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Advogado de Amisadai nega relação com João ou Raquel e diz que ex-servidor sofreu “armação”

Amisadai Andrade/Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa de Amisadai Andrade, apontado como coordenador de um suposto esquema de perseguição digital contra adversários do governo de Pernambuco, nega que ele tenha relação com a governadora Raquel Lyra (PSD) ou com o candidato João Campos (PSB). Para o advogado Luiz Rocha, que representa o ex-servidor, o caso é uma “armação.

Diante das contestações de Amisadai, uma notícia-crime foi protocolada na Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (1°), para investigar a origem e suposta manipulação de áudios vazados. No mesmo dia, a defesa concedeu uma coletiva de imprensa.

É um relacionamento eminentemente profissional, que eu tenha conhecimento”, comentou o advogado sobre a possibilidade de relação com Raquel ou João, que vem sendo especulada desde a repercussão do caso do suposto “gabinete do ódio“.

A defesa afirma que Amisadai seria, ainda, vítima de uma armação prévia para que tudo viesse à tona neste período eleitoral.

De acordo com as informações repassadas pelo advogado, Amisadai foi procurado por um executivo de São Paulo em 2024, quando era sócio do Portal de Prefeitura, plataforma que teria recebido mais de R$ 600 mil em contratos de publicidade, levantando suspeita de financiamento de comunicação política com verbas públicas.

A defesa diz que Amisadai admite que cometeu “excessos” para simular influência governamental e seguir negociando com esse executivo, que não foi identificado, mas que nenhuma reunião com a governadora aconteceu para tratar da organização de postagens contra adversários.

Queremos definir quem tem responsabilidade e qual a real intenção de alguém vir ao Recife, fazer contato com uma pessoa de marketing, com o portal, pedir métricas, pedir publicação, e não mais aparecer por uma ‘mudança de estratégia’. Isso foi guardado para que, em 2026, viesse à tona dentro de um processo político”, argumentou o advogado.

Com o registro da notícia-crime, a PF tem até 30 dias para decidir se instaura um inquérito, ou seja, uma investigação formal.

Relembre

Uma reportagem veiculada pela TV Record no dia 25 de agosto trouxe à tona a existência de um suposto “gabinete do ódio” arquitetado pelo governo de Pernambuco para atacar adversários políticos.

A matéria aponta que um servidor da Caixa Econômica Federal, cedido ao Governo de Pernambuco, identificado como Amisadai Andrade da Silva, seria coordenador da produção de conteúdos. Ele teve a exoneração publicada um dia depois.

A reportagem também relacionou Amisadai ao Portal de Prefeitura, que teria recebido R$ 600 mil em publicidades. Em nota, o veículo negou as acusações e disse ter sido surpreendido.

Além disso, declarou, ainda, que tem compromisso com a informação e que as publicações passam por avaliação antes da divulgação.

No dia seguinte à veiculação da reportagem, João Campos reagiu ao material, argumentando que seria uma prova que reforça a denúncia que vem fazendo há mais de um ano. Ele acusou, ainda, o governo do estado de promover uma “milícia digital” contra adversários políticos.

Raquel Lyra trocou a acusação com o PSB e disse que acionou o TRE sobre um “gabinete que dissemina ódio o tempo todo” e afirmou que nunca se encontrou com Amisadai.

Posteriormente, ela compartilhou um vídeo que mostra saudações do ex-prefeito do Recife a Amisadai Andrade pelo nascimento de uma filha, em 2022. João nega qualquer relação pessoal ou profissional com Amisadai.

Raquel também cita que a Prefeitura do Recife, na época da gestão do candidato, teria destinado recursos para o portal citado no esquema.

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Romeu Zema chama Moraes de “projetinho de ditador” e pede cadeia para ministro do STF

Romeu Zema/Gabriel Pinheiro/CNI/Estado de Minas

O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, comentou nesta terça-feira (1º) a revelação feita pelo Estadão de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi responsável por editar a última versão do contrato de R$ 131 milhões em serviços advocatícios firmado entre o escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em uma publicação em seu perfil no X, Zema afirmou: “Esse projetinho de ditador nunca me enganou. A PF acaba de demonstrar que o Ministro Alexandre de Moraes editou o contrato do escritório da esposa com o Master, às 23h04, no mesmo sistema que ele usa pra despachar processo. E tem mais: Moraes teria pedido proteção pro Vorcaro diretamente ao PGR e ao diretor da PF“.

O presidenciável mencionou que ainda como governador de Minas protocolou, em março deste ano, um pedido de impeachment contra Moraes e finalizou: “Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro“.

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Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, declara apoio a Raquel Lyra em vídeo

Vídeo mostra candidato a vice anunciar apoio à reeleição de Raquel Lyra em Pernambuco/Crédito: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputado

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), Alfredo Gaspar, confirmou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco. “Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem demonstrado que está no caminho para derrotar o PT e o PSB. Tropa de Pernambuco: não tenho dúvida nenhuma que a melhor opção ao governo é a governadora Raquel Lyra”, disse Gaspar em vídeo que circula nas redes sociais.

A declaração amplia a lista de representantes bolsonaristas que já apoiam Raquel Lyra no estado. Também integram esse grupo o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o ex-ministro de Jair Bolsonaro e candidato a deputado federal Gilson Machado (PL), o pastor Júnior Tércio (PP), Clarissa Tércio (PP) e Coronel Meira (PL).

Em julho, o Partido Novo também formalizou apoio à pré-candidatura de Raquel Lyra à reeleição. A legenda citou convergência em pautas como equilíbrio fiscal, modernização da administração pública, segurança pública e a concessão dos serviços da Compesa.

Segundo um levantamento feito pelo Portal Metrópoles, divulgado em agosto, Raquel Lyra conta com o apoio declarado de 145 dos 184 prefeitos de Pernambuco, o equivalente a 79% dos gestores municipais. João Campos (PSB) tem 39 prefeitos alinhados à candidatura, segundo o mesmo levantamento.

Assim como em 2022, Raquel Lyra evita declarar apoio a um candidato à Presidência da República. Questionada sobre o tema em diferentes ocasiões, a governadora tem se definido como “pernambuquista”, termo utilizado para demonstrar que a prioridade é o estado, independente de bandeiras partidárias.

Entre os principais nomes de sua chapa e do entorno político mais próximo, apenas o candidato ao Senado Túlio Gadelha (PSD) tem histórico de apoio ao presidente Lula. O restante da base reúne setores da direita liberal, do bolsonarismo e do Centrão, caso do candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP).

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Como é a nova regra do Pix que pode ajudar a inibir golpes

Nova regra do Pix que poderá ajudar a inibir golpes /Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Se você usa pix no dia a dia, vale ficar de olho: a partir desta terça-feira (1º), uma das regras de segurança do sistema muda, e a mudança tem tudo a ver com um tipo de golpe que vem crescendo contra comerciantes e pequenos negócios.

Vamos explicar de um jeito simples o que muda e como as novidades podem ajudar a recuperar dinheiro roubado em fraudes.

Hoje, quando alguém é enganado em uma fraude e usou o pix para enviar dinheiro para criminosos, existe uma ferramenta chamada MED — Mecanismo Especial de Devolução — que ajuda a reaver esse valor em casos de fraude, golpe ou erro. Só que existe também uma brecha: golpistas descobriram uma forma de usar essa mesma ferramenta de proteção a favor deles, para roubar dinheiro de comerciantes.

Para combater esse problema, o Banco Central aumentou de 30 para 80 dias o prazo que uma pessoa tem para contestar uma devolução feita pelo MED, quando ela desconfia que essa devolução foi pedida de forma fraudulenta.

Ou seja: se alguém devolveu dinheiro pelo MED e depois percebe que aquilo foi armado por um golpista, agora tem quase três vezes mais tempo para correr atrás do problema junto ao banco.

A mudança foi definida pela Instrução Normativa BCB nº 766, do Banco Central.

Por que existem dois prazos de 80 dias (e eles não se confundem)

O Pix já tinha um prazo de 80 dias para uma situação parecida, mas diferente.

O prazo que já existia é para quem manda um Pix e é vítima de golpe: essa pessoa tem até 80 dias, contados a partir do momento em que enviou o dinheiro, para acionar o MED e tentar recuperá-lo.

O prazo novo é o espelho dessa situação: é para quem recebeu um Pix de forma legítima e teve esse dinheiro devolvido depois, por conta de uma contestação fraudulenta feita pela outra pessoa. Antes, quem estava nessa posição só tinha 30 dias para reagir; agora, também são 80. E aqui a contagem começa a partir da devolução, não do pagamento original.

Na prática: um conta a partir do Pix enviado, o outro conta a partir do dinheiro devolvido.

O golpe que motivou essa mudança

Esse ajuste tem um alvo bem específico: um golpe que tem prejudicado principalmente lojistas, prestadores de serviço e pequenos empresários.

Funciona mais ou menos assim: alguém entra em contato dizendo que fez um Pix errado, de valor mais alto do que deveria, e pede para o comerciante devolver a diferença ou o valor todo, muitas vezes pedindo que a devolução seja feita como uma nova transferência para uma chave ou conta indicada por essa pessoa. O comerciante, achando que está apenas corrigindo um erro de boa-fé, faz o Pix de volta.

O problema é que, ao mesmo tempo, esse suposto cliente também aciona o MED junto ao próprio banco dele, alegando ter sido vítima de fraude no pagamento original que fez ao comerciante.

Se essa contestação for analisada e considerada procedente — e se ainda houver dinheiro disponível para devolução —, o golpista pode acabar recebendo o valor de volta pela segunda vez: uma vez diretamente do comerciante, e outra pelo próprio mecanismo de proteção do Pix.

Por isso os especialistas recomendam cautela quando alguém pede a devolução de um Pix “por engano”: o caminho mais seguro é usar a própria função de devolução vinculada àquela transação dentro do aplicativo do banco, e não fazer uma transferência nova para uma chave indicada pela outra pessoa. É justamente essa segunda via — a transferência nova — que abre espaço para o golpe se repetir.

Com o prazo de contestação esticado para 80 dias, quem foi vítima desse esquema ganha bem mais tempo para perceber o que aconteceu e correr atrás da devolução indevida junto ao próprio banco. Isso ajuda bastante porque nem todo mundo confere o extrato todos os dias, e muitas vezes é outra pessoa — um contador, um funcionário, o próprio banco — quem percebe primeiro que algo estranho aconteceu.

Como o Pix tenta seguir o rastro do dinheiro roubado

Além da mudança de prazo, existe outra frente de combate a fraudes que já vinha sendo construída, de forma menos visível para quem usa o aplicativo no dia a dia: a tentativa de seguir o dinheiro mesmo depois que ele passa por várias contas diferentes.

Esse tipo de rastreamento existe graças a uma versão mais robusta do MED, conhecida como MED 2.0, que está em produção desde maio de 2026. Com ela, o sistema passou a permitir o rastreamento dos recursos em diferentes camadas de transferências. Antes, a recuperação ficava limitada à conta originalmente usada na fraude; se o dinheiro já tivesse sido transferido dali, aumentavam as chances de não haver saldo disponível para devolver à vítima.

Com o MED 2.0, o sistema pode identificar possíveis caminhos percorridos pelos recursos mesmo depois que eles são transferidos para outras contas, o que amplia as chances de bloqueio e recuperação. Isso não significa, porém, que o dinheiro será necessariamente localizado ou devolvido: os recursos podem já ter sido sacados, transferidos novamente ou não estar mais disponíveis nas contas identificadas.

Vale um adendo importante: uma camada adicional de detalhamento operacional — a informação, dentro da notificação enviada entre as instituições, sobre em qual nível do grafo de rastreamento está a transação analisada — estava inicialmente prevista para agosto, mas foi adiada para 26 de outubro de 2026. Segundo o Banco Central, esse ajuste diz respeito à comunicação entre as instituições participantes e não altera o funcionamento do rastreamento em camadas já disponível no MED 2.0.

De qualquer forma, mesmo esse rastreamento tem limite: se o golpista já tiver sacado o dinheiro em espécie antes de a fraude ser percebida, não há mais “trilha eletrônica” para seguir, e a recuperação fica bem mais difícil.

O que é o MED

O MED não é um botão de “desfazer” um Pix. Ele serve especificamente para casos de fraude, golpe ou falha operacional do sistema — não pode ser usado se você simplesmente se arrependeu de uma compra, errou o valor ou a chave por conta própria, ou está tendo um desentendimento comercial sem indício real de fraude.

Também é importante saber que acionar o MED não garante a devolução automática do dinheiro. Cada caso passa por análise da instituição financeira, e o resultado depende de haver recursos ainda disponíveis nas contas por onde o dinheiro passou.

No fluxo padrão de fraude, os bancos que receberam os valores têm até sete dias para analisar a notificação; se o caso for considerado procedente e houver saldo disponível, o processo segue para a devolução, que pode ser total ou parcial, dependendo do que for encontrado ao longo do caminho.

A nova regra já vale automaticamente para todas as instituições que participam do Pix.

E essa mudança também não abre brecha para cancelar um Pix comum por arrependimento: o prazo de 80 dias vale só dentro dos procedimentos de segurança do MED.

O que fazer se você cair em um golpe pelo Pix

Se você perceber que fez um Pix por causa de um golpe, fraude ou crime, o ideal é procurar seu banco o quanto antes e pedir a abertura do MED. Mesmo tendo até 80 dias para isso, agir rápido aumenta bastante as chances de ainda haver dinheiro disponível para ser bloqueado ao longo do caminho.

O pedido pode ser feito direto pelo aplicativo: os bancos que oferecem conta para pessoas físicas são obrigados a disponibilizar uma opção de autoatendimento para contestar transações dentro do próprio ambiente do Pix, sem precisar falar com um atendente para começar o processo.

Também vale guardar comprovantes da transação, prints de conversas, anúncios, dados de quem recebeu o dinheiro e qualquer outro registro relacionado ao golpe — esse material pode ajudar bastante na análise do seu caso. Dependendo da situação, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.

Depois do pedido, cabe ao banco verificar se o seu caso se encaixa nas regras do MED e dar continuidade ao procedimento.

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Tarcísio comenta contrato de Vorcaro com esposa de Moraes: “Muito grave”

Imagem colorida de Tarcísio de Freitas. Metrópoles

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou de graves as notícias de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria editado um contrato entre o escritório de advocacia da própria esposa e o Banco Master.

“Entendo que isso tem que ser investigado. Existem inquéritos, como o que está com o ministro André Mendonça. E tudo isso tem que ser passado a limpo, tem que ficar às claras. Tudo o que a gente espera como sociedade é uma apuração rigorosa”, disse Tarcísio após visita à obra do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (1º).

Conforme publicado pelo Metrópoles na coluna Demétrio Vecchioli, o contrato firmado entre o banco de Daniel Vorcaro e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório de advocacia da esposa de Moraes defendesse a instituição financeira em inquéritos na Polícia Federal.

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Flávio Bolsonaro chama Moraes de ‘advogado de Vorcaro’ e diz que ministro pode não ter condições de seguir no STF

Flávio Bolsonaro sobre ter o pai como ministro: “Depende dele” | CNN Brasil

O senador Flávio Bolsonaro criticou nesta terça-feira (1º) o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, o magistrado não deve continuar no STF se suspeitas forem comprovadas.

Flávio afirmou que está comprovado que Moraes era o “advogado, de fato, do Vorcaro”. Metadados indicam que o ministro editou contrato de R$ 130 milhões do empresário.

O ministro André Mendonça pediu que a PGR se manifeste sobre mensagens de Vorcaro mencionando Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Flávio cobrou explicações dos envolvidos.

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Vorcaro diz a Moraes que tem ‘dívida de vida’ com ministro e agradece por ‘tudo’, aponta PF

Um relatório da Polícia Federal aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro disse ao ministro Alexandre de Moraes ter uma “dívida de vida” com ele.

A mensagem foi obtida no celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero. O relatório foi solicitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

Deflagrada em novembro de 2025, a operação investiga suspeitas de fraudes de R$ 12 bilhões em cessão de crédito entre o Banco Master e o BRB.

Horas antes do agradecimento, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens agendando um encontro na casa do empresário. O relatório não detalhou o tema da reunião

O relatório aponta que o Banco Master contratou, em janeiro de 2024, o escritório de advocacia de Viviane de Moraes, esposa do ministro do Supremo.

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Vorcaro planejou “evento super exclusivo” com Moraes em Londres

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, planejou um “evento super exclusivo” com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em Londres.

Em abril de 2024, Vorcaro também disse ter encontrado com Moraes e afirmou que marcaria um jantar com as respectivas mulheres. Em outra conversa, um funcionário do banqueiro encaminhou a ele uma mensagem sobre uma reunião “às 18h na casa do Alexandre”. As mensagens também indicam que Moraes teria vetado participantes do evento, segundo conversa entre Vorcaro e o funcionário.

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PF identifica indícios de ao menos seis encontros entre Vorcaro e Moraes

A PF (Polícia Federal) identificou indícios de ao menos seis encontros entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), entre novembro de 2024 e agosto de 2025.

Os registros constam de relatório produzido pela PF a partir da análise de mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O sigilo do documento foi retirado nesta terça-feira (1º) pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF.

As conversas analisadas pelos investigadores mostram encontros em diferentes ocasiões e locais, alguns deles na residência do banqueiro. Em parte dos episódios, Vorcaro relata a interlocutores que estava com Moraes. Em outros, há elementos adicionais, como mensagens de funcionários anunciando a chegada do ministro e tratativas para combinar reuniões.

Fábio Faria, ex-deputado e ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro, aparece nas mensagens intermediando contatos entre Vorcaro e Moraes. Em novembro de 2024, Faria disse ao banqueiro que iria “remarcar com Alex”, pediu o endereço de sua residência para encaminhá-lo a “ALEX” e repassou uma mensagem atribuída a “Alexandre” propondo um encontro às 19h30.

Depois dessas tratativas, em 15 de novembro, Vorcaro disse à filha, Stella, que estava “com alexandre moraes”. Esse é o primeiro registro de um encontro entre os dois reunido pela PF .

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Vorcaro reclamou a sócio que pagamento não foi feito para escritório de esposa de Moraes: ‘Contrato mais importante que temos’

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou que o pagamento ao escritório de Viviani Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, era o “mais importante que temos”. A declaração foi dada a funcionários e aliados.

“Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso”, escreveu para o sócio Angelo Silva. “Contato mais importante que temos, Te pedi para não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”.

A informação consta em um relatório da Polícia Federal (PF) tornado público após decisão do ministro André Mendonça, nesta terça-feira (1).

A primeira cobrança foi em 8 de fevereiro de 2024, quando Vorcaro falou com seu conhado, Fabiano Zettel, a respeito da data do primeiro pagamento do contrato. No mesmo dia, o banqueiro enviou um copmrovante de transferência de R$ 3,4 milhões para o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia.

No dia 15 do mês seguinte, houve mais uma cobrança, desta vez por parte de Fabio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro (PL). Fabio foi o responsável por fazer o primeiro contato entre o ministro e o banqueiro, segundo o relatório da PF. “O careca não pode atrasar”, escreveu Faria para Vorcaro.

Em seguida, o fundador do Master entrou em contato com o sócio Angelo Silva, responsável pelos pagamentos. “Angelo. Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso. Contrato mais importante que temos. Te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”, escreveu para Silva.

Depois, Vorcaro mandou mensagem para uma de suas funcionárias cujo contato estava salvo como “Romy Banco Master”. A ela, repetiu que o depósito era o “mais importante”.

“Romy, esse barci moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pgto mais importante que temos”, escreveu. A funcionária respondeu que estava fazendo o pagamento. Vorcaro, então, orientou que ela acompanhasse o processo mensalmente, e deu a orientação de pagar “do jeito que for”, mesmo que sem nota fiscal.

“Mas todo mês acompanha isso pra mim. Pode pagar sempre, sem nota. Do jeito que for”, afirmou o fundador do Master.

Depois disso, o banqueiro retomou a conversa com Angelo Silva. O sócio, por sua vez, disse que iria “pagar antecipado e depois pegamos a NF”, e que “já está orientado”.

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Vorcaro cobrava pagamentos a esposa de Moraes: “O mais importante”

Relatório da Polícia Federal que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), mostra mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmando que o contrato com o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, era o “mais importante” que o empresário tinha.

Em uma das conversas, Vorcaro afirma que o pagamento ao escritório não poderia “atrasar um dia”. Na sequência, orienta uma funcionária do Banco Master: “Pode pagar sempre, sem nota”. Em outro dia, no pagamento de mais uma parcela prevista em contrato, Vorcaro orientou que os valores destinados ao escritório não fossem pagos por Pix. “Não é bom”, afirmou.

O contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci totalizava o valor de R$131 milhões. Conforme mostrou a CNN, o ministro Alexandre de Moraes chegou a editar o documento antes da assinatura.

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Vorcaro consultou Moraes sobre fuga: “2ª tenho que estar fora?”, diz jornal

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, perguntou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), se precisaria sair do país. O questionamento foi feito dois dias antes de a PF (Polícia Federal) prender Vorcaro, quando ele tentava embarcar em um avião particular para Dubai.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu Vorcaro a Moraes em 15 de novembro de 2025. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Na mesma mensagem, Vorcaro emendou três perguntas: “Aquele mesmo juiz Ricardo? E o (Gabriel) Galípolo (presidente do Banco Central) tá sabendo? Conseguimos fazer algo?”.

No dia seguinte, um dia antes de a PF cumprir o mandado de prisão contra o ex-banqueiro, Vorcaro perguntou ao ministro: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.

A investigação da PF apontou que o conteúdo das conversas permite deduzir que Moraes municiava Vorcaro com informações a respeito do andamento da Operação Compliance Zero, como datas e horários de diligências planejadas pela Polícia Federal.

Além da troca de mensagens, Moraes também teve acesso ao contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi confirmada pelo própria banca.

Por meio de nota, o escritório afirma que seu setor de compliance, “como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações” ao ministro “na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente”.

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Verão foi o mais quente já registrado no Reino Unido; na Espanha, foram 5 mil mortes

Temperatura chegou a 42ºC em Palma de Maiorca, na Espanha/Jaime Reina/AFP

O verão de 2026 no Hemisfério Norte, entre junho e agosto, foi o mais quente já registrado no Reino Unido e superou o recorde de 2025, anunciou nesta terça-feira (1º) a agência meteorológica britânica.

O Reino Unido registrou temperatura média de 16,5ºC no período, superando o recorde anterior, de 16,1 º C, estabelecido no ano passado, informou o Met Office. A máxima chegou a 38,1º C no Leste de Londres em 13 de agosto.

Já na Espanha, o Ministério da Saúde divulgou nesta terça que a estimativa é de que 5.234 pessoas tenham morrido por causas relacionadas ao calor entre 15 de maio e 31 de agosto. Este é o maior número registrado para verão desde 2015, quando o sistema de monitoramento foi lançado.

Apenas em agosto, foram 2.149 mortes por conta do calor. Os dados são do MoMo, sistema que monitora a mortalidade diária e é ligado ao ministério espanhol. Em Palma de Maiorca, na região do mar Mediterrâneo, as temperaturas chegaram a 42º C.

Uma análise da agência meteorológica britânica concluiu que as emissões de gases de efeito estufa produzidas pela atividade humana tornaram 130 vezes mais provável o recorde de temperatura registrado neste verão.

Em um clima que não fosse afetado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa, um verão como este seria extremamente improvável“, afirmou Mark McCarthy, meteorologista do Met Office.

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Flávio se nega a dar informações sobre novo repasse de Vorcaro a “Dark Horse”

Candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro/AFP

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou-se nesta terça-feira (1º) a dar informações sobre informações de outro repasse do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo Flávio, cabe à produtora Go Up fornecer os detalhes.

Essas informações não tenho como saber, porque não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Eu sabia que ele Vorcaro é investidor, mas não tinha como falar. A resposta tem que perguntar para a produtora“, declarou a jornalistas ao chegar ao Senado, onde presidirá sessão da Comissão de Segurança Pública.

Reportagem da revista Piauí mostrou que um relatório inédito do Coaf desmente Flávio sobre o financiamento do Dark Horse. Apesar de o senador afirmar que os pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro cessaram em maio de 2025, um repasse de US$ 1,6 milhão foi feito em setembro daquele ano, elevando o total de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões, com evidências de um possível pagamento adicional em outubro.

Ao comentar as questões envolvendo o filme, Flávio mudou o assunto para o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que o magistrado deveria renunciar ao cargo em razão de sua relação profissional anterior com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem melhor condição dele continuar sendo ministro do Supremo“, afirmou.

O Estadão/Broadcast mostrou que, por meio de uma longa troca de mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, a indicação de que o banqueiro pediu reiteradamente ao ministro para que interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para travar as investigações sobre negócios fraudulentos da instituição financeira.

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