Search

Rodrigo Bocardi deixa o SBT definitivamente após polêmica com prefeituras

SBT proíbe Rodrigo Bocardi de divulgar BocaTV no SBT Cidades - Toda Mídia

O SBT anunciou oficialmente o desligamento de Rodrigo Bocardi da emissora nesta sexta-feira (11/9). O jornalista havia sido afastado das atividades na quinta-feira (10), enquanto o canal apurava denúncias de que ele teria cobrado de prefeituras para fazer coberturas positivas sobre administrações municipais.

Segundo a emissora, a apuração não encontrou fatos ou provas que comprometessem Bocardi, mas o próprio jornalista decidiu encerrar o vínculo profissional.

“O SBT tomou conhecimento, pelas redes sociais, de uma denúncia relacionada ao apresentador Rodrigo Bocardi, e não encontrou fatos ou provas que comprometessem o comportamento e a idoneidade do profissional. No entanto, como a parceria entre SBT e BocaTV já havia sido desfeita, Rodrigo Bocardi tomou a decisão, e o SBT aceitou, de encerrar por completo o contrato com a emissora e se dedicar integralmente às suas empresas”, diz a nota.

A nota aparece em um vídeo publicado por Bocardi nas redes sociais, no qual ele afirma que a saída da emissora da família Abravanel “não tem nada a ver com esse episódio”. “Quem me acompanha por aqui sabe que a minha saída foi acertada há semanas, de comum acordo, exatamente para que eu pudesse me dedicar aos negócios da BocaTV, que cresceram muito e exigem hoje 100% da minha dedicação”, afirmou ainda o jornalista.

Compartilhe:

Moraes critica “seletividade” de Mendonça e cobra julgamento conjunto

O ministro Alexandre de Moraes pediu nesta sexta-feira (11) a retirada de todo o sigilo do caso Master. Ele citou uma ‘escolha seletiva’ do ministro André Mendonça.

Moraes afirmou que Mendonça liberou apenas 15 procedimentos parcialmente. Segundo ele, 180 peças e documentos foram excluídos do sistema eletrônico.

O ministro criticou o julgamento isolado de sua petição. Ele cobrou a análise conjunta do caso envolvendo relatórios da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça.

O embate ocorre após Mendonça retirar parcialmente o sigilo na quinta-feira (10). A liberação manteve em segredo apurações sobre Jaques Wagner e o filme ‘Dark Horse’.

Compartilhe:

Eleições 2026: Relatora no TSE vota para negar candidatura de Pablo Marçal à Presidência

Pablo Marçal (PRTB - SP)/foto: Reprodução/Gazeta

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou para indeferir o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O pedido de registro do influenciador é avaliado pelos sete ministros da Corte Eleitoral no plenário virtual.

O prazo para que os demais magistrados votem termina nesta sexta-feira (11). Restam os votos dos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Marques e Villas Bôas Cueva.

Marçal está inelegível, mas registrou a candidatura com base em uma liminar em que apresentou uma filiação ao PRTB retroativa a abril deste ano. Até então, ele estava filiado ao União Brasil. O pedido do influenciador para concorrer à Presidência foi impugnado pelo Ministério Público Eleitoral.

Marçal foi condenado à inelegibilidade três vezes, mas recorreu e conseguiu reverter duas condenações. A pena que segue em vigor decorre da promoção de um “campeonato de cortes” entre seus apoiadores durante as eleições municipais em São Paulo em 2024. O influenciador oferecia compensações em dinheiro a quem produzisse vídeos que o promovessem. A Justiça Eleitoral entendeu ter havido uso indevido dos meios de comunicação.

Marçal também recorreu da condenação pelo “campeonato de cortes” e, dos quatro crimes pelos quais havia sido condenado na primeira instância, obteve o afastamento de duas imputações, mas a inelegibilidade foi mantida. Ainda cabe recurso da condenação ao TSE.

Ao pedir o indeferimento do registro, o MP Eleitoral alegou que, além de não estar apto a concorrer por cumprir pena de inelegibilidade, a filiação ao PRTB apresentada por Marçal não é válida.

Em 2024, o ex-coach concorreu à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB. Em abril deste ano, deixou a sigla rumo ao União Brasil. Por meio de uma liminar concedida às vésperas do fim do prazo para o registro de candidatos, o influenciador sustentou ainda estar filiado à antiga legenda.

Compartilhe:

“Temos capacidade de fazer muito mais do que qualquer outra candidatura”, diz João Campos em debate

Durante a fala, o candidato também voltou a prometer a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos/Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (11), que seu grupo político tem capacidade de “fazer muito mais” pelo Estado do que qualquer uma das candidaturas que disputam a eleição. A declaração foi dada durante debate promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, no Agreste.

