Search

Real Time Big Data: Lula e Flávio empatam em 44% no 2º turno

Novo levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (1º), mostra um cenário de equilíbrio na disputa presidencial em um eventual segundo turno.

Na principal simulação apresentada aos eleitores, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão em situação de empate técnico, uma vez que ambos registram 44% das intenções de voto.

Os eleitores que declaram voto nulo ou em branco somam 9%, enquanto 3% afirmam que não sabem ou preferem não responder.

O relatório da pesquisa detalha a série histórica do confronto direto entre o petista e o parlamentar do PL.

Em março de 2026, Lula aparecia com 42%, contra 41% de Flávio. No mês de maio, o senador chegou a liderar numericamente a disputa ao marcar 44%, contra 43% do atual presidente.

Na rodada de junho, o petista voltou a figurar à frente, quando marcou 45% das menções, contra 40% do adversário, vantagem que se manteve estável na simulação de julho, com Lula registrando 45% e Flávio oscilando para 42%, até atingirem a igualdade numérica no levantamento de setembro.

Metodologia

Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 27 a 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03490/2026.

Compartilhe:

Campanha de Renan: veja os próximos passos até caso ir ao plenário do TSE

Renan Santos

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu parte da campanha eleitoral do coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, candidato do Missão à Presidência. A decisão também atinge o vice em sua chapa, Aroldo Medina.

A decisão impede o candidato de participar de debates, sabatinas, podcasts e entrevistas, além de proibir publicações nos perfis de redes sociais apresentados à Justiça Eleitoral fora do prazo estabelecido.

A medida foi motivada por irregularidades identificadas na comunicação à Justiça Eleitoral sobre os perfis usados pela campanha nas redes sociais, após o pedido de registro da candidatura de Renan ser apresentado em 7 de agosto.

Doze dias depois do registro, em 19 de agosto, 16 perfis em redes sociais foram informados ao TSE, por meio de uma petição para complementar os dados apresentados inicialmente. Pelas regras eleitorais, candidatos devem informar, no momento do registro, os endereços de sites, blogs e redes sociais que serão utilizados durante a campanha.

A defesa de Renan disse que entrará com um mandado de segurança para tentar reverter a decisão, além de recorrer do despacho de Toffoli, que o candidato classificou como “injusto e ilegal”.

Para o advogado especialista em direito eleitoral, Kaleo Dornaika, o mandado de segurança esbarra em jurisprudência consolidada do TSE, que não admite essa medida contra ato jurisdicional de ministro da própria Corte. Caso seja apresentado, o mandado deve ser analisado pelo próprio relator.

Não houve indeferimento de candidatura, pois o provimento tem que passar pelos outros seis ministros“, explicou Dornaika à reportagem. “Diferente do STF, não existe referendo automático no TSE — o plenário só entra por provocação, […] ou quando o relator liberar o registro para julgamento, ocasião em que a cautelar será enfrentada de qualquer modo.”

O plenário do TSE só pode avaliar a sentença para definir se discorda, ou concorda total ou parcialmente do ministro, após a apresentação do recurso da defesa. “Eles podem chegar à conclusão de que é o caso de multa, ou de suspender os perfis que ele não comunicou até que seja regularizada a situação“, disse a advogada eleitoral Marilda Silveira ao WW.

Depois do julgamento do caso no plenário do TSE, o STF (Supremo Tribunal Federal) — onde Toffoli também é ministro — pode ser acionado para avaliar eventuais afrontas à Constituição Federal de 1988.

“Antes de ir para a Corte, deve ser admitido por um relator. Será um recurso extraordinário eleitoral, cujo rito é o mesmo dos recursos extraordinários em geral. A peculiaridade é que muito raramente o STF altera acórdãos do TSE“, explicou Dornaika.

Decisão monocrática

Toffoli disse a interlocutores que não vê necessidade de que sua decisão seja levada para referendo ao plenário da Corte. O ministro disse que, caso haja um recurso, ele o encaminhará primeiro ao MPE (Ministério Público Eleitoral) e depois ao plenário, conforme apuração da CNN Brasil.

A decisão de Toffoli causou estranheza e críticas dentro e fora do TSE, segundo apuração da CNN Brasil. Parte dos ministros avalia que a questão dos perfis de Renan Santos deveria ser tratada em uma ação sobre propaganda irregular, e não no âmbito do registro de candidatura.

