as pesquisas de intenção de voto – o candidato do PL não teria o seu voto.

Vinte e oito nomes já fecharam com Raquel Lyra para o segundo turno

Nos primeiros dias depois do primeiro turno das eleições, lideranças de diversos partidos já começaram a declarar apoio à candidatura de Raquel Lyra (PSDB) ao Governo de Pernambuco para o segundo turno.

São, até agora, 28 nomes que incluem deputados, prefeitos, vereadores e outros de peso do cenário político local, com ou sem mandato. Dentre os apoiadores de Raquel estão os prefeitos Nicinha Melo (MDB), de Tabira; Gilvandro Estrela (União Brasil), de Belo Jardim; Zé Maria (União Brasil), de Cupira; Marcelo de Alberto (PSD), de Inajá; e Keko do Armazém (PL), do Cabo de Santo Agostinho.

Todos dizem não ter dúvidas que a mudança está representada por Raquel, por sua capacidade de liderança, experiência, propostas e resultados já apresentados como gestora pública. Dentre os apoiadores à candidatura da tucana, cinco são prefeitos do PSB de municípios do interior do Estado: Ruben Lima Barbosa, de Panelas; Orlando José, de Altinho, Josué Mendes, de Agrestina; Gustavo Adolfo, de Bonito; e Anchieta Patriota, de Carnaíba.

Segundo uma fonte socialista, entre os prefeitos que compõem a Frente Popular, a maioria é favorável à candidata tucana. “O nosso segmento mais municipalista, talvez até pelo fato de Raquel ter sido prefeita de Caruaru, já se posicionou dessa forma. Mas vamos ouvir muito mais gente”, explicou.

Outro ponto que pode influenciar nessa posição é a eleição nacional. Isso porque o PSDB nacional liberou os diretórios estaduais para escolherem entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Portanto, o que estaria na mesa hoje é o PSB apoiar Raquel e Lula ficar neutro na eleição local – tirando de Marília Arraes (Solidariedade) o seu principal cabo eleitoral que é o próprio petista. Segundo Danilo Cabral (PSB), candidato da Frente Popular no primeiro turno, mesmo que a candidata do Solidariedade receba alguns apoios de socialistas, o partido deverá ter uma posição clara.

“O PSB nunca teve vocação para a neutralidade”, ressaltou. Ele também conta que conversou com Lula na última segunda-feira (3) pelo telefone: “Lula está animado! Vamos ampliar os votos, ampliando a vitória em Pernambuco”, afirma. O candidato do União Brasil no primeiro turno, Miguel Coelho, que definiu seu apoio logo a Raquel logo depois do resultado do pleito, no último domingo, vem trabalhando para concretizar que todos os seus apoiadores sigam nessa mesma linha. Na terça-feira ele informou, por exemplo, que a oposição no município de Tupanatinga, liderada por Diego Minervino e a vereadora Gilsa Teixeira, aderiu à campanha da candidata tucana. O apoio, segundo ele, representa um palanque importante na cidade, já que o grupo foi decisivo para garantir que Miguel fosse o candidato mais votado no primeiro turno em Tupanatinga, com 34% dos votos.

Abaixo, alguns nome que já declararam publicamente o apoio a Raquel e Priscila:

