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Turquia rompe relações comerciais com Israel

Turquia interrompeu todas as relações comerciais com Israel, incluindo exportações e importações, diz Bloomberg (Foto: Imad Alassiry/Unsplash)

Nesta quinta-feira, segundo informações da Bloomberg, a Turquia interrompeu todas as relações comerciais com Israel, incluindo exportações e importações. No entanto, o governo turco ainda não se pronunciou oficialmente sobre a medida.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, já se manifestou e criticou a decisão da Turquia. “Recep Tayyip Erdogan está violando acordos ao bloquear os portos para as importações e exportações israelenses. É assim que um ditador se comporta, desrespeitando os interesses do povo e dos empresários turcos e ignorando os acordos comerciais internacionais”, afirmou Katz, na rede social X.

“Dei instruções ao Diretor-Geral do Ministério das Relações Exteriores de Israel para que contate imediatamente todas as partes relevantes do governo para criação de alternativas ao comércio com a Turquia, se concentrando na produção local e nas importações de outros países. Israel sairá com uma economia forte e ousada. Nós ganhamos e eles perdem”, acrescentou o chanceler.

Milei desiste de lançar livro em feira de Buenos Aires por medo de “sabotagem”

Presidente argentino, Javier Milei

O presidente da Argentina Javier Milei disse nesta quarta-feira (1) que desistiu de realizar o lançamento de seu novo livro na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires por sentir hostilidade por parte de organizadores e que pode haver uma tentativa de sabotagem da apresentação.

A previsão era que o novo livro do chefe de Estado argentino, intitulado “Capitalismo, socialismo e a armadilha neoclássica”, fosse lançado no dia 12 de maio, na parte externa do centro de eventos La Rural, onde há uma semana é realizada a feira, um dos principais eventos culturais do país.

Não vamos apresentá-lo na Feira do Livro porque minha irmã está levando a cabo essa negociação e há um nível de hostilidade em relação a mim e nossa equipe que nos leva a suspeitar de que tem uma tentativa de sabotar a apresentação e que seja feita, no estilo ‘kirchnerista’, de modo violento”, disse Milei em um programa de rádio do jornal El Observador.

O presidente argentino disse que a abertura da Feira do Livro foi “violenta” e afirmou que organizadores “estão tomando todas as ações próprias de quando alguém quer sabotar uma atividade”. E disse ser preciso “tomar certos cuidados” para que não seja exposto a um “bloqueio”.

Protestos pró-Palestina: Mais de 1.500 pessoas são presas nos Estados Unidos

Protesto pró-Palestina na Universidade de Columbia, nos EUA

Protestos pró-Palestina dominam as universidades dos Estados Unidos desde o dia 18 de abril. Mais de 1.500 pessoas foram presas em todo o país, de acordo com análise da CNN.

As detenções aconteceram em mais de 30 campi em 23 estados, incluindo prisões de estudantes e professores. Alguns ficaram feridos durante ação policial.

Isso acontece em um período em quem diversas instituições do ensino superior se preparam para as cerimônias de formatura da primavera. A Universidade do Sul da Califórnia, onde quase 100 manifestantes foram presos em 24 de abril, cancelou seu evento de formatura principal.

Além disso, a violência entre grupos de manifestantes acarretaram o cancelamento de aulas na Universidade do Sul da Califórnia.

Na terça-feira (30), mais de 400 manifestantes foram detidos, de acordo com uma análise da CNN a partir de declarações de universidades e autoridades. Destes, a polícia disse que cerca de 300 pessoas foram presas na prestigiada Universidade Columbia e no City College de Nova York.

Temporais no RS: ‘Nós não teremos capacidade de fazer todos os resgates’, diz Eduardo Leite

Governador Eduardo Leite durante coletiva sobre temporais no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

O governador do Rio Grande do Sul disse, nesta quarta-feira (1º), que o temporal que atinge a região desde segunda-feira (29) “será o maior desastre do estado”. Eduardo Leite (PSDB) comparou a situação com as tragédias de 2023, que mataram dezenas de pessoas, e admitiu a dificuldade de resgatar todas as pessoas afetadas.