Há ainda uma avaliação de que houve excesso na extensão da decisão. Fontes ouvidas pela CNN Brasil indicaram que, mesmo que a omissão fosse intencional, a penalidade cabível seria uma multa, não a suspensão da campanha.

Especialistas afirmam que, de acordo com o artigo 16-A, da Lei das Eleições, enquanto uma candidatura estiver sub judice, caso da de Renan e demais candidatos, eles podem praticar todos os atos de campanha. O despacho de Toffoli ignoraria esse artigo, na avaliação deles.

O advogado Fernando Neisser, contudo, entendeu que a decisão de Dias Toffoli não foi exagerada e que o caso envolveu uma tentativa de fraude ao processo eleitoral. Ele explicou em entrevista ao Hora H que a decisão considera a nova definição da resolução de registro de candidatura.

Segundo o advogado, a resolução “diz que, se houver uma página que já existia e que não seja informada, fica proibida de fazer qualquer postagem de campanha eleitoral até 48 horas depois de ser regularizada a situação”.

Apesar da suspensão parcial da campanha e das redes sociais de Renan Santos, ele continua sendo candidato à Presidência, podendo promover suas pautas nas ruas e em veículos impressos.

Compartilhe:

Mendonça já mapeia votos para abertura de investigação contra Moraes no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça avaliou, em conversas com interlocutores, considerar graves as novas revelações que apontam que o ministro Alexandre de Moraes possa ter pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, proteção ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesse sentido, ele avalia levar ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido formal de abertura de investigação contra Moraes e já mapeia os votos que teria a favor da abertura da investigação.

Por se tratar de um ministro do STF, só o plenário da Corte pode autorizar a abertura de investigação desse porte.

Além das mensagens, outra informação é considerada grave e passível de investigação: a de que Moraes teria manuseado o contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o banqueiro.

Mendonça, segundo fontes, já vinha alertando Fachin de que havia indícios de envolvimento direto de Moraes com Vorcaro.

Seus aliados, inclusive, já vêm mapeando votos caso haja o pedido formal de investigação contra Moraes. A avaliação é de que Moraes tem três votos garantidos: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Mendonça teria os de Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia é dúvida — ela e o ministro nunca foram próximos, mas a aposta é de que ela votaria pela abertura da investigação.

Há dúvida se Toffoli participaria da votação por ser suspeito de envolvimento com Vorcaro, mas, caso participe, ele é considerado um voto a favor da investigação contra Moraes.

Mendonça e ele são próximos, e a investigação contra Toffoli não teria avançado. A leitura é de que a relação de Vorcaro com o resort da família de Toffoli foi apenas uma transação comercial.

Compartilhe:

Moraes modificou contrato de R$ 130 milhões entre Vorcaro e escritório da esposa do ministro

Registros digitais e metadados de arquivos obtidos em investigações apontam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atuou na edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de cerca de R$ 130 milhões celebrado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, do Master.

As informações foram publicadas nesta terça-feira (1º) pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmadas pela TV Globo.

Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que solicitou ao ministro informações sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação, o que o escritório diz que não foi verificado e o contrato foi assinado.

De acordo com a apuração, os metadados do documento em formato digital — enviado via aplicativo de mensagens e extraído durante apurações a partir do celular de Vorcaro — trazem o nome e o usuário vinculado ao ministro Alexandre de Moraes como o autor da última modificação ou edição do arquivo contratual.

O instrumento previa a contratação da banca Barci de Moraes Sociedade de Advogados para atuação jurídica e consultoria estratégica, estabelecendo honorários globais que alcançam a cifra de cerca de R$ 130 milhões.

Nota

Leia a íntegra da nota divulgada pelo escritório Barci de Moraes, da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes:

Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente. Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados.

Compartilhe:

Raquel Lyra destaca Morar Bem e investimentos em encontro com setor da construção civil

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), participou, nesta segunda-feira (31), de um encontro com representantes do setor da construção civil promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil em Pernambuco (Sinduscon-PE) e pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).

Durante o encontro, Raquel apresentou ações realizadas pelo Governo de Pernambuco e destacou investimentos públicos, crescimento econômico e políticas voltadas à habitação. Segundo dados apresentados pela candidata, o Estado deverá alcançar R$ 26 bilhões em obras públicas até o final deste ano. Ela também citou crescimento econômico acumulado de 4,47% entre janeiro e junho de 2026, diante de 2,38% registrado no Nordeste.

