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Exército americano anuncia nova onda de ataques contra o Irã

Ataques contra o Irã/Comando Central Militar dos EUA via AFPTV/AFP

O Exército americano afirmou nesta segunda-feira (13) que lançou uma nova onda de ataques contra o Irã, marcando a terceira noite consecutiva de bombardeios.

Esses ataques continuarão impondo um alto custo às forças iranianas e reduzindo sua capacidade de atacar civis inocentes e o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz“, informou o Comando Central americano em um comunicado publicado nas redes sociais, acrescentando que os bombardeios começaram às 16h45 no horário da Costa Leste dos Estados Unidos (17h45 de Brasília).

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Moraes autoriza Braga Netto a fazer cursos EAD e ter pena descontada por leitura

Condenado a 26 anos por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Braga Netto foi ministro da Defesa do governo Bolsonaro/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o general da reserva Walter Braga Netto a realizar cursos na modalidade ensino a distância (EAD) enquanto cumpre pena de 26 anos por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

A decisão também permite que o militar participe do programa de remição de pena por leitura da unidade militar onde está custodiado, o Comando da 1ª Divisão de Exército e da Guarnição da Vila Militar, no Rio de Janeiro.

A medida atende a pedido da defesa de Braga Netto, que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ao fundamentar a decisão, o ministro destacou que a Lei de Execução Penal assegura aos condenados em regime fechado ou semiaberto o direito à remição da pena por meio de estudo ou trabalho.

Segundo informações encaminhadas ao STF, a unidade informou que possui estrutura física e condições para acompanhar e supervisionar Braga Netto durante a realização das atividades acadêmicas. Entre os cursos que ele poderá realizar, em que há vagas, estão Gestão de Projetos, Gestão de Riscos e Crises, Planejamento Estratégico e Gestão de Segurança Privada.

A PGR se manifestou pela aprovação do plano de remição da pena pela leitura enviado pela unidade prisional, entendendo que ele “estabelece diretrizes internas padronizadas para a execução, o controle e a validação das atividades de leitura realizadas pelos presos”.

Pelas regras do programa, o condenado pode obter remição de quatro dias de pena para cada obra lida e avaliada, com limite de um livro por mês. A atividade deve ser voluntária e realizada com livros do acervo da biblioteca da unidade prisional.

Em junho, a defesa de Braga Netto solicitou autorização para três atividades: trabalho interno na unidade militar, participação no programa de remição de leitura e matrícula em um dos quatro cursos citados.

Na ocasião, Moraes autorizou que o general trabalhasse dentro da unidade militar, mas pediu que fossem fornecidas mais informações sobre a existência de vagas e condições de acompanhamento do apenado na realização dos cursos, assim como um plano de trabalho para o programa de leitura. Com a análise das novas informações, o ingresso no programa de remição de pena e a matrícula em cursos EAD também foi deferida.

Segundo informações da unidade em que ele está custodiado, suas atividades de trabalho consistem em leitura e catalogação de obras literárias e de história constantes da Biblioteca da Unidade de Custódia.

Essas atividades são de cunho administrativo, voltadas exclusivamente para rotinas internas da Unidade de Custódia, sem qualquer relação direta com sua atividade finalística, nem com a profissão militar ou com o aperfeiçoamento das Forças Armadas, que serão avaliados e validados por um supervisor“, segundo informou o Comando da 1ª Divisão de Exército e da Guarnição da Vila Militar.

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Com decisão, Moraes impede visitas de Flávio a Jair Bolsonaro até depois do primeiro turno das eleições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), visite o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, até depois do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.

Moraes considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros” e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.

O ministro avaliou ainda que a afirmação usada por Flávio Bolsonaro para chamar a transmissão na qual faria a leitura da carta do ex-presidente sugere que “o sentenciado [Jair Bolsonaro] tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais, o que, configuraria igualmente desrespeito a medida cautelar a que está submetido“.

É imperdível, um recado muito importante que ele quer dar a toda a nossa nação”, disse Flávio Bolsonaro nas redes sociais, antes da transmissão em que fez a leitura da carta.

Na carta lida pelo senador, Jair Bolsonaro disse confiar no filho como “melhor opção” para combater a corrupção, a violência e empobrecimento no Brasil.

Prisão domiciliar

Há dez dias, Moraes decidiu manter o ex-presidente em prisão domiciliar, mediante a entrega de todas as armas que estavam registradas em seu nome. O prazo original da prisão domiciliar venceu em 25 de julho.

Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro ficou preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) e, em 15 de janeiro deste ano, foi transferido para uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A carta de Jair Bolsonaro provocou críticas dos pré-canditados à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), e um recurso do PT no STF.

O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), autor do recurso, alega que Jair Bolsonaro “descumpriu deliberadamente as condições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao redigir uma carta de conteúdo político-eleitoral, posteriormente lida e exibida por Flávio Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais”.

Propaganda eleitoral antecipada

Na decisão, Moraes também acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar se Flávio Bolsonaro(PL-RJ) cometeu propaganda eleitoral antecipada.