A manifestação foi feita durante entrevista coletiva na sede da Defesa Civil, em Porto Alegre. Os temporais já deixaram 10 mortos, 21 desaparecidos e 11 feridos, segundo a Defesa Civil. O último boletim informou 4,4 mil desalojados e desabrigados no estado.

“Nós não teremos capacidade de fazer todos os resgates, porque está muito mais disperso nesse evento climático que a gente está vivenciando. E com dificuldades, porque ali as chuvas não cessam. O estado tem tido dificuldades para acessar as localidades”, disse Leite.

O governador pediu que as pessoas que vivem nas cidades afetadas saiam de casa, porque as forças de segurança não conseguem chegar a todos os locais para resgate.

Ao todo, foram registrados problemas em 107 municípios, afetando 19.110 pessoas. A previsão do tempo alerta para risco de chuva por, pelo menos, mais 36 horas no RS.

Neymar é processado por homem desempregado que perdeu todo dinheiro

Neymar fez publis para a Blaze e agora é processado por influenciar homem a gastar dinheiro ( Foto: Carlos Monti/Divulgação BSOP)

Neymar constamente tem seu nome envolvido em alguma polêmica. Mas essa é bastante curiosa. O atacante brasileiro é alvo de um processo movido por um homem desempregado que alega ter perdido todo o dinheiro por causa do atleta.

Inicialmente, Erick Amaro Pinheiro Paiva estava desempregado e decidiu jogar todas as suas economias, cerca de R$ 62 mil, em casas de apostas, entre elas a Blaze. A ideia dele era ampliar o dinheiro, mas perdeu todo o montante.

A “vítima” disse que foi influenciada por Neymar. Ele contou que via nas redes sociais promessas de ganho de dinheiro sem sair de casa.

Além do atacante do Al-Hilal, Paiva também incluiu no processo o Youtuber Felipe Neto e os influenciadores Jon Vlogs, Juju Ferrari e Nanna Chara. Todos esses, aliás, recomendavam a Braze.

Ele também colocou no processo outras empresas, como a Okto Pagamentos, Pagsmile e Luxpag, todas empresas de apostas.

Evento do G20 em São Paulo propõe ações de combate à desinformação

Promovido pelo Grupo de Trabalho de Economia Digital do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), o seminário sobre integridade da informação contou com a presença de representantes de cerca de 50 países  (Foto: G20/Divulgação)

Autoridades brasileiras e estrangeiras se reuniram nesta quarta-feira (1º), em São Paulo, para discutir a importância de ações que fortaleçam o acesso à informação de qualidade como um bem público. Promovido pelo Grupo de Trabalho de Economia Digital do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana), o seminário sobre integridade da informação contou com a presença de representantes de cerca de 50 países e abordou temas como o enfrentamento à desinformação e aos discursos de ódio, principalmente no ambiente digital.

“As pessoas sempre tiveram discursos de ódio, sempre mentiram, sempre espalharam maledicências, mas [a atual] escala global e nível de sofisticação [com que estes conteúdos são disseminados] é preocupante”, declarou a subsecretária-geral de Comunicações Globais da Organização das Nações Unidas (ONU), Melissa Fleming, na abertura do evento.

Responsável por supervisionar as operações de comunicações estratégicas da ONU, incluindo os serviços de notícias e mídia digital, Melissa comentou que a própria organização composta por 193 Estados-Membros é alvo de campanhas organizadas de desinformação. Para a subsecretária, a divulgação de desinformação e discursos de ódio ameaça as instituições públicas e a democracia em todo o mundo, principalmente em um contexto de crescente uso de ferramentas de inteligência artificial.

