Search

Datafolha: 59% avaliam como importante a religião do candidato a presidente para a decisão do voto

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (15), encomendada pela Globo e pela “Folha de S.Paulo”, mostra que a religião do candidato à Presidência da República neste segundo turno é um fator importante para 59% dos eleitores na hora de decidir o voto.

Numa escala de 1 a 5 de importância, em que quanto mais alto o número, maior a relevância, 59% deram as notas 4 e 5, 11% deram a nota 3 e 26%, as notas 1 e 2. Outros 5% não opinaram.

A nota média de importância ficou em 3,6. A religião do candidato ganha maior peso entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno do que entre os eleitores de Lula (PT): a nota média de importância é, respectivamente, 4,2 e 3,3. Os dois disputam o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 30 de outubro.

O levantamento foi realizado nos dias 13 e 14 de outubro. Foram feitas 2.898 entrevistas em 180 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

PT volta a crescer no Sul e Sudeste com Lula, após partido perder votos em eleições passadas

Duas décadas de eleições presidenciais mostram uma mudança seguida de uma maior estabilidade na distribuição dos votos recebidos pelos candidatos do PT nos mais de 5,5 mil municípios do país.

Mapas eleitorais produzidos pelo g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes ao primeiro turno das disputas indicam que, entre 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito pela primeira vez, e este ano, a votação do PT passou de um modelo mais disperso de votos para um mais concentrado em municípios do Norte e Nordeste do Brasil.

Com mais de 57 milhões de votos conquistados este ano, a votação do presidente Lula voltou a expressar força nesses municípios, mas agora também com a retomada em grandes centros do Sudeste e em cidades importantes do Sul e Centro-Oeste.

A mudança mais nítida no padrão de votação do PT aconteceu em 2006, quando Lula obteve 46,6 milhões no 1º turno, ficando com 48,6% dos votos. Ao contrário de 2002, quando os percentuais de votação petista foram mais uniformemente distribuídos pelo país, 2006 mostrou um mapa de votação mais concentrado em municípios do Norte e Nordeste, além de parte de cidades do Sudeste.

Em 2002, o maior percentual de votos para Lula foi registrado em Lindóia do Sul, em Santa Catarina, com 79,7%. Já a sua pior votação foi em Pires Ferreira, no Ceará, onde obteve apenas 5,7%.

Quatro anos depois, a maior votação do petista foi em Manaquiri, no Amazonas, com 93%. Em 2006, Lula apresentou votações mais baixa no Sul e Centro-Oeste. Na cidade de São Paulo, o desempenho também caiu: em 2002, Lula tinha recebido 42% dos votos, mas, em 2006, chegou a 35,7%. Em Porto Alegre, o petista recebeu 46% dos votos em 2002, mas recuou para 29,7% em 2006.

Em 2010 e 2014, padrão se manteve
Em 2010, já com Dilma Rousseff como candidata do partido, a distribuição voltou a ficar próximo de 2006, mas com mais municípios com baixa votação no Sudeste, sobretudo no interior de São Paulo. Dilma teve a sua melhor votação em Calumbi (94,8%), em Pernambuco. O pior desempenho da petista foi em Rio Branco, no Acre (15,8%). Em São Paulo, ele obteve 38,1% dos votos, levemente acima do registrado por Lula, em 2006.

O mapa de 2014 apresenta cores mais intensas de votação proporcional para Dilma nas regiões Norte e Nordeste. Nos municípios do extremo Sul e no norte de Minas Gerais, a petista voltou a ter boa votação. Seu melhor desempenho foi em Belágua, no Maranhão, com 92%. A pior derrota da petista naquele ano foi em Saltinho, em São Paulo, com apenas 10,2% dos votos.

Reunião de empresários para convencer empregados a votar em Bolsonaro é investigada em SC

O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) informou que investiga o teor de áudios registrados em uma reunião na Associação Empresarial de Caçador (Acic), no Oeste catarinense, onde empresários discutem formas de convencer trabalhadores do município a votarem no candidato à reeleição para a presidência da República, Jair Bolsonaro (PL).

O MPT confirmou que o caso é investigado pela Procuradoria do Município de Joaçaba como suposto assédio eleitoral cometido por entidades empresariais.

A gravação ganhou repercussão após reportagem da Revista Fórum, publicada em 13 de outubro, da qual o g1 SC teve acesso nesta sexta-feira (14). O áudio foi confirmado à reportagem pelo MPT-SC.

A prática de assédio eleitoral é considerada crime e ocorre quando um empregador age para coagir, ameaçar ou promete benefícios para que alguém vote em determinado candidato.

O encontro na Acic teria acontecido nesta semana, segundo o MPT-SC. Os áudios analisados revelam a introdução ao encontro pelo atual presidente, Jovelci Gomes, que afirmou em discurso que, caso o candidato adversário à presidência vença a eleição, o “direito de ir e vir vai acabar” e o “direito de propriedade vai acabar”.

“Temos uma segunda chance que é agora, dia 30, de ganhar. E, para ganhar, nós temos que trabalhar, porque o outro lado é organizado”, comentou.

Questionada pela g1 SC, a Acic disse que desconhece os áudios e que não irá se pronunciar no momento.

Em Caçador, Jair Bolsonaro (PL), teve 51,76% dos votos para a Presidência (20.720 votos), enquanto Lula foi a escolha de 40,01% dos eleitores (16.019 votos).

Um dos focos dos empresários, conforme o áudio, é alcançar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno do pleito. A eleição em Caçador (SC) teve 22,34% de abstenção.

Discurso
No discurso, o presidente da entidade também sugeriu aos presentes que as urnas não são confiáveis. “Quando bati 22 [na urna], o presidente Bolsonaro não apareceu. Tive que bater mais uma vez para vir o presidente. Muitas pessoas bateram assim e foram embora”, afirmou.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não existem registros de problemas relacionados a fotos de candidatos que não apareceram após digitar o voto.

Ao g1 SC, o órgão também afirmou que, em 2018, 600 manifestações de eleitores foram investigadas e nenhuma inconsistência foi encontrada.

Registros de caçadores, atiradores e colecionadores no governo Bolsonaro triplicam em relação ao total dos 15 anos anteriores

O número de brasileiros registrados como caçadores, atiradores desportivos e colecionadores de armas de fogo desde 2019 superou em 3 vezes os registros realizados entre 2003 – ano da edição do Estatuto do Desarmamento – e 2018.

Os dados foram disponibilizados via Lei de Acesso à Informação pelo Exército, responsável pelo sistema que gerencia os registros.

Segundo o Exército, foram concedidos 171.431 registros de CACs entre 2003 e 2018. Já de 2019 para cá, quando Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República e deu início a uma mudança na política para armas do país, o número saltou para 549.831.

No primeiro mês de governo, o presidente editou decretos que facilitavam a compra, posse e porte de armas de fogo e de munição. Alguns deles foram revogados ou alterados desde então, inclusive com suspensão de trechos determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) neste ano.

Segundo a decisão do STF:

a posse de armas de fogo só pode ser autorizada às pessoas que demonstrem concretamente, por razões profissionais ou pessoais, possuírem efetiva necessidade;

a aquisição de armas de fogo de uso restrito só pode ser autorizada no interesse da própria segurança pública ou da defesa nacional, não em razão do interesse pessoal;

a quantidade de munição que pode ser comprada tem como limite apenas o necessário à segurança dos cidadãos, de forma diligente e proporcional;

Armas registradas

Já o número de armas registradas de 2019 a 2022 para esses grupos, conhecidos como CACs, superou em mais de cinco vezes o total dos três anos anteriores à gestão de Bolsonaro – entre 2015 e 2018.

Entre 2015 e 2018, segundo o Exército, caçadores, atirados e colecionadores registraram 123.055 armas de fogo. De 2019 para cá, foram 680.808 concessões.

Só nste ano, até agora, CACs registraram 207.081 armas de fogo, mais do que em todo o período entre 2015 e 2018.

Total de casos de varíola dos macacos sobe para 164 em Pernambuco

Novo balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgado nesta sexta-feira (14) indica que o total de casos confirmados de varíola dos macacos em Pernambuco subiu para 164. Ao todo, o Estado totaliza 1.434 notificações da doença, sendo 476 casos descartados e 742 casos que estão em investigação.

Os 164 casos confirmados estão distribuídos nas seguintes faixas etárias: 0 a 9 (10), 10 a 19 (12), 20 a 29 (56), 30 a 39 (48), 40 a 49 (25), 50 a 59 (6) e 60 e mais (7). Do total, 130 são do sexo masculino e 34 do sexo feminino. Dos 164 casos positivos, 51 evoluíram para cura e 113 estão em isolamento domiciliar.

Os casos em investigação são subdivididos em casos suspeitos (681) e casos prováveis (61), conforme classificação definida pelo Ministério da Saúde (MS).

Os casos suspeitos são considerados aqueles nos quais os pacientes apresentam início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de Monkeypox. Destes, 378 são do sexo masculino e 303 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (93), 10-19 (122), 20-29 (149), 30-39 (136), 40-49 (95), 50-59 (55), 60 e mais (31).

Com relação aos casos prováveis, que também estão em investigação, foram registrados 61 casos, quando os pacientes se enquadram como suspeitos e além da lesão cutânea apresentam outros critérios como exposição próxima e prolongada com caso provável ou confirmado de Monkeypox. Destes, 46 são do sexo masculino e 15 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (6), 10-19 (11), 20-29 (16), 30-39 (10), 40-49 (14), 50-59 (1) e 60 e mais (3).

Oscar Schmidt desiste de tratamento contra câncer no cérebro: ‘Perdi o medo de morrer’

Oscar Scmidt afirmou, em entrevista à jornalista Daniela Albuquerque, da Rede TV, que desistiu de seguir com o tratamento de quimioterapia para tratar de um câncer no cérebro, diagnosticado ainda em 2011.

O ex-jogador de basquete, de 64 anos, um dos maiores atletas da história do esporte brasileiro, revelou que vai agora se dedicar mais a família.

“Parei (com o tratamento) esse ano, eu mesmo decidi parar. Morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim era um terror. E graças ao tumor, perdi esse medo”, afirmou na entrevista.

Oscar Schmidt é considerado um dos maiores jogadores da história do basquete mundial. Em 2013, foi nomeado para integrar o hall da Fama da NBA, a Liga de Basquete dos Estados Unidos.

Microsoft encerra pacote Office e anuncia substituto

Após mais de 30 anos, a Microsoft vai encerrar de vez o pacote Office, que fornece ferramentas de produtividades aos usuários como o Word (editor de texto), Excel (editor de planilhas, PowerPoint (criador de apresentações).

O substituto se chamará “Microsoft 365” e começa a chegar aos consumidores já a partir de novembro de 2022, quando será implementado no Office.com — portal da internet para acesso ao pacote.

O que tem de novo?
O Microsoft 365 não trará nenhuma novidade marcante por enquanto e não haverá novos planos de cobrança.

A empresa ressalta que o Office não será totalmente encerrado e apps mais populares, como Word, Excel e Powerpoint, serão mantidos.

As mudanças anunciadas pela empresa estão concentradas no setor de visualização e gestão dos arquivos criados.

Muitas desses recursos já estava funcionando há meses ou foi lançada a partir desta sexta-feira (14). Outras começaram a ser atualizadas a partir de novembro. Confira abaixo.

Novos tipos de criação: o módulo “Criar” ajudará usuários a criar projetos em vários apps do 365. A página oferecerá modelos em branco e outros recomendados. O recurso já está disponível para todos os usuários na Web, Windows e dispositivos móveis, e será melhorado com mais tipos de modelos no próximo ano.

Novos Aplicativos: será possível visualizar, fixar e inicializar as ferramentas mais usadas em uma página específica. Essa página estará disponível no próximo mês.

Boas-vindas: página para ver o status da assinatura e verificar o uso de armazenamento. Estará disponível no próximo mês.

Meu Conteúdo: local central para visualizar e acessar todo o seu conteúdo – criado por você ou compartilhado com você – independentemente de onde esteja armazenado. Já estava disponível para usuários de empresas e no próximo mês será liberado ao público geral.

Feed: interface sobre o conteúdo que você tem trabalhado e com quem tem trabalhado. Recurso lançado hoje para usuários comerciais.

Etiquetas: será possível agrupar e organizar seu conteúdo com tags personalizadas em todos os tipos de conteúdo. Disponível hoje para usuários comerciais na web e no Windows.

Quando vai chegar para mim?
A partir de janeiro de 2023, o novo pacote de produtividade em nuvem chega ao público geral, nos aplicativos do Office baixados em computadores Windows e em aplicativos de celulares e dispositivos móveis.

Não haverá mudanças nas contas, arquivos e planos já utilizados no Office. O aplicativo vai atualizar automaticamente com o novo ícone e nome.

Robbie Coltrane, o Hagrid de ‘Harry Potter’, morre aos 72 anos

O ator Robbie Coltrane, que interpretou o personagem Hagrid nos oito filmes da saga “Harry Potter”, morreu aos 72 anos. Segundo o site Deadline, a agente do artista confirmou a morte nesta sexta-feira (14).

Coltrane morreu em um hospital, próximo de sua casa, na Escócia. Ainda segundo a publicação, o ator estava com um problema de saúde há cerca de dois anos.

Em comunicado lamentando a morte do ator, a agente descreveu Coltrane como “um talento único” e afirmou que com o personagem Hagrid “trouxe alegria para crianças e adultos ao redor do mundo”.

“Para mim, pessoalmente, vou me lembrar dele como um cliente leal. Além de ser um ator maravilhoso, ele era inteligente, brilhantemente espirituoso. Após 40 anos orgulhosamente sendo chamada de sua agente, sentirei muito a falta dele”, afirmou Belinda Wright, que ainda pediu privacidade para a família nesse momento.

Média móvel de mortes por Covid no Brasil volta a apontar queda e indica menos de 50 vítimas por dia

O Brasil registrou nesta sexta-feira (14) 66 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.186 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 48. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -28%, voltando a indicar tendência de queda após 10 dias seguidos em alta.

Brasil, 14 de outubro
Total de mortes: 687.186
Registro de mortes em 24 horas: 66
Média de mortes nos últimos 7 dias: 48 (variação em 14 dias: -28%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.788.500
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 6.318
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 4.463 (variação em 14 dias: -34%)

No total, o país registrou 6.318 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.788.500 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.463. A variação foi de -34% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Em alta (4 estados): ES, BA, MT, PE
Em estabilidade (8 estados): GO, RR, AL, MA, PB, AP, AM, AC
Em queda (9 estados e o DF): RS, SP, SE, PA, MS, DF, RO, PR, RJ, SC
Não divulgaram (5 estados): CE, MG, PI, RN e TO

Policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos são presos em SE

Os três policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos, 38 anos, durante uma abordagem em maio deste ano, foram presos nesta sexta-feira (14) após se apresentarem voluntariamente à Polícia Federal (PF). Os agentes estão presos, preventivamente, no Presídio Militar de Sergipe, em Aracaju. A informação foi confirmada pela direção da unidade.

A prisão ocorreu após a Justiça Federal acatar a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os policiais pelos crimes de abuso de autoridade, tortura e homicídio qualificado. A defesa dos agentes disse que vai entrar com medidas para reverter a decisão.

Genivaldo morreu no município de Umbaúba, cidade do Sul sergipano, após ser abordado por policiais rodoviários federais por estar pilotando uma moto sem capacete.

Durante a ação policial, ele foi trancado no porta-malas de uma viatura da PRF e submetido à inalação de gás lacrimogêneo. A certidão de óbito apontou asfixia e insuficiência respiratória como causa da morte.

William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento foram indiciados pela PF por homicídio qualificado e abuso de autoridade. Na última segunda-feira (10), o MPF ofereceu denúncia à Justiça e pediu que fosse retirado o sigilo do caso.

Em nota, a Justiça Federal em Sergipe informou que o magistrado Rafael Soares Souza – titular da 7ª Vara Federal, Subseção Judiciária de Estância – decretou a prisão preventiva após o MPF representar pela prisão dos réus.

O texto diz ainda que a custódia cautelar tem o objetivo de garantir a ordem pública e instrução do processo. Ainda segundo a nota, os policiais passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML), além de audiência de custódia e, depois, foram encaminhados para o presídio.

Thiago Brennand: herdeiro acusado de agredir modelo é solto depois de ser preso pela Interpol nos Emirados Árabes

O empresário e herdeiro Thiago Brennand, que estava foragido desde setembro e tinha sido preso nos Emirados Árabes na quinta-feira (13), foi solto depois de pagar uma fiança. Ele teve de informar endereço fixo e não pode se ausentar do país árabe sem comunicar a Justiça.

Segundo apurado pela TV Globo, ele se comprometeu a comparecer às audiências sempre que solicitado e vai responder ao processo de extradição em liberdade.

Ele virou réu por agressão após aparecer em um vídeo agredindo a modelo Helena Gomes em uma academia de São Paulo. A prisão ocorreu na quinta-feira em um hotel em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, às 14h (21h, no horário de Brasília), segundo a Polícia Federal e a Polícia Civil de São Paulo.

Brennand saiu do Brasil em 3 de setembro, poucos dias após reportagem do Fantástico revelar as agressões. Enquanto ele estava no exterior, se tornou réu por lesão corporal contra a mulher na academia e corrupção de menores — por ter incentivado o filho adolescente a também ofender a vítima.

Em 9 de setembro, a Justiça deu prazo de 10 dias para Brennand retornar ao Brasil, mas ele não voltou. Em 27 de setembro, foi determinada a prisão dele por não ter se apresentado e não ter entregado o passaporte. Segundo sua defesa alegou à época, ele voltaria ao Brasil em 18 de outubro.

De manhã, a delegada Ivalda Oliveira Aleixo, da Divisão de Capturas do Departamento de Operação Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil de São Paulo, confirmou inicialmente ao g1 sobre a prisão do empresário.

Ricardo Sayeg, um dos advogados de Brennand, disse à TV Globo que não tem nada a declarar.

Mais denúncias contra empresário
O caso de agressão, com as imagens de dentro da academia, foi revelado em agosto pelo Fantástico. Depois disso, novas denúncias com relatos de estupro, cárcere privado, agressões e ameaças a outras mulheres vieram à tona.

Brennand também enviou e-mails com intimidações para uma promotora e obrigou mulheres a tatuarem as iniciais do nome dele, “TFV”.

O empresário não chegou a ser interrogado, mas a Justiça já havia proibido que ele frequentasse academias e se aproximasse de testemunhas do caso que foi exibido no Fantástico.

O Núcleo de Atendimento à Vítima de Violência (NAVV) do Ministério Público tinha começado a ouvir as 11 novas vítimas que acusam Brennand de crimes. Entre elas, estão nove mulheres que disseram ter sido estupradas por ele. Três falaram que ele as obrigou a tatuar as iniciais dele em seus corpos.

Os casos teriam ocorrido entre 2021 e este ano em Porto Feliz, no interior paulista, onde o empresário tem residência num condomínio de alto padrão. As vítimas eram mulheres que o conheceram pelas redes sociais ou pessoalmente e tiveram algum contato ou relacionamento com ele.

Bolsonaro faz ato esvaziado em Pernambuco e se encontra com líderes religiosos

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha nesta quinta-feira (13) no Recife.

Esta é a primeira viagem de Bolsonaro ao Nordeste após ter associado a vitória de Lula (PT) na região no primeiro turno ao analfabetismo.

O presidente desembarcou no Aeroporto Internacional Gilberto Freyre e seguiu para um hotel na Zona Sul da cidade, onde teve reunião com apoiadores. Em seguida, fez um pronunciamento aos apoiadores na área externa do hotel.

Durante o encontro na parte interna no hotel, Bolsonaro disse acreditar que fez “o possível” para combater a Covid-19 e pediu desculpas pelo “exagero” em declarações sobre a pandemia, mas defendeu a política adotada pelo governo.

O Brasil soma cerca de 700 mil mortes por Covid-19 e, durante toda a pandemia, Bolsonaro disseminou fake news sobre as vacinas, reiterou que não iria se vacinar e desrespeitou as orientações das entidades médicas e organismos internacionais.

“Acredito que tenha feito o possível para ajudar no combate à Covid. Houve, da minha parte, algum exagero por parte de algumas palavras. Peço desculpas, mas faz parte da emoção. Talvez da educação que eu tive em casa — bastante rígida, e agradeço a meus pais — e também dos 15 anos no Exército brasileiro”, declarou o presidente.

Bolsonaro também voltou a defender itens da pauta conservadora e disse que o governo pode desonerar a folha do setor de saúde.

“Pedi para ele [Paulo Guedes] desonerar a folha [de pagamento] da saúde no Brasil, são 17 setores que já estão desonerados, e ele falou que eu poderia anunciar a desoneração da saúde no Brasil. O impacto é compatível. […] A desoneração passa a ser de 1% a 4% do faturamento bruto da empresa. Vai ser vantajoso e vamos dar mais uma sinalização para questão do piso da enfermagem no Brasil”, declarou o presidente.

Em razão da agenda de Bolsonaro na cidade, o Exército bloqueou parte da Avenida Boa Viagem, no Pina, na Zona Sul.

Apoiadores do presidente permaneceram em frente ao hotel onde Bolsonaro tem agenda e, enquanto aguardavam a chegada do candidato, entoaram músicas contra o PT e o ex-presidente Lula.

Estupros na Ucrânia são ‘estratégia militar’ deliberada e ‘crime silencioso’, diz agência da ONU

Os estupros e as agressões sexuais atribuídas às forças russas na Ucrânia constituem “uma estratégia militar” e uma “tática deliberada para desumanizar as vítimas”, afirmou a representante especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten.

“Todos os indícios estão lá”, declarou Patten em uma entrevista à agência de notícias France Presse em Paris, onde assinou na quinta-feira um acordo com a ONG Bibliotecas Sem Fronteiras para apoiar as vítimas de agressões sexuais em conflitos.

“Quando mulheres e meninas são sequestradas durante dias e estupradas, quando se começa a violentar meninos e homens, quando vemos uma série de casos de mutilações de órgãos genitais, quando você ouve os depoimentos de mulheres que falam de soldados russos que usam viagra, trata-se claramente de uma estratégia militar”, afirmou.

“E quando as vítimas falam sobre o que foi dito durante os estupros, está claro que é uma tática deliberada para desumanizar as vítimas”, acrescenta a advogada das Ilhas Maurício. Ela destaca que os primeiros casos foram relatados “três dias após o início da invasão da Ucrânia”, em 24 de fevereiro.

A ONU verificou “mais de cem casos” de estupros e agressões sexuais na Ucrânia, mas “não é uma questão de números”, explica a representante especial desde 2017, para quem “os casos apontados são apenas a ponta do iceberg”.

“É muito complicado ter estatísticas confiáveis durante um conflito ativo. Os números nunca refletirão a realidade, porque a violência sexual é um crime silencioso, o menos denunciado e o menos condenado”, ressalta Patten, que cita o medo de represálias e estigmatização.

As vítimas são principalmente mulheres e meninas, de acordo com a representante da ONU.

Um relatório divulgado no fim de setembro por uma comissão de investigação internacional independente, criada a pedido do Conselho de Segurança das Nações Unidas, confirmou “crimes contra a humanidade cometidos pelas forças russas”, recorda.

“De acordo com os depoimentos, a idade das vítimas de violência sexual vai dos 4 anos aos 82 anos. Há muitos casos de violência sexual contra crianças, que são estupradas, torturadas e sequestradas”, afirma Patten.

Aliados veem ‘erros’ de Bolsonaro e Damares no campo religioso e temem perda de votos

Aliados e interlocutores do presidente Jair Bolsonaro (PL) avaliam que ele e a senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) erraram no campo religioso nos últimos dias, levando a uma derrota praticamente inédita nas redes sociais no tema religião, com mais menções negativas do que positivas para o presidente.

Com isso, alertam aliados, os erros cometidos por Bolsonaro e pela ex-ministra dos Direitos Humanos podem custar votos para o presidente da República nesta reta final do segundo turno. A avaliação é que o comportamento dos dois gerou reações negativas tanto entre católicos como evangélicos.

Levantamento feito pela Quaest nas redes sociais na quarta (12) e quinta-feira (13) mostrou uma situação inédita para o presidente da República. As menções no tema religião foram muito mais negativas do que positivas para Bolsonaro.

Segundo Felipe Nunes, da Quaest, as menções negativas nos dois dias atingiram 44%, enquanto apenas 19% postaram mensagens com conteúdo positivo para o presidente. As postagens consideradas neutras atingiram 37%.

No caso das menções negativas, elas foram, segundo Felipe Nunes, numa linha de que o presidente Bolsonaro “apenas tira proveito político da religião, mas não respeita a fé não age como um bom cristão”. Já as positivas destacam os valores cristãos do presidente e dizem que ele foi bem recebido pela população em Aparecida.

O presidente compareceu a Aparecida no Dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Na ocasião, apoiadores do presidente causaram confusão perto da basílica ao hostilizar a imprensa e vaiar o arcebispo dom Orlando Brandes. Ele, em sua homília, disse que era preciso vencer o dragão da mentira e do ódio.

Já a ex-ministra Damares Alves tentou justificar declarações dadas num templo evangélico no início de outubro, no qual relatou ter vídeos de crianças sendo abusadas sexualmente. Pressionada, ela diz que apenas falou o que ouviu das pessoas nas ruas. Mais tarde, afirmou que não podia revelar os documentos por serem sigilosos, só que os órgãos de investigação afirmam não terem recebido nada relacionado ao caso que relatado pela senadora eleita.

As declarações da ex-ministra repercutiram mal entre evangélicos e aliados do presidente da República. Agora, ela virou alvo de investigação.

O PT também fez um levantamento nas redes sociais no dia 12 de outubro, que apontou que chegaram a 76% as menções negativas a Bolsonaro no tema religião naquele dia, quando ele esteve em Aparecida do Norte. As positivas chegaram a 10%.

Ao tentar conseguir voto católico em Aparecida, Bolsonaro leva puxão de orelha da igreja e pode passar por ‘fariseu’, analisa pesquisador em religião

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro participou, dentro de um intervalo de cinco dias, de duas das maiores festas do calendário católico.

No sábado (8), esteve no Círio de Nazaré, em Belém do Pará. E na quarta-feira (12), foi à missa em homenagem à padroeira do Brasil no Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, onde levou um puxão de orelha do padre Camilo Júnior , que rezava a missa de celebração da Santa.

“Hoje não é dia de pedir votos, é dia de pedir bênçãos”, disse o religioso.

Para Rodrigo Toniol, antropólogo integrante do comitê de pesquisa de sociologia da religião, a presença de Jair Bolsonaro nas duas festas populares tem a ver com a tentativa de conseguir o voto de católicos não praticantes presentes nas homenagens.

“Bolsonaro é bem-sucedido quando produz aquela foto diante de uma multidão abraçando os valores cristãos. Mas é muito malsucedido se a gente avalia a circulação de imagens que o apresenta como um candidato desrespeitoso em relação à religião ou, pior ainda, como um fariseu – aquele que pretende ser religioso, mas que no fundo não é.”