Search

Bia Kicis diz que Michelle Bolsonaro confirmou candidatura ao Senado

A deputada federal e pré-candidata ao Senado Bia Kicis (PL-DF) afirmou neste sábado (1º) que Michelle Bolsonaro será realmente candidata ao Senado nas eleições deste ano.

A ex-primeira-dama mantém a questão em aberto publicamente e ainda não confirmou se sairá candidata. A expectativa é que um posicionamento de Michelle seja oficializado até este domingo (2), quando acontece a convenção distrital do PL.

A declaração de Bia Kicis aconteceu no evento de lançamento de sua própria pré-candidatura, que deverá ser ratificada amanhã. Michelle Bolsonaro era esperada. No entanto, segundo Bia, ela está no hospital para passar por exames.

Acabou a dúvida. Acabou o mistério. Nós caminharemos juntas. Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão [candidata ao governo do Distrito Federal]. A maior chapa que esse Distrito Federal já viu. A maior, a melhor, feita por mulheres aguerridas e chegaremos lá”, declarou Bia.

Bia é uma das principais aliadas da família Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Se eleita para o Senado, ela indica que será favorável ao impeachment de determinados ministros do Supremo, por exemplo.

Também estiveram presentes no evento o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Izalci Lucas (PL-DF) e o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF).

Celina Leão disse que também recebeu um telefonema de Michelle comunicando a candidatura dela ao Senado.

“É nós contra eles, vamos derrubar essa gente que está aí”, disse Valdemar.

Compartilhe:

“Vamos matar quem roubar”, diz Renan Santos ao lançar candidatura

Renan Santos, candidato do partido Missão à Presidência da República, afirmou neste sábado (1º) que um eventual governo seu irá “matar quem roubar”.

A fala foi dita em ato do Missão de oficialização à corrida ao Palácio do Planalto, na Zona Leste de São Paulo.

Meu país não vai oferecer esmola para ninguém. Vocês vão comprar seu carro, seu celular. E ninguém vai roubar nada que é seu, porque nos vamos matar quem roubar“, afirmou.

O empresário já havia destacado o combate ao crime como um dos pilares centrais da sua candidatura, com a defesa de “tolerância zero”, popularizada pela expressão “prendeu, matou”: reagiu bem à abordagem, “prendeu”; caso contrário, “matou”.

Ao falar com jornalistas após o evento, Renan reforçou a estratégia de segurança pública, classificando o atual cenário como uma “guerra”.

Se alguém quiser combater de maneira armada a polícia, ele encontrará um enfrentamento devido. Não existe guerra unilateral. Nós vamos encontrar um inimigo que quer guerra“, disse.

Eu adoraria apenas que eles se entregassem. Se puderem se entregar, eu ficaria muito feliz que nenhum dos nossos policiais aqui tivessem uma sequer baixa dos seus inimigos. Até para não morrer policiais também na troca de tiro. Seria o cenário perfeito. Agora, será que eles vão fazer isso?“, complementou.

Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:

-Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
-Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
-Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
-Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
-Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.

O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio.

Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.

Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.

O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

Compartilhe:

João Campos reforça aliança com Lula e diz que Pernambuco precisa de “força política”

Ao projetar a campanha, o socialista voltou a defender que pretende replicar, em âmbito estadual, programas implementados na Prefeitura do Recife/Foto: Weslly Gomes

Depois de ter a candidatura ao Governo de Pernambuco homologada pela Frente Popular de Pernambuco neste sábado (1º), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) afirmou que conduziu a pré-campanha sem ataques aos adversários e defendeu uma estratégia baseada na ampliação de alianças políticas. Em entrevista após a convenção, no Clube Internacional, o socialista disse que seu grupo permanece aberto à chegada de novas lideranças e chapas proporcionais.

Segundo João, a composição formada por 12 partidos é resultado de uma construção política pautada pelo diálogo. “A gente não gastou, vocês não me viram falando mal de ninguém, falando mal de um candidato, de outro, criticando uma condução política. A gente gastou o tempo somando e dizendo a verdade às pessoas“, afirmou.

O candidato acrescentou que a coligação seguirá aberta para novas adesões. “A gente está pronto para acolher uma liderança da zona rural, um presidente de partido, uma chapa completa de deputados. A gente está aqui para construir, para somar”.

João também destacou a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), na convenção, classificando-a como um gesto de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a parceria com o governo federal será determinante caso seja eleito governador.

A presença de Geraldo Alckmin aqui representa muito. Ele está em nome do presidente Lula e amanhã estaremos todos juntos em São Paulo homologando a candidatura de Lula à Presidência da República, para juntos governarmos o Brasil e governarmos Pernambuco“, disse.

