O Flamengo é tetracampeão da Copa do Brasil! Após um empate em 1 a 1 com bola rolando, no Maracanã, na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro venceu o Corinthians nos pênaltis no jogo de volta da decisão, depois de empatar sem gols na ida, na Neo Química Arena. Campeão em 1990, 2006 e 2013, o Fla garantiu a conquista em 2022 com um 6 a 5 nas penalidades.
O jogo foi marcado por emoção. Após Pedro abrir o placar no início do primeiro tempo, o Corinthians empatou na reta final com Giuliano, que saiu do banco de reservas na segunda etapa. Nos pênaltis, o Flamengo chegou a ficar atrás no placar, após Filipe Luís parar em Cássio. Mas se beneficiou com os erros de Fagner e Mateus Vital. Rodinei foi o responsável por converter a cobrança que garantiu a taça.
Fábio Santos começou batendo e marcou para o Corinthians. Na sequência, Cássio defendeu a cobrança de Filipe Luís. Giuliano, David Luiz, Renato Augusto e Léo Pereira marcaram. Fagner, porém, acertou o travessão. Everton Ribeiro empatou a disputa. Yuri Alberto, Gabigol, Maycon e Everton Cebolinha converteram. Mateus Vital, contudo, na sétima batida, chutou por cima do gol. Rodinei cobrou para o Flamengo, deslocou Cássio e garantiu o título.
Os dois times chegaram à final tendo acumulado R$ 16,8 milhões. Com o título, o Flamengo faturou mais R$ 60 milhões, enquanto o Corinthians fica com mais R$ 25 milhões . Por ter sido campeão, o Rubro-Negro também se tornou o primeiro time brasileiro a garantir vaga direta na Libertadores de 2023. O Corinthians terá que lutar pela classificação via Brasileirão.
A ida para o segundo turno deu um grande impulso às doações de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL). Na primeira etapa da disputa pela Presidência da República, o candidato do PL recebeu R$ 25 milhões em doações de pessoas físicas. Pouco mais de duas semanas depois do primeiro turno, o valor aumentou para R$ 65 milhões, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No mesmo período, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu R$ 1,3 milhão em doações de pessoas físicas. Foram R$ 978 mil antes do primeiro turno e R$ 405 mil desde então.
Entre os maiores doadores da campanha de Bolsonaro estão o advogado evangélico Fabiano Zettel (R$ 3 milhões), o ex-secretário de Bolsonaro e dono da Localiza, Salim Mattar (R$ 1,8 milhão), e o agropecuarista e cunhado do ex-ministro Blairo Maggi, Hugo de Carvalho Ribeiro (R$ 1,2 milhão).
Também doaram valores mais altos os empresários Pedro Grendene (R$ 1 milhão) e Alexandre Grendene (R$ 1 milhão), da empresa de calçados Grendene, e os empresários do agronegócio Cornélio Sanders (R$ 1 milhão) e Oscar Cervi (R$ 1 milhão).
Destes, doaram depois do primeiro turno Cornélio, Mattar e Zettel.
Entre os maiores doadores de Lula estão o empresário Altair de Jesus Vilar Guimarães, que já foi vereador de Ipatinga (MG) pelo PT (R$ 600 mil), e Hélio Martins Tristão (R$ 114 mil).
Em financiamentos coletivos, Bolsonaro recebeu R$ 257,5 mil, o equivalente a 0,3% do total. Lula, por sua vez, arrecadou R$ 1,6 milhão, o que representa 1,3% do total.
Pessoas físicas x partidos Desde o começo da campanha, o financiamento das campanhas de Lula (PT) e Bolsonaro têm características diferentes: o atual mandatário usa mais verba de doações de pessoas físicas, enquanto o petista recebeu grande montante do partido.
Mesmo com o crescimento das doações a Bolsonaro, Lula segue com mais verba para gastar na campanha: o petista tem R$ 126 milhões, ante R$ 85 milhões de Bolsonaro. O limite de gastos da campanha presidencial, contando o primeiro e o segundo turno, é de R$ 133,4 milhões.
Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, têm interrompido missas da Igreja Católica ou ofendido padres sob a alegação de que os religiosos supostamente pedem votos ou defendem temas que julgam serem alinhados à esquerda.
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e religiosos alertam para o aumento da intolerância.
Tumulto em Aparecida
Bolsonaristas hostilizam equipes de TVs e fiéis em Aparecida; QG da campanha do presidente teme afastamento de católicos
Bolsonaristas vaiaram o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, durante a homilia. Ele disse que o Brasil precisava vencer muitos dragões, como o do ódio, da fome e do desemprego. O padre Camilo Junior elogiou na ocasião os fiéis que haviam ido a Aparecida: “Hoje não é dia de pedir voto; é dia de pedir bênção”. Bolsonaro visitava o Santuário de Aparecida na ocasião.