Na decisão em que suspende as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias, Moraes afirma que a publicação de vídeos no Instagram e no YouTube em que ele lê a carta do ex-presidente não representou apenas um desrespeito às ordens judiciais de custódia, mas também um ato de promoção política fora do período permitido pela legislação eleitoral.

Segundo o calendário da Justiça Eleitoral, a propaganda eleitoral no rádio, na televisão e na internet só começa em 16 de agosto.

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Nexus/BTG: no 2º turno, Lula tem 47% das intenções de voto e Flávio, 44%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em empate técnico em um eventual segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto, segundo apontou a pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (13).

Na simulação, Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio. Brancos, nulos e os que não escolheriam nenhum dos nomes somam 8%, enquanto 1% dos eleitores não soube ou não respondeu.

Comparado ao levantamento anterior, Lula permaneceu estável com os mesmos 47% registrados em 29 de junho. O senador também repetiu o índice da última rodada e manteve seus 44%.

Lula x Romeu Zema

Já em uma eventual disputa direta com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o atual presidente venceria. O petista vai a 47% contra 40% de Zema.

Do total de entrevistados 11% disseram votar em branco, nulo ou em nenhuma das opções, enquanto 2% não souberam ou não responderam ao levantamento.

Lula x Ronaldo Caiado

O instituto mediu ainda um confronto direto com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Nesta configuração, Lula também tem vantagem, com 47% das intenções de voto contra 38% de Ronaldo Caiado.

Neste cenário, brancos, nulos e nenhum somam 13%, e 2% não souberam ou não responderam.

Lula x Renan Santos

Em uma última simulação apresentada, Lula pontua 49% contra o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), que aparece com 35%. O cenário também representaria vitória do petista.

Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos nome representam 14% nesta hipótese. Aqueles que não souberam ou não responderam somam 2%.

Metodologia

A Nexus/BTG entrevistou 2.003 eleitores, entre os dias 10 e 12 de julho, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07981/2026.

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Em seis meses, MPT registra 74 denúncias de assédio eleitoral em 2026

Urna eleitoral/Foto: Luiz Roberto/TSE

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou, de janeiro até o início de julho, 74 casos de assédio eleitoral em 2026. Desse total, quatro registros foram em Pernambuco, segundo dados do órgão enviados ao Diario de Pernambuco. Em 2022, também período de Eleições Gerais, de janeiro a maio, o MPT havia registrado apenas duas ocorrências.

A prática é vedada pela Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ocorre quando empregadores, gestores ou outras pessoas utilizam sua posição de poder para influenciar ou tentar influenciar o direcionamento do voto de trabalhadores, seja por meio de promessas de benefícios, seja por ameaças e retaliações. Essas promessas vão desde a concessão de benefícios, como folgas e pagamentos de cesta básica, até perseguições e retaliações no ambiente laboral.

Em 2015, Ana* trabalhava em cargo comissionado em um órgão público. Em entrevista ao Diario de Pernambuco, ela ressaltou que conseguiu a vaga não por indicação política, mas técnica. Segundo ela, em período eleitoral todos os trabalhadores eram submetidos a realizar funções diferentes para as quais foram contratados, como fazer panfletagem para um determinado candidato e sair com bandeiras nos bairros.

“A gente era convocado e eu não tinha coragem de dizer não. Meio que tinha que ir. Era uma prática bem comum. Não era uma ameaça explícita, mas implícita”.

Ana relembra que foi criado um grupo no WhatsApp em que mensagens com convocações, inclusive da chefia, eram enviadas para a realização das ações da campanha nas ruas. “Era bem divulgado“, assegurou. Segundo ela, o receio diante de uma possível recusa era recorrente entre os trabalhadores. “A gente tinha medo de que quem não fosse, por exemplo, não teria o contrato renovado.”

Esse comportamento, de acordo com Ana, era em toda a eleição. “Eu me sentia chateada. Eu nem votava neles, mas tinha que me submeter à panfletagem. Apesar disso, não cheguei a me afastar da função porque eu precisava“, frisou.

Para o especialista em direito trabalhista, Eduardo Silvestrin, coordenador da assessoria jurídica Silvestrin, os dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) e casos como o de Ana são um indicativo de que o assédio eleitoral deixou de ser um caso isolado e passou a integrar uma problemática dentro das empresas. “A tendência é que o tema ganhe ainda mais visibilidade durante a campanha, o que exige das organizações uma postura preventiva. Políticas internas claras, orientação às lideranças e canais de denúncia efetivos reduzem a exposição a conflitos e passivos trabalhistas“.

Denúncias

O registro das denúncias de assédio eleitoral pode ser feito no site do Ministério Público do Trabalho, sob anonimato ou sigilo. O órgão orienta que esse registro seja descritivo, com citação dos fatos, local, horário, envolvidos e partidos.

Após o processo de investigação, junto ao MPT, e comprovada a conduta do assédio eleitoral, a empresa deve assumir um compromisso, mediante um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), e, em alguns casos, estará passível de multa compensatória. Em caso de uso dos canais oficiais, páginas na internet para essa prática, a organização deve se retratar publicamente.