Ao projetar a campanha, o socialista voltou a defender que pretende replicar, em âmbito estadual, programas implementados na Prefeitura do Recife. Como exemplo, citou iniciativas voltadas à formação de jovens e afirmou que pretende criar oportunidades para estudantes do interior.

O que é fundamental é ter projeto. A gente quer construir um estado que possa legar à sua juventude o que eu fiz no Recife. Quero poder formar 10 mil jovens em tecnologia da zona rural e do interior do Estado para trabalhar nas multinacionais”, afirmou.

João também defendeu que Pernambuco retome protagonismo econômico e voltou a associar esse objetivo à relação com um eventual novo governo Lula. “A gente precisa recuperar a economia do Estado, voltando a ser um protagonista. Para isso tem que ter força política. O presidente Lula vai ser um aliado do Estado nesse seu quarto e último mandato“, concluiu.

Compartilhe:

Alckmin participa de convenção que oficializa João Campos e reforça aliança do governo federal

A convenção da Frente Popular de Pernambuco que homologou, neste sábado (1º), a candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). A participação do número dois do governo Lula deu peso nacional ao ato realizado no Clube Internacional do Recife e reforçou a aproximação entre os palanques estadual e presidencial.

Alckmin chegou ao evento ao lado de João Campos e foi recebido pela militância que lotou o local. Também acompanharam a chegada lideranças como os senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT), evidenciando a unidade dos partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em torno da candidatura socialista em Pernambuco.

Durante a abertura da convenção, João agradeceu a presença do vice-presidente e afirmou que Alckmin representava também o presidente Lula no ato. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para agradecer a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, que está aqui conosco“, declarou o candidato, antes do início dos discursos.

A presença de Alckmin ocorre poucos dias após a convenção nacional do PSB, em Brasília, presidida por João Campos, que oficializou a candidatura do vice-presidente para disputar a reeleição na chapa de Lula. O gesto reforça a estratégia de integração entre as campanhas nacional e estadual e o papel de João como uma das principais lideranças do PSB no país.

Compartilhe:

Renan lança candidatura ao Planalto com críticas a Lula e aos Bolsonaros

Com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro, Renan Santos foi oficializado candidato do Missão em ato político na Zona Leste da capital paulista neste sábado (1º).

Nós não somos a negação do PT, nós não somos antipetistas; nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais só para dizerem: ‘vejam só, eu sou o oposto do Lula’. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera. E é por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história, juntos“, afirmou.

Durante o congresso do partido, Renan apresentou cinco metas de seu eventual governo:

-Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
-Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
-Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
-Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
-Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.

O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.

Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio.

Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.

Renan também não terá alianças com outras siglas para o pleito, mas promete contar com palanque em todos os estados – seja de candidatos do Missão a governador, senador ou deputado.

O Missão manteve o lançamento oficial da candidatura de Renan Santos neste sábado, mas as formalidades jurídicas da convenção partidária foram cumpridas no dia 20 de julho, primeiro dia do calendário da Justiça Eleitoral. O partido fez a antecipação para que já pudesse contar com escolta da polícia federal — Renan afirmou ter sofrido ameaças do crime organizado em locais onde programou agendas públicas e, por isso, considerou necessário aumentar o esquema de segurança.

No evento, o partido lançou nove nomes para as disputas de governos estaduais: em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

A legenda também usou o Congresso do Missão deste sábado para lançar uma versão atualizada do chamado “Livro Amarelo”, documento em que compila suas análises de conjuntura e propostas. Foi ainda anunciado um centro de estudos nomeado “Instituto Livro Amarelo”.

O programa de governo indica que Renan, se eleito, apresentará uma “PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição” que vai prever um ajuste fiscal de R$ 1,1 trilhão até 2031 e impor cortes de despesas como desindexação de benefícios e desvinculação de pisos.

Quem é Renan Santos

Nascido em 1984, em São Paulo, Renan iniciou sua trajetória política durante passagem pelo curso de Direito na USP (Universidade de São Paulo). No entanto, não concluiu a graduação e deixou a faculdade para trabalhar com o pai em um grupo empresarial.

Renan é um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), que se notabilizou por articulação e organização das manifestações que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff.

O empresário defende críticas tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência em 2018, contudo, Renan e o MBL chegaram a apoiá-lo.

Pouco depois do início do governo, porém, distanciaram-se e romperam formalmente com Bolsonaro por causa de divergências relacionadas a pautas econômicas e de combate à corrupção.

