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Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 35%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra o cenário da disputa pela Presidência da República. Lula tem 39% das intenções de voto no 1º turno, e Flávio Bolsonaro, 35%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo o instituto, Lula (PT) mantém estreita vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o 1º turno da disputa pela Presidência, mas com margem menor do que na semana passada. No 2º turno, persiste o empate técnico entre os dois.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos, e o Datafolha aponta que a distância de 4 pontos entre eles os coloca nos limites dessa margem, com maior probabilidade de vantagem do petista.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 3 de setembro.

Lula (PT): 39% (eram 38%)
Flávio Bolsonaro (PL): 35% (eram 33%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 8%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 1% (era 1%)
Clariana Barão (DC): 1% (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 1% (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
Indecisos: 4% (eram 3%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01833/2026.

Cenário com Pablo Marçal

O Datafolha testou dois cenários de 1º turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por causa de uma condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga se ele pode ou não concorrer e formou maioria nesta sexta-feira para barrar a candidatura.

Veja os números do cenário com Marçal:

Lula (PT): 39% (eram 39% em agosto)
Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 7%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)
Pablo Marçal (PRTB): 2% (eram 2%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1% (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)
Indecisos: 3% (eram 3%)

Votos válidos

Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha divulgou também os votos válidos. Para chegar a esse número, o Datafolha exclui os votos em branco, nulos e os eleitores indecisos.

Veja como fica o cenário sem Pablo Marçal – votos válidos:

Lula (PT): 43%
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Romeu Zema (Novo): 2%
Samara Martins (UP): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
Clariana Barão (DC): 1%
Edmilson Costa (PCB): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Hertz Dias (PSTU): 0

Veja como fica o cenário com Pablo Marçal – votos válidos:

Lula (PT): 42%
Flávio Bolsonaro (PL): 37%
Escritor Augusto Cury (Avante): 6%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 3%
Pablo Marçal (PRTB): 2%
Romeu Zema (Novo): 2%
Samara Martins (UP): 1%
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0
Edmilson Costa (PCB): 0
Clariana Barão (DC): 0
Hertz Dias (PSTU): 0

Definição do voto

O Datafolha mostra também que 75% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 25% ainda podem mudar o voto.

Pesquisa espontânea

Veja abaixo os números da pesquisa espontânea, em que o instituto não mostra os nomes dos candidatos aos eleitores entrevistados. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior.

Lula (PT): 33% (eram 31%)
Flávio Bolsonaro (PL): 25% (eram 22%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 5%)
Jair Bolsonaro (PL): 2% (eram 3%)
Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%)
Outras respostas: 5%
Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 5%)
Indecisos: 23% (eram 26%)

Índices de rejeição dos candidatos

O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:

Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 47%)
Lula (PT): 46% (eram 45%)
Renan Santos (Missão): 17% (eram 15%)
Romeu Zema (Novo): 16% (eram 16%)
Ronaldo Caiado (PSD): 14% (eram 13%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 11% (eram 9%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 10% (eram 9%)
Edmilson Costa (PCB): 9% (eram 8%)
Samara Martins (UP): 9% (eram 9%)
Clariana Barão (DC): 7% (eram 8%)
Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 7% (eram 6%)
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 1%)
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 2% (era 1%)
Não sabe: 3% (eram 3%)

Moraes diz que Mendonça direciona derrubada de sigilos para proteger ‘grupo político’

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira (11) que o colega André Mendonça realiza “levantamento seletivo” das informações do caso Master.

O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, afirmou Moraes.

Pouco antes, Mendonça negou ter sido seletivo e afirmou ter tornado públicos todos os procedimentos relacionados às conversas de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O tema será julgado em sessão marcada para a próxima terça-feira (15).

Mais cedo, Moraes havia pedido a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos.

Depois do ofício de Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao presidente do STF a retirada de sigilo de todos os documentos da investigação.

O ministro Edson Fachin acolheu o pedido da PGR e deu 24 horas para que o relator do caso liberasse as informações.

Celular de Vorcaro

Moraes também se manifestou, em outro ofício, que “não cabe ao Ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento.”