“Podemos dizer que é um momento de grande ansiedade. Alguns, inclusive, podem dizer que este é um momento temeroso […] Na minha perspectiva, estamos vendo ameaças em todos os cantos do mundo […] Estamos preocupados pois sabemos que a inteligência artificial tem alimentado algoritmos projetados para atrair a atenção de usuários e amplificar postagens que geram ódio e conteúdos racistas, xenofóbicos e antissemitas, por exemplo. Ao mesmo tempo, esses mesmos algoritmos frequentemente limitam o alcance das informações verdadeiras”, comentou Melissa, defendendo o direito de as pessoas obterem informações confiáveis.

“Falamos muito sobre a informação digital porque o ambiente digital, de fato, gera grande parte das toxinas dos nossos sistemas [de informação] e navegar neste ambiente tóxico e polarizado é extremamente difícil, mas precisamos de um ecossistema saudável por inteiro. Estamos especialmente preocupados com o impacto [das campanhas de desinformação] nos processos democráticos. Bilhões de eleitores irão às urnas este ano, em mais de 60 países. Eles tomarão decisões importantes não só para seus futuros, mas que, em um mundo interconectado, importam a todos”, acrescentou Melissa, conclamando todos a conhecerem os princípios que a ONU vem recomendando que os Estados-Membros adotem como forma de aprimorarem suas iniciativas em defesa da integridade da informação. “Temos esperança de que eles sirvam como guias para os países-membros na construção de regulamentações nacionais”, destacou.

Eduardo Leite pede adiamento do CNU, o ”Enem dos concursos”, no Rio Grande do Sul

O político disse que não sabe qual solução é a melhor, mas que a população gaúcha não pode ser ''penalizada'' pela mudança das condições climáticas. (Foto: Igo Estrela/Metrópoles)

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse nesta quarta-feira (1º/5) que vai pedir o adiamento no estado do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos concursos”, ao governo federal. As provas estão marcadas para o próximo domingo (5/5), em todo o Brasil.

“Vamos recomendar ao governo federal que seja contornada essa situação. Esse concurso ficou completamente inviabilizado nos próximos dias, no final de semana, para a população gaúcha. Nós vamos solicitar que seja encaminhado algum tipo de solução para o CNU”, afirmou Leite a jornalistas.

O político disse que não sabe qual solução é a melhor, mas que a população gaúcha não pode ser “penalizada” pela mudança das condições climáticas.

1° de Maio: Centrais mantém apoio a Lula, mas cobram medidas para “reduzir danos”

1° de Maio: Centrais mantém apoio a Lula, mas cobram medidas para “reduzir danos”

As principais centrais sindicais brasileiras chegam ao dia 1° de maio de 2024 com um discurso unificado de manutenção do apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cobram do governo medidas para “reduzir os danos” causados aos sindicatos após a reforma trabalhista implementada em 2017.

O tradicional evento para celebrar o 1° de maio neste ano foi marcado na Arena Neo Química, em Itaquera (zona leste), pelas oito principais centrais brasileiras: CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, Nova Central, Intersindical e Pública.

As palavras de ordem são modestas e sem potencial para constranger o principal convidado do dia: o presidente Lula.

São elas: emprego decente, menos juros, aposentadoria digna, correção da tabela do Imposto de Renda, valorização do serviço público e salário igual para trabalho de homens e mulheres.

Lideranças sindicais ouvidas pela CNN admitem que a revogação da reforma trabalhista — um tema que rondou a campanha de 2022 — não é uma bandeira factível no cenário atual.

“Não queremos revogar a reforma trabalhista, mas repactua-la e minimizar danos”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT e membro da executiva nacional do PSD, partido criado e liderado por Gilberto Kassab.

Ainda segundo Patah, as centrais têm uma “ótima relação” com Lula. “Em 1 ano e 4 meses ele conseguiu conquistas relevantes: a economia está controlada e temos uma política de salário mínimo. Muita coisa andou”, afirmou.

Questionado sobre as demandas da categoria, o presidente da UGT defendeu que se estabeleçam formas de custeios dos sindicatos.

“Todo país tem formas de remunerar a estrutura sindical. O governo anterior e a direita queriam exterminar os sindicatos”, afirmou.