Compartilhe:

Flávio Bolsonaro: Queremos reduzir maioridade de agressores de mulheres

Candidato à presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro/Beto Barata/ PL

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 1º, que pretende, em conjunto com sua futura base aliada no Congresso, alterar a Constituição Federal para reduzir a maioridade penal em casos de violência contra a mulher. A declaração foi feita durante a convenção estadual do Republicanos, que deve oficializar o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como candidato à reeleição.

Mudar a Constituição para reduzir a maioridade penal para estupradores para 14 anos de idade. Porque o mal que ele faz a uma mulher ou criança é um mal grande, então ele tem que responder como gente grande”, disse Flávio, que começou discursando com um forte aceno ao eleitorado feminino, fazendo questão de agradecer a presença das mulheres na convenção.

Mulheres que são honestas porque representam os princípios e valores que nós acreditamos, que são as melhores para as famílias brasileiras, que são Deus, pátria e família“, afirmou.

Compartilhe:

João Campos: “Jamais vão me ver saindo de casa para perseguir um adversário”

No discurso, João também comemorou o fortalecimento da aliança que sustenta sua candidatura e disse que a Frente Popular reúne a maior coalizão partidária da disputa estadual/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) declarou, neste sábado (1º), que fará uma campanha baseada no diálogo e na construção de alianças, rejeitando a perseguição a adversários políticos. A declaração foi feita durante a convenção da Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, que oficializou o apoio da legenda à chapa encabeçada pelo ex-prefeito do Recife.

Vocês jamais vão me ver saindo de casa para perseguir um adversário ou perseguir quem pensa diferente. Mas eu saio de casa todo dia para plantar uma semente do bem e aumentar o nosso time da política“, afirmou o socialista diante de dirigentes, parlamentares e candidatos da federação.

No discurso, João também comemorou o fortalecimento da aliança que sustenta sua candidatura e disse que a Frente Popular reúne a maior coalizão partidária da disputa estadual.

“São mais de dez partidos reunidos, consolidando o maior tempo de televisão e de rádio desta eleição, com o maior número de deputados representados no Congresso Nacional. Isso é um fato talvez inédito na história das eleições de Pernambuco: um candidato disputando pela oposição reunir a maior frente política da eleição“, declarou.

Segundo o pré-candidato, a entrada do PRD e do Solidariedade reforça um movimento de ampliação da Frente Popular, que, segundo ele, ganhou novos aliados ao longo da semana. João afirmou que a consolidação da base será decisiva para a campanha e demonstrou confiança no desempenho eleitoral da chapa.

Ao agradecer o apoio das duas legendas, o prefeito do Recife relembrou o ex-governador Eduardo Campos, a quem chamou de “o maior professor” de sua vida e da política. Dirigindo-se aos dirigentes da federação, destacou que pretende manter a relação construída pelo pai com antigos aliados.

Se você foi um cara que conviveu com meu pai e fez parcerias com ele, que construiu política com ele, tenha certeza que comigo não vai ser diferente“, afirmou.

Oficialização do apoio

A Federação Renovação Solidária formalizou o apoio à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco. A mudança de posicionamento do grupo político já havia sido sinalizada na última semana pelo presidente do Solidariedade, Edinazio Silva.

Hoje é o dia da virada. Esse ato da Federação revolucionou Pernambuco. Foi um ato de coragem. Foi um ato de diálogo. As pessoas me perguntam qual foi a moeda. Eu não sou Judas para ter moeda. Foi diálogo, foi democracia”, declarou Edinazio. “Aqueles que ainda são contra, vão aprender a caminhar com João Campos. Aprender pelo diálogo, aprender pela democracia, não pela ditadura”, completou o dirigente.

Em junho deste ano, a federação havia declarado apoio à reeleição de Raquel Lyra (PSD) em um evento de lançamento das candidaturas proporcionais, com a presença da vice-governadora Priscila Krause. Na ocasião, também esteve presente no ato o presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força. Após alegar desgastes na relação com a governadora, a Renovação Solidária decidiu apoiar o ex-prefeito do Recife, João Campos, no pleito estadual.

Outro fator importante para o grupo se somar à Frente Popular de Pernambuco foi a chegada de Josafá Almeida, prefeito de São Caetano, à presidência estadual do PRD. Almeida, que tem maior proximidade com João Campos, assumiu o posto até então ocupado pelo deputado federal Fernando Rodolfo, apoiador de Raquel Lyra e atual presidente da federação.

Nas eleições de 2026, a Federação Renovação Solidária contará com 26 candidaturas a deputado federal, além de seis postulantes à Assembleia Legislativa de Pernambuco. Com o fim da última janela partidária, o grupo político mantém até o momento nove vagas ocupadas na Câmara dos Deputados.