Além disso, uma ação civil pública pode ser feita contra a empresa em caso de continuidade da conduta. Nesse contexto, a instituição pode ser condenada a pagar dano moral ao coletivo para toda a sociedade e ainda dano moral individual.

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EUA atacam Irã, que responde com ações contra países do Golfo

Ataques dos EUA contra instalações militares iranianas/AFPTV/AFP

As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira (13) pelo segundo dia consecutivo, com o objetivo de impedir o país de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases americanas em vários países do Golfo.

A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo.

As forças americanas no Oriente Médio atingiram “sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos”, ações que pretendem impedir a República Islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou em vários comunicados divulgados pela agência de notícias oficial IRNA que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.

Também reivindicou ataques contra instalações americanas em Omã. No domingo, foram relatados ataques contra bases americanas no Catar.

O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra seu território.

Estados Unidos e Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque israelense e americano contra o território iraniano.

Os ataques entre os dois lados minam o protocolo de acordo para acabar com a guerra, que abalou a economia global.

A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz.

Na cidade de Mahshahr, sudoeste do Irã, “uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas” no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan, citada pela agência IRNA.

O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por “deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

O aumento da tensão aconteceu após um ataque iraniano na madrugada de domingo contra um navio comercial no Estreito de Ormuz, cuja tripulação foi obrigada a abandonar a embarcação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

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Novo tarifaço terá seu “Dia D” em 15 de julho

As negociações do acordo foram lançadas no início do mês, logo depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar que taxaria a importação de aço. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Quarta-feira, dia 15 de julho. A data está bem circulada nos calendários das empresas brasileiras e norte-americanas e entidades empresariais dos dois países como o Dia D das novas tarifas que o governo dos Estados Unidos pretende impor ao Brasil após a conclusão das investigações do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Na última semana, durante a audiência pública realizada pelo governo Trump e pela USTR, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e a U.S. Chamber of Commerce (USCC) enviaram uma carta conjunta às autoridades brasileiras e norte-americanas pedindo a continuidade do diálogo para se chegar a uma solução negociada.

As entidades alertam que, se adotadas, as tarifas prejudicarão empresas dos dois países – elemento que parece estar sendo ignorado pelos Estados Unidos. O argumento é reforçado por empresas como Coca-Cola, eBay, Nestlé, Faber-Castell e Tesla, que utilizam insumos importados do Brasil.

Segundo estudo da CNI, entre os 13 produtos suscetíveis à sobretaxa, em 11 o Brasil é o principal fornecedor do mercado norte-americano. Ainda de acordo com a CNI, a nova tarifa de 25% elevará a taxação de cerca de 4 mil produtos brasileiros para 37,5%, pois ela se somará aos 2,5% adotados sob o argumento que o Brasil não reprime o trabalho escravo e à tarifa recíproca de 10% adotada em abril de 2025 e reeditada em fevereiro deste ano.

Escola de Economia Criativa PE empolga ministro

A criação da Escola de Economia Criativa em Pernambuco, idealizada pelo Sebrae/PE em parceria com o Governo do Estado, foi recebida com entusiasmo pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, durante reunião realizada na última terça-feira (8). A iniciativa prevê ações de capacitação voltadas aos empreendedores locais do setor, que apresenta uma das maiores diversidades do país.

Vizinhos Solidário e CazéTV entregam cestas básicas

Uma parceria entre o Instituto Vizinhos Solidários e a CazéTV, transmissora oficial da Copa do Mundo Fifa 2026, foi responsável pel distribuição de 1.300 cestas básicas para famílias ribeirinhas da comunidade de Baldo Rio, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A localidade foi uma das mais afetadas pelas fortes chuvas que atingiram o município em março e final de junho.

IA na agenda das empresas familiares de Pernambuco

O Conselho de Lideranças Familiares da Cambridge Family Enterprise Group Recife (CFEG-Recife) coloca, nesta terça-feira (14), a inteligência artificial na pauta das famílias empresárias. A instituição recebe Zeca Branco, diretor da Sauter Digital, que vai apresentar como a IA está transformando a gestão, os processos e a competitividade dos negócios. A iniciativa integra a agenda de desenvolvimento do Conselho, formado por representantes da nova geração de empresas familiares pernambucanas.

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Lideranças do Congresso acionam ministros do STF contra decisão de Dino

Lideranças do Congresso acionaram pelo menos dois ministros do Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão do ministro Flávio Dino de bloquear os bens do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto.

A avaliação feita pelos políticos foi a de que a real intenção de Dino é julgar inconstitucionais as emendas parlamentares impositivas e devolver o controle delas ao Executivo, ainda mais se o presidente Lula for reeleito.

Também há a leitura de que Dino busca criminalizar a direita para favorecer a reeleição de Lula e intimidar parlamentares que têm como bandeira um discurso contra o STF.

Na Corte, a decisão de Dino é considerada controversa.

