A prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, confirmou a morte de um morador do município devido a varíola dos macacos (monkeypox). O homem, de 37 anos, faleceu na cidade de Santos, na madrugada desse sábado (15).
De acordo com a prefeitura de Praia Grande, a vítima havia sido diagnosticada com a doença no início de agosto. Em setembro foi internada em um hospital particular da cidade em razão de infeções secundárias. Posteriormente, foi transferida para um hospital particular em Santos, onde morreu.
“Em todo o período em que esteve internado, o paciente foi acompanhado pelo serviço Acolhe Praia Grande da Secretaria de Saúde de Praia Grande e monitorado pela Divisão de Vigilância Epidemiológica”, diz texto de nota da prefeitura.
No último dia 12, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo já havia confirmado a primeira morte no estado de um paciente vítima da doença. Ele tinha 26 anos, morava na capital paulista e apresentava diversas comorbidades. O paciente estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto.
Dom Odilo Scherer, cardeal e arcebispo metropolitano de São Paulo, usou o Twitter para publicar uma reflexão sobre “briga política” entre amigos e familiares neste domingo (16) e foi alvo de críticas. Usuários da rede social chegaram a chamá-lo de “comunista” por usar roupas vermelhas, e o religioso explicou se tratar de norma na Igreja Católica para cardeais, como ele.
“A fé em Deus permanece depois das eleições; assim, os valores morais, a justiça, a fraternidade, a amizade, a família… vale a pena colocar tudo isso em risco no caldo da briga política?”, tuitou dom Odilo.
A seguir, foi criticado e, além de ser chamado de “comunista”, internautas o acusaram de apoiar o aborto, que é repudiado pela igreja. Dom Odilo também foi associado ao ex-presidente Lula (PT) e a uma suposta “ditadura da esquerda”.
Em uma série de tuítes, o arcebispo pediu “calma”, disse que apenas colocou “uma pergunta” e falou que “não era preciso xingar tanto quem fez a pergunta”. “Depois das eleições, todos precisam continuar a viver juntos!”, lembrou.
“Alguém tem dúvidas? Creio em Deus, em JCristo Salvador, amo a Palavra de Deus e da Igreja. Sou a favor da família, contra o aborto e toda violência contra a pessoa; não aprovo comunismo nem o fascismo; sou a favor da moral dos mandamentos de Deus. Estou em comunhão com o Papa…”, disse o cardeal sobre suas crenças.
E emendou: “Tempos estranhos esses nossos! Conheço bastante a história. Às vezes, parece-me reviver os tempos da ascensão ao poder dos regimes totalitários, especialmente o fascismo. É preciso ter muita calma e discernimento nesta hora!”
Sobre a cor de suas roupas, dom Odilo explicou: “Se alguém estranha minha roupa vermelha (perfil), saiba que a cor dos cardeais é o vermelho (sangue), simbolizando o amor à Igreja e prontidão ao martírio, se preciso for. Deus abençoe a todos. Mas… ninguém machuque ninguém!”
Leia abaixo a sequência de tuítes do arcebispo de São Paulo:
“A fé em Deus permanece depois das eleições; assim, os valores morais, a justiça, a fraternidade, a amizade, a família… vale a pena colocar tudo isso em risco no caldo da briga política?
Olá, gente boa: eu só coloquei uma questão e fiz uma pergunta: vale a pena? Está bem, o debate de poucas horas já deu matéria para escrever um livro… Mas não era preciso xingar tanto quem fez a pergunta. Calma, povo! Depois das eleições, todos precisam continuar a viver juntos!
Alguém tem dúvidas? Creio em Deus, em JCristo Salvador, amo a Palavra de Deus e da Igreja. Sou a favor da família, contra o aborto e toda violência contra a pessoa; não aprovo comunismo nem o fascismo; sou a favor da moral dos mandamentos de Deus. Estou em comunhão com o Papa…
Tempos estranhos esses nossos! Conheço bastante a história. Às vezes, parece-me reviver os tempos da ascensão ao poder dos regimes totalitários, especialmente o fascismo. É preciso ter muita calma e discernimento nesta hora!
Se alguém estranha minha roupa vermelha (perfil), saiba que a cor dos cardeais é o vermelho (sangue), simbolizando o amor à Igreja e prontidão ao martírio, se preciso for. Deus abençoe a todos. Mas… ninguém machuque ninguém!
Escrevi muitos artigos contra o aborto, colocando claramente minha posição. Escrevo toda semana um artigo no Jornal O São Paulo. Ver no Portal https://arquisp.org desafio alguém encontrar pauta a favor do aborto! Envio muita mensagem p/Twitter. Alguém quer conhecer? Olhe lá.
Para ser mais claro: parece-me reviver os tempos da ascensão do fascismo ao poder. E sabemos as consequências…”
A região russa de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, voltou a ser bombardeada neste domingo (16), em ataques que, segundo seu governador, deixaram quatro feridos.
“Como resultado dos bombardeios em Belgorod, três pessoas da mesma família ficaram feridas”, disse o governador regional, Vyacheslav Gladkov, no Telegram.
Dois dos feridos tiveram de ser hospitalizados.
Além disso, o governador indicou que houve “danos em mais de 20 casas” na região e que um idoso sofreu uma “concussão”.
Cerca de 16 explosões foram registradas em Belgorod, segundo o Comitê de Investigação da Rússia, que investiga crimes graves.
A cidade, com cerca de 330 mil habitantes, fica a cerca de 40 quilômetros da fronteira com a Ucrânia.
A Rússia denunciou na semana passada um “aumento considerável” nos bombardeios ucranianos em várias de suas regiões fronteiriças.
Na sexta-feira, um bombardeio atingiu uma subestação elétrica em Belgorod, causando falta de energia. No sábado, dois homens armados abriram fogo em um campo de treinamento militar nesta mesma região, matando onze pessoas que se voluntariavam para lutar na Ucrânia, um incidente descrito como um ato “terrorista” pelo Ministério da Defesa russo.
No primeiro bloco do debate, a maior parte do tempo foi de perguntas, na verdade acusações, entre Lula e Bolsonaro. Temas como educação, pandemia, vacinas, Transposição do São Francisco e programa de obras estiveram em pauta. A todo momento, tanto Lula quanto Bolsonaro tentaram descredibilizar a fala do seu oponente e as palavras mentiroso e corrupto foram as mais ditas.
O petista várias vezes acusou o presidente de atrasar a compra das vacinas, ter feito pouco da doença e dos pacientes. Já Bolsonaro alegou que não havia vacina para vender em 2020 e que a CPI da Covid não quis investigar a corrupção do Consórcio Nordeste.
Lula também ressaltou que foi o responsável pela Transposição do São Francisco e que, ao fim do seu governo, estava com 88% das obras concluídas. Já Bolsonaro criticou o fato de a ex-presidente Dilma Rousseff não ter concluído a obra por, segundo ele, terem usado os recursos com corrupção.
No segundo bloco, eles perguntaram entre si. E economia foi um dos temas. Bolsonaro disse que a Covid, a pandemia, o “fica em casa” fizeram o preço do combustível explodir no mundo todo. Foi apresentada uma proposta muito debatida. No final o Congresso votou e eu sancionei: a redução do ICMS. Abri mão de todos os impostos. Isso puxou pra baixo o preço das coisas. São três meses de deflação. Temos hoje uma das gasolinas mais baratas do mundo. Paulo Guedes é um orgulho do nosso governo”. Lula ironizou com o adversário.
“Quando ouço meu adversário falar, fico imaginando em que mundo ele está. O país só refina hoje 80% da gasolina. Antes a gente refinava 100%. Vendeu-se a BR e hoje temos mais de 300 empresas comprando dos Estados Unidos e dolarizando o combustível. Coisa que não deveria ser feita. Sou contra a privatização. É uma loucura privatizar a Petrobras”, disse Lula.
No terceiro bloco foi focado na questão da corrupção. Bolsonaro voltou a falar do caso do petrolão e disse que Lula teria colocado as diretorias nas mãos dos partidos para aprovar projetos no Congresso. O petista ressaltou que um dos partidos que ficou com uma diretoria foi o do atual Ministro de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira.
Lula mudou o tema para falar de economia e cobrou do presidente a falta de reajuste real do salário-mínimo que, por sua vez, disse que a economia vai bem apesar de ter enfrentado a pandemia e a guerra na Ucrânia. Meio Ambiente também foi um dos temas e Lula se comprometeu em proteger a Amazônia contra o desmatamento e as queimadas. Bolsonaro alegou que no Governo Lula, o desmatamento foi duas vezes maior do que o dele. Lula gastou seu tempo e acabou garantindo que Bolsonaro falasse sozinho por cinco minutos. Ao final do bloco, Lula teve direito a um minuto de resposta por falas de Bolsonaro.
No quarto e último bloco, cada candidato teve um minuto e meio para despedir-se Bolsonaro foi o primeiro, de acordo com sorteio. “Quero um país livre, onde seja respeitada a liberdade de expressão, possa trabalhar, vai pra escola sem ser cooptado com ideologia de gênero. Quero um país sem drogas. Não queremos liberar as drogas, respeitamos a vida desde a sua concepção, respeito ao homem do campo, pelo direito a legítima defesa. E não o país do retrocesso e da roubalheira”
Lula agradeceu ao povo brasileiro. “Meu adversário tem a maior cara de pau. Quem defende a democracia sou eu. Ele é um pequeno ditadorzinho. Meu adversário quer ocupar a Suprema Corte. Quero governar priorizando o cuidado com o povo. 33 milhões de pessoas passando fome, as pessoas na fila do osso. Vamos voltar a consertar esse país e no fim de semana tomar uma cerveja e comer um churrasquinho”
O Brasil registrou neste domingo (16) duas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.197 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 41, com variação de -47% em relação aos últimos 7 dias.
Brasil, 16 de outubro Total de mortes: 687.197 Registro de mortes em 24 horas: 2 Média de mortes nos últimos 7 dias: 41 (variação em 14 dias: -47%) Total de casos conhecidos confirmados: 34.792.386 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 616 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 3.961 (variação em 14 dias: -39%)
No total, o país registrou 616 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.792.386 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 3.961, com variação de -39% em relação à semana anterior.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Em alta (3 estados): AM, AP e ES Em estabilidade (2 estados): PA e SC Em queda (9 estados): AL, BA, GO, MS, MT, PR, RO, RS, SE Não divulgaram (12 estados e o DF): AC, CE, DF, MA, MG, PB, PE, PI, RJ, RN, RR, SP e TO
As mortes de adolescentes por overdose nunca foram tão altas nos EUA. Os jovens americanos são cada vez mais afetados pelo fentanil, um medicamento da classe dos opioides.
Mais de 100 mil americanos morreram de overdose no ano passado — a grande maioria deles adultos. Mas o grupo que apresentou um maior crescimento na taxa de óbitos por esse motivo foi justamente o de adolescentes.
A família de Melanie Ramos sabe muito bem disso. A menina de 15 anos morreu dentro do banheiro de sua escola no mês passado, depois de tomar um comprimido que continha fentanil.
Ramos e uma amiga pensaram que estavam ingerindo oxicodona e paracetamol. Mas as pílulas falsificadas foram misturadas com fentanil — e ela acabou intoxicada.
“Ela era uma menina linda e doce, com pais trabalhadores”, relatou Oscar, tio dela, durante uma vigília à luz de velas nos degraus da escola Bernstein High School, onde amigos e familiares rezaram em espanhol e colocaram flores em um santuário criado para Ramos.
O fentanil normalmente é contrabandeado para os Estados Unidos por cartéis de drogas mexicanos.
Embora costumasse ser misturado com drogas mais pesadas, como a heroína, os cartéis agora produzem em massa pílulas de fentanil nas cores do arco-íris para imitar comprimidos comuns e, de acordo com especialistas, para atingir crianças que ficam mais dispostas a experimentá-las.
Em Los Angeles, uma série de mortes por overdose tem preocupado as autoridades. Na quarta-feira (12/10), o Estado da Califórnia apreendeu 24 quilos de pó de fentanil — o suficiente para fazer 250 mil pílulas — como parte de uma operação liderada pelo Departamento de Justiça.
Mas o problema se estende pelos EUA. Em Nova York, na semana passada, as autoridades apreenderam 15 mil pílulas coloridas escondidas em uma caixa de brinquedos Lego.
Os Estados Unidos são uma exceção quando se trata de overdoses, com uma taxa de mortalidade 20 vezes maior do que a média global.
“Infelizmente, somos de longe os líderes mundiais em mortes por overdose”, lamenta Joseph Friedman, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
A taxa de overdose entre crianças americanas em idade escolar dobrou entre 2019 e 2020 — e aumentou mais 20% no ano passado, calcula o acadêmico.
“O uso de drogas por adolescentes está se tornando mais perigoso, mas não mais comum”, diferencia Friedman.
Ele explica que o culpado é o fentanil, e não o estresse da pandemia de covid-19: o uso de drogas por adolescentes caiu drasticamente durante a crise sanitária, porque elas geralmente são consumidas em eventos sociais (que foram drasticamente reduzidos em 2020 e 2021).
Em uma reunião na Bernstein High School, onde Ramos morreu, autoridades e policiais alertaram famílias e crianças sobre “a pílula que pode matar”.
O aumento de mortes entre os mais jovens levou o poder público de Los Angeles a estocar em todas as escolas doses de Narcan, um medicamento para a reversão da overdose.
Esse fármaco, que geralmente vem na forma de um spray nasal, pode ser usado por qualquer pessoa para reverter os efeitos colaterais.
Aumentar o acesso ao Narcan também faz parte de uma resposta federal à crise dos opioides anunciada este mês pelo governo de Joe Biden.
O presidente americano disse que investirá US$ 1,5 bilhão para financiar programas e apoiar a aplicação da lei no combate ao tráfico de drogas.
Especialistas entendem que os adolescentes experimentarão drogas, não importa o que seja dito ou ensinado nas escolas. Assim, a prevenção da overdose é a única maneira de retardar o crescimento das mortes pelo abuso dessas substâncias.
Trabalhadores do Projeto de Saúde Comunitária de Los Angeles fornecem tiras de teste gratuitas de Narcan e fentanil — para que as pessoas possam medir o nível de drogas que têm no organismo antes tomar novas doses.
Esses profissionais avaliam como positivo o fato de as escolas agora manterem o Narcan por perto. Eles também pedem que pais e filhos carreguem esse fármaco nas mochilas.
Em um treinamento recente realizado nas escolas, a conselheira sobre álcool e drogas Sandra Mims demonstrou como usar o spray — uma borrifada no nariz, seguida de uma massagem no esterno, no meio do peito.
Se a pessoa que está em overdose não responder em dois ou três minutos, deve-se aplicar uma nova dose do spray.
“Muitas vezes, as crianças começam experimentar drogas a partir dos 12 anos”, diz Mims.
“E esse hábito é muito mais mortal agora com o fentanil e as pílulas sintéticas.”
Nick Angelo, que usou opioides no passado, trabalha agora para uma organização sem fins lucrativos. Ele conta que salvou três pessoas com o Narcan em uma única semana.
Mas o tom que ele usou ao comentar sobre esses episódios transparecia mais cansaço do que heroísmo.
“Quando eu e meus amigos tomávamos opioides, não precisávamos nos preocupar com o risco de que cada comprimido poderia ser o último”, diz.
Em média, uma criança com menos de 5 anos morre de Covid-19 a cada 2 dias no Brasil. Atualmente, os pequenos brasileiros desta faixa etária representam 9% do total de internações pela doença.
Os números foram levantados pelo grupo Observa Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a pedido do g1, e desmentem declarações recentes do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). Na sexta-feira (14), em entrevista a um podcast, Bolsonaro voltou a mentir ao dizer que crianças não morrem de Covid-19. “A molecada não sofre com vírus. Você não viu moleque morrendo de vírus por aí”, disse ele na ocasião.
Entre 4 de setembro e 1 º de outubro, 437 crianças foram hospitalizadas por complicações da Covid no Brasil. Nesse período, 17 mortes pela doença foram registradas entre menores de 5 anos.
Especialistas criticam a demora do Ministério da Saúde em liberar a vacina para crianças de até 5 anos, mesmo já tendo o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De janeiro até o dia 3 de setembro, a proporção de internações de crianças por complicações do vírus era menor: em média, 6,3%.
Segundo os dados, a curva de hospitalizações e de mortes por Covid vem caindo em todas as faixas etárias desde junho. Mas, olhando apenas entre as crianças menores de 5 anos, a queda é mais lenta.
“Essas crianças continuam muito vulneráveis porque o vírus continua circulando. A vacina impede a manifestação das formas graves e boa parte dos óbitos, mas, ainda assim, o vírus circula. E a criança não vacinada tem sido, sim, impactada”, disse o pesquisador e coordenador do grupo, Cristiano Boccolini.
Parte do público infantil – entre 6 meses e 2 anos e 11 meses – segue sem nenhuma vacina contra a Covid disponível nos postos de saúde. O Brasil tem hoje doses da Coronavac para crianças a partir dos 3 anos e da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos.
Após quase um mês da aprovação da Anvisa, o governo federal ainda não dá prazo para chegada das doses e para início da aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 6 meses a 4 anos, mesmo com um contrato em vigor com a farmacêutica para fornecimento de vacinas até o final deste ano.
Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid, em janeiro de 2021, o Ministério da Saúde nunca demorou tanto para tomar uma decisão sobre a incorporação e aplicação de uma vacina para o público infantil como acontece agora (saiba mais abaixo).
Vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos com Pfizer contra Covid continua sem previsão
Silêncio do ministro O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é o responsável por dar a palavra final em relação à vacinação dos pequenos, passando ou não pela Conitec.
Em entrevistas e aparições públicas recentes, Queiroga tem silenciado ou limitado as respostas sobre o assunto, assim como outros integrantes da sua equipe, como secretários e assessores próximos.
No dia 23 de setembro, durante um evento em Brasília, Queiroga afirmou para jornalistas que o início da vacinação a partir dos 6 meses “não deve tardar” e que o tema estava em análise na área técnica.
Em sua conta oficial no Twitter, Queiroga não escreveu uma única vez, nos últimos 30 dias, sobre a possibilidade de liberação da vacina contra a Covid para a nova faixa etária.
O ministro tem usado seu perfil oficial para falar sobre a campanha de vacinação contra a poliomielite e, principalmente, mostrar atos do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), muitos deles sem relação com a área da saúde.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, aceitou um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e determinou que plataformas de conteúdo, redes sociais e a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) removam imediatamente o vídeo em que Bolsonaro diz que “pintou um clima” ao descrever um encontro com meninas venezuelanas ocorrido no Distrito Federal em 2021.
“As plataformas digitais TikTok, Instagram, LinkedIn, YouTube, Facebook, Telegram e Kway, bem como os representados, removam imediatamente o conteúdo objeto desta ação, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00 (cem mil reais)”, diz o ministro na decisão.
Moraes também proíbe a campanha do PT de usar o conteúdo ou se referir a ele em redes sociais e nas propagandas de rádio e TV, sob pena de multa.
No pedido enviado ao TSE, a campanha de Bolsonaro afirma que a campanha de Lula e a deputada federal Gleisi Hoffman, presidente do PT, divulgaram e compartilharam conteúdos em que a fala de Bolsonaro sobre as meninas venezuelanas foi gravemente tirada de contexto com o objetivo de associá-lo à pedofilia.
Em sua decisão, Moraes diz que:
“A divulgação de fato sabidamente inverídico, com grave descontextualização e aparente finalidade de vincular a figura do candidato ao cometimento de crime sexual, parece suficiente a configurar propaganda eleitoral negativa”.
Entenda o caso Na sexta-feira (14), em conversa com influenciadores em um podcast, o presidente falava sobre a vinda de venezuelanos ao Brasil quando narrou um encontro com meninas de idades de 14 e 15 anos durante um passeio de moto nos arredores de Brasília.
Ao relatar o episódio, ocorrido em 2021, o presidente disse que “pintou um clima” ao interagir com as garotas e insinuou que elas estariam se prostituindo.
“Eu estava em Brasília, na comunidade de São Sebastião, se eu não me engano, em um sábado de moto […] parei a moto em uma esquina, tirei o capacete, e olhei umas menininhas… Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na sua casa?’ Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos, se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”, afirmou Bolsonaro.
A entrevista de Bolsonaro viralizou no sábado (15). Posts nas redes sociais passaram a associar o presidente ao suposto crime de pedofilia.
Já na madrugada deste domingo (16), Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em suas redes sociais para se defender das críticas que recebeu por causa da fala.
Bolsonaro acusou o PT de explorar suas declarações de maneira deturpada. Ele não explicou o que quis dizer quando usou a expressão “pintou um clima” nem disse se informou alguma autoridade sobre a situação que presenciou na casa em que estavam as garotas.
O presidente disse que o encontro com as meninas ocorreu em 2020 [na verdade, foi em 2021] e foi transmitido em suas redes sociais e por uma emissora de TV. O presidente disse que quis mostrar a indignação com a situação em que garotas estavam. E voltou a insinuar que elas se prostituíam. “Mostrei o que estava acontecendo naquela casa com indignação. Para mostrar para a população brasileira que nós não queremos isso para as nossas filhas.”
Em um evento de campanha em Sergipe neste domingo, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também comentou o caso e afirmou que Bolsonaro tem “mania” de usar a expressão “se pintar um clima”.
“Ele tem mania de falar. Em tudo ele fala ‘se pintar um clima’. ‘Vamos lá, Bolsonaro, jogar?’ .’Se pintar um clima, eu jogo com vocês’”, disse Michelle.
Pedido de investigação O senador Randolfe Rodrigues (Rede -AP) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a conduta do presidente.
Na ação, Randolfe pede que o Supremo apure os fatos “a fim de garantir a necessária proteção às menores vítimas dos crimes sexuais que foram identificados e desprezados pelo presidente Jair Bolsonaro”.
O senador também quer que Bolsonaro seja investigado pelo crime de prevaricação, que se dá quando um funcionário público, tomando conhecimento de supostas irregularidades, deixa de comunicar a suspeita às autoridades – à Polícia Federal e ao Ministério Público, por exemplo.
“O presidente não parece ter acionado o Ministério Público, Federal ou Distrital, a Polícia, Federal ou Civil do Distrito Federal, ou o Conselho Tutelar ao ver adolescentes (e talvez crianças) em situação suspeita de prostituição infantil, podendo ter incorrido no crime de prevaricação”, afirma o parlamentar na ação.
A desembargadora eleitoral auxiliar Virgínia Gondim, em decisão liminar neste sábado (15), determinou a retirada de veiculação de inserção partidária na TV produzida pela coligação Pernambuco na Veia.
Ela associa a candidata ao governo da coligação adversária, Pernambuco Quer Mudar, Raquel Lyra, ao presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro.
Na decisão, a desembargadora determinou às emissoras a não mais veicular a inserção sob pena de multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento, como também que a Pernambuco na Veia se abstenha de veicular a peça publicitária por qualquer outro meio, sob pena de multa de R$ 5 mil por descumprimento.
A inserção tem o seguinte conteúdo: “Será que ela é? A vice de Raquel Lyra, Priscila Krause, é contra Lula. O coordenador de campanha, Daniel Coelho, é inimigo de Lula. O presidente do partido de Raquel, também é contra Lula. Miguel Coelho disse que vota em Bolsonaro, Mendonça Filho apoia Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho foi líder do governo Bolsonaro. Todo mundo em volta de Raquel é contra Lula e a favor de Bolsonaro. Será que ela é?”
A coligação Pernambuco Quer Mudar, da candidata Raquel Lyra, alegou que a publicidade tenta “incutir no eleitor a ideia de que a candidata Raquel Lyra e sua vice, Priscila Krause, seriam ‘contra Lula e a favor de Bolsonaro’ no segundo turno das eleições presidenciais de 2022”. A coligação sustenta que é uma afirmação dissociada da realidade ante a anunciada neutralidade da candidata ao governo e sua vice em relação à disputa presidencial.
A desembargadora eleitoral substituta acolheu os argumentos e deferiu a liminar para suspender, de imediato, a veiculação da peça publicitária, ao considerar que a continuidade da veiculação causaria dano à candidatura. “Verifico presente a probabilidade do direito a autorizar a tutela de urgência para remoção da peça impugnada, uma vez que, da forma que posta, a propaganda se afigura como apta a proporcionar, em desfavor da candidata Representante, estados mentais passionais, sendo capaz de induzir em erro o eleitor pernambucano, na medida em que tenta incutir nele a ideia de apoio, que se sabe inexistente, da Sra. Raquel Lyra ao Presidente da República, Jair Bolsonaro”, decidiu Virgínia Gondim.
A magistrada, porém, não acolheu o pedido liminar de direito de resposta, alegando que a tramitação do pleito deve seguir o rito processual ordinário para o caso. A decisão foi proferida no processo nº 0603448-80.2022.6.17.0000.
Uma fala do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) em entrevista a um podcast nesta sexta-feira (14) gerou repercussão nas redes sociais. Na declaração, Bolsonaro conta que estava de moto andando em uma região administrativa do Distrito Federal e encontrou meninas venezuelanas:
“Eu estava em Brasília, na comunidade de São Sebastião, se eu não me engano, em um sábado de moto […] parei a moto em uma esquina, tirei o capacete, e olhei umas menininhas… Três, quatro, bonitas, de 14, 15 anos, arrumadinhas, num sábado, em uma comunidade, e vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei. ‘Posso entrar na sua casa?’ Entrei. Tinha umas 15, 20 meninas, sábado de manhã, se arrumando, todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas de 14, 15 anos, se arrumando no sábado para quê? Ganhar a vida”, afirmou.
A entrevista foi dada nesta sexta-feira (14) a influenciadores de torcidas de futebol. O trecho com a fala gerou repercussão neste sábado (15). No momento da declaração, Bolsonaro falava sobre a situação da Venezuela e a vinda de venezuelanos para o Brasil.
Repercussão O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), líder da oposição no Senado Federal, disse sentir “nojo” e “revolta” e afirmou que ficou “mais chocado com o que ele [Bolsonaro] é e o que representa”.
“NOJO, REVOLTA! O que Bolsonaro disse nessa entrevista, com tanta naturalidade, me deixou ainda mais chocado com o que ele é e o que representa! Ele disse que ‘PINTOU UM CLIMA’ entre ele e meninas de 14/15 anos. E ainda pediu para entrar na casa delas!”, afirmou Randolfe.
A cantora Daniela Mercury classificou a situação como “absurda” e questionou sobre o que o presidente Jair Bolsonaro quis dizer com a expressão “pintou um clima”.
“Essa situação é absurda. Como assim? Pintou um clima? O que isso significa? É preciso investigar imediatamente tudo que aconteceu dentro daquela casa. Ele é presidente da república e tinha a obrigação de defender as adolescentes contra qualquer tipo de exploração, ou crime”, afirmou Mercury.
Rosângela Silva, conhecida como Janja, esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a presidência com Bolsonaro nas eleições deste ano, afirmou que que “ouvir o ‘presidente’ falando que ‘pintou um clima’ com meninas de 14 anos” causa “revolta e indignação”.
“Trabalhei durante anos no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes na Tríplice Fronteira e ouvir o “Presidente” falando que “pintou um clima” com meninas de 14 anos me causa tanta revolta e indignação que nem consigo descrever aqui”, afirmou Janja.
A deputada federal pelo Distrito Federal Erika Kokay (PT) disse que é “muito grave” a afirmação de Bolsonaro. A parlamentar questionou a razão pela qual o presidente teria entrado na residência das meninas.
“É muito grave afirmação de Bolsonaro de que ‘pintou um clima’ com meninas de 14 anos, venezuelanas, em São Sebastião-DF. Pior, que ele teria entrado na casa onde estavam. Para fazer o quê? E ainda tem gente que elege um sujeito desse como representante da ‘família’?”, disse Kokay.
O deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP) disse que o presidente é “asqueroso e pervertido” e questionou “esse é o candidato que diz defender a moral e a família?”.
Talíria Petrone (PSOL), deputada federal pelo Rio de Janeiro, disse que “assim como Damares [ex-ministra], Bolsonaro faz apologia a crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Ele precisa ser investigado”.
O filho de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, publicou em suas redes sociais que “estava neste dia” e que o presidente saiu para “ouvir as necessidades do povo”.
“Estava nesse dia! Inacreditável o caráter desses da esquerda nojenta. O Presidente sai às ruas para ouvir as necessidades do povo enquanto o pessoal do “fique em casa” o fuzilava, faz uma live mostrando a realidade sofrida do povo e mesmo assim há quem insista na fakenews boçal!”, afirmou.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, afirmou, em suas redes sociais, que Bolsonaro “sempre foi um ferrenho combatente da pedofilia”.
“Completamente abominável a mais nova mentira da esquerda! Pegou uma fala mal colocada do presidente para lhe imputar uma fake news nojenta! Um pai com uma filha e duas netas! Bolsonaro sempre foi um ferrenho combatente da pedofilia”, escreveu o senador.
O Brasil registrou neste sábado (15) 9 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 687.195 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 43. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -41%.
Brasil, 15 de outubro Total de mortes: 687.195 Registro de mortes em 24 horas: 9 Média de mortes nos últimos 7 dias: 43 (variação em 14 dias: -41%) Total de casos conhecidos confirmados: 34.791.770 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 3.270 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 4.130 (variação em 14 dias: -38%)
No total, o país registrou 3.270 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.791.770 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.130. A variação foi de -38% em relação a duas semanas atrás.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Em alta (2 estados): ES e MT Em estabilidade (4 estados): GO, AL, RS e AM Em queda (5 estados): SC, PR, MS, PA e SP Não divulgaram: AC, CE, DF, MA, PB, PI, RJ, RO, RR
A apreensão de Richarlison estava em seu rosto. De muletas, o atacante do Tottenham chorou após sofrer lesão na panturrilha esquerda durante a vitória por 2 a 0 contra o Everton. Em entrevista ao canal ESPN Brasil, o brasileiro admitiu que teme que o problema o tire da Copa do Mundo.
“É meio difícil de falar porque está próximo de uma realização, do meu sonho (a Copa do Mundo). Eu já sofri uma lesão dessa, parecida, mas espero que possa curar o mais rápido possível. Da última vez, eu fiquei, mais ou menos, uns dois meses (parado), lá no Everton”, disse Richarlison.
Richarlison foi substituído no início do segundo tempo da partida em Londres. Ele ainda vai passar por exames mais precisos para diagnosticar a gravidade da lesão. Mas não esconde a apreensão pela possibilidade de ficar fora do Mundial do Catar.
“Eu sei que é difícil falar neste momento, mas vamos ver, vou recuperar. Segunda-feira tenho um exame para fazer, mas até para andar dói. Vamos esperar. Tenho que estar na minha cabeça tudo positivo para que possa estar no Catar” declarou o brasileiro.
Horas depois da partida e da entrevista, o atacante usou as redes sociais para agradecer o apoio dos fãs e passar uma mensagem otimista.
“Obrigado pelas mensagens!!! Vai dar tudo certo”, publicou.
Caso a lesão seja de grau 2 a 3, Richarlison pode ficar mais de um mês em tratamento, o que coloca em dúvida sua presença na lista da seleção brasileira. Muito emocionado, Richarlison admitiu que o medo é grande, mas mantém fé de se recuperar a tempo da Copa do Mundo.
“Está tudo tão perto, falta mais ou menos um mês, e a gente vem nos preparando, trabalhando todo dia para que não possa acontecer nada grave. Infelizmente, hoje tive essa lesão na panturrilha, mas agora é esperar, fazer o tratamento todos os dias para que eu possa recuperar o mais rápido” afirmou, ainda à ESPN Brasil.
O Tottenham volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Manchester United, em Old Trafford. O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 24 de novembro, contra a Sérvia. A Seleção está no Grupo G, que também tem Suíça e Camarões.
Oscar Schmidt esclareceu que está bem de saúde e que não “desistiu” do tratamento quimioterápico que faz contra um câncer no cérebro diagnosticado há 11 anos. Em vídeo (ver abaixo), o ídolo do basquete brasileiro agradeceu o carinho dos fãs, explicou que houve “mal entendido” após uma entrevista, e afirmou que venceu a batalha contra a doença, após ser liberado do tratamento pelos médicos.
Gostaria de agradecer imensamente o carinho de todos os fãs e amigos que me mandaram mensagens nesses últimos dias. Se teve algo de bom nesse mal entendido, foi ver o carinho de todos vocês comigo. Fiquem tranquilos: eu não desisti dessa luta. Eu nunca faria isso. Eu VENCI essa batalha.
Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro, fala sobre tratamento contra o câncer
A nota divulgada afirma que Oscar está bem de saúde, tendo realizado exames de rotina regularmente, sendo acompanhado de perto ao longo do tratamento, e que, recentemente, a equipe médica informou que não seriam mais necessárias as sessões de quimioterapia, pois não havia qualquer sinal da doença em seu organismo.
Na entrevista em que gerou o mal entendido, Oscar Schmidt afirma que decidiu parar o tratamento por conta própria.
Eu fiz quimioterapia, que eu parei esse ano. Eu mesmo decidi parar. O doutor falou, há três anos, que estava pensando em parar com a quimioterapia. Eu falei: o senhor que me matar, doutor? Aí, continuamos mais dois anos e meio e eu parei no começo desse ano porque, se ele falou dois anos e meio atrás significa que eu estou curado. E foi isso que aconteceu. O papa me abençoou, botou a mão em mim, nunca tinha chegado perto do papa” disse, na entrevista. – “Parei (com o tratamento) esse ano, eu mesmo decidi parar. Morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim era um terror. E graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser o melhor palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor.”
Oscar Schmidt é considerado um dos maiores jogadores de basquete da história, mesmo sem ter jogado na Liga Americana, a NBA. Com 49.737 pontos marcados é considerado o maior pontuador da modalidade, superando de Kareem Abdul Jabbar. Este recorde, no entanto, é extraoficial já que na época em que atuou no Brasil não havia súmulas para comprovar o feito. Em 2013, Oscar entrou para o Hall da Fama do Basquete, que fica justamente nos Estados Unidos.
A vacinação contra alguns tipos de meningite está muito abaixo da meta estipulada pelo ministério da saúde. Um risco, principalmente, para as crianças.
Em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, um bebê de três meses morreu de meningite bacteriana, a forma mais grave da doença, depois de ficar seis dias internado no hospital.
“Começou com um quadro respiratório e a mãe levou para consultar. Foi atendido, mas ele evoluiu muito mal. A criança tinha o cartão vacinal em dia. Só que ela tinha tomado a primeira dose, que é com dois meses, e depois seria com 4 meses, então não tinha nada atrasado. Só que uma dose não imuniza”, explica a médica Fátima Guedes.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. É causada, principalmente, por vírus e bactérias. Entre os sintomas estão dor de cabeça, rigidez do pescoço, febre alta e mal-estar.
O SUS disponibiliza cinco vacinas contra a meningite. Duas delas são específicas contra os agentes causadores da doença.
A vacina meningocócica C deve ser aplicada em bebês aos três meses, cinco meses e com reforço aos 12 meses. E a meningocócica ACWY, de dose única, para adolescentes entre 11 e 14 anos.
O problema é que a cobertura vacinal contra a meningite está muito baixa, segundo o Ministério da Saúde. Todas bem longe da meta de 95% do público-alvo recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações. Cenário que preocupa os especialistas.
“A meningite é uma doença muito grave, altamente contagiosa. A transmissão se dá por via respiratória, pelas gotículas. Então, as medidas de higiene básica são importantes. Mas, com certeza, vacinação é a melhor forma de prevenção”, diz a pesquisadora e professora do Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública Fernanda Penido.
O motorista Daniel Felipe levou o filho Theo para tomar a primeira dose da vacina contra a meningite C. O pai fica mais tranquilo ao ver a carteirinha de vacinação do filho preenchida.
“Tanto eu quanto a mãe dele procura, desde o nascimento dar todas as vacinas, procurar manter em dia para proteção dele e da gente também”, afirma ele.
Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha na manhã deste sábado (15) em Teresina (PI). Em discurso dirigido a seus apoiadores, Bolsonaro se referiu à sigla CPX, usada em comunidades do Rio de Janeiro, para atacar o ex-presidente Lula (PT).
No último dia 12, Lula participou de um ato no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e usou um boné com a sigla CPX. Apoiadores de Bolsonaro, então, passaram a disseminar fake news contra Lula, afirmando que o candidato petista havia manifestado apoio a integrantes de organizações criminosas.
A sigla CPX é, na verdade, a abreviação da palavra “complexo” – uma referência a “complexo de favelas”, expressão usada para denominar regiões com concentrações de comunidades, como CPX Alemão, CPX Penha, CPX Maré e CPX Salgueiro.
Ao discursar neste sábado, Bolsonaro atacou Lula e mencionou a sigla: “[Lula] não olhou para o seu povo, não olho para os mais pobres. […] Olhou apenas para os seus amigos, os seus cupinchas, os seus CPX e nada fez pela nossa pátria.”
Ao todo, no primeiro turno, Bolsonaro recebeu 51 milhões de votos (43,2%) e ficou atrás do ex-presidente Lula, que recebeu 57 milhões de votos (48,4%). O segundo turno está marcado para o próximo dia 30.
Conforme a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro obteve no Piauí no primeiro turno 406 mil votos (19,9%), enquanto Lula recebeu 1,5 milhão de votos (74,2%).
Bolsonaro ficou hospedado no Hotel de Trânsito de Oficiais, na Zona Norte de Teresina, e, pela manhã seguiu para o ato com apoiadores em um centro de convenções, na Avenida dos Expedicionários, Zona Leste da cidade. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, participou do ato.