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Número de denúncias de assédio eleitoral aumenta com a proximidade do segundo turno

Com a aproximação do segundo turno, o número de denúncias de assédio eleitoral vem aumentando no Brasil, e o Ministério Público do Trabalho orienta sobre como identificar e denunciar essa ilegalidade.

Os números já superam em mais de cinco vezes o total de denúncias recebidas durante todo o período eleitoral de 2018. Até agora, foram registradas no Ministério Público do Trabalho 1.176 denúncias de assédio eleitoral contra 212 na última eleição para presidente, um aumento de 450%.

O volume de empresas denunciadas também explodiu. Em 2018, as queixas envolviam 98 empregadores. Neste ano, já são 952.

O número de denúncias dispara quanto mais se aproxima do segundo turno. Eram 447 na terça-feira (18), subiram para 706 na quarta (19) e, neste sábado (22), já somavam mais de mil.

Minas Gerais lidera as reclamações, com 316 registros. O recorde provocou uma reunião de emergência na sexta (21) entre representantes do Ministério Público e sindicatos de trabalhadores. Na audiência, os procuradores verificaram que o assédio ultrapassou o ambiente empresarial e foi parar nas salas de aula. O sindicato dos professores do estado está contabilizando caso atrás de caso.

“Nós temos recebido várias denúncias de escolas, de professores, que têm sofrido assédio eleitoral durante o período do café, durante as reuniões pedagógicas e, agora no segundo turno, a questão se agravou. Os professores têm recebido informações de que, se não votarem no candidato que a escola está recomendando, a escola vai fechar e os professores serão demitidos”, diz a presidente do Sinpro-MG, Valéria Morato.

A maior concentração de casos em Minas Gerais coloca a região Sudeste no topo da lista entre as regiões. Foram 477 denúncias. Na região Sul, 339; no Nordeste, 198; no Centro-oeste, 105; e na região Norte foram 57 relatos.

O assédio eleitoral dentro da empresa é caracterizado como coação ou seja, pressão psicológica ou constrangimento; ameaça de demissão; ou promessa de benefícios e vantagens – como folga ou bonificações. É um ato praticado não só pelo empregador, como também pelo superior ou colega de trabalho.

O objetivo é um só: forçar o trabalhador a votar em determinado candidato. O assédio eleitoral também se caracteriza pela distribuição de material de campanha dentro da empresa ou quando ela impede o funcionário de votar. A prática pode ser velada ou explícita e ocorrer tanto no trabalho presencial quanto no remoto. Em qualquer uma das circunstâncias, o ato é considerado abusivo, um ilícito trabalhista.

“O contrato de trabalho e todas as relações de trabalho não incluem de forma alguma a compra da consciência do trabalhador. Isso é absolutamente avultoso do ponto de vista da dignidade, porque é uma pessoa covardemente utilizando de uma vantagem que ela tem em relação a outra para subjugar a outra ao seu desejo, de eleger esse ou aquele candidato”, explica Elaine Nassif, procuradora do Ministério Público do Trabalho.

Até agora, em todo o país, o Ministério Público do Trabalho já deu entrada em nove ações judiciais e firmou 35 termos de ajustamento de conduta com as empresas. As empresas podem ser condenadas a pagar indenizações ou ficarem proibidas de obter empréstimos e financiamentos em bancos públicos. A orientação do Ministério Público é que o trabalhador registre a denúncia, que pode ser anônima.

“Você tem todo o direito de dizer não, de buscar ajuda, de denunciar, inclusive anonimamente, essa situação. E evidentemente que isso é necessário. Porque se não isso continua. Hoje é um assédio eleitoral, amanhã será outro tipo de assédio. O assédio eleitoral, tal qual o assédio moral ou sexual, é uma violência nas relações do trabalho que deve ser combatida”, ressalta o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.

Brasil tem 37 novas mortes por Covid; média de mortes se mantém em queda

O Brasil registrou nesta sexta-feira (21) 37 pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.581 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 56, com variação de -33% em relação aos últimos 7 dias, tendência de queda pelo oitavo dia seguido.

Brasil, 21 de outubro
Total de mortes: 687.581
Registro de mortes em 24 horas: 37
Média de mortes nos últimos 7 dias: 56 (variação em 14 dias: -33%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.822.174
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 3.400
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 4.811 (variação em 14 dias: -21%)

No total, o país registrou 3.400 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.822.174 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.811, com variação de -21% em relação à semana anterior.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

São Paulo não divulga os dados há dois dias, afirmando que encontra problemas no sistema de dados do Ministério da Saúde.

Subindo (6 estados): MT, RN, BA, GO, PE, PR
Em estabilidade (6 estados e o DF): AM, MG, AP, DF, MA, PB, CE
Em queda (8 estados): SC, AL, ES, RO, SE, PA, RS, RJ
Não divulgaram até 20h (6 estados): AC, MS, PI, RR, SP e TO

Caixa suspende operações consignadas no Auxílio Brasil

A concessão de empréstimos do crédito consignado do Auxílio Brasil está suspensa desde as 18h desta sexta-feira (21) até as 7h da próxima segunda-feira (24), informou a Caixa Econômica Federal. Segundo a instituição, uma manutenção tecnológica interrompeu a oferta.

“A b realizarão manutenção programada em seus ambientes tecnológicos. Com isso, a operação do Consignado Auxílio ficará indisponível em todos os canais de 18h desta sexta-feira até 7h da próxima segunda-feira”, informou o banco em comunicado.

A decisão ocorre no dia em que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve decidir sobre um pedido de cautelar do Ministério Público junto ao TCU para suspender a oferta do crédito consignado do Auxílio Brasil.

Desde o dia 11, a Caixa empresta o crédito consignado do Auxílio Brasil com juros de 3,45% ao ano. O empréstimo, descontado diretamente do benefício, pode ser dividido em 24 meses, com prestação mínima de R$ 15 e máxima de 40% do valor do benefício.

Só pode ter acesso à linha de crédito o responsável familiar que recebe o Auxílio Brasil há pelo menos 90 dias e que não tenha deixado de comparecer a qualquer convocação de recadastramento do Ministério da Cidadania.

Salário mínimo: após fala de Guedes, Lula defende reajuste pela alta do PIB e Bolsonaro passa a prometer ganho real

Os candidatos que disputam a Presidência da República em segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro(PL), aproveitaram as agendas de campanha desta sexta-feira (21) para fazer promessas a respeito do aumento do salário mínimo.

O tema voltou ao centro do debate após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter dito que o governo estudava desvincular o reajuste do salário mínimo do índice de inflação do ano anterior.

De acordo com o blog do Valdo Cruz, a declaração de Guedes gerou críticas de aliados de Bolsonaro, que viram o ministro dando munição para o rival.

Em um comício em Juiz de Fora (MG), o candidato do PT voltou a dizer que, se eleito, quer retomar a política de valorização do salário mínimo com reajustes acima da inflação. Lula detalhou o plano, e disse que o ganho real será equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, da produção total do país no ano.

“Quero dizer para vocês que nós vamos aumentar o salário mínimo. Ele será corrigido todo ano de acordo com o crescimento do PIB, porque nós não temos o direito de fazer sofrer aqueles que já trabalharam 40 anos, 50 anos, aquelas que ficaram viúvas e recebem uma pensão. É preciso que a gente tenha respeito pelas pessoas que trabalham nesse país”, disse o petista.

“Se a economia crescer 10%, ele [o mínimo] vai ter 10%. Se crescer 2%, vai subir 2%. Às vezes o pessoal vê no jornal ‘o PIB cresceu’. Mas cresceu pra quem? Às vezes cresce pro rico e não cresce para o pobre”, afirmou em uma live com o deputado André Janones (Avante-MG).

