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Como profetas, não tenhamos medo de pregar a verdade e a conversão

Cor Litúrgica: Verde

17ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela.  E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou para a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus. (Mt 14,1-12)

Caríssimos irmãos e irmãs,

Louvemos a Deus por mais um mês que se inicia e por mais uma jornada de fé que nos convida a caminhar por mais 30 dias. Neste mês, com nossas preces voltadas para as vocações, nos encontramos diante de um texto forte e impactante do Evangelho de São Mateus. João Batista, um profeta corajoso e íntegro, nos desafia a refletir sobre o poder da verdade e o custo do discipulado. No capítulo 14, versículos de 1 a 12, vemos a narrativa da morte de João Batista, ordenada por Herodes.

João Batista não hesitou em confrontar Herodes por causa de seu comportamento imoral, especificamente seu relacionamento com Herodíades, esposa de seu irmão. A coragem de João em denunciar o pecado, mesmo diante de um poderoso governante, nos lembra que a verdade de Deus deve ser proclamada, independentemente das consequências.

Herodes, embora respeitasse João e soubesse que ele era um homem justo e santo, cedeu à pressão de Herodíades e de sua filha. O banquete de aniversário, que deveria ser uma celebração, tornou-se um cenário de injustiça e morte. A decisão de Herodes, influenciada pelo juramento impensado e pela manipulação de Herodíades, resultou na decapitação de João Batista.

Caros leitores e ouvintes, atentemos aos pontos centrais desta palavra, lições que verdadeiramente nos ensinam:

1. O Custo da Verdade: João Batista é um exemplo de integridade e coragem. Ele estava disposto a pagar o preço por falar a verdade de Deus. Em nossa vida, muitas vezes somos chamados a defender a verdade, mesmo que isso nos custe caro. A verdade pode não ser popular, pode nos trazer oposição e até mesmo sofrimento, mas, como seguidores de Cristo, somos chamados a vivê-la e proclamá-la.

2. O Perigo do Compromisso Moral: Herodes sabia que João era um homem justo, mas cedeu à pressão e ao pecado. Isso nos alerta sobre os perigos de comprometer nossos valores e crenças. Quando deixamos de lado a verdade para agradar aos outros ou para evitar conflitos, nos afastamos do caminho de Deus. Precisamos ser firmes em nossos princípios, mesmo quando é difícil.

3. A Manipulação do Poder: Herodíades usou sua filha para manipular Herodes, resultando na morte de João Batista. Isso nos faz refletir sobre como o poder pode ser mal utilizado para servir a interesses egoístas e injustos. Somos chamados a usar qualquer influência que tenhamos para promover a justiça, a verdade e o bem comum.

4. A Esperança na Justiça de Deus: Mesmo diante da injustiça e da morte de João Batista, sabemos que a justiça de Deus prevalece. João cumpriu seu papel de precursor de Cristo, e sua vida e morte apontam para a vinda do Reino de Deus, onde a verdade e a justiça triunfarão.

Queridos irmãos e irmãs, que o exemplo de João Batista nos inspire a sermos corajosos na defesa da verdade, a permanecermos firmes em nossos valores e a confiar na justiça de Deus. Que possamos ser luz e sal no mundo, proclamando o Evangelho com nossas palavras e ações, mesmo diante das adversidades.

Celebramos hoje São Nicodemos, que significa “conquistador do povo”. Padroeiro dos agentes funerários, Nicodemos foi um fariseu, membro do Sinédrio e mestre da Lei, que, segundo o Evangelho de João, mostrou-se favorável a Jesus. Ele aparece três vezes nesse evangelho: na primeira, visita Jesus uma noite para ouvir seus ensinamentos (João 3:1–21); na segunda, afirma a lei relativa à detenção de Jesus durante a Festa dos Tabernáculos (João 7:45–51); e na terceira, após a crucificação, ajuda José de Arimatéia na preparação do cadáver de Jesus para o enterro (João 19:39–42).