Padre se retira das redes até o fim das eleições
Também em 12 de outubro, depois da confusão de bolsonaristas em Aparecida, padre Zezinho, da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, de Minas Gerais, disse em uma rede social que não se manifestaria mais até depois das eleições. “Depois das ofensas de hoje contra o Papa, contra os bispos, contra mim, com calúnias e palavras de baixo calão, estou fechando esta página até dia 31 de outubro […]. Continuam a dizer que sou mau padre, que sou comunista e que sou traidor de Cristo e da Pátria porque ensino doutrina social cristã”. Zezinho é um cantor religioso e inspiração para padres como Marcelo Rossi e Fábio de Melo. “O triste é que as ofensas são todas de católicos radicais que preferiram o seu partido político ao catecismo católico”, escreveu.
Padre interrompido no Paraná ao citar armas
Bolsonaristas hostilizaram um padre que celebrava uma missa em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Ele havia dito: “O Deus da vida nunca vai estar do lado que vai pregar o armamentismo” e sugeriu enfrentar “todos os dragões que insistem em devorar o projeto de Deus”. O armamento da população é bandeira de Jair Bolsonaro. Então, o padre foi perguntado por bolsonaristas se pregava voto em Lula e era a favor do aborto — temas que não havia mencionado na homilia.
Missa interrompida em Jacareí
Uma mulher interrompeu uma missa e discutiu com um padre em Jacareí, no interior de São Paulo. Um vídeo gravado por fiéis mostra a mulher discutindo com o padre na paróquia usando expressões bolsonaristas — como “esquerdista” e “ideologia de gênero”. O padre havia mencionado na homilia a vereadora Marielle Franco, do PSOL, assassinada em 2018 em circunstâncias ainda não totalmente esclarecidas.
“O senhor não vai falar de Marielle Franco dentro da casa de Deus. O senhor não vai falar de Marielle Franco, uma homossexual, uma envolvida com o tráfico de drogas, o senhor não vai falar de Marielle Franco dentro da casa de Deus. Uma esquerdista do PSOL, uma homossexual, que quer a ideologia de gênero dentro da escola das crianças”, disse a mulher, segundo o jornal O Globo.
Cardeal chamado de ‘comunista’
No último dia 16, dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo metropolitano de São Paulo, foi chamado de “comunista” por usar roupas vermelhas — norma da Igreja Católica para cardeais como ele. Ele foi, ainda, acusado de apoiar o aborto, o que é repudiado pela igreja. Dom Odilo também foi associado ao ex-presidente Lula (PT) e a uma suposta “ditadura da esquerda”.
“Sou a favor da família, contra o aborto e toda violência contra a pessoa; não aprovo comunismo nem o fascismo; sou a favor da moral dos mandamentos de Deus. Estou em comunhão com o Papa…”, disse o cardeal sobre suas crenças.
“Tempos estranhos esses nossos! Conheço bastante a história. Às vezes, parece-me reviver os tempos da ascensão ao poder dos regimes totalitários, especialmente o fascismo. É preciso ter muita calma e discernimento nesta hora!”, afirmou.
O Ministério da Economia informou que o bloqueio adicional de R$ 2,63 bilhões no orçamento deste ano atinge 11 pastas. A informação foi disponibilizada pela Economia por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
A necessidade adicional de bloqueio no orçamento, no valor de R$ 2,63 bilhões, foi anunciada em 22 de setembro, durante divulgação do 4º relatório de receitas e despesas do orçamento de 2022.
Geralmente, o detalhamento sai dias após a divulgação do bloqueio. Desta vez, apesar do decreto ter sido publicado em 30 de setembro, a pasta não divulgou os valores contingenciados por ministério.
Segundo os dados obtidos pela LAI, o Ministério do Desenvolvimento Regional foi o mais atingido pelo bloqueio, com R$ 1,2 bilhão contingenciado:
No acumulado do ano, o bloqueio total no orçamento está em R$ 10,5 bilhões.
O bloqueio ocorre porque o governo precisa cumprir a regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas da União à inflação do ano anterior.
Com o crescimento de despesas obrigatórias (salários e previdência, por exemplo), a União tem que cortar gastos “opcionais” para fechar a conta.
Apesar de não obrigatórias, essas despesas também são importantes para a manutenção dos serviços públicos – incluem as contas de luz e água dos prédios oficiais e os contratos de serviços terceirizados.