Keko do Armazém (PL) – Cabo de Santo Agostinho

Pel Lages (Cidadania) – Prefeito de São Jose da Coroa Grande

Diogo Lima (MDB) – Prefeito de Barra de Guabiraba

Ruben Lima Barbosa (PSB) – Prefeito de Panelas

Cassiano (Republicanos) – Prefeito de Condado

Erivaldo Chagas (Republicanos) – Prefeito de Lajedo

Carlinhos da Pedreira (PP) – Prefeito de Barreiros

Orlando José (PSB) – Prefeito de Altinho

Josué Mendes (PSB) – Prefeito de Agrestina

Nicinha Melo (MDB) – Prefeita de Tabira

Gustavo Adolfo (PSB) – Prefeito de Bonito

Orlando José (PSB) – Prefeito de Altinho

Anchieta Patriota (PSB) – Prefeito de Carnaíba

Zé Maria (União Brasil) – Prefeito de Cupira

Marcelo de Alberto (PSD) – Prefeito de Inajá

Jeferson Timóteo (PP) – Deputado eleito

Gercinho Filho (PTB) – Vereador de Garanhuns

Gilvandro Estrela (União Brasil) – Prefeito de Belo Jardim

Cleber Chaparral (União Brasil) – Deputado estadual eleito

Ronaldo Lopes (PSC) – Vereador do Recife

Tiago Pontes (Republicanos) – Primeiro suplente de deputado estadual

Dr. Junior (Podemos) – Presidente da Câmara de Vereadores Santa Terezinha

Tássio Bezerra – Ex-prefeito de Santa Cruz da Baixa Verde

Soldado Zeferino (União Brasil) – Presidente da Câmara de Abreu e Lima

Zé Negão (Podemos) – Ex-candidato a deputado federal

Elias Gomes – Ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho e de Jaboatão dos Guararapes

Edberto Quental – Ex-prefeito de Condado

Marília Arraes apela para que Lula volte a Pernambuco no segundo turno

A candidata ao Governo de Pernambuco pelo Solidariedade, Marília Arraes, vai fazer um apelo ao presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para que ele volte ao Estado neste segundo turno. “Elegemos pelo menos três deputados federais totalmente alinhados com o presidente Jair Bolsonaro. É muito importante que ele venha. Estamos conversando com atores políticos ligados à campanha dele para isso. Mas ele precisa avaliar se é importante. Eu mesma não terei condições de voltar a todos os municípios”, declarou, durante entrevista à Rádio Clube FM na tarde desta terça-feira.

Marília admitiu ter ficado surpresa com o avanço do bolsonarismo em Pernambuco.

“Sempre disse que aqui ele não se criava, mas elegemos três deputados cuja única bandeira é o bolsonarismo”, pontuou sem citar nomes. Foram André Ferreira (PL), Clarissa Tércio, os dois com maior número de votos, e Luiz de França e Silva Meira, o Coronel Meira. “Isso é muito grave para a nossa economia, é muito grave para o Brasil. Isso nos leva a um embate ainda mais forte”, ressaltou.

Independentemente da vinda de Lula, a candidata garante estar à disposição do presidenciável e vai tocar sua campanha em Pernambuco. “Sempre pedindo voto e buscando ampliar o leque de apoios”, pontuou. No primeiro turno, Lula veio ao Estado, mas subiu apenas no palanque do candidato Danilo Cabral (PSB), com quem tinha um acordo oficial. Danilo ficou em quarto lugar na ordem de votos. Marília seguiu associando sua imagem à de Lula, tanto no material de divulgação quanto na campanha de rua e nas entrevistas.

ARTICULAÇÃO
Nesta terça (4) várias tendências internas e coletivos do PT iniciaram uma mobilização junto às bases em defesa da candidatura de Marília. A Articulação de Esquerda (AE), que tem como um dos representantes o ex-vereador Múcio Magalhães, foi a primeira a divulgar resolução aprovada por seus membros anunciando o apoio a Marília, destacando a ligação e o compromisso de Marília com os princípios e a campanha de Lula.

“Desde o primeiro turno, a campanha de Marília Arraes fortaleceu e contribuiu para a campanha presidencial de Lula”, justifica a Articulação em nota, lembrando que a adversária da candidata do Solidariedade, Raquel Lyra (PSDB), “já recebeu apoio de uma das candidaturas ligadas ao governo Bolsonaro, a de Miguel Coelho (UB)”, justifica em nota.

A Articulação, na mesma nota, cobra uma posição do PT. “É preciso que o Partido dos Trabalhadores tome posição com relação às candidaturas ao governo do estado que chegaram ao segundo turno, apoiando e ajudando diretamente na campanha que se posicionou imediatamente após o final do primeiro turno na defesa de Lula, a candidata a governadora Marília Arraes (SD).” O presidente do PT em Pernambuco, deputado Doriel Barros, não respondeu a nossas mensagens.

Reeleito governador do DF, Ibaneis declara apoio a Bolsonaro no segundo turno

O governador reeleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta quarta-feira (5) apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A votação está marcada para o próximo dia 30.

O anúncio foi feito no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, logo após Ibaneis e Bolsonaro terem se encontrado.

Ibaneis já havia declarado apoio a Bolsonaro no primeiro turno.

“A gente tem conseguido trabalhar aqui em nossa cidade em plena harmonia. Então, nada mais natural do que esse apoio agora no segundo turno ao presidente Bolsonaro. É um apoio que vai de coração, um apoio que nós vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população, em especial com a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga os votos para reeleger o presidente Jair Messias Bolsonaro”, declarou Ibaneis.