Já o presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo para as redes sociais prometendo reajustar o salário mínimo em 2023 acima da inflação.

“Estamos arrecadando muito. Assim sendo, a partir do ano que vem, a nossa garantia de darmos a todos os aposentados e pensionistas um reajuste acima da inflação. A mesma coisa no tocante aos servidores públicos: conceder no ano que vem o reajuste acima da inflação. E o valor do salário mínimo como fica? Também será dado um reajuste acima da inflação”, disse Bolsonaro.

A proposta orçamentária de 2023, assinada pelo próprio presidente, no entanto, não prevê recursos suficientes para nenhuma dessas promessas.

Depois da repercussão negativa da notícia, o Ministério da Economia divulgou uma nota na noite de quinta-feira (20) informando que a correção será no mínimo pelo índice da inflação.

Mínimo sem ganho real
O salário mínimo é reajustado pela inflação por determinação constitucional, por isso seria necessária uma PEC para mudança de regra.

Paulo Guedes comentou o tema durante a participação em um evento na Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro. Segundo o ministro, a proposta de desindexação do reajuste está em estudo desde o início do governo Bolsonaro.

A alteração, segundo ele, seria uma das medidas para “correção” do teto de gastos do país e é tratada pela equipe econômica como “plano 3D — desobrigar, desindexar e desvincular”, e pode vir a ser incluída na PEC para tributar lucros e dividendos como fonte de recursos para pagamento do programa de distribuição de renda.

Sem dar detalhes sobre os acordos políticos já feitos para garantir a aprovação da proposta, Guedes disse que o texto deve ser apresentado ao Congresso logo depois do 2º turno das eleições.

A ideia, segundo o ministro, é acrescentar à proposta mecanismos que permitam mudar a arquitetura fiscal do país, permitindo maior flexibilidade na gestão dos recursos.

Bolsonaro recebe apoio de grupo de lutadores durante agenda de campanha em São Paulo

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta sexta-feira (21) de um encontro com um grupo de lutadores em São Paulo. Durante o encontro, Bolsonaro recebeu um cinturão de um dos apoiadores.

Entre os lutadores presentes ao encontro estavam Wanderlei Silva, José Aldo, Fabrício Werdum e Maurício Shogun.

Ao discursar para o grupo de lutadores, Bolsonaro disse que o Brasil é “exemplo para o mundo” na questão da economia.

“Apesar da pandemia, a gente lamenta as mortes, o Brasil está dando exemplo para o mundo na questão econômica. Tudo vem dando certo, graças a Deus, em função obviamente do povo alegre, feliz, trabalhador, que começa a conhecer o seu potencial”, afirmou o presidente.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 10 milhões de desempregados. Além disso, a inflação acumulada nos últimos 12 meses até setembro é de 7,17%.

O segundo turno da eleição está marcado para o próximo dia 30, e as pesquisas eleitorais têm mostrado Bolsonaro atrás do ex-presidente Lula (PT).

Pesquisa Datafolha divulgada na última quarta (19), por exemplo, mostrou Bolsonaro com 45% das intenções de voto (48% dos votos válidos), enquanto Lula apareceu com 49% das intenções de voto (52% dos votos válidos).

Durante o encontro desta sexta, alguns lutadores também discursaram, entre eles José Aldo

Ao lado de Lula, Tebet comenta fala sobre meninas venezuelanas e chama Bolsonaro de pedófilo

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), terceiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais, chamou o presidente Jair Bolsonaro (PL) de pedófilo ao comentar nesta sexta-feira (21) a fala do candidato à reeleição PL sobre as meninas venezuelanas.

“Quando Bolsonaro disse que pintou um clima, é crime. É mais do que isso, é pedofilia. E lugar de pedófilo é na cadeia. Eu não tenho medo. Já chamei o presidente de covarde e não tenho medo de dizer que ele cometeu um crime”, afirmou a senadora.

Tebet participou de uma passeata em Teófilo Otoni, na região Nordeste do estado de Minas Gerais, ao lado do ex-presidente e candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e de Marina Silva (Rede), deputada federal eleita por São Paulo.

O estado mineiro tornou-se cobiçado na fase final da campanha presidencial por ser o segundo maior colégio eleitoral do país. No 1º turno, Lula venceu no estado com 48,29% dos votos contra 43,6% de Bolsonaro.

No dia 14 de outubro, Bolsonaro contou durante uma entrevista a um podcast que estava de moto andando em uma região administrativa do Distrito Federal quando encontrou as jovens venezuelanas.

“Eu estava em Brasília, na comunidade de São Sebastião, se eu não me engano, em um sábado de moto […] parei a moto em uma esquina, tirei o capacete, e olhei umas menininhas… Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na sua casa?’ Entrei”, disse Bolsonaro na ocasião.

O trecho com a fala gerou repercussão e, nesta semana, o presidente gravou um vídeo para pedir desculpas pela afirmação.

A senadora também lembrou das suspeitas de corrupção envolvendo ele e familiares, entre elas a revelação do portal UOL de que Bolsonaro e parentes compraram 51 imóveis com dinheiro vivo.

“Quando tirarem a faixa dele, e o povo brasileiro vai tirar, nós veremos as rachadinhas, veremos a compra de mansão com dinheiro vivo, veremos os escândalos de corrupção desse governo”, disse Tebet.

Debate da Globo do 2º turno: Lula e Bolsonaro poderão usar tempo livremente em todos os blocos

A Globo transmite o último debate do segundo turno entre os candidatos à Presidência da República na próxima sexta-feira (28). O debate, mediado por William Bonner, vai ao ar depois da novela “Travessia”, a partir das 21h30. Você pode acompanhar ao vivo pelo g1, na TV Globo, na GloboNews e no Globoplay.

Participam do debate os candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois disputam o segundo turno das eleições no domingo (30).

O debate será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. As regras do programa foram aprovadas pelas assessorias dos dois candidatos.

Além do debate presidencial, a Globo também irá fazer debates nos estados que terão segundo turno, na quinta-feira (27).

Banco de minutos
Neste debate, os candidatos terão que administrar o próprio tempo entre perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. O tempo poderá ser utilizado e dividido da maneira como cada candidato preferir, mas não poderá ser ‘guardado’ de um bloco para o outro.

No primeiro bloco, por exemplo, cada um dos presidenciáveis receberá o tempo de 15 minutos. Se o candidato usar 1 minuto para fazer a primeira pergunta, terá 14 minutos restantes para fazer a tréplica, novos questionamentos ou responder questões feitas pelo adversário.

Blocos
O debate terá quatro blocos, sendo dois com temas livres e outros dois com temas determinados.

Confira a seguir a divisão dos blocos:

Primeiro bloco: 30 minutos de debate com tema livre. Cada candidato terá que administrar o tempo de 15 minutos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas;

Segundo bloco: 20 minutos de debate com temas determinados, sendo dividido em duas rodadas de 10 minutos. Cada candidato terá direito a escolher um tema que foi definido pelo Jornalismo da Globo. Neste bloco, os candidatos terão 5 minutos de fala para cada uma das rodadas;

Terceiro bloco: mais 30 minutos de debate com tema livre. Assim como no primeiro bloco, os candidatos terão que administrar o tempo de 15 minutos para perguntas e respostas;

Quarto bloco: mais duas rodadas de 10 minutos com temas definidos, sendo que os candidatos terão 5 minutos de tempo de fala em cada rodada. Neste bloco, os candidatos também terão direito a 1 minuto e 30 segundos cada para considerações finais.

A ordem de quem começará questionando e quem começará respondendo em cada bloco foi definida em sorteio.

Direito de resposta
O candidato que sofrer uma ofensa pessoal do adversário pode pedir direito de resposta. A solicitação deve ser feita em silêncio, com o presidenciável levantando a mão para o mediador.

A produção do debate irá analisar o pedido. Caso o direito de resposta seja concedido, o candidato terá um minuto para responder às ofensas.

Eventual ausência
Em caso de ausência de um dos candidatos, será realizada uma entrevista de 30 minutos com aquele que comparecer.

Os temas das perguntas serão os mesmos que seriam usados nos blocos de tema determinado e aparecerão no telão.

Aras pede ao STF suspensão de norma do TSE que busca dar mais agilidade no combate às fake news em período eleitoral

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta sexta-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda trechos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que busca agilizar a retirada de conteúdo com desinformação das redes sociais no período eleitoral.

A resolução foi aprovada na sessão do TSE desta quinta-feira (20). Entre outros pontos, prevê que o TSE pode determinar que redes sociais e campanhas retirem do ar links com fake news em até duas horas.

No pedido ao STF, Aras afirmou que a melhor “vacina” contra a desinformação é a informação. Segundo ele, nenhuma instituição detém o “monopólio” da verdade.

“Nas disputas eleitorais, são, em primeiro lugar, os próprios candidatos e partidos que devem, diante de ilícitos concretos, provocar a Jurisdição eleitoral, buscando o direito de resposta, que é o mecanismo de reequilíbrio por excelência nas campanhas eleitorais”, disse Aras.

O procurador admite que é necessário aperfeiçoar os instrumentos de combate às fake news, mas sustenta que isso deve ser feito “sem atropelos”.

“Verifica-se que é necessário avançar, buscando um aperfeiçoamento dos instrumentos legais, processuais e técnicos no combate à desinformação na internet, sobretudo no processo eleitoral. Esse aperfeiçoamento, contudo, há de se fazer sem atropelos, no ambiente democraticamente legitimado para essas soluções, que é o parlamento, no momento adequado, em desenvolvimento contínuo de nossas instituições e do nosso processo civilizatório”, afirmou.

O relator do pedido de Aras no STF será o ministro Edson Fachin.

Nesta quinta, na sessão do TSE, o presidente do Tribunal, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as ocorrências de fake news cresceram em relação ao primeiro turno, o que levou à necessidade de medidas para endurecer o combate a essa prática.

Resolução do TSE
Pela resolução aprovada nesta quinta-feira, o conteúdo falso poderá ser retirado do ar sem a necessidade de múltiplos processos judiciais.

A resolução prevê que:

o TSE poderá determinar que as URLs das fake news sejam retiradas do ar em até duas horas (às vésperas da votação, a retirada será em até uma hora);

no caso de fake news replicada, o presidente do tribunal poderá estender a decisão de remoção da mentira para todos os conteúdos;

o TSE poderá suspender canais que publiquem fake news de forma reiterada;

será proibida a propaganda eleitoral paga na internet 48 horas antes do pleito e 24 horas depois.

Paulo Guedes volta a ser alvo de críticas do Centrão após dar munição para Lula na reta final

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a ser alvo de críticas pesadas do Centrão ao retomar a ideia da desvinculação do reajuste das aposentadorias e do salário mínimo da inflação, dando munição para o comitê de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final da campanha.

Nos bastidores do comitê e do Palácio do Planalto, a avaliação foi que a equipe de Guedes “errou politicamente” ao trazer de volta para o debate uma proposta que já desgastou o governo no passado.

Logo depois de ser publicada a informação da proposta de desvinculação do reajuste do salário mínimo e das aposentadorias do INSS do índice oficial da inflação, o ministro da Economia tentou corrigir o estrago, disse que o mínimo continuará sendo reajustado, mas admitiu que a proposta está em estudo.

O mesmo foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o plano de Paulo Guedes, ele disse que era uma fake news a forma como a oposição está tratando o tema e garantiu que o salário mínimo continuará sendo reajustado, mas também admitiu que a ideia está em discussão.

Ele disse que não é verdade que não haverá aumento, mas que o reajuste ficará “indefinido”, o que foi visto por sua equipe como um erro do presidente.

Nesta quinta-feira (20), ministros e líderes do Centrão reclamavam que Paulo Guedes, sempre que fala, acaba mais prejudicando a campanha do que ajudando.

“Tem vezes que ele tenta ajudar, mas acaba se atrapalhando e dá munição para o PT, como na questão do salário mínimo”, disse um auxiliar do presidente. Um ministro foi mais ácido. “Bolsonaro deveria proibir o PG [como Paulo Guedes é citado dentro do governo] de falar até o final da eleição, ele só cria confusão”, reclamou.

Desde a divulgação da proposta e os comentários de Paulo Guedes e Bolsonaro sobre o tema, a equipe de Lula, liderada pelo deputado André Janones (Avante-MG), passou a explorar o assunto nas redes sociais.

Janones passou a divulgar que o salário mínimo e as aposentadorias, se Bolsonaro for reeleito, vão parar de ter reajuste. Nesta sexta-feira (21), Janones vai fazer uma transmissão ao vivo com o ex-presidente Lula para falar do assunto.

Lula vai lembrar que, durante o seu governo, o salário mínimo sempre teve aumento real, acima da inflação, enquanto no governo Bolsonaro o mínimo passou a ser reajustado apenas pela inflação do ano anterior.

A estratégia é tentar mostrar que Bolsonaro planeja congelar o salário mínimo para reduzir as despesas do governo federal para bancar as contas que ele está criando para o próximo ano.

Moraes manda redes sociais tirarem do ar post de Latino com fake news sobre Lula

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou às redes sociais YouTube e Twitter que retirem do ar uma publicação feita pelo cantor Latino com fake news sobre o ex-presidente Lula (PT).

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), o cantor publicou uma mensagem insinuando que, se Lula for eleito, meninas e meninos passarão a frequentar o mesmo banheiro nas escolas. A campanha de Lula, então, acionou o TSE e pediu que o conteúdo fosse retirado do ar.

Ao analisar o pedido, Alexandre de Moraes entendeu que a publicação busca “desinformar a população acerca de temas sensíveis”.

“A Constituição Federal não autoriza, portanto, a partir de mentiras, ofensas e de ideias contrárias à ordem constitucional, à Democracia e ao Estado de Direito, que os pré-candidatos, candidatos e seus apoiadores propaguem inverdades que atentem contra a lisura, a normalidade e a legitimidade das eleições”, escreveu Moraes.

O colunista do g1 Valdo Cruz informou que a campanha de Bolsonaro tem a chamada “guerra santa” como estratégia eleitoral, buscando atrair o eleitorado evangélico. Diante disso, Bolsonaro e seus apoiadores têm disseminado diversas fake news sobre Lula.

O próprio presidente Jair Bolsonaro tem dito em discursos que, se Lula for eleito, os banheiros passarão a ser unissex nas escolas. Lula, porém, nunca apresentou essa proposta nem disse que, se eleito, adotará tal medida.

Reino Unido tem nova disputa pelo poder e Boris Johnson quer retornar

O Partido Conservador britânico inicia, nesta sexta-feira (21), uma campanha frenética para definir o sucessor da primeira-ministra demissionária Liz Truss, com boatos de uma provável tentativa de retorno ao poder de Boris Johnson.

Depois de passar apenas 44 dias no cargo, período marcado por uma crise econômica desencadeada basicamente por suas próprias decisões, a líder conservadora anunciou a renúncia na quinta-feira.

Truss admitiu que não pode “cumprir com o mandato” para o qual foi eleita pelos “tories”, depois que abandonou seu polêmico pacote de grandes cortes de impostos e enfrentou uma rebelião entre os deputados conservadores.

Truss sucedeu Boris Johnson em 6 de setembro, após uma campanha de várias semanas contra Rishi Sunak, e prometeu reformas profundas diante do aumento do custo de vida no país.

Sunak, ex-ministro das Finanças, que havia alertado para as consequências desastrosas do plano fiscal de Truss, passou a ser considerado um dos favoritos para assumir o posto de chefe de Governo.

Entre os aspirantes também aparece o nome de Boris Johnson, apesar dos escândalos que marcaram seu mandato e de sua reduzida popularidade ao deixar Downing Street.

“BoJo: Eu voltarei”, afirma a manchete do tabloide The Sun, em referência a um possível retorno de Johnson.

De acordo com o conservador Daily Telegraph, o antecessor de Truss se apresenta como potencial salvador de um desastre eleitoral e procurou Rishi Sunak. Por sua vez, o Daily Mail destaca em sua primeira página um possível duelo entre os dois homens e afirma que Johnson antecipará o retorno das férias no Caribe.

Outros possíveis candidatos permaneceram discretos nas horas posteriores à explicação por parte dos dirigentes do partido sobre o processo de escolha do novo líder conservador, que acontecerá em 28 de outubro.

Os apoiadores de Sunak e Johnson rapidamente exaltaram seus respectivos méritos, enquanto outros dirigentes do partido, como Penny Mordaunt ou Ben Wallace, ainda pensavam sobre participar da disputa.

O novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, descartou uma candidatura.

O ex-ministro Tim Loughton pediu a Sunak, Mordaunt, Hunt e Wallace um acordo para uma candidatura de unidade para que o partido “volte a um certo nível de normalidade”.

Outras candidaturas podem incluir representantes da ala mais à direita do partido como Suella Braverman, cuja renúncia como ministra do Interior na quarta-feira precipitou a queda de Truss.

Mas os pró-Brexit e outras alas dos conservadores “precisam deixar os egos de lado” e trabalhar juntos diante da gravidade da situação econômica, afirmou Loughton à rádio BBC.

“Precisamos de um governo unido e talentoso de adultos que se unam e nos levem de volta ao rumo certo”, acrescentou.

Recife registra primeiro caso de influenza A H1N1 após quase três anos

O Recife notificou um caso de influenza A H1N1 após quase três anos sem registrar a circulação do vírus. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde da capital pernambucana (Sesau).

O caso foi registrado na semana epidemiológica 41, entre 9 de 15 de outubro. A paciente é uma mulher de 31 anos, que apresentou sintomas leves. A Sesau não informou o bairro da mulher.

O último caso de H1N1 registrado no Recife havia sido em 22 de março de 2020, há, portanto, dois anos e sete meses.

Esse registro de H1N1 vem após a confirmação de uma paciente com influenza B. Segundo a Sesau, um menino de 4 anos foi infectado pelo vírus – ele também teve sintomas apenas leves.

Os dois registros vêm após o surto de influenza A H3N2, vivenciado no Estado entre o final do ano passado e o começo deste ano.

Segundo o último boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o influenza A vem apresentando aumento em alguns estados do país, como Bahia, Goiás e Minas Gerais, com destaque especial para São Paulo e Distrito Federal – registram o maior volume absoluto de positivos para esse vírus nas últimas semanas.

“Entre os casos de influenza subtipados, observa-se o predomínio do influenza A H3N2, assim como no surto epidêmico de novembro e dezembro de 2021”, disse a Fiocruz.

Girafa atropela e mata criança em parque na África do Sul

Uma criança morreu após ser pisoteada por uma girafa em uma reserva na África do Sul. Sua mãe está no hospital em estado crítico.

A menina de 16 meses morava com a mãe no luxuoso Kuleni Game Park, na província de KwaZulu-Natal.

A polícia disse à BBC que não tem todos os detalhes sobre o caso, mas que abriu um inquérito para determinar o que aconteceu.

É incomum que as girafas ataquem pessoas, e elas são uma presença comum em alojamentos de caça na África do Sul.

“A criança foi levada para o consultório médico mais próximo, onde morreu”, disse o tenente da polícia Nqobile Madlala à BBC.

