Foi divulgada na noite desta quinta-feira (20) a primeira pesquisa do Instituto Veritá para o segundo turno em Pernambuco.
A candidata Raquel Lyra (PSDB) aparece em primeiro lugar com 51,3% das intenções de votos. Já a candidata Marília Arraes (Solidariedade) tem 33,3%. No cenário estimulado, Raquel Lyra (PSDB) tem 55,6%, Marília Arraes (Solidariedade) tem 38,2%.
Os brancos e nulos somam 2,4%, enquanto os que não sabem somam 3,8%. Em relação aos votos válidos, Raquel Lyra tem 59,3% e Marília 40,7% no cenário estimulado.
Os votos válidos no cenário espontâneo mostram Raquel Lyra com 60,6% e Marília Arraes com 39,4%. O questionário entrevistou 2.040 pessoas, entre os dias 17 a 20 de outubro.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada com o protocolo PE-06798/2022.
Dados da pesquisa Datafolha mais recente divulgados nesta quinta-feira (20) apontam que 79% dos brasileiros avaliam que a democracia é a melhor forma de governo. O atual apoio à democracia é o maior da série histórica, iniciada em 1989.
Para 11% dos entrevistados, tanto faz democracia ou ditadura. E, para 5%, em certas circunstâncias uma ditadura é melhor que um regime democrático. Uma parcela de 5% não opinou.
As taxas de apoiadores à ditadura e de indiferentes também são as mais baixas da série histórica. O maior valor de apoio à democracia havia sido registrado anteriormente em agosto deste ano, quando bateu os mesmos 75% de junho de 2020.
Em comparação a outubro de 2018, o apoio à democracia cresceu dez pontos percentuais (era 69%), enquanto a taxa de apoiadores à ditadura caiu sete pontos percentuais (era 12%).
Entre os eleitores de Lula, 78% apoiam a democracia, 13% são indiferentes e 3% dizem apoiar a ditadura em certas circunstâncias. Já entre os eleitores de Bolsonaro, 80% apoiam a democracia, 9% são indiferentes e 7% apoiam a ditadura em certas circunstâncias.
Quase 40% dos brasileiros adultos, o que representa 64,25 milhões de pessoas, estavam negativados em setembro. Os dados são de um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e mostram um novo recorde na série histórica da pesquisa, realizada há 8 anos.
O estudo usou como base dados da CNDL e do SPC dos 26 estados e o Distrito Federal. Na comparação com setembro do ano passado, o volume de brasileiros inadimplentes subiu 11,17%.
Os dados também apontam que a população leva, em média, cerca de 10 meses para sair da inadimplência. A dívida média é de R$ 3,6 mil, em atraso de três meses a um ano e contraída principalmente com bancos: 61,18% têm débitos em atraso com instituições financeiras, que registraram um crescimento nas dívidas em aberto de 37,94%, na comparação com setembro do ano passado. Água e luz (11,86%) aparecem em seguida.
A maioria deles são homens e mulheres com idade de 30 a 39 anos (23,99%), ou cerca de 15 milhões de pessoas, o que equivale a 43,86% do total desta faixa etária.
O Brasil registrou nesta quarta-feira (20) 66 pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.544 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 61, com variação de -44% em relação aos últimos 7 dias, tendência de queda pelo sétimo dia seguido.
Brasil, 20 de outubro Total de mortes: 687.544 Registro de mortes em 24 horas: 66 Média de mortes nos últimos 7 dias: 61 (variação em 14 dias: -44%) Total de casos conhecidos confirmados: 34.818.774 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 5.096 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 5.227 (variação em 14 dias: -13%)
No total, o país registrou 5.096 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.818.774 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 5.227 , com variação de -13% em relação à semana anterior.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Subindo (4 estados): BA, GO, PE, PR Em estabilidade (8 estados e o DF): AM, DF, RR, AP, CE, PB, MA, MT, MG Em queda (8 estados): AL, RO, SC, ES, PA, RS, SE, RJ Não divulgaram até 20h (6 estados): AC, MS, PI, RN, SP e TO
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (20) que fará o teste de integridade com biometria nas urnas eletrônicas também no segundo turno.
O teste de integridade é tradicionalmente realizado no dia da eleição pela Justiça Eleitoral, com acompanhamento de uma auditoria externa. Consiste em registrar votos pré-definidos em uma urna à parte, para verificar se o voto digitado será mesmo computado.