Compartilhe:

EUA planejam nova onda de ataques contra o Irã; Teerã promete resposta

EUA planejam nova onda de ataques contra o Irã; Teerã promete resposta |  CNN Brasil

Os EUA avaliam lançar uma nova onda de ataques contra o Irã já neste fim de semana, enquanto Teerã afirma ter elaborado um plano de resposta que inclui alvos em Israel e infraestrutura energética americana na região.

Segundo duas autoridades americanas a par dos planos, o governo do presidente americano Donald Trump considera uma nova rodada de bombardeios. A extensão da operação e os alvos não estão claros. As fontes ressaltaram que a ofensiva ainda pode ser cancelada.

Mais cedo na sexta-feira (31), Trump indicou que está disposto a ampliar a campanha militar contra o Irã.

Vamos atingi-los com muita força”, afirmou durante uma reunião de gabinete.

Em algum momento, eles vão dizer: ‘Não aguentamos mais‘”, acrescentou.

De acordo com autoridades americanas, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) preparou diferentes opções para uma expansão do conflito, incluindo um bombardeio intenso de duas semanas contra instalações de mísseis iranianas.

Os militares também elaboraram planos para atingir instalações nucleares do país, entre elas o complexo conhecido como “Pickaxe Mountain”, embora a operação não se limite especificamente a esse ponto. Esses preparativos ganharam força nos últimos dias, segundo as autoridades.

Além disso, existem estudos para atacar a infraestrutura energética iraniana. Porém, o governo americano vinha demonstrando cautela quanto a esse tipo de alvo, por receio de que o Irã responda atingindo instalações de energia no Golfo e provoque impactos nos mercados globais.

Questionada sobre os relatos de uma nova ofensiva, a Casa Branca afirmou que Trump não iria “ficar de braços cruzados e permitir que esse comportamento terrorista ocorra”.

O Irã continuará pagando o preço até que aceite negociar de uma maneira que o presidente Trump considere significativa“, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt em um comunicado.

Segundo informações divulgadas pela CBS News, os Estados Unidos e Israel estão discutindo uma campanha conjunta de bombardeios contra a infraestrutura de energia do Irã.

A emissora informou que Trump ainda não deu a autorização final para a operação, que poderia ocorrer neste fim de semana.

Ainda de acordo com a CBS, a campanha seria uma das mais severas já realizadas contra o setor energético iraniano durante a guerra entre os EUA, Israel e o Irã. As discussões incluem concluir os ataques antes da abertura dos mercados financeiros na segunda-feira (3).

Irã promete resposta

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou que, em reação à possível ofensiva dos EUA e de Israel, um alto funcionário de segurança do Irã afirmou que considera os relatos dos ataques um ato de “imprudência”.

Segundo a autoridade, o Irã elaborou um plano abrangente para responder a qualquer ação militar.

Ainda segundo a Tasnim, o plano prevê ataques contra infraestrutura crítica de Israel e contra instalações energéticas dos EUA na região.

Compartilhe:

Governo dos EUA orienta cidadãos americanos a deixarem o Oriente Médio

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu um alerta geral neste sábado (1º) para cidadãos americanos no Oriente Médio com recomendações para que deixem a região ou “estejam preparados para partir“, caso haja uma piora na guerra.

O novo alerta de viagem surge no momento em que Washington avalia realizar novos ataques contra o Irã já neste fim de semana, segundo autoridades americanas, e enquanto Teerã ameaça novos ataques a países que abrigam bases militares dos EUA.

O Departamento de Estado também reiterou os avisos de que as pessoas na região devem “exercer cautela e manter um nível elevado de vigilância, além de estarem preparadas para cancelamentos de voos, fechamentos periódicos do espaço aéreo e possíveis interrupções nas viagens”.

Cidadãos americanos que planejam viajar para o Oriente Médio devem reconsiderar seriamente a decisão, segundo o comunicado.

Kuwait intercepta ataques de drones

As forças armadas do Kuwait interceptaram ameaças de drones em seu espaço aéreo na madrugada deste sábado (1º), informou um porta-voz do Ministério da Defesa do país.

Os ataques, descritos pelas autoridades do Kuwait como uma “agressão iraniana”, atingiram uma instalação governamental no norte do país, bem como veículos civis, disse o porta-voz em um comunicado.

Não há relatos de vítimas, mas os ataques causaram danos materiais devido à queda de destroços, acrescentou a nota.

Compartilhe:

Ao lado de Flávio, Tarcísio é lançado candidato à reeleição em São Paulo

Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) é lançado neste sábado (1º) candidato à reeleição ao governo de São Paulo. A candidatura é confirmada durante a convenção estadual do Republicanos de São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.