O ministro Cristiano Zanin chegou a solicitar a Fachin acesso a todo o celular de Vorcaro. Ele argumentou que seriam informações essenciais para a preparação do julgamento da próxima terça-feira (15), em que a Corte analisará o relatório da PF que encontrou 52 mensagens de Vorcaro para Moraes.

Em resposta, André Mendonça afirmou que o aparelho apreendido nas investigações não se encontra em seu gabinete, mas, sim, sob a custódia da PF.

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, na quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como a do financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a PGR e a direção-geral da PF.

Mendonça libera sigilo de novos documentos do caso Master sobre Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e Jaques Wagner

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou na noite desta sexta-feira (11) o sigilo de mais documentos do caso Master.

Entre os processos com quebra de sigilo hoje estão casos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA) e Thiago Miranda.

Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça STF após pedido da PF.

Nesta sexta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a retirada de sigilo de mais documentos do caso Master. A PGR argumentou que liberar apenas parte da documentação poderia “induzir à ideia equivocada de transparência”.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

Mendonça atendeu ao pedido da PGR e liberou o sigilo de 18 processos envolvendo o caso Master. Além disso, tirou o sigilo de mais 20 processos.

Na noite desta quinta-feira (10), Mendonça determinou o levantamento do sigilo das principais investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, 53 procedimentos vinculados à apuração serão tornados públicos.

Argumentos da PGR

Ao pedir a retirada do sigilo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.

O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero“, diz o documento.

Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último“, prossegue.

O pedido, direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, foi assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho.

Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso.

Pedidos de Moraes e Zanin

Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.

Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana.

No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça.

Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master.

O ministro criticou o que classificou como uma retirada “seletiva” do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte.

Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados.

O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações.

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.

Zanin pede a Fachin acesso a dados brutos do celular de Vorcaro

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acesso aos dados brutos encontrados no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

No ofício enviado nesta sexta-feira (11), Zanin diz que a solicitação visa “permitir a apreciação necessária e completa” do pedido para investigar o ministro Alexandre de Moraes, apresentado pelo ministro André Mendonça.

Na próxima terça-feira (15), os ministros devem analisar a validade de um relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor de Vorcaro. O Estadão revelou que o banqueiro pediu orientações a Moraes e cobrou que o ministro interviesse junto ao chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O pedido de Zanin surge após Fachin pedir para Mendonça retirar o sigilo das investigações do caso do Banco Master. Mendonça liberou 15 processos que são apenas uma parte do material.

Em seguida, Moraes reclamou a Fachin dos critérios usados por Mendonça e disse que houve “escolha seletiva” dos documentos que tiveram o sigilo levantado.

Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%

El Niño/ILUSTRAÇÃO NOTTUS/DIVULGAÇÃO

A probabilidade de que o fenômeno El Niño durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul seja muito forte passou de 90%. É o que aponta a nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) divulgada na quinta-feira (10).

A projeção aponta, ainda, que há a probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950.

O monitoramento do NOAA traz uma sequência de medições, que apontaram o final do La Niña em abril e a possibilidade do El Niño entre maio e julho, chegando a 61%. Em maio, as condições observadas mostravam que a probabilidade do El Niño havia subido para 82%.

Em junho, o El Niño já era a condição observada, ainda em estágio inicial de desenvolvimento. As projeções já indicavam um rápido fortalecimento do fenômeno em direção ao final de 2026 e ao verão 2026/2027 do Hemisfério Sul.

Em agosto, o El Niño se intensificou ainda mais, com as anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas regiões Norte e Nordeste o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média e pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água.

Nas áreas mais ao sul do país, o El Niño gera chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura.

Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

Corrupção, lavagem e evasão: suspeitas sobre Flávio na relação com Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da PF (Polícia Federal), com parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), e autorizou a abertura de uma investigação contra o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre os possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ordem foi tomada no dia 22 de julho pelo ministro e está em sigilo.

O foco central da apuração é a suspeita de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pai de Flávio. A decisão judicial foi proferida no âmbito de uma petição vinculada ao Inquérito 5026, considerado o inquérito-mãe do “Caso Banco Master”.

