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Pesquisa do Instituto Potencial aponta empate técnico: Raquel Lyra tem 50,3% e Marília Arraes, 46,5%

A segunda pesquisa para o Governo de Pernambuco realizada pelo Instituto Potencial em parceria com a Folha de Pernambuco aponta uma pequena subida (0,2%) de ambas as candidatas na intenção de votos estimulada. A ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) saiu de 50,1% para 50,3%, enquanto a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) pulou de 46,3% para 46,5%. O novo levantamento mantém o empate técnico no limite da margem de erro, que chega a 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Mil pessoas, de 70 municípios, abrangendo todas as regiões do Estado, foram entrevistadas por telefone, do dia 21 de outubro de 2022 até ontem (26 de outubro).

A diferença também foi pequena entre os que ainda não sabem em quem votar: 2,5% contra 2,6% nos dados anteriores. A maior queda foi entre os que não quiseram responder. O primeiro levantamento registrou 0,4% e agora, 0,1%. Entre os primeiros entrevistados, 0,3% disse que vai anular o voto. O índice cresceu agora para 0,4%. O percentual se manteve entre os que afirmam votar em branco: 0,3%

Maioria das pessoas ouvidas é mulher (53,6%), contra 46,4% homens. O maior número (24,5%) se concentra na faixa etária de 45 a 59 anos e o menor (1,7%), entre 16 e 17 anos. A partir dos 70 anos, o eleitor não é mais obrigado a votar, mas 5,8% deles, até os 79 anos, e 26 com idade superior a 79 anos foram entrevistados. 20,7% têm de 25 a 34 anos e outros 20,7%, de 35 a 44. De 60 a 69 anos de idade, são 10,6%; 84 estão entre 21 e 24 anos, e 5% têm de 18 a 20 anos.

Sobre o grau de instrução, 25,5% pessoas disseram ter ensino médio completo; seguidas por 24,1% com fundamental incompleto; e 15,6% com ensino médico incompleto; 10,9% delas apenas leem e escrevem; 7,9% têm o superior completo, enquanto 6,7% se declararam analfabetas; 4,8% fizeram o fundamental completo e 4,5% não concluíram o ensino superior.

Entre os entrevistados, 59,4% afirmaram ter até dois salários mínimos como renda mensal familiar; 27,1% recebem mais de dois e até cinco salários mínimos; 8% falam em mais de cinco e até dez salários; e 5,5% consultados declararam renda mensal superior a dez salários mínimos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o nº PE-01529/2022

Paulo Guedes diz ‘nós roubamos menos’ ao comparar Bolsonaro e Lula; e depois afirma: ‘Nós não roubamos’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, cometeu um deslize ao comentar nesta quinta-feira (27) a promessa do governo Bolsonaro de aumentar a faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda.

Questionado pela reportagem do g1 sobre a promessa de isentar do imposto os trabalhadores com renda de até R$ 6 mil mensais – acima dos R$ 5 mil prometidos pelo ex-presidente Lula – o ministro da Economia afirmou que o governo Bolsonaro ‘rouba menos’.

“Eu, se fosse o Bolsonaro, diria: tudo o que o Lula fizer, eu faço mais. Por quê? Porque nós roubamos menos”, afirmou. E se corrigiu imediatamente em seguida: “Nós não roubamos”.

“Quem rouba não consegue pagar muito. Então, o que acontece? Se você pagar um salário mínimo de R$ 1.200, eu pago R$ 1.400. Se ele paga R$ 1.400, eu pago R$ 1.500. Se o Bolsa Família for de R$ 6 mil, eu pago R$ 7. Se você dá uma isenção, vira uma disputa política de ver quem chuta mais alto”, disse Guedes.

Ao longo dos quatro anos de mandato, no entanto, o governo Bolsonaro não reajustou a tabela do Imposto de Renda , embora isso tenha sido uma promessa em sua primeira campanha à Presidência.

Salário mínimo
A fala do ministro ocorreu durante coletiva de imprensa na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), onde participou de um evento.

Na ocasião, Guedes também insistiu que o salário mínimo será reajustado acima da inflação no ano que vem, e prometeu aumento real de cerca de 2% no salário dos servidores públicos.

“Durante a pandemia, com o funcionalismo fazendo o trabalho de casa, com garantia de emprego e salário bem mais alto que o resto da população brasileira, eles deram uma contribuição. Agora que acabou a pandemia, nós estamos dizendo: vamos dar aumentos reais de salários, tanto os salários mínimos, quanto os aposentados e o funcionalismo”, disse Guedes.

O salário mínimo, no entanto, não teve nenhum reajuste acima da inflação ao longo do primeiro mandato do presidente Jair Bolsonaro. A última alta real entrou em vigor em 1º de janeiro de 2019, aprovada pelo governo Temer.

Segundo Guedes, a ausência de alta real foi devido aos impactos da pandemia de Covid-19. O reajuste de 2020, no entanto – que também não superou a inflação –, foi aprovado antes da pandemia.

Guedes afirmou que o aumento real dos servidores públicos já está previsto no orçamento, considerando a diferença entre a previsão da inflação e o fechamento do índice no fim do ano.

“Nós tínhamos previsto uma inflação que podia ser de até 7,5%. Mandamos (o projeto de lei orçamentária) com uma folga para o orçamento de 2023. Se a inflação for de 5,5%, você pode dar 2% de aumento real. A verba, inclusive, já está lá, preparada”, disse.

Segundo o ministro, será uma decisão política. “Pode ser até um pouco mais, um pouco menos. É uma decisão política. O governo é que decide”, afirmou.

Polêmica da desindexação
A correção do salário mínimo se tornou um dos principais temas dos candidatos à presidência da República na reta final da campanha eleitoral de 2022.

O assunto virou destaque após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter afirmado na semana passada que o governo estuda desvincular o reajuste do salário mínimo e de aposentadorias do índice de inflação do ano anterior.

A declaração causou desconforto na campanha bolsonarista que, prontamente, tentou explicar a proposta. Isso porque alguns setores interpretaram que a medida poderia diminuir o valor do salário do mínimo. Guedes, no entanto, contradisse a afirmativa.

“É claro que vai ter o aumento do salário mínimo e aposentadorias pelo menos igual à inflação, mas pode ser até que seja mais. Quando se fala em desindexar, as pessoas geralmente pensam que vai ser menos que a inflação, mas pode ser o contrário”, disse ele.

Maioria no STF vota para determinar reativação do Fundo Amazônia

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou voto nesta quinta-feira (26) para determinar a reativação do Fundo Amazônia – que capta doações para projetos de preservação e fiscalização no bioma. Segundo os votos até o momento, a retomada dos financiamentos deve ocorrer em 60 dias.

O plenário julga uma ação em que partidos da oposição – PSB, PSOL, PT e Rede – alegam que o governo federal está deixando de disponibilizar R$ 1,5 bilhão do fundo, já em conta, que legalmente deveriam ser destinados para financiar projetos de preservação na Amazônia Legal.

A análise teve início no dia 6 de outubro. Nesta quarta, Rosa Weber, que é a relatora do caso, votou por conceder parte dos pedidos, determinando que a União adote, em 60 dias, nos limites de suas competências, as providências necessárias à reativação do fundo, com o formato de governança anterior, estabelecido em decreto de 2008.

“O problema da omissão inconstitucional, que procurei desenhar, reside no comportamento comissivo do administrator que instaurou um marco normativo desestruturante do antecedente, sem as salvaguardas jurídicas para manutenção do quadro mínimo dos deveres e direitos ao meio ambiente equilibrado”, disse.

“Entendo como medida jurisdicional adequada, para a primeira solução do problema, a suspensão da aplicação dos dispositivos que alteraram o modelo de governança do Fundo Amazônia. Compete à União tomar as medidas administrativas necessárias para a reativação do fundo”, declarou.

O julgamento foi suspenso e deverá ser retomado na próxima sessão, prevista para 3 de novembro, para o voto dos demais ministros. Até agora, também votaram André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Dias Toffoli

Fundo Amazônia
Criado em 2008 para financiar projetos de redução do desmatamento e fiscalização, o Fundo Amazônia está parado desde abril de 2019, quando o governo Bolsonaro extinguiu os colegiados Comitê Orientador (COFA) e o Comitê Técnico (CTFA), que formavam a base do fundo.

Somente neste ano, a área de floresta derrubada na Amazônia Legal, de janeiro a setembro, atingiu 9.069 km², um número quase oito vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Um relatório de auditoria elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU) apontou, em junho, que a gestão do Ministério do Meio Ambiente do governo Bolsonaro colocou em risco a continuidade do Fundo Amazônia e, por conseguinte, uma série de políticas ambientais, ao extinguir de forma unilateral, “sem planejamento e fundamentação técnica” colegiados que formavam a base dessa iniciativa de financiamento.