Eu não tenho nenhuma dúvida: se colocar qualquer uma das candidaturas aqui e der a tarefa de cuidar por quatro anos de Pernambuco, nós temos a capacidade de fazer muito mais do que qualquer candidatura que está disputando essa eleição”, afirmou.

João usou a passagem pela Prefeitura do Recife como credencial para sustentar a declaração. O socialista citou o volume de investimentos realizados na capital e a ampliação das vagas em creches e afirmou que pretende levar ao Estado um modelo de gestão voltado para entregas. “Se eu ficasse reclamando dos governos passados, em toda fala, falasse sempre do passado, eu não teria conseguido triplicar as vagas de creche da cidade do Recife”, disse.

Durante a fala, o candidato também voltou a prometer a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos, e do Hospital da Criança de Caruaru, além de duplicar o número de escolas técnicas e ampliar o ensino em tempo integral no Estado.

Ao defender as propostas, João também criticou a atual gestão estadual. Segundo ele, nos últimos 30 anos, todos os governos de Pernambuco construíram escolas técnicas, “menos a atual gestão estadual”. “Vocês não vão me ver reclamando, brigando com as pessoas. Vocês vão me ver leve, feliz”, completou.

Compartilhe:

“Hoje temos mais carteira assinada do que Bolsa Família”, diz Raquel sobre empregos em Pernambuco

Durante debate em Caruaru, governadora destacou geração de empregos e citou os programas Mães de Pernambuco e de cozinhas comunitárias/Foto: Reprodução

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta sexta-feira (11), que Pernambuco tem atualmente mais pessoas com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família. Durante debate promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, no Agreste, a gestora apontou a geração de empregos como o “maior programa social” de sua administração.

Pernambuco voltou a crescer, voltou a gerar emprego de carteira assinada. Hoje temos mais carteira assinada do que Bolsa Família”, afirmou Raquel. Segundo a candidata, o Estado também bateu recorde de geração de empregos nos três primeiros anos de sua gestão, com resultado superior ao acumulado nos 12 anos anteriores.

Ao falar sobre o combate à pobreza, Raquel afirmou que alcançar pessoas que classificou como “invisíveis” e áreas onde governos anteriores não chegaram foi uma prioridade de sua administração. “Para isso, sai do discurso e entra no orçamento”, declarou.

A governadora citou o Mães de Pernambuco, programa de transferência de renda destinado a mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo Raquel, são R$ 350 milhões investidos por ano para atender 100 mil mães chefes de família com filhos de até 6 anos, que recebem R$ 300 mensais.

Raquel também destacou as mais de 300 cozinhas comunitárias em funcionamento no Estado, que, segundo ela, servem mais de 65 mil refeições diariamente, além de 100 cozinhas solidárias. A candidata afirmou que a expansão ocorreu em parceria com as prefeituras e criticou a condução do programa pela gestão estadual anterior.

Compartilhe:

“São herdeiros”: Ivan Moraes critica histórico político familiar de João e Raquel durante debate

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) criticou o histórico familiar dos também candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na política. “Pernambuco não precisa de uma casta de herdeiros”, disparou durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

A afirmação foi feita durante a apresentação inicial de Ivan. “A gente tem competindo como principais favoritos a duas candidaturas que vêm do mesmo centro ideológico, duas candidaturas que vêm de famílias tradicionais na política, que estão muito longe daquilo que as pessoas querem para a política”, disse.

Na resposta às provocações iniciais do debate, a respeito da realidade mais preocupante do estado de Pernambuco atualmente, Ivan respondeu que o “revezamento das mesmas famílias” no poder é o ponto latente.

Ele fez referência ao fato de que tanto a governadora Raquel Lyra quanto o ex-prefeito do Recife, João Campos, são filhos de ex-governadores do estado de Pernambuco: João Lyra, que assumiu o posto entre 2014 e 2015, e Eduardo Campos, que foi chefe do executivo estadual entre 2007 e 2014.

Partindo desse ponto, Ivan tem se colocado como diferente dos outros candidatos. “Aqui não tem nenhum fascista, aqui não tem extrema-direita, aqui tem duas candidaturas comuns, e tem uma candidatura diferente das iguais”, acrescentou.

Compartilhe:

Trabalhadores dos Correios entram em greve em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado, com adesão de sindicatos de todos os estados do país, informou a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect).

As assembleias que aprovaram a paralisação ocorreram na noite de quinta-feira (10). Segundo a Findect, a decisão “marca uma nova etapa da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo”.

A Findect afirma que um dos principais impasses nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Segundo a entidade, a direção dos Correios pretende fazer alterações no benefício.

“A decisão das assembleias ocorre depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores”, diz a federação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Tony Sérgio, durante a paralisação, apenas os serviços administrativos internos estão funcionando.

Ainda não há informações sobre o funcionamento desses serviços em outras regiões.