Nos autos, a PF e o Ministério Público Federal investigam a possível prática dos três crimes financeiros que estariam diretamente ligados à captação de recursos para a produção do filme.

Como a investigação enquadra os crimes

A Polícia Federal apura a possibilidade de Flávio ter solicitado e intermediado repasses de milhões de reais de Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para custear a obra cinematográfica.

Além dessa frente, o Supremo, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, acompanha as investigações que apuram a suspeita de direcionamento indevido de emendas parlamentares para a produtora do longa-metragem.

Em relação à lavagem de dinheiro, os investigadores apuram a suspeita de que a estrutura de financiamento do filme Dark Horse tenha sido usada como canal para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a real propriedade dos valores repassados.

Já sobre o crime de evasão de divisas, a apuração busca verificar se o fluxo financeiro destinado ao pagamento de custos da produção, distribuição ou contratos do filme envolveu transferências internacionais ou remessas ilícitas não declaradas ao Banco Central e aos órgãos de fiscalização.

Como Flávio se posiciona

Em manifestações públicas sobre o caso, o senador Flávio Bolsonaro tem afirmado que os recursos captados para a cinebiografia referem-se a financiamento privado.

O parlamentar sustenta ainda que não praticou qualquer ato ilícito e que a gestão financeira, o recolhimento e a prestação de contas dos valores cabem exclusivamente à produtora encarregada do projeto cinematográfico.

Além disso, a campanha Flávio Bolsonaro (PL) passou a defender a retirada dos sigilos da integralidade das investigações sobre o caso do filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e de outros inquéritos que correm no STF (Supremo Tribunal Federal).

Toffoli seria beneficiário de fundo ligado a Vorcaro, diz revista

Um relatório da Polícia Federal aponta a hipótese de que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli seria o “beneficiário final” ou o “proprietário de fato” do Fundo de Investimento em Participações Arleen, que teria recebido ao menos R$ 35 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As informações foram reveladas pela revista Piauí em reportagem publicada na quinta-feira (10).

O documento da PF aponta que, por meio de uma operação envolvendo a empresa Egide I, os recursos do fundo foram transferidos para uma estrutura registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, território conhecido como paraíso fiscal no Caribe.

O fundo Arleen era sócio do Tayayá, resort ligado a Toffoli e à família do ministro em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. De acordo com o relatório, o fundo pertencia a Vorcaro e, em fevereiro de 2025, passou para o empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli e dono da empresa de segurança FS Security.

No mês seguinte à aquisição, segundo a PF, Leite registrou a Egide I nas Ilhas Virgens Britânicas e o regulamento do Arleen foi alterado para permitir investimentos no exterior. Em novembro, o fundo começou a se desfazer de suas cotas e, em dezembro, transferiu cerca de R$ 34 milhões para a empresa no exterior.

Para a PF, “pode-se afirmar que todo o ativo do Arleen […] é transferido para a Egide I Hodling na liquidação do fundo”.

Ao analisar a movimentação, os investigadores apontaram que havia elementos que, considerados em conjunto, indicariam a possibilidade de Toffoli ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do Arleen e de seus ativos.

O relatório também menciona a possibilidade do uso de “interpostas pessoas e estruturas no exterior”, citando as movimentações envolvendo a Egide I Holding, nas Ilhas Virgens Britânicas.

Pagamentos de Vorcaro

O relatório da PF também mostra que Vorcaro acompanhava de perto os pagamentos destinados ao Arleen. Em agosto de 2024, segundo os investigadores, o banqueiro demonstrou preocupação com o atraso de transferências e acionou operadores próximos, entre eles o cunhado Fabiano Zettel e o ex-ministro Fábio Faria.

Na ocasião, Vorcaro também teria enviado uma mensagem diretamente a Toffoli para justificar o atraso nos pagamentos.

Em novembro de 2025, após a decisão relacionada ao caso da usina Alcídia, Vorcaro passou a discutir sua saída do Tayayá e, consequentemente, sua desvinculação do Arleen.