Emendas de relator O bloqueio adicional de R$ 2,63 bilhões atinge principalmente recursos das emendas de relator, identificadas no orçamento como RP9.
As emendas de relator são um tipo de emenda parlamentar – recursos do orçamento direcionados por deputados a suas bases políticas ou estados de origem. Elas ficaram conhecidas como orçamento secreto devido à falta de transparência.
Nos sistemas do Congresso, não aparecem os nomes dos parlamentares que são beneficiados, somente o nome do relator. Além disso, os critérios de distribuição desse dinheiro têm pouca transparência e depende de negociação política.
Orçamento da Educação No caso do Ministério da Educação, a Economia esclareceu que parte do contingenciamento afetou também o orçamento discricionário da pasta (classificado como RP2), cujo cumprimento não é obrigatório.
“23,5 milhões desse valor adicional do bloqueio incidiu sobre dotações classificadas por RP2, por decisão do órgão, tendo em vista a execução de despesas decorrida entre decisão de bloqueio e sua efetivação”, informou a Economia.
No início do mês, enquanto o governo não detalhava os valores bloqueados por pasta, o orçamento do Ministério da Educação foi alvo de críticas.
Isso porque a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) disse ter sido informada pelo MEC que o último contingenciamento atingia R$ 328,5 milhões da educação superior.
Diante da repercussão, o ministro da Educação Victor Godoy negou que tenha havido um corte no orçamento das universidades e institutos federais. Um dia depois, disse que o montante seria liberado.
Divulgação a cada dois meses A cada dois meses, o Ministério da Economia faz uma avaliação das receitas e despesas do governo. E, se necessário, anuncia um novo bloqueio de recursos.
Porém, o valor bloqueado por pasta só costuma ser divulgado pelo Ministério da Economia depois da publicação do decreto de programação orçamentária.
O Brasil registrou nesta terça-feira (18) 83 pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.376 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 51, com variação de -46% em relação aos últimos 7 dias, tendência de queda pelo quinto dia seguido.
Brasil, 18 de outubro Total de mortes: 687.376 Registro de mortes em 24 horas: 83 Média de mortes nos últimos 7 dias: 51 (variação em 14 dias: -46%) Total de casos conhecidos confirmados: 34.805.068 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 8.856 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 4.508 (variação em 14 dias: -32%)
No total, o país registrou 8.856 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.805.068 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.508, com variação de -32% em relação à semana anterior.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Subindo (4 estados): BA, MG, MS, ES Em estabilidade (8 estados): PE, AP, MT, MA, PB, PI, RR, AM Em queda (10 estados e o DF): DF, RO, RJ, RN, SC, PR, PA, RS, SP, AL, GO Não divulgaram até 20h (4 estados): AC, CE, SE e TO
Pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais (ABRAPEL), mostra que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49% das intenções de voto neste segundo turno das eleições para a Presidência da República.
O atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), tem 43%. Votos brancos e nulos somam 6%. Não sabe ou não respondeu corresponde a 2% do eleitorado.
O levantamento foi realizado nos dias 17 e 18 de outubro e foram entrevistadas 1.100 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-06307/2022. Levando em conta somente os votos válidos, Lula tem 53% e Bolsonaro, 47%.
Esse é o segundo levantamento feito pelo IPESPE/ABRAPEL neste segundo turno. Em relação à primeira pesquisa, Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Bolsonaro se manteve estável.
Já em termos de rejeição, 45% dos entrevistados disseram não votar de forma alguma no petista. E 48% rejeitam totalmente votar no atual presidente.
A pesquisa também buscou saber quem será eleito presidente, independentemente da preferência do eleitor. 53% acreditam que Lula será o eleito e 37% apostam na vitória de Bolsonaro.
Por fim, a aprovação do governo Bolsonaro oscilou um ponto percentual, passando de 41% para 42%. A desaprovação está em 49% e 9% disseram não saber ou não responderam.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves determinou nesta terça-feira (18) a abertura de investigação sobre um suposto esquema de desinformação nas redes sociais com o envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e de perfis de apoiadores da família Bolsonaro.
Na decisão, Gonçalves dá prazo de três dias para que Carlos, filho do presidente Jair Bolsonaro, preste informações sobre o uso de suas redes sociais com objetivo político-eleitoral.
A lista de pessoas a serem investigadas inclui o próprio presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. Os citados terão cinco dias para apresentar defesa.
O ministro determinou ainda que as redes sociais identifiquem quem são os donos de 28 perfis suspeitos de propagarem desinformação sobre o processo eleitoral.
