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Empresário suspeito de mandar funcionárias colocarem celular em sutiã para filmar voto na BA vai pagar indenização de R$ 150 mil

O empresário do setor do agronegócio Adelar Eloi Lutz, que mandou funcionárias colocarem “o celular no sutiã” para filmarem o voto na urna eletrônica durante as eleições, assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA), que apura o caso. O objetivo do ruralista, que atua no oeste da Bahia, era que elas comprovassem que votaram conforme imposição dele.

O acordo, assinado na terça-feira (25), prevê que o homem faça uma retratação pública, reforçando o direito de liberdade de voto, além do pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 150 mil. O dinheiro deverá ser depositado em até 30 dias na conta do Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad).

Conforme o órgão, os recursos serão destinados para projetos que fortalecem o trabalho digno na própria região onde Adelar Eloi tem diversas propriedades de grande porte. Ele é do município de Formosa do Rio Preto.

O empresário recebeu prazo de 48 horas, a contar da assinatura do termo, para publicar nas redes sociais um vídeo em que esclarece que assediar trabalhadores é uma prática ilegal. Além disso, ele deverá orientar todo trabalhador que se sentir constrangido pelo patrão a denunciar o caso ao MPT.

No TAC, o ruralista se compromete a atender dez obrigações, entre as quais a de não incitar o assédio eleitoral, não ameaçar empregados que não votem em determinado candidato e não orientar o voto deles. Em caso de descumprimento, ficou estabelecida multa de R$ 50 mil por cada item descumprido.

O g1 entrou em contato com o ruralista para pedir um posicionamento, mas ele não quis se manifestar sobre o caso.

Na última quarta-feira (19), o g1 teve acesso ao áudio do ruralista em que ele diz ter orientado funcionárias a colocarem “o celular no sutiã” para filmar o voto na urna eletrônica e comprovar, posteriormente, que votaram conforme imposição dele.

Em um trecho, ele afirmou: “Tinham cinco [funcionários que não concordavam], dois voltaram atrás. Das outras 10 que estavam ajudando na rua, todos tiveram que provar, filmaram nas eleições. Se vira, entrem com o celular no sutiã, que seja. Vai filmar, senão, rua”.

Adelar Eloi ainda revelou que duas mulheres, que não aceitaram a ordem, o procuraram para dizer que vão filmar os votos no segundo turno. “Duas não queriam e estão para fora, hoje já estão falando ‘eu vou votar no Bolsonaro agora’. Então vota, primeiro prova, que nós contratamos de novo”, afirmou.

Ainda na quarta-feira, o empresário disse que o áudio se tratava de uma “brincadeira”. Por telefone, ele afirmou à reportagem que não iria se posicionar sobre o caso. No entanto, publicou um vídeo em uma rede social onde falava sobre o ocorrido.

“Mandei para várias pessoas, mas não sei como foi parar em outros lugares. Jamais ia fazer isso [demitir alguém]”, garantiu.

Ainda no vídeo, o empresário disse que alguns de seus funcionários têm familiares que apoiam o candidato à presidência do partido oposto ao que ele vota.

“Eu tenho gente que está trabalhando aqui que a família toda é PT, eu botei para fora? Eu não, só disse que tem que analisar e tal, mas não tem pressão nenhuma”, afirmou.

‘Agruras que vão além de qualquer civilidade’, diz Cármen Lúcia no STF após sofrer ataques de Roberto Jefferson

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia fez um discurso nesta quarta-feira (26) em agradecimento pelas manifestações de apoio nos últimos dias, após ter sido vítima de ataques misóginos e preconceituosos do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

“Gostaria de reafirmar que nós somos um tribunal”, afirmou, destacando que o objetivo do STF é “fazer cumprir uma Constituição”.

“Como já foi reiterado aqui, não é tarefa simples. Menos ainda, em horas de tentativa de subversão ou de erosão democrática e contra o estado de direito. […] Dificuldades fazem parte, mas o Brasil vale a pena, o estado de direito vale a pena, a democracia vale o que cada um de nós faz”, afirmou Cármen Lúcia.