Em resposta, Bolsonaro disse que não considera Ibaneis “aliado”, mas, sim, um “amigo”.

“Satisfação de receber nosso governador reeleito Ibaneis. Fechamos um acordo aqui. Ibaneis estará junto comigo por ocasião da reeleição como já esteve durante a campanha. Ele vem confirmar agora esse apoio, juntamente com a senhora vice-governadora”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disputará o segundo turno da eleição presidencial com o ex-presidente Lula (PT). Juntos, Lula e Bolsonaro receberam 108 milhões de votos (91,6%).

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no primeiro turno, Lula obteve 57 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51 milhões de votos (43,2%).

No Distrito Federal, ainda conforme o TSE, Bolsonaro recebeu 910 mil votos (51,6%), e Lula, 649 mil votos (36,8%).

Posicionamento do MDB
O colunista do g1 Valdo Cruz informou que o MDB deve liberar os diretórios estaduais a apoiar Lula ou Bolsonaro no segundo turno.

O partido teve Simone Tebet como candidata a presidente no primeiro turno. A senadora obteve 4,9 milhões de votos (4,1%) e, ainda segundo o Blog do Valdo Cruz, deve anunciar apoio a Lula no segundo turno.

No Alvorada, ao lado de Bolsonaro, Ibaneis disse que Simone Tebet “nunca” telefonou para ele. “A Simone […] não teve diálogo com os governadores. E agora, neste momento, ela vai tomar uma decisão mais uma vez isolada de seguir essa linha se ela for apoiar o presidente Lula”, afirmou o governador reeleito.

FHC anuncia apoio a Lula no segundo turno

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou nesta quarta-feira (5) voto em Lula (PT) no segundo turno da disputa presidencial.

“Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, disse em publicação no Twitter.

Na terça-feira (4), o PSDB —partido de FHC— liberou diretórios estaduais para apoiar Lula ou Bolsonaro (PL).

No primeiro turno, FHC havia defendido o voto em favor da democracia, mas não citou nenhum candidato. O PSDB fazia parte da chapa de Simone Tebet (MDB) — a senadora Mara Gabrilli, tucana, era candidata a vice.

Nesta terça (4), Gabrilli disse que declarou voto em branco.

Na ocasião, o ex-presidente pediu que eleitores escolhessem o candidato que tivesse compromisso com a ciência, preservação do meio ambiente e o fortalecimento das instituições democráticas.

Lula e FHC foram adversários nas eleições de 1994 e 1998, ambas vencidas pelo tucano.

Simone Tebet anuncia hoje apoio a Lula; PT e MDB divergem sobre forma do anúncio

Após o resultado do último domingo (2), apesar de já ter dado sinalizações de que não apoiaria em hipótese alguma o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), Simone Tebet (MDB) se reservou, aguardando uma decisão oficial do MDB. O partido liberou seus diretórios a apoiarem quem quiserem (veja íntegra da nota abaixo). Assim, o caminho fica livre para Simone declarar que está com Lula.

No entanto, a forma de fazer o anúncio ainda é um entrave. Para fazer frente a Bolsonaro, que na terça (4) fechou apoio dos governadores de SP, MG e RJ, o PT quer logo uma “foto” de Lula e Simone. O petista terá hoje um encontro com lideranças políticas e parlamentares do congresso nacional, que demonstrarão apoio à candidatura. A ideia era mostrar a união e explorar a adesão da força de Simone.

Mas uma ala do MDB segue reticente sobre o encontro, e prefere um anúncio solo. Como o partido não vai completamente para o lado de Lula, seria uma forma de se resguardar, e mostrar que o apoio é crítico. Até a tarde desta quarta-feira (5), ligações, pedidos e acertos devem acontecer, de olho no anúncio.

No estado de São Paulo, o MDB anuncia apoio a Tarcisio nesta quarta (5) ao meio-dia, com participação do prefeito da capital, Ricardo Nunes. E o ex-presidente Michel Temer deve se encontrar com Bolsonaro no fim de semana, e há expectativa de que anuncie apoio a ele.

Leia íntegra da nota divulgada pelo MDB

O MDB é o maior e mais democrático partido do País, o único com presença em quase todos os municípios. Tem convicções claras a favor da Liberdade, da Democracia e da Soberania do povo brasileiro, exercida por meio do voto direto.