Por um lado, há a percepção de que há um descontrole e regras informais estabelecidas pelos políticos sobre as emendas, que acabam criando um ambiente propício a desvios e que, portanto, a questão das emendas, em algum momento, deverá ser enfrentada pelos Três Poderes de forma conjunta.

Um ministro da Corte avaliou à CNN ser difícil voltar a um modelo pré-2015, quando a primeira emenda constitucional determinando a impositividade das emendas foi aprovada.

Mas avalia, contudo, que é preciso enfrentar o que considera uma “encruzilhada” desse assunto. Menciona, por exemplo, um modelo adotado no Chile, defendido por economistas, no qual o próprio Congresso aprova um banco de projetos formulado junto com o Executivo.

Por outro lado, há também o entendimento de que as emendas não devem ser criminalizadas em sua totalidade, porque parte delas alcança seu destino de forma adequada em setores que o Executivo não alcançaria. Um exemplo citado são emendas endereçadas a Santas Casas e outras entidades filantrópicas.

Além disso, para uma parte do STF, é difícil imaginar que um dirigente partidário como Valdemar não tenha influência sobre emendas, mesmo porque, no limite, cúpulas partidárias indiretamente têm responsabilidade pela eleição de parlamentares e por estratégias eleitorais em seus mandatos.

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Canetas emagrecedoras ilegais entram no Brasil com substâncias ainda em fase de testes

Nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai pode ser vendida no Brasil. — Foto: Reprodução/TV Globo

As canetas para emagrecer se tornaram um dos principais produtos contrabandeados para o Brasil. Em poucos meses, elas passaram a ocupar o segundo lugar entre as apreensões da Receita Federal na Alfândega de Foz do Iguaçu, atrás apenas dos smartphones.

A reportagem do Fantástico acompanhou operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-277, no Paraná, principal rota de entrada desses medicamentos ilegais no país.

Em uma das abordagens, os policiais encontraram medicamentos escondidos em um carro que havia saído do Paraguai. Entre eles estava a retatrutida, uma substância ainda em fase experimental.

Segundo a Receita Federal, até dois anos atrás os medicamentos sequer figuravam entre as dez maiores apreensões da alfândega de Foz do Iguaçu. Hoje, os chamados medicamentos emagrecedores já ultrapassaram os cigarros e ocupam a segunda posição entre os produtos mais apreendidos na região.

As apreensões mostram diferentes formas de transporte das cargas: escondidas no corpo, em motores, escapamentos, fundos falsos de veículos e até em caminhões-cofre.

Em uma única operação, a PRF apreendeu mais de 30 mil unidades, a maior ocorrência desse tipo já registrada pela corporação.

Entre os produtos apreendidos está a tirzepatida e também a retatrutida, uma molécula que ainda está em fase três de estudos clínicos, a etapa final de testes em humanos. O medicamento ainda não foi lançado pelo laboratório responsável por seu desenvolvimento.

Segundo a Anvisa, nenhuma caneta emagrecedora produzida no Paraguai pode ser vendida no Brasil porque esses produtos não possuem registro no país. A agência afirma que as empresas fabricantes nunca solicitaram autorização para comercialização no Brasil.

A Anvisa explica que o processo de registro exige uma série de estudos para comprovar eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos. Como não houve pedido de registro, esses produtos nunca passaram por avaliação da agência.

O Paraguai possui sua própria agência reguladora, a Dinavisa, com regras diferentes para aprovação de medicamentos.

Sem testar esses produtos, a Anvisa afirma que não há garantias sobre sua eficácia, segurança e qualidade. A importação, comercialização ou divulgação de medicamentos sem registro no Brasil é considerada crime.

Substância ainda não foi lançada

A retatrutida é apontada como uma nova geração de medicamentos para tratamento da obesidade e do diabetes. Ela atua sobre três hormônios relacionados ao metabolismo e ao apetite e ainda está em fase final de estudos clínicos.

Segundo o laboratório responsável pelo desenvolvimento da molécula, qualquer produto vendido atualmente como retatrutida não corresponde ao medicamento que está sendo pesquisado.

A empresa afirma que essas versões são tentativas de copiar a sequência de aminoácidos da molécula, mas isso não significa que sejam equivalentes ao produto em desenvolvimento.

A própria Receita Federal afirma que não é possível saber se os produtos apreendidos realmente contêm a substância anunciada nas embalagens.

A reportagem também mostra que a própria vigilância sanitária do Paraguai tem realizado operações para apreender esses produtos.

Além disso, a Dinavisa publicou um alerta classificando a retatrutida como um “produto não registrado – risco grave”. Segundo o órgão, o produto não possui registro sanitário no Paraguai, não foi aprovado por agências reguladoras internacionais e permanece em fase experimental.

Especialistas afirmam que não existe nenhum grau de segurança para quem utiliza essas versões comercializadas atualmente.

Venda nas farmácias do Paraguai

A reportagem encontrou seis marcas da suposta retatrutida sendo vendidas em farmácias paraguaias.

Em visitas feitas com câmera escondida, vendedores ofereceram versões em caneta, ampola e pó, além de informarem preços e diferentes origens para os produtos, citando Paraguai, China, Alemanha e Reino Unido.