Na área habitacional, Raquel destacou o programa Morar Bem Pernambuco, criado durante sua gestão. Segundo os números apresentados no evento, a política conta com orçamento superior a R$ 1 bilhão e já beneficiou mais de 52 mil famílias em diferentes modalidades.

Em 2022, eu estive aqui muito para escutar as demandas e, hoje, apresento os avanços que são reflexo do nosso trabalho. Construímos junto a vocês o Morar Bem Pernambuco, entendendo onde estavam os vazios e onde poderíamos ajudar”, afirmou Raquel.

Entre as modalidades do programa está a Entrada Garantida, que concede subsídio para famílias financiarem a aquisição de imóveis e pode ser utilizada em conjunto com o Minha Casa, Minha Vida. O Morar Bem também contempla iniciativas como o Reforma no Lar e ações de regularização fundiária.

O presidente do Sinduscon-PE, Paulo Wanderley, avaliou positivamente o programa e defendeu sua continuidade. “Era o que faltava para a construção civil. É uma política que tem que ser perpetuada”, afirmou.

O presidente da Ademi-PE, Leonardo de Queiroz, também destacou os investimentos na área habitacional e afirmou que o programa contribuiu para viabilizar empreendimentos e ampliar as contratações no setor.

Participaram ainda do encontro a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause (PSD), o deputado federal e candidato ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD), além de representantes de entidades da construção civil e integrantes do Governo do Estado.

Compartilhe:

João Campos propõe ampliar Pé-de-Meia em Pernambuco com três novos benefícios

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) apresentou uma proposta para ampliar o programa Pé-de-Meia no Estado. A iniciativa prevê a criação de três novas modalidades voltadas a estudantes da rede pública: Pé-de-Meia Férias, Pé-de-Meia Técnico e Pé-de-Meia Empreendedor.

A proposta foi apresentada ao lado da deputada federal por São Paulo Tabata Amaral (PSB). Segundo João Campos, a intenção é oferecer apoio financeiro aos jovens durante diferentes etapas da formação escolar e profissional.

O Pé-de-Meia Férias prevê o pagamento de três parcelas adicionais de R$ 200 durante as férias escolares. De acordo com a proposta, o benefício deverá auxiliar estudantes na participação em atividades culturais, esportivas, de formação e lazer.

Já o Pé-de-Meia Técnico prevê a continuidade do benefício para estudantes da rede pública que concluírem o ensino médio e ingressarem em cursos técnicos. A proposta busca garantir apoio financeiro durante o período de qualificação profissional.

A terceira modalidade, denominada Pé-de-Meia Empreendedor, será destinada a jovens que estejam concluindo a formação técnica e pretendam abrir o próprio negócio. A iniciativa prevê mentoria e acesso a crédito para apoiar a criação dos empreendimentos.

Durante a apresentação, Tabata Amaral destacou o alcance do Pé-de-Meia em nível nacional e defendeu a ampliação da política em Pernambuco. João Campos afirmou que as propostas têm como objetivo incentivar a permanência nos estudos, ampliar a qualificação profissional e facilitar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho ou no empreendedorismo.

Compartilhe:

É justo o Senhor em seus caminhos

Cor Litúrgica: Verde

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 “O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” 35 Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza. (Lc 4,31-37).

Estimados leitores, no evangelho de hoje, podemos perceber que diante de Jesus, até o mal reconhece quem Ele é. E nós, que cremos nEle, somos chamados não apenas a reconhecê-Lo com os lábios, mas a acolhê-Lo com o coração e deixar que Sua Palavra transforme nossa vida.

Nesta terça-feira, que Jesus seja a nossa força, nossa luz e nosso caminho. Que todo mal se afaste e que a nossa fé proclame: “Jesus, Tu és o Santo de Deus!”

Tenham todos um abençoe dia!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Compartilhe:

Justiça Eleitoral ordena retirada de novo post que vincula João a panfletos contra Raquel

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) ordenou, nesta segunda-feira (31), a retirada de um vídeo publicado nas redes sociais do jornalista Manoel Medeiros (Novo), que associa o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) a cartazes supostamente espalhados na região central do Recife neste domingo (30) contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

A decisão, em caráter liminar, foi tomada após a nova ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, que alegou que a publicação gerou um efeito negativo na campanha de João com base em desinformação.