Nesta eleição geral, apresentamos um projeto independente e equilibrado, fora da polarização, brilhantemente liderado por nossa candidata Simone Tebet. Não há a menor dúvida de que ela se consolidou como uma liderança nacional.

Nos Estados, reelegemos os governadores do Pará e do Distrito Federal, em primeiro turno. E vamos disputar o segundo turno no Amazonas e em Alagoas. Aumentamos nossa bancada na Câmara e mantivemos uma grande bancada no Senado.

Nas últimas 48 horas, dirigentes, congressistas, governadores e prefeitos externaram sua posição em relação à disputa nacional em segundo turno. Por ampla maioria, o MDB decidiu dar liberdade para que cada um se manifeste conforme sua consciência.

Em qualquer cenário, o MDB deixa claro que cobrará do vencedor o respeito ao voto popular, ao processo eleitoral como um todo e, sobretudo, a defesa intransigente da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito.

Deputado Baleia Rossi

Presidente da Executiva Nacional do MDB

Rodrigo Maia e mais 2 pedem demissão do governo de SP após Rodrigo Garcia anunciar apoio a Bolsonaro

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PSDB), anunciou sua demissão do governo de São Paulo após o governador em exercício, Rodrigo Garcia, apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Lula (PT).

Maia era o atual secretário de Ações Estratégias do governo de São Paulo. Ele ingressou no cargo ainda na gestão João Doria (PSDB), ex-governador paulista que se posicionou como neutro na disputa — assim como o PSDB como legenda.

“Informo que na data de hoje deixo a Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo. Agradeço aos governadores João Doria e Rodrigo Garcia pela oportunidade”, afirmou o agora ex-secretário, em seu perfil pessoal no Twitter.

Enquanto presidente da Casa, Maia se posicionou como oposição ao governo Bolsonaro. Crítico do atual presidente, o ex-deputado avalia uma possível reeleição como ameaça à democracia.

Contudo, Maia não levou adiante mais de 60 pedidos de impeachment de Bolsonaro que recebeu na época em que era presidente da Câmara. Ele foi derrotado por Arthur Lira (PP-PL) ao tentar a reeleição para presidência da Casa — Lira contou com apoio aberto de Bolsonaro.

Além dele, outros dois secretários se desligaram do governo paulista por conta do apoio explicitado por Garcia: Zeina Latif, secretária de Desenvolvimento Econômico, e Laura Machado, do Desenvolvimento Social.

PT cogita oferecer apoio ao PSDB em PE, MS e RS

O comando da campanha de Lula (PT) pretende colocar na mesa de negociação com o PSDB a oferta de apoio a candidatos no Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), Pernambuco (Raquel Lyra) e Mato Grosso do Sul (Eduardo Riedel) em troca da ajuda dos tucanos para conquistar votos em São Paulo.

O objetivo é fazer com que as próprias lideranças do PSDB pressionem Rodrigo Garcia (PSDB) a aceitar um arranjo com o PT no Estado, ainda que informal e que funcione principalmente para quebrar o antipetismo no Estado. Aliados de Fernando Haddad (PT) dizem esperar apoio principalmente na negociação com prefeitos que estiveram com o tucano no 1.º turno e, agora, podem trabalhar por Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Márcio França (PSB) foi destacado para abrir as conversas com Garcia. Eles trocaram mensagens ontem. O tucano pediu tempo, mas não fechou a porta para a negociação. O vice de Lula, Geraldo Alckmin, também terá papel em um eventual acordo.

Em Pernambuco, a aliança com o PSDB de Raquel Lyra seria até desejável para petistas, que não aceitariam trabalhar por Marília Arraes (Solidariedade). Ao deixar o partido, no ano passado, ela rompeu com colegas da sigla, como Teresa Leitão e Humberto Costa.

Estudante tem crise convulsiva e morre em sala de aula de universidade do Recife

Uma estudante da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), localizada no bairro da Boa Vista, área central do Recife, morreu, na noite dessa segunda-feira (3), após ter uma crise convulsiva em sala de aula.

Acácia Mendes de Araújo Luna, de 20 anos, cursava o sexto período de História. Ela sofreu ainda uma parada cardiorrespiratória, de acordo com a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau).

Em nota, a Unicap lamentou o falecimento da aluna. A instituição afirmou que “houve, emergencialmente, o apoio de colegas de classe com conhecimento de primeiros socorros, dos bombeiros civis da universidade e, logo em seguida, de alunos de Medicina e da equipe do Samu”.

