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Datafolha: Para 59%, Moraes agiu mal ao vetar visita de Flávio a Bolsonaro

Pesquisa Datafolha aponta que, para 59% dos eleitores, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), “agiu mal” ao proibir visitas do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.

Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio a Jair após o senador tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano. Na decisão, Moraes ressalta que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

Segundo o Datafolha, 36% dos entrevistados avaliam que o magistrado “agiu bem” na decisão. Para 2%, Moraes “não agiu bem nem mal”, enquanto 4% não souberam responder.

O levantamento aponta que 59% dos brasileiros defendem que Jair Bolsonaro permaneça em regime domiciliar, enquanto 35% acham que o ex-presidente deve cumprir a pena na prisão. 6% não souberam responder.

Bolsonaro foi condenado de forma unânime pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, medida autorizada em razão de seu estado de saúde. Em julho, Moraes prorrogou o regime domiciliar, porém impôs novas restrições.

Com a medida, o magistrado suspendeu por 30 dias o direito dele receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. As exceções são médicos, fisioterapeutas e advogados.

Foram vetadas ainda, visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro, assim como a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

Ainda de acordo com o Datafolha, 62% dos entrevistados defendem a proibição do acesso de Bolsonaro a redes sociais durante o regime domiciliar, contra 35% dos eleitores que defendem o uso das das plataformas pelo ex-presidente. 3% não souberam responder.

Moraes vetou o uso de redes sociais por Bolsonaro em julho de 2025. A ordem do ministro foi dada no processo que apurava tentativa de obstrução da Justiça, coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.004 entrevistados, de forma presencial, entre os dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-01166/2026.

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Quaest: Marina Silva e Simone Tebet são favoritas ao Senado em SP

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) aponta Marina Silva (Rede-SP) com 14% das intenções de voto e Simone Tebet (PSB-SP) com 12% na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal por São Paulo nas eleições de 2026.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, as duas candidatas aparecem em empate técnico na primeira colocação.

Na sequência, Pablo Marçal (União-SP) aparece empatado tecnicamente com Tebet, ao acumular 9% das intenções de voto. O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) tornou o empresário inelegível por oito anos.

Em seguida, Guilherme Derrite (PP-SP) acumula 7%. Os dois nomes também configuram um empate técnico dentro da margem de erro na disputa pela preferência do eleitorado.

Já em um cenário com os demais testados, André do Prado (PL-SP) soma 5%. Ele é seguido por Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP), ambos com 4%, e Robson Tuma (Republicanos-SP), com 3%. Já José Aníbal (PSDB-SP) pontua com 1%.

Os eleitores indecisos somam 21%, enquanto aqueles que declaram voto em branco, nulo ou afirmam que não vão votar representam 20% do eleitorado paulista.

Segundo cenário

O instituto também mediu um segundo cenário estimulado sem o nome de José Aníbal. Nesta simulação, o quadro geral permanece estável. Marina Silva repete os 14%, mantendo o empate técnico com Simone Tebet, que oscila para 11%.

Na sequência, Pablo Marçal mantém os 9% e Guilherme Derrite oscila para 8%.

Ricardo Salles e André do Prado registram 5% cada, ficando numericamente à frente de Paulinho da Força (4%) e Robson Tuma (3%). Os indecisos continuam com 21% e os brancos ou nulos somam 20%.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.650 eleitores, entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-04846/2026.

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Quaest em SP: Flávio tem 40% e Lula, 35% no 2º turno

Em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29).

Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro tem 40% das intenções de voto do eleitorado paulista, enquanto Lula marca 35%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, a vantagem de cinco pontos coloca o senador fora da zona de empate técnico no estado.

Nesse cenário, os eleitores de São Paulo que declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem votar somam 18%. Outros 7% dos entrevistados se dizem indecisos.

Lula x Romeu Zema

Já em um cenário contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), há empate técnico com o atual presidente. Nesse embate, Lula fica com 35% da preferência dos entrevistados em São Paulo, enquanto Zema aparece com 33%.