O TSE foi acionado pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou haver um ecossistema de desinformação, ou seja, uma forma coordenada e orquestrada de disseminação de informações falsas.
Segundo os partidos, a prática pode configurar abuso de poder político, poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Gonçalves, que é corregedor da Justiça Eleitoral, afirmou que o esquema de divulgação de fake identificado na campanha de 2018 ganhou mais complexidade e uma forma elaborada de financiamento.
Na decisão, o ministro afirma que o material apresentado pela campanha de Lula ao TSE “confere densidade a fatos públicos e notórios relativos à atuação nas redes de Carlos Bolsonaro e diversos apoiadores do atual presidente, fornece indícios de uma atuação concertada para a difusão massificada e veloz de desinformação, que tem como principal alvo o candidato Luiz Inácio Lula da Silva”.
“Determino, ademais, a intimação do terceiro investigado, Carlos Nantes Bolsonaro, pelo meio mais célere, para que, no prazo de 3 (três) dias, manifeste-se sobre a utilização político-eleitoral de seus perfis nas redes sociais, bem como sobre o requerimento para que sejam removidos em razão do alegado ecossistema de desinformação em favor do primeiro investigado, sem prejuízo da apresentação de defesa após regular citação”, escreveu.
O ministro determinou ainda que as plataformas suspendam o repasse de recursos pelo acesso para quatro canais bolsonaristas até o dia 31 de outubro, quando terá terminado a eleição. Fica proibido ainda a exibição do documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora Brasil Paralelo.
Fake news com ‘aparência jornalística’ A decisão afirma que a engenharia de produção de notícias falsas passou a contar com uma nova roupagem para conferir credibilidade a mensagens com caráter eleitoral. O ministro diz que são canais com aparência jornalística.
“Não se trata, no ponto, de jornais que legitimamente ostentam preferências políticas e que naturalmente se inclinam, em sua leitura crítica dos fatos, a uma determinada corrente. O fenômeno referido tem estreita relação com a produção de notícias falsas orientadas a apresentar uma visão ideológica como se fosse verdade factual. O empreendimento comercial, nesses casos, fica em segundo plano, tornando-se prioritária a possibilidade de influenciar nas escolhas políticas e eleitorais dos cidadãos, inclusive por estímulo à radicalização”, afirmou.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, disse na sessão do plenário desta terça-feira (18) que a Corte “não vai tolerar assédio eleitoral”.
“Absolutamente inadmissível essa conduta. Precisamos combater no âmbito do Judiciário […] O TSE não vai tolerar assédio eleitoral nestas eleições”, afirmou Moraes.
Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) dão conta de que 447 denúncias de assédio eleitoral foram registradas até o momento. Na semana passada, o número computado pelo MPT era de 173 – um aumento de quase 160%.
Moraes deu a declaração horas depois de uma reunião sobre o assunto com o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e com o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira.
Moraes informou também que a Comissão de Combate à Desinformação, que atua no âmbito do TSE, vai trabalhar junto ao Ministério Público na troca de informações, especialmente sobre o assédio que ocorre nas redes sociais.
“Temos que banir esse absurdo do assédio eleitoral. O eleitor tem que ter a liberdade, no momento do voto, para que possa, com sua consciência, escolher o melhor candidato. Reitero aqui que o assédio moral é crime, e como crime será combatido. Aqueles que cometerem responderão civilmente e penalmente”, apontou o ministro.
Por sugestão da ministra Cármen Lúcia, Moraes disse ainda que fará reuniões com federações dos setores da indústria e do comércio para debater o tema com os empregadores.
O assédio eleitoral ocorre quando um empregador age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato.
A declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (14) – na qual diz que “pintou um clima” com meninas venezuelanas menores de idade – não foi a primeira referência pública que o candidato do PL à reeleição fez ao episódio ocorrido em uma região administrativa do Distrito Federal. Na ocasião, ele disse ainda que as jovens se arrumavam para se prostituírem.
Na esteira dessa declaração, que viralizou no fim de semana, foram resgatados nas redes sociais dois vídeos em que o presidente já havia relatado a história. Em um deles, Bolsonaro diz que as meninas iriam se prostituir. No outro, insinua que esse seria o objetivo.
Nesta terça, ele gravou uma declaração pedindo desculpas e dizendo que sua fala foram tiradas de contexto.
Vídeo de 12 de setembro No primeiro turno da eleição presidencial, no dia 12 de setembro, durante conversa com um grupo de podcasters chamado Collab, Bolsonaro já havia comentado sobre o encontro e afirmou que as adolescentes estavam “bem arrumadas” para “fazer programa”. O vídeo com essa declaração viralizou nesta terça (18).