Em linhas gerais, as centrais querem apoio de Lula para uma agenda mais modesta no Congresso do que a revogação da reforma trabalhista.

Pedem que a homologação dos trabalhadores demitidos volte a ser feita obrigatoriamente pelos sindicatos, defendem que a contribuição da assistência sindical seja definida em assembleia e aplicada em folha a todos que não se opõem a ela (quem for contra precisa acionar a entidade, e não inverso, como acontece hoje).

As centrais pregam também o fim do trabalho intermitente, a regulamentação dos motoboys (contribuição para INSS, piso e horários de trabalho definidos) e o empoderamento das negociações coletivas em vez das individuais.

“Não temos como revogar a reforma trabalhista, porque não temos força no Congresso Nacional, mas queremos mexer em pontos dela”, disse Antonio Neto, presidente da CSB.

Sobre Lula, o sindicalista, que é membro da direção nacional do PDT, segue a linha do colega da UGT: “O presidente mantém uma ótima relação com as centrais”.

Secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, que é filiado ao Solidariedade, não destoa dos demais.

Novos confrontos em universidades aumentam tensão em protestos pró-Palestina nos EUA; veja situação

Estudantes pró-Israel e pró-Palestina se enfrentam em um acampamento no campus da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)

Manifestantes pró-Palestina e pró-Israel entraram em confronto na Universidade da Califórnia em Los Angeles, a UCLA, nesta quarta-feira (1º). Na Universidade de Columbia e no City College, mais de 230 pessoas foram presas na noite de terça-feira (30).

A polícia com equipamento anti-motim entrou no Hamilton Hall da Universidade de Columbia e usou granadas de atordoamento ao invadir o prédio, onde manifestantes pró-palestinos haviam se barricado.

Menos de duas horas depois que os policiais entraram no campus da escola em Morningside Heights, a propriedade da Universidade de Columbia foi liberada.

Columbia pediu ao Departamento de Polícia de Nova York que permanecesse no campus até 17 de maio, dois dias após a cerimônia de formatura, mas os manifestantes permanecem desafiadores.

A instituição de ensino superior tem sido o epicentro, mas os protestos agitam universidades em todo o país.

Situação nas universidades dos EUA

Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)

O Departamento de Polícia de Los Angeles “chegou ao campus” da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), informou a prefeita Karen Bass na manhã desta quarta-feira.

“A violência que se desenrola esta noite na UCLA é absolutamente abominável e indesculpável”, disse a prefeita em publicação no X (antigo Twitter).

Antes do destacamento, manifestantes pró-palestinos e apoiadores de Israel entraram em confronto na UCLA, de acordo com vários relatos.

Vídeo da KABC, afiliada da CNN, mostra fogos de artifício e objetos sendo arremessados, além de demonstrações de violência física entre os manifestantes.

Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill

Pelo menos 36 manifestantes foram detidos em um acampamento. Policiais foram vistos empurrando fisicamente os manifestantes, que retiraram a bandeira dos EUA no campus e substituíram-na por uma bandeira palestina.

Florida State University

Cinco pessoas, entre elas dois estudantes, foram presas durante uma manifestação na terça-feira, informou a universidade.

Universidade do Texas-Austi

A presença da polícia no campus e as prisões estão “diminuindo” os recursos de aplicação da lei, disse a promotora do condado de Travis, Delia Garza, que pediu que a universidade iniciasse um acordo com os organizadores dos protestos estudantis.

Quase 80 pessoas foram presas no campus na segunda-feira (29) e o escritório de Garza está processando pelo menos 65 casos de invasão criminal, disse a promotora.

Universidade do Sul da Califórnia

A presidente Carol Folt realizou uma segunda reunião com manifestantes no campus, mas nenhum acordo foi alcançado.

Prédios ocupados e segurança

A presidente da Portland State University, Ann Cudd, pediu aos alunos que deixassem voluntariamente a biblioteca que ocupam e disse que a universidade está em contato com a polícia sobre a remoção dos alunos.