Rogai por nós, São Nicodemos.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Senhor, ajuda-me a crescer como trigo no Teu campo

Cor Litúrgica: Verde

16ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, 24 Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28 O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29 O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e o amarrai em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'”. (Mt 13,24-30)

Caríssimo irmão, caríssima irmã,

Hoje meditamos sobre a parábola do joio e do trigo. Nesta parábola, Jesus nos apresenta uma mensagem profunda sobre o Reino de Deus, a coexistência do bem e do mal no mundo, e a paciência divina.

Jesus conta a história de um homem que semeou boa semente em seu campo. No entanto, enquanto todos dormiam, seu inimigo veio e semeou joio no meio do trigo. Quando o trigo começou a crescer, o joio também apareceu. Os servos, perplexos, perguntaram ao dono do campo se deveriam arrancar o joio, mas o dono disse para deixá-lo crescer junto com o trigo até a colheita, quando então os ceifeiros separarão o joio do trigo, queimando o joio e armazenando o trigo no celeiro.

Esta parábola nos ensina várias lições valiosas:

A presença do mal no mundo: O campo é o mundo, e as boas sementes são os filhos do Reino. No entanto, o joio representa os filhos do maligno. Jesus reconhece que o mal existe e que ele muitas vezes cresce lado a lado com o bem. Este mal não foi plantado por Deus, mas pelo inimigo. No entanto, Deus permite que ambos cresçam juntos por um tempo, caminhemos com esperança rumo à santidade, para isto, separamos de nós o joio do pecado.

A paciência de Deus: Deus, em Sua infinita sabedoria e paciência, não elimina imediatamente o mal. Se tentarmos arrancar o joio antes do tempo, podemos danificar o trigo. Isto nos ensina sobre a paciência divina e a necessidade de confiar nos tempos de Deus. Muitas vezes, queremos ver a justiça imediata, mas Deus vê além do nosso entendimento imediato e tem um plano maior.

O julgamento final: No final dos tempos, haverá uma separação definitiva. Jesus fala do tempo da colheita, quando os ceifeiros (os anjos) separarão o joio do trigo. Este é um lembrete do julgamento final, onde cada um será julgado de acordo com suas ações. O trigo será recolhido no celeiro, simbolizando aqueles que pertencem ao Reino de Deus, enquanto o joio será queimado, representando aqueles que seguiram o caminho do mal.

A nossa missão: Como cristãos, somos chamados a ser trigo no mundo, a crescer e dar frutos apesar da presença do mal. Devemos ser exemplos de bondade, amor e justiça, sabendo que Deus está no controle e que Ele cuidará da colheita no tempo certo.

Portanto, esta parábola nos convida a refletir sobre nossa própria vida e como estamos vivendo nossa fé. Estamos crescendo como trigo, produzindo frutos de boas obras, ou estamos deixando que o joio do mal influencie nossa vida? Confiamos na paciência e na justiça de Deus, ou estamos ansiosos para julgar e condenar os outros prematuramente?

Celebramos hoje, São Pantaleão, um santo católico que viveu no século IV. Sendo um dos Catorze santos auxiliares, é invocado contra o mal do cancro e da tuberculose e é patrono dos médicos. O seu sangue foi conservado por séculos na Itália onde, anualmente, a 27 de julho, tornava-se líquido. Parte das relíquias do seu corpo foram guardadas e veneradas na Sé do Porto, Portugal. É o padroeiro desta cidade, tendo sido para aqui transportado pela comunidade armênia, em fuga de Constantinopla, aquando da invasão otomana.

Rogai por nós, São Pantaleão. Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Jesus nos ensina que a verdadeira força reside na mansidão e na misericórdia!

COR LITÚRGICA: VERDE

15ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”. (Mt 12,14-21)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, neste dia em que celebramos o Dia do Amigo, gostaria de abraçar o leitor/ouvinte da reflexão do dia. A graça e a alegria de nos encontrarmos todos os sábados é, portanto, um prazer inenarrável. Posso chamar-te e abraçar-te como amigo.