Em uma mensagem enviada a Zettel, o banqueiro afirmou que o “FIP Tayayá”, referência ao Arleen, deveria passar para “um amigo que vai comprar”.

Na sequência, perguntou se poderia pedir que essa pessoa entrasse em contato e informou apenas o primeiro nome: “Alberto”. Segundo a PF, tratava-se de Alberto Leite.

O empresário aparece em outros episódios citados no relatório. Em um plano de negócios encontrado no celular de Vorcaro, datado de abril de 2024, Leite, Fábio Faria e o próprio banqueiro aparecem como diretores da Skylink, empresa criada para representar a Starlink, de Elon Musk, no Brasil.

A FS Security, empresa de Leite, também aparece entre as patrocinadoras de um fórum jurídico bancado pelo Banco Master em Londres. Segundo o relatório, Vorcaro posteriormente determinou a retirada da empresa da lista de patrocinadores.

Outro episódio citado pelos investigadores ocorreu em junho de 2024, quando Leite custeou um camarote na final da Liga dos Campeões, em Londres, que recebeu Toffoli.

À época, Leite declarou à Folha de S.Paulo que a aquisição do Arleen havia sido uma operação imobiliária regular e lucrativa realizada por seu braço de investimentos. Ele também negou vínculo societário, comercial ou favorecimento em relação a Toffoli.

Caso dos precatórios

O relatório da PF também levanta a hipótese de que Vorcaro possa ter tentado influenciar uma decisão de Toffoli em um processo envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro.

O caso envolvia a destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União uma reparação por prejuízos provocados na década de 1980. Uma eventual decisão favorável à empresa poderia ter impacto sobre a carteira de precatórios do setor mantida pelo Master, que, segundo o relatório, superava R$ 10 bilhões.

Antes do julgamento, o diretor jurídico do Master, André Kruschewsky, enviou uma mensagem a Vorcaro: “É importante! Serve de paradigma para nossos casos.”

Segundo a PF, Toffoli mantinha historicamente um posicionamento favorável às usinas em processos envolvendo os precatórios. Dias antes do julgamento da Alcídia, porém, o ministro teria adotado posição diferente em uma ação semelhante e votado a favor da União.

As mensagens trocadas por pessoas próximas a Vorcaro após a mudança de entendimento registraram preocupação com o resultado. Fábio Faria, que atuava próximo ao banqueiro, escreveu: “Matou a gente” e “Comecei a suar”.

Em uma troca de mensagens com Kruschewsky, Vorcaro teria afirmado: “Estou acompanhando” e “mais do que imagina”. Depois reafirmou: “Tô tratando aqui”.

O julgamento Alcídia ocorreu em outubro de 2024. Toffoli votou a favor da Alcídia e a tese da usina venceu por 3 votos a 2. O resultado foi comemorado por integrantes do Master. À revista Piauí, o gabinete de Toffoli negou qualquer “alteração de voto”.

A PF ressalta, entretanto, que o caso ainda demanda aprofundamento. Segundo o relatório, os elementos analisados “não sendo no presente momento suficientes para conclusões definitivas”.

Os investigadores afirmam que mensagens como “Toffoli virou o voto” e “tô tratando aqui” ganham relevância por terem ocorrido pouco antes do julgamento e em meio a conversas sobre a necessidade de “se movimentar” e “acompanhar” o processo.

Relação com Vorcaro

O relatório também registra outros vínculos entre Toffoli e Vorcaro. De acordo com a PF, foram identificados ao menos 12 registros de encontros presenciais entre o ministro e o banqueiro, em contextos considerados pelos investigadores como não estritamente profissionais.

Para a corporação, a expressão “nosso amigo Zé Tof”, utilizada em mensagens, indicaria a existência de um vínculo pessoal entre os envolvidos.

Os investigadores também identificaram uma relação profissional entre Vorcaro e Roberta Rangel, então esposa de Toffoli. Segundo o relatório, ela teria atuado como advogada do banqueiro entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025.

Em uma troca de mensagens de março de 2024, um advogado avisou Vorcaro que a parte contrária em um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia constituído Roberta Rangel e acrescentou: “Mulher do Toffoli”. Na sequência, Vorcaro respondeu: “Ela é minha advogada”.