“Tem uma passagem minha. Foi em 2020. Vale a pena contar aqui […] Eu estava na, eu acho que é Paraíso o nome do… São Sebastião, em Brasília. A moto lá, tinha mais um pessoal comigo da segurança. Aí eu parei na esquina, tirei o capacete, daí eu olhei para trás e tinha umas duas, três meninas bonitinhas, de uns 14, 15 anos de idade. Me chamou atenção. Meninas bonitinhas, sábado, né. Por que chamou atenção? Eram parecidas. Aí eu vi que apareceu mais uma, mais outra”, contou o presidente.
“Eu desci da moto. ‘Posso entrar?’. Entrei. Tinha umas 15 meninas dessa faixa etária, 14, 15, 16 anos. Todas muito bem arrumadas. Tinham tomado banho, estavam fazendo o cabelo. Venezuelanas. Estavam se arrumando para quê? Alguém tem ideia? Quer que eu fale? Não vou falar… Para fazer programa. Vocês acham que elas queriam fazer isso? Qual era a fonte de sobrevivência delas? Essa”, acrescentou Bolsonaro. Vídeo de maio
Em 16 de maio deste ano, em evento da associação paulista de supermercados, Bolsonaro contou a mesma história durante um discurso.
“Eu estive no meio do povo desde quando apareceu o covid. Sem máscara. A imprensa: ‘Oh, sem máscara’. É fácil ficar dentro do Alvorada com toda a mordomia, um milhão de latas de leite condensado lá dentro e vendo o povo se explodir lá fora. Se eu não fizesse isso, não saberia como o povo tá vivendo. Fui para dentro da periferia de Brasília de motocicleta. Entrei numa república de venezuelanas sábado à tarde, dá pra imaginar, pessoal. Sábado à tarde, eu vejo, paro a moto, olho para trás e tem umas meninas de 13, 14 anos, arrumadinhas. Me surpreendeu. Eu voltei. Falei para o ajudante de ordem: ‘Abre uma live’. Tinha umas vinte venezuelanas se arrumando lá dentro. Meninas bonitas de 14, 15 anos, se arrumando para quê? Se arrumando sábado à tarde para quê? É isso que nós queremos para nossas filhas e netas”, relatou o presidente na ocasião.
O presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo nesta terça-feira (18) em que pede desculpa pela declaração sobre meninas venezuelanas em uma casa que ele visitou no Distrito Federal. Após dizer que as jovens se arrumavam para fazer programa, Bolsonaro, ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, afirmou agora que eram trabalhadoras.
O presidente tenta se explicar após forte repercussão negativa de declarações sobre visita que ele fez a uma casa onde havia garotas venezuelanas. Em uma das frases, ele chegou a dizer que “pintou um clima” e, por isso, resolveu entrar no local.
No vídeo gravado agora, Bolsonaro dá uma versão de que teve uma “dúvida” e uma “preocupação” sobre as jovens no local, mas que a essas incertezas foram esclarecidas pela então ministra Damares Alves. Segundo Bolsonaro, a ministra foi ao local e verificou que eram meninas “trabalhadoras”.
O presidente ainda pediu desculpas e alegou que as frases foram tiradas do contexto.
Também estava ao lado dele no vídeo María Tereza Belandria Expósito, nomeada embaixadora da Venezuela no Brasil pelo autoproclamado governo de Juan Guaidó, opositor que tentou, sem sucesso, derrubar o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Contexto
Veja a série de declarações de Bolsonaro sobre as meninas venezuelanas:
‘Ganhar a vida’
A repercussão começou no sábado (15), quando viralizou nas redes sociais uma entrevista de Bolsonaro a um podcast na sexta-feira (14).
Na entrevista, Bolsonaro relatou que estava de moto andando em uma região administrativa do Distrito Federal e encontrou meninas venezuelanas em uma casa. Ele disse que “pintou um clima” e, por isso, resolveu entrar:
“Eu estava em Brasília, na comunidade de São Sebastião, se eu não me engano, em um sábado de moto […] parei a moto em uma esquina, tirei o capacete, e olhei umas menininhas… Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na sua casa?’ Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos, se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”, afirmou o presidente na ocasião.
‘Fazer programa’
A declaração de Bolsonaro gerou repercussão negativa nas redes sociais e, em seguida, na campanha eleitoral.
Na esteira da entrevista dada ao podcast, viralizou uma outra fala do presidente, dessa vez em entrevista dada no dia 12 de setembro.
Naquela ocasião, ele contou a mesma história, e disse que as meninas se arrumavam para “fazer programa”.
“Todas muito bem arrumadas. Tinham tomado banho. Estavam fazendo o cabelo. Venezuelanas. Estavam se arrumando para quê? Alguém tem ideia? Quer que eu fale? Vou falar. Para fazer programa. Acha que elas queriam fazer isso? Qual é a fonte de sobrevivência delas? Essa”, repetiu.
‘Não iriam para festinha’
Diante do impacto negativo, Bolsonaro buscou se justificar. Em uma live no domingo (16), antes de um debate na TV contra seu rival no segundo turno, o ex-presidente Lula, ele disse:
“Fiz uma live de dentro da casa das meninas que estavam se arrumando num sábado de manhã, em plena Covid. Não iriam para festinha. Iriam para onde? Deixei claro que a conclusão cabia a cada um que estivesse me vendo naquela live”, justificou.
‘Você poderia até prever isso’
Mais tarde, também no domingo, em entrevista no debate, Bolsonaro disse que as jovens venezuelanas estavam em uma situação em que até se poderia prever que elas iriam se prostituir, mas que nada ficou provado.
“Não ficou claro da minha parte isso lá. Elas estavam em um situação que você poderia até prever isso. Mas nada taxativamente foi falado tocante a isso aí. Olha, logo depois, a ministra Damares esteve lá, conversou com as meninas. Não tinha nada de prostituição. Você poderia ter ilações sobre muita coisa, mas entre afirmação e ilação, há uma diferença muito grande”, amenizou o presidente.
Vídeo desta terça
No vídeo gravado ao lado de Michelle, Bolsonaro argumenta que a intenção dele era evitar “qualquer tipo de exploração” de vulneráveis.
“As palavras que eu disse refletiram uma preocupação da minha parte no sentido de evitar qualquer tipo de exploração de mulheres que estavam vulneráveis. A dúvida e a preocupação levantadas foram quase que imediatamente esclarecidas à época pela nossa ministra da Mulher, Damares Alves, que foi ao local e constatou que as mulheres citadas na live eram trabalhadoras”, afirmou o presidente.
Em seguida, ele alegou que as palavras dele foram “por má-fé tiradas do contexto”. Bolsonaro pediu desculpas, caso as declarações tenham ofendido alguém ou provocado “algum constrangimento às nossas irmãs venezuelanas”.
“Se as minhas palavras que, por má-fé foram tiradas de contexto, de alguma forma foram mal-entendidas ou provocaram algum constrangimento às nossas irmãs venezuelanas, peço desculpas, já que meu compromisso sempre foi o de melhor acolher e atender a todos que fogem de ditaduras pelo mundo”, continuou Bolsonaro.
Estão sendo ofertados 16 cursos de capacitação, com foco em habilidades profissionais básicas como pacote office, marketing pessoal, logística, comunicação, entre outras qualificações
As inscrições já estão abertas no site da Americanas e seguem até o preenchimento das vagas. A seleção será analisada por ordem de inscrição e perfil demográfico de vulnerabilidade de cada jovem.
O programa oferece duas trilhas de desenvolvimento, com carga horária total de 17 horas de duração. A primeira trilha inclui formação em informática básica, métodos de gestão de tempo, sustentabilidade, gestão de tempo, design thinking, entre outros.
Já na segunda trilha, cada jovem poderá conhecer o ecossistema de negócio da Americanas S.A. e também acessar conteúdos como micrologística, sustentabilidade, introdução à Libras e diversidade e inclusão.
A Anvisa determinou nesta terça-feira (18) a proibição de comercialização, distribuição e uso de dois lotes de dois produtos da marca de chocolates Garoto que podem conter pequenos fragmentos de vidros.
Os produtos são barras de chocolates (tabletes) de 80g sabor chocolate ao leite com Castanhas de Caju e chocolate ao leite com Castanhas de Caju e Uvas Passas.
A agência sanitária também determinou o recolhimento voluntário dos lotes 225212941G e 225312941G.
A Anvisa alertou ainda que somente esses lotes apresentam riscos. Não há restrições de consumo para os demais produtos da Garoto.
Em resposta ao g1, a empresa disse que suspendeu imediatamente a distribuição e comercialização desses dois lotes após ser identificada uma “possibilidade remota” de contaminação.
De acordo com a documentação apresentada pela empresa à Anvisa, a maioria dos lotes não foi comercializada, mas, ainda segundo a agência, alguns produtos chegaram a ser distribuídos em Vila Velha, no Espírito Santo, e no estado de Santa Catarina.
A Anvisa informou que o procedimento de recolhimento foi iniciado pela própria empresa após um problema em um dos equipamentos de produção da fábrica onde esses chocolates são produzidos.
“Grande parte das unidades envolvidas já foi recolhida pela empresa, que está colaborando com as autoridades para que as demais unidades sejam recolhidas. A suspeita da presença de pequenos fragmentos de vidro provém da quebra de um sensor na linha de fabricação, que pode ter tido algum contato com os referidos lotes”, acrescentou a Garoto, em nota.
A empresa não informou quantos tabletes há em cada lote.
Orientações ao consumidor A orientação ao consumidor é que, caso tenha adquirido os tabletes de 80g dos sabores “Castanhas de Caju” ou “Castanhas de Caju e Uvas Passas” da marca, verifique o lote do produto no verso do rótulo, próximo ao lacre.
Se o consumidor, então, identificar no verso das embalagens os números 225212941G ou 225312941G (códigos dos lotes), ele não deve consumir os produtos.
Os fragmentos de vidro podem causar lesões na boca ou mucosa, segundo a agência sanitária.
Após a identificação, a embalagem dos produtos também deve ser guardada.
A Anvisa ainda orienta que o consumidor entre em contato com o Serviço ao Consumidor da marca de chocolates Garoto para troca ou reembolso gratuito dos produtos. O telefone de contato para isso é o 0800 055 95 50. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h00 às 18h00, exceto feriados.
O contato também pode ser feito pelo e-mail sacgaroto@garoto.com.br.
Íntegra da nota da Garoto:
A GAROTO informa que está promovendo o recolhimento voluntário de um lote do tablete Chocolate Garoto 80g Caju (L 225212941G, validade 09/09/2023) e um lote do tablete Chocolate Garoto 80g Caju e Passas (L 225312941G, validade 10/09/2023), após ter identificado a possibilidade remota de que algumas unidades desses lotes tenham sido produzidas com pequenos fragmentos de vidro. A empresa suspendeu imediatamente a distribuição e comercialização desses dois lotes de produtos e esclarece que a ação de recolhimento é restrita aos Estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde os lotes foram distribuídos. Grande parte das unidades envolvidas já foi recolhida pela empresa, que está colaborando com as autoridades para que as demais unidades sejam recolhidas.
A suspeita da presença de pequenos fragmentos de vidro provém da quebra de um sensor na linha de fabricação, que pode ter tido algum contato com os referidos lotes. A empresa reforça que a qualidade e segurança de seus produtos são prioridades inegociáveis, e que adota rígidos padrões e controles em todas as etapas do processo produtivo e de distribuição. A GAROTO reforça seu compromisso com a segurança dos seus consumidores e disponibiliza os canais 0800 055 95 50 e sacgaroto@garoto.com.br para contato.
Os cantores gospel Leonardo Gonçalves, Kleber Lucas e Clovis lançaram nesta segunda-feira (17) a música “Messias”, na qual criticam o presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição, e algumas igrejas que promovem “falso pânico moral”.
“E tudo isso por causa de política/Por causa de um falso pânico moral/Promovido pelos donos de igreja/Que tiveram o perdão de uma dívida/De R$ 1, 4 bilhões/Decretado pelo presidente da República/Alguém aliás, que com quase 700 mil mortos/Não foi capaz de uma palavra de solidariedade/Um mínimo de empatia”, declama uma hora um dos artistas no rap.
Ao longo da letra, o trio canta sobre como alguns membros de igrejas têm sido hostilizados por discordarem de posições políticas. “Evangelho não é questão de esquerda ou direita”, diz a música.
O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu-se virtualmente nesta terça-feira (18) com políticos aliados e comunicadores da coligação de que faz parte. Ele discursou por cerca de 10 minutos e acusou Jair Bolsonaro (PL), adversário na corrida presidencial, de utilizar o aplicativo de mensagens WhatsApp como “grande arma” para “passar mentiras”.
No pronunciamento, transmitido via internet, Lula disse a apoiadores que não basta desmentir os conteúdos falsos que circulam nas redes, mas que é necessário rebatê-los com “coisas positivas”.
Entre os participantes da reunião virtual, estavam a candidata derrotada do MDB, Simone Tebet; os deputados federais eleitos Guilherme Boulos (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG); e Manuela D’Ávila (PC do B), que foi candidata a vice na disputa presidencial de 2018.
“Nós dependemos muito de vocês. Cada companheiro que trabalha a comunicação digital, cada companheira que trabalha com essa coisa do zap. É preciso que a gente tenha a noção que o zap é a grande arma que ele [Bolsonaro] utiliza para passar as suas mentiras”, afirmou o candidato do PT.