O evento reúne integrantes do Republicanos e aliados. Entre eles estão o vice-governador Felício Ramuth (MDB), os pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além do presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Além de levantar bandeiras relacionadas à pauta das mulheres, em seu discurso, Flávio Bolsonaro fez uma série de elogios a Tarcísio.

O passo que você [Tarcísio] deu lá atrás é muito parecido com o passo que eu estou dando agora”, começou o pré-candidato à Presidência da República do PL.

O brilhante técnico, o brilhante profissional, o grande engenheiro, a pessoa inteligente e correta chamada Tarcísio de Freitas. E foi assim que o presidente Bolsonaro chamou o Tarcísio e, em dez minutos, o Tarcísio tinha virado um dos ministros mais importantes do governo do presidente Bolsonaro“, acrescentou Flávio.

Tarcísio chega à disputa pela reeleição em 2026 com uma estratégia centrada na imagem de gestor e na continuidade dos projetos estaduais, enquanto mantém aberta a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030.

Durante sua fala, o atual governador destacou feitos de sua gestão e citou entre os temas que devem ter sua atenção em uma eventual reeleição, a questão da segurança pública, da saúde e da educação.

Nós vamos para a vitória, vamos fazer a diferença. E se tem uma ideia que quero deixar muito claro, é que as pessoas vão continuar sendo o centro do que fazemos. São as pessoas que importam. Nós não governamos para estatística. Governamos para as pessoas. A gente não vive de promessa, mas de resultado“, afirmou.

No início do discurso, Tarcísio também fez um agradecimento público ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Queria agradecer, Flávio, ao presidente Bolsonaro, que me abriu essa porta lá atrás, que me incentivou. Uma pessoa que nunca trouxe uma vitória para ele. Ele tinha um carisma que nunca vi igual. Nós amamos seu pai, nós amamos Jair Messias Bolsonaro“, disse.

Capital político

Ao longo dos últimos meses, Tarcísio tem repetido que seu foco é na administração paulista. Segundo apuração da CNN, aliados avaliam que uma nova vitória em São Paulo fortaleceria o capital político de Tarcísio e abriria portas para uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto em 2030. A avaliação é de que um segundo mandato consolidaria a imagem de um gestor eficiente.

O Tarcísio já tenta fazer isso há bastante tempo, né, de colar na imagem dele essa ideia de gestor eficiente, de cargo técnico“, avalia o cientista político Leonardo Paz Neves.

A estratégia também reduz o risco de desgaste em uma eleição presidencial marcada pela polarização entre os principais grupos políticos do país. Ao priorizar a pauta administrativa, Tarcísio busca dialogar com um eleitorado mais amplo, incluindo segmentos que valorizam resultados de gestão acima de disputas ideológicas.

Nos bastidores do Republicanos e de partidos aliados, a leitura é que um segundo mandato bem avaliado colocaria Tarcísio em posição privilegiada para liderar a eleição presidencial de 2030, quando o cenário político pode vir a passar por uma nova reorganização.

Eu acho que ele vem com muita força para a próxima legislatura de 2030, eu acho que ele é já é um pré-candidato desde agora para essa eleição, especialmente se ficar duas vezes à frente do governo de São Paulo“, opina o especialista.

A leitura é compartilhada pelos cientistas políticos Leandro Consentino e Bruno Bolognesi, que avaliam a imagem de Tarcísio como um “gestor de obras” afinado com o campo político da direita.

“Ele está buscando consolidar essa questão de gestor, mas também de um gestor mais afinado com a direita e sem dúvida nenhuma mirando 2030. Governadores de São Paulo, sobretudo em segundo mandato, sempre buscam projetar-se para o Planalto, não vai ser diferente com ele”, observa Consentino.

“É uma veia que ele está tentando pegar, porque a imagem do governador de São Paulo sempre foi essa. [José] Serra, [Geraldo] Alckmin – talvez o desvio quando o PT entra –, mas é sempre essa imagem de um grande gestor”, complementa Bolognesi.

Compartilhe:

Empresa ligada a Lulinha tem acordos de R$ 55 milhões com governo Lula

No centro da nova investigação aberta contra o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por tráfico de influência está a empresa 3Structure It LTDA, que atua na área de tecnologia e que tem contratos de R$ 55.721.051,62 com o governo federal em vigência.

