Cor Litúrgica: Verde
18º Domingo do Tempo Comum | Domingo
Naquele tempo, 13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16 Jesus porém lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17 Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18 Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. (Mt 14,13-21).
Estimados leitores, estamos no início do mês de agosto, o mês vocacional, um tempo que nos chama a conscientizarmos sobre a importância de assumirmos o nosso compromisso como Igreja na sociedade.
O evangelho de hoje, mais uma vez, vemos a sensibilidade de Jesus diante as necessidades humanas. Nos chamam atenção sobre o perigo de ficarmos somente com o lado fácil da fé e não nos abrirmos à partilha, a preferir ver uma imagem bonita de Jesus, do que vê-lo desfigurado na pessoa de tantos irmãos que não tem sequer, o básico para sua sobrevivência. Ignorar estes irmãos é ignorar o próprio Jesus, que quer contar conosco, na construção de um mundo mais justo e mais fraterno.
Jesus, assim que soube da morte de João Batista, dirigiu-se para um lugar afastado, mas assim que saiu da barca, Ele deparou com a multidão, pessoas, que ao ficarem sabendo que Jesus seguia naquela barca, seguiram-no a pé.
Tomado de compaixão, Jesus muda seu plano e se entrega à aquela multidão que buscava nEle, um alento para o corpo e para alma.
Ao cair da tarde, depois de Jesus ter curado muitos doentes, os discípulos aproximam-se dEle e sugeriram para que Ele despedisse o povo, para que eles fossem comprar alimentos nas redondezas, Jesus contesta os discípulos dizendo: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” Essas palavras de Jesus, assustaram os discípulos que tinham apenas cinco pães e dois peixes
A multiplicação dos pães, deve nos conscientizar da importância de termos um coração aberto à partilha, onde há partilha, não há fome. Fome é uma questão emergencial, uma pessoa que está com fome, não aguenta esperar por um novo emprego, por uma ajuda do governo, ela precisa do alimento no seu aqui e no seu agora.
Hoje, Jesus continua dizendo: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” Ele nos encarrega de saciar a fome dos muitos irmãos perdidos pelas as periferias da vida, pessoas famintas, não somente do pão material, como também, famintos de amor e de justiça.
Precisamos aprender a amar do jeito de Jesus, a olhar o irmão com o seu olhar, um olhar que não apenas constata sua necessidade, mas que nos leve a socorre-lo em suas necessidades. Onde existe amor, existe partilha, onde existe partilha, entra a Bênção de Deus e o milagre da partilha acontece, o pouco se transforma em muito.
Vale lembrar que expressões faciais podem ter muitas causas e nem sempre refletem exatamente o que a pessoa está pensando ou sentindo. A mensagem acima reconhece que se trata da sua percepção, sem presumir as intenções do padre.
Tenham todos um abençoado domingo!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.