Votos em branco, nulos e eleitores que não devem comparecer às urnas crescem nessa simulação e alcançam 23%. Os que ainda não escolheram nenhum dos lados representam 9% do eleitorado estadual.

Lula x Ronaldo Caiado

Também há empate técnico em uma eventual disputa contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O levantamento aponta que Lula registra 35% das intenções de voto, contra 34% de Caiado.

Aqueles que afirmam votar em branco, nulo ou não votar se mantêm em 22%. O grupo de indecisos neste cenário específico é de 9%.

Lula x Renan Santos

A pesquisa também simulou um segundo turno entre o atual presidente e um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre) Renan Santos (Missão). Nessa configuração, Lula aparece com 36%, em vantagem sobre o adversário, que alcança 30%.

Essa hipótese apresenta a maior taxa de abstenção e rejeição geral aos nomes apresentados: o grupo de brancos, nulos e dos que não pretendem votar chega a 25%. Os indecisos marcam 9%.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.650 eleitores de São Paulo, entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09998/2026.

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Quaest: 55% aprovam gestão Tarcísio em SP; 29% desaprovam

A gestão do governador do Estado de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) é aprovada por 55% dos eleitores paulistas, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29). A desaprovação da administração marca 29% no levantamento.

Aqueles que não sabem ou não responderam somam 16% do total de entrevistados.

Em comparação com a sondagem anterior, realizada em abril, o governador oscilou positivamente um ponto, passando de 54% para 55%. O movimento ocorreu dentro da margem de erro da pesquisa. A parcela de eleitores que desaprova a administração permaneceu estável em 29% no mesmo período.

Avaliação

O levantamento ainda mediu a avaliação do governo Tarcísio. Foram 39% os que avaliam a gestão de forma positiva, já 35% do eleitorado considera a administração regular, enquanto 20% avaliam negativamente.

Aqueles que disseram não saber ou não responderam somam 6%.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.650 eleitores, entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-04846/2026.

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Quaest: Tarcísio lidera em 1º e 2º turno disputa ao governo de SP

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera os cenários de primeiro e segundo turno da disputa ao governo, conforme apontou a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29).

Na simulação de primeiro turno, Tarcísio soma 41% das intenções de voto, contra 26% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).

Em seguida aparecem a cientista social Vera Lúcia (PSTU) com 3%, o professor Carlos Machado (PCB) e a diretora estadual do partido Unidade Popular, Vivian Mendes (UP), ambos com 1%.

O grupo de eleitores que declaram voto em branco, nulo ou afirmam que não vão votar representa 15% do total. Os indecisos somam 13% nesta simulação.

Segundo Turno

No cenário de segundo turno testado pelo instituto em uma disputa direta com Haddad, Tarcísio pontua 48% das intenções, contra 32% do ex-ministro.

Em comparação com o levantamento anterior, Tarcísio variou de 49% para 48%, oscilando dentro da margem de erro, enquanto o candidato petista manteve os 32%.

Do total de entrevistados 15% declaram voto em branco, nulo ou afirmam que não vão votar, enquanto 9% se disseram indecisos.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 1.650 eleitores, entre os dias 23 e 27 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-04846/2026.

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Afogados: Prefeitura e SICOOB promoveram ação de reflorestamento de nascente

No dia que se comemora o Dia Mundial de Conservação da Natureza, 28 de julho, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e o SICOOB promoveram uma ação conjunta de reflorestamento de uma nascente d’água localização na comunidade rural da Escada.

A ação contou com o apoio de jovens integrantes do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (NUCA) e foi coordenada pelas Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade, e de Planejamento.

“Essa é uma ação que visa contribuir com a preservação das nossas nascentes, fundamentais para a manutenção do nosso bioma caatinga, que carrega tanta riqueza e diversidade em sua composição,” destacou o Secretário Municipal de Meio-ambiente, Adelmo Santos.

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Estudante de Afogados da Ingazeira representa o município na Fase Regional do 16º Concurso Ler Bem

A educação do município ganha destaque nesta quarta-feira (29). A aluna Ana Beatriz Silva Santos, da Escola Municipal Geraldo Cipriano, representa Afogados da Ingazeira na etapa Regional da 16ª Edição do Concurso Ler Bem, promovido pela Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (ASPA).

O concurso, que é referência no incentivo à leitura entre estudantes do Ensino Fundamental na rede pública de Pernambuco, busca estimular o hábito de ler de forma lúdica e reflexiva, além de valorizar o desempenho dos alunos e o trabalho desenvolvido pelas escolas municipais.

Para chegar à fase regional, Ana Beatriz passou pelas etapas escolares e municipais, demonstrando excelente desempenho em dicção, entonação e fluência de leitura.

A transmissão do evento acontece ao vivo na tarde de hoje, a partir das 13h45, por meio do canal oficial do Concurso Ler Bem no YouTube. Toda a comunidade escolar, gestores e moradores de Afogados da Ingazeira estão mobilizados em uma grande corrente de torcida virtual para apoiar a jovem estudante.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, por meio da Secretaria de Educação, reforçando o compromisso com projetos pedagógicos que transformam a aprendizagem nas salas de aula.

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Trump prorrogará emergência nacional sobre Brasil por um ano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogará por mais um ano a emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a declaração originalmente estabelecida pela ordem executiva de 30 de julho de 2025. O aviso será publicado nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial dos EUA.

No documento, Trump afirma que permanecem válidas as razões que embasaram a declaração de emergência, alegando que políticas e ações do governo brasileiro continuam representando uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA. O texto repete as justificativas do decreto do ano passado, incluindo acusações de restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida, porém, não cria novas sanções nem restabelece tarifas. A prorrogação é uma exigência da Lei de Emergências Nacionais americana, que determina a renovação anual das declarações de emergência para evitar sua expiração automática.

Entenda o caso

O decreto de julho de 2025 havia imposto uma tarifa adicional de 40% sobre a maior parte das importações brasileiras com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). No entanto, essa tarifa deixou de vigorar em fevereiro de 2026, após a Suprema Corte dos EUA decidir que a IEEPA não confere ao presidente autoridade para impor tarifas comerciais.

Desde então, o regime tarifário mudou. Atualmente, está em vigor uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, adotada com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). Neste mês, o USTR também anunciou a adição de uma alíquota de 12,5% ao País decorrente de investigações sobre trabalho forçado. O Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as sobretaxas.

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Entidades jurídicas divulgam notas de apoio ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes

Ao todo, sete entidades juríicas manifestaram apoio ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes nesta trça-feira (28)/Bruno Moura/STF

Entidades representativas da magistratura e da comunidade jurídica divulgaram notas públicas em apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes, em razão dos ataques sofridos, reafirmando a defesa da independência do Poder Judiciário, da soberania das instituições brasileiras e do Estado Democrático de Direito.

Nos manifestos, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), a Associação Paulista do Ministério Público (APMP) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) repudiaram as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, dirigidas ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes.

Confira as manifestações na íntegra:

AMB

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) repudia as declarações injuriosas e ofensivas proferidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, contra integrantes dos Poderes da República do Brasil – em especial, o Poder Judiciário e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – e contra decisões adotadas no âmbito da Justiça brasileira.

A soberania nacional pressupõe o respeito à independência entre os Poderes e à autoridade das decisões judiciais. Divergências políticas ou ideológicas não autorizam autoridades estrangeiras a atacar magistrados, questionar a legitimidade das instituições brasileiras ou interferir no processo político-eleitoral do país.

A AMB também manifesta preocupação com tentativas de desqualificar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Justiça Eleitoral e os magistrados que nela atuam – responsáveis por assegurar eleições livres, seguras, transparentes e legítimas. A Justiça Eleitoral é imprescindível para a preservação do Estado Democrático de Direito e da vontade do eleitor.

O debate público deve ocorrer dentro dos limites da civilidade, do respeito institucional e da soberania dos Estados. Ataques pessoais, insinuações contra a independência do Judiciário e manifestações destinadas a desacreditar a Justiça Eleitoral representam agressões ao próprio cidadão brasileiro.

Vanessa Ribeiro Mateus
Presidente da AMB

Ajufe

Como presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), manifesto extrema preocupação com a ofensa dirigida a um ministro do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, por autoridade estrangeira em passagem pelo país. O ataque, feito em solo brasileiro, não recaiu sobre um indivíduo: recaiu sobre uma decisão tomada por um magistrado no exercício do cargo.

Decisões judiciais brasileiras nascem da Constituição e das leis do país, e a elas respondem. Podem ser recorridas, criticadas, revistas pelos caminhos que o próprio ordenamento oferece.

Uma decisão pode ser questionada de muitas formas legítimas. Substituir o argumento pela ofensa não é uma delas. A independência de quem julga é a garantia de que cada cidadão terá suas causas decididas por critérios jurídicos, e não pela pressão de quem quer que seja.

Ana Lya Ferraz da Gama
Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil

Anamatra

A Anamatra – Associação Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho, entidade da sociedade civil que congrega e representa cerca de 3.500 magistradas e magistrados do trabalho de todo o Brasil, vem a público manifestar desagravo em favor do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, diante de agressões verbais dirigidas à sua pessoa por parte do Presidente da República Argentina, Javier Milei.

Em uma sociedade democrática, é legítima a existência de divergências políticas e de críticas às decisões e às instituições públicas. Entretanto, tais manifestações devem observar os princípios do respeito recíproco, da urbanidade e da convivência entre Estados soberanos, especialmente quando envolvem autoridades investidas em funções constitucionais.

O Supremo Tribunal Federal desempenha papel essencial de Guardião da Constituição e na preservação da ordem jurídica e do Estado Democrático de Direito. O respeito às instituições republicanas e aos seus integrantes constitui elemento indispensável para a estabilidade democrática e para o fortalecimento das relações entre as nações.

Independentemente de posicionamentos políticos ou de concordância com decisões judiciais específicas, a defesa da institucionalidade exige a rejeição de ataques pessoais, ofensas e manifestações que contribuam para o acirramento de tensões incompatíveis com o diálogo diplomático e o respeito entre os Poderes e entre os Estados.

A Anamatra reafirma o indeclinável compromisso com a independência do Poder Judiciário, com a observância da Constituição e com a preservação de um ambiente de debate público pautado pelo respeito às instituições, à democracia e ao Estado de Direito.

Valter Souza Pugliesi
Presidente da Anamatra

Apamagis

A Associação Paulista de Magistrados – Apamagis manifesta seu repúdio às declarações proferidas pelo Presidente da República Argentina, Javier Milei, em relação ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O Poder Judiciário exerce suas funções com fundamento exclusivo na Constituição da República e nas leis do País, sendo a independência judicial um dos pilares do Estado Democrático de Direito e uma garantia de todos os cidadãos.

A crítica às decisões judiciais é legítima em uma sociedade democrática. Entretanto, manifestações de autoridades estrangeiras que busquem desacreditar ou deslegitimar a atuação do Poder Judiciário brasileiro mostram-se incompatíveis com o respeito devido às instituições de um Estado soberano e com os princípios que regem as relações entre as nações.

A independência do Poder Judiciário constitui garantia constitucional indispensável à preservação da ordem jurídica, da segurança institucional e da proteção dos direitos e garantias fundamentais. Da mesma forma, o respeito à soberania nacional e às instituições da República é pressuposto das relações internacionais pautadas pela cooperação e pela não intervenção em assuntos internos.

A Apamagis reafirma seu compromisso permanente com a defesa da Magistratura, da independência judicial, do Estado Democrático de Direito e da soberania das instituições da República Federativa do Brasil.

Thiago Elias Massad
Presidente da Apamagis

IASP

O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) manifesta preocupação com as declarações proferidas pelo Presidente da República Argentina, Javier Milei, em relação ao Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Em uma democracia, a crítica a decisões judiciais é legítima e integra o debate público. Espera-se, contudo, que essa crítica seja exercida com o respeito institucional compatível com as responsabilidades inerentes à Chefia de Estado, especialmente quando dirigida a integrante da Suprema Corte de outro país.

Independentemente de divergências quanto ao conteúdo de decisões judiciais, o respeito às instituições da República e à independência do Poder Judiciário constitui pressuposto essencial da convivência entre Estados soberanos, da preservação da soberania nacional e do fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

Fiel à sua tradição, o IASP reafirma seu compromisso permanente com a defesa das instituições republicanas, da independência entre os Poderes e do diálogo respeitoso como fundamento da vida democrática.

Diogo Leonardo Machado de Melo
Presidente do IASP

APMP

A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), por seu Presidente, manifesta repúdio às declarações do presidente da República Argentina, Javier Milei, dirigidas ao Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), associado desta entidade de classe (da qual foi Primeiro-Secretario) e integrante do Ministério Público de São Paulo entre 1991 e 2002.

Manifestações de um Chefe de Estado estrangeiro que ultrapassam o debate público, atingem pessoalmente integrante do Poder Judiciário e avançam sobre a soberania brasileira, mostrando-se incompatíveis com o respeito institucional e com os princípios que devem reger as relações entre Estados soberanos.

O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica e do regime democrático. Por essa razão, sua representação não pode permanecer silente diante de manifestações que desrespeitam o Poder Judiciário brasileiro e suplantam os limites da crítica legítima.

Paulo Penteado Teixeira Junior
Presidente da APMP

Atricon

A Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) manifesta seu mais veemente repúdio às declarações ofensivas proferidas pelo presidente da República Argentina, Javier Milei, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e contra as instituições da República brasileira.

É inadmissível que um chefe de Estado utilize manifestações públicas para desqualificar autoridades de outro país, afrontando a independência entre os Poderes e desrespeitando a soberania nacional. Divergências políticas ou ideológicas jamais podem servir de justificativa para ataques pessoais ou para tentativas de constranger instituições responsáveis pela preservação da ordem constitucional.

A independência do Poder Judiciário constitui um dos pilares do Estado Democrático de Direito e representa garantia essencial para a efetividade da Constituição, dos direitos fundamentais e da segurança jurídica. O respeito às decisões judiciais deve ocorrer pelos meios legais e institucionais próprios, nunca por meio de ofensas ou pressões externas.

Neste momento, expressamos nossa integral solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes e reafirmamos nosso apoio ao STF, guardião da Constituição Federal, cuja atuação deve permanecer livre de qualquer ingerência ou intimidação.

Reiteramos, por fim, nosso compromisso com a defesa das instituições democráticas, da soberania do Brasil, da independência entre os Poderes e do respeito recíproco que deve orientar as relações entre Estados e autoridades públicas.

Edilson Silva
Presidente da Atricon

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Moraes pede manifestação da PGR após Flávio não depor à PF

O ministro Alexandre de Moraes, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a recusa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em comparecer ao depoimento marcado para esta terça-feira (28) na Polícia Federal (PF).

Mais cedo, Flávio apresentou defesa escrita e não apareceu para depor no inquérito em que é acusado do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O depoimento estava previsto para às 14h, mas os advogados de Flávio enviaram à PF uma manifestação na qual o senador se defende das acusações e solicita que a petição seja substituída pelo documento escrito. Por estar na condição de acusado, o senador não é obrigado a depor.

Diante da situação, o delegado Antônio Carlos Knoll informou ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que o senador foi devidamente intimado, mas optou por apresentar defesa escrita.

Demonstrada a intenção de Flávio Nantes Bolsonaro em não comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento, conforme solicitado pela Procuradoria-Geral da República, determino o retorno dos autos ao Ministério Público para manifestação, no prazo de 15 dias“, decidiu Moraes.

O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. Na publicação, o senador declarou: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Entenda

No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente, ao relacioná-lo com os crimes citados na postagem.

Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o depoimento do senador, que foi autorizado por Moraes.

Gonet citou a legislação penal e disse que o senador poderia apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação. O caso, então, voltou para a PF.

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Líbano e Israel marcam conversações para avançar no acordo de paz

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que Israel e Líbano estão perto de um acordo de cessar-fogo/foto: NIDAL SOLH/AFP

O governo dos Estados Unidos comunicou que serão realizadas novas conversações entre Israel e o Líbano, na capital italiana, nos dias 4 a 6 de agosto, com mediação de autoridades norte-americanas.

Em Roma, os grupos técnicos se empenharão em fazer avançar a implementação integral do acordo-quadro assinado entre as partes. A experiência adquirida nas primeiras zonas irá nos ajudar a aperfeiçoar a implementação das zonas piloto, para que esta possa ser alargada de forma progressiva“, adiantou um representante do Departamento de Estado dos EUA, em alusão à extensão do processo das “zonas piloto” no território libanês sob o comando do exercito do Líbano.

Além disso, as tratativas do encontro também incluem à resolução de questões fronteiriças pendentes entre os dois lados e à elaboração de um acordo global de paz e segurança.

Entretanto, o exército libanês condenou no último domingo a continuação das operações militares de Israel no sul do Líbano, considerando que isto impede a deslocação para a região, tal como previsto no acordo assinado em junho entre os dois países em Washington.

O acordo celebrado em junho prevê a mobilização do exército libanês em zonas piloto evacuadas pelas forças israelenses, que permanece ocupando uma parte do sul do país. E, apesar do acordo de cessar-fogo nos combates entre Israel e grupo xiita Hezbollah, pró-iraniano, as tropas israelenses continuam a realizar ataques intermitentes no sul.

Já o Hezbollah segue no centro do impasse sobre o controle e desarmamento total das áreas fronteiriças exigido nos entendimentos mediados por Washington.

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Alckmin diz que Milei presta desserviço à Argentina

Milei ofendeu, no último sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com e o Ministro do Supremo, Alexandre de Moraes/PAULO PINTO/AGÊNCIA BRASIL

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, repudiou nesta terça-feira (28) as ofensas contra o Brasil proferidas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção partidária do Partido Liberal (PL), no último sábado.

A convenção oficializou a candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado, entre outros delitos.

Em entrevista após evento na capital paulista, Alckmin ressaltou que o líder argentino cometeu uma “intromissão em assuntos internos do Brasil” de maneira “absolutamente grosseira”.

É lamentável que o presidente de um país vizinho amigo, que compõe até o Mercosul, preste um desserviço ao seu país. Porque vem ao Brasil, numa [época de] eleição, [e] não deve presidente se envolver em eleição de outro país”, disse o vice-presidente.

Alckmin não respondeu diretamente se a postura de Milei poderá afetar as relações comerciais entre os dois países, mas destacou que o Brasil é o país que mais compra produtos argentinos e o maior parceiro comercial do país vizinho.

No último sábado, em São Paulo, o presidente da Argentina ofendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com, entre outros termos, “presidiário”. Além disso, chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da trama golpista, de “lixo careca”.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou, no último domingo (26), o embaixador da Argentina no país, Daniel Raimondi, e transmitiu ao diplomata estrangeiro a repulsa do governo brasileiro à fala do presidente argentino.

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Lula diz que sistema financeiro brasileiro está habituado a emprestar ‘só para rico’

Presidente Luís Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (28), que o sistema financeiro do País “está habituado a emprestar dinheiro só para rico.” A declaração foi feita em visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro.

A gente dá o salário como garantia, a gente cria fundo garantidor, e mesmo assim o pobre é tratado como se não prestasse“, disse o presidente. Lula também ressaltou que não fala como candidato até o próximo domingo (2), quando deve ser realizada a convenção que vai oficializá-lo como candidato à reeleição.

O presidente ainda criticou a gestão dos hospitais federais do Rio durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e disse que eles estavam “sucateados.” “Não funcionava mais a UTI, as cozinhas, não tinha mais médicos, não tinha quase nada, até o estacionamento dos hospitais federais os funcionários tinham que pagar para colocar o carro lá dentro, porque isso era administrado pela família Bolsonaro“, acusou.

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Remédio injetável que previne HIV pode entrar no SUS até o fim o ano

Ministro Alexandre Padilha afirmou que o governo está negociando com a farmacêutica GSK, produtora do cabontegravir/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode começar a oferecer ainda este ano uma nova forma de profilaxia pré-exposição (PreP), aplicada por injeção, para a prevenção do HIV. Trata-se do medicamento cabotegravir, que impede a replicação do vírus de forma prolongada e pode ser tomado a cada dois meses.

O pedido de inclusão vai ser encaminhado pelo Ministério da Saúde à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec) na semana que vem. A Conitec é um colegiado independente que precisa avaliar aspectos como o custo-benefício da oferta de novos tratamentos pelos serviços públicos, antes que eles sejam incluídos no rol do SUS.

A comissão pode recomendar ou não a inclusão, mas a decisão final cabe ao Ministério. De acordo com o Ministro da Saúde Alexandre Padilha, o governo ainda está negociando com a farmacêutica GSK, produtora do cabontegravir, o custo final do medicamento e quantas doses serão compradas, mas a empresa fez uma oferta com “preço adequado”.

Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de proteção prolongada, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo aos sistemas nacionais de saúde, com os preços adequados, não preços estratosféricos”, declarou o ministro em uma coletiva de imprensa antes da abertura do 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro.

Lenacapavir

Ainda segundo Padilha, esse custo foi determinante para escolha da PreP injetável que o governo pretende oferecer. Um outro medicamento, chamado lenacapavir, concede proteção ainda mais prolongada, por seis meses, mas foi ofertado por um valor inviável, disse o ministro.

Mesmo o Brasil se dispondo a pagar até 10 vezes o valor que foi oferecido a países similares ao nosso, como Indonésia e Tailândia, a indústria ainda disse que não pode oferecer para o sistema nacional público com esse valor. Então nós não pagaremos. Não vamos drenar o recurso dos impostos dos cidadãos brasileiros pelo interesse de lucro de uma empresa

Apesar de ter sido um dos países onde o medicamento foi testado, o Brasil ficou de fora do acordo de licenciamento voluntário assinado pela farmacêutica Gilead, que autorizou seis empresas a produzirem versões genéricas do lenacapavir para distribuição em 120 países.

A medida foi criticada por outros participantes da Conferência, incluindo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), porque o lenacapavir é considerado peça central para o fim da epidemia de Aids, e as organizações envolvidas com o tema defendem que o acesso ao medicamento seja ampliado em todo o mundo.

A farmacêutica declarou em nota que compartilha a urgência de ampliar o acesso ao lenacapavir em toda a América Latina e o Caribe, mas que “para os países fora do território de licenciamento voluntário, como o Brasil, continua buscando caminhos sustentáveis de acesso de longo prazo, alinhados às condições do mercado local e às prioridades de saúde pública”

Ainda de acordo com a nota divulgada pela Gilead após as declarações dadas no evento, “o Brasil é uma das prioridades entre os países avaliados como potenciais parceiros de Fabricação”. Por isso a farmacêutica assinou um memorando de entendimento com a Fundação Oswaldo Cruz, “para explorar potenciais oportunidades de transferência de tecnologia que possam apoiar o acesso no Brasil e em toda a região.”

PreP oral

O Sistema Único de Saúde já oferece a PreP, mas em versão oral, sob a forma de comprimidos que precisam ser tomados diariamente. Mais de 350 mil pessoas já tiveram acesso ao medicamento que também tem eficácia comprovada.

A principal vantagem da Prep injetável sobre a versão oral é a adesão ao tratamento, já que os comprimidos precisam ser tomados todos os dias para garantir seu efeito. Estudo da Fiocruz, feito com 1,4 mil pessoas, em seis cidades brasileiras, mostrou que 83% delas preferiram a injeção.

Além disso, 94% dos participantes compareceram ao serviço de saúde para tomar as injeções no prazo correto, o que garantiu que elas permanecessem protegidas ao longo do tratamento. Nenhum deles foi infectado pelo vírus.

Outro estudo de vida real divulgado pelas farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK, que desenvolveram o medicamento, demonstrou alta eficácia, com taxa anual de infecção pelo HIV de apenas 0,1%.

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João Campos: “Presidente Lula será muito importante nesta campanha”

João Campos e Lula/Ricardo Stuckert/Divulgação

O pré-candidato do governo do estado, João Campos (PSB), avaliou o cenário político de Pernambuco como uma disputa “em completo equilíbrio” após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, em que aparece em desvantagem em relação à governadora Raquel Lyra nas intenções de voto no estado.

O alinhamento com o Lula foi tratado pelo pré-candidato como eixo central da estratégia eleitoral. Campos afirmou que a parceria não se restringe a Pernambuco, mas abrange todo o país. “O presidente Lula será muito importante nessa campanha“, resumiu Campos durante entrevista ao programa Ponto de Vista, da Veja, na manhã desta terça-feira (28).

Mantendo o tom otimista, João Campos apontou que o levantamento mostra que mais de 50% do eleitorado pernambucano ainda desconhece a aliança entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, os dados da pesquisa revelam um potencial significativo de crescimento à medida que a campanha avançar para além da Região Metropolitana do Recife (RMR).

A eleição em Pernambuco mostra um cenário em completo equilíbrio, um equilíbrio da disputa que é algo previsível. Afinal de contas, a gente tem uma eleição disputando contra a reeleição de uma candidatura. Eu estou muito animado; eu vi meu pai sair de 3% das intenções de voto em uma pesquisa para o governo do estado, vencer uma eleição e ser o maior governador da história de Pernambuco.”

Histórico como prefeito

Ex-prefeito do Recife, Campos usou o histórico de sua gestão da capital pernambucana e, mirando a ampliação de sua base no interior do estado, enfatizou que a corrida eleitoral representa o momento definitivo para apresentar entregas, debater o futuro e consolidar sua identidade política.

Campos reconheceu que sua atuação política esteve centrada no Recife, em que, segundo ele, obteve índices expressivos de aprovação. O pré-candidato destacou que o período de campanha permitirá intensificar as visitas em outras áreas do território pernambucano.

Até o mês de abril, eu estava como prefeito do Recife. Então, grande parte da minha agenda, ou quase sua totalidade, era na cidade. A gente começa agora a andar por todo o estado, podendo falar do futuro, podendo apresentar o que a gente acredita e, principalmente, mostrar a nossa identidade no campo político.

Críticas à gestão Raquel Lyra

Ainda na entrevista, João Campos direcionou críticas à segurança pública e à capacidade de resposta do atual governo estadual, apontando o crescimento alarmante dos índices de violência e dos casos de feminicídio. Segundo ele, a criação de delegacias especializadas e a gestão dos territórios exigem eficiência institucional que, em sua visão, tem faltado à gestão de Raquel Lyra.

No setor de serviços públicos, Campos contrapôs as diferenças na saúde pública com as entregas realizadas durante sua gestão na capital, em que, de acordo com o ex-prefeito, expandiu a rede municipal de atendimento e buscou soluções administrativas para reverter crises na prestação de serviços essenciais à população.

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