Em uma das embalagens analisadas pela reportagem, o código utilizado para verificar a autenticidade do produto não foi reconhecido pelo próprio site informado na embalagem.

No site do laboratório citado, a informação é de que as substâncias são produzidas apenas para pesquisa. Especialistas alertam que essa informação não representa qualquer garantia de segurança nem autoriza o uso desses produtos por pacientes.

Segundo investigadores, também não há como garantir as condições de fabricação, armazenamento e transporte dessas substâncias.

Riscos para quem usa

O cabeleireiro Thalyson Salvino contou que decidiu usar a substância por motivos estéticos, mesmo após receber orientação médica para não fazer isso.

Pouco depois da aplicação, ele apresentou tremores, hipoglicemia, náuseas, vômitos, taquicardia e precisou procurar atendimento hospitalar. Os sintomas duraram vários dias.

Especialistas afirmam que o uso dessas substâncias pode provocar diferentes complicações, principalmente porque não é possível saber exatamente o que há dentro das embalagens comercializadas ilegalmente.

Uma amostra de uma caneta vendida como retatrutida também foi analisada em laboratório.

Os pesquisadores identificaram alterações nas moléculas da substância e afirmam que isso não permite concluir que o produto seja seguro ou equivalente ao medicamento que ainda está em desenvolvimento.

Segundo os pesquisadores, alterações provocadas pelo armazenamento inadequado ou por degradação da substância podem reduzir sua eficácia e até aumentar os riscos ao organismo.

Também não é possível afirmar que todas as embalagens comercializadas contenham a mesma substância indicada no rótulo.

Mercado ilegal cresce

As canetas ilegais não chegam ao Brasil apenas pela fronteira com o Paraguai. Segundo a Receita Federal, em três meses foi apreendida uma tonelada de produtos emagrecedores ilegais em remessas que chegaram da China ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Fábricas clandestinas também foram fechadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Maceió.

A Receita Federal já apreendeu mais de 158 mil unidades de produtos ilegais para emagrecimento no Brasil. Autoridades defendem maior integração entre os órgãos de fiscalização do Brasil e do Paraguai para combater o contrabando.

A orientação é que consumidores adquiram medicamentos apenas em farmácias autorizadas, sempre com prescrição e acompanhamento médico, evitando produtos vendidos por terceiros ou em canais irregulares.

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PF suspeita que Presidência da Câmara deu aval para desvios de emendas

Plenário da Câmara dos Deputados

A investigação da Polícia Federal que resultou no bloqueio de R$ 6,1 milhões atribuídos ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) diz que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, teria “pleno aval” da Presidência da Câmara dos Deputados para “promover desvios de emendas” em favor do ex-presidente da Casa.

A sintonia entre a investigação ora propugnada e as investigações da Operação Transparência revelam intensa interlocução entre alguns dados e informações mais generalistas daquela investigação com o desvio específico. Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto”, diz trecho da decisão.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A decisão foi tornada pública neste domingo (12), mas é datada no dia 6 julho, mesmo dia em que o magistrado bloqueou R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto, presidente do PL.

Além do bloqueio, a decisão de Dino determina que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) apresente – em dez dias – todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela Polícia Federal, “de modo individualizado e organizado por emenda”.

Em nota, Eduardo Cunha disse que “não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário”.

“Eduardo Cunha sempre pautou sua vida pública pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar“, acrescentou o ex-deputado.

A CNN procurou a Presidência da Câmara sobre a decisão do STF e aguarda retorno.

No sábado (11), Hugo Mota (Republicanos-PB) publicou uma nota sobre a decisão contra Valdemar Costa Neto e que a decisão de Dino era uma “indevida interferência judicial”.

A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política”, informou em nota.

Motta também afirmou que “a alocação das emendas está em plena conformidade com a moldura normativa vigente e com os compromissos institucionais firmados entre o Executivo e o Legislativo perante a própria Corte Constitucional“.

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Dino dá 10 dias para Hugo Motta enviar documentos de emendas sob suspeita

 /Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o envio de ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que apresente, em prazo de 10 dias corridos, todos os documentos de tramitação interna das emendas parlamentares investigadas por suspeita de irregularidades e ingerência de verbas públicas.

Segundo a decisão, a Câmara deverá encaminhar a documentação de forma individualizada e organizada por emenda, para subsidiar a apuração de suspeitas de direcionamento ilícito e possível desvio de finalidade na destinação de recursos.

Expeça-se ofício ao exmo. sr. presidente da Câmara dos Deputados, para que, no prazo corrido de dez dias, apresente todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela representação da autoridade policial, de modo individualizado e organizado por emenda“, determina Dino.

A determinação vem porque os investigadores da Polícia Federal responsáveis pela Operação Transparência suspeitam que ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente do PL e ex-deputado, Valdemar Costa Neto, utilizavam uma operadora dentro da Câmara dos Deputados para influenciar a destinação de emendas parlamentares.

