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PT é quem mais aciona TSE para denunciar fake news, e metade das ações é contra Bolsonaro e aliados

O PT é responsável pela maior parte de ações no Tribunal Superior Eleitoral para combater fake news nas eleições de 2022. Ao todo, o partido concentra 62 dos 86 pedidos registrados entre 8 de agosto até 9 de outubro.

Levantamento do g1 com base em informações da Justiça eleitoral indicam que 32 destas ações (52%) têm o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou aliados como autores.

O partido de Lula conseguiu vitórias em metade dos pedidos feitos à Justiça eleitoral, seja total (42%) ou parcial (8%). Em 21% dos casos, os pedidos foram negados e as demais não têm conclusão até o momento.

Entre os temas divulgados em campanha eleitoral ou internet estão que Lula persegue cristãos, que o petista acabará com o agronegócio caso eleito presidente e que Lula tem ligação com facções criminosas.

Jair Bolsonaro e o PL também acionaram a Justiça eleitoral contra fake news, mas em apenas sete casos (quase dez vezes menos do que o PT).

O atual presidente venceu cinco dos pedidos, com aproveitamento positivo de 71% e derrotas nos dois demais casos.

Cinco das ações tinham PT, Lula ou aliados, como o deputado federal André Janones, como autores do que Bolsonaro e o PL classificaram como notícia falsa.

As ações de Bolsonaro e seu partido incluem a retirada do ar do site www.bolsonaro.com.br (quando o domínio não foi renovado e acabou com novo dono postando críticas ao presidente), que o atual presidente é genocida e vídeo de entrevista que liga Bolsonaro ao canibalismo.

As demais 17 representações feitas ao TSE têm o PDT, partido de Ciro Gomes, Simone Tebet, Psol e pessoas físicas como autores.

Geraldo Alckmin (PSB), vice de Lula, e Eduardo Pazuello (PL), entraram com uma ação cada um: o ex-governador de SP por críticas passadas feitas a Lula e propagadas por Flávio Bolsonaro (o pedido foi negado), e o ex-ministro da Saúde por ter sido chamado de “omisso” por PT e Lula no combate à pandemia (também perdeu).

Fortes chuvas interditam passarela nas Cataratas do Iguaçu

O Parque Nacional do Iguaçu, que abriga as Cataratas do Iguaçu, no Oeste do Paraná, fronteira com a Argentina, registrou vazão de 16 milhões e 500 mil litros d’água por segundo nesta quinta-feira (13), devido às fortes chuvas que atingem a região. Este volume de água está 11 vezes acima da média, que é de 1,5 milhão de litros.

Por medida de segurança, a administração do parque interditou a passarela que dá acesso ao mirante conhecido como Garganta do Diabo. Os demais mirantes seguem liberados aos visitantes, que podem apreciar o espetáculo das águas nas Cataratas, que é o maior conjunto de quedas d’água do mundo.

A partir desta quinta-feira (14), a expectativa é de diminuição do fluxo de água no Rio Iguaçu, mas a vazão deverá permanecer alta nos próximos dias.

Retomada de visitação
Além da alta vazão de água, as Cataratas do Iguaçu registraram visitação de mais de 1 milhão de turistas até esta quinta-feira. Segundo a administração do parque, são visitantes oriundos de 142 países e que representam uma recuperação na média 70% no comparativo com 2019, antes da pandemia, quando o atrativo chegou a receber mais de 2 milhões de turistas.

Para visitar o Parque Nacional do Iguaçu é necessário adquirir o ingresso pelo site oficial, exclusivamente online [www.cataratasdoiguacu.com.br/ingressos], com escolha do dia e horário para o passeio. Como os ingressos são limitados, a recomendação é fazer a reserva com antecedência.

Covid-19: Brasil registra 43 mortes e 3,2 mil casos em 24 horas

As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 3.212 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. De acordo com os órgãos, foram confirmadas também 43 mortes por complicações associadas à doença no mesmo período.

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta quinta-feira (13), com exceção das informações de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e do Ceará, que não foram atualizadas pelos governos estaduais, segundo a própria pasta federal, que sistematiza os registros.

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia já soma 34.739.865.

O número de casos em acompanhamento de covid-19 está em 105.565. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos alcançou 687.069 desde o início da pandemia. Ainda há 3.212 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 33.947.231 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a mais de 97% dos infectados desde o início da pandemia.

Estados
Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (175.222), Rio de Janeiro (75.755), Minas Gerais (63.827), Paraná (45.372) e Rio Grande do Sul (41.150).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.029), Amapá (2.164), Roraima (2.173), Tocantins (4.205) e Sergipe (6.439).

MPF diz que investigações no Marajó não contêm ‘nada semelhante’ a torturas citadas por Damares

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que atuou em quatro instaurados para investigar denúncias sobre tráfico internacional de crianças que teriam ocorrido desde 1992 no arquipélago do Marajó, no Pará, mas que nenhuma delas mencionou nada semelhante às torturas citadas pela ex-ministra Damares Alves.

Recém-eleita senadora pelo Republicanos do Distrito Federal, Damares afirmou que crianças da Ilha de Marajó são traficadas e têm seus dentes “arrancados pra elas não morderem na hora do sexo oral”. Também disse que só se alimentam de “comida pastosa para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal”.

De acordo com o comunicado, a unidade do MPF no Pará segue aguardando informações da secretária executiva do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), Tatiana Barbosa de Alvarenga, sobre os supostos crimes citados pela ex-titular da pasta. Até o início da tarde desta quinta-feira o ministério não havia apresentado resposta.

Na terça-feira, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF para a defesa dos direitos humanos, e o MPPA também solicitaram essas informações ao MMFDH.

“Membros do MPF no Pará, membros do MPPA e a PFDC pedem ao MMFDH que apresente os supostos casos descobertos pelo ministério, indicando todos os detalhes que a pasta possua, para que sejam tomadas as providências cabíveis”, diz o texto.

Ainda segundo a nota, “procuradores e procuradoras da República no Pará também pedem que a Secretaria Executiva do MMFDH informe quais providências tomou ao descobrir os casos e se houve representação (denúncia) ao Ministério Público ou à Polícia”.

Também de acordo com o texto divulgado pelo MPF, em relação a denúncias recebidas pelo MPF que não tratavam de tráfico internacional de crianças ou de outro crime que deve ser julgado pela Justiça Federal, as denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Nesta quarta-feira, o MPPA divulgou nota informando que até agora também não recebeu denúncia formal ou prova do que a ex-ministra relatou.

A verdade venceu em julgamento contra mentiras propagadas por radialista dos EUA fã de Bolsonaro

O radialista de extrema direita Alex Jones se escorou, durante anos, na Primeira Emenda da Constituição americana, que assegura a liberdade de expressão, para alardear suas teorias da conspiração.

A mais cruel era a de que o massacre que em 2012 vitimou 20 crianças e seis adultos na Escola de Sandy Hook, Connecticut, foi uma farsa, encenada por atores para evitar mudanças na legislação de armas nos EUA.

Com essas mentiras repetidas com insistência em seu talk show e no site Infowars, Jones espalhou o ódio online contra as famílias e impôs uma segunda tragédia aos parentes enlutados das vítimas, que passaram a ser perseguidos e enfrentar ameaças de morte. Alguns tiveram que mudar de casa e precisaram se esconder para viver em segurança.

Enquanto propagava falsidades e assegurava audiência, Jones faturava milhares de dólares com a venda de suplementos nutricionais anunciados em seu site.

Dez anos após a tragédia, a verdade, finalmente, triunfou, na forma de uma sentença bilionária por difamação: Jones foi condenado por unanimidade a pagar US$ 965 milhões (cerca de R$ 5 bilhões) a famílias de oito vítimas e um agente do FBI. Ele zombou do veredito numa live transmitida simultaneamente ao julgamento: “Essas pessoas realmente pensam que vão receber algum dinheiro?”

Para escapar da dívida, Jones declarou falência da Free Speech Systems, controladora do Infowars, mas a ação também foi contestada pelas famílias das vítimas de Sandy Hook. A multa volumosa e sem precedentes nos EUA equivale à importância que os jurados deram ao combate à desinformação, quebrando financeiramente quem alardeia mentiras.

“A verdade importa. Aqueles que lucram com a dor e o trauma de outras pessoas vão pagar pelo que fizeram”, resumiu Erica Lafferty, filha da diretora Dawn, morta na escola.

Alex Jones espalhou teorias da conspiração em outras tragédias traumáticas para os americanos, planejadas, segundo ele, com propósitos nefastos: os atentados do 11 de Setembro foram encenados pelo governo Bush; o ataque à Maratona de Boston, em 2013, foi obra do FBI.

Na pandemia do novo coronavírus, vendeu a rodo suplementos vitamínicos, alegando que serviam para tratar a Covid-19. E, nesta linha, ajudou o ex-presidente Donald Trump a insuflar a teoria de que as eleições de 2020 foram fraudadas.

Não surpreende o radialista ser fã declarado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a quem já teceu elogios em seu programa, dizendo que queria vê-lo no comando dos EUA. “Trump é um cara legal, mas Bolsonaro é mais inteligente e mais forte. Precisamos de 100 Bolsonaros como presidentes pelo mundo”, declarou. A família retribui a admiração. Entrevistado por Jones, o deputado Eduardo Bolsonaro admitiu, orgulhoso, que chegou a se candidatar para trabalhar no Infowars.

Teóricos da conspiração como Alex Jones tentam se amparar na Primeira Emenda como o caminho mais seguro para justificar a propagação de suas mentiras. O veredito de Connecticut evidenciou, contudo, que a proteção à liberdade de expressão tem limites e não abarca o discurso difamatório.

Moraes suspende inquéritos da PF e do Cade contra institutos de pesquisas

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu hoje inquérito da PF (Polícia Federal) e a apuração do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra institutos de pesquisas. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente da Tribunal.

Patente, portanto, a competência desta corte eleitoral para, no exercício de seu poder de polícia, disciplinado no art. 23 do Código Eleitoral, fazer cessar as indevidas determinações realizadas por órgãos incompetentes e com indicativos de abuso de poder político e desvio de finalidade.

“Diante do exposto, torno sem efeito ambas as determinações, vedando-se a instauração tanto do procedimento administrativo pelo Cade, quanto do inquérito policial pela polícia federal, por incompetência absoluta de seus órgãos prolatores e ausência de justa causa”, acrescenta o ministro.

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira (13) uma investigação formal sobre os institutos de pesquisa eleitoral. O inquérito foi requisitado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, a partir de uma representação da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O Ministério da Justiça afirmou que “a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa”.

Já o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, indicado por Bolsonaro no ano passado, pediu hoje a abertura de um inquérito administrativo para apurar se os institutos de pesquisa manipularam os resultados das sondagens sobre intenção de voto no primeiro turno da eleição presidencial.

Em ofício enviado hoje ao superintendente da autarquia, Alexandre Barreto e Souza, o dirigente diz que é “improvável que os erros individualmente cometidos sejam coincidências ou mero acaso”, e indicam um “comportamento coordenado” das empresas Datafolha, Ipec e Ipespe.

Vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Cade investiga acusações de prática de cartel, decide sobre fusões de empresas, entre outras funções ligadas à livre concorrência. A indicação de Macedo à presidência foi defendida pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

Pesquisas divulgadas pelo Ipec, Datafolha e Ipespe na véspera do primeiro turno da eleição mostravam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% a 51% das intenções de votos válidos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) ficava entre 35% e 37%.

A margem de erro era de dois a três pontos percentuais para mais ou para menos. O resultado das urnas em 2 de outubro foi de 48,43% dos votos válidos para Lula, enquanto Bolsonaro teve 43,2%. Os dois se enfrentarão no segundo turno, marcado para o próximo dia 30.

Associação cobrou governo e PF sobre investigação

Na terça-feira, a Abep (Associação Brasileira de Pesquisas Eleitorais) pediu ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública que garanta o acesso da entidade ao inquérito instaurado pela Polícia Federal contra as pesquisas de intenção de voto.

A investigação foi aberta a pedido do titular da pasta, Anderson Torres, na terça-feira passada (4), após o primeiro turno das eleições. Segundo a entidade, o objetivo é permitir que as empresas acompanhem as diligências e colaborar “com o esclarecimento de qualquer questão” acerca das atividades envolvendo as pesquisas de intenção de voto.

Ipec lamenta pedido de inquérito

Em nota enviada ao UOL, o Ipec disse lamentar mais uma iniciativa que atenta contra os institutos de pesquisas, que “apenas cumprem o seu papel de mensurar a intenção de voto do eleitor, baseado em critérios científicos e nas informações coletadas no momento em que as pesquisas são realizadas”.

“As variações entre as pesquisas e o resultado das urnas no 1º turno da eleição presidencial coincidirem em quase todos os institutos apenas demonstram a adoção de princípios estatísticos e modelos que suportam a atividade de pesquisa”, continua.

O instituto também declarou que é uma empresa de capital privado e que trabalha de forma independente, sem ligação com grupos econômicos e até mesmo outro instituto de pesquisa.

“Pautamos a nossa conduta profissional e empresarial em princípios éticos, razão pela qual o Ipec repudia veementemente ações baseadas em teorias que querem confundir e induzir a sociedade à desinformação, com o claro propósito de desestabilizar o andamento das atividades de pesquisa.”

Sem dizer quando recebe a vacina contra Covid, governo libera Pfizer só para crianças a partir de 6 meses com comorbidades

Quase um mês depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a aplicação de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer em crianças entre 6 meses e 4 anos de idade, o Brasil segue sem previsão de quando a imunização vai começar.

Nesta quinta-feira (13), conforme nota obtida pelo g1, a pasta informou que vai liberar o uso apenas para crianças com comorbidades, apesar de a Anvisa e a fabricante não terem feito restrições ao uso do imunizante. O governo Bolsonaro também não deu detalhes sobre quando receberá e qual o total de vacinas específicas para esse público terá da Pfizer.

Na prática, o tema está atualmente travado dentro da burocracia interna do Ministério da Saúde.

Na semana passada, membros da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), que assessora o Ministério da Saúde em temas de vacinação, recomendaram a aplicação da vacina da Pfizer em crianças a partir dos 6 meses. Em outros momentos, a pasta aguardou apenas o parecer desse grupo para anunciar o início da imunização, sem enviar o assunto para a Conitec.

A Anvisa liberou o uso no dia 16 do mês passado. Desde então, o Ministério da Saúde não informou se vai incluir a vacinação na atual campanha de imunização contra a Covid-19 para o público.

Fontes ligadas ao ministério confirmaram ao g1 que a área jurídica da pasta vinha analisando o contrato com a Pfizer e afirmaram que a chegada das vacinas ainda vai levar “algumas semanas”, sem especificar quantas.

Até dezembro, a farmacêutica precisa entregar um “saldo” de cerca de 35 milhões de doses da última negociação com o governo federal. Parte dessas doses – ou a totalidade – poderia ser destinada para o novo público infantil, já que o contrato prevê o fornecimento de vacinas adaptadas ou para diferentes faixas etárias.

A Pfizer afirmou, em nota, que as entregas “dependerão das definições junto ao Ministério da Saúde”, mas não detalha as negociações por causa de “compromissos de confidencialidade”.

São necessárias aproximadamente 39 milhões de doses para contemplar a faixa etária de 6 meses a 4 anos. Tirando crianças de 3 e 4 anos, que também podem ser vacinadas com a Coronavac, o número de doses necessárias é menor: cerca de 21 milhões, em um cálculo aproximado.

Nota do Ministério da Saúde:

“O Ministério da Saúde, em virtude de parecer proferido pela Consultoria Jurídica (Conjur) da pasta, irá solicitar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a avaliação de possível ampliação do uso da vacina Comirnaty pediátrica em crianças de 6 meses a menores de 4 de idade, recentemente aprovada pela Anvisa. A decisão está de acordo com o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin).

Entretanto, em face do cenário epidemiológico da Covid-19 no país e por recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), ficou definido, de forma cautelar, autorizar o uso da vacina para as crianças de 6 meses a menores de 4 anos que apresentem algum tipo de comorbidade, enquanto se cumpre o rito de análise da Conitec.

Todas as orientações para a vacinação deste público serão publicadas em nota técnica.”

Codornas nascem em prateleira de mercado e surpreendem gerente no Piauí

O gerente e um funcionário de um mercado em Campo Maior, a 80 km de Teresina, ficaram surpresos ao presenciar o nascimento de quatro codornas em uma prateleira do estabelecimento. Segundo especialistas, o calor de aproximadamente 37 ºC provocou a eclosão dos ovos que estavam à venda. O caso aconteceu em 21 de setembro e circulou nas redes sociais nesta quinta-feira (13). Resgatadas com vida, as quatro aves acabaram morrendo.

Ao g1, o gerente Fábio Gomes relatou que, por volta das 16h, o funcionário Manoel Pereira o chamou após ouvir um barulho estranho vindo da prateleira. Ao se aproximar, a dupla notou algo em movimento dentro de uma cartela com 30 ovos.

“Levei o celular no ponto de filmar. Ficamos muito surpresos ao encontrar os filhotes nascendo. Eu já havia mudado as cartelas de lugar devido ao calor, porque são de plástico”, comentou Fábio.

Entenda por que as codornas nasceram em prateleira de mercado no Piauí

Imagens registradas pelo gerente mostram o momento em que ele abre a cartela e encontra os quatro filhotes. Um deles chega a cair e é aparado pelo homem.

“Achamos uma chocadeira aqui. Olha! Meu Deus! […] Mas também, meu amigo, um sol desse aqui”, disse Fábio no vídeo.

De acordo com ele, duas das aves morreram minutos depois. As outras foram entregues ao fornecedor dos ovos e morreram no dia seguinte.

“O fornecedor ficou espantado também, só acreditou porque eu estava contando pra ele. E queria fazer a troca da cartela, mas não aceitei. Ainda hoje estou com ela aqui”, contou.

CPX em boné de Lula significa ‘Complexo’, sigla é alvo de fake news de bolsonaristas com referência a grupo criminoso

Uma abreviação no boné que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou nesta quarta-feira (12) durante um evento de campanha Complexo no Alemão, no Rio, tem sido usada em fake news de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e entrou nos trending topics no Twitter nesta quinta (13).

As letras CPX formam a abreviação de “complexo de favelas”, mas bolsonaristas distorceram o significado, para fazer uma associação do petista ao tráfico.

CPX é usado por moradores e por órgãos oficiais para se referir a regiões do Rio de Janeiro que contam com um grupo de favelas:

Complexo do Alemão ou CPX Alemão;
Complexo da Penha ou CPX Penha;
Complexo da Maré ou CPX Maré;
Complexo do Chapadão ou CPX Chapadão;
Complexo do Salgueiro ou CPX Salgueiro.

A sigla CPX é usada principalmente na internet, para simplificar a digitação. A sigla já foi citada pelo perfil oficial da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro e consta inclusive do resumo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do governo estadual para 2023.

A argumentação de que CPX seria uma referência a um grupo criminoso foi vista, principalmente, em perfis bolsonaristas. Em sua rede social, o senador Flávio Bolsonaro postou fotos do ex-presidente Lula com o boné. “Mais uma coincidência de simpatia pelo tráfico de drogas?”, disse Flávio na postagem.

Ele também publicou uma outra mensagem que falava sobre a sigla. “Lula visita ‘QG do Comando Vermelho’ no Alemão, RJ, e usa boné que significa ‘cupinxa (parceiro) do crime’”, afirma parte da postagem.

Rene Silva, fundador do jornal Voz das Comunidades e nascido e criado no Complexo do Alemão , postou um esclarecimento no começo da manhã desta quinta (13), após ter acompanhado o ato com Lula.

“Desde sempre CPX é abreviação de Complexo. Assim como usam Bxd para Baixada e RJ para Rio de Janeiro”, disse Rene.

Associação com a milícia
Nas redes, perfis de esquerda constantemente associam a família Bolsonaro a grupos milicianos.

As redes de apoio a Lula lembram que os filhos do presidente contrataram parentes do paramilitar Adriano da Nóbrega e citam que os parlamentares propuseram a entrega de medalhas para policiais investigados por envolvimento com a milícia.

Ações no TSE no 2º turno se dividem entre pedidos de resposta e denúncias de fake news

Na primeira semana após o primeiro turno das eleições presidenciais, ao menos 29 representações contra as propagandas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) foram protocoladas pelas campanhas dos candidatos ou por terceiros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Quase metade das ações no período de 3 a 9 de outubro diz respeito a pedidos de direito de resposta. Ao todo, foram 14 desse tipo. Outras 12 ações denunciam a divulgação de supostas informações falsas ou distorcidas pelas campanhas dos presidenciáveis na internet.

Os pedidos de direito de resposta
Quatro em cada cinco representações na primeira semana de campanha do segundo turno partiram da Coligação Brasil da Esperança, do ex-presidente Lula.

Das 29 representações registradas no TSE, 23 foram feitas pela campanha petista tendo como alvo a Coligação Pelo Bem do Brasil, do presidente Bolsonaro, portais na internet e outras figuras públicas. Quase metade delas diz respeito a pedidos de direito de resposta. Ao todo, são 12.

Segundo a âncora da CNN Daniela Lima, durante toda a campanha a coligação do ex-presidente protocolou 31 pedidos de direito de resposta que ainda não foram julgadas pelo tribunal. Ao todo, cerca de 40 solicitações dessa natureza ainda não foram avaliadas pela Corte.

A campanha de Lula também protocolou 11 representações que denunciam a divulgação na internet de supostas informações falsas ou distorcidas em desfavor do ex-presidente.

Denúncia contra propaganda na TV
Três representações foram protocoladas por Bolsonaro ou pela Coligação Pelo Bem do Brasil. Em duas delas, a coligação de Lula é denunciada; a terceira questiona o deputado federal André Janones (Avante), que apoia o petista.

Duas das representações (incluindo a que denuncia Janones) são pedidos de direito de resposta. A restante denuncia a coligação do ex-presidente e aponta irregularidades em propaganda veiculada no horário eleitoral gratuito na televisão.

Segundo a ação, um vídeo da campanha de Lula mostra trecho de entrevista em que o presidente afirma “que comeria um índio sem problema nenhum”.

A campanha de Bolsonaro alegou que a propaganda tem “mensagem ofensiva à imagem” do presidente, “promovendo grave e intencional descontextualização de entrevista concedida pelo candidato, como estratégia publicitária de desinformação e de criação artificial de estados mentais, emocionais e passionais, sugerindo que o representado seria capaz de consumir carne humana”.

A CNN procurou a defesa da campanha de Lula e a campanha de Bolsonaro, que ainda não se manifestaram.

Ao todo, três denúncias não foram registradas por nenhuma das coligações. Uma delas foi feita pela deputada federal eleita Erika Hilton (PSOL-SP) para denunciar uma propaganda irregular na internet em desfavor de Lula.

Outras duas são de autoria do Ministério Público Eleitoral (MPE). Em ambas o órgão aponta a instalação ilegal de outdoors — peças que são proibidas pela Justiça Eleitoral para a veiculação de propaganda política.

As denúncias na Justiça Eleitoral
Em relação às denúncias sobre crimes eleitorais feitas por eleitores, a Justiça recebeu até 10 de outubro 37.951 denúncias de compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular nas eleições. O número envolve a disputa por todos os cargos.

São Paulo foi o estado de onde mais partiram as queixas dos eleitores por meio do aplicativo do TSE, com 5.674 denúncias, seguido por Pernambuco (4.321), Minas Gerais (3.836) e Rio Grande do Sul (3.006). Por região, o Sudeste lidera com 13.420 denúncias, seguido pelo Nordeste (11.181), Sul (6.429), Centro-Oeste (4.190) e Norte (2.731).

Para registrar denúncia, o cidadão precisa fornecer dados pessoais, como o CPF, e apresentar provas. As regras de uso do aplicativo “Pardal” deixam claro que “em caso de má-fé, o usuário responderá pelo ato e ficará sujeito às penalidades cabíveis”.

Raquel suspende agenda para acompanhar filho em cirurgia

Dez dias após a morte do marido Fernando Lucena, 44 anos, e no dia em que Raquel Lyra (PSDB) retoma as aparições no programa eleitoral obrigatório, com uma homenagem ao Dia das Crianças, a assessoria de campanha da candidata ao Governo de Pernambuco comunicou na noite desta quarta-feira (12) que a agenda prevista para esta quinta-feira (13) teve de ser cancelada.

A candidata acompanha o filho João, de 12 anos, que precisou ser submetido a uma cirurgia, no Recife, para retirada do apêndice. Na programação desta quinta (13) estava prevista a participação em uma sabatina na Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), no Agreste pernambucano.

Sentindo dores abdominais o garoto chegou a ser levado às pressas para uma unidade de saúde de Caruaru e acabou sendo transferido para a capital.

No guia eleitoral deste feriado de 12 de outubro, Raquel declarou ter fé e confiança no futuro.

“E tenho muitos e grandes sonhos pra Pernambuco. E quero garantir que as crianças do nosso estado tenham o direito de sonhar grande também. É por elas que a gente tem o trabalho de mudar Pernambuco”, disse Raquel Lyra.

Lula acerta ao não ir a Aparecida, enquanto Bolsonaro se expõe a críticas, avalia equipe petista

A equipe de campanha do ex-presidente Lula (PT) avaliou que o petista acertou ao não comparecer nesta quarta-feira (12) ao Santuário Nacional de Aparecida.

Pela manhã, Lula participou de uma agenda no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. À tarde, participou de uma caminhada com apoiadores em Salvador (BA).

Na avaliação de petistas, Lula “ganhou pontos” com os católicos, segmento do eleitorado em que ele segue bem à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

Segundo pesquisa Ipec, Lula tem 60% dos votos dos católicos, e Bolsonaro, 34% dos votos. Os católicos representam 57% do eleitorado.

Bolsonaro, por sua vez, foi a Aparecida. O presidente foi aplaudido por apoiadores, vaiado pelos demais presentes e causou uma série de tumultos na basílica.

O arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, chegou a dizer que é preciso vencer o “dragão do ódio”, o “dragão da mentira” e o “dragão da fome”.

O arcebispo afirmou ainda que pessoas têm de decidir se são católicas ou evangélicas. Mais uma referência ao presidente Bolsonaro, que é católico, mas frequenta templos evangélicos.

Por sinal, nesta quarta-feira (12), antes de ir ao Santuário de Aparecida, o presidente participou da inauguração de um templo evangélico em Belo Horizonte.

Na avaliação de petistas, Bolsonaro acabou se desgastando principalmente entre os eleitores mais moderados e católicos, que rechaçam o uso da religião como ferramenta política. O padre Camilo Júnior, depois que o presidente da República deixou a basílica, encerrou uma missa dizendo que não era não é “dia de pedir votos”, mas, sim, “dia de pedir bênçãos”.

Comitê de Bolsonaro vê eleição ‘em aberto’ e avalia que vencerá quem ‘errar menos’

O comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), avalia que o segundo turno da eleição presidencial ainda está “em aberto” e que vencerá quem “errar menos” nas próximas semanas.

Pesquisa Ipec divulgada nesta semana mostrou o ex-presidente Lula (PT) em primeiro lugar, com 51% das intenções de voto (55% dos votos válidos), e Bolsonaro, com 42% das intenções de voto (45% dos votos válidos).

A equipe de campanha de Bolsonaro tenta convencer o presidente a evitar alguns erros cometidos neste segundo turno.

Auxiliares do atual presidente da República avaliam que ele errou, por exemplo, ao fazer novas ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao conceder uma entrevista no Palácio da Alvorada num tom totalmente destemperado.

Essas situações, dizem aliados de Bolsonaro, contribuem para aumentar a rejeição do presidente.

Diante disso, o programa de TV de Bolsonaro mostrou o presidente dizendo que, se o eleitor ficou chateado com algo que ele disse, pede desculpas. É uma espécie de “vacina” contra o próprio candidato, dizem aliados.

“O problema é que o comitê trabalha para mostrar um Bolsonaro mais sereno, sóbrio, tranquilo, dá conselhos para que siga nesta linha, mas ele acaba, muitas vezes, indo para o outro lado, dando ouvidos à sua ala mais radical”, avalia um assessor presidencial.

Drones ‘kamikazes’ russos atacam cidade próxima a Kiev, diz Ucrânia

A Rússia lançou nesta quinta-feira (13) três drones “kamikazes” contra os arredores de Kiev, afirmou o governo ucraniano. A aeronave não tripulada, de fabricação iraniana e que se destrói ao ser lançada contra seus alvos, tem sido utilizada pela Rússia nas últimas semanas como forma de resistir à contraofensiva da Ucrânia para recuperar seus territórios.

Segundo o governo ucraniano, o ataque desta quinta-feira foi feito com drones do modelo Shahed-136, de fabricação iraniana. O governo do Irã, no entanto, nega ter fornecido o armamento a Moscou, que também não comentou a utilização desse tipo de armamento.

Os drones foram lançados sobre Makariv, que fica a cerca de 50 quilômetros a oeste da capital ucraniana. As autoridades da cidade afirmaram que as aeronaves atingiram “instalações críticas de infraestrutura” – um tipo de ataque que também tem sido uma das táticas atuais das tropas russas.

Até a última atualização desta notícia, não havia registro de vítimas, mas equipes de resgate seguiam nos locais atingidos.

“Houve um bombardeio noturno de drones por invasores na comunidade Makariv”, disse Andriy Nebytov, chefe da polícia da região de Kyiv, no aplicativo de mensagens Telegram.

O ataque com os drones faz parte de uma retaliação da Rússia anunciada pelo próprio presidente Vladimir Putin após explosões na ponte da Crimeia na semana passada. A ponte – um símbolo de poder para Putin – foi construída em 2018 pelo governo russo para ligar por terra o território do país à península da Crimeia, que faz parte da Ucrânia mas foi anexada pela Rússia em 2014.

Putin acusou o governo ucraniano de estar por trás das explosões na ponte e anunciou uma forte resposta. Dois dias depois, na segunda-feira (10), a Rússia lançou mísseis sobre a capital Kiev na maior ofensiva desde o início da guerra da Ucrânia, em 24 de fevereiro, e 14 pessoas morreram.

TRE-PE determina que coordenador de militância de Marília Arraes remova das redes sociais publicações que associam Raquel Lyra a Bolsonaro

Em decisão liminar publicada nesta quarta-feira (12), o desembargador eleitoral Dario Rodrigues Leite de Oliveira determinou que José Matheus Gomes de Araújo, coordenador de militância da candidata do Solidariedade ao Governo de Pernambuco, Marília Arraes, exclua das suas redes sociais publicações com fake news sobre a campanha Raquel Lyra (PSDB).

Na última terça-feira (11), a coordenação jurídica da campanha de Raquel convocou uma coletiva de imprensa para informar que havia acionado o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal para denunciar a divulgação de notícias falsas sobre a tucana por pessoas ligadas a Marília. José Matheus foi um dos citados nas representações encaminhadas aos órgãos.

Na decisão, o magistrado tratou as mensagens como informação “inverídica”, capaz de “proporcionar estados mentais passionais” no eleitorado e estipulou multa diária de R$ 5 mil caso o membro da campanha de Marília, que foi candidato a vereador em 2020, não retire as postagens do ar em 24 horas.