Compartilhe:

“Comando Vermelho e PCC estão no dia a dia do estado”, critica João Campos sobre segurança em PE

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes de maneira “latente”. A afirmação foi feita durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

João realizou o comentário ao responder a uma indagação sobre a segurança pública em Pernambuco, criticando diretamente a atual gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Ele prometeu, ainda, que, se eleito, fará um “pacto antifacções”.

Nós combateremos as facções que estão entrando no estado de Pernambuco. Hoje, a presença do Comando Vermelho e PCC é algo latente, presente no dia a dia do estado, e nós não vamos tolerar isso. Vamos lançar o ‘De Olho na Estrada’, para monitorar as estradas de Pernambuco, as divisas, para que o tráfico de droga, contrabando de armas, isso seja combatido de forma rigorosa, de ponta a ponta”, disparou João.

Sobre o mesmo tema, Raquel Lyra rebateu que a gestão anterior, que era ligada ao partido de João Campos, bateu recordes negativos de violência.

Na violência, Pernambuco bateu recorde: foram 5 mil homicídios em 2017. Estamos vivendo o melhor momento da nossa história na segurança pública”, disse.

Ela prometeu, ainda, continuar com os investimentos na área, citando os “laranjinhas”, policiais militares recém-formados que fazem parte do efetivo do patrulhamento ostensivo urbano.

Compartilhe:

Raquel promete ampliar abastecimento em Pernambuco: “Quero ser a governadora das águas”

Ser a “governadora das águas” e levar abastecimento a todas as regiões de Pernambuco. Foi dessa forma que Raquel Lyra (PSD) definiu uma das prioridades para um eventual segundo mandato à frente do Estado, durante debate com os candidatos ao Governo de Pernambuco promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, nesta sexta-feira (11).

Eu quero ser governadora de Pernambuco para ser a governadora das águas, para garantir que todo o povo de Pernambuco, independentemente de onde ele nasça, onde ele viva, ou no morro do Recife ou aí no Sertão do Araripe, tenha direito a tomar banho de pé”, afirmou.

Ao defender o desempenho da gestão na área, Raquel disse ter encontrado Pernambuco com 2 milhões de pessoas sem acesso à água e afirmou que mais de 600 mil passaram a ser atendidas desde o início do governo. Entre as intervenções, destacou a Adutora do Agreste, feita em parceria com o governo do presidente Lula (PT), e citou a chegada das águas do São Francisco a municípios do Agreste.

A governadora também enumerou obras em outras regiões, como a Adutora de Negreiros, no Sertão do Araripe, e intervenções em Ouricuri e Salgueiro. Citou ainda 1,2 mil sistemas simplificados de abastecimento rural, a retomada de 400 dessalinizadores e a licitação de outros 500. “É o maior programa de abastecimento de água da nossa história”, declarou.

Raquel também defendeu a concessão parcial dos serviços da Compesa e afirmou que o modelo prevê R$ 23 bilhões em investimentos privados. Segundo ela, o objetivo é ampliar o acesso à água e ao esgotamento sanitário e permitir que os pernambucanos tenham condições de “tomar banho de pé” e empreender, independentemente da região onde vivem.

Compartilhe:

Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito da PF aberto para apurar financiamento do filme ‘Dark Horse’

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da PF. A informação de que Flávio consta na lista de investigados veio à tona nesta sexta-feira (11), após o relator do caso levantar o sigilo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

Segundo a decisão, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi consultada e não se opôs à abertura da investigação.

O ministro determinou ainda que o caso fosse remetido à Polícia Federal para a realização das diligências investigativas que não dependessem de autorização judicial.

Compartilhe:

Contrato de esposa de Moraes com Master cita consultoria estratégica na PF

O contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o antigo Banco Master previa consultoria estratégica em inquéritos da PF (Polícia Federal) e procedimentos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A informação consta na íntegra do documento, que foi revelado após a retirada de sigilo das investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quinta-feira (10).

Segundo o contrato, o Escritório Barci de Moraes ficaria responsável por prestar “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE”.

Além disso, a empresa deveria realizar processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário e implantar um programa de compliance.

O contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o banco de Daniel Vorcaro previa o pagamento de R$ 131 milhões. O valor seria dividido em 36 parcelas mensais e sucessivas no valor de R$ 3,6 milhões cada.

Com a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado, os pagamentos foram interrompidos.

Compartilhe:

Ao atender pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo apenas de parte das investigações sobre Master no STF

Ao retirar o sigilo das investigações sobre o Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça tornou públicos parte dos documentos do caso.

Entre os materiais liberados estão apurações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Entretanto, parte das investigações não tiveram o sigilo derrubado. Entre elas estão as investigações sobre o filme Dark Horse e a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.

Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte.

A decisão atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado “caso Master”.