No despacho, o ministro determinou a intimação da Câmara, da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) para cumprimento, em suas esferas de competência, da suspensão imediata da execução de despesas públicas ligadas às emendas indicadas pela autoridade policial, em qualquer fase (empenho, liquidação ou pagamento).

A decisão prevê que, após a efetivação das medidas de indisponibilidade patrimonial, seja levantado o sigilo do despacho.

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Número de mortos em terremotos na Venezuela chega a quase 4.500

 /AFP

O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu neste domingo para 4.490, enquanto mais de 19.500 pessoas se alojavam em acampamentos provisórios, segundo um balanço divulgado pelo governo em suas redes sociais. O número de feridos se manteve em 16.740.

Os terremotos afetaram Caracas e, principalmente, o estado vizinho de La Guaira, onde acampamentos de famílias desabrigadas se espalhavam por estádios, praças e calçadas. Voluntários venezuelanos e estrangeiros prestavam atendimento médico em unidades instaladas em áreas abertas e distribuíam alimentos.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, não mencionou o número de desaparecidos, uma cifra que pode chegar a 50.000, segundo a ONU. Ele disse ontem que 315 pessoas ainda não haviam sido identificadas até a véspera, o que representa “7% do total de mortos”.

O presidente da Assembleia negou que o governo vá suspender as buscas por corpos, em meio ao temor das famílias de que os escombros comecem a ser removidos de forma indiscriminada.

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‘Não aguento mineiros enrolados’: as ordens de Cunha para enviar emendas forjadas, segundo a PF

 /Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Diálogos entre Eduardo Cunha e Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, foram encontrados pela Polícia Federal no celular da ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e principal alvo da Operação Transparência. Segundo a investigação as conversas revelam a atuação do ex-deputado, cassado em 2016, na indicação de emendas parlamentares com documentos forjados para escamotear o verdadeiro solicitante das verbas.

A defesa de Cunha afirmou que desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. “O montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem“, diz a nota.

Com base nas informações reunidas pela Polícia Federal, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou o bloqueio dos bens do ex-deputado até o limite de R$ 6 milhões.

Segundo os investigadores, esse é o valor que Cunha, mesmo sem exercer cargo eletivo, teria destinado a municípios de Minas Gerais por meio de 21 emendas parlamentares do orçamento secreto – caso revelado pelo Estadão em 2021.

Segundo a documentação enviada pela PF ao gabinete de Dino, Cunha contaria com uma “cota informal de valores“, de acordo com os diálogos com Tuca, que seria direcionada conforme “as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas“. O ex-deputado tentará retornar à Câmara dos Deputados por Minas Gerais nas eleições deste ano.

Em uma das conversas com Tuca, Eduardo Cunha reclamou de prefeitos mineiros e pediu a troca de uma emenda:

Eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares (município mineiro) por essa, pois lá também criaram caso pedindo ofício etc. É mais fácil trocar“. O Estadão procurou a Prefeitura de Governador Valadares para comentar o caso, mas não houve retorno.

Ao analisar a conversa, os investigadores afirmaram que o diálogo é “mais simbólico ainda no sentido do descontrole político e desvinculação ao interesse público dessas destinações“, pois “o ex-deputado nunca manteve vinculação política com o Estado de Minas. Pelo contrário, em algumas passagens simboliza manter pouco apreço pelo Estado e pelos prefeitos com quem mantinha interlocução.”

Segundo a PF, Cunha utilizava um telefone registrado em nome de Claudia Cordeiro Cruz, sua companheira, para manter as tratativas com Tuca. Os investigadores atestam, no entanto, que o contexto dos diálogos “não deixa dúvida acerca do direto envolvimento do ex-parlamentar”.

Em uma das primeiras conversas analisadas, em 5 de setembro de 2025, Mariângela Fialek inicia o contato com Cunha se identificando como “Tuca”. Segundo a PF, a conversa aponta que ela pretendia repassar alguma informação ao ex-deputado. “Gosto de boas notícias“; “Mas nem sempre tem, né? Rsrsrs“, escreveu ela. Cunha respondeu: “Então me dê”.

Na sequência, Tuca enviou uma mensagem que foi apagada posteriormente. Cunha respondeu “Já vi“, e Tuca afirmou: “Uma pena“. O ex-deputado, em seguida, escreveu: “Tive ontem com Arthur. Hugo me ligou a noite. Enfim, tentando ajudar. Mas Arthur tem razão”.

As referências, segundo a PF, seriam a Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados e para quem Tuca atuava como assessora, e a Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Casa. O Estadão procurou os dois parlamentares, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.

A PF também analisou uma conversa ocorrida em 12 de setembro de 2025, na qual Cunha tratou de uma emenda destinada ao município de Manhuaçu (MG). Após uma chamada perdida, o ex-deputado afirmou:

Oi. Se puder. Tou com um problema lá em uma das emendas de Manhuaçu que o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas. Como pôs no Gilberto Abramo, preciso de um ofício dele dizendo que essa emenda é de autoria dele, a pedido do deputado estadual João Magalhães, senão vamos ter de trocar e não mandar para lá“.

As menções feitas por Cunha, segundo a PF, são a Gilberto Abramo (Republicanos), deputado federal por Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL), deputado federal pelo Estado, e João Magalhães (PSD), deputado estadual mineiro. O Estadão questionou a Prefeitura de Manhuaçu se deseja se manifestar, mas não houve retorno. A reportagem também procurou Gilberto Abramo por telefone e João Magalhães pelo e-mail do gabinete, mas ambos não retornaram ao contato.

Na sequência da conversa, Cunha perguntou: “Tem publicação em nome do deputado?“. Tuca respondeu: “Impositiva tem. E terá da de comissão assim q aprovada pelo ministério votaremos na comissão. Sair nome do líder”.

No diálogo, Tuca faz referência a dois tipos de emendas parlamentares. As emendas impositivas são aquelas cuja execução pelo governo é obrigatória, desde que cumpridos os requisitos legais e orçamentários. Já as emendas de comissão são aquelas indicadas por comissões permanentes do Congresso, e não por um único parlamentar individualmente.

Ainda no mesmo diálogo, Cunha questionou: “O Gilberto pode fazer um ofício?“. Em seguida, afirmou: “Se fizer já me resolve. Cidade pequena é uma guerra“. Tuca respondeu: “Falarei com ele”.

Segundo a PF, a conversa indicaria que Tuca atuava para atender às demandas apresentadas pelo ex-deputado. Pouco depois, Cunha afirmou: “Se for dar trabalho e ele não for dar, melhor a gente trocar para não perder“.

Na sequência, Tuca enviou um documento em PDF e escreveu: “Baixei esse relatório de RP6 por BENEFICIADO. Não consta RP6 Nikolas nem Gilberto“. Depois, acrescentou: “individual. Nicholas não tem de comissão“.

Emendas RP6 são classificações orçamentárias (Marcador de Resultado Primário 6) que designam as emendas parlamentares individuais. Elas possuem execução obrigatória e são divididas em duas modalidades principais: Transferência Especial (“Emenda PIX”) e Transferência com Finalidade Definida.

A PF afirma que o documento encaminhado por Tuca reunia uma relação de parlamentares de Minas Gerais responsáveis por indicações de emendas e que, na lista, não apareciam recursos atribuídos a Nikolas Ferreira ou Gilberto Abramo.

Ao final da conversa, Cunha mencionou outro parlamentar: “Ta bom me fala então. Tem Cleitinho aí, que também se arvora lá. Ele pôs 200“. Segundo a PF, a referência seria ao senador Cleitinho Azevedo (PL-MG), que aparecia como autor de uma emenda de R$ 200 mil para Minas Gerais no documento compartilhado. O Estadão procurou Cleitinho, que não retornou ao contato.

Três dias após a conversa sobre a emenda de Manhuaçu, em 15 de setembro de 2025, Eduardo Cunha enviou a Tuca uma mensagem com duas indicações: R$ 200 mil para o Fundo Municipal de Saúde de Governador Valadares e R$ 300 mil para a Associação Hospital Belizário Miranda. Em seguida, escreveu: “Bom dia. Trocar Manhuaçu por essas para acabar com a confusão“. Tuca respondeu: “Deixa ver“. Na sequência, afirmou: “Já tirei“.

Os investigadores da PF analisaram os valores mencionados por Cunha. Segundo a PF, o ex-deputado tratava de uma destinação de R$ 500 mil para o município mineiro de Lajinha. Em seguida, mencionou que só seria possível enviar R$ 330.970, além de citar uma diferença de R$ 169.030. A documentação analisada pela corporação, porém, apontava uma diferença de R$ 169.070. Para os investigadores, apesar da divergência nos valores citados, a soma correspondia ao montante inicial de R$ 500 mil, com R$ 169.070 destinados a Governador Valadares e R$ 330.930 enviados a Lajinha – o município foi procurado para comentar o caso, mas não retornou ao contato.

Ainda em 15 de setembro, após tratar dos recursos, Cunha mencionou outro problema envolvendo a cidade de Matias Barbosa (MG). “Tem um segundo problema que Matias Barbosa que era 2, só teve limite de 1349, vou precisar substituir a diferença“, afirmou. Tuca respondeu: “Ok. Manda“. A Prefeitura do Município foi procurada pelo Estadão, mas não respondeu aos questionamentos enviados.

Na sequência, Cunha indicou a substituição dos valores: “o valor que não tem limite em Matias Barbosa e 650378,00″; “Vamos fazer 60.378,00 municípios Pedrinopolis 590.000,00 Município Varjão de Minas“. Ao final da conversa, o ex-deputado disse: “Desculpa o trabalho mas Minas é muito pulverizado“. Tuca respondeu: “Tranquila. São muitos municípios mesmo“. As cidades de Pedrinópolis e Varjão de Minas também foram procuradas por meio de e-mail para se manifestar sobre os repasses, mas não houve retorno.

A análise dos diálogos expõe, segundo a PF, que Tuca “não era mera executora ocasional, mas agente ativa e consciente, desempenhando papel de consultora, facilitadora e implementadora das demandas repassadas para Eduardo Cunha”.

Em novembro de 2025, segundo a investigação, Cunha voltou a tratar de emendas com Tuca. No dia 18 daquele mês, ele enviou uma planilha intitulada “Minas lista 2”, com uma relação de municípios mineiros, o Ministério da Saúde como área indicada e valores associados a cada localidade. Segundo a PF, o documento somava R$ 5 milhões.

No dia seguinte, Cunha procurou Tuca para tratar da planilha e voltou a se referir às emendas em primeira pessoa. “Oi, boa tarde, um município que mandei, Goiana com montante de 150.000 00, na hora de cadastrar só teve de saldo 103.939,00, em função de ter entrado outra emenda da deputada Sheila lá”, escreveu o ex-deputado em referência a parlamentar estadual em Minas, Delegada Sheila (PL). O Estadão tenta localizar a prefeitura de Goianá.

Os investigadores da Operação Transparência afirmam que Eduardo Cunha “surge como fator de influência para desvio de recursos públicos, funcionando como beneficiário direto dos malfeitos e como vetor político relevante para todo o processo”.

Por outro lado, as conversas revelam que Tuca dominava procedimentos, sistemas e fluxos administrativos essenciais ao fracionamento, remanejamento e justificativa formal das emendas, o que lhe conferia capacidade concreta de materializar decisões tomadas fora do processo parlamentar regular“, anota a PF.

O que diz a defesa de Cunha

A defesa de Eduardo Cunha tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão divulgada neste domingo e esclarece que, antes da decretação do bloqueio patrimonial, não havia sido intimado, ouvido ou chamado a prestar qualquer esclarecimento no âmbito dessa investigação.

Eduardo Cunha não exerce mandato parlamentar e, portanto, não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas mencionadas nas reportagens. Ao contrário. Conforme pode-se observar, elas foram oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados, únicos que possuem competência sobre o processo orçamentário.

Eduardo Cunha sempre pautou sua vida publica pelo compromisso ético e probidade, respeitando as normas legais, inclusive, enquanto exerceu seu mandato parlamentar.

Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.

É igualmente necessário esclarecer que o montante de R$ 6,15 milhões corresponde ao valor global das emendas questionadas, destinadas a municípios ou outros beneficiários públicos, e nem mesmo a decisão imputa recebimento de qualquer vantagem a Eduardo Cunha.

Eduardo Cunha desconhece qualquer irregularidade na tramitação das emendas. Cabe ressaltar que a própria PGR considerou prematuro o bloqueio das contas de Eduardo Cunha

A defesa buscará acesso integral à investigação a fim de conhecer o contexto completo dos fatos, exercer o contraditório e impugnar as medidas decretadas.

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ONU expressa preocupação com escalada de ataques EUA-Irã; Teerã alega direto à autodefesa

Procissão funerária no Irã./WAKIL KOHSAR / AFP

Diante da escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação e defendeu que os ataques devem ser cessados. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que os ataques às bases militares norte-americanas “constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional”.

Os dois porta-vozes se manifestaram através da rede social X na tarde deste domingo. Guterres afirmou que “um retorno a hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região, para a paz e a segurança internacionais e para a economia global”, pedindo que os dois países em guerra retomem as negociações.

Já Baghaei disse que o Irã não ataca, e que os bombardeios recentes são uma “continuação de um ato de agressão flagrante e não provocado iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel“, disse na postagem.

A escalada se intensificou e, há pouco, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) afirmou que as forças americanas começaram a lançar mais ataques contra o Irã, a partir das 18h (horário de Brasília), a fim de continuar degradando a capacidade de Teerã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz.

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Entorno de Flávio diz que Bolsonaro fez apelo a Michelle por engajamento

Por Débora Bergamasco --> Entorno de Flávio diz que Bolsonaro fez apelo a  Michelle por engajamento

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou sua própria prisão como argumento para empoderar Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, e não a sua própria esposa, Michelle Bolsonaro (PL), diante da crise pública entre o filho e a ex-primeira-dama.

Segundo apurou a CNN com o entorno do senador, o ex-presidente argumentou que a única chance de conseguir ter de volta sua liberdade depende da eleição de Flávio. Isso porque o senador poderia lhe conceder um indulto ou graça, instrumentos jurídicos que extinguem a punição do condenado. Ainda assim, tal medida poderia ser barrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Na carta escrita de próprio punho em que Bolsonaro pede que diferenças sejam deixadas de lado e pede o engajamento de todos na campanha do filho, o recado é endereçado especialmente a Michelle, numa manifestação pública de que nesta crise estaria ao lado do filho.

Escrevo em um momento de decisão para todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixarmos de lado as possíveis diferenças e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro”, diz um trecho do documento.

O ex-presidente também disse na carta que Flávio é seu “porta-voz”.

Meu pré-candidato, creio o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, finalizou Jair Bolsonaro.

Entretanto, uma fonte próxima a Flávio e que teve relação próxima com o ex-presidente vai além. Diz que “Jair não tomou partido nem de Flávio nem de Michelle, mas de si mesmo”.

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