A novidade neste ano é que o teste passou a ter biometria de eleitores reais. Antes, os votos do teste de integridade eram digitados por servidores da Justiça Eleitoral, sem biometria.
A inclusão da biometria, que já foi colocada em prática no primeiro turno, é uma reivindicação do Ministério da Defesa, que integra a Comissão de Transparência das eleições.
“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou no primeiro turno das Eleições 2022, dia 2 de outubro, o teste de integridade das urnas eletrônicas, que ocorre há 20 anos. A novidade do pleito deste ano é o projeto-piloto com biometria no Teste de Integridade, que tem como finalidade aumentar, ainda mais, a transparência, a auditabilidade e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro. No segundo turno, que acontece no próximo dia 30, o TSE realizará ambos os testes novamente”, afirmou o TSE em nota.
Como funciona no dia da eleição O eleitor convidado que aceitar participar do teste de integridade vai assinar um termo, acionar a urna com a biometria e o teste seguirá todas as outras etapas convencionais.
O convite será feito depois que o cidadão já tiver votado formalmente na urna, como todos os eleitores do país. O eleitor que aceitar participar vai contribuir apenas com a biometria: os votos em si serão inseridos por servidores da Justiça Eleitoral, com base em uma lista pré-preenchida.
A votação do teste de integridade é filmada e, ao fim, os fiscais conferem se o boletim da urna bate com os votos inseridos.
Juristas, estudantes de Direito e políticos leram nesta quinta-feira (20), em Brasília, um manifesto de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à Presidência da República. Segundo os assinantes do manifesto, a opção por Lula é uma defesa da democracia.
Lula disputa o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). A votação está marcada para o próximo dia 30.
Entre os juristas que assinaram o manifesto estão o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto, os ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) César Britto e Felipe Santa Cruz, e o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.
Também assinaram o candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), e a terceira colocada no primeiro turno para presidente, Simone Tebet (MDB). Alckmin e Tebet gravaram vídeos para o evento.
“Nós, juristas, profissionais e estudantes do Direito, declaramos que, no dia 30 de outubro, vamos votar em Lula e Alckmin e para eles pedimos seu voto. A alternativa, representada pelo atual presidente, é o fim da Democracia e dos direitos políticos. Basta de ódio e de ataques à liberdade religiosa, chega de fome, de destruição do meio ambiente, de desintegração dos direitos econômicos e sociais de nossa população”, diz um trecho do manifesto.
O texto ainda afirma que não é aceitável manter o país sobre constantes ameaças de dissolução dos poderes, com “tentativas de intimidação e controle do STF”.
“Recusamos a mentira, as ameaças, a violência. Somos pela democracia, pela justiça e pela vida. Votar em Lula, neste momento, é defender o Estado Democrático de Direito!”, concluem os juristas.
O ministro da economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quinta-feira (20) que o governo estuda desvincular o reajuste do salário mínimo e de aposentadorias do índice de inflação do ano anterior, mas negou que o objetivo seja impedir o ganho real dos trabalhadores e pensionistas.
Após a repercussão negativa da notícia, o Ministério da Economia informou no início da noite que a correção será no mínimo pelo índice da inflação.
Segundo Guedes, a mudança pode ser incluída no texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que está sendo construída para garantir recursos ao pagamento do Auxílio Brasil.
A manutenção do benefício em R$ 600 no ano que vem depende da aprovação do projeto, já que o aumento só permanece válido até dezembro de 2022.
“É claro que vai ter o aumento do salário mínimo e aposentadorias pelo menos igual à inflação, mas pode ser até que seja mais. Quando se fala em desindexar, as pessoas geralmente pensam que vai ser menos que a inflação, mas pode ser o contrário”, afirmou o ministro em entrevista coletiva após encontro com empresários na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro.
O salário mínimo é reajustado pela inflação por determinação constitucional, por isso seria necessária uma PEC para mudança de regra. Os planos de desvinculação foram tema de reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, mas, segundo Guedes, a proposta de desindexação do reajuste está em estudo desde o início do governo Bolsonaro.
A alteração, segundo ele, seria uma das medidas para “correção” do teto de gastos do país e é tratada pela equipe econômica como “plano 3D — desobrigar, desindexar e desvincular”, e pode vir a ser incluída na PEC para tributar lucros e dividendos como fonte de recursos para pagamento do programa de distribuição de renda.