Quanto a Roberta Rangel, então esposa de Dias Toffoli, esta figuraria como advogada de Daniel Bueno Vorcaro, tendo sido identificados vínculos profissionais e logísticos com o banqueiro ao menos no período compreendido entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2025”, afirma o relatório.

O documento também registra que, em maio de 2021, um sócio do escritório Walfrido Warde enviou ao celular de Vorcaro uma procuração na qual Roberta Rangel aparecia como representante da Companhia Agroindustrial de Goiânia em uma ação rescisória.

O precatório da empresa aparece na carteira de ativos do Banco Master em duas posições que, somadas, chegam a R$ 1,8 bilhão.

Dez meses após o último registro identificado pelos investigadores sobre a relação profissional entre Vorcaro e Roberta, um sorteio definiu Toffoli como relator do caso Master no Supremo. O ministro deixou a relatoria posteriormente.

O relatório da PF foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin. Segundo o documento, Toffoli era relator do caso Master e, conforme as regras aplicáveis à Corte, ministros do Supremo não podem ser investigados sem autorização do próprio tribunal.

Após o envio do relatório, a PF solicitou a suspeição de Toffoli. O ministro decidiu abrir mão da relatoria. Com isso, o pedido de suspeição feito pela PF perdeu objeto e o documento enviado foi arquivado.

Na época, a saída da relatoria do caso foi anunciada em uma nota assinada pelos dez ministros da Corte após uma reunião fechada, que durou mais de quatro horas.

Em fevereiro, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master. Na noite de quinta-feira (10), Mendonça determinou a retirada do sigilo de parte das investigações. A liberação, no entanto, não contemplou o relatório da PF que citava Toffoli, por já ter sido arquivado.

Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para retirada de sigilo de documentos do caso Master.

Na resposta à PGR, Fachin dá 24 horas para que o ministro André Mendonça, relator do caso, libere a documentação.

Acolho o pedido feito pelo Vice-Procurador-Geral da República, titular da ação penal, para solicitar que o e. Ministro André Mendonça promova, em até 24h, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos Gabinetes dos eminentes Ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556 e à denominada ‘Operação Compliance Zero’“, escreve Fachin.

Bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, prossegue.

A PET 15.556 é um dos principais procedimentos que reúnem documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master.

Ao acolher o pedido, o presidente do STF determinou que Mendonça envie aos ministros todos os procedimentos vinculados à investigação principal da Operação Compliance Zero e promova o levantamento do sigilo desses autos.

A única exceção são diligências em andamento ou ainda não executadas cuja divulgação possa comprometer as apurações.

Minutos depois, um novo despacho de Fachin juntou aos autos outro pedido: do ministro Cristiano Zanin, para ter acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master (entenda mais abaixo).

Argumentos da PGR

Ao pedir a retirada do sigilo, a PGR afirmou que a divulgação apenas de parte dos autos poderia criar uma “ideia equivocada de transparência”.

O órgão argumentou que a lista de documentos liberados por André Mendonça não incluía diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.

Segundo a PGR, a lista de documentos enviada pelo relator do caso, ministro André Mendonça, omitiu a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal.

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, diz o documento.

Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência […] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último“, prossegue.

O pedido, direcionado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, é assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho.

Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso.

Pedidos de Moraes e Zanin

Mais cedo, os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin encaminharam ofícios ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo medidas semelhantes às propostas pela PGR para ampliar o acesso aos documentos relacionados ao caso Master.

Os pedidos foram apresentados às vésperas da sessão marcada para a próxima terça-feira (15), quando o Supremo deve analisar petições ligadas às investigações.

Zanin solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso. Segundo o ministro, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR que serão apreciados pelo tribunal na próxima semana.

No ofício enviado a Fachin, o ministro afirmou ainda que a mídia estaria abrangida tanto pela decisão de compartilhamento dos autos quanto pelo levantamento de sigilo determinado pelo ministro André Mendonça.

Já Moraes defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master.

