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Brasil registra média móvel de 63 mortes por Covid na última semana; tendência segue de estabilidade

O Brasil registrou neste domingo (25) 23 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 685.860 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 63. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -2%, indicando tendência de estabilidade pelo quarto dia.

Brasil, 25 de setembro
Total de mortes: 685.860
Registro de mortes em 24 horas: 23
Média de mortes nos últimos 7 dias: 63 (variação em 14 dias: -2%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.674.422
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 1.201
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 6.380 (variação em 14 dias: -19%)

No total, o país registrou 1.201 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.674.422 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 6.380. A variação foi de -19% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Paraná não registraram qualquer morte pela doença no período de 24 horas. No Acre e na Paraíba, também não houve qualquer registro de novo caso conhecido no período.

Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins não divulgaram atualização de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

Projeções apontam vitória da direita radical na Itália, e Giorgia Meloni pode ser premiê

Projeções da eleição na Itália divulgadas neste domingo (25) madrugada de segunda-feira (26) no horário local) apontam que a coalizão de direita formada pelo partido pós-fascista Irmãos da Itália (Fratelli d’Italia, FDI), de Giorgia Meloni, a Liga de Matteo Salvini e Forza Italia (FI) do magnata Silvio Berlusconi – deve sair vencedora das eleições nacionais.

Segundo informações da rede RAI, o bloco conservador teve entre 41% e 45% dos votos e deve controlar as duas casas do parlamento italiano, de acordo com uma pesquisa de boca de urna. O resultado final das eleições deve ser conhecido na madrugada da segunda-feira (26) no Brasil –manhã de segunda na Itália.

Já ma projeção da YouTrend para a distribuição dos assentos na Câmara dos Deputados e no Senado italianos aponta que a coalizão de direita deve conseguir eleger 236 deputados do total de 400, e 117 senadores do total de 200.

O Partido Democrata (PD), maior partido de centro-esquerda do país, reconheceu a derrota antes do resultado final e afirmou que será a maior força de oposição dentro do próximo parlamento.

“É uma noite triste para o país. Eles (a direita) têm a maioria no parlamento, mas não no país”, disse Debora Serracchiani, parlamentar sênior do PD, no primeiro comentário oficial do partido sobre o provável resultado.

A aliança com maior quantidade de parlamentares eleitos nomeia o primeiro-ministro. Se os resultados se confirmarem, o país está a caminho de ter uma primeira-ministra de extrema direita, Giorgia Meloni.

Essa é a primeira eleição a ser realizada desde que foram adotadas mudanças constitucionais que reduziram o tamanho das duas câmaras parlamentares. Também ocorre no momento em que a terceira maior economia da União Europeia, uma das mais endividadas, tenta lidar com a disparada dos preços da energia, as taxas de juros crescentes e as consequências da invasão russa da Ucrânia.

Essas eleições são diferentes das últimas no país, já que apresentam uma série de desafios em questões econômicas e políticas.

O que acontecerá com os bilhões de euros do fundo de recuperação pós-covid concedidos à Itália pela UE? O apoio à Ucrânia continuará diante da invasão russa?

TSE nega recurso, e Bolsonaro diz que decisão que proibiu live no Alvorada foi parcial

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou neste domingo (25) um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para derrubar a proibição de transmissões ao vivo (lives) com cunho eleitoral dos palácios do Planalto e da Alvorada, em Brasília.

Também neste domingo à noite, Bolsonaro fez uma live, em local não identificado, e criticou a decisão do TSE, chamando o tribunal de parcial .

No sábado (24), o ministro proibiu Bolsonaro de usar as transmissões ao vivo no Alvorada e no Planalto para promover a própria candidatura à reeleição e para manifestar apoio a candidatos aliados, por ferir a lei eleitoral.

Gonçalves também determinou a retirada de uma “live” feita por Bolsonaro na última quarta-feira (21), na biblioteca do Alvorada. Na ocasião, o presidente afirmou que faria “horário eleitoral gratuito” e pediu votos para candidatos aliados dele em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, informando os nomes desses candidatos e os respectivos números nas urnas.

A campanha do presidente também pediu para poder republicar o vídeo do dia 21. O pedido foi negado pelo ministro Gonçalves.

Bens públicos para atos eleitorais
O ministro rebateu o argumento utilizado pela defesa de Bolsonaro, de violação à privacidade e à inviolabilidade de domicílio. O Palácio do Alvorada é a residência oficial do presidente da República e o Palácio do Planalto, o local de trabalho.