A 3Structure It LTDA tem quatro contratos vigentes com o governo Lula e é citada no pedido de inquérito da PF (Polícia Federal) e na decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). Lulinha é investigado por supostamente ter feito lobby favorável à empresa junto ao governo federal.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que representa Lulinha, declarou que o inquérito contra ele é uma “fishing expedition descarada”. “Pirotecnia, malabarismo eleitoral, tentativa clara de interferência de setores da PF nas eleições. Não há fato objetivo que justifique a instauração deste inquérito”, afirma.

A matriz 3Structure It LTDA foi aberta em 2019 em Florianópolis (SC) e tem uma filial em São Paulo inaugurada em maio de 2023. Um dos contratos é no valor de R$ 19.259.936,28 com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, de abril deste ano e vai até 2031, segundo informações da Transparência Federal.

O objetivo foi a “contratação de nova solução de backup com garantia junto ao fabricante em todos os componentes que fazem parte da solução e suporte técnico especializado (preventivo e corretivo), em substituição à solução atualmente implantada no ministério do desenvolvimento e assistência social, família e combate à fome, incluídos os serviços de instalação, migração de dados e repasse de conhecimento”.

Um segundo acordo foi assinado em dezembro de 2023 a abril de 2027 com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome no montante de R$ 14.452.499,85 para contratação de solução para sustentação do ambiente analítico de dados do ministério

Um outro contrato em vigor foi assinado em novembro de 2022, publicado em janeiro de 2023 com o Exército, do Ministério da Defesa, no valor de R$ 21.831.010,73. O objeto: a contratação de solução de tecnologia da informação e comunicação de backup composta por equipamentos, software e serviços para expansão da infraestrutura de armazenamento de backup do sistema de telemática do Exército (Sistex).

Há, ainda, outro acordo firmado entre o governo federal e a empresa que teria tido lobby de Lulinha no valor de R$ 177.604,76 até abril de 2029 com o Instituto Nacional de Surdos, subordinado ao Ministério da Educação, para solução de tecnologia da informação.

Os dados analisados pela CNN Brasil ainda apontam que a empresa recebeu total em recursos do governo federal, o valor de R$ 46.920.129,96. Esse montante equivale a pagamentos diversos, como despesas, empenhos, notas fiscais, não necessariamente contratos firmados em vigência com os ministérios.

O segundo inquérito tocado pela Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva é por tráfico de influência e corrupção na Dataprev para questões de tecnologia. Em tese, a suspeita é que ele teria atuado e usado sua influência como filho do presidente para ajudar empresas parceiras. Com o inquérito aberto, quebras de sigilos serão pedidas.

A CNN procurou a 3Structure It LTDA. Confira a nota da defesa do CEO Cleber Ribas:

Os contratos celebrados entre a empresa da qual Cleber Ribas é CEO e órgãos do Governo Federal foram firmados com absoluta transparência, em estrita observância da legislação aplicável às contratações públicas e sem qualquer espécie de intermediação por terceiros.

A 3Structure é empresa especializada em proteção de dados, representante de fabricantes globais líderes em seu segmento e detentora de certificações reconhecidas internacionalmente. Sua contratação pelo Poder Público decorreu exclusivamente de sua reconhecida capacidade técnica e da regular participação em procedimentos licitatórios, conduzidos em conformidade com as normas legais e regulamentares, tendo seus contratos sido, inclusive, objeto de auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União“, finaliza a nota assinada pela advogada Pollyana Soares.

Compartilhe:

Real Time: governo de Raquel Lyra é aprovado por 61% em PE; 37% desaprovam

Por Nill Júnior

A atual governadora Raquel Lyra (PSD-PE) tem sua gestão aprovada por 61% dos eleitores pernambucanos, segundo dados da pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (31). O levantamento mostra que os cidadãos que desaprovam a administração estadual somam 37%, enquanto 2% não souberam ou não responderam aos questionamentos.

Além da métrica binária de aprovação e desaprovação, a pesquisa mensurou a percepção qualitativa do eleitorado sobre o trabalho da governadora estadual. Neste cenário, o grupo que classifica a gestão como “ótima ou boa” representa 35% do eleitorado. A maior fatia, no entanto, enxerga o governo estadual como “regular”, índice que alcança 45%.

Na outra ponta, os pernambucanos que consideram a administração como “ruim ou péssima” totalizam 19% dos entrevistados. Aqueles que não souberam ou não quiseram responder a este cenário específico representam 1%.

Metodologia

Foram ouvidas 1.600 pessoas em Pernambuco entre os dias 27 e 30 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PE-08413/2026.

Compartilhe:

EUA planejam novos ataques ao Irã neste fim de semana, dizem autoridades

Os EUA planejam novos ataques ao Irã já neste fim de semana, enquanto o presidente americano Donald Trump busca uma solução para o conflito, segundo duas autoridades americanas a par dos planos.

A extensão exata dos ataques e os possíveis alvos que os EUA poderiam atingir não estavam claros, e ambas as autoridades ressaltaram que a operação poderia ser cancelada.

Ao falar em uma reunião de gabinete mais cedo nesta sexta-feira (31), Trump sinalizou a possibilidade de novos ataques pesados, ao mesmo tempo em que expressou frustração com os esforços diplomáticos que não surtiram o efeito desejado.

Vamos atingi-los com muita força“, disse Trump.

“Em algum momento, eles vão dizer: ‘Não aguentamos mais’“, acrescentou.

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) preparou opções e deixou suas forças de prontidão para uma expansão do conflito, incluindo um bombardeio intenso de duas semanas contra instalações de mísseis do Irã.

Também houve planejamento envolvendo opções para atacar instalações do setor energético, disseram as autoridades.

O governo Trump tem demonstrado cautela quanto a atacar a infraestrutura energética do Irã, receando que Teerã possa retaliar contra instalações de infraestrutura no Golfo e provocar um choque nos mercados globais de energia, que já estão sob pressão devido ao conflito.

No início desta semana, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a liderança do país desejava atacar a infraestrutura energética iraniana como forma de exercer ainda mais pressão econômica sobre o Irã.

Queremos muito atacar os alvos energéticos do Irã — mas os EUA não estão aprovando isso no momento“, disse Israel Katz. Não há indícios de que Israel participaria de uma nova onda de ataques americanos ao Irã.

Além disso, as forças armadas dos EUA fizeram preparativos para lançar uma série de ataques contra a infraestrutura nuclear iraniana, incluindo o local conhecido como “Pickaxe Mountain”, embora a operação não se limite especificamente a esse ponto. Esses preparativos ganharam força nos últimos dias, segundo as autoridades.

Questionada sobre relatos de que Trump havia ordenado uma nova rodada de ataques para o fim de semana, a Casa Blanca afirmou que o presidente não iria “ficar de braços cruzados e permitir que esse comportamento terrorista ocorra“.

O Irã continuará pagando o preço até que aceite negociar de uma maneira que o presidente Trump considere significativa“, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt em um comunicado.

Compartilhe:

Tentativa de invasão pela cerca no Aeroporto de Guarulhos tem tiroteio

Um tiroteio envolvendo agentes da Polícia Federal foi registrado no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta sexta-feira (31).

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para atender à ocorrência.

Segundo a PF (Polícia Federal), a ocorrência trata-se de uma tentativa de invasão ao aeroporto. De acordo com o apurado pela reportagem, os suspeitos tentaram invadir o local com drogas pela cerca.

A Polícia Federal foi acionada, momento em que houve a troca de tiros entre os agentes policiais e os suspeitos, que fugiram do local.

Os criminosos queriam entrar na área aeroportuária através do canal de esgoto.

Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra a movimentação ao entorno do local. É possível ouvir sirenes e helicópteros iniciando as buscas.

Os criminosos fugiram no meio do mato. Policiais tentam capturar os invasores.

Novo tiroteio em Guarulhos

Guarulhos voltou a ser palco de tiroteio após o caso envolvendo o ex-delator do PCC (Primeiro Comando da Capital) Vinicius Gritzbach. Aos 38 anos, Gritzbach foi assassinado enquanto desembarcava.

O ataque ocorreu durante a tarde, por volta das 16h, quando os atiradores dispararam 27 vezes no local, sendo dez contra o delator. Os réus, julgados nesta semana em São Paulo, estavam com o carro estacionado, à espera da vítima.

Gritzbach voltava de viagem com a namorada e realizava o desembarque no aeroporto quando foi atacado a tiros.

Compartilhe:

Raquel Lyra aciona Justiça Eleitoral por “ataques coordenados” em redes

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra

A campanha da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), acionou o TRE-PE (Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco) e a PRE-PE (Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco) com documentos que apontam a suposta disseminação de fake news, criação de perfis falsos em redes sociais e uso de robôs em ataques coordenados.

Nas peças encaminhadas aos órgãos, o PSD de Pernambuco afirma que os conteúdos foram disparados para promover o principal adversário na disputa ao governo estadual, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), e atacar Raquel Lyra.

A campanha da governadora afirma ter verificado 535 perfis e alega que, em quase 100% deles, havia atuação contra Raquel e favorável a João.

Segundo o PSD, as supostas irregularidades foram detectadas pelas próprias plataformas, que suspenderam, apagaram ou removeram quase 90% dos perfis catalogados.