O ministro criticou o que classificou como uma retirada “seletiva” do sigilo e afirmou que parte das peças e documentos ainda não foi disponibilizada aos integrantes da Corte.

Segundo Moraes, foram excluídos 180 documentos e arquivos digitais do conjunto de procedimentos liberados aos ministros. Para ele, a disponibilização parcial do material prejudica a análise completa dos fatos investigados.

O ministro também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto: uma que trata de mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outra que reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações condu

Crise Master no STF

O embate ocorre após André Mendonça retirar, nesta quinta (10), o sigilo das principais apurações envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido de Fachin.

Contudo, a liberação manteve em segredo outras frentes, como apurações ligadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e ao financiamento do filme “Dark Horse” — cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que colocou sob apuração da Polícia Federal conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A disputa expôs divergências públicas entre integrantes da Corte, a Procuradoria-Geral da República e a direção-geral da PF.

Sandrinho lidera caminhada e inauguração de comitê de Pedro Campos e Maria Arraes neste sábado

O grupo político liderado pelo prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, realiza neste sábado (12) uma caminhada seguida da inauguração do comitê de campanha dos candidatos Pedro Campos, a deputado federal, e Maria Arraes, a deputada estadual.

A concentração está marcada para as 8h, na Praça dos Correios, no centro de Afogados da Ingazeira. A mobilização está sendo divulgada como uma ação do “Time de Sandrinho”.

O material de divulgação do evento também destaca as candidaturas do presidente Lula à reeleição e de João Campos ao Governo de Pernambuco, além de Pedro Campos e Maria Arraes para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, respectivamente.

A agenda reforça a participação do grupo governista de Afogados da Ingazeira na campanha eleitoral deste ano. Sandrinho Palmeira e seus aliados estão alinhados às candidaturas de Lula e João Campos e têm Pedro Campos e Maria Arraes como seus candidatos proporcionais.

A caminhada deste sábado será seguida pela inauguração do comitê de Pedro Campos e Maria Arraes no município.

Afogados lança plano de arborização com meta de plantar 25 mil mudas em dez anos

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira lançou, nesta sexta-feira (11), o programa Afogados + Verde, Plano Municipal de Arborização que estabelece a meta de plantar 25 mil mudas de espécies nativas da Caatinga e frutíferas ao longo dos próximos dez anos.

A iniciativa foi apresentada pelo prefeito Sandrinho Palmeira como uma política pública de longo prazo, com previsão de continuidade independentemente das futuras gestões municipais.

O lançamento aconteceu no espaço do antigo Centro Social Urbano, ao lado do Tiro de Guerra, onde a Prefeitura instalou uma sementeira que já conta com mais de cinco mil mudas. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Adelmo Santos, desde o início da gestão já foram plantadas 2.200 mudas, inclusive em áreas de nascentes e olhos d’água.

O plano estabelece como áreas prioritárias ruas residenciais, avenidas, praças, parques, escolas, espaços públicos, margens de rios, nascentes e córregos. A proposta busca ampliar a cobertura vegetal do município, contribuindo para a redução da temperatura, melhoria da qualidade do ar, preservação da biodiversidade, abrigo para aves e melhoria da qualidade de vida da população.

Durante o lançamento, Sandrinho autorizou a aquisição de mais três mil mudas.

Esse é um plano ousado, inovador, pioneiro e possível de ser realizado. E o mais importante é que essa é uma política que vai permanecer para as próximas gestões, trazendo mais qualidade de vida para as gerações futuras”, afirmou o prefeito.

Também foram entregues fardamentos e crachás de identificação às equipes responsáveis pelos serviços de poda. A Prefeitura disponibilizou ainda um canal de atendimento pelo telefone e WhatsApp (87) 9 9970-0086, por meio do qual os moradores poderão solicitar o plantio de mudas em calçadas ou quintais, além de serviços de poda autorizados pelo município.

O lançamento contou com a participação do padre Luiz Marques, do professor Saulo Gomes, do vice-prefeito Daniel Valadares, vereadores e representantes de instituições como Diaconia, Rotary Club, Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, IFPE, ITERPE e CDL. Alunos do Colégio Normal também acompanharam a atividade e participaram de uma aula prática sobre meio ambiente.