“Infelizmente, não conseguiram reanimá-la”, afirmou nota da Unicap. “À família e aos amigos, toda a nossa solidariedade e orações. Acácia não será esquecida”, completa o comunicado.

A Sesau disse que o Samu Recife foi acionado por volta das 20h33. Uma ambulância de suporte avançado e um veículo de intervenção rápida foram enviados à universidade.

No local, as equipes do Samu deram continuidade às medidas de reanimação que estavam sendo feitas pelos bombeiros civis, mas a paciente, que teve parada cardiorrespiratória, morreu.

Cármen Lúcia, do STF, pede que PF detalhe investigação de Bolsonaro em inquérito de Milton Ribeiro

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal definir como pretende apurar a “eventual participação” do presidente Jair Bolsonaro por suspeita de atuar numa investigação que resultou na prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Para a magistrada, interceptações telefônicas feitas pela PF com autorização judicial indicam a “possibilidade real e concreta de eventual participação do Presidente da República” no caso e que é preciso “comprovar, de forma taxativa e definitiva, a sua ocorrência, as circunstâncias e os desdobramentos”.

Alvo de uma investigação de suspeita de corrupção no ministério da Educação, Milton Ribeiro foi preso no dia 22 de junho deste ano. Durante as investigações, algumas chamadas telefônicas realizadas pelo ex-integrante do governo e seus familiares foram interceptadas com autorização judicial. Numa delas, efetuada no dia 9 de junho, Ribeiro conta para a sua filha que conversou com Bolsonaro e que o presidente “acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa”. Na segunda ligação, feita em 22 de junho, a mulher do ex-ministro diz a um interlocutor que Milton recebeu “rumores do alto”.

“Também evidencia-se, nos autos, que somente após a demonstração de fatos novos, consistentes na conversa do dia 22 de junho de 2022, que confirma a conversa do dia 9 de junho de 2022, pode-se concluir pela possibilidade real e concreta de eventual participação do Presidente da República em atos relacionados ao que se apura neste inquérito, o que, sublinhe-se, ainda depende de aprofundamento das investigações para comprovar, de forma taxativa e definitiva, a sua ocorrência, as circunstâncias e os desdobramentos”, escreveu a ministra.

Com base nisso, Cármen determinou que o delegado da PF Bruno Calandrini, responsável pelo inquérito, defina “a linha investigativa a ser seguida quanto ao Presidente da República e aos demais investigados e as diligências necessárias a serem requeridas, apreciadas, e se for o caso, realizadas”. A decisão da ministra foi proferida no dia 21 de setembro e enviada na semana passada à PF. O caso está sob sigilo.

“Considerando os dados processuais descritos e em face dos elementos indiciários de prova constantes dos autos, que indicam a possibilidade de envolvimento do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nos fatos em apuração, com a adoção de práticas que, se comprovadas, configuram infração penal, determino a continuidade das investigações neste Supremo Tribunal Federal, ao menos até que a eventual participação ou não do Presidente da República seja apurada”, escreveu Cármen, alertando que nenhuma diligência sobre o presidente da República deveria ser feita sem a autorização do STF.

Ao ser consultada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o desmembramento de parte da investigação para a primeira instância para que permanecesse no STF somente a apuração relacionada a eventuais suspeitas envolvendo Jair Bolsonaro. A ministra, entretanto, rejeitou. “A separação de autos, neste caso, pode causar prejuízo relevante para a investigação, pois as condutas atribuídas à autoridade com prerrogativa de foro (Presidente da República) e ao investigado Milton Ribeiro estão direta e objetivamente ligadas”, escreveu a ministra.

Em entrevista ao site “Antagonista”, o ex-ministro da Educação disse que mentiu para a filha ao dizer que o presidente Jair Bolsonaro havia alertado sobre uma operação da PF em sua casa.

“Eu queria de alguma maneira prepará-las (a filha e a sogra) para uma possível entrada, vinda ou pedido de uma intervenção policial em casa, busca e apreensão, como de fato aconteceu. Então, se eu cometi um erro nesse episódio, esse foi o meu erro. Alguns advogados me disseram que seria possível acontecer isso. Se o presidente houvesse me ligado, eu nem estaria na casa (no momento da prisão), fecharia tudo e iria para o interior, para outro lugar. Se ele me desse uma informação tão precisa… Eu não recebi ligação nenhuma do presidente, falei isso para dar a elas (filha e sogra) um caráter mais de seriedade e prepará-las” — afirmou Ribeiro.