“A PEC que está combinada já de sair, combinada politicamente, com compromissos, é a taxação sobre lucros e dividendos para pagar o Auxílio Brasil. Isso tem que acontecer rápido justamente para garantir o ano que vem”, disse o ministro.
Sem dar detalhes sobre os acordos políticos já feitos para garantir a aprovação da proposta, Guedes disse que o texto deve ser apresentado ao Congresso logo depois do 2º turno das eleições. A ideia, segundo ele, é acrescentar à proposta mecanismos que permitam mudar a arquitetura fiscal do país, permitindo maior flexibilidade na gestão dos recursos.
O ministro enfatizou que 96% do orçamento do país é “carimbado”, ou seja, tem destinação obrigatória, impedindo mudanças na execução das contas públicas do governo. Para ele, esse engessamento dos recursos contraria a própria concepção de governo.
“A política é exatamente o uso dos recursos públicos. Mas ela foi proibida disso, está se omitindo dessa responsabilidade. A classe política recebo o voto, mas não controla o orçamento”, criticou Guedes.
Segundo o ministro, ao desindexar o reajuste do salário mínimo à inflação será possível gerenciar melhor o orçamento.
“Precisamos colocar mais inteligência nos orçamentos e mais política nos orçamentos em vez de simplesmente seguir uma regra de vinculação e indexação que pode, às vezes, ser inadequada”, defendeu o ministro.
Confira a íntegra da nota do Ministério da Economia, divulgada no início da noite desta quinta:
O Ministério da Economia informa que não há qualquer plano para alterar as regras dos reajustes anuais do salário mínimo e das aposentadorias pela inflação (INPC).
O ministro Paulo Guedes afirma que o salário mínimo e as aposentadorias serão corrigidas, no mínimo, pelo índice da inflação, podendo inclusive, ter uma correção acima deste percentual.
É falaciosa a informação de que o ministério pretende adotar medida que possa causar danos à camada mais frágil da população.
O fato é que o governo priorizou a assistência aos mais frágeis, com programas de apoio durante a pandemia. O governo triplicou o valor do Auxílio-Brasil, além de estender o alcance do programa para mais de 20 milhões de famílias. Nem mesmo durante o momento mais crítico da Covid-19, os reajustes deixaram de ser integralmente aplicados.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou durante entrevista nesta quinta-feira (20) ao podcast Inteligência Ltda que “não se justifica passar fome” porque a população carente pode requerer o Auxílio Brasil.
“Então, tem gente que passa fome, passa. Mas não se justifica passar fome porque você pode requerer [Auxílio Brasil]. E, com R$ 20 por dia, eu sei que não é muita coisa, mas dá pra você comprar por exemplo 2 quilos de frango no supermercado”, apontou o candidato à reeleição.
A participação do presidente no canal atingiu a maior audiência simultânea de um podcast, no YouTube. Às 21h04, 1.728.691 espectadores acompanhavam a transmissão.
Até então, o recorde era do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que acumulou a marca de 1,1 milhão de acessos simultâneos durante entrevista ao Flow Podcast.
Fome Para receber o Auxílio Brasil, é necessário que o beneficiário atualize o Cadastro Único, usado pelo governo federal para saber quais são as famílias de baixa renda que podem ter acesso ao programa social.
No entanto, os beneficiários estão enfrentando filas para cumprir essa exigência. Por esse motivo, o prazo para a atualização foi prorrogado por 30 dias.
Bolsonaro já havia negado a escalada da fome em outras entrevistas. Ao participar em agosto do programa Pânico, da Jovem Pan, o presidente disse que no Brasil, não se vê gente “pedindo pão” na porta de padaria.
Ele comentava uma declaração da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que citou que 33 milhões de pessoas passam fome no país.
Um levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, divulgado em junho, apontou que o Brasil soma cerca de 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer diariamente.
Uma outra pesquisa, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, também de junho deste ano, mostrou que quase um terço dos brasileiros tem menos de meio salário mínimo para passar o mês.
Segundo a fundação, o contingente de pessoas com renda domiciliar per capita até R$ 497 mensais atingiu 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país. O dado corresponde a 9,6 milhões a mais que 2019.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu ao longo do segundo turno mais de 500 alertas diários de fake news relacionadas à eleição.
Os 11 primeiros dias da retomada da campanha concentraram quase a metade dos alertas de fake news. Entre 2 e 13 de outubro, foram registradas 5.869 comunicações.
Ao todo, o TSE repassou para análise das redes sociais na campanha deste ano 12.573 casos com suspeita de desinformação, o que representa um crescimento de 1.671% em comparação com as eleições municipais de 2020, quando foram registrados 752 encaminhamentos.
Uma vez alertadas pelo TSE, as plataformas acabaram adotando providências, como retirada ou suspensão, em 57% dos casos graves.
Combate O tribunal atua em duas frentes para impedir a disseminação de notícias falsas:
Na primeira, a área técnica filtra e analisa o material suspeito de fake news. Após a avaliação, o conteúdo é encaminhado para as plataformas, que decidem se retiram ou não, de acordo com suas normas internas.
A segunda atuação na Corte é na área judicial, que envolve julgar as ações apresentadas pelas campanhas que discutem se as propagandas ou postagens nas redes sociais configuram desinformação.
Na sessão desta quinta-feira (20), o TSE aprovou resolução que busca dar mais agilidade ao processo de retirada do ar de fake news no período eleitoral e evitar a disseminação.
Ficou definido que o conteúdo falso poderá ser retirado do ar sem a necessidade de múltiplos processos judiciais.
O presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes, disse que a disseminação de fake news aumentou consideravelmente na comparação com o primeiro turno.
“A partir do segundo turno houve um aumento não só das notícias fraudulentas, mas da agressividade dessas notícias, que leva a uma corrosão da democracia, o que pede um procedimento mais célere em relação à desinformação”, afirmou o presidente do TSE.
Na madrugada desta quinta-feira (20), Afogados da Ingazeira registrou o homicídio de Ozeas Galdino de Lira, 45 anos.
Ele foi assassinado a facadas, o filho, Lucas Bezerra Galdino, 22 anos, sofreu tentativa de homicídio e também saiu ferido na ação.
Segundo informações do repórter Marcony Pereira, para o programa da Rádio Pajeú, Ozeas foi socorrido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos, evoluindo a óbito durante o trajeto até o Hospital Regional Emília Câmara (HREC).
Ainda segundo o repórter, o corpo de Ozeas foi encaminhado para o IML de Caruaru e não tem informações sobre velório e sepultamento.
Sobre Lucas Galdino, filho de Ozeas, também ferido na ação, Marcony informou que segundo informações apuradas no HREC, passou por cirurgia, está consciente e estável. “Será avaliado por um cirurgião e deve receber alta em breve”, informou o repórter.
O acusado pelo homicídio foi preso logo após o crime. Erick Darlan Andrade de Lima foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Afogados da Ingazeira pela Polícia Militar juntamente com a arma do crime. Informações não oficiais dão conta de que Erick teria saído da prisão recentemente.
Falando ao repórter Júnior Cavalcanti, o delegado Lucas Carvalho, esclareceu como se deu a ação criminosa.
Segundo o delegado, Erick estava preso até recentemente por ter cometido um roubo em Afogados da Ingazeira e estava cumprindo pena no Presídio de Lajedo.
“O autor ligou para Lucas o convidando para comemorar a sua volta ao convívio social. Lucas chamou o pai. Em determinado momento, em meio ao consumo de bebida alcoólica, houve uma discussão e Erick pegou uma faca em sua residência e desferiu alguns golpes tanto em Ozeas, como em Lucas”, detalhou o delegado.
Ainda segundo informado pelo delgado, a Polícia Militar foi acionada e capturou o acusado ainda na cena do crime com a arma utilizada para cometer o delito.
O delegado Lucas Carvalho informou ainda que de imediato o individuo foi encaminhado a Delegacia de Policia onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante delito. “Agora será submetido a Audiência de Custódia e o inquérito policial tem o prazo de 30 dias para ser concluído”, informou o delegado.
As candidatas Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) participam, nesta quinta-feira (20), de debate para governadora de Pernambuco. O encontro é promovido pela Rádio Jornal e tem início marcado para 10h. A mediação é do jornalista Wagner Gomes.
Esse será o segundo debate entre as candidatas neste segundo turno das Eleições 2022. O primeiro, na terça-feira (18), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, foi marcado pela apresentação de propostas e troca de farpas.
Os demais debates serão na TV Nova, nesta sexta-feira (21), às 21h; na TV Guararapes, na segunda-feira (24), às 18h; na TV Jornal, na terça-feira (25), às 11h; e na TV Globo, na quinta-feira (27), às 22h.
PRIMEIRO BLOCO
Por que a senhora quer governar Pernambuo? Cada uma tem dois minutos
RAQUEL LYRA A dez dias das eleições. Pernambuco vive o pior momento da sua história recente. Somos vice-campeões de desemprego. Temos a Região Metropolitana mais miserável e o maior problema de falta d’água. Não há agua nas torneiras. Pernambuco agora tem uma oportunidade histórica. Pode escolher minha adversária, uma candidata que representa a continuidade do governo Paulo Câmara. Ou eu. Sou Raquel Lyra. Fui duas vezes prefeita de Caruaru. Foi lá que consegui chegar aos invisíveis, cuidar dos pequenos, das mães, reduzir a violência. Sou Raquel Lyra e meu número é 45.
MARÍLIA ARRAES Pernambuco elegeu a primeira senadora e agora vai eleger a primeira governadora. Tem a oportunidade de eleger um projeto atrelado ao do presidente Lula. Não dá pra considerar Pernambuco uma ilha. Não deu certo quando se escolheu um gerente. Vamos cuidar das nossas crianças, das mães, da infraestrutura. Pernambuco vai voltar a se orgulhar, a crescer. Na nossa gestão, vamos voltar a fazer isso com o presidente Lula. Não apenas porque somos aliados, mas porque Lula tem o mesmo projeto. Vamos fazer juntos, de Brasília Teimosa a Brasília. Sou Marília Arraes e meu número é 77 (adotou a mesma estratégia de Raquel que tem terminado as respostas dizendo o nome e o número)
SEGUNDO BLOCO Candidatas fazem perguntas entre si
Raquel pergunta a Marília A gente concorda que Pernambuco não precisa de uma gerente. Paulo Câmara foi muito ruim. A que a senhora atribui a falta de confiança em você no Recife, onde eu fiquei em primeiro lugar no primeiro turno?
Queria lembrar que fui a primeira colocada em Pernambuco. Estamos falando de uma eleição para o Governo do Estado. Temos uma história de luta. Andei esse Estado todo há cinco anos. Você começou a andar de um ano pra cá, ao lado do candidato de Bolsonaro. Ontem falou 19 vezes o nome de Paulo Câmara. Mas foi você que colocou ele lá. Você e seu pai. Na época fui contra. Eu sabia que não ia dar certo. Eu queria que você estivesse com o presidente Lula. Mas você resolveu ficar neutra. E nós somos mães e sabemos. Neutro só sabão de bebê. Recife conhece minha história. O Estado de Pernambuco me conhece desde que andei com Arraes e com Eduardo
Quem conhece Marília não vota em Marília. Fui reeleita em Caruaru e tenho a confiança do povo. O povo quer uma governadora que tire as propostas do papel. Não quer briga de mentirinha. Briga com o primo, será que foi briga mesmo? Briou com Paulo Câmara. Será que brigou mesmo? E se junta de novo. Vamos fazer um governo com respeito
Pois é, Raquel. Você era aliada a Paulo Câmara e depois se juntou a Temer e a Bolsonaro. Você ficou em Caruaru enquanto eu estava em Brasília, em Pernambuco, trabalhando bastante. Caruaru lhe deu nota 5, porque você é especialista em prometer e não cumprir
Marília pergunta a Raquel Merenda escolar é muito importante. Você é ré em vários processos. Explique melhor essa história
O fato é que Marília Arraes em vez de discutir soluções para Pernambuco só traz fake news. A campanha, como ela, usa o tempo de inverdades. Todas são improcedentes. E quando você estava só em Caruaru é um desrespeito ao povo. Fui eleita pra isso. A senhora foi a deputada mais ausente. Fura-fila da vacina e se absteve. Fez acordo com a presidência da Câmara pra ganhar um cargo lá. Pernambuco precisa enxergar seu futuro. Mudei os índices da violência. Reduzimos homicídios
Raquel, você nunca foi deputada federal. Pra ser governador precisa saber. Não ganhei cargo. Fui eleita. E todo mundo sabe tenho lado. Quem inventa mentira é você. Ana Célia não estava na Funase na sua gestão desastrosa. Encontrei uma moça que chamou você de Raquel do tapuru
Quem me conhece sabe que fui presente. Tudo que diz a respeito a minha cidade era minha responsabilidade. A gente trabalhou incansavelmente durante a pandemia, a greve de caminhoneiro. Por Caruaru ela não caminhou. Vou colocar água na torneira, acabar o desemprego
Raquel pergunta a Marília Vamos falar sobre mentira e fake news. Não diga que você não conhece. Quando realmente você vai parar de inventar mentiras?
Ganhamos ações contra sua campanha. Se houve assessor meu que fez isso, houve também assessor seu .Pelo amor de Deus, Raquel. Você implementou terror. Não tem pulso. Não tem Eu tenho posição. Lula quer o fim da fome. Bolsonaro fez uma fala pedófila. ´:E mãe de dois meninos. Todas as mulheres sabem o que é um homem olhar com olhar de safadeza
Em 2020 vocês viram um show de horrores de Marília brigando com o primo. Agora, em vez de debater, mente tanto que nem sente. Não há nenhuma condenação da minha campanha em relação à dela. Foi condenada nove vezes. Sempre trabalhei com a verdade e quero governar com transparência
Quem não quer discutir Pernambuco é ela. Só quer falar de mentira. Precisa dizer o que . Deve ser invisível pra ela. Pra mim, nunca foram. Você sempre falou. Pecha de continuidade. mas eu sempre fui oposição de verdade. Você ajudou
Marília pergunta a Raquel Na sua gestão você quis mudar a feira de lugar. Por que não deu certo?
Falo dos invisíveis aos olhos do poder público. Não enxerga Lu que mora nas palafitas. Eu até soube que você estava copiando do nosso guia a palavra invisível. Quem governa com intenção? Quem vai consertar as estradas e o teto da Restauração é a governadora de Pernambuco. Construímos o mercado casa rosa, trocamos fiação. O povo de Caruaru sabe disso. Você está buscando depoimentos contra mim. É impossível fazer tudo só. Cria comissão, fez uma reunião. É só pra tirar retrato
O povo de Caruaru sabe, os ambulantes sabem. Abandono, risco de incêndio em Caruaru. Falta de diálogo. Você autoritária. Muito parecida com Paulo Câmara e como seu presidente. Tenho dois exemplos muito próximos: Arraes e Lula, que sabem negociar. Fala grosso com quem é pobre e fala fino com quem é rico
Quem está nos ouvindo percebe que Marília fala muito mais do meu trabalho que do dela. Ela quase não fez nada. Foi secretária de Geraldo Julio e só conseguiu executar 10% do orçamento. Pra ser governante é preciso saber construir os sonhos. Não é presidente da República – em quem ela sempre se escora pra ganhar votos – que vai resolver os problemas de Pernambuco
TERCEIRO BLOCO
Marília para Raquel Desde 2015 O Estado investiu R$ 115 milhões. Em sete anos ficaram às moscas. O que você acha disso?
Quero falar com você que tem dificuldade de chegar ao trabalho todos os dias. 70% das estradas em péssimas condições. Li em seu plano de governo. Seu vice foi responsável pelas estradas e deixou Pernambuco como está. Vamos requalificar. Me especializei em tirar sonhos do papel. Liderar um movimento
A candidata tenta me vincular a uma continuidade, mas eu faço oposição. Faz tantos anos que meu candidato a vice deixou de ser secretário. A gente tem que ter posição, tem que ter lado. Não dá pra fazer o Arco ou obras estruturantes sem um presidente ao nosso lado. Você sabe que com seu presidente Bolsonaro não dá pra voltar a crescer
Quero me dirigir a você que tem dificuldade de sair de casa para ir trabalhar. Metrô sucateado, estradas ruins. Duas horas pra sair de casa ao trabalho. Vou liderar pessoalmente a questão das estradas e do transporte público. Voltar pra casa com segurança
Raquel para Marília Geração de empregos
Na última eleição PC prometeu o pacto pelo emprego e nada disso aconteceu. Como a candidata dele será capaz de transformar essa realidade?
Quero dizer que lá em Caruaru deve ser a Raquelândia. Só existe na cabeça dela. Fica tentando me vincular a Paulo Câmara que eu nem conheço. Janta com PC na casa dela. Agora PC vota em Lula. Queria que ela votasse. Quero saber como ela vai melhorar se está ao lado de Bolsonaro? Isso não cola. A Funase quando você foi secretária viveu um terror. Mas você está com um time que diz que bandido bom é bandido morto. E você mentiu. Faz igual a PC Não assume os problemas
Um tema tão importante e a candidata fica falando de ódio. Não sou seu primo. duas crianças mimadas. Não vou entrar no seu jogo. Melhor preso que morto. A gente não quer isso. Vamos qualificar fora da escola, inclusive aqueles de 40 e 50
Nosso projeto vai além dos empreendedores. Qualificação profissional, Suape voltar acrescente, a Transnordestina, condições para micro e pequenos empresários. de acordo com a peculiaridade de cada região. Vai voltar a crescer eu aqui e Lula lá
Há apenas um mês e meio no governo, a primeira-ministra britânica, Liz Truss, renunciou nesta quinta-feira (20). Ela é a terceira líder do Reino Unido consecutiva a renunciar antes da hora, e a que menos tempo ficou no cargo na história do país.
Truss, que substituiu o Boris Johnson no comando do país, já vinha sofrendo uma forte pressão para renunciar por conta de um polêmico plano econômico que gerou revolta no mercado e dentro de seu próprio partido.
O plano previa um corte amplo e severo de impostos e, em paralelo, um empréstimo bilionário para cobrir o rombo nas contas públicas. A proposta foi muito mal recebida no país, em um momento no qual a inflação do Reino Unido ultrapassou os 10% – a maior taxa nos últimos 40 anos.
Em pronunciamento na porta de Downing Street, a sede do governo do Reino Unido, em Londres, Liz Truss , acompanhada de seu marido, disse que já informou sua renúncia ao rei Charles III .
Mais cedo, o governo do Reino Unido havia negado que Truss deixaria o governo antes da data de implementação do plano, 31 de outubro, e o porta-voz da premiê reafirmou que ela cumpriria seu mandato.
Ao longo da semana, no entanto, a fila de parlamentares e membros do próprio partido de Truss que pedem a saída da atual líder, aumentou. Segundo a imprensa britânica, metade dos membros do Partido Conservador, a sigla que a premiê lidar, apoiam a renúncia.
Também na última semana, a nova líder perdeu dois ministros: o de Finanças, responsável pelo polêmico plano, e a do Interior, Suella Braverman, que renunciou na quarta-feira (19). A saída de Braverman, considerada a mais linha dura do governo de Truss, acelerou e aprofundou a crise.
“A primeira-ministra perdeu o controle do governo e a confiança dos parlamentares conservadores. Para o bem do país, ela precisa se demitir”, declarou o deputado Steve Double, do próprio partido de Truss.
A prorrogação de gastos que não cabem no orçamento e de benefícios tributários podem gerar um rombo nas contas públicas de até R$ 103 bilhões em 2023, de acordo com os cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal. O órgão alerta para o cenário de risco para o próximo ano, principalmente por causa da incerteza trazida pelo período eleitoral.
Só a promessa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), candidatos à presidência, de manter o pagamento do Auxílio Brasil em R$ 600 geraria um impacto de R$ 51,8 bilhões nas contas públicas. O cálculo foi feito considerando os pagamentos para 21,6 milhões de famílias, fora do teto de gastos.
O órgão também alerta para a manutenção de benefícios tributários. Um exemplo é a desoneração de impostos que incidem sobre combustíveis, que também constam nas promessas da dupla que disputa o Planalto.
“Meta de resultado primário de 2022 deve ser cumprida com larga folga, mas cenário para 2023 preocupa. Se, no cenário base, o governo consegue cumprir a meta de resultado primário e o teto de gastos, nos cenários alternativos, o risco de descumprimento das regras, tanto do teto quanto de primário se elevam. Neste relatório a IFI atualizou essas projeções e o diagnóstico é o mesmo: a prorrogação de gastos e benefícios tributários para o próximo exercício elevam o risco de descumprimento das regras fiscais”, diz a IFI.
No cenário base, a IFI projeta para 2023 um “pequeno déficit” de R$ 4,5 bilhões. “No cenário alternativo, em que o benefício adicional do Auxílio Brasil é executado por fora do teto, o déficit primário projetado para 2023 aumenta para R$ 103 bilhões”, pontua.
A incerteza para o próximo ano também passa pela questão da arrecadação federal. O órgão considerou o aumento das receitas desse ano, da ordem de R$ 200,2 bilhões acima do previsto, como um aumento ‘brutal’, que compensou a elevação das despesas, ainda que não tenha como fazer frente a necessidade de bloqueios no orçamento para o cumprimento do teto de gastos.
A diretora da IFI Vilma Pinto diz que comparando a arrecadação federal, apesar do crescimento, já se observa uma queda, na margem, do volume que é administrado pela Receita Federal. Para ela, isso reforça a questão crucial de avaliar o caráter estrutural desse incremento, que é usado para a redução de impostos.
“O crescimento de receita que a gente observa esse ano é base para medidas que ampliam o gasto, nos níveis subnacional e nacional. Teve redução do IPI e ICMS, de forma permanente, e reduções do PIS/Cofins sobre combustíveis, que o governo já incluiu na proposta orçamentária do ano que vem, de forma a considerar uma prorrogação dos benefícios. Essas medidas são adotadas com base na premissa de que as receitas estão crescendo de forma estrutural” diz, defendendo o olhar atento para que esses cortes de impostos não se traduzam em bomba fiscal.
Sob forte pressão de seu próprio partido para renunciar, a primeira-ministra britânica, Liz Truss, convocou nesta quinta-feira (20) o presidente do comitê de seu partido responsável por convocar novas eleições internas.
Caso Truss renuncie, o Partido Conservador, que é quem está no comando do país, pode escolher um novo líder. Foi através de eleições internas que Truss substituiu, em 5 de setembro, o ex-premiê Boris Johnson.
Nesta manhã, a premiê convocou Graham Brady, o diretor do Comitê de 1922, grupo do Partido Conservador responsável pelas eleições internas da sigla – em regimes parlamentares, é o partido vencedor das eleições que indica o primeiro-ministro do país.
Mesmo há pouco tempo no poder, Liz Truss já vem sofrendo forte pressão para renunciar por conta de um polêmico plano econômico que gerou revolta no mercado e dentro de seu próprio partido.
O plano previa um corte amplo e severo de impostos no país e, em paralelo, um empréstimo bilionário para cobrir o rombo nas contas públicas. A proposta foi muito mal recebida dentro de seu próprio governo e pelo mercado, em um momento no qual a inflação do Reino Unido ultrapassou os 10% – a maior nos últimos 40 anos.
Na última semana, a nova líder perdeu dois ministros: o de Finanças, responsável pelo polêmico plano, e a do Interior, Suella Braverman, que renunciou na quarta-feira (19).
A saída de Braverman, considerada a mais linha dura do governo de Truss, acelerou e aprofundou a crise. E o novo ministro da Finanças decidiu refazer por completo o plano econômico.
Ao longo da semana, a fila de parlamentares e membros do próprio partido de Truss, o Partido Conservador, que pedem a saída da atual líder, aumentou. Segundo a imprensa britânica, metade dos membros da sigla apoiam a renúncia.
“A primeira-ministra perdeu o controle do governo e a confiança dos parlamentares conservadores. Para o bem do país, ela precisa se demitir”, declarou o deputado Steve Double, do próprio partido de Truss.
O número de denúncias de assédio eleitoral feitas ao Ministério Público do Trabalho (MPT) subiu de 447 para 706 em um dia, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira pelo órgão. O total vem em crescimento nos últimos dias: na última quarta-feira (12), eram 197.
O assédio ocorre quando um empregador coage seus funcionários a votarem em determinado candidato. Em 2018, durante todo o pleito, o MPT recebeu 212 denúncias. Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira, as regiões com mais denúncias são o Sudeste, com 284 e o Sul, com 212. As 706 denúncias fazem referência a possíveis abusos de 572 empresas.
Desde o início da campanha eleitoral aumentaram relatos sobre a prática, mas as denúncias se intensificaram após o primeiro turno das eleições. Até o momento, as denúncias já renderam 55 notificações expedidas pelo Ministério Público e 12 termos de ajustamento de conduta.
Na eleição de 2018, durante todo o período eleitoral, ou seja, até o fim da disputa em dois turnos, foram feitas 199 denúncias do tipo, segundo a procuradora Adriane Reis de Araújo, coordenadora nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT. Ela avalia que a tendência é que a eleição deste ano supere esse patamar.
Segundo Adriane, a prática é irregular mesmo se realizada com quem presta serviço, mas não tem vínculo formal, caso de autônomos e estagiários.
O MPT chegou a divulgar nota técnica com recomendações aos procuradores sobre como coibir esse tipo de assédio em ambientes de trabalho. “A interferência do empregador nas orientações pessoais, políticas, filosóficas ou eleitorais do empregado vai contra a Constituição”, segundo o órgão.
Nas últimas semanas, uma série de vídeos de empregadores coagindo funcionários a votarem em candidatos têm viralizado.
A coação é crime eleitoral e pode ser punida com pena de até quatro anos e multa para condutas como “dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.