Acampamentos liberados

Algumas universidades, como Yale e Brown, liberaram acampamentos de protesto após chegarem a acordos com estudantes.

Manifestantes da Universidade Brown chegaram a um acordo para desmantelar o seu acampamento depois que a universidade concordou em realizar uma votação sobre o desinvestimento de empresas que apoiam Israel.

Vacina da gripe será ampliada para todo o público acima de seis meses

A campanha de imunização contra a gripe começou mais cedo este ano, em março (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O público-alvo da vacina contra a gripe será ampliado para todas as pessoas com mais de seis meses de vida. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, na noite desta terça-feira (30/4), por uma rede social. De acordo com ela, a medida foi antecipada para responder ao aumento dos casos de influenza.

A medida só não abarcará a região Norte, que já teve a antecipação da vacina em novembro do ano passado. “Além disso, dependendo do estoque de vacinas e da situação dos casos em cada localidade, poderá haver restrições pontuais para certas faixas etárias a fim de garantir a vacinação dos grupos prioritários, mas de forma excepcional”, disse a ministra.

A campanha de imunização contra a gripe começou mais cedo este ano, em março. O imunizante estava disponível para os grupos prioritários nos postos de saúde. Segundo o governo, a meta é vacinar 90% desse público.

FAB envia helicóptero para auxiliar no resgate das vítimas no Rio Grande do Sul

A recomendação é que a pessoa deve sinalizar com a lanterna do celular ou outro equipamento luminoso (Foto: FAB/Divulgação)

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou dois helicópteros, na noite desta terça-feira (30/4), para auxiliar no resgate dos atingidos pelas enchentes na região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O estado já registrou oito mortes por conta das chuvas intensas e 21 pessoas estão desaparecidas.

A recomendação é que a pessoa deve sinalizar com a lanterna do celular ou outro equipamento luminoso se estiver em situação de risco de vida e visualizar o helicóptero. A Defesa Civil do RS afirma que a sinalização permite a identificação do local exato, para que as equipes das forças de resposta cheguem ao ponto indicado.

Na noite de terça-feira (30), o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), pediu “urgência” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ajuda federal às cidades gaúchas afetadas pelo temporal.

Em entrevista ao RBS Notícias, o governador comentou que o governo federal garantiu ajuda. “Nossa manifestação é no sentido de dar o sentimento de urgência. Porque, assim como passamos por situações extraordinárias no ano passado e a todo momento surgem situações de emergência aqui e ali no país, há que se dar a noção da gravidade do que o Rio Grande do Sul está vivenciando”, disse.

Em nota enviada ao Correio, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que colocou a disposição dois helicópteros H-60 Black Hawk, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV), lotado na Base Aérea de Santa Maria (BASM).

“Em uma das ações de apoio, a FAB resgatou uma família que estava ilhada em uma casa com risco de desabamento (água entrando na casa), a qual foi içada e transportada da região de Candelária até Santa Cruz”, informou.

Devido ao horário e às condições meteorológicas, a operação é auxiliada com a utilização de óculos de visão noturna (NVG).

Bebê é internado em coma alcoólico após tomar mamadeira com vinho

O caso é tratado como acidente doméstico (Foto: Freepik)

Um bebê de apenas quatro meses foi internado na Unidade de terapia Intensiva (UTI) de um hospital na Itália devido a um coma alcoólico provocado pela suposta ingestão de vinho.

De acordo com as primeiras informações, a mãe teria confundido a bebida, que estava em uma garrafa escura, com água na hora de diluir leite em pó para preparar a mamadeira do filho.

A própria mulher levou o bebê para o pronto socorro de um hospital em Brindisi, no sul da Itália. O bebê precisou ser submetido a uma lavagem gástrica. Em seguida, a criança foi intubada e transferida para o hospital pediátrico Giovanni XXIII, em Bari. As informações são da agência italiana Corriere del Mezzogiorno.

A polícia acompanha o caso, mas, por enquanto, o trata como acidente doméstico.

Pastor revolta web ao dizer que crianças abusadas têm culpa

Pastor Jonas Felício Pimentel, líder da igreja evangélica Tabernáculo da Fé de Goiânia (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A fala do pastor Jonas Felício Pimentel, líder da igreja evangélica Tabernáculo da Fé de Goiânia, causou revolta em usuários da internet. Durante um culto, o religioso afirmou que, em alguns casos, crianças que são vítimas de abuso sexual têm participação e culpa nos crimes.

“Existem situações que quando acontece um abuso de uma criança, a criança é também culpada, porque ela deu lugar. Crianças também têm culpa, têm participação, mas não todos os casos. Eu quero deixar isso bem claro”, afirmou.

O vídeo com a fala do religioso foi compartilhado por uma página na internet nessa terça-feira (30/4). No trecho, o pastor comenta sobre o caso de uma criança de 5 anos que foi abusada sexualmente por primos.

Câmara dos Deputados da Argentina aprova Lei de Bases de Milei, projeto mais enxuto de reformas econômicas

Prédio do Congresso da Argentina, em Buenos Aires, em 29 de abril de 2024 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Após o fracasso da chamada “Lei Ómnibus“, a Câmara de Deputados da Argentina aprovou nesta terça-feira (30) a Lei de Bases, um novo projeto de reformas econômicas e do Estado do presidente do país, Javier Milei.

Desta vez, para garantir a aprovação, Milei fez concessões a potenciais aliados para conseguir que um texto legislativo fosse aprovado.

Agora, os deputados votarão pontos específicos do projeto, que passará para o Senado.

O projeto foi aprovado após 20 horas de debate, que começou na noite de segunda-feira (29) e entrou na madrugada e na manhã desta terça, e por 142 votos a favor, 106 contra e cinco abstenções.

Logo no começo de seu governo, Milei baixou um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), uma espécie de medida provisória e enviou ao Congresso um projeto de “Lei Ómnibus“. Os dois sofreram derrotas no Legislativo.

  • Em 6 de fevereiro, a “Lei Ómnibus” foi retirada de pauta pelos próprios deputados governistas pois sabiam que o texto seria derrotado.
  • Em 14 de março, os senadores derrubaram o “decretaço“.

A Lei de Bases aprovada é uma nova versão, reduzida, da “lei ómnibus” (o nome formal da “lei ómnibus” também era Lei de Bases). Além disso, aprovou-se um pacote fiscal.

O texto da “lei ómnibus” que foi tirado de pauta no Congresso em 6 de fevereiro, originalmente, tinha mais de 600 artigos. Essa nova versão da Lei de Bases tem cerca de 250.

No entanto, esse novo texto incorpora uma parte importante do “decretaço“: a reforma trabalhista.

Quando o governo Milei baixou o DNU, a Justiça impediu que a parte da reforma trabalhista entrasse em vigor, pois essas regras não poderiam ser alteradas via decreto. Agora, as mudanças foram reduzidas e vão passar a fazer parte da Lei de Bases.

Essa nova reforma trabalhista, no entanto, é muito mais enxuta. O número de artigos diminuiu de 60, no “decretaço“, para 17 nessa proposta aprovada.

O governo desistiu de medidas que restringiam o poder dos sindicatos e que poderiam ser um motivo de conflitos. Por exemplo, um desses artigos que ficaram pelo caminho era uma restrição ao direito de greve de atividades consideradas essenciais, e outra acabava com uma contribuição obrigatória que os trabalhadores não sindicalizados pagavam aos sindicatos.

Entre as medidas que entraram no texto da “Lei de Bases” estão:

  • A criação de um período de experiência de seis meses para pessoas recém-contratadas.
  • O fim de multas para empresários que contratam empregados sem registro.

Na parte sobre privatização, a nova Lei de Bases exclui duas empresas estatais importantes do programa de venda para a iniciativa privada. O governo desistiu de vender o Banco Nación.

O novo texto também tem uma mudança em relação à “Lei Ómnibus” original: tem uma lista de órgãos que não podem ser dissolvidos por ordem do governo federal, como o Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (Incaa) e a Entidade Nacional de Comunicadores

O texto proíbe que o Executivo possa intervir em universidades nacionais, no Poder Judicial, no Poder Legislativo e no Ministério Público.

Essa versão reduzida da Lei de Bases ainda dá ao Executivo o poder de reestruturar órgãos governamentais, privatizar empresas e alterar regras para atrair investimentos.

Alíquota do IVA brasileiro pode ser a maior do mundo, dizem especialistas

Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Dep. Iza Arruda (MDB - PE)
 (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Antes mesmo de tramitar no Congresso Nacional, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual sobre consumo, previsto na reforma tributária, já corre o risco de ter a maior alíquota do mundo, de acordo com especialistas, já que está estimada em 26,5%. Eles alertam que, se o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), resolver dividir a relatoria entre cinco ou seis deputados, como tem sinalizado, para dividir os holofotes entre apoiadores, as chances de isso ocorrer são maiores ainda.

Especialistas estão preocupados com a demora para Lira definir a relatoria, apesar de a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já ter sinalizado ser favorável ao nome do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que foi o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma na Câmara, a PEC 45/2019. “O texto pode piorar, pois uma relatoria dividida com vários parlamentares, pode incluir aqueles que não necessariamente dominam e estão mais naturalizados com o tema, que é complexo por natureza”, alertou o especialista em contas públicas Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da Ryo Asset e ex-diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, em entrevista ao Correio.

Barros lembrou que o IVA brasileiro, resultado da combinação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), do governo federal, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios, será o segunda maior taxação sobre consumo dos países da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o chamado “clube dos ricos”, integrado, atualmente, por 38 nações. “A alíquota média de 26,5%, marginalmente abaixo da Hungria, que tem a alíquota de IVA mais elevada do mundo, de 27%, tem como premissa um fator relevante: ganhos de conformidade, derivados da redução da evasão (sonegação) e elisão fiscal. Se a arrecadação é menor por conta das exceções, maior será a alíquota efetiva ao final da transição”, explicou.

Vale lembrar que o governo precisará aumentar a arrecadação se houver muita redução de impostos para vários setores com lobbies mais fortes no Congresso, Logo, a alíquota tende a aumentar se não houver contrapartidas para neutralizar o impacto das “benevolências” para um determinado grupo que vão onerar todo o resto.

Em evento organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizado, ontem, na capital paulista, o secretário extraordinário da reforma tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, tentou demonstrar otimismo com a reforma e rebateu as críticas de que o sobre o alto patamar de partida do IVA nacional previsto no projeto de lei de regulamentação da reforma. “Se Deus quiser, a gente consegue atingir uma alíquota menor do que os 26,5%, que divulgamos como estimativa, com base nas informações que temos hoje”, disse. Na avaliação dele, a reforma reduzirá a sonegação e a inadimplência, o que possibilitará cobrar uma alíquota menor do que a carga tributária atual: “A alíquota média, em relação ao que tem hoje, vai ser certamente menor”, afirmou o secretário.

De acordo com fontes próximas a Lira, o parlamentar não pretende permitir que esse novo imposto sobre consumo aumente ainda mais. “E alíquota maior depende das isenções concedidas a setores e ele sempre alerta sobre isso”, afirmou um assessor parlamentar.

O governo sugeriu imposto zero para 15 produtos da cesta básica, como arroz, feijão, farinha, leite, açúcar e margarina. Outra lista teria redução de 60%, incluindo sal, carnes bovinas, suínas e de peixe. O imposto pago voltaria parcialmente para as famílias de baixa renda com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 706), o chamado “cashback”.

A bancada ruralista já se posicionou contra o mecanismo de desconto proposto pelo governo e sinalizou que tentará reverter o dispositivo, além de defender a inclusão de mais produtos na cesta básica. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu, em nota, a desoneração de mais produtos na cesta, sem a existência de cashback, ou seja, mais isenções tendem a aumentar inevitavelmente a alíquota.