Eleições 2026: Relatora no TSE vota para negar candidatura de Pablo Marçal à Presidência

Pablo Marçal (PRTB - SP)/foto: Reprodução/Gazeta

A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou para indeferir o registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República. O pedido de registro do influenciador é avaliado pelos sete ministros da Corte Eleitoral no plenário virtual.

O prazo para que os demais magistrados votem termina nesta sexta-feira (11). Restam os votos dos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Marques e Villas Bôas Cueva.

Marçal está inelegível, mas registrou a candidatura com base em uma liminar em que apresentou uma filiação ao PRTB retroativa a abril deste ano. Até então, ele estava filiado ao União Brasil. O pedido do influenciador para concorrer à Presidência foi impugnado pelo Ministério Público Eleitoral.

Marçal foi condenado à inelegibilidade três vezes, mas recorreu e conseguiu reverter duas condenações. A pena que segue em vigor decorre da promoção de um “campeonato de cortes” entre seus apoiadores durante as eleições municipais em São Paulo em 2024. O influenciador oferecia compensações em dinheiro a quem produzisse vídeos que o promovessem. A Justiça Eleitoral entendeu ter havido uso indevido dos meios de comunicação.

Marçal também recorreu da condenação pelo “campeonato de cortes” e, dos quatro crimes pelos quais havia sido condenado na primeira instância, obteve o afastamento de duas imputações, mas a inelegibilidade foi mantida. Ainda cabe recurso da condenação ao TSE.

Ao pedir o indeferimento do registro, o MP Eleitoral alegou que, além de não estar apto a concorrer por cumprir pena de inelegibilidade, a filiação ao PRTB apresentada por Marçal não é válida.

Em 2024, o ex-coach concorreu à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB. Em abril deste ano, deixou a sigla rumo ao União Brasil. Por meio de uma liminar concedida às vésperas do fim do prazo para o registro de candidatos, o influenciador sustentou ainda estar filiado à antiga legenda.

“Temos capacidade de fazer muito mais do que qualquer outra candidatura”, diz João Campos em debate

Durante a fala, o candidato também voltou a prometer a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos/Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, nesta sexta-feira (11), que seu grupo político tem capacidade de “fazer muito mais” pelo Estado do que qualquer uma das candidaturas que disputam a eleição. A declaração foi dada durante debate promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, no Agreste.

Eu não tenho nenhuma dúvida: se colocar qualquer uma das candidaturas aqui e der a tarefa de cuidar por quatro anos de Pernambuco, nós temos a capacidade de fazer muito mais do que qualquer candidatura que está disputando essa eleição”, afirmou.

João usou a passagem pela Prefeitura do Recife como credencial para sustentar a declaração. O socialista citou o volume de investimentos realizados na capital e a ampliação das vagas em creches e afirmou que pretende levar ao Estado um modelo de gestão voltado para entregas. “Se eu ficasse reclamando dos governos passados, em toda fala, falasse sempre do passado, eu não teria conseguido triplicar as vagas de creche da cidade do Recife”, disse.

Durante a fala, o candidato também voltou a prometer a construção do Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos, e do Hospital da Criança de Caruaru, além de duplicar o número de escolas técnicas e ampliar o ensino em tempo integral no Estado.

Ao defender as propostas, João também criticou a atual gestão estadual. Segundo ele, nos últimos 30 anos, todos os governos de Pernambuco construíram escolas técnicas, “menos a atual gestão estadual”. “Vocês não vão me ver reclamando, brigando com as pessoas. Vocês vão me ver leve, feliz”, completou.

“Hoje temos mais carteira assinada do que Bolsa Família”, diz Raquel sobre empregos em Pernambuco

Durante debate em Caruaru, governadora destacou geração de empregos e citou os programas Mães de Pernambuco e de cozinhas comunitárias/Foto: Reprodução

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta sexta-feira (11), que Pernambuco tem atualmente mais pessoas com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família. Durante debate promovido pela Rádio Cidade de Caruaru, no Agreste, a gestora apontou a geração de empregos como o “maior programa social” de sua administração.