Para o desembargador Fernando Braga Damasceno, a forma como a publicação foi construída evidencia um interesse de Medeiros em interferir no processo eleitoral.

“A expressão ‘Pernambuco conhece esse modus operandi’, seguida da afirmação de que o Estado ‘responderá à altura nas urnas’, evidencia que a mensagem não se restringe a manifestação de solidariedade à governadora ou a repúdio aos cartazes, mas se insere diretamente na disputa eleitoral e busca produzir consequência sobre a escolha do eleitor”, apontou o magistrado.

A determinação estabelece a retirada da publicação em até 24 horas. No caso de descumprimento, o tribunal também ordenou a cobrança de multa diária no valor de R$ 10 mil. Manoel Medeiros foi assessor da vice-governadora Priscila Krause e concorre ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2026.

Ainda na noite do domingo (30), a Justiça Eleitoral também determinou a retirada de outros três conteúdos com teor semelhante, publicados pelo candidato a Senado Federal Mendonça Filho (PL), pelo candidato a deputado estadual (PSD) Ni do Badoque e pelo jornalista Ricardo Antunes.

Compartilhe:

Ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, denuncia ter sofrido violência doméstica

Raila Miranda diz que o filho de sete anos presenciou as agressões/Foto: Reprodução/Redes Sociais

A ex-primeira-dama de Granito, no Sertão de Pernambuco, Raila Miranda, denunciou em vídeo divulgado nas redes sociais neste domingo (30), ter sido vítima de violência contra mulher. Apesar de a publicação não informar quem praticou o ato de violência, o prefeito de Granito, George de Sidney (PT), publicou na tarde desta segunda (31) uma nota à imprensa: “Esclareço que os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige“.

Segundo a ex-primeira-dama, as agressões aconteceram há pouco mais de 20 dias dentro da própria casa. “Hoje, pela primeira vez, eu vou falar sobre algo que aconteceu comigo. Há pouco mais de 20 dias, eu fui vítima de uma agressão física gravíssima dentro da minha própria casa […] Naquele dia, eu tive medo. E foi por medo que eu demorei a falar. Medo por mim, medo por meu filho, pela exposição e pelas consequências de denunciar alguém que ocupa uma posição de poder e de influência”, explicou em vídeo divulgado neste domingo (30).

Nas filmagens, é possível ver hematomas no rosto e cortes na parte de trás da cabeça da vítima. Ainda de acordo com Raila Miranda, o filho de sete anos presenciou as agressões e “o desespero de uma mãe que sangrava”.

As marcas que vocês estão vendo ficaram no meu corpo. Outras ficaram na minha memória e na memória de meu filho. […] Quando a violência aconteceu, a primeira coisa que passou pela minha cabeça não foi a política, não foi a reputação, não foi a imagem, foi sobreviver. Proteger meu filho e pensar como eu vou sair daqui viva”, destacou Raila Miranda.

Além das agressões físicas, a ex-primeira-dama afirma estar sofrendo violência patrimonial. Ainda conforme Raila Miranda, as agressões aconteceram após o término do relacionamento.

Eu estou buscando os meus direitos e deixarei que as autoridades competentes investiguem e responsabilizem quem tiver que ser responsabilizado, porque nada justifica um homem agredir uma mulher. Nenhuma roupa, nenhuma crise no relacionamento, nenhuma discussão, absolutamente nada. E eu só havia tomado uma decisão sobre a minha própria vida. Eu não queria mais continuar aquela relação e ele não aceitou”, ressaltou em outra parte do vídeo.

Em outra publicação, divulgada no dia 17 de agosto, a primeira-dama divulgou seu desligamento da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer de Granito. Não se sabe se a saída do órgão municipal tem relação com o caso de violência doméstica.

A Polícia Civil de Pernambuco informa que tomou conhecimento do caso e já entrou em contato com a vítima. As diligências foram iniciadas para apurar os fatos e adotar as medidas cabíveis. O caso está sob a coordenação da Delegacia de Granito.

O que diz o Prefeito

Em nota divulgada em sua redes sociais o prefeito do município de Granito, George de Sidney, diz que: “Diante das informações que vêm sendo divulgadas envolvendo acusações de violência doméstica, esclareço que os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige”.

Ainda no documento o gestor diz que a Constituição Federal assegura a todos o contraditório e a ampla defesa, garantias fundamentais justamente para que nenhuma conclusão ou condenação seja formada sem que os fatos sejam devidamente apurados e todas as partes possam apresentar suas versões e provas.

Ciente da minha conduta e dos meus atos, permanecerei comprometido com a verdade e com a justiça, respondendo a tudo o que for necessário, sempre dentro dos limites da lei e com absoluto respeito às instituições. Da mesma forma, buscarei, pelos meios jurídicos adequados, a preservação e o restabelecimento da convivência com meu filho, resguardando, acima de qualquer conflito entre adultos, o seu melhor interesse”.

Ele acrescenta que a apuração permitirá esclarecer integralmente os fatos e assegurar que os importantes instrumentos legais de proteção e combate à violência doméstica sejam utilizados para a finalidade a que se destinam, e não como mecanismo de disputa patrimonial ou de interferência indevida na convivência familiar.

Não pretendo transformar questões familiares e judiciais em debate público. Tudo será esclarecido no processo, com provas, responsabilidade e sob os rigores da lei, como tenho feito desde o início”, conclui.

Desfiliação

Por meio de nota, o Partido dos Trabalhadores (PT) comunicou que recebeu nesta segunda-feira o pedido de desfiliação de George de Sidney quando já havia encaminhado um processo ético-disciplinar em regime de urgência. “São urgentes a apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelos órgãos de Justiça, assim como as medidas necessárias para assegurar a proteção imediata às vítimas, mulher e criança”, comunicou o diretório estadual do partido.

Compartilhe:

“Ser a primeira mulher governadora não é algo simples”, diz Raquel ao comentar sobre ataques

Raquel Lyra (PSD)/Maurício Ferry/DP Foto

Em evento com empresários da construção civil e diretores da Caixa Econômica Federal no Recife, na manhã desta segunda-feira (31), na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), comentou sobre os ataques ocorridos no último final de semana e afirmou que ser a primeira mulher a governar Pernambuco impõe desafios.

Ser a primeira mulher governadora de Pernambuco não é algo simples. Embora traga muita honra a mim e a Priscila, pela primeira vez na história do Brasil, duas mulheres liderando um governo mexe um pouco com a estrutura do que sempre foi. Só pelo fato de sermos mulheres já mexe. E pelo fato de atuarmos da forma que a gente atua também“, declarou.

Na ocasião, Lyra agradeceu a “solidariedade” que disse ter recebido após episódios em que foi vítima de ataques durante a campanha eleitoral. “Quero agradecer o carinho e a solidariedade que eu tenho recebido, não só no episódio de ontem, mas em tantos outros dos quais fui vítima ao longo dessa caminhada“, disse.

Passado e presente

Em outro momento, a candidata afirmou que chegou em 2022 ao Sinduscon-PE para ouvir o setor e que agora retorna para falar de entregas. Segundo ela, Pernambuco saiu de um patamar de 2% a 3% da receita corrente líquida em investimentos, cerca de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão por ano durante oito anos, para um volume de R$ 26 bilhões em obras públicas nos quatro anos de sua gestão.

No setor habitacional, Raquel Lyra citou R$ 1 bilhão investido com recursos do Tesouro no programa Morar Bem Pernambuco, somado ao Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. De acordo com a governadora, a iniciativa gerou mais de 30 mil empregos na construção civil e beneficiou mais de 50 mil famílias com casa nova, reformas, escritura pública e regularização fundiária.

Vocês trabalham com algo muito nobre, que é a possibilidade de realizar sonhos de maneira muito concreta, literalmente concreta“, afirmou aos presentes. Também participaram do evento a vice-governadora, Priscila Krause (PSD), e o deputado federal e candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD).

Além disso, a governadora defendeu o modelo de gestão baseado em transparência e parceria com o setor produtivo. “O que vem pela frente é ainda melhor. Se Deus permitir e o povo permitir a nossa reeleição, a gente vai avançar ainda mais em infraestrutura […] Nosso governo é um governo que entrega, baseado em transparência, em correção e respeito ao dinheiro público”.

Compartilhe:

Renan Santos diz que vai pedir liminar contra suspensão de candidatura

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) disse nesta segunda-feira (31) que sua campanha irá protocolar ainda hoje um pedido de liminar contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender a propaganda eleitoral do candidato.

“Foi uma inflexão autoritária. Não dá para justificar de maneira racional”, declarou Renan.

A decisão também suspendeu os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para o candidato e proibiu sua participação em debates realizados em televisão, rádio e podcasts.

As medidas do ministro terão validade até a decisão final do TSE sobre o caso. O partido entrará com recurso direcionado ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques.

Segundo Toffoli, o partido Missão deixou de informar à Justiça Eleitoral perfis de propaganda do candidato nas redes sociais. Na decisão, o ministro pontuou que 16 perfis ligados ao candidato foram informados ao TSE 12 dias após o período de registro de candidatura.

A suspensão está relacionada às regras eleitorais para a propaganda na internet, que exigem o registro dos perfis oficiais de candidatos e partidos. Os candidatos devem informar à Justiça Eleitoral todos perfis oficiais que serão usados na campanha, permitindo assim que os canais oficialmente vinculados a campanhas possam ser fiscalizados.

De acordo com o advogado Arthur Rollo, que representa o candidato, como a medida bloqueia qualquer possibilidade de campanha que não seja o corpo a corpo, ela paralisa a campanha.

“Em uma campanha de 45 dias, com poucos recursos, dois ou três dias fora são irreversíveis, mas irei ao TSE sustentar nossa posição”, disse o defensor.

Segundo a defesa de Renan Santos, a campanha não teve direito ao contraditório e à defesa.

Compartilhe:

Campanha de Lula pede ao TSE bloqueio do fundo partidário do PL

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou, nesta segunda-feira (31), ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o bloqueio do fundo partidário do PL (Partido Liberal), do candidato Flávio Bolsonaro, por suposto desvio de R$ 134 milhões.

Segundo a ação movida pela coligação “Brasil Pronto Pra Mais”, composta pelo PT, PDT e outras siglas, o PL e o IAV (Instituto Álvaro Valle) criaram um esquema sistemático para desviar recursos do Fundo Partidário destinados por lei à fundação e utilizá-los em campanhas eleitorais.

“Assim, é fundamental que seja concedida tutela provisória de urgência e de natureza inibitória para impedir que o PL desvie, transfira e empregue os R$ 134 milhões do Fundo Partidário que possui investidos”, informou o documento.

De acordo com análise financeira da campanha, do total, R$ 77 milhões constam como investidos nos anos de 2024, 2025 e 2026, conforme a nota técnica contábil, ou, ao menos, no que “tange aos R$ 68 milhões desviados do IAV em 2025 e 2026 (considerando que não houve eleição ordinária nesse período e que os montantes desviados em 2024 foram possíveis aplicados naquele pleito)”.

Além disso, o partido informou a movimentação de dez contas bancárias no exercício.

Com isso, a campanha pede que o TSE desaprove as contas do Diretório Nacional do PL referentes ao ano de 2022; determine a restituição aos cofres públicos do montante de R$ 20,5 milhões; bem como recolha recursos recebidos de origem não identificada no valor de R$ 46,2 milhões.

Compartilhe:

TSE manda Instagram fornecer dados de presidente da Acadêmicos de Niterói

A ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que o Instagram forneça os dados cadastrais do perfil de Hugo Júnior, apontado como novo presidente da Acadêmicos de Niterói. A medida faz parte de uma ação movida pelo partido Missão contra Lula (PT) e a escola de samba, que apura suposta propaganda eleitoral antecipada durante o desfile de Carnaval deste ano.

A decisão atende parcialmente a um pedido do Missão, que tenta localizar um representante da agremiação para viabilizar sua citação formal no processo, etapa necessária para a ação avançar.

Segundo o despacho, tentativas anteriores de localizar a escola não tiveram êxito. O partido havia pedido inicialmente que a citação fosse feita pelo Domicílio Judicial Eletrônico, mas Estela rejeitou o pedido porque a Acadêmicos de Niterói não está cadastrada na plataforma.

Depois, o Missão informou ao TSE que Hugo Júnior havia assumido a presidência da escola e solicitou que a Meta, dona do Instagram, fornecesse dados vinculados ao perfil dele na rede social. A ministra acolheu o pedido e determinou que a plataforma entregue todas as informações cadastrais associadas à conta, incluindo dados de transações financeiras que possam ajudar a identificar o endereço do responsável. O material deverá ser mantido sob sigilo.

De acordo com Estela, as informações são necessárias para viabilizar a citação da escola e permitir a continuidade do processo. Após a resposta do Instagram, o caso retornará à relatora, que avaliará se os dados são suficientes para localizar e notificar a agremiação.

Entenda o caso

A ação foi movida pelo Missão após o desfile da Acadêmicos de Niterói. A escola, estreante no grupo Especial no carnaval deste ano, entrou na avenida com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O tema foi desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo.

A agremiação não conseguiu permanecer na elite do carnaval carioca, o que já era previsto por pessoas próximas ao presidente antes mesmo da apresentação, e foi rebaixada para a Série Ouro. A agremiação terminou na última colocação (12ª lugar).

Uma ação semelhante, movida pelo partido Novo, também questiona o desfile da escola e enfrenta as mesmas dificuldades para citá-la formalmente.

Compartilhe:

Toffoli suspende campanha de Wilson Grassi

wilson grassi

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), suspendeu a campanha digital de Wilson Grassi, candidato do Democrata à Presidência da República. A decisão foi assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31), mesmo dia em que o ministro adotou medida semelhante contra o candidato do Missão, Renan Santos, também por irregularidades na comunicação de perfis nas redes sociais.

Na decisão, Toffoli suspendeu os repasses do Fundo Eleitoral à chapa de Grassi, que já havia recebido cerca de R$ 3,3 milhões do fundo, e proibiu o uso desses recursos. O ministro também impediu o candidato de participar de debates em rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.

A medida foi motivada porque oito perfis em redes sociais usados pela campanha só foram informados ao TSE em 28 de agosto, dezessete dias após o pedido de registro de candidatura, protocolado em 11 de agosto. Pelas regras eleitorais, perfis já existentes que serão utilizados na campanha precisam ser declarados no momento do registro. Perfis criados depois disso têm prazo de 24 horas para serem comunicados à Justiça Eleitoral.

Para Toffoli, o atraso permite que essas contas continuem sendo tratadas pelas plataformas como perfis comuns e, assim, sigam elegíveis para recomendação algorítmica, o que pode gerar vantagem indevida sobre candidaturas que cumpriram o prazo. Em decisão anterior, o TSE já havia classificado esse tipo de atraso como possível “omissão estratégica”.

As plataformas terão seis horas para suspender os perfis irregulares e retirá-los dos sistemas de recomendação, e 24 horas para fornecer ao TSE dados sobre postagens, impulsionamentos, anúncios, alcance e valores envolvidos, sob pena de multa.

Grassi e o Democrata também terão 24 horas para informar a data de criação de cada perfil, quando passaram a ser usados para fins eleitorais, e se há outras contas vinculadas à campanha. A decisão é cautelar e o descumprimento pode levar ao indeferimento do registro de candidatura.

Compartilhe:

Toffoli dá 24h para explicações de Renan, sob pena de indeferimento

O ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deu um prazo de 24 horas para que o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, dê explicações em relação aos 16 perfis dele nas redes sociais que levaram à suspensão de sua campanha eleitoral, sob pena de indeferimento do registro da candidatura.

A decisão foi assinada no último domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31).

Segundo a decisão, o candidato deve, dentro do prazo estabelecido, fornecer dados relacionados às postagens, impulsionamentos, recomendações e anúncios realizados nos perfis de Renan nas redes sociais a partir do dia 7 de agosto, “com respectivo alcance, rotulagem e valores”.

Em caso de descumprimento, a multa diária prevista é de R$ 50 mil.

O texto ainda diz que Renan deve informar a data de criação de cada perfil e de início de utilização de cada um deles para fins de propaganda eleitoral.

Ele também precisa reportar a existência de “quaisquer outros endereços eletrônicos sítio, blog, rede social, usuário ou grupo de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas em utilização”.

Toffoli ainda pediu que o candidato do Missão se manifeste sobre a violação dos artigos 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997, 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, “sob pena de indeferimento do registro”.

A decisão do ministro foi tomada após 16 perfis de Renan nas redes sociais serem informados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 19 de agosto, 12 dias depois do pedido de registro de candidatura dele, apresentado em 7 de agosto.

Segundo as regras eleitorais, os candidatos devem informar todos os endereços de sites, blogs e redes sociais que serão utilizados durante a campanha no momento do registro.

Com isso, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

Compartilhe: