Pesquisa do Ipec divulgada nesta terça-feira (25), encomendada pela Globo, aponta que a candidata Raquel Lyra (PSDB) tem 51% de intenção de votos no segundo turno e que a candidata Marília Arraes (Solidariedade) tem 43%.
Este é o segundo levantamento para o governo de Pernambuco do instituto após o primeiro turno das eleições. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 11 de outubro, Raquel obteve 50%, e Marília, 42%.
As entrevistas desta segunda pesquisa foram feitas entre o domingo (23) e esta terça-feira (25). Foram ouvidas 2 mil pessoas em 75 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01633/2022.
De acordo com o Ipec, se a eleição fosse hoje, Raquel teria 54% dos votos válidos, e Marília, 46%
Raquel Lyra (PSDB): 51% Marília Arraes (Solidariedade): 43% Branco e nulo: 3% Não sabem/não responderam: 3%
Nos votos válidos, o levantamento apontou que Raquel Lyra tem 54%, e Marília Arraes, 46%. Os percentuais são iguais aos da pesquisa anterior, divulgada no dia 11 de outubro.
Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
No primeiro turno, Marília recebeu 1.175.651 votos (23,97%), e Raquel, 1.009.556 votos (20,58%). O segundo turno está marcado para 30 de outubro.
Um estudo da Fiocruz concluiu que, em 2021, o número de internações de bebês com desnutrição no Brasil foi o maior dos últimos 14 anos.
Para quem vê Téo cheio de saúde, é difícil imaginar como ele estava há três meses.
A mãe diz que ele chegou a ficar com cerca de 5 kg e precisou internar.
O bebê de 11 meses ficou no hospital 28 dias porque estava desnutrido e desenvolveu uma infecção. Foi no período em que a mãe, desempregada, não tinha praticamente nada para dar ao filho.
“Isso dói no coração de qualquer mãe. Hoje consigo sustentar ele com as faxinas que eu faço”, diz a mãe.
Um estudo da Fiocruz mostra que, em 2021, o Brasil teve a pior taxa de internação de bebês por desnutrição dos últimos 14 anos. Foram oito crianças de até um ano de idade levadas ao hospital todos os dias por falta de comida.
O levantamento é do Observa Infância, que reúne pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e da Unifase. Os dados são do Ministério da Saúde.
Em números absolutos, 2.939 crianças de até 1 ano precisaram de internação no ano passado. Isso representa uma taxa de 113 internações por 100 mil nascimentos, quase 11% a mais do registrado em 2008, primeiro ano do período analisado pela pesquisa.
De janeiro a agosto de 2022, o número de internações aumentou 7%. Por dia, são quase nove crianças levadas ao hospital porque têm fome.
A situação mais complexa é registrada no Nordeste, onde o número de hospitalizações está 51% maior do que a taxa nacional. Mas o coordenador da pesquisa, Cristiano Boccolini, diz que o problema é grave em todo o país.
“A gente vê uma concentração também desses casos de hospitalização por desnutrição nas capitais, indicando que aqui mesmo no Rio de Janeiro, em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, grandes centros urbanos a gente tem bolsões de pobreza, bolsões de crianças que estão invisíveis ao sistema público, que sofrem desnutrição e estão sendo internadas por causa disso”, afirma Cristiano Boccolini, coordenador da Observa Infância.
O atendimento médico no SUS tem evitado o pior. Apesar do aumento das internações, a mortalidade infantil não cresceu. Mas a nutricionista da USP Ana Paula Bortoletto alerta sobre os prejuízos ao desenvolvimento de crianças com meses de vida que ficam sem ter o que comer.
“Essa criança tem consequências de desenvolvimento, e a desnutrição nessa faixa etária pode, inclusive, ser irreversível, trazendo impactos em relação a déficit de cognição, a déficit de desenvolvimento”, explica.
A mãe de Téo encontrou apoio em uma ONG, no bairro onde mora, na Zona Oeste do Rio, para não faltar mais nada na mesa.
A ajuda é fundamental, mas os pesquisadores lembram que são as políticas públicas que têm força para reverter esse quadro cruel.
“Precisamos conseguir direcionar, melhor o nosso alvo, ser mais eficientes em identificar e alcançar famílias com vulnerabilidade social”, acrescenta Cristiano Boccolini.
O Ministério da Saúde declarou que no ano passado destinou R$ 345 milhões aos municípios para incentivar ações e fortalecer a atenção a crianças com menos de sete anos e gestantes com má nutrição.
O ministério afirmou também que acompanha os dados sobre alimentação infantil e que tem programas de suplementação nutricional para famílias de baixa renda.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de prisão preventiva dos empresários Alexandre e Diógenes Carvalho investigados por tortura contra os funcionários William de Jesus Conceição e Marcos Eduardo Serra Silva, com pauladas na mão, em agosto deste ano.
A prisão de Alexandre e Diógenes Carvalho foi pedida pelo MP-BA. A denúncia seguiu o laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
A decisão foi determinada pelo juiz José Reginaldo Costa Rodrigues Nogueira na sexta-feira (21). O magistrado também marcou uma audiência de instrução e julgamento para o dia 19 de abril de 2023, às 14h, na modalidade telepresencial (videoconferência).
Uma das vítimas da tortura, William de Jesus, teve as mãos queimadas com o número 171, como “punição” pelo suposto furto de R$ 30 da empresa. O jovem nega que tenha roubado o dinheiro.
Além das mãos queimadas, ele também foi agredido com pauladas nas mãos e no corpo. O colega de trabalho dele, Marcos Eduardo, foi agredido a pauladas. O inquérito sobre do caso já foi concluído, mas ainda não há detalhes sobre indiciamentos.
Crime Os dois trabalhadores registraram o caso em delegacia, ainda em agosto. Alexandre e Diógenes foram ouvidos mais de uma vez pela polícia. Eles confessaram as agressões, mas alegaram que não torturaram os jovens.
Na época, o delegado afirmou que não havia elementos para pedir a prisão dos patrões das vítimas, no curso das investigações. As duas vítimas disseram que foram atacadas na própria loja onde trabalhavam, em uma emboscada armada pelos patrões. Eles foram agredidos em dias diferentes.
“Começaram a falar que eu estava roubando, aí começaram as agressões, tanto física quanto verbal, fizeram aquela tortura. Só eu sei o que eu passei”, contou William.
“Brincaram comigo como se eu fosse um objeto. Acho que foi uma hora ou 40 minutos [de agressões], não sei, era muito doloroso para mim contar o tempo. Passei por muita dor e muito sofrimento. Eu pedi a todo instante para ele parar, pedia a todo momento pela minha vida e ele só me agredia”.
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta terça-feira (25) por manter decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido do Ministério Público para suspender trechos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que busca agilizar a retirada de conteúdo com desinformação das redes sociais no período eleitoral.
O plenário virtual da Corte julga se mantém a decisão individual de Fachin. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou recurso no domingo (23).
A resolução foi aprovada na sessão do TSE de quinta-feira (20). Entre outros pontos, prevê que o tribunal pode determinar que redes sociais e campanhas retirem do ar, em até duas horas, links com “fake news”.
No sábado (22), o ministro Edson Fachin rejeitou o pedido da PGR para suspender trechos da resolução, porque não havia os requisitos necessários para a concessão de uma decisão liminar (provisória), além da “necessidade imperiosa de se garantir a segurança jurídica quanto ao regramento incidente sobre as eleições”.
A PGR pediu que Fachin revisse sua decisão ou que o pedido fosse levado ao colegiado do STF, em sessão virtual. Na decisão, o relator já tinha liberado o tema para julgamento no plenário virtual.
Para a PGR, é possível combater a disseminação de desinformação oferecendo informações corretas aos cidadãos.
“Por ora, com respaldo no que dispõe a legislação eleitoral, é possível combater notícias falsas disponibilizando ostensivamente aos cidadãos, por diversos meios, os necessários esclarecimentos, as informações fidedignas com as fontes.”
Voto No voto, em que referendou sua decisão individual, o ministro Edson Fachin afirmou que, “o Tribunal Superior Eleitoral não exorbitou o âmbito da sua competência normativa, conformando a atuação do seu legítimo poder de polícia incidente sobre a propaganda eleitoral”.