Não está claro em qual local do grande parque de caça, que possui 14 alojamentos, o incidente ocorreu na quarta-feira (19/10).

Um gerente de uma das acomodações de luxo disse que o assunto é “sensível” e não quis comentar o caso.

O parque fica a 16 km de Hluhluwe em KwaZulu-Natal, uma província popular entre os turistas locais e internacionais.

Em seu site, o local diz que os visitantes podem “desfrutar de encontros próximos com animais enquanto caminham ou andam de bicicleta pelas inúmeras trilhas”.

As girafas são os mamíferos mais altos do mundo e geralmente não são agressivas. As fêmeas podem, no entanto, adotar comportamento agressivo enquanto protegem seu filhote.

Em 2018, a esposa e o filho do cientista britânico Sam William foram pisoteados por uma girafa fêmea em Blyde Wildlife Estate, na África do Sul. Os dois receberam cuidados médicos em um hospital particular em Joanesburgo e se recuperaram.

Ministra do TSE suspende direito de resposta que dava 164 inserções para Lula em programa de Bolsonaro

A ministra Maria Cláudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu direito de resposta para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que daria a ele 164 inserções de 30 segundos na propaganda partidária do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

A ministra decidiu agora que o plenário do TSE deve analisar o caso. Ela optou por essa medida após a campanha de Bolsonaro ter entrado com um embargo de declaração (tipo de recurso).

Bucchianeri afirmou que esse embargo não era compatível “com a celeridade inerente aos processos de direito de resposta, bem assim com a colegialidade que norteia os julgamentos sobre propaganda”.

Por isso, ela decidiu suspender o direito de resposta de Lula enquanto o plenário não analisar o caso.

“Nesse contexto, recebo os presentes embargos declaratórios como recurso inominado […] e a ele atribuo, excepcionalmente, eficácia suspensiva, até respectiva análise colegiada”, escreveu a ministra.

Na quarta-feira (19), Bucchianeri tinha concedido os direitos de resposta a favor de Lula por entender que, em 164 vezes, a campanha de Bolsonaro veiculou fatos sobre o ex-presidente “sabidamente inverídicos por descontextualização”.

A ministra apontou propagandas em que a campanha de Bolsonaro associava Lula ao crime organizado ao dizer que o petista foi o mais votado em presídios.

Bucchianeri levou em conta também propagandas de Bolsonaro afirmando que Lula pediu para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso libertar os sequestradores do empresário Abílio Diniz.

Endividamento recorde das famílias será desafio para o próximo governo

O endividamento das famílias avançou neste ano e bateu recorde, em meio à corrida eleitoral para presidente da República, limitando a capacidade de consumo da população e impulsionando a inadimplência. O próximo presidente eleito terá de lidar com o tema.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias endividadas atingiu 79,3% do total de lares no país em setembro. Nas casas com renda inferior a 10 salários mínimos, o endividamento superou os 80% pela primeira vez.

A pesquisa considera dívidas a vencer no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

Ao mesmo tempo, segundo a CNC, o número de pessoas que atrasaram o pagamento de contas de consumo ou de dívidas também cresceu em setembro, alcançando 30% do total de famílias no país. A terceira alta consecutiva levou o indicador ao maior percentual da série histórica iniciada em 2010.

De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), quatro em cada dez brasileiros adultos (39,71%) estavam negativados em setembro de 2022 – o equivalente a 64,25 milhões de pessoas, um novo recorde da série histórica do levantamento, realizado há oito anos.

O alto patamar de endividamento e de inadimplência acontece em um momento de puxada nos juros para conter a disparada da inflação. A taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central, está em 13,75% ao ano, o maior patamar em seis anos.

Com isso, a taxa média de juros cobrada pelos bancos é a maior desde março de 2018 e, no caso do cartão de crédito rotativo, é a mais alta em cinco anos. Essa linha de crédito, a mais cara do mercado, é utilizada principalmente por pessoas com renda inferior a dois salários mínimos.