Após a prisão de Milton, Bolsonaro não fez comentários sobre as interceptações telefônicas que lhe citavam. Em uma das declarações, disse que a prisão do ex-ministro “é um sinal de que eu não interfiro na PF”. Em uma outra entrevista, saiu em defesa do aliado.

“Deixo claro, vocês já divulgaram aí que o Ministério Público foi contra a prisão do Milton. Não tinha indícios mínimos ali de corrupção por parte dele. No meu entender, ele foi preso injustamente”.

Indícios verossímeis

Após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, o caso foi enviado pela Justiça Federal à ministra Cármen Lúcia para analisar a interceptação telefônica que faz referência ao presidente Jair Bolsonaro, que tem prerrogativa de foro no STF.

Quando enviou o inquérito para o Supremo, o delegado Bruno Calandrini escreveu que “os indícios de vazamento são verossímeis e necessitam de aprofundamento diante da gravidade do fato aqui investigado”. Já o Ministério Público Federal na primeira instância disse que identificou “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações”.

No diálogo que motivou o envio da investigação ao Supremo, Milton Ribeiro telefonou para sua filha treze dias antes de ser alvo da PF e disse:

“Hoje o presidente me ligou. Ele tá com pressentimento novamente de que eles podem querer atingi-lo através de mim. É que eu tenho mandado versículos pra ele né. (…) Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa… Bom, isso pode acontecer né, se houver indícios”.

Para o Ministério Público Federal e para a PF, o diálogo indica suspeitas de vazamento da operação por parte do presidente da República para o ex-ministro, que era o principal alvo das investigações.

O inquérito foi instaurado pela PF para apurar um suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação. De acordo com relatos de prefeitos, dois pastores lobistas tinham trânsito junto a Milton Ribeiro e intermediavam a liberação de verbas da pasta em troca da cobrança de propina. O caso segue em apuração.

Segundo turno começa com fake news associando Lula ao satanismo e polêmica sobre Bolsonaro na maçonaria

O segundo turno das eleições presidenciais começou com publicações nas redes sociais associando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a satanismo, e o presidente Jair Bolsonaro (PL), à maçonaria.

Um vídeo antigo, que passou a circular nesta terça-feira (4) em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens, mostra o presidente discursando em uma loja da maçonaria. O conteúdo é anterior à primeira candidatura de Bolsonaro à Presidência, em 2018.

No material, Bolsonaro diz não ter intenção de concorrer ao cargo de chefe do Executivo. “Não estou candidato a nada”, afirmou ele na ocasião. Até a última atualização desta reportagem, o presidente não havia se pronunciado publicamente a respeito da declaração.

A existência de um suposto vínculo entre Bolsonaro e a maçonaria poderia ser vista como problema pela campanha do presidente porque o grupo já foi criticado por influentes lideranças evangélicas que apoiam o candidato à reeleição, como Silas Malafaia.

Um outro vídeo que voltou a circular, por exemplo, mostra o pastor bolsonarista respondendo a uma pergunta sobre maçonaria, associada por ele a “trevas”.

Sem data definida, o conteúdo tem um trecho no qual Malafaia afirma: “A maçonaria não é para nós [evangélicos]. Tem coisas que valem pra qualquer pessoa, para o povo de Deus não presta e não serve. Nós somos da luz, saímos das trevas. Isso é calúnia”.

Já Lula, poucas horas após garantir vaga no segundo turno da disputa presidencial, foi associado a um homem identificado como Vicky Vanilla, que seria satanista.

Em nota, o PT afirma que não há relação entre o homem e o ex-presidente. “Quem espalha isso é desonesto e abusa da boa-fé das pessoas”, diz o comunicado. O partido acusa grupos bolsonaristas no Telegram e WhatsApp de compartilharem a mentira.

Já Vicky Vanilla divulgou um vídeo nesta terça em que afirma ter recebido ameaças e desmentindo o boato.

“Esse pronunciamento faz parte de uma live que fiz e está sendo usado fora de contexto”, diz. “O vídeo está sendo espalhado como uma fake news a meu respeito e a respeito do candidato Lula, que não tem qualquer ligação com a nossa casa espiritual.”