De acordo com a CGU, até dezembro do ano passado, o fundo já tinha cerca de R$ 3,2 bilhões parados para a destinação a novos projetos.

Em abril deste ano, o Supremo derrubou três decretos sobre política ambiental do governo Bolsonaro, incluindo o que extinguiu o Comitê Organizador do Fundo Amazônia. As decisões faziam parte do chamado “pacote verde”, que discute políticas socioambientais adotadas no país nos últimos anos.

Em audiência pública sobre a ação em julgamento, realizada em 2020, o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o governo federal não recriou o Conselho Orientador do Fundo Amazônia porque os países europeus doadores rejeitaram mudanças no modelo de gestão dos recursos.

Em maio do ano passado, Salles tentou mudar as regras do Fundo e anunciou a intenção de destinar os recursos captados para indenizar proprietários de terras. Ele também afirmou na época haver indícios de irregularidades nos contratos firmados com ONGs, mas não apresentou nenhuma prova que confirmasse a afirmação.

Bolsonaro faz campanha na Baixada e na Zona Oeste do Rio a três dias do segundo turno

O presidente Jair Bolsonaro, candidato do PL à reeleição, fez nesta quinta-feira (27) campanha no Rio de Janeiro. A três dias do segundo turno da disputa presidencial, o candidato participou de carreata na Baixada Fluminense e, depois, fez comício na Zona Oeste da capital.

Em um carro de som, Bolsonaro saiu pela manhã de Belford Roxo com destino a São João de Meriti, onde realizou comício no centro da cidade. Ele estava acompanhado de Cláudio Castro (PL), governador reeleito do Rio, deputados, lideranças políticas locais e religiosos.

Durante discurso, o candidato do PL afirmou que a votação do próximo domingo (30) é “uma das eleições mais importantes” do país. E fez ataques a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário na disputa.

“Mais do que eleger um presidente identificado com vocês, é o que nós queremos para o nosso Brasil. É a volta do passado, da corrupção? Ou é a permanência neste rumo da paz, do trabalho e da ordem e do progresso?”, perguntou Bolsonaro a apoiadores.

Bolsonaro também destacou a redução da inflação nos últimos meses, puxada pela queda nos preços dos combustíveis. E disse ser um defensor de pautas conservadoras.

Atrás de Lula nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro pediu aos apoiadores que convençam pessoas que votaram no petista a mudar de posição.

“A vocês que votaram no primeiro turno, vamos repetir e, mais ainda, dá para trazer mais gente para o nosso lado. Vamos garantir a reeleição do capitão do povo”, disse o candidato do PL. “Cada um de vocês arranje pelo menos mais um voto para nós”, acrescentou.

Palmeirense, o presidente disse aos presentes que no próximo sábado (29) “todos” serão Flamengo. O rubro-negro carioca enfrentará o Athletico, do Paraná, na final da Libertadores 2022, no Equador.

Esta quinta-feira é o último dia para a realização de comícios pelos candidatos nestas eleições, conforme a legislação eleitoral.

Lula lança carta com propostas para eventual governo

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lançou uma carta com propostas para um eventual governo.

O texto se divide em 13 eixos, como: “Democracia e liberdade”, “desenvolvimento econômico com investimentos”, “desenvolvimento sustentável e transição ecológica”, “reindustrialização do Brasil” e “agricultura sustentável”.

Na abertura da carta, a campanha petista diz que “esta não é uma eleição qualquer” e que estão em jogo dois projetos completamente diferentes para o país.

“Temos consciência da nossa responsabilidade histórica e, junto com amplas forças que apoiam a democracia brasileira, a partir de um permanente processo de diálogo e escuta da sociedade, apresentamos nossas principais propostas para a reconstrução do país”, diz o documento.

Bolsa Família
Lula afirma que quer o retorno do programa Bolsa Família, transformado em Auxílio Brasil pelo governo Bolsonaro no ano passado.

Segundo o ex-presidente, o programa de transferência de renda continuará a pagar R$ 600 aos beneficiários. A cada criança com menos de seis anos na família. haverá um adicional de R$ 150. “O Bolsa Família tem condicionante. Não é um dinheiro dado aleatoriamente”, acrescentou.

Responsabilidade fiscal
Sem mencionar o teto de gastos, que limita o crescimento das despesas públicas, a carta afirma que a política fiscal do eventual governo petista deve seguir “regras claras e realistas, com compromissos plurianuais, compatíveis com o enfrentamento da emergência social que vivemos e com a necessidade de reativar o investimento público e privado para arrancar o país da estagnação”.

Em outras oportunidades na campanha, Lula defendeu explicitamente a revogação do mecanismo instituído em 2017.

Faixa de isenção do Imposto de Renda
No campo tributário, o petista repetiu que pretende elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas para R$ 5 mil. Atualmente, estão isentos brasileiros com rendimentos mensais menores que R$ 1.903,98.

Crédito
O candidato também detalhou o programa “Desenrola Brasil”, apresentado pela campanha ainda no primeiro turno. Segundo a proposta, o governo vai facilitar a negociação de dívidas registradas nos nomes de brasileiros que recebem até três salários mínimos. O projeto se assemelha ao defendido por Ciro Gomes, candidato do PDT derrotado à Presidência.

O ex-presidente também quer lançar um programa com oferta de novas linhas de crédito para micro e pequenas empresas. A proposta, intitulada “Empreende Brasil”, tem sido veiculada à exaustão pela campanha no horário eleitoral. Em outras ocasiões, Lula indicou que deverá criar um ministério independente para o fomento de micro e pequenas empresas.

Nova versão do PAC
O petista afirma também que um eventual novo governo deve contar com uma nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lançada em 2007, primeiro ano do segundo mandato de Lula, a iniciativa previa estímulo a investimentos públicos e privados em projetos de infraestrutura no país.

Habitação
Ao mesmo tempo, o ex-presidente diz que deve investir na retomada do Minha Casa, Minha Vida. O programa foi criado por Lula em 2009 com o objetivo de reduzir o déficit habitacional no Brasil. Em 2020, o governo Jair Bolsonaro (PL) rebatizou a iniciativa para Casa Verde e Amarela e promoveu alterações no escopo do programa.

‘Paz e diálogo’
No fim da carta, Lula diz que o país precisa de paz, democracia e diálogo.

“Ao longo dessa campanha, vi a esperança brilhando nos olhos do nosso povo. A esperança de uma vida melhor num país mais justo. O Brasil precisa de um governo que volte a cuidar da nossa gente, especialmente de quem mais necessita. Precisa de paz, democracia e diálogo. É com a força do nosso legado e os olhos voltados para o futuro que dirijo esta carta ao povo brasileiro.”

Fiéis relatam ameaças antes de ato de Bolsonaro em frente à igreja em Campo Grande

Padres e fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, relatam que estão sofrendo ameaças e intimidações desde que afirmaram que seguiriam postura neutra em questões políticas, conforme recomendação da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Eles afirmam que suspenderam missas e outras atividades da paróquia, como servir café da manhã para a população de rua e visitar doentes.

Um ato em prol da campanha do presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição pelo PL, aconteceu em frente à igreja nesta quinta-feira (27). O palanque foi montado na praça em frente à igreja. Dias antes, na segunda-feira (24), organizadores do evento começaram a remover o gradil que cerca a igreja e a Praça Dom João Esberad sem comunicar a prefeitura (leia mais sobre isso ao fim deste texto). Eles também cortaram árvores do local.

Um membro da paróquia, que pediu para não ser identificado, disse que, no sábado (22), eles foram procurados por um deputado da região recém-eleito e seu segurança para participarem do ato, mas negaram para manter a neutralidade política.

“No sábado, eles vieram tentar falar com o padre, mas ele não estava. Ao serem informados, acharam que estávamos mentido, e o segurança começou a dizer coisas como: ‘É para o presidente’, ‘o presidente vai saber’”, contou o membro da paróquia.

Os padres negaram o acesso da equipe do Bolsonaro ao espaço interno da igreja, que seria usado para acolher a comitiva do presidente. Foi então que as retaliações por parte de apoiadores do presidente, como ameaças a padres residentes na paróquia e a funcionários, começaram.

Carreata com imagem da igreja
No domingo (23), uma carreata pró-Bolsonaro aconteceu pelas ruas de Campo Grande com uma arte com a imagem da fachada da Igreja Matriz ao fundo, o que poderia gerar uma falsa associação da paróquia com grupos políticos.