A queda em série dos perfis é vista como indício de que eles eram falsos. Entre os elementos que a campanha afirma ter verificado estão a replicação literal do mesmo texto em contas diferentes, estrutura de contas descartáveis, resíduos identificáveis de geração automática e sincronismo no disparo de comentários em postagens.

Também geraram suspeitas a criação de perfis no mesmo dia e que reagiram aos mesmos eventos, o que levanta a hipótese de ativação em lote de um conjunto de contas previamente preparadas.

Em um segundo levantamento, a campanha de Raquel afirma ter identificado pessoas ligadas ao ex-prefeito do Recife como responsáveis pela criação de uma rede profissional de disseminação de conteúdo contra a governadora.

O PSD sustenta que por trás dos ataques estão pessoas ligadas ao PSB, nos poderes Executivo e Legislativo, e um escritório de advocacia que seria responsável por fazer a defesa jurídica dos perfis suspeitos. Levantamentos que a campanha afirma ter feito também indicam que números de celular com linhas registradas no nome de laranjas podem ter sido utilizados no cadastro de perfis nas redes sociais.

Entre os perfis citados estão contas que teriam sido registradas com o número de telefone de Wladmir Quirino e que foram usadas na campanha de 2022 e que já foram alvo de contestações na justiça. Quirino ocupou cargos em Pernambuco em gestões municipais do PSB.

A campanha de Raquel afirma que em 2026 o mesmo número de celular foi usado no perfil @joaocamposplatinado (inativo no momento). O acesso à conta era feito por um IP vinculado ao telefone de Rosineide Maria da Silva, que o PSD afirma também está ligada à rede de ataques. O partido alega, no entanto, que ela seria uma laranja.

A reportagem acionou Wladmir Quirino, que não comentou o assunto.

A ação apresentada ao TRE-PE pede, em caráter emergencial, que o Facebook e a operadora Claro sejam oficiados para fornecer dados e preservar informações sobre os perfis e linhas de celulares indicados para evitar que as provas recolhidas ao longo da investigação feita pela campanha possam ser destruídas.

O que se encontra em risco é a própria possibilidade de verificar se o pleito de 2026 está sendo influenciado por uma estrutura organizada de atuação digital anônima, coordenada e eventualmente financiada. A impossibilidade de identificar seus responsáveis, reconstruir seu funcionamento e apurar eventual custeio compromete diretamente a normalidade e a legitimidade das eleições“, afirma a peça.

À PRE-PE, o PSD apresentou um pedido de instauração de um procedimento investigatório, com apuração sobre possíveis vínculos do PSB de Pernambuco.

O que diz o PSB de Pernambuco

Em nota à CNN, o PSB em Pernambuco afirma que “antes de tentar assumir o papel de vítima, o grupo da governadora precisa esclarecer as investigações que já alcançam sua própria estrutura“.

O partido alega que a justiça concedeu 57 liminares em ações apresentadas pela sigla e que apontam violação da legislação eleitoral e crimes contra a honra.

Quem ainda precisa explicar à sociedade as graves suspeitas que recaem sobre sua estrutura não tem autoridade para se apresentar como vítima nem para desviar o foco das investigações em curso“, afirma o partido.

O PSB afirma que há uma investigação da PF em curso para apurar ataques coordenados a adversários políticos e a instituições.

O PSB alega que, segundo denúncias apuradas pelos investigadores, há suspeita de envolvimento de pessoas ligadas ao governo de Raquel Lyra, com uso indevido de recursos públicos destinados à publicidade e produção clandestina de conteúdos contra adversários políticos.

A PF apura a denúncia de que mais de 300 perfis em redes sociais atuariam de forma orquestrada, utilizando a ferramenta de “collabs”, para amplificar conteúdos negativos contra figuras da oposição e promover a imagem de Raquel.

Análises de dados mostram que perfis anteriormente voltados para gastronomia mudaram drasticamente sua linha editorial para a defesa intransigente da governadora e ataques sistemáticos a opositores. Servidores comissionados do estado foram identificados como operadores ou articuladores dessa rede“, afirma o PSB sobre as denúncias.

O PSB alega que as denúncias trazem suspeitas sobre a atuação de Waldemiro Ferreira Teixeira, conhecido como Dódi, primo da governadora Raquel Lyra.

O partido também lembra outro episódio incorporado à denúncia e que envolve Manoel Pires Medeiros Neto, que integrava a secretaria-executiva de Informações Estratégicas do Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco.

De acordo com os documentos apresentados, Medeiros utilizou uma lan house de um shopping do Recife, em agosto de 2025, para preparar e encaminhar uma denúncia anônima contra a deputada que articulou a CPI da Publicidade na Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco) para investigar o caso.

Compartilhe: