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Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde 27 de março/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

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Argentina x Egito: Messi e Salah duelam nas oitavas de final da Copa 2026

A Copa do Mundo de 2026 reserva nesta terça-feira (7) mais um grande confronto das oitavas de final. Argentina e Egito se enfrentam às 13h (de Brasília), em Atlanta, nos Estados Unidos, em um duelo que coloca frente a frente dois dos principais jogadores da última década: Lionel Messi e Mohamed Salah.

De um lado, Messi busca encerrar sua trajetória em Copas do Mundo com mais um capítulo histórico. Aos 39 anos, o camisa 10 argentino disputa o último Mundial da carreira e sonha em conquistar o bicampeonato consecutivo após o título obtido em 2022. Do outro lado, Salah lidera uma geração que já entrou para a história do futebol egípcio e tenta conduzir sua seleção a uma façanha inédita.

ARGENTINA

A Argentina chega para o confronto após uma classificação sofrida diante de Cabo Verde. Os atuais campeões mundiais encontraram dificuldades durante os 90 minutos, precisaram da prorrogação e venceram por 3 a 2 para seguir vivos na competição.

A atuação ligou o sinal de alerta para a equipe comandada por Lionel Scaloni, que deve promover ajustes táticos para evitar novos sustos diante dos egípcios.

Apesar da classificação apertada, os argentinos seguem confiantes na força de um elenco experiente e acostumado a decisões. Além de Messi, nomes como De Paul, Mac Allister e Emiliano Martinez continuam sendo peças fundamentais na caminhada em busca de mais uma conquista mundial.

EGITO

Se a Argentina luta para confirmar o favoritismo, o Egito chega embalado pela melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Pela primeira vez, a seleção africana alcançou o mata-mata do torneio e agora sonha ainda mais alto.

Nas oitavas, os egípcios eliminaram a Austrália após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação. A classificação veio apenas na disputa por pênaltis, resultado que aumentou ainda mais a confiança da equipe liderada por Salah.

O camisa 10 tem sido o principal símbolo da campanha histórica. Referência técnica e emocional da seleção, o atacante tenta conduzir o Egito a uma inédita vaga nas quartas de final, algo jamais alcançado pelo país em Mundiais.

Com um estilo ofensivo e sem a pressão que recai sobre os argentinos, os africanos apostam justamente no fator surpresa para tentar derrubar uma das favoritas ao título.

Suíça e Colômbia definem adversário

Quem avançar entre Argentina e Egito terá pela frente o vencedor do confronto entre Suíça e Colômbia, que também acontece nesta terça-feira (7), às 17h (de Brasília), em Vancouver, no Canadá.

Os suíços chegam após uma campanha consistente e apostam na força coletiva para seguir no torneio. Já a Colômbia conta com o talento de uma geração talentosa e tenta retornar ao grupo das oito melhores seleções do mundo.

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Bélgica faz 4×1, despacha EUA da Copa e pega a Espanha nas quartas-de-final

Comemoração com ironia de Lukaku/JAMIE SQUIRE / GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE / GETTY IMAGES VIA AFP

Em uma partida disputada em meio à controvérsia sobre a participação do atacante Folarin Balogun, a Bélgica goleou os Estados Unidos por 4 a 1 em Seattle, nesta segunda-feira (6) e avançou para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026, onde vai enfrentar a Espanha.

O ‘Team USA’ escalou seu artilheiro, Balogun, que a Fifa havia autorizado a jogar apesar de sua expulsão na fase anterior, mas foi dominada desde o início por uma seleção belga muito motivada, que impôs uma derrota acachapante diante de Gianni Infantino, que assistia ao jogo da tribuna.

A eliminação dos Estados Unidos, após as saídas do México e do Canadá, também nas oitavas de final, deixa a Copa do Mundo sem nenhuma de seus três anfitriões.

Após 24 horas de polêmica que transcendeu o mundo do futebol, a presença de Balogun em campo teve um efeito oposto ao que os americanos esperavam.

Os donos da casa foram sufocados pelo início avassalador dos ‘Diabos Vermelhos’ e acabaram sofrendo o golpe de misericórdia com uma falha do goleiro Matt Freese ao tentar sair jogando com a bola, permitindo que a Bélgica abrisse uma vantagem de 3 a 1.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acompanhou da tribuna em Seattle a partida marcada por uma decisão incomum de sua entidade que deixou em suspenso a punição de um jogo que Balogun havia recebido após um cartão vermelho na fase de 16-avos de final.

A decisão foi tomada sem explicações e ocorreu após um pedido do presidente Donald Trump.

A Bélgica, que havia lutado nos bastidores para garantir a manutenção da suspensão de Balogun, se vingou em grande estilo dentro de campo com uma vitória que a coloca em rota de colisão com a Espanha, adversária da próxima sexta-feira em Los Angeles.

“Não vamos esconder: fizemos uma reunião quando soubemos da notícia. Dissemos que precisávamos deixar nosso futebol falar por nós em campo. Foi o que fizemos hoje. Estou muito orgulhoso da equipe“, disse o meio-campista Youri Tielemans à emissora RTBF.

“Tínhamos realmente muita raiva e muita vontade de começar bem o jogo, algo que nos havia faltado desde o início do torneio”.

“Quero parabenizar a Bélgica; eles foram melhores do que nós“, reconheceu Pochettino. “Desde o início, todos viram que não conseguimos nos encontrar na partida… Não era o nosso dia.”

Tiro no pé

A escalação de Balogun não foi a única surpresa nas equipes em Seattle, já que a Bélgica também promoveu mudanças em seu time titular, deixando Kevin De Bruyne e Jeremy Doku no banco de reservas.

Porém, os ‘Diabos Vermelhos’ não sentiram nem um pouco a ausência de seus principais jogadores num início avassalador que deixou a defesa dos anfitriões atordoada.

Sob o olhar de frustração de Pochettino, o time da casa sofreu forte pressão até que o o primeiro gol saiu logo aos nove minutos.

Um cruzamento de Leandro Trossard da esquerda expôs a falta de solidez da defesa americana; eles deixaram a bola quicar na área antes de Nicolas Raskin fazer um lance que misturava cruzamento e finalização, permitindo que De Ketelaere, livre de marcação, apenas tocasse para o fundo da rede.

O ‘Team USA’ e a torcida tiveram dificuldade para assimilar o golpe. Quando chegou a pausa para hidratação, os Estados Unidos ainda não haviam feito nenhuma finalização, contra sete do adversário, mas conseguiram empatar o jogo logo na primeira tentativa.

Em sua primeira participação de destaque, Balogun foi derrubado na entrada da área após dominar a bola de costas para o gol. Malik Tillman assumiu a cobrança da falta, a bola desviou na barreira, enganou o goleiro Thibaut Courtois e entrou, empatando a partida aos 31 minutos.

O gol reanimou a torcida, mas a Bélgica levou apenas dois minutos para responder com mais uma investida de Trossard, que culminou em uma cabeçada de De Ketelaere superando os zagueiros centrais.

Pochettino fez uma alteração no intervalo, substituindo o lateral Sergiño Dest pelo meia-atacante Gio Reyna, mas a equipe acabou sofrendo um duro golpe com uma falha bizarra de Matt Freese aos 57 minutos de jogo.

O goleiro do New York City, que vinha tendo uma sólida atuação na Copa do Mundo, saiu do gol para interceptar um passe lançado nas costas da defesa.

Porém, pressionado por De Ketelaere fora da área, ele não conseguiu afastar a bola com o pé, e ela foi roubada por Vanaken, que marcou chutando para o gol vazio.

“Os torcedores mereciam”

Com outra montanha para escalar, o infortúnio de Pochettino aumentou quando ele foi forçado a substituir seu craque, Christian Pulisic, logo em seguida.

O ‘Capitão América’, que mancava visivelmente há vários minutos, personificou o estado de espírito de sua equipe ao desabar em lágrimas enquanto recebia atendimento médico no banco de reservas.

Sebastian Berhalter e o próprio Balogun estiveram perto de recolocar os Estados Unidos na partida, mas foi Romelu Lukaku quem selou a pesada derrota nos acréscimos (90+3′), aproveitando outro erro da defesa americana.

“O futebol pode ser cruel…“, lamentou o meio-campista Tyler Adams após a derrota em Seattle.

“Os torcedores mereciam, pelo apoio que nos deram nas últimas semanas. Não tenho como agradecê-los o suficiente”, acrescentou.

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Nas oitavas, anfitriões se despedem da Copa 2026 com um dos piores resultados da história

Torcedor mexicano usando sombrero na partida entre México e África do Sul, abertura da Copa do Mundo/Julio Cesar AGUILAR / AFP

Oitavas de final. Foi até essa fase que chegaram os três países-sede da Copa do Mundo de 2026 — Estados Unidos, Canadá e México — marcando um dos piores desempenhos de nações anfitriãs na história.

Apenas a África do Sul em 2010 e o Catar em 2022 fizeram campanhas piores como sedes do Mundial.

A nação do Golfo foi, sem dúvida, a pior, perdendo todas as três partidas — contra Países Baixos, Senegal e Equador.

Já os ‘Bafana Bafana’, embora tenham se tornado a primeira seleção anfitriã a ser eliminada na fase de grupos, ao menos conseguiu um empate em 1 a 1 contra o México na partida de estreia e derrotou a França, vice-campeã da Copa anterior, por 2 a 1.

Entre esses jogos, foi derrotada por 3 a 0 pelo Uruguai e terminou em terceiro lugar no grupo, atrás da ‘Celeste’, líder da chave, e do México, que se classificou para as oitavas de final em segundo lugar.

EUA despertou esperanças, mas acabou decepcionando

Os Estados Unidos haviam chegado às oitavas de final anteriormente quando sediaram a Copa do Mundo pela primeira vez, em 1994, mas acabaram eliminados (1 a 0) nessa fase pelo Brasil, que viria a ser o campeão.

No torneio de 2026, realizado na América do Norte, a equipe comandada por Mauricio Pochettino despertou esperanças logo na estreia ao golear o Paraguai por 4 a 1 e garantir a liderança do grupo já na segunda partida com uma vitória de 2 a 0 sobre a Austrália. Já classificados, entraram em campo com um time reserva contra a Turquia e perderam por 3 a 2.

Na fase de 16-avos, a seleção dos EUA conquistou uma vitória convincente de 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, mas, nas oitavas de final, sofreu uma derrota contundente nesta segunda-feira, em Seattle, para a Bélgica, que venceu por 4 a 1.

Foi pouco para um time que parecia que ia surpreender na Copa do Mundo realizada em casa.

Enquanto isso, o México, que sediou o torneio pela terceira vez, teve a pior classificação de sua história em termos de classificação final.

México chegou ao 5º jogo: um sabor agridoce

O México, por sua vez, finalmente disputou a tão aguardada quinta partida de Copa do Mundo no torneio de 2026, em casa, um marco que não alcançava desde que sediou o evento em 1986.

Naquela ocasião, a quinta partida, válida então pelas quartas de final, terminou com uma derrota por 4 a 1 nos pênaltis para a Alemanha Ocidental, após um empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação. ‘El Tri’ havia avançado para essa fase após eliminar a Bulgária nas oitavas de final.

O México também chegou às quartas de final em 1970 quando sediou a Copa do Mundo pela primeira vez. A equipe foi goleada pela Itália por 4 a 1.

No entanto, os mexicanos disputaram apenas quatro partidas naquela ocasião: os três jogos da fase de grupos, nos quais empataram com a União Soviética (vencedora do grupo) e derrotaram El Salvador e Bélgica, seguidos pela partida das quartas de final, na qual foram eliminados pela ‘Azzurra’.

Quarenta anos após a Copa do Mundo que eternizou Diego Maradona, ‘El Tri’ voltou a sonhar, dominando a fase de grupos com um aproveitamento de 100% e derrotando o Equador na fase de 16-avos de final.

Mas a seleção da Inglaterra, liderada por Harry Kane e Jude Bellingham, frustrou as esperanças dos mexicanos no Estádio Azteca, em uma partida na qual os visitantes jogaram por mais de meia hora com um homem a menos, resistindo a um ambiente hostil e à altitude de 2.240 metros da capital mexicana.

Canadá fez história

Para o Canadá, no entanto, chegar às oitavas de final coroou uma campanha histórica em Copas do Mundo.

Os ‘Canucks’ haviam perdido todas as suas seis partidas anteriores nas Copas de 1986 (México) e 2022 (Catar).

Neste torneio de 2026, realizado na América do Norte, eles começaram empatando em 1 a 1 com a Bósnia e Herzegovina, depois conquistaram sua primeira vitória na história das Copas, uma goleada avassaladora de 6 a 0 sobre o Catar, antes de perderem por 2 a 1 para a Suíça, resultado que deixou a equipe em segundo lugar no grupo e forçou o deslocamento para os Estados Unidos para a fase seguinte.

Já em solo vizinho, venceram a África do Sul por 1 a 0 na fase de 16-avos, mas depois foram derrotados por 3 a 0 por uma poderosa seleção do Marrocos.

Foi uma eliminação dura, mas que não ofuscou uma Copa do Mundo histórica para a menor das três seleções norte-americanas, e a única a sair de cabeça erguida.

Outros anfitriões longe do pódio

Outros países-sede que não chegaram às semifinais de suas Copas do Mundo foram a França em 1938, a Suíça em 1954, a Espanha em 1982, o Japão em 2002 (torneio sediado em conjunto com a Coreia do Sul, que chegou às semifinais) e a Rússia em 2018.

Em 1938, a França foi eliminada nas quartas de final de sua primeira Copa do Mundo, evento marcado pela iminência da Segunda Guerra Mundial. A equipe disputou apenas duas partidas: uma vitória sobre a Bélgica nas oitavas de final e uma derrota nas quartas de final para a Itália, que viria a ser a campeã mundial.

Em 1954, a Suíça foi eliminada nas quartas de final pela Áustria; em 1982, a Espanha foi eliminada na segunda fase — um grupo de três equipes vencido pela Alemanha Ocidental; em 2002, o Japão foi eliminado nas oitavas de final pela Turquia; e, em 2018, a Rússia chegou às quartas de final, onde perdeu nos pênaltis para a Croácia de Luka Modric.

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Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como ‘Pantanal’ e ‘O Rei do Gado’, morre aos 95 anos em SP

O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta segunda-feira (6), em São Paulo.

Seu legado de novelas icônicas é marcado por protagonistas com determinação para a luta e crença em valores positivos.

Nascido em São Paulo, ele trabalhou em diferentes funções e foi revisor de jornal antes de iniciar a carreira de escritor.

O autor colecionou sucessos em emissoras de televisão brasileiras, abordando a cultura rural, a imigração italiana e a reforma agrária.

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Presidente da Fifa nega interferência em decisão que tirou cartão vermelho de jogador dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025. — Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se defendeu das críticas de interferência política na decisão que anulou o cartão vermelho dado ao jogador da seleção dos Estados Unidos Folarin Balogun, durante a última partida da seleção norte-americana na Copa do Mundo, contra a Bósnia e Herzegovina.

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que pediu a ele que a federação revisasse o cartão vermelho aplicado a Balogun, Infantino admitiu que recebeu um telefonema de Trump, mas garantiu que não teve nenhum poder sobre a decisão tomada e que informou apenas que um processo legal estava em andamento no Comitê Disciplinar da federação.

“Os órgãos judiciais da Fifa são independentes, eles atuam de forma autônoma. (…) Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando são emitidas. Às vezes fico surpreso com elas. Às vezes concordo, e às vezes discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam“, afirmou em comunicado.

Pouco antes, questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro “horrível” e rebateu as acusações de interferência política na competição:

“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA“.

O árbitro da partida foi o brasileiro Raphael Claus.

Após revisar o lance no VAR, Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.

Após criticar o trabalho do árbitro brasileiro em campo, o presidente dos EUA ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo seu nome:

“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”.

Bélgica vai contestar decisão

Mais cedo, a Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos nesta segunda-feira (6) por uma vaga nas quartas de final, cobrou explicações da Fifa por revogar o cartão vermelho.

Em nota, a Federação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu “nem a decisão da Fifa, nem qualquer explicação sobre esse caso“. Segundo a entidade, “nessas circunstâncias, não resta outra opção a não ser contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida”.

Os belgas argumentam que o “Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa“.

A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.

Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de “fair play” e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções diante do caso.

Mais cedo, a União Europeia e a Uefa também criticaram a Fifa por anular o cartão do jogador após pedido de Trump.

Decisão comemorada por Trump e técnico dos EUA

No domingo (5), Trump já havia parabenizado a Fifa por anular o cartão:

“Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!“, publicou o presidente.
Durante uma coletiva de imprensa também no domingo, o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.

“Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto“, disse o treinador argentino.

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Número de mortos pelos terremotos na Venezuela chega a 3.535

O número de pessoas mortas pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela em 24 de junho subiu, nesta segunda-feira (6), para 3.535, segundo um comunicado divulgado pelo governo venezuelano.

No novo boletim, as autoridades informaram que o número de feridos permaneceu em 16.740. O balanço anterior de mortes, divulgado no domingo (5), era de 3.342.

As autoridades evitam falar em desaparecidos, mas as Nações Unidas estimam que esse número possa chegar a 50 mil, embora algumas projeções apontem para algo próximo de 10 mil.

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CBF defende Raphael Claus após Trump chamar árbitro brasileiro de ‘suspeito’

Árbitro Rafael Klaus mostrando o cartão vermelho no jogo EUA x Bósnia (Tayfun Coskun / Anadolu via AFP)/TAYFUN COSKUN

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) defendeu nesta segunda-feira (6) a “integridade” de Raphael Claus, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o árbitro brasileiro de “suspeito” em meio à polêmica envolvendo caso do atacante americano Folarin Balogun na Copa do Mundo.

Expulso por Claus no jogo da fase de 16-avos de final entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, Balogun teve sua suspensão automática revogada pela Fifa e foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas do Mundial.

“Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita“, destacou a CBF em comunicado enviado à AFP. “A CBF refuta qualquer insinuação que coloque em dúvida a integridade de Raphael Claus. Trata-se de um profissional exemplar“, acrescenta a nota.

Trump admitiu que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para que a decisão de expulsar e suspender Balogun por uma entrada no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic fosse revisada.

O presidente americano atacou o árbitro brasileiro, descrevendo-o como “um pouco suspeito, se você analisar o passado dele”.

Claus “é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui uma trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol“, reagiu a CBF.

O Comitê Disciplinar da Fifa não revelou os motivos que levaram à conversão da suspensão automática de Balogun para “um jogo de suspensão condicional, acompanhado de um período probatório de um ano”.

A Federação Belga de Futebol (RBFA) apresentou um recurso contra a reintegração de Balogun, que foi rejeitado nesta segunda-feira pelo Comitê de Apelação da Fifa, enquanto a Uefa considerou que a entidade máxima do futebol cruzou “uma linha vermelha” com sua decisão.

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Em meio a bloqueio dos EUA, novo apagão generalizado atinge Cuba

Bandeira de Cuba/Foto: AFP

Cuba sofreu nesta segunda-feira (6) mais um apagão generalizado, o terceiro nos últimos desde janeiro deste ano e o oitavo desde o fim de 2024, em um contexto de crise energética agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.

A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) informou na rede social X que as causas da “desconexão total” do sistema elétrico nacional, que afeta toda a ilha de 9,6 milhões de habitantes, estão sendo investigadas.

O envelhecimento da infraestrutura elétrica, somado ao bloqueio petrolífero americano em vigor desde janeiro, faz com que os cubanos enfrentem cortes diários de energia de cerca de 30 horas em Havana e de vários dias consecutivos no interior do país.

“Ao todo, tínhamos três ou quatro horas de eletricidade por dia. Então o maior impacto agora é que você não sabe quando voltará a ter esse pouquinho de luz“, declarou à AFP Meybol Font, trabalhadora autônoma de 51 anos. “É angustiante viver assim“, acrescentou.

A geração de eletricidade em Cuba depende principalmente de sete usinas termelétricas obsoletas, algumas com mais de 40 anos de operação, sujeitas a falhas frequentes e interrupções para manutenção. O sistema também conta com geradores de reserva abastecidos por diesel importado.

A usina Antonio Guiteras, principal do país, localizada no Oeste da ilha, está parada há vários dias devido a uma falha técnica. Desde o início do ano, a instalação registrou mais de 15 paralisações por problemas operacionais.

“Não conseguimos trabalhar”

Cuba atravessa uma grave crise econômica marcada pela escassez de alimentos e medicamentos e pela inflação elevada. Os apagões se intensificaram desde que o governo de Donald Trump interrompeu os envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora da ilha, e ameaçou impor sanções a outros países que comercializem combustível com Havana.

Um programador de 24 anos que trabalha para uma empresa privada de desenvolvimento de software em Havana Velha retornava para casa frustrado. “Não há wi-fi, não há eletricidade, não conseguimos trabalhar”, afirmou à AFP o jovem, que preferiu não se identificar.

Desde janeiro, Trump aprovou uma série de sanções contra entidades e dirigentes cubanos e autorizou apenas um navio petroleiro russo a atracar na ilha, transportando 100 mil toneladas de petróleo.

O presidente americano considera Cuba, localizada a cerca de 150 quilômetros da Flórida, uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos e já ameaçou diversas vezes assumir o controle da ilha.

Sob pressão econômica, Havana adotou em meados de junho um pacote de medidas inéditas favoráveis à economia de mercado, representando uma mudança significativa para o modelo adotado desde a implantação do comunismo há quase 70 anos.

Debate na ONU

Cuba solicitou para terça-feira uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU para discutir as sanções americanas.

O chanceler Bruno Rodríguez afirmou nesta segunda-feira que Washington tenta impedir que a Assembleia se pronuncie sobre o impacto do bloqueio petrolífero e de outras sanções impostas à ilha.

“O governo dos EUA tenta impedir que a Assembleia Geral da ONU se pronuncie. Pressiona governos e busca coagir a vontade soberana dos Estados-membros“, escreveu Rodríguez no X.

Para que o debate seja aberto, é necessária uma votação dos países-membros.

A iniciativa se soma à discussão anual que a Assembleia Geral realiza há 34 anos sobre o embargo americano contra Cuba.

Em 2025, a resolução favorável ao fim do embargo recebeu 165 votos a favor, sete contra e 12 abstenções, o menor apoio registrado em uma década.

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Chile registra terremotos próximos à sua área costeira, no Pacífico

Vista aérea de Valparaíso, Chile/Guy Wenborne/Wikipedia/Creative Commons

Um terremoto de magnitude 5,2 foi registrado em águas próximas ao Chile, nesta segunda-feira (6). O registro, desta tarde, provocou uma sequência de tremores na área próxima à cidade portuária de Valparaíso, banhada pelo Pacífico.

Apesar da atividade sísmica, as autoridades não emitiram alerta de tsunami. O epicentro do principal abalo foi localizado a 33 quilômetros a noroeste de Quintero, a uma profundidade de 26 quilômetros. A informação é do Centro Sismológico Nacional (CSN) do país.

Um novo tremor, de magnitude 4,6, atingiu a mesma região cerca de três minutos após o primeiro. Depois, às 12h31 no horário local, um terceiro abalo, de magnitude 2,8, foi registrado. A sequência manteve a atividade sísmica concentrada na faixa costeira da região chilena.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mediu que os dois principais tremores tiveram magnitude 5,1 e 4,8. Não há, até o momento, relatos de vítimas ou danos estruturais na região relacionados aos abalos.

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Espanha elimina Portugal nos acréscimos e encerra sonho de Cristiano Ronaldo na Copa 2026

Cristiano Ronaldo, atacante de Portugal na Copa do Mundo 2026 /Aric Becker / AFP

A Espanha venceu Portugal por 1 a 0 nesta segunda-feira (6), no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da classificação saiu dos pés de Mikel Merino, aos 46 minutos, apenas nos acréscimos da etapa final.

O resultado também marcou o fim do sonho de Cristiano Ronaldo de conquistar a Copa do Mundo, o único grande título que ainda faltava em sua carreira.

A eliminação encerra um capítulo histórico da trajetória do camisa 7 com a seleção portuguesa. Disputando sua sexta Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo se despede do torneio sem conseguir levantar a taça mais cobiçada do futebol. Ronaldo deixa a competição com três gols marcados.

Ao longo de duas décadas defendendo Portugal, o atacante acumulou recordes, conquistou a Eurocopa de 2016 e a Liga das Nações, mas encerra sua caminhada nos Mundiais sem alcançar o título inédito. A estrela portuguesa confirmou que esta seria sua última Copa.

Agora, a Espanha segue viva na luta pelo bicampeonato mundial e aguarda o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Bélgica, que também se enfrentam nesta segunda-feira, para conhecer seu próximo adversário.

O JOGO

Dentro de campo, o clássico ibérico foi marcado pelo equilíbrio desde os primeiros minutos. No primeiro tempo, Espanha e Portugal criaram boas oportunidades, mas esbarraram na falta de eficiência nas finalizações. O principal destaque da etapa inicial foi o goleiro Diogo Costa, que fez importantes intervenções para impedir que os espanhóis abrissem o placar. Portugal também levou perigo, mas desperdiçou as chances que criou diante da defesa adversária.

Na segunda etapa, o ritmo diminuiu, embora as duas equipes continuassem apostando em suas principais características para buscar a classificação. Foi então que o técnico Luis de la Fuente mudou o panorama da partida ao promover as entradas de Ferran Torres e Mikel Merino. A alteração acabou sendo decisiva para o desfecho do confronto.

Já nos acréscimos, Ferran encontrou espaço entre os defensores portugueses e fez um passe preciso para Merino. Livre diante de Diogo Costa, o meio-campista apenas deslocou o goleiro para marcar o único gol da partida e garantir a classificação espanhola às quartas de final.

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Em ofício, Itamaraty admite risco de ação militar dos EUA no Brasil

O Ministério das Relações Exteriores respondeu na última semana a questionamentos da Câmara dos Deputados sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

O ofício assinado pelo chanceler Mauro Vieira na última quarta-feira (1º) esclarece as perguntas feitas pelo deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES) por meio de um Requerimento de Informação, aprovado em maio, após o anúncio do governo americano.

Sobre a avaliação da pasta acerca dos impactos diplomáticos, econômicos e reputacionais para o país, o documento aponta que a classificação “não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento do crime organizado”.

Segundo a resposta do governo, a classificação das facções como “organizações criminosas transnacionais” por Washington já permitiria a cooperação na troca de informações e outras ações de combate ao crime.

O Itamaraty também alerta para o risco de implicações para cidadãos brasileiros e para a possibilidade de ações militares dos EUA no Brasil.

“Tal aplicação pode ocorrer com amplo grau de discricionariedade, dada a amplitude dos termos adotados na legislação de contraterrorismo daquele país, com sérias possibilidades de implicações para cidadãos brasileiros nos planos financeiro, migratório e penal. Finalmente, há a possibilidade de uso de força militar dos Estados Unidos em território brasileiro“, destaca o ofício.

Outro ponto de questionamento pelos parlamentares foi sobre as respostas brasileiras oficiais à decisão americana. Na réplica, Vieira explica que, por não ter ocorrido qualquer tipo de comunicação formal do governo americano devido ao caráter unilateral do parecer, uma resposta brasileira não ocorreu por não ser necessária.

O documento ainda aponta que o Itamaraty tem buscado mostrar, por vias diplomáticas, “a prioridade atribuída pelo governo brasileiro à segurança pública e ao combate ao crime organizado. Além disso, é ressaltada a necessidade da cooperação internacional no combate ao crime organizado“.

“Tal esforço baseia-se no reconhecimento da existência de dimensão transnacional do crime organizado e do fato de que não será possível ao país enfrentá-lo de forma efetiva sem a cooperação com outros países e organizações internacionais“, completa.

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Caso Balogun: decisão de Trump gera tempestade política em torno da Copa

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, com a taça da Copa do Mundo ao lado de Donald Trump na Sala Oval da Casa Branca

Por 24 dias, a Copa do Mundo pareceu alcançar um feito raro na América em 2026: ela quase não tinha nada a ver com Donald Trump.

Mas em uma reviravolta extraordinária após um apelo do presidente, o artilheiro americano Folarin Balogun jogará o confronto das oitavas de final contra a Bélgica nesta segunda-feira (6), apesar de ter sido expulso na partida anterior e recebido uma suspensão de um jogo.

“Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça! Presidente DONALD J. TRUMP“, publicou ele no último domingo (5), celebrando a vitória no Truth Social.

A anistia de Balogun abalou o futebol mundial, desencadeando novas especulações sobre a relação próxima entre Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A conversa de Trump sobre a suspensão em uma ligação para Infantino e a decisão final da entidade que comanda o futebol transformaram uma polêmica sobre arbitragem em um incidente internacional em torno do maior espetáculo esportivo do mundo.

O drama subsequente levanta preocupações sobre interferência política e a integridade do torneio. Não importa necessariamente se a pressão de Trump sobre o assunto foi decisiva. Apenas a impressão de que foi arrisca prejudicar a percepção global de um evento que havia gerado manchetes notavelmente positivas.

A polêmica é garantida nas finais da Copa do Mundo. Quem poderia esquecer o gol de “mão de Deus” de Diego Maradona pela Argentina em 1986 ou a cabeçada do astro francês Zinedine Zidane na final da Copa de 2006?

Mas não há precedente conhecido de um líder político pressionando a Fifa sobre quem pode jogar em uma partida, muito menos uma tão importante para as chances de avanço de um país-sede.

A natureza hiperpartidária da torcida de futebol significa que os apoiadores americanos provavelmente não se importarão com a forma como Balogun chegou a entrar em campo em Seattle nesta segunda. Mas a Real Federação Belga de Futebol afirmou que as manobras pré-jogo contrariaram os regulamentos da Fifa e prejudicaram o fair play. O técnico da seleção belga que a federação agiria não para defender a honra nacional, mas para defender “o futebol em geral”.

“Ela defende sua ética.” A federação acrescentou na segunda-feira que estava contestando a disponibilidade de Balogun, embora também tenha acusado a Fifa de falta de transparência em relação à decisão.

Nesta segunda, as repercussões internacionais sobre o caso se intensificaram. A Uefa, órgão que governa o futebol europeu, afirmou em comunicado que a suspensão da punição de Balogun ameaçava a reputação do torneio.

“Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do jogo está em risco e a credibilidade de uma competição é comprometida“, disse.

A polêmica tornará o confronto EUA x Bélgica ainda mais imperdível — e se a seleção da casa vencer, muitos torcedores americanos não se importarão com uma controvérsia de regras fora de campo.

Mas seria lamentável se o incidente ofuscasse uma Copa do Mundo que, de outra forma, seria exuberante, com torcedores de fora dos EUA podendo encarar uma vitória americana com ressalvas.

Intervenção de Trump desperta suspeitas

Isoladamente, há boas razões para acreditar que Balogun foi prejudicado quando foi expulso durante a vitória da seleção dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina. Mas a decisão de Trump de se envolver introduz a possibilidade de que a reabilitação de Balogun possa não ter sido motivada apenas por razões de equidade.

O árbitro não ordenou imediatamente a expulsão de Balogun, mas após analisar uma revisão de vídeo do incidente, concluiu que ele havia cometido uma falta grave. Em velocidade normal, o choque com o defensor bósnio Tarik Muharemović pareceu inofensivo. Mas quando o lance foi desacelerado, o pé de Balogun foi visto raspando a parte de trás da perna do adversário e torcendo seu tornozelo em uma posição horrível.

Muitos torcedores argumentaram que Balogun foi o mais recente jogador a ser prejudicado pelo sistema de árbitro assistente de vídeo do futebol e que ele não tinha intenção de machucar Muharemović. Frequentemente, os choques entre jogadores parecem muito piores em câmera lenta. Nas gerações anteriores à inovação tecnológica, lances como o de Balogun escapavam de punição.

É possível concluir que Balogun teve azar — mas também enxergar o lance como merecedor de cartão vermelho pelos padrões da Fifa. Lances semelhantes acontecem toda semana nas principais ligas europeias e também resultam em expulsões. Por outro lado, é difícil entender por que Balogun recebeu o vermelho enquanto Lionel Messi saiu impune de um lance parecido na primeira partida da Argentina.

Mas a resposta da Fifa ao incidente e a escolha de Trump de se envolver estão levantando alarmes. Após o jogo, a entidade deixou claro que a seleção americana não tinha como recorrer da suspensão e que Balogun estaria impedido de jogar as oitavas. Foi um golpe enorme para os americanos, já que o atacante do Monaco é o artilheiro da equipe.

O anúncio da Fifa sobre a reversão da suspensão ofereceu pouquíssima explicação, alimentando críticas de que uma exceção foi feita para o astro americano após a reclamação de Trump. O comitê disciplinar invocou o Artigo 27 de seu código, que permite a suspensão total ou parcial de uma medida disciplinar durante um período probatório. O cartão vermelho permanece em vigor e, se Balogun cometer outra infração, a suspensão será restabelecida, junto com eventuais novas penalidades.

Não foi a primeira vez que a Fifa utilizou essa cláusula. Ela já gerou acusações de favoritismo em relação a um jogador de grande apelo comercial quando permitiu que Cristiano Ronaldo, de Portugal, atuasse nos primeiros jogos desta edição, apesar de enfrentar suspensões por um cartão vermelho em uma partida das eliminatórias.

Trump nunca resistiria aos holofotes da Copa

Era quase inevitável que Trump encontrasse uma forma de se inserir na Copa do Mundo, que ele comparou a múltiplos Super Bowls simultâneos e que cria o tipo de visibilidade global à qual ele não consegue resistir.

No entanto, ele ficou em segundo plano durante os jogos da fase inicial, parecendo mais focado nas celebrações do 250º aniversário da Declaração de Independência — um evento no qual críticos disseram que ele também interveio de forma excessiva. Mas o incidente com Balogun provavelmente foi grande demais para Trump ignorar.

Ele é um fã de esportes, dedicado e bem informado, e frequentemente usou o universo esportivo para impulsionar seus temas políticos e de guerra cultural — ou como um fórum para exibir seu próprio poder.

No início deste ano, Trump celebrou o triunfo da seleção de hóquei no gelo dos EUA sobre o Canadá nos Jogos Olímpicos de Inverno como prova de que a América estava “vencendo novamente” sob sua liderança, injetando uma nota partidária no que havia sido um momento nacional de união.

E a carreira política de Trump mostra que ele dificilmente vê as regras como um impedimento. Não importa como você vence. O que conta é vencer.

Uma fonte familiarizada com o assunto disse à CNN que Trump conversou com Infantino após o cartão vermelho de Balogun e pediu que ele revisasse a decisão. Os dois têm uma espécie de bromance, e o apoio do chefe da Fifa frequentemente pareceu um endosso político direto a um presidente extremamente controverso.

Infantino está frequentemente ao lado de Trump. Ele até apareceu em uma cúpula de paz sobre Gaza no Egito no ano passado. Após o comício inaugural do segundo mandato de Trump, Infantino declarou no Instagram: “Juntos, tornaremos não apenas a América grande novamente, mas também o mundo inteiro.”

O chefe da Fifa há muito enfrenta escrutínio político. Ele teve de responder por alegados abusos de direitos humanos na construção de estádios no Catar antes da última Copa do Mundo, e pela decisão de conceder a edição de 2034 à autoritária Arábia Saudita.

Os críticos de Infantino ficaram ainda mais incomodados quando ele concedeu a Trump o inaugural Fifa Peace Prize após o presidente dos EUA não ter conseguido ganhar a versão do Nobel. Mas Infantino argumentou que é fundamental para o chefe da Fifa manter laços cordiais com o líder de uma nação-sede.

A proximidade com a federação é especialmente notável porque o governo dos EUA — incluindo o FBI, o Departamento de Justiça e o IRS — foi fundamental para expor o maior escândalo de corrupção da Fifa em 2015.

Caso Balogun vai continuar por muito tempo

Estabelecido o precedente, quem pode dizer se outros líderes mundiais poderosos poderão pensar que conseguem uma vitória política pressionando a Fifa por um incidente em campo? E cada lance polêmico pelo restante da Copa agora enfrentará enorme escrutínio.

Se a Fifa invocou seus nebulosos poderes para suspender a punição a Balogun, não estaria agora obrigada, por uma questão de honra, a fazer o mesmo para qualquer jogador de qualquer outra nação?

Essa questão veio à tona na noite de domingo (5), quando o zagueiro inglês Jarell Quansah também foi expulso após revisão do VAR e, pelas regras da Fifa, agora enfrenta uma suspensão de um jogo.

Houve outra história bombástica da Copa, quando o Brasil foi eliminado do torneio graças a uma dobradinha do imponente atacante norueguês Erling Haaland.

Mas o furor gerado pela história de Trump e do principal artilheiro dos Estados Unidos levantou o espectro prejudicial de que eventos fora de campo — assim como os que ocorrem dentro dele — podem alterar o destino do troféu dourado que o presidente deverá entregar em duas semanas.

Isso é lamentável para um torneio que anteriormente oferecia uma bem-vinda distração da divisiva política americana.

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Filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan anuncia pré-candidatura a deputado federal

Filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan/Reprodução/Redes Sociais

O vereador de Balneário Camboriú Jair Renan Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciou no último domingo (5), que é pré-candidato a deputado federal. “Essa caminhada é feita ao lado de cada patriota que acredita em um Brasil forte, livre e próspero“, disse o filho 04 de Bolsonaro em uma publicação nas redes sociais.

Jair Renan elegeu-se vereador de Balneário Camboriú nas eleições de 2024. O filho 04 de Bolsonaro tornou-se réu por lavagem de dinheiro e falsificação de documentos, mas a ação penal do caso foi trancada no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em fevereiro deste ano.

Esposa de Flávio entra na campanha

Com o marido, Flávio Bolsonaro (PL) acusado pela madrasta, Michelle, de “maltratá-la, humilhá-la e desrespeitá-la“, Fernanda Bolsonaro deve ocupar um papel mais central na campanha presidencial. Ela passará por media training ao longo deste mês e pode ter sua própria equipe de redes sociais. Especializada em ortodontia, Fernanda deve focar no tema da saúde e direcionar o discurso para mulheres.

A entrada de Fernanda em cena já era esperada durante a campanha eleitoral, mas ganhou urgência. Aliados de Flávio querem blindar a imagem do senador do desgaste potencial provocado pelas críticas de Michelle. Na última quarta-feira, uma semana após a divulgação do vídeo da madrasta, Flávio organizou um encontro com lideranças femininas em Brasília do qual Fernanda participou.

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Trump critica árbitro brasileiro após expulsão em jogo dos EUA: ‘Muito suspeito’

Folarin Balogun, atacante dos Estados Unidos/ Getty Images via AFP

O presidente americano, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (6), que o árbitro brasileiro Raphael Claus, que aplicou o cartão vermelho ao atacante americano Folarin Balogun, tem um passado “muito suspeito”.

“Esse árbitro… é um tanto suspeito se você verificar o passado dele. Não quero dizer isso, pois não gosto de criar polêmica, mas é muito suspeito“, disse Trump ao justificar a pressão que exerceu sobre a Fifa para que o cartão vermelho fosse revisado.

Raphael Claus expulsou Balogun depois que o jogador americano pisou no tornozelo de um adversário durante uma disputa de bola.

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