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‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital.

A PF identificou:

-Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos;
-Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office;
-Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e
-Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB).

Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las.

Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025.

A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma “linha de montagem” para forjar amostras e simular a legitimidade das operações.

A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social.

A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master.

O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB.

O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno.

De dados reais a contratos que não existiam

O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams.

Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57.

A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos.

As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada.

Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”.

Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin…. nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”.

A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados.

2.700 procurações produzidas de uma vez

Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta.

A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras.

O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025.

A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas.

Código para separar páginas de assinaturas

A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master.

Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais.

A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento.

Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos.

A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos
Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_….

Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e Daniel Guscuma.

As assinaturas foram aplicadas pelo Adobe Acrobat Reader usando o certificado digital corporativo do Banco Master e o certificado individual de Allan Machado. Foi justamente nessa etapa que a perícia encontrou uma das evidências mais fortes da manipulação.

Em determinados documentos, a data escrita no corpo da CCB indicava uma data anterior — por exemplo, 21 de janeiro de 2025. Já o registro criptográfico da assinatura digital mostrava que aquele arquivo havia sido assinado em 20 de junho de 2025, às 14h02min39s.

Ou seja, mesmo quando a data apresentada no documento apontava para meses antes, o registro da assinatura digital indicava quando aquela peça havia efetivamente sido assinada.

O apagamento das datas

A diferença entre as datas também aparecia nos Termos de Consentimento. Para evitar que os documentos exibissem registros capazes de revelar sua origem, Allan Machado pediu a Moacir Lourenço da Silva Junior que removesse as informações de data e hora.

A ordem aparece em uma conversa no Teams de 20 de junho:

-Allan da Silva Machado: “e o termo de consentimento”.
-Allan da Silva Machado: “e precisamos excluir a data”.

A perícia identificou um exemplo concreto no Termo de Consentimento de Genilson Lima Leal. O documento originalmente apresentava o registro 24/02/2023 13:05. Em uma edição realizada em 3 de julho de 2025, às 15h26, esse campo foi apagado visualmente.

A alteração não eliminava, porém, todos os vestígios analisáveis pela perícia digital. O documento podia deixar de mostrar a data original na imagem, mas outros registros do arquivo e da assinatura digital permitiam reconstruir a cronologia.

Os documentos eram reunidos em um único arquivo

Depois de produzidas e alteradas as diferentes peças, elas precisavam ser apresentadas como um conjunto documental.

Allan utilizou o PDF24 para juntar os arquivos em um único PDF por operação. A montagem reunia documentos como a CCB, a procuração e o Termo de Consentimento com a informação de data retirada.

Os arquivos finais eram organizados em pastas de rede chamadas Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras, Demanda BRB-Tirreno 299 amostras e Demanda BRB-Tirreno 119 amostras.

Assim, diferentes documentos produzidos ou modificados separadamente eram transformados em um único dossiê.

Até os comprovantes de transferência foram alvo de alteração
A tentativa de apagar rastros chegou também aos comprovantes bancários.

Em 25 de junho de 2025, Allan Machado discutiu com Romy Goerck Gentina Klenquen a alteração de comprovantes de transferências realizadas por SPB e PIX. O problema era que os documentos apresentavam informações que vinculavam as operações ao histórico original.

Allan queria retirar três elementos:

-O evento;
-O número do contrato; e
-O histórico.

Entre as informações que apareciam no histórico estava a expressão “LIBERAÇÃO CREDCESTA VIA PIX”.

A conversa mostra que a dificuldade era fazer isso em escala. Romy explicou que conseguia alterar um ou outro documento, mas que seria impossível fazer o mesmo manualmente em 2.700 comprovantes.

Allan da Silva Machado: “nao da para aparecer o evento”.
Romy Klenquen: “entao esse é o melhor”.
Allan da Silva Machado: “porra… este aparece o numero de contrato… nao quero o numero de contrato nem o histórico”.
Romy Klenquen: “entao nao tem oq fazer / um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes no editor”.
Allan da Silva Machado: “tem q dar um jeito”.

A conversa mostra um dos limites encontrados na própria linha de montagem: enquanto procurações e outros documentos podiam ser produzidos em massa por ferramentas automatizadas, a alteração gráfica dos comprovantes bancários encontrava dificuldades quando precisava ser repetida milhares de vezes.

A auditoria também entrou na mira do esquema

As mensagens reunidas pela investigação mostram ainda que a preocupação não era apenas produzir os documentos, mas explicar as inconsistências caso fossem questionadas.

Em 23 de junho, Fabrizio comunicou a Alberto Felix de Oliveira Neto que a auditoria da Deloitte estava cobrando informações. A resposta de Alberto foi direta:

Alberto Felix de Oliveira Neto: “esse tem que falar que foi erro operacional na selecao”.

Dois dias antes, Fabrizio e Alberto haviam discutido o envio à Deloitte de documentos referentes à carteira da Tirreno entre dezembro de 2024 e março de 2025.

Fabrizio afirmou que a base já havia sido enviada anteriormente, mas apresentava um erro que precisaria ser corrigido. Alberto perguntou quais documentos seriam solicitados pela auditoria. Fabrizio respondeu que seriam CCBs e termos.

Os documentos chegaram à cúpula do banco

A investigação também identificou o repasse de amostras da documentação falsificada.

Em 12 de junho de 2025, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pediu a Alberto Felix um “kit dos 300 com assinatura digital”.

Alberto respondeu que providenciaria. Minutos depois, informou que naquele momento tinha acesso apenas à CCB e que Allan enviaria os links das procurações e da assinatura. Na sequência, foram enviados arquivos contendo o conjunto de documentos.

Ou seja, a documentação produzida na operação não ficava restrita aos funcionários responsáveis por sua montagem.

Uma cadeia que começava no banco e terminava em um dossiê
O conjunto de evidências descrito pela Polícia Federal revela uma cadeia organizada em etapas:

-Primeiro, dados de clientes eram extraídos dos sistemas internos;
-Depois, esses dados alimentavam documentos produzidos em escala;
-Páginas de assinaturas eram separadas;
-CCBs eram assinadas digitalmente;
-Datas e informações que poderiam revelar a origem dos documentos eram removidas;

Por fim, as diferentes peças eram reunidas em arquivos únicos.
A tecnologia permitia acelerar praticamente todas essas etapas.

A mala direta do Word produzia procurações em lote. As consultas aos bancos de dados reuniam informações cadastrais. Os programas em C# automatizavam o tratamento dos PDFs. O Acrobat era utilizado para as assinaturas digitais. E o PDF24 reunia os documentos finais.

O objetivo, segundo o material pericial, era sustentar documentalmente a existência de uma carteira de créditos consignados atribuída à Tirreno Consultoria. O problema é que, mesmo depois da retirada de datas e da alteração de documentos, a própria estrutura digital deixava vestígios.

O choque entre as datas escritas nas CCBs e os registros das assinaturas digitais é um dos exemplos. A perícia conseguiu identificar que documentos apresentados com datas anteriores haviam sido assinados apenas posteriormente.

A operação, portanto, não dependia apenas da criação de documentos falsos. Havia também uma segunda frente: apagar ou modificar informações que poderiam revelar como e quando aqueles documentos haviam sido produzidos. Era uma tentativa de fazer com que uma sequência de arquivos fabricados em 2025 parecesse a documentação de operações realizadas anteriormente.

Em giro pelo Agreste, João Campos participa da Missa do Vaqueiro e recebe apoio de vereadores

No primeiro compromisso do dia, João participou da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho/Foto: Edson Holanda

Em uma sequência de agendas pelo Agreste neste domingo (13), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) recebeu o apoio de vereadores de três municípios da região. As adesões foram anunciadas durante a passagem do socialista por Canhotinho, onde participou da tradicional Missa do Vaqueiro, antes de seguir para uma carreata em Sanharó.

Passaram a apoiar a candidatura Diogo Quintino, vereador de Lajedo e o mais votado do município nas eleições de 2024, e Ana Alves, de Saloá, que está no sétimo mandato na Câmara Municipal. Val de Dore, vereador de Buíque, também participou da agenda e reiterou o apoio a João.

Ao comentar as adesões, o candidato afirmou que pretende manter o diálogo com lideranças municipais caso seja eleito governador.

É muito importante receber o apoio de lideranças que conhecem de perto a realidade das suas cidades e que chegam para somar ao nosso projeto. Agradeço a confiança de cada um e reafirmo o compromisso de trabalharmos juntos, olhando para cada região de Pernambuco e, principalmente, para aquilo que a população mais precisa”, afirmou.

Missa do Vaqueiro

Antes dos anúncios políticos, João participou da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho. A celebração reúne anualmente vaqueiros, moradores e visitantes em torno de uma tradição ligada à cultura do Agreste e do Nordeste.

Durante o evento, o candidato destacou a importância cultural da celebração e fez referência à relação dos vaqueiros com a história de Pernambuco.

É bonito demais ver Canhotinho assim, com tanta gente reunida, famílias inteiras, crianças, jovens, idosos e vaqueiros celebrando a fé e uma tradição que faz parte da nossa história. Tenho um respeito enorme pelo vaqueiro e por tudo que essa celebração representa para Pernambuco”, declarou.

Em Canhotinho, João esteve acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e candidato à reeleição, Álvaro Porto; pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto; e pela prefeita Sandra Paes.

Também participaram da agenda os prefeitos Vinícius Marques, de São José do Belmonte, e Erivaldo Chagas, de Lajedo, além de ex-prefeitos e outras lideranças políticas da região.

Carreata em Sanharó

Depois de Canhotinho, João seguiu para Sanharó, onde participou de uma carreata ao lado do prefeito César Freitas. O ato integrou a sequência de compromissos da Frente Popular pelo Agreste neste domingo.

Participaram da agenda o candidato a vice-governador Carlos Costa; a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT); a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; e o deputado federal e candidato à reeleição Renildo Calheiros, além de lideranças locais.

A programação de João no Agreste prevê ainda passagem por São Caetano e termina em Brejo da Madre de Deus, onde o candidato participa de uma mini carreata.

Ex-ministros e sociedade civil divulgam carta em apoio a Fachin

Edson Fachin/ AFP

Um grupo de ex-ministros de Estado, economistas, empresários e integrantes da sociedade civil divulgaram uma carta neste domingo (13) em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

A carta fala em apoio às medidas tomadas por Fachin até o momento, “com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal” e defendem “a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.

Na carta, defendem a apuração dos fatos e a devida responsabilização e vinculam essas providências à preservação da democracia.

A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”.

A carta também defende reformas urgentes no STF, para garantir a imparcialidade nos julgamentos e evitar conflitos de interesse entre os ministros integrantes da Corte.

Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes”.

A carta é assinada por nomes como os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr e José Eduardo Cardozo; o economista Pérsio Árida e o jornalista Eugênio Bucci.

Crise no STF

O STF está mergulhado em uma crise interna há cerca de duas semanas. A revelação das conversas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com o ministro Alexandre de Moraes, desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.

Na próxima terça-feira (15), está marcada uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito das supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Além disso, está marcada para o dia 23 de setembro a sessão para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Leia abaixo a carta na íntegra:

A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Brasília, 13 de setembro de 2026

Senhor Ministro Presidente,

Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.

Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.

Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.

Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.

O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.

Justiça determina retirada de vídeo de Raquel Lyra que simulava direito de resposta

Raquel Lyra, governadora de Pernambuco/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A Justiça Eleitoral determinou a remoção de um vídeo publicado nas redes sociais da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) que simulava um direito de resposta ao seu adversário e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A decisão foi publicada neste domingo (13) pelo desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após ação da Frente Popular de Pernambuco, encabeçada por Campos. Nela, o magistrado classificou a postagem como “ato de gravíssima desinformação institucional“.

Para a decisão, a candidata induziu o eleitorado ao erro ao usar estratégias visuais e discursivas similares às de uma concessão de direito de resposta real, fazendo parecer que havia obtido vitória judicial contra João Campos.

De acordo com a coligação que representa o socialista, a campanha da governadora se aproveitou do conteúdo falso para atacar o candidato do PSB, usando expressões como “mentiras de João Campos”, “desesperado”, “imaturo” e “despreparado”.

Na ação, também foi questionado o uso de inteligência artificial sem a devida rotulação e o impulsionamento de conteúdo negativo contra adversário político, prática proibida por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Ao estampar a expressão ‘Direito de Resposta’ em sua publicidade, a campanha representada pratica ato de gravíssima desinformação institucional, que afronta não apenas o adversário, mas a própria Justiça Eleitoral”, decidiu o magistrado.

O desembargador determinou a remoção do conteúdo das páginas de Raquel Lyra no Instagram, no Facebook e no TikTok. A decisão também foi estendida a três postagens do Blog Ricardo Antunes e a publicações dos blogs do Carlos Eugênio e Ação Popular e das páginas Caruaru Tem, Boa Viagem em Foco, Ordinária Brasília Teimosa Cast, Jaqueira Ordinário, Dois Unidos TV, Iputinga Oficial, Em Foco Zona Sul e Giro Notícias, sob pena de multa de R$ 15 mil em caso de descumprimento.

Caiado deixa hospital após pneumonia e diz que retomará campanha com agenda reduzida

Ronaldo Caiado tem alta hospitalar — Foto: TV Globo

O candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, recebeu alta neste domingo (13) do Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, onde estava internado desde quinta-feira (10) após ser diagnosticado com pneumonia.

Na saída do hospital, Caiado afirmou que ainda não está “100%”, continuará tomando medicamentos e deverá reduzir o ritmo da agenda nos próximos dias. Segundo ele, a recomendação médica é evitar, por enquanto, a rotina intensa de viagens e eventos da campanha.

Não vou dizer a você 100%, não é?”, afirmou o candidato. Apesar das restrições, Caiado disse que pretende participar já nesta segunda-feira (14) de um debate entre candidatos à Presidência.

Caiado contou que chegou ao hospital com um quadro de faringite aguda, que evoluiu para pneumonia. Segundo o candidato, a doença foi tratada e ele já está em condições de retomar as atividades.

O diagnóstico de pneumonia havia sido confirmado por uma tomografia do tórax. Em boletim divulgado na quinta-feira, o hospital informou que Caiado estava clinicamente estável, respirava espontaneamente e apresentava boa evolução clínica.

Eleições

Depois de falar sobre a própria saúde, Caiado fez um discurso sobre a disputa presidencial e afirmou que o debate político foi ofuscado nas últimas semanas por discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, os candidatos deveriam voltar a discutir propostas para temas como salário, segurança pública e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Caiado também afirmou que o próximo presidente terá como desafio “reordenar a democracia brasileira” e “resgatar a credibilidade das instituições”. O candidato pediu aos eleitores que avaliem o histórico dos concorrentes antes da votação.

Não é hora do eleitor brasileiro ter o seu corrupto preferido. Não é hora. Abram os olhos. Acompanhem o que está acontecendo no Brasil”, declarou.

Em outro momento, Caiado disse que ficou quatro dias afastado da campanha e afirmou que retorna à disputa com “toda a minha responsabilidade” e confiança de que os eleitores buscarão um candidato capaz de garantir a continuidade da democracia.

Mulheres no STF

Caiado também voltou a falar sobre uma promessa de indicar mulheres para o Supremo Tribunal Federal caso seja eleito. Segundo ele, pretende nomear quatro mulheres para vagas que surgirem na Corte.

O candidato citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Ao mencionar Dodge, Caiado lembrou o posicionamento dela contrário à abertura do inquérito das fake news no STF.

Eu indicarei quatro mulheres nas vagas do Supremo Tribunal Federal“, afirmou.

Propostas para a saúde

Questionado sobre propostas para o SUS, Caiado defendeu mudanças na regulação das filas para que os pacientes sejam atendidos também de acordo com a gravidade do quadro, e não apenas pela ordem cronológica.

Ele também propôs ampliar o uso da telemedicina nas unidades básicas de saúde e integrar vagas de hospitais públicos, filantrópicos e privados para aumentar a capacidade de atendimento.

Caiado defendeu ainda a instalação de hospitais de média e alta complexidade e de policlínicas em regiões mais carentes, com o objetivo de evitar que pacientes precisem percorrer longas distâncias para receber atendimento especializado. Segundo ele, medidas semelhantes foram adotadas durante sua gestão em Goiás.

O candidato também afirmou que, caso seja eleito, pretende colocar Ludhmila Hajjar, médica que o atendeu, à frente do Ministério da Saúde. Caiado disse que escolheu a médica por sua experiência e capacidade de gestão.

Internação

Caiado foi internado na quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star. Inicialmente, a equipe médica identificou um quadro compatível com faringite aguda e indicou a internação para tratamento e acompanhamento.

Uma tomografia do tórax realizada posteriormente confirmou pneumonia, levando os médicos a atualizar o diagnóstico e ajustar o tratamento.

Antes da confirmação da pneumonia, a assessoria do candidato havia informado que a internação tinha como objetivo acelerar sua recuperação para que ele pudesse retomar os compromissos da campanha.

‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios

Mario Frias, deputado federal, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações em curso reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter exercido papel de liderança e centralidade em um esquema criminoso de desvio de recursos.

Dino fez a afirmação na decisão deste domingo (13) que retirou o sigilo de documentos remetidos pela Justiça do Estado de São Paulo e unificou sob sua relatoria inquéritos que apuram um possível esquema de desvios e ocultação de verbas públicas.

Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mario Frias, que no terreno hipotético da investigação ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa“, escreveu Dino no despacho deste domingo.
A apuração cujo sigilo foi retirado por Dino engloba recursos federais originários de emendas parlamentares e verbas municipais oriundas de termos celebrados com a Prefeitura de São Paulo.

Entre os pontos sob suspeita da Polícia Federal, está a possibilidade da destinação de recursos para o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última quinta-feira (10), o deputado classificou a operação policial como uma “cortina de fumaça”. Em publicação em suas redes sociais, Frias negou quaisquer irregularidades, declarou-se à disposição para colaborar com a entrega de documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.

De acordo com a decisão de Flávio Dino, que transcreve representações da Polícia Federal, a manutenção de investigações paralelas na esfera estadual e na federal trazia prejuízos à elucidação dos fatos.

A PF afirma que as investigações não apuram esquemas isolados, mas, sim, um contexto único articulado para captar, circular e ocultar verbas públicas.

Conforme apontado pelos investigadores e reproduzido na decisão, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos custeados com recursos públicos, recebeu repasses diretos do próprio deputado Mário Frias.

Paralelamente, a empresa devolvia recursos ao ICB e transferia quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade do terceiro setor gerida pela mesma administradora do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama. Karina também atuou como produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Para a PF, o trânsito dos recursos configurava um “circuito financeiro fechado”.

Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas“, diz a PF.

Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação“, completam os investigadores.

Confusão patrimonial

Os dados de inteligência financeira detalhados na decisão de Dino revelam ainda que Mário Frias efetuou remessas financeiras à empresa Go Up Entertainment Ltda., de propriedade de Karina Gama, em patamar expressivamente incompatível com os seus rendimentos declarados e com as receitas normais de suas contas bancárias.

Segundo a PF, tal fator afasta o parlamentar do papel de mero autor das emendas orçamentárias.

Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar federal como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida (…)“, afirma a PF.

A investigação da Polícia Civil de São Paulo (Operação Wi-Fi) também indicou severa confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria funcionavam formalmente no mesmo endereço comercial na Avenida Paulista.

Além disso, peritos e delegados apontaram a identificação de faturas emitidas em sequência numérica na mesma data e com vencimentos idênticos, sem comprovação da efetiva prestação de serviços por empresas subcontratadas, além de notas fiscais de R$ 2 milhões canceladas logo após a emissão perante a Fazenda municipal.

Papa Leão XIV expressa solidariedade às vítimas do 11 de setembro em oração

Neste domingo (13), durante a oração semanal do Angelus, realizada da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, o papa Leão XIV expressou sua solidariedade às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A última sexta-feira (11) marcou o 25º aniversário do dia em que quase 3.000 pessoas perderam a vida quando dois aviões foram lançados contra o World Trade Center, em Nova York.

O papa, nascido em Chicago e o primeiro pontífice dos EUA da história, afirmou que renova suas “orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico”.

Além disso, convidou todos a rezar “em um momento em que conflitos e violência afligem tantos de nossos irmãos e irmãs”.

O papa Leão celebrará seu 71º aniversário na segunda-feira (14). Será o seu segundo aniversário como líder da Igreja Católica.

Mendonça diz que retirar sigilo do celular de Vorcaro tumultua julgamento

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou em ofício neste domingo (13) que a possível retirada do sigilo das informações do celular de Daniel Vorcaro “contribuiria para tumultuar o julgamento”.

No documento, o magistrado pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine que quatro delegados prestem informações sobre “eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações”.

Mendonça reitera que “todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal” e diz que “dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”

Por último, o ministro afirma que “a inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro” poderia “contribuir para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”.

Mendonça também cita uma frase de Edson Fachin ao final do documento. “Nesse sentido, como bem enfatizou o eminente Presidente, ‘A gravidade dos fatos não autoriza atalhos’, mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça”.

Em atualização.

TRE-PE manda suspender perfil que sugeria jogar ovos em Raquel Lyra

Raquel Lyra, governadora de Pernambuco/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a suspensão, por sete dias, do perfil @raquel_bolada no Instagram, após uma publicação que sugeria aos seguidores atirarem ovos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A ação aconteceria no último sábado (12), durante um evento de campanha na Vila Santa Luzia, bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife.

A decisão foi assinada no dia do evento pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, após representação apresentada pela coligação Pernambuco de Coração. Segundo a ação, o perfil publicou, em 11 de setembro, uma mensagem com data e hora do evento, acompanhados pela expressão “vamos recepcioná-la como ela merece” e um emoji de ovo.

O conteúdo também fazia referência ao suposto não pagamento de um auxílio emergencial de R$ 2,5 mil a famílias atingidas pelas enchentes. Para a coligação, a publicação ultrapassava os limites da crítica política e poderia ser entendida como uma convocação para que pessoas comparecessem ao evento e atirassem ovos contra Raquel Lyra.

Ao analisar o pedido, o desembargador afirmou que a liberdade de expressão protege a crítica política, inclusive quando feita em tom contundente, mas não alcança, em princípio, conteúdo que estimule atos de hostilidade física contra uma candidata.

“Embora a crítica política, inclusive em tom contundente, encontre proteção no âmbito da liberdade de expressão, essa garantia não alcança conteúdo que, considerado em seu contexto, revele estímulo à prática de ato de hostilidade física contra candidata”, escreveu Luiz Gustavo Mendonça de Araújo.

Para o desembargador, a combinação entre a divulgação do local, da data e do horário do evento e a expressão utilizada na postagem, acompanhada do emoji de ovo, apresentava, em uma análise preliminar, “aptidão para ser compreendido como convocação para o arremesso de ovos contra a candidata durante o ato de campanha”.

Suspensão do perfil

O TRE-PE determinou que o Instagram retirasse a publicação no prazo de duas horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. O responsável pela página também foi proibido de republicar, compartilhar, impulsionar ou promover a divulgação da publicação questionada ou de conteúdo substancialmente equivalente em qualquer perfil ou rede social sob seu controle. O descumprimento está sujeito a multa de R$ 15 mil por ocorrência.

Além disso, o tribunal determinou a suspensão do perfil @raquel_bolada por sete dias, contados a partir da intimação da decisão. Para o relator, a retirada isolada da publicação não seria suficiente para eliminar o risco de novas divulgações pelo mesmo perfil.

Após o prazo para apresentação das defesas, o processo deverá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O órgão foi acionado para avaliar a possível prática dos crimes previstos nos artigos 286 e 140, § 2º, do Código Penal, além de analisar eventual configuração de violência política contra a mulher.

Em meio à crise no STF, PT faz mobilização neste domingo (13), incluindo live com Lula

Lula durante caminhada em Salvador, na Bahia/Ricardo Stuckert

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), o PT convocou para este domingo (13) uma mobilização nacional nas ruas, intitulada “Dia 13 com Lula”, com objetivo de fortalecer a campanha petista. “O futuro do nosso país está em jogo, e cada voz, cada abraço e cada presença fazem a diferença”, diz um texto de convocação dos atos.

Nas redes sociais petistas, foram divulgadas programações nas principais capitais e maiores cidades do País, que incluem adesivaço, panfletagem, bandeirada, rodas de conversa, carreatas e caminhadas. Em algumas cidades, há expectativa de presença de ministros como Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

No fim do dia, a partir das 18h, está prevista uma live com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a militância. Participam da live o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a primeira-dama Janja Lula da Silva, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, e outros dirigentes partidários.

A avaliação das campanhas eleitorais é de que a crise no Supremo respinga com mais força sobre o PT, dada a proximidade entre o Executivo e o Judiciário ao longo deste mandato. O presidente do STF, Edson Fachin, convocou para a próxima terça-feira, 15, sessão plenária extraordinária, quando os ministros devem decidir sobre a validade do relatório da Polícia Federal (PF) que identificou o ministro Alexandre de Moraes como principal interlocutor de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, os ministros devem decidir sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes.

Defesa de Vorcaro pede que Fachin filtre dados e não divulgue informações íntimas

Edson Fachin/Gustavo Moreno/SCO/STF

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que filtre o material apreendido pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro antes de torná-lo público.

No documento, protocolado na noite de sábado (12) os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz mencionam o vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua então namorada, Martha Graeff, como justificativa para o pedido.

A experiência demonstra que o risco de exposição indevida não é meramente hipotético e recomenda que a abertura dos autos seja implementada de modo a conciliar a publicidade processual com a preservação de direitos fundamentais tutelados pela Constituição Federal”, afirmam.

Entre os conteúdos que a defesa quer preservar estão imagens e informações sobre familiares, especialmente os filhos de Vorcaro além de conversas e documentos protegidos pelo sigilo profissional, inclusive comunicações com seus advogados. A defesa argumenta que a publicidade processual não pode resultar na exposição de informações privadas sem interesse investigativo.

O pedido foi feito após Fachin assumir a relatoria do julgamento sobre as conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes, marcado para terça-feira (15). O presidente do STF também determinou que a PF informasse quem mantém a custódia do celular do banqueiro e qual o estado do material extraído do aparelho. Isso porque, na sexta-feira (11) os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso à cópia integral dos dados para embasar a análise do caso.

Datafolha em Pernambuco: Lula tem 55% e Flávio Bolsonaro, 24% no primeiro turno

Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, com 55% das intenções de voto entre os eleitores de Pernambuco. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 24%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e é o segundo divulgado pelo Datafolha após o início das campanhas eleitorais.

Na sequência aparecem os candidatos Augusto Cury (Avante), com 4%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que têm 2% cada. Samara Martins (UP) tem 1%.

Romeu Zema (Novo), Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. A pesquisa ainda mostra que os eleitores que votariam nulo, branco e ou não votariam somam 8%. 3% afirmaram estar indecisos.

O Datafolha ouviu 1.204 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os números de registro na Justiça Eleitoral são PE-04411/2026 e BR-01833/2026.

Datafolha: 76% afirmam que há poder excessivo no STF; maioria diz que não mudou voto após crise

 /Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Para 76% dos brasileiros, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) possuem poderes excessivos, mostra pesquisa Datafolha. O levantamento ouviu 2002 eleitores de 125 cidades entre terça-feira, 8, e quinta-feira, 10, ou seja, em meio a maior crise institucional da história da Corte e seus desdobramentos, que ainda estão vindo à tona.

Outros 18% ouvidos pela pesquisa disseram que discordam que os ministros tenham poderes demais no País. Já 3% afirmaram não concordar nem discordar da frase, enquanto outros 4% não souberam responder.

A mesma pesquisa constatou, porém, que 71% dos eleitores avaliam o Supremo como essencial para a democracia. Para 77% dos eleitores, contudo, a população acredita menos na Corte hoje do que no passado.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01833/2026.

MUDANÇA DE VOTO

O levantamento do Datafolha também revelou que a maioria dos eleitores do País não mudou ou não irá mudar seu voto nas eleições presidenciais após os recentes escândalos envolvendo ministros do Supremo.

Questionados sobre se a revelação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, poderia mudar a escolha para presidente, 85% responderam que não. Outros 7% disseram que não mudaram a escolha, mas deixaram dúvida sobre em quem votar para presidente. Apenas 4% disseram que as revelações contra Moraes fizeram mudar o voto, mesma proporção daqueles que não souberam responder à pergunta.

O Datafolha também questionou os eleitores sobre o impacto do pedido de investigação contra outro ministro da Corte, André Mendonça, por supostos vazamentos seletivos das investigações sobre o Master. Para 86% dos respondentes, o pedido de investigação não alterou ou irá alterar o voto. Outros 7% afirmaram que o episódio não mudou a preferência eleitoral, mas deixou dúvida sobre em quem votar, enquanto apenas 2% disseram que mudaram de voto. Outros 4% não souberam responder.

Raquel Lyra defende programa de creches em meio a cobranças por entregas de unidades

Raquel Lyra participou de bate-papo no comitê do candidato ao Senado Túlio Gadêlha/Foto: Sandy James/DP Foto

Em meio às cobranças pelo ritmo de entrega das creches prometidas pelo Governo de Pernambuco, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) voltou a defender, neste sábado (12), o programa lançado por sua gestão. Durante o Papo 555, realizado no comitê de campanha de Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado, Raquel afirmou que as unidades começaram a ser entregues e destacou o impacto que os equipamentos podem ter na rotina das mães.

Para Raquel, a abertura das creches também permite que as mães tenham mais autonomia para trabalhar e tocar outros projetos. “Cinco refeições por dia, o direito a aprender a ler e escrever na idade certa, e você, o direito a poder também seguir sua vida, poder construir um projeto de vida para você e para os seus”, disse.

Uma das principais promessas da gestão Raquel Lyra para a educação infantil, o programa prevê a construção de creches em diferentes municípios pernambucanos. Neste sábado, a candidata afirmou que cada unidade representa um investimento de cerca de R$ 6 milhões, com dez salas de aula, espaço multiuso, ar-condicionado e placas de energia solar.

Raquel também associou a criação do programa à própria experiência como mãe. Ao tratar do impacto das creches na vida das mulheres, a governadora deu um recorte de gênero à iniciativa. “A questão da creche vem muito do fato de ser mãe também. E, mulher para mulher, foi preciso chegar uma governadora mulher para a gente poder cuidar uma da outra”, declarou.

Túlio em defesa da “política boa”

Anfitrião do encontro, Túlio Gadêlha aproveitou a abertura do encontro para defender uma maior participação popular nas decisões do poder público. Candidato ao Senado na chapa de Raquel, ele afirmou que a proposta da programação era reproduzir, durante a campanha, uma dinâmica de escuta que, segundo ele, marcou a relação com a governadora ao longo do mandato.

Ouvir para mudar. Porque as boas escolhas que nós fazemos, as boas decisões que nós tomamos, a gente toma quando a gente escuta quem está na ponta”, afirmou.

A partir dessa ideia, Túlio defendeu que a participação da população não se encerre nas urnas. Para o candidato, a construção de políticas públicas e a definição de investimentos também devem passar pela escuta da sociedade.

A gente precisa fortalecer a democracia, transformando ela cada vez mais em democracia participativa, chamando as pessoas para participar, para dar opinião, para dizer o que é que elas acham que precisa mudar”, disse.

Ao final, o candidato fez uma defesa da própria atividade política e afirmou que a transformação da realidade depende também da participação da sociedade.

A política pode ser um bom lugar para a gente mudar a realidade, deve ser esse lugar. A política boa existe e a gente tem que construir ela junto, não esperar que alguém construa para a gente”, concluiu.

Flávio Bolsonaro confirma agenda com caminhada e comício no Recife Antigo

A caminhada está marcada para as 16h22, com concentração no Marco Zero/Foto: Vittor Sales

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu os detalhes da passagem do candidato à Presidência por Pernambuco na próxima quarta-feira (16). O presidenciável desembarcará no Recife para uma série de compromissos políticos que terá como principal ato uma caminhada pelo Bairro do Recife, seguida de comício, ao lado de Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado por Pernambuco.

A programação, confirmada neste sábado (12) pela equipe de Mendonça Filho, será concentrada na capital pernambucana. Antes de encontrar apoiadores nas ruas, Flávio terá duas reuniões fechadas: uma com candidatos a deputado estadual e federal e outra com pastores e lideranças religiosas.

A caminhada está marcada para as 16h22, com concentração no Marco Zero. De lá, Flávio, Mendonça e aliados seguirão em direção ao Cais da Alfândega, onde será realizado um comício. A campanha pretende reunir no ato lideranças políticas e movimentos de direita de diferentes regiões do estado.

“Nós convocamos todos da direita no estado para se juntarem a nós para fazermos um grande evento no Recife”, afirmou Mendonça Filho.

Santa Cruz sai da agenda

A definição representa uma mudança em relação ao roteiro que vinha sendo articulado para a passagem de Flávio por Pernambuco. Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, chegou a ser incluída na programação e seria a primeira parada do presidenciável no estado, antes do deslocamento para o Recife.

A escolha do município carregava um componente eleitoral: Santa Cruz foi a única cidade pernambucana onde Jair Bolsonaro venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial de 2022.

O compromisso no Agreste, no entanto, foi retirado da agenda. Flávio cumprirá uma programação pela manhã em Juazeiro do Norte, no Ceará, e seguirá depois para Pernambuco. Com a alteração, os compromissos no estado ficarão restritos ao Recife.