Compartilhe:

Em documento, PF detalha articulações de Vorcaro dias antes de ser preso e aponta que banqueiro sabia da operação

A Polícia Federal (PF) detalhou em um documento, cujo sigilo foi retirado na noite desta quinta-feira (10), as articulações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nos dias que antecederam a deflagração da Operação Compliance Zero, que resultou em sua prisão.

Segundo a PF, Vorcaro teve conhecimento sobre a operação policial que estava para ser deflagrada e que reforçam a tese de fuga, “sendo improvável que sua viagem ao exterior, na noite imediatamente anterior à data do cumprimento dos mandados, seja mera coincidência”.

Nesta quinta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça levantou o sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte.

A decisão atende a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e libera o acesso a um conjunto de inquéritos, reclamações e petições vinculados ao chamado “caso Master”.

Compartilhe:

Fachin determina retirada de sigilo das investigações do caso Master no STF

O presidente do Supremo Tribubal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (10) a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte.

Segundo o pedido do presidente, fica em sigilo o que não prejudicar as investigações para futuras operações sobre o caso.

Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida“, diz Fachin.

Nesta quarta-feira (9), Fachin convocou o plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Nesta quinta, o presidente da Corte passou a tarde em consultas internas.

Fachin recebeu seis ministros no gabinete da Presidência e, entre análise de cenários para estancar a crise sem precedentes, também ouviu impressões sobre o rito para a sessão de terça-feira (15) que vai discutir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Na rodada de conversas da tarde desta quinta, Fachin esteve com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Luiz Fux – os dois últimos conversaram juntos com o presidente.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve na Presidência. Segundo um ministro, Fachin tem “escutado muito e falado pouco”.

No fim da noite, Fachin foi até o gabinete da ministra Cármen Lúcia para mais conversas.

Situação inédita

O caso é inédito no STF. A decisão de Fachin de levar para análise do plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes intensificou articulações de bastidores e apostas sobre apoio ou não para abrir uma investigação contra o ministro.

Até agora, seis votos são considerados mais consolidados. Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, e Cristiano Zanin são apontados como pontos alinhados com Moraes. André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Nos bastidores, há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados.

O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele tem se declarado suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações.

Há quem defenda que o ministro pode votar, no entanto, sendo que a discussão envolve questões processuais, como o modelo para investigação de um integrante da Corte.

A crise no STF

A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.

Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master.

Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a PF e o gabinete do relator.

Compartilhe:

Lula: “encontro com Vorcaro durou menos de meia hora”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a confirmar que se reuniu com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, no Palácio do Planalto antes de o escândalo vir à tona, mas minimizou o fato político. Segundo explicou o petista, em entrevista exclusiva ao SBT Brasil realizada nesta quinta-feira (10), o encontro entre os dois durou “cerca de meia hora” e serviu para Vorcaro reclamar de uma suposta perseguição contra a instituição financeira.

Daniel Vorcaro veio conversar comigo no Palácio do Planalto. Ele e outro rapaz disseram que estavam perseguindo o banco dele. Eu disse que o Banco Master seria analisado como qualquer banco.”

Lula afirmou que não havia interesse do governo em fechar a instituição financeira, mas que o banco precisava operar de acordo com as regras.

Ninguém tem interesse em fechar banco. Agora, você tem que estar correto. Como não estava, nós fechamos.”

O presidente afirmou que a reunião foi rápida. “Foi muito rápido. Tive esse encontro com ele, que durou meia hora”, declarou Lula. O presidente também destacou que o encontro ocorreu antes do agravamento das investigações envolvendo o Banco Master.

Encontro com ex-banqueiro

A reunião de Lula com Daniel Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, cerca de um mês depois de o Banco Central iniciar uma apuração sigilosa sobre os problemas de liquidez do Banco Master.

Em novembro daquele ano, Vorcaro havia sido convocado pelo BC para assinar um termo de comparecimento, uma espécie de alerta que dava à instituição 180 dias para solucionar os problemas de liquidez. Na época, o Banco Central ainda era presidido por Roberto Campos Neto, e as investigações não eram públicas.

O encontro no Palácio do Planalto foi intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e ocorreu fora da agenda oficial do presidente. Também participaram da conversa o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, que já havia sido escolhido e aprovado pelo Senado para comandar o Banco Central, mas ainda não tinha tomado posse.

O caso do Master ganhou maior repercussão em 2025, quando o Banco de Brasília (BRB) tentou comprar a instituição. Em setembro daquele ano, o Banco Central rejeitou a operação e, em novembro, determinou a liquidação do banco de Vorcaro – cerca de 11 meses depois da reunião no Planalto.

Ao falar publicamente sobre o encontro em fevereiro de 2026, Lula afirmou que disse a Vorcaro que não haveria interferência política no caso e que caberia ao Banco Central fazer uma análise técnica da situação do Master.

Compartilhe: