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Raquel Lyra defende programa de creches em meio a cobranças por entregas de unidades

Raquel Lyra participou de bate-papo no comitê do candidato ao Senado Túlio Gadêlha/Foto: Sandy James/DP Foto

Em meio às cobranças pelo ritmo de entrega das creches prometidas pelo Governo de Pernambuco, a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) voltou a defender, neste sábado (12), o programa lançado por sua gestão. Durante o Papo 555, realizado no comitê de campanha de Túlio Gadêlha (PSD), candidato ao Senado, Raquel afirmou que as unidades começaram a ser entregues e destacou o impacto que os equipamentos podem ter na rotina das mães.

Para Raquel, a abertura das creches também permite que as mães tenham mais autonomia para trabalhar e tocar outros projetos. “Cinco refeições por dia, o direito a aprender a ler e escrever na idade certa, e você, o direito a poder também seguir sua vida, poder construir um projeto de vida para você e para os seus”, disse.

Uma das principais promessas da gestão Raquel Lyra para a educação infantil, o programa prevê a construção de creches em diferentes municípios pernambucanos. Neste sábado, a candidata afirmou que cada unidade representa um investimento de cerca de R$ 6 milhões, com dez salas de aula, espaço multiuso, ar-condicionado e placas de energia solar.

Raquel também associou a criação do programa à própria experiência como mãe. Ao tratar do impacto das creches na vida das mulheres, a governadora deu um recorte de gênero à iniciativa. “A questão da creche vem muito do fato de ser mãe também. E, mulher para mulher, foi preciso chegar uma governadora mulher para a gente poder cuidar uma da outra”, declarou.

Túlio em defesa da “política boa”

Anfitrião do encontro, Túlio Gadêlha aproveitou a abertura do encontro para defender uma maior participação popular nas decisões do poder público. Candidato ao Senado na chapa de Raquel, ele afirmou que a proposta da programação era reproduzir, durante a campanha, uma dinâmica de escuta que, segundo ele, marcou a relação com a governadora ao longo do mandato.

Ouvir para mudar. Porque as boas escolhas que nós fazemos, as boas decisões que nós tomamos, a gente toma quando a gente escuta quem está na ponta”, afirmou.

A partir dessa ideia, Túlio defendeu que a participação da população não se encerre nas urnas. Para o candidato, a construção de políticas públicas e a definição de investimentos também devem passar pela escuta da sociedade.

A gente precisa fortalecer a democracia, transformando ela cada vez mais em democracia participativa, chamando as pessoas para participar, para dar opinião, para dizer o que é que elas acham que precisa mudar”, disse.

Ao final, o candidato fez uma defesa da própria atividade política e afirmou que a transformação da realidade depende também da participação da sociedade.

A política pode ser um bom lugar para a gente mudar a realidade, deve ser esse lugar. A política boa existe e a gente tem que construir ela junto, não esperar que alguém construa para a gente”, concluiu.

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