O padre João Lucas, que comanda a paróquia ao lado do padre Ricardo Gomes e do diácono Vitor Henrique, respondeu à organização do evento que a igreja não se envolveria em nenhum ato seguindo a postura neutra em questões políticas, que é a recomendada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Padres isolados e igreja fechada

O membro da paróquia que conversou com o g1 relatou o que tem acontecido desde a abordagem no sábado (22).

“Por fim, notamos alguns carros estranhos parados em frente à igreja e, seguindo orientação da Arquidiocese, suspendemos todas as nossas atividades por medida de segurança”, disse.

Ao todo, 12 missas que aconteceriam ao longo da semana foram suspensas. O café da manhã servido à população de rua também deixou de ser oferecido, assim como às visitas para levar os sacramentos a doentes, uma vez que os padres estão isolados.

“Eles construíram o palco em frente à igreja e ficamos isolados. Estamos sem sair desde segunda-feira”, disse o funcionário.

Ministro mantém liberação de consignados a beneficiários de programas

A norma que amplia a margem de crédito consignado e prevê a liberação dessa modalidade para beneficiários de programas sociais teve a validade mantida pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele, em sua decisão divulgada nessa quarta-feira (26), rejeitou o pedido de medida cautelar feito pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7223.

O PDT questiona a mudança nas regras de acesso aos empréstimos consignados determinadas pela Lei 14.431/2022. Entre as alterações está a autorização para que os cadastrados no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e de programas federais de transferência de renda, como o Auxílio Brasil, possam fazer empréstimo consignado.

Dívidas
O PDT questiona, entre outros argumentos, a possível ampliação do superendividamento dos beneficiários que aderirem a essa modalidade de crédito. Para o partido, o empréstimo consignado torna vulnerável quem contraiu o crédito, uma vez que parte da renda fica comprometida antes mesmo do recebimento.

Na sua decisão, o ministro entendeu não haver urgência no pedido, um dos requisitos para a concessão de liminar, pois o aumento da margem de créditos consignados não é novidade, e a ampliação desse tipo de crédito tem sido constante nas últimas décadas. Marques ressaltou ainda que os empréstimos são liberados a partir de análise de crédito e de risco realizada pelas instituições financeiras privadas ou públicas, com habilitação no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou no Ministério da Cidadania.

Com informações do STF

Civis de Kherson são retirados aos poucos pelas forças russas: “Não sobrou nada nos supermercados”

O clima é extremamente tenso nas regiões de Zaporíjia e Kherson, anexadas pela Rússia na Ucrânia. Em Kherson, desde a semana passada as autoridades pró-Moscou pedem aos civis para que se retirem para o outro lado da fronteira. Desde que as autoridades de ocupação pró-Rússia iniciaram as evacuações, em 19 de outubro, “mais de 70.000” civis deixaram suas casas “em uma semana” na região de Kherson, afirmaram os encarregados pró-Moscou, na quarta-feira (26).

Diante de um terminal de balsas às margens do rio Dnipro, soldados russos uniformizados organizam a saída dos moradores da região de Kherson. “A partir das 8 horas da manhã, as primeiras balsas chegam aqui vindas da margem direita”, explica Dimitri Ershova, o chefe do grupo. “O ônibus chega no mesmo horário. Tudo está organizado em sincronia para que as pessoas esperem o mínimo possível. Elas entram nos ônibus e seguem em comboio para que, caso ocorra algum tipo de incidente, as consequências sejam minimizadas”, detalha o oficial.

Médicos e carregadores de bagagens foram enviados ao local pela Rússia, que investiu no acolhimento daqueles que concordam em ser retirados. Mas isso não parece tranquilizar os moradores.

“Tenho medo de que haja confronto e que a frente de batalha se mova de um lado para o outro”, comenta Adam, enquanto sobe a bordo de uma balsa, acompanhado da mãe, em direção à Crimeia, região ucraniana anexada pela Rússia em 2014. “Estou certo de que nos próximos seis meses a situação não será nada estável”, desabafa.

Desde o início de setembro, o Exército ucraniano vem avançando gradualmente nesta região. A área foi anexada por Moscou no final do mesmo mês, mas ainda não é totalmente controlada pela Rússia.

As conquistas territoriais dos soldados ucranianos levaram, assim, as autoridades pró-Rússia a pedir à população civil que deixasse suas casas e cruzasse o rio Dnipro. Na quarta-feira, Vladimir Saldo, chefe da ocupação russa, também anunciou “a proibição de entrada na zona da margem direita da região por um período de sete dias” face à “situação tensa no fronte de batalha”.

Falta comida
No entanto, apesar do agravamento das condições de segurança, muitos ainda querem ficar na cidade onde têm tudo: suas casas, suas memórias, seus hábitos. Mesmo se a oferta de alimentos está se tornando escassa.

“Não sobrou nada nos supermercados, as prateleiras estão vazias. Você quer salsicha, carne, não há nada” diz um homem que pesca às margens do rio. Sem olhar para o ônibus que transporta os demais moradores, ele joga sua linha novamente no Dnipro, na esperança de encontrar comida.

Destruição de infraestruturas
“Tenho certeza de que mais de 70.000 (pessoas) partiram em uma semana desde que a travessia foi organizada” garante Vladimir Saldo em entrevista ao canal de TV local Krym 24.

O representante de Moscou cita o “perigo imediato de inundação dos territórios da região de Kherson e a destruição maciça de infraestrutura civil” por Kiev. Ele faz alusão a uma ameaça que vem sendo usada há dias para assustar os moradores: a possível explosão de uma barragem na região, que teria sido minada pelas forças ucranianas.

Kiev também cogita essa hipótese, mas acusar Moscou de ter instalado minas na barragem de Kakhovka para provocar uma catástrofe. Se houver uma explosão, “mais de 80 localidades, entre elas Kherson, estarão na zona de inundação rápida”, alertou o presidente ucraniano Volodimir Zelensky.

“Isso poderia destruir o abastecimento de água em grande parte do sul da Ucrânia e afetar o resfriamento dos reatores da central nuclear de Zaporíjia, que obtém sua água nesse lago artificial de 18 milhões de metros cúbicos”, acrescentou Zelensky.

Por conta de “acirramento de ânimos” às vésperas de eleição, Unicap suspende aulas

Por meio de nota publicada nas redes sociais, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) informou que vai suspender as aulas e atividades acadêmicas e administrativas do local, desta quinta (27) até sábado (29). O motivo, de acordo com a Universidade, é o “acirramento de ânimos” por conta do segundo turno das eleições, tanto estadual como presidencial. A votação do segundo turno será neste domingo (30), das 8h às 17h.

“A decisão visa proteger os alunos, professores e funcionários de qualquer tipo de risco que por ventura pudesse ocorrer a partir da realização de manifestações no entorno da Unicap. Esperamos que as eleições transcorram em clima de paz e respeito e que todos possam exercer seu direito ao voto de forma livre, consciente e responsável”, informou a Universidade, em nota.

Em Pernambuco, o segundo turno das eleições para o Governo do Estado será disputado entre as candidatas Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB).

No âmbito nacional, concorrendo à Presidência da República, estão o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente Lula (PT).

e-Título deve ser feito até sábado; veja como usar o aplicativo no segundo turno

O aplicativo e-Título pode substituir o título de eleitor e o documento com foto no segundo turno das eleições. Mas a emissão da versão digital ficará suspensa no dia da votação e, por isso, precisa ser feita até sábado (29).

Quem já usou o aplicativo no primeiro turno ou em eleições anteriores, já tem o título de eleitor digital e não precisa emitir o documento novamente.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta eleitores que ainda não tem a versão digital do título a se organizarem e evitarem baixar o aplicativo de última hora. É preciso ter um registro na Justiça Eleitoral para emitir o documento, que então poderá ser acessado a qualquer momento.

Com o e-Título, é possível acessar vários recursos, como consulta do local de votação, formulário de justificativa para a ausência, entre outros. O uso do aplicativo não é obrigatório e funciona como uma alternativa digital para o documento impresso com foto.

Como usar o e-Título?

O e-Título está disponível gratuitamente e pode ser baixado em celulares Android (neste link) e em iPhones (neste link).

Ao abrir o aplicativo pela primeira vez, clique em “Próximo” e, depois, em “Começar no e-Título”. Em seguida, aceite os termos de uso do aplicativo. Para emitir o título de eleitor digital, siga este passo a passo:

Insira nome, data de nascimento, CPF ou número de inscrição presente no título impresso, além de nome da mãe e do pai, se constar no RG, e clique em “Entrar no e-Título”;

Na tela seguinte, responda a três questões para confirmar sua identidade – o aplicativo pede a alternativa correta em perguntas sobre informações como documento de identificação, cidade natal, estado, endereço, grau de instrução e número de telefone;

Crie uma senha – caso você já tenha usado o e-Título, insira a senha criada anteriormente (é possível criar uma nova ao clicar em “Esqueci minha senha”);

O aplicativo pode mostrar uma tela para ativar o desbloqueio do aplicativo com o leitor de impressão digital do celular;

Os dados do seu título de eleitor estarão disponíveis na aba “e-Título”.

O e-Título reúne informações como nome, número de inscrição do título de eleitor, data de nascimento, número de zona eleitoral e seção, município, nome dos pais. Há ainda um QR Code que serve para validar as informações.

Partido Novo suspende filiação de João Amoêdo

O Partido Novo determinou a imediata suspensão da filiação de João Amoêdo. A sigla não deu detalhes do que teria motivado a medida, mas é adotada após o anúncio de voto em Lula (PT) no segundo turno.

Segundo o partido, a filiação foi suspensa enquanto Amoêdo é alvo de um processo disciplinar por “possíveis violações estatutárias”.

Nas redes sociais, o deputado federal pelo Novo no Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, disse que a Comissão de Ética havia enviado comunicado sobre a suspensão alegando “risco de dano grave e de difícil reparação à imagem e reputação do Novo”.

No segundo turno, Amoêdo, que foi candidato à presidência pelo partido em 2018 e crítico constante dos governos petistas, anunciou apoio a Lula (PT). Na declaração, disse que seu direito de fazer oposição estaria “mais preservado com Lula, que com Bolsonaro”.

Após o posicionamento, ele foi criticado pelo partido. O atual presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que a postura era “vergonhosa”.

No segundo turno, o Novo não se posicionou em apoio a nenhum dos candidatos. Apesar disso, publicou uma nota criticando o PT e o ‘lulismo’, mas liberando seus filiados e eleitores a votar no segundo turno de acordo com a “consciência” e “princípios partidários”.

Em nota, o Novo informou que “o processo na CEP segue seu curso respeitando rigorosamente as determinações Estatutárias e o pleno direito de defesa”.

TSE agiu rápido para conter tentativa de Bolsonaro de tumultuar a eleição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu agir rápido no caso das inserções de rádio e rejeitar a ação apresentada pelo comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para esvaziar a estratégia do presidente da República e de seus assessores de tentar tumultuar a eleição nesta reta final.

Segundo ministros do Tribunal, Bolsonaro passou a imagem de desespero por risco de derrota e, por isso, fez uma denúncia sem provas, baseada numa auditoria com metodologia errada e seguindo um caminho totalmente irregular juridicamente.

Na avaliação de interlocutores de ministros do TSE, não era possível deixar esse caso em aberto até domingo, porque acabaria permitindo que apenas o lado de Bolsonaro ficasse divulgando uma tese não comprovada para tumultuar o processo eleitoral.

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ao indeferir o pedido do PL, partido do presidente da República, fez questão de dizer que o caso pode configurar crime eleitoral e encaminhou pedido de investigação para a Procuradoria-Geral Eleitoral da República. Além disso, encaminhou o assunto também para o inquérito que apura, no Supremo Tribunal Federal, a atuação de milícias digitais.

A conclusão do TSE sobre a denúncia da equipe de Bolsonaro é que, em primeiro lugar, ela não para de pé. Primeiro, porque a obrigação de fiscalizar a veiculação das inserções comerciais nas rádios é dos partidos e não do Tribunal.

Segundo, se algumas rádios estavam prejudicando a campanha de Bolsonaro e beneficiando a de Lula, o caminho não era pedir que inserções do petista fossem retiradas do ar como punição. O certo seria abrir uma ação contra as rádios. Confirmado o erro, elas seriam obrigadas a veicular as inserções subtraídas e corriam o risco de ficarem fora do ar.

Terceiro, a reclamação teria de ser feita num prazo de 48 horas. Não é permitido que a campanha prejudicada faça um “armazenamento tático” para fazer um questionamento em bloco, como está fazendo agora o PL.

Na avaliação de ministros do STF, a ação do presidente acabou passando uma imagem de um certo desespero no comitê de Bolsonaro por um risco de derrota. Depois que a operação de Roberto Jefferson não deu certo, o governo teria partido para o seu plano B para tumultuar a eleição na reta final.

Cobra píton engole mulher de 54 anos na Indonésia

Uma cobra de 7 metros com uma mulher dentro do estômago foi encontrada em uma plantação de seringueiras na Indonésia, segundo jornais do país.

No domingo de manhã, Jahrah, de 54 anos, foi para a plantação na qual ela trabalhava, na ilha de Sumatra. No começo da noite, o marido dela afirmou que a mulher estava desaparecida. Na mesma noite começaram as buscas.

Na manhã seguinte, uma cobra píton foi encontrada na área.

Segundo o site Detik, o chefe da polícia da região disse que logo houve suspeita de que a cobra poderia ter matado e engolido a mulher. O animal foi capturado, e de fato o corpo da vítima estava dentro do estômago da cobra.

Essa não foi a primeira vez que uma cobra dessa espécie mata e engole um trabalhador rural, mas os casos são raros —houve um em 2018 e outro em 2017. Essa espécie sufoca a vítima até a morte.

Lula diz que acredita nas urnas e que, após eleição, momento será de ‘reconciliação’ da população

O ex-presidente Lula, candidato do PT à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (26) que acredita nas urnas eletrônicas e que, após a proclamação do resultado da eleição, o momento será de “reconciliação” da população.

Lula deu a declaração ao conceder entrevista para a Rádio Mix de Manaus (AM). A votação do segundo turno está marcada para o próximo domingo (30), e o candidato do PT criticou o que chamou de “política de ódio” na disputa eleitoral deste ano.

“É uma eleição entre a manutenção da conquista da democracia no nosso país — da recuperação do regime democrático — e a continuidade da barbárie que representa o governo Bolsonaro. […] Ou o povo vai votar para continuar este país sendo um país civilizado, ou o povo vai votar na barbárie, que é o presidente Jair Bolsonaro. É isto o que está em jogo. E o povo vai decidir soberanamente. O que ele decidir, todo mundo vai acatar porque nós não duvidamos da urna”, declarou Lula.

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) costuma atacar as urnas e o processo eleitoral. Sem jamais ter apresentado qualquer prova de indício de irregularidade, o presidente da República costuma repetir fake news já desmentidas por órgãos oficiais.

Sobre como pretende lidar com os apoiadores de Bolsonaro após as eleições, Lula respondeu:

“Eu acho que o bolsonarismo vai continuar, o ódio vai continuar por um tempo, os fanáticos vão continuar por um tempo, mas eu acho que a gente vai ter um processo de reconciliação da população brasileira.”

Lula relembrou ter disputado as eleições contra Fernando Collor (1989), Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998), José Serra (2002) e Geraldo Alckmin (2006) e que, passada a eleição, quem perdia se preparava para a próxima eleição, e quem ganhava, governava.

“A gente disputava eleição, e quem pedia ia para casa lamentar e se preparar para a próxima eleição. Quem ganhava, começava a governar numa boa. Foi assim em 1989, 1994, 1998, 2006 e 2010”, declarou o petista.

Em ofensiva sobre eleitorado mineiro, Bolsonaro visita terceira cidade em menos de 10 horas

O presidente Jair Bolsonaro, candidato do PL à reeleição, fez na tarde desta quarta-feira (26) um comício em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. É a terceira parada de Bolsonaro no interior de Minas Gerais em menos de 10 horas.

Antes da visita a Uberlândia, o candidato passou por Governador Valadares e Teófilo Otoni, na região dos Vales de Minas Gerais.

A quatro dias do segundo turno, que ocorre no próximo domingo (30), o presidenciável do PL tenta virar o placar no estado.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, Lula (PT) recebeu, no primeiro turno, 5,8 milhões de votos (48,29%), enquanto Bolsonaro teve 5,2 milhões de votos (43,60%).

Ao lado de Braga Netto, candidato a vice na chapa do PL, Bolsonaro participou de evento organizado pelo Sindicato Rural de Uberlândia, no Parque de Exposições Camaru. O governador reeleito de Minas, Romeu Zema (Novo), lideranças políticas locais e religiosos também compareceram.

Voto mineiro
Minas Gerais tem mais de 16,2 milhões de eleitores aptos a votar no segundo turno.

De acordo com o colunista do g1 Valdo Cruz, o comitê de campanha de Bolsonaro decidiu focar os compromissos de campanha do candidato na região Sudeste do país, em especial, Minas Gerais. A ida a Teófilo Otoni ocorreu cinco dias após visita de Lula à cidade.

O petista também está de olho no eleitorado mineiro. Na semana passada, por exemplo, além de Teófilo Otoni, fez ato em Juiz de Fora, no sudeste do estado, três dias depois de Bolsonaro revisitar a cidade da Zona da Mata.