“É preciso que, ao rebater as mentiras, a gente passe mensagens das coisas positivas que existem e vão existir neste país. Parte das propostas ,do plano de governo, parte das coisas que fizemos. É preciso que a gente coloque em cada resposta a uma crítica, uma proposta, para que o povo saiba que nós sabemos o que fazer quando ganharmos as eleições. A gente não pode ficar apenas como se fosse alvo, com um escudo, tentando rebater as críticas. É pouco”, acrescentou o ex-presidente.
Lula citou como exemplo a informação falsa que circulou nas redes sociais de que, se for eleito, vai fechar igrejas. E lembrou que, em 2003, como presidente, regulamentou em lei a liberdade religiosa no país.
“É só mostrar o que a gente fez. Ele [Bolsonaro] sabe disso, mas ele conta essa mentira todo santo dia, e isso vai parecendo que é verdade. E nós não podemos só ficar repetindo que o Lula não vai fechar igreja. Nós temos prova histórica. Eu fui presidente oito anos, não fui oito dias. A Dilma Rousseff foi presidenta quase seis anos. Nós temos história de que a nossa relação com a igreja, a nossa relação religiosa, é a mais democrática e a mais saudável possível”, afirmou.
O ex-presidente também declarou aos apoiadores que é “mais fácil” acreditar em mentira, mas que a verdade “compensa” e vencerá as eleições.
“Só interessa discutir a verdade. Não acredito em um governo que ganhe a eleição mentindo governe seriamente este país”, disse. “Esse cara gasta muito dinheiro para contar muita mentira. E nós gastamos pouco dinheiro para contar a verdade. Mas tenho certeza que, como sempre, a verdade vencerá“, disse.
Em outro momento do discurso, Lula lembrou que recentemente o governo Bolsonaro liberou a tomada de empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil. A equipe do candidato do PL aposta na medida – que teve alta adesão nos primeiros dias em vigor – pode ajudar a virar votos na disputa presidencial. Para Lula, no entanto, a ação do adversário tem potencial de aumentar o endividamento de famílias de baixa renda.
O petista destacou ainda que, embora Bolsonaro prometa manter o Auxílio Brasil em R$ 600, a proposta orçamentária de 2023 enviada ao Congresso prevê o benefício no valor de R$ 405.
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) pediu prazo adicional de 30 dias para explicar as declarações da ex-ministra Damares Alves sobre supostas torturas contra crianças no arquipélago do Marajó (PA). A justificativa é o “elevado número de registros” de denúncias coletado internamente. O prazo inicial para apresentar as informações encerrou-se na segunda-feira (17).
Em ofício enviado a Carlos Alberto Vilhena, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal (MPF), a atual titular do ministério, Cristiane Britto, afirma que a pasta registrou 5.440 notícias que indicam “possível ocorrência de estupro de crianças ou de tráfico de criança no estado do Pará”. A atual ministra também aponta o “tempestivo, necessário e imprescindível encaminhamento legal às autoridades públicas naturais para a atuação nos casos”.
“Sem embargo, mas em razão do elevado número de registros encontrados e à vista da necessidade de tratamento dos dados para o fornecimento das informações solicitadas, respeitosamente solicito a prorrogação por 30 (trinta) dias do prazo inicialmente concedido, na medida em que os 3 (três) dias aprazados foram insuficientes para o volume e magnitude dos trabalhos a serem dispendidos”, diz trecho do ofício a que a reportagem teve acesso.
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal (MPF), autora da solicitação, não tem competência para aplicar alguma penalidade em caso de descumprimento por parte do ministério, mas pode instar outros órgãos a tomar medidas.
Além do MPF no Pará, o Ministério Público estadual (MPPA) e a Polícia Civil também pediram provas sobre as declarações ao Ministério.
A ex-ministra fez declarações durante culto na igreja Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, afirmando que crianças do Marajó são traficadas para o exterior e submetidas a mutilações corporais e a regimes alimentares que facilitam abusos sexuais. No discurso, ela deu detalhes do que ela diz ter sido descoberto pelo governo e disse ainda que o Ministério teria imagens dos crimes.
Após as declarações, o MPF cobrou informações ao MMFDH e quais ações foram tomadas. A pasta informou em nota à imprensa que as informações de Damares eram baseadas em “numerosos inquéritos já instaurados que dão conta de uma série de fatos gravíssimos praticados contra crianças e adolescentes”.
No entanto, o Ministério Público Federal do Pará alega que “nos últimos 30 anos, nenhuma denúncia ao MPF sobre tráfico de crianças no Marajó mencionou torturas citadas por Damares”. A Polícia Civil do Pará também informou que não há investigações relacionadas às denúncias.