“Vários de nós passamos – nesses últimos tempos especialmente, talvez diferente de outros períodos, mas que já devem ter se repetido em outros períodos – por agruras que vão além de qualquer civilidade”, declarou.

“Portanto serenamente, do mesmo jeito, continuo julgando, e acho um privilégio na minha vida estar entre os senhores ministros desta composição. Tenho certeza de que estamos juntos, porque o atingimento de um é de todos, mas nós temos este compromisso com este grande sonho dos homens, no caso brasileiro, constitucionalmente definidos”, afirmou.

Em vídeo publicado na internet pela filha Cristiane Brasil, Roberto Jefferson proferiu xingamentos contra a ministra por discordar de um voto dela em julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As ofensas, somadas a outras infrações, levaram o ministro Alexandre de Moraes a revogar a prisão domiciliar de Roberto Jefferson e determinar o retorno dele à prisão. Quando a PF foi cumprir o mandado, Jefferson disparou granadas e tiros de fuzil, ferindo dois agentes. Agora, ele responde também por quatro tentativas de homicídio.

Jefferson voltou ainda a ofender a ministra na audiência de custódia que manteve a prisão preventiva do político em regime fechado.

Irregularidades registradas no aplicativo Pardal ultrapassam 4 mil casos em PE

O aplicativo Pardal recebeu 4.346 denúncias de propaganda eleitoral irregular referentes ao primeiro turno das Eleições Gerais de 2022 em Pernambuco. Os dados são desta quarta-feira (26).

Neste segundo turno, o Estado já registrou 182 denúncias no aplicativo. No Sertão do Pajeú, as cidades que registram denúncias até o momento somando os dois turnos são as seguintes: Afogados da Ingazeira (12), Carnaíba (6), Flores (2), Itapetim (2), Serra Talhada (6), São José do Egito (1), Tabira (4), Triunfo (1) e Tuparetama (6).

Próxima da região do Pajeú, Arcoverde, no Sertão do Moxotó, registrou até agora, 56 denúncias de propaganda eleitoral irregular.

O app, que foi reativado no dia 16 de agosto deste ano, está apto a receber as seguintes denúncias: compra de votos; uso da máquina pública; crimes eleitorais; e propagandas irregulares.

No aplicativo, o eleitor pode realizar a denúncia de forma anônima, acompanhar a tramitação e acessar estatísticas de abrangência nacional. É necessário ter provas da suposta irregularidade, como fotos, áudios ou vídeos.

No ícone “Orientações”, é possível tirar dúvidas sobre o que é permitido ou não nas propagandas eleitorais. As denúncias são encaminhadas diretamente para o link do Ministério Público do estado do denunciante.

O aplicativo Pardal é gratuito e pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple Store e Google Play, bem como em formulário web no Portal do Pardal. No site, é possível fazer o acompanhamento das denúncias, acessar estatísticas de abrangência nacional e estadual para todas as eleições a partir de 2018 e obter orientações sobre o que é ou não permitido durante a campanha eleitoral.

Após alerta da Apac, Sertão registra acumulados de chuva

Cidades do Sertão de Pernambuco acumularam grandes índices de chuvas entre o fim dessa terça-feira (25) e as primeiras horas desta quarta-feira (26).

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) havia emitido alerta para precipitação na região, com intensidade de moderada a ocasionalmente forte. O aviso vale até 17h34 desta quarta.

Em Cabrobó, o índice foi o maior do Estado: 175,75 mm nas 24 horas contadas até 9h10 desta quarta-feira. Já em Moreilândia, o acumulado foi de 73,16 mm. Em Petrolina, o índice chegou a 65,40 mm no mesmo período.

A Apac recomendou aos moradores do Sertão que fiquem atentos a orientações da Defesa Civil em caso de necessidade.

Veja onde mais choveu:

Cabrobó – 175,75 mm
Moreilândia – 73,16 mm
Petrolina (Samu) – 65,40 mm
Petrolina (Jardim São Paulo) – 61,40 mm
Belém do São Francisco – 55,76 mm
Floresta – 48,20 mm
Ipubi (Serrolândia) – 41,70 mm
Orocó – 36,76 mm
Petrolina (José e Maria) – 34,80 mm
Ipubi (Centro) – 28,93 mm

Senador defende impeachment do ministro Alexandre de Moraes

O senador Lasier Martins (Podemos-RS) voltou a pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em pronunciamento nesta terça-feira (25), o parlamentar referiu-se à Petição 13/2022, protocolada por ele e baseada na Lei 13.869, de 2019, que dispõe sobre o abuso de autoridade, como instrumento para solicitar ao Senado que cumpra seu papel de julgar ministros do STF.

“Sua série de crimes de responsabilidade é grande e poderíamos rememorar aqui vários dos seus atos abusivos, todos bem conhecidos da sociedade brasileira. Um dos mais alarmantes motivos desta atual representação se refere à violação do princípio constitucional do livre pensamento e da livre expressão, praticado contra oito importantes empresários brasileiros, que, em caráter privado, por WhatsApp, dialogavam sobre os riscos da eleição de um candidato à Presidência da República” argumentou.

Lasier frisou, ainda, que o ministro Alexandre Moraes, no comando da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também tomou decisões monocráticas de censura contra órgãos de imprensa e canais de comunicação, como a Rádio Jovem Pan, o canal Brasil Paralelo e o jornal Gazeta do Povo.

Para piorar, lamentou o senador, Alexandre de Moraes “lidera atualmente um ato de ampliação dos poderes” do TSE para a adoção de medidas contrárias à livre manifestação do pensamento, “atropelando as prerrogativas do Ministério Público”. Essa iniciativa motivou Lasier Martins a propor decreto legislativo “para sustar a aberração”.

“Em conclusão, Alexandre de Moraes, de arbitrário exercício na mais alta Corte do país, precisa ser contido. Caso contrário, continuará suas tropelias e atropelamentos da Constituição Federal” afirmou.

Pesquisa PoderData: Lula tem 53% dos votos válidos no 2º turno; Bolsonaro, 47%

Pesquisa PoderData sobre a disputa presidencial divulgada nesta quarta-feira (26) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 53% de votos válidos no segundo turno, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 47%.

Os votos válidos, que excluem os votos em branco e nulos, determinam o resultado das eleições. Nas disputas para presidente e governador, o candidato que atinge mais de 50% dos votos válidos vence o pleito.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 342 municípios nas 27 unidades da federação entre os dias 23 e 25 de outubro. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01159/2022.

Pesquisas eleitorais mostram uma tendência e, não necessariamente, correspondem ao resultado das urnas. Não é uma ciência exata e as amostragens são limitadas. A CNN Brasil divulga os dados de 11 institutos tradicionais por entender que as pesquisas são uma ferramenta importante para análise do eleitor.

Segundo turno

Votos válidos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 53%
Jair Bolsonaro (PL) – 47%
Votos totais
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 49%
Jair Bolsonaro (PL) – 44%
Brancos/Nulos – 5%
Não sabe – 2%

Pesquisa Quaest para presidente: Lula tem 53% dos votos válidos; Bolsonaro, 47%

Pesquisa Genial/Quaest para as eleições presidenciais de 2022, divulgada nesta quarta-feira (26), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 53% dos votos válidos, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 47%. O segundo turno das eleições acontece no dia 30 de outubro.

Os votos válidos, que excluem os votos em branco e nulos, determinam o resultado das eleições. Nas disputas para presidente e governador, o candidato que atinge mais de 50% dos votos válidos vence o pleito.

Levando em conta os votos totais, Lula oscilou de 47% para 48% das intenções de voto, contra 42% de Bolsonaro. Os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar somam 5%. Os indecisos representam 5%.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas de forma presencial entre os dias 23 e 25 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR‐00470/2022.

Pesquisas eleitorais mostram uma tendência e, não necessariamente, correspondem ao resultado das urnas. Não é uma ciência exata e as amostragens são limitadas. A CNN Brasil divulga os dados de 11 institutos tradicionais por entender que as pesquisas são uma ferramenta importante para análise do eleitor.

Segundo turno

Votos válidos
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 53%
Jair Bolsonaro (PL) – 47%

Votos totais
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 48%
Jair Bolsonaro (PL) – 42%
Brancos/Nulos/Não vão votar – 5%
Indecisos – 5%

Ministros do STF demonstram surpresa e desconforto com atuação de Aras contra TSE

De forma reservada, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstraram surpresa e contrariedade com a atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, contra uma resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na semana passada, o TSE aprovou uma série de medidas para dar mais agilidade ao processo de combate às fake news. Aras, então, pediu ao STF que derrubasse a norma. Mas o Supremo rejeitou o pedido e decidiu manter a validade da resolução da Corte Eleitoral.

A avaliação majoritária entre ministros do STF é que Aras tem atuado em sintonia com as expectativas do presidente Jair Bolsonaro (PL) em várias frentes.

Nas palavras de um integrante da Corte, Aras deveria ter agido de forma ativa no processo eleitoral para combater fake news.

“Mas aconteceu exatamente o contrário: o PGR tenta impedir o TSE de conter rapidamente essa avalanche do submundo das redes sociais”, desabafou.

Nas palavras de outro ministro, a decisão de manter por maioria a os poderes do TSE foi um recado direto ao procurador-geral.

Comitê de Bolsonaro vive clima de ‘apreensão e incerteza’ e decide apostar ‘tudo’ no debate da Globo

Integrantes do comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) revelaram ao blog que o clima atual na equipe é de “apreensão e de incerteza” e que o “clima de virada” deu lugar ao “sentimento de possibilidade de derrota”.

Avaliam, ainda, que “o vento deixou de soprar a favor” de Bolsonaro em razão de diversos “erros” cometidos por ele e seus apoiadores nas últimas semanas e que, diante desse cenário, a decisão é apostar “tudo” no debate da TV Globo, na próxima sexta (28).

Para esses auxiliares de Bolsonaro, uma eventual vitória do presidente sobre o ex-presidente Lula (PT) no debate da Globo pode fazer Bolsonaro chegar no dia da eleição empatado com o petista.

Pesquisa Ipec divulgada na última segunda (24) mostrou Bolsonaro com 43% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 50%.

Além de apostar “tudo” no debate da Globo, a estratégia do comitê bolsonarista será focar a agenda de campanha nestes últimos dias no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, onde o candidato à reeleição cumpre agenda nesta quarta (26). O encerramento da campanha está agendado para o sábado (29), com carreata no Rio de Janeiro.

Comitê de Lula
Na equipe de Lula, a avaliação é que Bolsonaro “bateu no teto” das intenções de voto e, a partir de agora, ficará estabilizado nas pesquisas, principalmente depois do episódio protagonizado pelo aliado do presidente Roberto Jefferson.

Por outro lado, os assessores de Lula acreditam que o petista ainda tem espaço para crescer, podendo terminar o segundo turno com mais votos do que no primeiro.

Para isso, a campanha de Lula comemora os acenos do petista ao centro, que agradaram empresários, principalmente suas promessas de que vai liderar um governo de uma frente ampla e que fará o governo de um mandato só, não disputando a reeleição.

Além disso, avaliam que basta Lula não perder o debate da Globo, pode empatar, que ganhará a eleição no próximo domingo.

Por isso, o ex-presidente vai se preparar para o evento de sexta-feira (28), principalmente para não se irritar com provocações de Bolsonaro e ter uma resposta satisfatória quando for questionado novamente sobre corrupção.

Papa Francisco: ‘Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio’

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Brasil nesta quarta-feira (26) na qual pede a Nossa Senhora Aparecida que proteja o povo brasileiro e o livre do “ódio” e da “intolerância”.

Segundo integrantes do episcopado brasileiro, Francisco tem acompanhando de perto os principais acontecimentos do país, e a mensagem demonstra total compreensão com esse momento político com uma campanha de muitos ataques e disseminação de discursos de ódio.

“Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio, da intolerância e da violência”, afirmou o Santo Padre.

Segundo o Vatican News, a mensagem do Papa ocorreu durante a Audiência-Geral desta quarta-feira, no Vaticano, quando Francisco recordou a beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva, na última segunda (24), em Crato (CE).

“O Papa quer que a sociedade brasileira se reconcilie. Ele sabe o momento em que o país está vivendo, de polarização e de raiva entre as pessoas”, disse ao blog um influente prelado.

CNBB
A mensagem do Santo Padre acontece pouco depois do posicionamento mais recente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre as eleições.

No último dia 11, um dia antes da visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Aparecida, a CNBB divulgou nota criticando o que chamou de “intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos no segundo turno” das eleições deste ano.

Bolsonaro esteve na festa da padroeira do Brasil no último dia 12, e a presença foi marcada por uma série de tumultos provocados por seus apoiadores.

Ipec votos válidos em Pernambuco: Lula tem 72% e Bolsonaro 28%

Pesquisa Ipec encomendada pela Globo e divulgada nesta terça-feira (25) revela os índices de intenção de voto dos eleitores de Pernambuco para presidente no segundo turno das eleições deste ano. O ex-presidente Lula (PT) está com 69%; e o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 26%.

Este é o segundo levantamento do instituto realizado no estado após o primeiro turno das eleições. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 11 de outubro, Lula teve 68%, e Jair Bolsonaro, 25%.

A segunda pesquisa Ipec para o segundo turno ouviu 2.000 pessoas entre domingo (23) e esta terça-feira (25), em 75 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01633/2022.

Resposta estimulada e única, em % de votos totais – Lula (PT): 69%; Jair Bolsonaro (PL): 26%; em branco/nulo: 4%; não sabe/não respondeu: 2%.

Intenção de voto (estimulada – votos válidos)

Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula tem 72%, e Jair Bolsonaro, 28%. No levantamento anterior, divulgado em 11 de outubro, Lula teve 73%, e Jair Bolsonaro, 27%.

Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

No primeiro turno, em Pernambuco, Lula teve 3.558.322 de votos (ou 65,27% dos válidos) e Jair Bolsonaro, 1.630.938 (ou 29,91% dos válidos). O segundo turno das eleições acontece no domingo (30).

Sobre a pesquisa

Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 2.000 eleitores, em 75 municípios, entre os dias 23 a 25 de outubro.

Registro no TRE: PE-04280/2022. Registro no TSE: BR-01633/2022. Contratante da pesquisa: TV Globo.

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.

Senado aprova MP que libera compra de vacinas contra a Covid por empresas privadas sem contrapartida

O Senado aprovou nesta terça-feira (25) a medida provisória que revoga lei de 2021 que exigia contrapartida para empresas que queiram comprar e ofertar vacinas contra a Covid. Na prática, o texto libera a compra dos imunizantes pelas clínicas privadas.

Por se tratar de uma medida provisória, a proposta já está valendo desde a data em que foi editada pelo governo, em junho deste ano. A Câmara também já aprovou o texto.

O relator do projeto, senador Wellington Fagundes (PL-MT), afirmou que as clínicas e farmácias privadas já estão recebendo doses de vacinas que foram compradas este ano. Porém, ainda não estão repassando para o consumidor, porque estavam à espera da aprovação da medida provisória.

A lei revogada exigia que, apenas após o término da imunização dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, as clínicas privadas poderiam adquirir, distribuir e administrar doses dos imunizantes.

Além disso, com a antiga lei, as empresas precisariam doar, obrigatoriamente, ao menos 50% ao Sistema Único de Saúde (SUS), e o restante das doses deveriam ser utilizadas de forma gratuita.

Fagundes lembrou que a lei exigia esse dispositivo como forma de garantir a “imunização dos grupos prioritários definidos no plano nacional [de Saúde]”. Mas que agora, “o número de doses já enviadas pelo Ministério da Saúde é suficiente para contemplar 100% dos grupos prioritários” e que “existem cerca de 70 milhões de doses em estoque”.

“De fato, à época da edição desse diploma legal, não seria razoável permitir que a vacinação de pessoas fora dos grupos prioritários ocorresse – em função de seu maior poder aquisitivo e de sua possibilidade de pagar pela imunização –, antes de outros indivíduos com maior risco para a Covid até porque isso redundaria em menor eficiência da imunização da população como um todo e em exacerbação das iniquidades em saúde”, afirmou.

À época da edição da medida provisória, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVac) apontou que já havia um entendimento de que a lei que exigia a contrapartida pelas empresas não estava mais em vigor.

Isso porque, para a associação, a regra só valia durante o período de emergência em saúde pública de importância nacional. Em abril de 2022, o governo assinou uma portaria que encerrou a situação de emergência.

Em nota, vítimas de assédio na Caixa se revoltam com fala de Bolsonaro

O grupo de vítimas de assédio sexual cometido dentro da Caixa, enquanto presidida por Pedro Guimarães, se posicionou após falas do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em um podcast, Bolsonaro disse que não havia depoimentos contundentes de que houve algum tipo de abuso cometido pelos diretores do banco público. Depois da divulgação dos casos, o Ministério Público Federal passou a investigar as denúncias, assim como o Ministério Público do Trabalho.

“Agora, não vi nenhum depoimento mais contundente de qualquer mulher. Vi depoimentos de mulheres que sugeriam que isso poderia ter acontecido. Está sendo investigado também”, afirmou o presidente.

Em nota, as advogadas que representam as vítimas afirmam ser estarrecedor Bolsonaro dizer que “não sejam contundentes atos relatados e atribuídos ao presidente de uma instituição do porte da Caixa, que deveria ter instrumentos de controle e governança eficientes, consistentes em violações profundas aos corpos, às imagens e à intimidade de servidoras do órgão”.

Pedro Guimarães deixou o comando da Caixa após forte pressão causada pela revelação de denúncias de assédio cometido enquanto presidente do banco.

As vítimas de assédio dizem, ainda, “ser motivo de tristeza que condutas como apalpar seios e nádegas, beijar e cheirar pescoços e cabelos, convocar funcionárias até seus aposentos em hotéis sob pretextos profissionais diversos e recebê-las em trajes íntimos, além de constantes convites para ‘massagens’, ‘banhos de piscina’ ou idas a ‘saunas’ sejam naturalizados e tidos, repetimos, como ‘não contundentes’ pelo Chefe do Poder Executivo”.

Por fim, dizem que não vão se calar, apesar de posicionamentos como os de Bolsonaro. “Assim como em suas duras e desprezíveis palavras, fomos desacreditadas e relegadas à nossa própria sorte pela instituição que deveria garantir nossa integridade. Mas não nos calamos e não iremos nos calar.”

Leia na íntegra a nota das vítimas de assédio sexual na Caixa
“À vista de recente entrevista concedida pelo Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao Portal Metrópoles na qual é por ele afirmado não existir “nada de contundente” nas denúncias feitas naquele que ficou publicamente conhecido como o ESCÂNDALO DE ASSÉDIO SEXUAL NA CAIXA e no qual é investigado o ex-presidente daquele órgão, Sr.Pedro Guimarães, em nome e a pedido das VÍTIMAS que representamos na esfera criminal neste caso, temos a dizer:

Um, ser estarrecedor que para o Mandatário da nação não sejam contundentes atos relatados e atribuídos ao presidente de uma instituição do porte da Caixa, que deveria ter instrumentos de controle e governança eficientes, consistentes em violações profundas aos corpos, às imagens e à intimidade de servidoras do órgão; Dois, ser motivo de tristeza que condutas como apalpar seios e nádegas, beijar e cheirar pescoços e cabelos, convocar funcionárias até seus aposentos em hotéis sob pretextos profissionais diversos e recebê-las em trajes íntimos, além de constantes convites para ”massagens”, ”banhos de piscina” ou idas a ”saunas” sejam naturalizados e tidos, repetimos, como ”não contundentes” pelo Chefe do Poder Executivo;

Três, acima de tudo, é motivo de indignação e revolta que, ao minimizar a dor e o sofrimento já expressos em inúmeros depoimentos perante a Corregedoria da Caixa, o Ministério Público do Trabalho e, no âmbito criminal, o Ministério Público Federal, as VÍTIMAS tenham sua PALAVRA posta em dúvida em contribuição ao processo de REVITIMIZAÇÃO que um Presidente da República deveria ter como compromisso combater.

Por fim, em respeito à voz das VÍTIMAS reproduzimos integralmente parte de sua manifestação: “Seria contundente, senhor Presidente da República, se o fato ocorresse com sua esposa ou filha? Acreditamos que sim. Pois saiba que além de mulheres, também somos esposas, filhas, mães e profissionais que foram abusadas, lesadas e agredidas pela conduta de alguém que deveria ser líder, mas que optou por ser algoz. E, assim como em suas duras e desprezíveis palavras, fomos desacreditadas e relegadas à nossa própria sorte pela instituição que deveria garantir nossa integridade. Mas não nos calamos e não iremos nos calar. A verdade, apenas a verdade, é suficientemente contundente para fazer justiça e para que outras mulheres não sofram o mesmo que nós.”

Brasília, 25 de outubro de 2022″

Campanha de Bolsonaro entrega ao TSE relatório em que alega que rádios deixaram de exibir inserções do presidente

A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (25), um relatório detalhando a denúncia de que rádios deixaram de exibir inserções da propaganda eleitoral do candidato.

O pedido de detalhamento foi feito pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, quando a campanha fez as denúncias, na segunda-feira (24). Moraes determinou que fossem apresentados “provas e/ou documentos sérios”.

A denúncia foi feita inicialmente pelo ministro das comunicações, Fábio Faria. Ele afirmou que empresa de auditoria contratada pela campanha constatou que Bolsonaro teve pelo menos 154 mil inserções a menos do que a campanha do rival Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas não havia apresentado detalhes.

Agora, a campanha enviou ao TSE um link no qual diz que estão listadas as rádios e os horários das inserções.

Na resposta, os advogados da campanha afirmam que os dados foram checados sucessivas vezes.

Caberá ao TSE analisar o material e os pedidos de apuração e responsabilização dos envolvidos. O TSE também vai analisar a solicitação da campanha de Bolsonaro para suspender as inserções da campanha de Lula no rádio em todo o país.

Dia do servidor público: maioria dos estados muda calendário e evita ‘feriadão’ no 2º turno

O Dia do Servidor Público no Brasil é comemorado em 28 de outubro. A data não é feriado nacional, mas estados e municípios costumam dar ponto facultativo para funcionários e suspender o atendimento nas repartições públicas, exceto as que desempenham atividades essenciais.

É comum que o ponto facultativo seja antecipado ou adiado pelos gestores públicos para datas mais convenientes – para o início ou para o fim da semana, por exemplo, criando uma folga prolongada para os funcionários.

Neste ano, alguns estados e capitais levaram em conta o fato de que a data cai na sexta-feira anterior ao dia em que será realizado o segundo turno (30) e anteciparam ou adiaram o ponto facultativo, evitando um “feriadão” no fim de semana do segundo turno, o que poderia aumentar o índice de abstenções na votação.

Anteciparam: AL, AM, CE, GO, MS, PI
Adiaram: BA, ES, MA, MG, MT, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS
Não mudaram data e terão ponto facultativo na sexta (28): AC, DF, RR, SC, SE, SP
Não informaram se haverá ponto facultativo na sexta (28): AP, RO, TO

Maranhão e Minas Gerais adiaram o dia do servidor público, mas transferiram a data para segunda (31), mantendo o fim de semana prolongado; em Minas, o governo estadual também concedeu ponto facultativo na terça (1º), de modo que os funcionários públicos do estado terão folga prolongada de sábado (29) a quarta (2), Dia de Finados (veja mais detalhes abaixo).

Além da mudança na data do recesso do dia do servidor público, outra medida pode ter impacto nas abstenções no segundo turno: 26 das 27 capitais brasileiras terão transporte público gratuito no domingo (30) – a exceção é Rio Branco, que terá gratuidade em apenas um dos trechos da viagem.