“De pronto, cabe refutar a alegação de violação à privacidade e à inviolabilidade de domicílio. O caso não versa sobre atos da vida privada do Presidente da República ou da intimidade de seu convívio familiar no Palácio da Alvorada, mas sobre a destinação do bem público para a prática de ato de propaganda explícita, com pedido de votos para si e terceiros, veiculados por canais oficiais do candidato registrados no TSE, e que alcançou mais de 300.000 visualizações”, afirmou Benedito Gonçalves.

O ministro afirmou, ainda, que “não está em questão, assim, a licitude de lives de cunho eleitoral”. “O que se discute é tão somente o uso de bens e serviços públicos, em especial a residência oficial do Chefe do Executivo, para realizar esses atos de propaganda”, completou o ministro.

A decisão de proibir Bolsonaro de utilizar a estrutura do Alvorada e do Planalto para fazer lives de cunho eleitoral atendeu a a pedido do PDT. O partido argumentou que as “lives” foram “notoriamente” adotadas por Bolsonaro para fazer a comunicação institucional do governo e promover candidatura de aliados, o que configuraria ” desvio de finalidade vedado pela legislação eleitoral”.

Pela decisão do ministro, se a decisão for descumprida, estará sujeita à multa de R$ 20 mil. Benedito Gonçalves também decidiu que o tema deverá ser analisado pelo plenário do TSE.

Bolsonaro critica TSE
Na noite deste domingo (25), Bolsonaro fez nova transmissão nas redes sociais, sem identificar o local onde estava. Ele pediu votos para candidatos de sua coligação e criticou seu oponente nas eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro também chamou o TSE de parcial. “Agora, do outro lado, o TSE manda retirar vídeo que se refira a ações negativas do PT, do Lula. É uma parcialidade enorme os julgamentos do TSE. Ninguém tem dúvida disso”, afirmou.

Depois, ele disse: “será que o TSE sabe onde eu tô fazendo essa live? Escondido, como se fosse aqui um lugar das trevas? Será que ele tá no Alvorada, descumprindo? Que preocupação do TSE. A preocupação com transparência vocês não têm”.

O g1 questionou a Presidência da República sobre o local da live do presidente Jair Bolsonaro, mas não teve retorno.

Mais cedo, ao parar para falar com apoiadores na frente do Palácio do Itamaraty, Bolsonaro chamou a decisão do ministro do TSE de “estapafúrdia”, segundo o jornal O Globo.

“É uma decisão estapafúrdia. Invasão da minha propriedade privada, enquanto sou presidente é minha casa”, disse Bolsonaro, se referindo ao Palácio do Alvorada, residência oficial do presidente da República.

Ex-presidente da Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, o Moisés, é morto a tiros

O ex-presidente da Unidos de Vila Isabel, Wilson Vieira Alves, o Moisés, foi assassinado na noite deste domingo (25) na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Equipes do 31° BPM (Barra da Tijuca) isolaram a área e a Delegacia de Homicídios da Capital foi acionada. Segundo as primeiras informações, os assassinos estavam em uma moto.

O ex-dirigente estava indo para quadra da Portela com sua mulher, Shayene Cesario, que é musa da agremiação, quando foi morto. Durante a eliminatória do samba-enredo da Portela neste domingo, a morte de Moisés foi anunciada e foi pedido 1 minuto de silêncio.

Militar reformado – ele foi sargento do setor de informação da Brigada de Infantaria Paraquedista -, Moisés chegou à Vila Isabel em meados de 2004 e estava no comando da agremiação no título do Grupo Especial em 2006. Depois, seu filho Wilsinho Alves, também foi presidente da escola.

Em 2010, Moisés foi preso na Operação Alvará da Polícia Federal, que investigava a máfia dos caça-níqueis e bicheiros. Ele foi solto no ano seguinte.

Coreia do Norte pode testar míssil balístico de submarino, alerta Coreia do Sul

Militares da Coreia do Sul detectaram sinais de que a Coreia do Norte pode estar se preparando para testar um míssil balístico lançado por submarino, informou a agência de notícias Yonhap neste sábado (24), dias antes de uma visita da vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris.

Os militares detectaram preparativos esta semana em Sinpo, província de Hamgyong do Sul, na Coreia do Norte, informou a Yonhap, citando uma fonte militar sul-coreana não identificada.

A informação confere com relatório dos Estados Unidos divulgado nos últimos dias, após checar imagens de satélite.

O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol está ciente dos sinais e movimentos que sugerem provocações norte-coreanas, informou o gabinete presidencial em comunicado.

Agregador de pesquisas do Estadão aponta vitória de Lula no primeiro turno

O agregador de pesquisas eleitorais do jornal O Estado de S. Paulo, que traça o desempenho geral dos candidatos à presidência com base em resultados de 14 institutos diferentes, foi atualizado neste sábado (24) e mostra que Lula (PT) aumentou suas intenções de votos válidos.

Isto é, quando se desconsidera os brancos e nulos, e já tem índice maior que o mínimo para vencer a eleição no primeiro turno, atingindo 52% dos votos válidos pela primeira vez.

Para que um candidato vença a eleição já no primeiro turno, basta conseguir 50% e mais um voto.

De acordo com o jornal, o agregador de pesquisas não soma simplesmente os resultados e os divide pelo número de pesquisas.

“O agregador controla diversos parâmetros e dá pesos diferentes aos levantamentos para impedir que números destoantes ou desatualizados puxem um dos concorrentes para cima ou para baixo”.

“Nosso modelo considera que, na média, as pesquisas presenciais são mais precisas ao atribuir a taxa de intenção de votos de cada candidato. Por outro lado, as pesquisas telefônicas são feitas com maior frequência e podem captar melhor eventuais mudanças de tendência”, explica ainda o periódico.

Apac emite alerta sobre massa de ar seco em Pernambuco; veja cuidados a serem tomados

Nesta semana, por conta da presença de uma massa de ar seco, a umidade está abaixo dos 30% no período da tarde. As áreas mais afetadas nos próximos dias serão parte do Sertão de São Francisco e de Pernambuco.

Para evitar problemas de saúde como sangramentos no nariz, complicações alérgicas e respiratórias, ressecamento da pele e irritação nos olhos, decorrente da baixa umidade, é recomendado alguns cuidados; veja quais:

Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas;

Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água etc;

Sempre que possível ficar em lugares protegidos do sol;

Consumir água à vontade.

Novo presidente deve priorizar educação e emprego, dizem adolescentes

O próximo presidente brasileiro deve dar prioridade a políticas de educação e de geração de emprego e renda, disseram quase mil jovens com idade entre 15 e 21 anos que participaram de grupos de discussão realizados pela Agenda 227, movimento da sociedade civil.

Para eles, o futuro presidente deve investir na qualidade de ensino, valorizar os professores e melhorar a infraestrutura nas escolas, além de incluir iniciativas de combate à discriminação e investir de forma urgente em programas de emprego e de geração de renda para aqueles que concluíram o ensino médio. Os jovens também defendem igualdade de oportunidades para todos.

Os participantes das discussões da Agenda 227 sustentam ainda que o próximo presidente deve combater efetivamente o trabalho infantil e prevenir a violência. Para eles, as maiores violações aos direitos dos jovens são registradas na educação e ocorrem também com a exploração da mão de obra infantil e a discriminação, na segurança pública e na saúde. Muitos lembram aqueles que precisam deixar de estudar para trabalhar e ajudar no sustento da casa.

“Os adolescentes e jovens demandam com urgência medidas que garantam educação de qualidade, inclusiva e sem discriminação. É preciso ouvi-los e garantir seus direitos fundamentais, como a Agenda 227 tem defendido junto aos presidenciáveis”, disse Marcus Fuchs, que é membro do grupo executivo do movimento.

Para combater a violência, os entrevistados sugeriram que sejam criados espaços comunitários de acolhimento e de garantia de proteção para crianças e adolescentes, além de iniciativas que os amparem em casos de abandono e de violência doméstica.

Segundo o coordenador do programa Cidadania de Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Mario Volpi, a pesquisa ressalta ainda o interesse da juventude de fazer parte da gestão pública.

“A consulta evidenciou que adolescentes e jovens estão atentos ao que está acontecendo no país e querem se engajar, ter participação na política e na sociedade.” A pesquisa mostra ainda que os jovens precisam ser ouvidos pelos gestores, que jovens estão acenando para os candidatos à Presidência da República que é o foco na educação é primordial”, disse Volpi, em nota.

Participaram do estudo, realizado nos meses de abril e maio, 947 adolescentes e jovens de várias regiões brasileiras. A pesquisa foi conduzida pelo Grupo de Trabalho de Profissionalização e Acesso ao Mundo do Trabalho da Agenda 227, composto pelo Unicef, América Solidária, Instituto Aliança com o Adolescente e Rede Cidadã.

O resultado dos grupos de discussão vai complementar o Plano País para a Infância e a Adolescência e o site https://agenda227.org.br/propostas/, documento com 148 propostas que foi entregue aos candidatos à Presidência da República.

Em ato em Campinas, Bolsonaro faz balanço de ações do governo e diz que não errou na pandemia

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na manhã deste sábado (24) no Centro de Campinas (SP). Em um discurso para seus apoiadores, Bolsonaro fez um balanço das ações de governo e afirmou que não errou durante a pandemia.

Bolsonaro viajou para a cidade nesta sexta (23), após ter cumprido agenda em Minas Gerais, e passou a noite na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

O Brasil soma mais de 685 mil mortes por Covid. Durante toda a pandemia, Bolsonaro contrariou as orientações preconizadas por especialistas e entidades internacionais; disseminou fake news sobre as vacinas; provocou aglomerações; criticou medidas restritivas adotadas para conter o avanço do vírus; disse que não iria se vacinar.

“Vocês sabem, quando assumi em 2019, para onde estava indo o nosso país. Sabem o que fizemos naquele ano, bem como o que enfrentamos no ano de 2020, em que uma pandemia, algo desconhecido para o mundo, o mundo todo sofrendo com isso. No Brasil não foi diferente. Mas hoje eu tenho orgulho de dizer que tudo o que falei ao longo desses dois anos, não errei em nenhuma dessas propostas. E não fechei uma casa de comércio sequer no Brasil”, declarou Bolsonaro aos apoiadores em Campinas.

“Eu fui contra a política do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’. Sempre falei que tínhamos que combater o vírus e também combater o desemprego em nosso país. Quando obrigaram a vocês o ‘fique em casa’, muita gente não tinha renda, muita gente vivia na informalidade. Estavam, condenados, sim, a dias muito difíceis no nosso Brasil. Fizemos tudo para atendê-los, criamos programas para garantir, atendemos os mais necessitados com o auxílio emergencial e nós vencemos essa etapa”, acrescentou o candidato.

O presidente aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta (22), por exemplo, mostrou Bolsonaro com 33% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) apareceu com 47%.

Em ato em São Paulo, Lula pede a eleitores que compareçam às urnas para poderem cobrar eleitos

O ex-presidente Lula, candidato do PT à Presidência nas eleições deste ano, pediu neste sábado (24) a seus apoiadores que compareçam às urnas no próximo dia 2 de outubro para poder cobrar os candidatos eleitos.

Lula fez o pedido ao discursar a apoiadores em um ato em São Paulo, do qual também participaram políticos aliados do ex-presidente, entre os quais o ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato a governador do estado; o ex-governador Márcio França (PSB), candidato a senador; a ex-ministra Marina Silva; e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula.

“Qual o problema de a gente não votar? Se a gente não votar, perde autoridade moral de cobrar. Então, vejam, é importante comparecer. A gente não pode ter 20% de abstenção, 10% de voto nulo. É importante a gente convencer nesses próximos dias cada pessoa a ir votar. Compareçam e votem. Escolha sua deputada, seu deputado, seu governador, seu senador e seu presidente. Para, depois, você ter o direito de cobrar das pessoas”, declarou Lula no evento.

Pesquisa Datafolha divulgada na última quinta (22) mostrou que 4% dos eleitores avaliam votar nulo neste ano. O levantamento não apresentou projeções sobre eventual abstenção.

Ainda no discurso, Lula voltou a dizer que irá retomar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, transformado em Casa Verde e Amarela no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

O candidato do PT também voltou a dizer que adotará medidas para gerar emprego. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o nível de desemprego atingiu 9,3% da população (10,1 milhões de pessoas) em junho deste ano.

“A economia brasileira, já faz anos que não cresce. Se a economia não cresce, não gera emprego. Se não gera emprego, não gera salário. Se não gera salário, não gera consumo. Se não gera consumo, não movimenta o comércio. Se não movimenta o comércio, não gera emprego. Aí, a gente fica desempregado”, disse.

Armas
Diante de uma plateia de apoiadores, Lula também afirmou que, se eleito, não facilitará o acesso a armas.

Durante a campanha de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro (à época no PSL) disse que, se eleito, facilitaria o acesso a armas. Já eleito, Bolsonaro (PL) editou uma série de decretos facilitando o acesso da população a armas e a munições.

“A gente não vai facilitar a compra de armas. A compra de armas como o Bolsonaro está fazendo é para quem sabe dar facilidade ao narcotráfico ter acesso a arma. Veja, um homem sério, uma família séria, não precisa de armas dentro de casa”, afirmou Lula.

Telegram: termo ‘mesário’ cresce em grupos bolsonaristas após TSE obrigar que eleitor entregue celular para votar

O uso do termo “mesários” aumentou em grupos bolsonaristas no aplicativo de conversas Telegram em oito meses. O salto se dá no mesmo tempo em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obrigou que o eleitor entregue seu celular ao mesário para poder votar.

De janeiro a agosto deste ano, as menções a palavra mesário saltou de 2 para 163 em 121 grupos formados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que são mapeados pelo Media Studies, da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos.

Presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes anunciou no dia 25 de agosto que o eleitor é obrigado a entregar o seu celular para o mesário antes de votar. Caso contrário, a pessoa pode ser impedida de acessar a urna eletrônica para exercer o direito do voto.

A decisão unânime condiciona o acesso à urna eletrônica à entrega temporária do aparelho ao servidor da Justiça eleitoral. A medida visa garantir o sigilo do voto e evitar fotos ou gravações da urna eletrônica.

O prazo para inscrição voluntária de mesários acabou em maio. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 2 milhões de pessoas atuarão como mesários neste ano, sendo que 830 mil (43%) se ofereceram espontaneamente – em 2018 foram 430 mil voluntários.

O uso do termo aumenta mês a mês ao longo do ano (veja na tabela abaixo). O crescimento se dá a partir de julho, quando se começa a discutir a obrigação de o eleitor entregar o celular ao mesário. Em agosto, dobra: passa de 86 para 163.

Antes, só há números acima dos dois dígitos em abril e maio, mês em que foi encerrada a inscrição voluntária de mesários.

Houve um movimento orgânico entre os bolsonaristas para inscrição de mesários, mas a ação não ganhou maior repercussão na rede pró-presidente da República.

“Gente, o mais importante é votar. Ele [Moraes] quer aumentar a abstinência de votos e criar condições para o tumulto. Deixem os celulares em casa ou, então, levem, usem o título digital e deixe a porr* do celular com o mesário”, escreve um dos bolsonaristas preocupados com a medida.

Professor de antropologia David Nemer, a reação nos grupos se dá como uma forma de manter a base de bolsonaristas unida em volta de um mesmo inimigo através dos ataques e campanhas de desinformação. Neste caso, seria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que preside o TSE.

“Eles entendem que o Alexandre de Moraes está o tempo todo boicotar o Bolsonaro e essa questão do celular”, afirma. “As pessoas desses grupos acham que a proibição vai inibir e desmotivar os bolsonaristas a sair a votar. Então, eles entenderam que não vão ceder, digamos assim, a essa ‘intimidação’ do Alexandre de Moraes, então estão criando essa campanha de como se comportar perante essa nova regra”, diz o professor.

O professor afirma que os apoiadores do presidente tentam encontrar formas de manter a vigilância ao processo eleitoral ao mesmo tempo que não quebrem a regra do celular na cabine de votação.

“Tem muito debate sobre deixar [o celular] em casa, levar um familiar para deixar com ele o celular, tem muito pedido para bolsonarista se inscrever como mesário para justamente deixar o celular com esse bolsonarista que está na mesa para que não haja algum problema de se perder”, diz.

“Eles têm esse tipo de desconfiança. É esse o movimento que está tendo em relação ao celular na hora da votação”.

Sobe para 89 número de mortos do naufrágio na costa síria

Subiu para 89 o número de pessoas mortas após naufrágio na Síria informou a agência oficial de notícias síria neste sábado (24).

“Há 89 mortos, 14 pessoas estão se recuperando no hospital Al Basel, incluindo duas na UTI”, relatou Iskandar Ammar, responsável pelo hospital da cidade portuária de Tartus, no oeste da Síria, em entrevista à agência de notícias.

Segundo as autoridades sírias, cerca de 150 pessoas, principalmente libaneses e refugiados sírios e palestinos, estavam a bordo do pequeno barco que afundou em Tartus na quinta-feira (22).

Dez crianças estavam entre os náufragos, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em declaração divulgada neste sábado.

Trata-se do naufrágio mais letal dos últimos anos na Síria, um país devastado por mais de uma década de conflito.

Aumento de casos de influenza A em SP preocupa especialistas, mas pode ser reflexo de inverno atípico

Nas últimas semanas, o número de casos positivos para a influenza A, um dos vírus da gripe, subiu de 4,3% para 23,3%. Os dados são de um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) que analisou testes moleculares realizados por alguns laboratórios privados (a grande maioria deles, 95%, nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste).

Segundo o levantamento, que considera testes de viroses respiratórias entre 20 de agosto e 17 de setembro, percentuais mais elevados de positividade para esse tipo de gripe foram observados principalmente em adolescentes de 10 a 19 anos (52,5%), depois em crianças de 5 a 9 anos (40,8%) e em bebês de 0 a 4 anos (10,6%).

Em seu último Boletim InfoGripe, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também destacou o aumento de casos do vírus na cidade de São Paulo. De acordo com a análise, a capital paulista tem registrado tendência de aumento principalmente em crianças e adolescentes.

A Secretaria de Saúde do município, porém, afirma que os casos de síndromes gripais de uma forma geral seguem em queda, embora não tenha especificado o número exato de quadros de influenza A.

Especialistas ouvidos ressaltam que os números preocupam, tendo em vista que a influenza pode evoluir para quadros graves, principalmente em grupos de risco, como gestantes, idosos, menores de 4 anos e imunossuprimidos, mas lembram também que existe uma vacina gratuita e eficaz contra a doença no sistema público de saúde que previne justamente esses casos.

Putin troca general encarregado de logística e determina 10 anos de prisão para soldado que se recusar a lutar

A Rússia anunciou, neste sábado (24), a substituição de seu mais alto comandante militar para questões logísticas. Além disso, o presidente Vladimir Putin assinou uma lei que endurece a pena de soldados que se recusarem a combater (veja mais abaixo) . Os anúncios coincidem com um momento de dificuldades para Moscou em sua tentativa de invadir a Ucrânia.

“O general Dmitri Bulgakov foi dispensado de suas funções como vice-ministro da Defesa”, informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

Bulgakov será substituído pelo coronel-general Mikhail Mizintsev, que dirigia o Centro de Controle da Defesa Nacional e, a partir de agora, assume como “responsável pelo fornecimento material e técnico das Forças Armadas”.

Prisão para soldados
A nova lei assinada por Putin neste sábado diz que os soldados russos que se recusarem a lutar, desertar, desobedecer ou se render ao inimigo podem agora enfrentar uma prisão de até 10 anos, informou a agência de notícias AFP.

A lei já havia sido aprovada pelas casas do Parlamento durante a semana.

Na última quarta-feira (21), o presidente russo anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas para lutarem nos fronts, em reação à blitz de forças da Ucrânia que recuperou importantes territórios no leste do país.

A decisão do Kremlin foi motivo de manifestações internas, que foram reprimidas com milhares de detenções. A procura por voos para o exterior também aumentou consideravelmente, assim como surgiu uma extensa fila de carros na fronteira entre a Rússia e a Geórgia. Segundo informações do jornal inglês “The Guardian”, a espera para concluir a travessia podia durar até 20 horas.

Durante o discurso em que mobilizou suas tropas, Putin também acenou para a possibilidade de utilização dos armamentos nucleares russos.

“Isto não é um blefe”, declarou. “Vários representantes do alto escalão de países da Otan falam da possibilidade e admissibilidade de usar armas de destruição em massa contra a Rússia. Falam até de ameaça nuclear. Quero dizer a quem diz isso que nosso país possui uma variedade de armas de destruição, algumas mais modernas até que as dos países da Otan.”

Guedes diz ser contra piso da enfermagem e abandona entrevista

Em entrevista ao jornalista Luís Ernesto Lacombe para a Rede TV, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou ser pessoalmente contra o piso da enfermagem, sancionado pelo presidente da república Jair Bolsonaro (PL).

Temendo a repercussão negativa da fala, a dez dias do primeiro turno da eleição, Guedes abandonou a entrevista e pediu que a gravação não fosse exibida, de acordo com uma fonte ouvida pelo Estadão/Broadcast.

O Ministério da Economia era contrário à medida desde sua aprovação, pelo forte impacto que teria para Estados e municípios. A pasta temia que a conta, que pode chegar a R$ 16,5 bilhões, segundo cálculos, fosse empurrada para a União, seja por meio da correção da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ou outra ação.

A lei, que estabeleceu o piso salarial dos profissionais de enfermagem entre R$ 2.375 e R$ 4.750, não indicou as fontes de recursos para os gastos extras. Por esse motivo, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a lei em decisão liminar, confirmada posteriormente em plenário virtual da Corte na última semana.

Trabalhadores da área de enfermagem têm pressionado a decisão do Supremo que determinou a suspensão, realizando paralisação e manifestações em estados de todo o país. As informações são do Diário de Pernambuco.