“Tenho que o ato não atinge o fluxo das mídias tradicionais de comunicação – nem caberia fazê-lo –, tampouco proíbe todo e qualquer discurso, mas apenas aquele que, por sua falsidade patente, descontrole e circulação massiva, atinge gravemente o processo eleitoral”, disse.
Os ministros Ricardo Lewandoski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso votaram a favor de manter a decisão. Os demais ministros ainda devem apresentar seus votos até a meia-noite.
O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, disse em seu voto que “o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral já assentaram que não se pode utilizar de um dos fundamentos da democracia, a liberdade de expressão, para atacá-la”.
“Assim, o sistema imunológico da democracia não permite tal prática parasitária, que deverá ser sempre coibida à luz das práticas concretas que visam atingir a integridade do processo eleitoral”, disse.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará (CRM-PA) vai apurar a conduta de um médico de Belém que, após o parto de um bebê, filmou uma família e pediu que a mãe do recém-nascido declarasse voto em Jair Bolsonaro. As imagens compartilhadas pelo profissional nas redes sociais mostram a mãe ainda na maca.
No vídeo, o médico Allan Rendeiro também mostrou o bebê e disse “Já nasci 22. Vou votar no Bolsonaro”. Na sequência, exibiu a mãe ainda na maca, depois do procedimento cirúrgico, aparentemente, ainda sob efeito anestésico.
“Essa aqui é a mamãe. Dia 30 ela vota?.…22, diga. Vou mandar para o Bolsonaro esse vídeo que ele está em uma live especial”, afirmou, se referindo à transmissão ao vivo feita pelo candidato à reeleição, na última sexta-feira. A mãe vira o rosto por duas vezes ao longo da filmagem e não responde ao profissional.
Rendeiro abordou o pai, que usava uma camisa vermelha, segundo o médico, como parte do traje exigido para a entrada na maternidade.
“Eu vou começar a reclamar aqui no hospital. Para diferenciar o negócio do pai, eles botam uma roupa vermelha. O doido não vem dizer que vai votar no Lula. Eu digo: ‘Rapaz tu quer que eu vá já embora e nem opere ela’”, disse.
Após a repercussão das imagens, o médico apagou o vídeo. Apesar disso, o CRM informou que teve conhecimento da imagem e vai investigar. “O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará esclarece que efetivará todas as medidas legais previstas na Lei nº 3.268/57 e Resoluções do Conselho Federal de Medicina, a fim de apurar o fato”, diz o órgão, em nota.
Por telefone, o pai do bebê recém-nascido disse ao g1 que a família não se sentiu constrangida ou intimidada. Allan Rendeiro não quis comentar o caso. A reportagem entrou em contato com o advogado do médico, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
A Maternidade do Povo, onde ocorreu o parto, informou que o médico não é funcionário da unidade, porém, atende os pacientes dele na maternidade. Disse ainda que não permite propaganda eleitoral por parte dos colaboradores e que havia tomado ciência do caso pelas redes sociais. Apesar de, até esta terça-feira, não ter recebido denúncia formal do caso, o hospital vai apurar o caso e adotar medidas cabíveis.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (25) pedidos para investigar o presidente Jair Bolsonaro pelas declarações sobre garotas venezuelanas.
Em uma das falas, Bolsonaro disse que as meninas de 14 e 15 anos se arrumavam para fazer programa.
Em outra frase, ele chegou a dizer que passava por uma casa onde estava as jovens, sentiu que “pintou um clima” e, por isso, resolveu entrar no local.
O Supremo foi acionado por parlamentares e entidades de juristas, que querem investigação de Bolsonaro pelas declarações.
Em suas decisões, o ministro Mendonça afirmou que não há elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação. Ele argumentou que o Judiciário não pode ser palco de embates políticos ou ideológicos.
“Mais uma vez, observo que o Poder Judiciário não pode ser instrumentalizado pelas disputas político-partidárias ou mesmo ideológicas, dando revestimento jurídico-processual ao que é puramente especulativo e destituído de bases mínimas de elementos aptos a configurar a necessária justa causa para a persecução penal”, afirmou.
O ministro afirmou que não viu elementos de crimes na conduta de Bolsonaro. Mendonça analisou individualmente os crimes imputados a Bolsonaro e descartou que estejam configurados no caso.
Entres os crimes analisados está o de prevaricação, quando um agente público toma conhecimento de supostas irregularidades e não comunica o fato às autoridades.
“A despeito das especulações levantadas na maioria das representações, não há quaisquer elementos minimamente concretos, ou mesmo lógicos, a indicar na fala presidencial que algum ato de ofício tenha sido retardado ou deixado de ser praticado, sobretudo porque se exige, conforme basilar lição doutrinária, a demonstração do dolo específico do funcionário público”, explicou Mendonça.
Usuários estão usando as redes sociais para reclamar de instabilidade no acesso à plataforma gov.br nesta terça-feira (25). O portal reúne diversos serviços digitais do governo federal, como CNH, carteira de trabalho, INSS e inscrições no Enem.
Relatos dos usuários mostram a plataforma em manutenção. Muitos também reclamam de bloqueio de senha. “O site está uma zorra só. Digitei a senha correta e bloquearam por erros seguidos da mesma”, relatou um deles.
Procurado pelo g1, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa pública de prestação de serviços de tecnologia da informação do Brasil, afirmou que a plataforma está “temporariamente indisponível para ajuste de natureza técnica”.
Enem 2022 A suspensão do site ocorre um dia após a divulgação dos locais de prova do Enem 2022. Na segunda-feira (24), candidatos relataram instabilidade na página do participante – que também está dentro da plataforma gov.br.
Nesta terça, muitos reclamaram de bloqueio de senha após tentativas de acesso para verificação dos locais de prova.
“Tem como recuperar a senha do gov.br pra acessar o Inep e descobrir o local de prova do Enem sem dor de cabeça? Estou precisando de uma ajuda, sabe”, escreveu, no Twitter, uma candidata.
Ao g1, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que “o acesso à plataforma gov.br está intermitente em função de uma manutenção que está sendo realizada pelo Ministério da Economia”.
O iraniano Amou Haji – conhecido como “o homem mais sujo do mundo” por não tomar banho há décadas – morreu aos 94 anos, conforme anunciou a imprensa oficial do Irã nesta terça-feira (25).
A agência de notícias Irna informou que alguns moradores do vilarejo o convenceram, meses antes de morrer, a se lavar depois de muitos anos.
O idoso, que não tomou banho durante mais de meio século, morreu no domingo (23) no vilarejo de Dejgah, província de Fars (sul do Irã), ainda segundo a agência Irna.
Os moradores da região afirmaram que ele passou por “contratempos emocionais em sua juventude” e, desde então, se recusava a se lavar.
De acordo com uma autoridade local, o homem era solteiro e evitava tomar banho por “medo de ficar doente”.
Um documentário curta-metragem com o título “A Estranha Vida de Amou Haji” sobre sua vida foi lançado em 2013, também segundo a imprensa iraniana.
As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram mais 9.523 casos de covid-19 em 24 horas em todo o país e confirmaram 92 mortes por complicações associadas à doença. O balanço divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Ministério da Saúde não inclui, porém, dados dos estados de Mato Grosso do Sul e do Ceará.
Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia de covid-19 soma 34.793.309.
O número de casos em acompanhamento está em 86.011. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que não houve alta, nem resultaram em óbito.
Com os números de hoje, o total de óbitos alcançou 687.666, desde o início da pandemia. Ainda há 3.190 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a definição da causa da morte ainda demanda exames e procedimentos complementares.
Até agora, 34.019.632 pessoas recuperaram-se da covid-19. O número corresponde a 97,8% dos infectados desde o início da pandemia.
Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número de registros tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.
O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) disse ter dado 50 tiros contra agentes da Polícia Federal que o prenderam no domingo (23), em sua casa no Rio de Janeiro. A informação foi dada em depoimento à PF, ao qual o g1 teve acesso.
O carregador do fuzil 5.56 mm, usado por ele, comporta 30 balas. Para dar os 50 tiros, ele precisaria trocar de cartucho, segundo apurou a equipe de reportagem.
O ex-deputado diz que atirou na viatura da PF e que não queria atingir os policiais. Também admitiu ter lançado três granadas nos quatro agentes que estavam embaixo da sua casa, em Comendador Levy Gasparian, no interior do estado. Dois agentes ficaram feridos.
Disse também e que, se quisesse, “matava os policiais”, mas que não tinha a intenção porque eles não tinham culpa das perseguições contra ele. O ex-deputado também pediu desculpas pelos feridos, pois “não atirou intencionalmente”.
Arsenal Jefferson disse que já teve mais de 100 armas, quando morava em Petrópolis, mas que atualmente tem um arsenal entre 20 e 25 armas – mesmo com registro de CAC irregular. Segundo o ex-deputado, as armas estão em um hotel em Brasília e foram adquiridas legalmente “no mercado”.
Por vários momentos, no depoimento, Jefferson disse que “não tinha a intenção de se render”, que “só sairia de lá morto”, “para o cemitério”.
Segundo o advogado Luiz Gustavo Cunha, responsável pela defesa de Roberto Jefferson, o registro de CAC do ex-deputado não está suspenso. Cunha disse ao g1 que a decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de armas por Jefferson. A decisão não impede a posse de armas. Ou seja, de acordo com a defesa, ele não poderia transitar com nenhuma arma de fogo, mas poderia ter suas armas dentro de casa.
“O que foi pedido pelo ministro Alexandre de Moraes foi a suspensão dos portes dele e não da posse. Ele não estava portando nenhuma arma, ele estava na posse de suas armas em sua residência”, destacou o advogado Luiz Gustavo Cunha
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou que em 24 horas a coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente provas da acusação de que houve fraudes nas inserções da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em emissoras de rádio.
“Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo “relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa “Audiency Brasil Tecnologia”, escreveu Moraes.
Na noite desta segunda-feira (24), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, convocou a imprensa para acompanhar o que classificou de “exposição de um fato grave na frente do Palácio da Alvorada” e anunciou que a campanha de Bolsonaro entrou com uma ação no TSE para suspender a propaganda de rádio da coligação Brasil da Esperança, do ex-presidente Lula (PT). O ministro, porém, não soube mencionar o nome das empresas contratadas pela campanha de Bolsonaro que fizeram os levantamentos de supostas fraudes.
Segundo Moraes, nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou à determinada conclusão.
“Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, escreveu Moraes.
Campanha diz que ainda prepara documentos
Segundo apurou a coluna, o ministro Alexandre de Moraes conversou com integrantes do governo agora à noite e reforçou gravidade das acusações, dizendo que elas podem até mesmo levar a uma cassação de chapa.
Moraes reclamou da ausência de assinatura na petição apontando os responsáveis pelo relatório e a falta do nome das rádios que teriam cometido fraude e ouviu de integrantes do governo que as respostas serão enviadas até amanhã (25), antes mesmo do prazo de 24 horas.
Apesar disso, integrantes da campanha de Bolsonaro afirmaram à coluna que ainda trabalham para finalizar os documentos. De acordo com um auxiliar de Bolsonaro, eles pretendem enviar a lista de todas as rádios e os levantamentos que teriam sido feitos por empresas que medem audiência.
O ex-presidente e candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva participou na noite desta segunda-feira (24) de ato com lideranças políticas, artistas e intelectuais no Teatro Tuca, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.
O evento, intitulado “Ato em defesa da democracia e do Brasil”, foi organizado pelo Grupo Prerrogativas e pelo Movimento PUC-SP pela Democracia.
O ato é visto pela campanha petista como simbólico. Desde 1998, os candidatos do partido ao Planalto participam de eventos no Tuca na reta final das campanhas. Acompanhado da esposa, Rosângela da Silva, a Janja, Lula subiu ao palco do evento por volta das 19h50.
Além dele, participaram, entre outros, o candidato a vice-presidente na chapa, Geraldo Alckmin (PSB); o candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad; os presidentes nacionais do PT e do PSOL, Gleisi Hoffmann e Juliano Medeiros; e a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP).
Em discurso no teatro, Lula disse que essa é “a semana mais importante da nossa história” e citou os episódios envolvendo a fala de Bolsonaro sobre garotas venezuelanas, os ataques racistas contra o cantor Seu Jorge em Porto Alegre e contra o humorista Eddy Jr em São Paulo e a violência cometida pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) contra a ministra do STF Cármen Lucia e contra agentes da Polícia Federal.
O candidato do PT também afirmou que, se eleito, as políticas públicas voltarão a ser discutidas e definidas em conferências nacionais – eventos de debates com especialistas e setores interessados que, na gestão Bolsonaro, deixaram de acontecer.
“Tudo aquilo que a gente levou oito anos para fazer, mais quatro anos da Dilma, foi destruído num segundo. O dinheiro da educação, da ciência e tecnologia, da saúde, tudo foi sendo diminuído porque esse governo não gosta de cultura, educação, saúde, de gente, do povo, de trabalhador. Ele só gosta dos milicianos dele, da gente dele e da família dele”, criticou Lula.
Terceira colocada no primeiro turno da disputa presidencial e atual apoiadora de Lula, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) foi recebida de pé no auditório já quase ao fim do evento.
“Vim de Niterói e estou pronta amanhã para continuar a campanha, para dizer ao Brasil que não há dois candidatos. Há apenas um, porque só há um candidato democrata nesse segundo turno. Agora não é a hora da omissão, a omissão é um pecado capital contra o povo brasileiro”, disse Tebet.
Após o discurso no palco, Lula, Alckmin e Haddad foram à sacada do teatro para discursar ao público que não conseguiu entrar no teatro. Projeções na fachada do prédio pediam voto nos candidatos do PT ao governo federal e ao governo de São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, cumpriu agendas de campanha nesta segunda-feira (24) no Distrito Federal. No início da tarde, ele visitou os acampamentos Nova Jerusalém e Leão de Judá, às margens da BR-060, e aproveitou para gravar propagandas para o horário eleitoral.
Bolsonaro discursou para lideranças locais e exaltou as regularizações de terra realizadas em seu governo. O governo entregou 362 mil títulos de propriedades rurais entre 2019 e 2022, como parte do programa Titula Brasil.
“Não existe satisfação maior que nesses assentamentos ver descer a bandeira vermelha e subir a nossa bandeira verde e amarela. Os assentados conseguiram a sua carta de alforria, sua liberdade”, disse o presidente.
O presidente afirmou ainda que, caso seja reeleito, dará continuidade ao programa de entrega de títulos de propriedades para os assentados.
Mais cedo, Bolsonaro almoçou em uma churrascaria na Vila Planalto, bairro de Brasília mais próximo ao Palácio da Alvorada.
Ele foi acompanhado pelos ministros Paulo Guedes, da Economia; Célio Faria Júnior, da Secretaria de Governo; Bruno Bianco, advogado-geral da União; e Wagner Rosário, ministro-chefe da Controladoria-Geral da União.
Durante o almoço, Bolsonaro assistiu ao programa eleitoral veiculado na televisão. Ao falar brevemente com a imprensa, fez ataques contra a campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva, seu concorrente na disputa pelo Palácio do Planalto.
“Falta hombridade e caráter para enfrentar e discutir assuntos. Fica mentindo no horário eleitoral o tempo todo, falando de ‘Bolsolão’. Nós sabemos que o PT apoiou o orçamento secreto, ou seja, talvez, a campanha mais baixa da história que eu tenha visto”, disse o presidente.
Pela manhã, Bolsonaro não teve compromissos oficias, nem agendas de campanha.
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta segunda-feira (24) o afastamento do governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), devolvendo o político ao cargo. A medida consta em duas decisões, assinadas pelos ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.
Paulo Dantas tinha sido afastado do cargo no dia 11 de outubro por decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz, confirmada posteriormente pela maioria da Corte Especial do STJ.
Em sua decisão, Mendes afirmou que o Código Eleitoral proíbe medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários (como governadores) desde os 15 dias antes do primeiro turno até as 48 horas depois do segundo turno.
Barroso considerou que há dúvida razoável sobre a competência para o afastamento pelo STJ, responsável por analisar casos sobre governadores, uma vez que as suspeitas se referem ao período em que Paulo Dantas era deputado estadual.
O afastamento atendeu a um pedido da Polícia Federal na esteira da investigação sobre o uso de funcionários fantasmas e desvios de recursos na Assembleia Legislativa de Alagoas quando era deputado estadual.
Segundo o inquérito policial, o esquema de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa de Alagoas teria sido chefiado pelo agora governador. As investigações apontam que foram feitos saques em dinheiro em nome de funcionários fantasmas. Ainda de acordo com as investigações, aproximadamente R$ 54 milhões foram desviados desde 2019
Os investigadores dizem que Paulo Dantas continuava nomeando funcionários fantasmas e se beneficiando do esquema mesmo no cargo de governador.
A mulher de Paulo Dantas, Marina Thereza Cintra Dantas, uma irmã dele e dois cunhados também são investigados por terem despesas pessoais pagas supostamente com dinheiro desviado.
Em uma rede social, Paulo Dantas publicou mensagem dizendo que “a verdade venceu”.
“A verdade venceu! Os ministros do STF Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso derrubaram o meu afastamento. Agora retorno ao cargo que nunca deveria ter sido tirado de mim já que sofri com fake news e ataques baixos. Aqui é a campanha da verdade. Quer o outro lado aceite ou não!”, postou Dantas.
Mandato e operação Paulo Dantas assumiu o governo do estado em maio deste ano. Ele foi eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa, depois que Renan Filho, também do MDB, se afastou para concorrer ao Senado.
Paulo Dantas concorre à reeleição com apoio do ex-presidente Lula, do PT, e do senador Renan Calheiros, do MDB. Do outro lado da disputa está Rodrigo Cunha, apoiado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
As investigações, disse a ministra, mostram que o esquema envolveu a nomeação de 93 servidores fantasmas para cargos comissionados. Foram identificados vários saques em dinheiro, o que, segundo a ministra, foi adotado para dificultar o rastreamento.
A investigação aponta ainda que o governador obteve um aumento patrimonial expressivo nos últimos anos.
A Caixa Econômica Federal informou no fim da noite que, atendendo a uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU), congelou por 24 horas a liberação de empréstimos do consignado do Auxílio Brasil solicitados nesta segunda-feira (24).
A Caixa estabeleceu o prazo de 24 horas porque foi esse o intervalo que o TCU deu para o banco dar explicações sobre o consignado do Auxílio Brasil. Nesse período, de acordo com o tribunal, seria prudente a suspensão das concessões dos empréstimos.
“Nos contratos que foram celebrados na data de hoje, a CAIXA informa que não há previsão de liberação de valores financeiros referentes a essas solicitações, nas próximas 24 horas, cumprindo automaticamente a prudência recomendada”, informou o banco em nota.
Recomendação do TCU O pedido para a Caixa apresentar esclarecimentos partiu do ministro Aroldo Cedraz, do TCU.
Cedraz também sugeriu que a Caixa, caso queira, por prudência, pode suspender imediatamente a liberação de novos empréstimos nessa modalidade “como medida de zelo com o interesse público, até que este Tribunal examine a documentação a ser encaminhada e a entenda apta a demonstrar não estarem presentes as graves irregularidades sugeridas na representação”.
O pedido de Cedraz foi feito dentro do processo, aberto a pedido do Ministério Público de Contas, que pediu para o tribunal analisar os procedimentos adotados pela Caixa para a concessão de empréstimos consignados aos beneficiários do Auxílio Brasil.
O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, alegou suposta “utilização com finalidade meramente eleitoral e em detrimento das finalidades vinculadas do banco”.
Furtado também pediu que o TCU adote medida cautelar (urgente e provisória) determinando à Caixa que se “abstenha de realizar novos empréstimos consignados para os beneficiários do Auxílio Brasil até que essa Corte de Contas se manifeste definitivamente sobre o assunto”.