Pernambuco voltou a crescer, voltou a gerar emprego de carteira assinada. Hoje temos mais carteira assinada do que Bolsa Família”, afirmou Raquel. Segundo a candidata, o Estado também bateu recorde de geração de empregos nos três primeiros anos de sua gestão, com resultado superior ao acumulado nos 12 anos anteriores.

Ao falar sobre o combate à pobreza, Raquel afirmou que alcançar pessoas que classificou como “invisíveis” e áreas onde governos anteriores não chegaram foi uma prioridade de sua administração. “Para isso, sai do discurso e entra no orçamento”, declarou.

A governadora citou o Mães de Pernambuco, programa de transferência de renda destinado a mulheres em situação de vulnerabilidade. Segundo Raquel, são R$ 350 milhões investidos por ano para atender 100 mil mães chefes de família com filhos de até 6 anos, que recebem R$ 300 mensais.

Raquel também destacou as mais de 300 cozinhas comunitárias em funcionamento no Estado, que, segundo ela, servem mais de 65 mil refeições diariamente, além de 100 cozinhas solidárias. A candidata afirmou que a expansão ocorreu em parceria com as prefeituras e criticou a condução do programa pela gestão estadual anterior.

“São herdeiros”: Ivan Moraes critica histórico político familiar de João e Raquel durante debate

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) criticou o histórico familiar dos também candidatos Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na política. “Pernambuco não precisa de uma casta de herdeiros”, disparou durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

A afirmação foi feita durante a apresentação inicial de Ivan. “A gente tem competindo como principais favoritos a duas candidaturas que vêm do mesmo centro ideológico, duas candidaturas que vêm de famílias tradicionais na política, que estão muito longe daquilo que as pessoas querem para a política”, disse.

Na resposta às provocações iniciais do debate, a respeito da realidade mais preocupante do estado de Pernambuco atualmente, Ivan respondeu que o “revezamento das mesmas famílias” no poder é o ponto latente.

Ele fez referência ao fato de que tanto a governadora Raquel Lyra quanto o ex-prefeito do Recife, João Campos, são filhos de ex-governadores do estado de Pernambuco: João Lyra, que assumiu o posto entre 2014 e 2015, e Eduardo Campos, que foi chefe do executivo estadual entre 2007 e 2014.

Partindo desse ponto, Ivan tem se colocado como diferente dos outros candidatos. “Aqui não tem nenhum fascista, aqui não tem extrema-direita, aqui tem duas candidaturas comuns, e tem uma candidatura diferente das iguais”, acrescentou.

“Comando Vermelho e PCC estão no dia a dia do estado”, critica João Campos sobre segurança em PE

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes de maneira “latente”. A afirmação foi feita durante o debate promovido pela Rádio Cidade 99,7 FM nesta sexta-feira (11), em Caruaru, no Agreste.

João realizou o comentário ao responder a uma indagação sobre a segurança pública em Pernambuco, criticando diretamente a atual gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Ele prometeu, ainda, que, se eleito, fará um “pacto antifacções”.

Nós combateremos as facções que estão entrando no estado de Pernambuco. Hoje, a presença do Comando Vermelho e PCC é algo latente, presente no dia a dia do estado, e nós não vamos tolerar isso. Vamos lançar o ‘De Olho na Estrada’, para monitorar as estradas de Pernambuco, as divisas, para que o tráfico de droga, contrabando de armas, isso seja combatido de forma rigorosa, de ponta a ponta”, disparou João.

Sobre o mesmo tema, Raquel Lyra rebateu que a gestão anterior, que era ligada ao partido de João Campos, bateu recordes negativos de violência.

Na violência, Pernambuco bateu recorde: foram 5 mil homicídios em 2017. Estamos vivendo o melhor momento da nossa história na segurança pública”, disse.

Ela prometeu, ainda, continuar com os investimentos na área, citando os “laranjinhas”, policiais militares recém-formados que fazem parte do efetivo do patrulhamento ostensivo urbano.