No Evangelho de hoje, São Mateus revela um dos momentos em que Jesus enfrenta a oposição dos fariseus. Após Jesus realizar uma cura no sábado, os fariseus se retiraram e conspiraram para matá-lo. Este trecho é um convite para refletirmos sobre a rejeição e a missão de Jesus, além do modo como Ele responde à oposição.

Primeiramente, vemos a conspiração dos fariseus. Eles se incomodam profundamente com as ações de Jesus, especialmente porque Ele desafiava suas tradições e revelava uma compreensão mais profunda da Lei de Deus. A cura realizada no sábado, que para os fariseus era uma violação da Lei, na verdade mostrava a verdadeira intenção da Lei: a misericórdia e o amor de Deus.

Jesus, sabendo das intenções dos fariseus, se retira. Não é por medo, mas por prudência. Ele não se deixa apanhar pelas armadilhas dos seus opositores. Esta atitude de Jesus nos ensina a importância da prudência e do discernimento em nossas próprias vidas. Nem sempre a confrontação direta é o melhor caminho. Há momentos em que é necessário recuar e agir com sabedoria, esperando o momento certo para atuar.

A leitura continua citando uma profecia de Isaías, que descreve o Servo do Senhor. Este Servo é alguém que Deus escolheu, em quem Ele colocou Seu Espírito, e que levará justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem fará ouvir sua voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça.

Esta profecia se cumpre em Jesus Cristo. Ele é o Servo do Senhor, enviado para trazer a justiça e a salvação, mas não através da violência ou da força, e sim pela mansidão e pela misericórdia. Jesus acolhe os fracos, os marginalizados e os pecadores, oferecendo-lhes cura, perdão e uma nova vida. Ele não quebra o caniço rachado, que representa aqueles que estão fragilizados e à beira do desespero, nem apaga a mecha que ainda fumega, que representa aqueles cuja fé está quase se extinguindo.

No evangelho de hoje, Jesus nos desafia a sermos agentes de misericórdia em nosso próprio contexto. Somos chamados a agir com compaixão, a cuidar dos feridos, a fortalecer os fracos e a reacender a fé daqueles que estão desanimados. Em um mundo frequentemente marcado por divisões, violência e injustiça, nossa missão como discípulos de Cristo é ser instrumentos da paz e da justiça divina.

Olhando para Jesus, aprendemos que a verdadeira força está na mansidão e na misericórdia. Ele nos ensina que, mesmo diante da oposição e da rejeição, devemos perseverar no caminho do amor e da justiça. Que possamos, à luz deste Evangelho, renovar nosso compromisso de seguir Jesus, levando sua mensagem de amor e misericórdia a todos os cantos do mundo.

Hoje, celebramos o maior Santo Popular do Nordeste, Padre Cícero Romão, um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará, bem como do Nordeste. Em março de 2001, foi escolhido “O Cearense do Século”. Foi declarado “servo de Deus” em junho de 2022 pela Santa Sé, quando foi autorizada a abertura do processo de beatificação.

Rogai por nós, Meu Padim.
Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Pés a caminho, sejamos discípulos corajosos e fiéis, abaixo do Mestre, sempre!

COR LITÚRGICA: VERDE

14ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”. 13

Caríssimo irmão, Caríssima irmã,

No Evangelho de hoje, ouvimos palavras poderosas e desafiadoras de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele fala aos seus discípulos sobre a realidade da perseguição e do sofrimento que enfrentarão por causa do Seu nome. Jesus começa com uma afirmação que é tanto um chamado à humildade quanto uma advertência: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor” (Mt 10,24). Porém, além da humildade, base central desta passagem, São Mateus nos leva a meditar sobre alguns pontos:

1º Aceitando a Identidade em Cristo: Jesus nos lembra que, como Seus seguidores, não estamos isentos das dificuldades que Ele mesmo enfrentou. Se nosso Mestre foi perseguido e maltratado, não devemos esperar um tratamento diferente. Ao contrário, devemos nos alegrar por sermos dignos de partilhar dos Seus sofrimentos. Esta é uma verdade difícil de aceitar, mas fundamental para nossa caminhada de fé.

2º Coragem diante da Perseguição: Jesus nos exorta a não ter medo daqueles que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. Ele nos lembra da nossa dignidade e valor aos olhos de Deus. “Não temais, pois! Vós valeis mais do que muitos pardais” (Mt 10,31). Nosso valor não está na opinião dos homens, mas no amor eterno de Deus. Esta certeza deve nos dar coragem para testemunhar a verdade do Evangelho, mesmo diante da oposição e do perigo.

3º Confiança na Providência de Deus: O Senhor também nos assegura que Deus, nosso Pai, cuida de cada detalhe de nossas vidas. Ele nos diz que até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados. Nada escapa ao olhar atento de Deus. Esta confiança na providência divina nos fortalece para viver com fé e coragem, sabendo que estamos sempre sob a proteção do nosso Pai celestial.

4º Testemunhar com Fidelidade: Finalmente, Jesus faz uma promessa e uma advertência: “Aquele que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus; aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32-33). Ser cristão é ser testemunha. Nossa vida deve refletir nossa fé em Cristo, não apenas em palavras, mas em ações. Esta fidelidade é recompensada com a promessa de que seremos reconhecidos por Jesus no dia do julgamento.

Por fim, queridos irmãos e irmãs, somos chamados a ser discípulos corajosos e fiéis, prontos para enfrentar as dificuldades e perseguições por causa do nome de Jesus. Que possamos confiar na providência de Deus, sabendo que somos preciosos aos Seus olhos. Que tenhamos a coragem de testemunhar a verdade do Evangelho em nossas vidas diárias, proclamando sem medo nossa fé em Cristo. Que a reflexão de hoje nos conceda a força e a sabedoria para viver de acordo com nosso chamado, com coração humilde.

Celebramos hoje Nossa Senhora da Rosa Mística, Padroeira das Vocações sacerdotais e religiosas. Este é um poético título de Maria. Uma forma de devoção mariana é invocar as orações de Maria, chamando-a usando uma ladainha de diversos títulos, e o título ‘Rosa Mística’ também foi associado a uma forma de devoção promovida na Itália pela visionária Pierina Gilli, a partir da aparição da Virgem Maria relatada, pela primeira vez, durante a primavera de 1947 e depois em outras aparições marianas ocorridas até 1984 na Itália. Em uma delas, ela disse: “Oração, Penitência, Reparação. Sou a Mãe de Jesus e a Mãe de todos vós.”

Rogai por nós, Nossa Senhora da Rosa Mística.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Que possamos ser “odres novos” prontos para receber o “vinho novo” da graça de Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

13ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo,  os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?”  Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.  Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda.  Também não se coloca vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”. (Mt 9,14-17).

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, hoje meditamos sobre o Evangelho de São Mateus, que nos traz uma lição importante sobre a novidade do Reino de Deus, a renovação espiritual e a transformação de nossas vidas através de Jesus Cristo.

No início do Evangelho, vemos uma pergunta feita pelos discípulos de João Batista: “Por que nós e os fariseus jejuamos, mas os teus discípulos não jejuam?” Esta pergunta reflete uma preocupação com as práticas religiosas tradicionais, especialmente o jejum, que era uma forma de penitência e de busca de proximidade com Deus. Jejuar era um sinal de arrependimento e de desejo de purificação.

Jesus responde a essa pergunta de maneira profunda, usando a metáfora do noivo e dos convidados do casamento: “Podem os amigos do noivo estar de luto enquanto o noivo está com eles?” Jesus está se referindo a si mesmo como o noivo e aos seus discípulos como os amigos do noivo. Enquanto Jesus está com eles, é um tempo de alegria e celebração, não de luto e jejum.

Esta resposta nos mostra que a presença de Jesus traz uma nova realidade. Com Ele, Deus está inaugurando um novo tempo, um tempo de graça e de proximidade divina. É um tempo de transformação, onde a antiga ordem das coisas é renovada. O jejum, então, assume um novo significado na presença de Jesus.

Jesus continua com duas outras metáforas: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo. Nem se põe vinho novo em odres velhos; se o fizer, os odres se romperão, o vinho se derramará e os odres se estragarão. Ao contrário, põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

Estas metáforas nos ensinam sobre a incompatibilidade entre a nova mensagem do Evangelho e os antigos costumes e práticas religiosas que não se adequam à nova realidade do Reino de Deus. O remendo novo em roupa velha e o vinho novo em odres velhos simbolizam que não se pode simplesmente adicionar a novidade do Reino de Deus às velhas práticas sem uma renovação completa.

Em nossas vidas, isso nos convida a refletir sobre como acolhemos a novidade que Cristo nos traz. Estamos dispostos a deixar para trás o que é velho, o que não se ajusta à vida nova que Jesus nos oferece? Estamos prontos para sermos renovados por completo, recebendo o “vinho novo” da graça de Deus em “odres novos” de um coração transformado?

Este Evangelho nos chama a uma transformação radical. Não podemos viver a plenitude da vida cristã tentando encaixar as novas bênçãos de Deus em antigos padrões de comportamento. Precisamos de um coração aberto à mudança, disposto a deixar que o Espírito Santo renove todas as áreas de nossas vidas. Nossa mente, nosso coração, nossas ações, tudo deve ser renovado. O Espírito Santo trabalha em nós para nos fazer novos, para nos capacitar a viver de acordo com a nova realidade do Reino de Deus.

Que possamos, com a ajuda do Espírito Santo, nos abrir à novidade de vida que Jesus nos traz, renovando nossos corações e nossas mentes. Que possamos ser “odres novos” prontos para receber o “vinho novo” da graça de Deus, vivendo com alegria e plenitude no Reino de Deus.

Celebra-se hoje Maria Teresa Goretti, Padroeira dos Adolescentes, Vítimas de Estupro e da Confraria dos Filhos de Maria. Foi uma jovem católica italiana, conhecida por ter se defendido durante uma tentativa de estupro, fato pelo qual é venerada como santa e mártir no catolicismo. A devoção a Maria Goretti se espalhou entre as camadas mais humildes da população, especialmente as rurais, pertencentes ao mesmo mundo em que a pequena mártir havia crescido.

Rogai por nós, Santa Teresa Goretti!
Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa

COR LITÚRGICA: VERDE

12ª Semana do Tempo Comum |Sábado


Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”. (Mt 8,5-17)

Caríssimos irmãos e irmãs,

Encerramos mais um mês juntos e agradeço pela oportunidade de nos encontrarmos sempre. Refletimos sobre o Evangelho de São Mateus, onde encontramos dois milagres poderosos realizados por Jesus: a cura do servo do centurião e a cura da sogra de Pedro. Estes milagres não apenas demonstram o poder e a compaixão de Jesus, mas também nos ensinam importantes lições de fé e confiança em Deus.

No início do texto, vemos um centurião, um oficial romano, aproximando-se de Jesus. Esse homem não era judeu, mas sua fé era impressionante. Ele se aproxima com humildade e confiança, dizendo: “Senhor, meu servo está em casa, de cama, paralítico, sofrendo muito” (Mt 8,6). Jesus prontamente se dispõe a ir até a casa do centurião para curar o servo. No entanto, o centurião responde com uma fé extraordinária: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; dize somente uma palavra, e o meu servo será curado” (Mt 8,8).

Aqui, vemos uma das maiores declarações de fé em toda a Escritura. O centurião reconhece a autoridade de Jesus e crê que apenas uma palavra Dele é suficiente para realizar a cura. E Jesus, maravilhado com tamanha fé, exclama: “Em verdade vos digo que em ninguém em Israel encontrei tanta fé” (Mt 8,10). E assim, naquele mesmo instante, o servo foi curado.

Este episódio nos ensina a importância da fé absoluta em Jesus. Muitas vezes, enfrentamos situações difíceis e desafios que parecem insuperáveis. No entanto, somos chamados a confiar no poder de Jesus, assim como o centurião. Devemos nos lembrar que Jesus é capaz de transformar nossas vidas com uma única palavra. Ele nos conhece e sabe das nossas necessidades. Quando depositamos nossa confiança Nele, experimentamos o Seu amor e a Sua misericórdia de maneiras extraordinárias.

No próximo trecho, observamos a narrativa de Jesus curando a sogra de Pedro, que estava acamada com febre. Jesus toca a mão dela, e imediatamente a febre a deixa. Ela se levanta e começa a servi-Lo. Este milagre nos mostra o poder do toque de Jesus e como Sua presença traz cura e restauração.

Após essas curas, muitas outras pessoas vieram a Jesus, trazendo aqueles que estavam possuídos por demônios e os doentes. Jesus cura a todos, cumprindo assim a profecia de Isaías: “Ele tomou nossas enfermidades e carregou nossas doenças” (Mt 8,17).

Amados irmãos e irmãs, somos convocados hoje a renovar nossa fé em Jesus Cristo, o Senhor que cura e restaura. Assim como o centurião e a sogra de Pedro, devemos nos aproximar de Jesus com confiança, sabendo que Ele tem o poder de transformar nossas vidas. Que possamos abrir nossos corações para Ele, permitindo que sua graça nos toque e nos cure. A centralidade do evangelho de hoje reflete a importância da fé inabalável em Jesus Cristo. Ele nos mostra que, independentemente das circunstâncias ou das nossas origens, a confiança absoluta no poder e na autoridade de Jesus pode trazer cura, restauração e milagres em nossas vidas. Exemplifica como a humildade e a confiança no Senhor abrem caminho para Sua graça e misericórdia.

Celebra-se hoje a Festa de São Pedro e São Paulo, um dia de festa cristã em honra ao martírio em Roma dos apóstolos São Pedro e São Paulo, observado em 29 de junho ou no domingo seguinte. A celebração tem origem muito antiga, sendo a data escolhida o aniversário da morte ou do translado das relíquias dos santos. A sua liturgia convida-nos a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus. De modo particular, é festa nos corações de cada nordestino, com as fogueiras acesas neste dia e todo calor por elas realizado aquecendo de fé, esperança e de uma brasa viva do fogo do Espírito Santo cada um de nós.

Rogai por nós, São Pedro e São Paulo.

Santo e abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Escolhamos, pois, Jesus!

COR LITÚRGICA: VERDE

11ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?’ Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”. (Mt 6,24-34)

Caríssimo irmão, caríssima irmã,

Hoje, extraído do Livro de São Mateus, somos convidados a refletir sobre uma questão muito atual e relevante: a confiança em Deus versus a preocupação com as coisas materiais. Jesus começa dizendo que não podemos servir a dois senhores, pois amaremos a um e odiaremos ao outro. Ele deixa claro que não podemos servir a Deus e ao dinheiro. Aqui, Jesus nos chama a uma decisão clara e inequívoca: devemos escolher entre uma vida centrada em Deus e uma vida centrada nas riquezas materiais. Esta, portanto, é uma escolha difícil em um mundo materialista, capitalista e distante de Deus, não é verdade?

Nos versículos seguintes, Jesus nos convida a não nos preocuparmos excessivamente com nossa vida, com o que vamos comer, beber ou vestir. Ele usa exemplos simples e belos da natureza para ilustrar sua mensagem: as aves do céu, que não semeiam nem colhem, e os lírios do campo, que não trabalham nem fiam, mas que são vestidos com esplendor maior que o de Salomão. Esses exemplos nos mostram a providência amorosa de Deus, que cuida de cada detalhe da criação.

Jesus nos desafia a ter uma fé semelhante à das aves e dos lírios. Ele nos convida a confiar plenamente na providência divina, reconhecendo que somos muito mais valiosos aos olhos de Deus do que qualquer outra criatura. Quando colocamos nossa confiança em Deus, aprendemos a viver de maneira mais leve e livre, sem as amarras da ansiedade e do medo pelo futuro.

No versículo 33, Jesus nos dá a chave para uma vida plena e abençoada: “Busquem, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas por acréscimo.” Isso nos lembra que nossa prioridade deve ser sempre buscar a vontade de Deus, viver de acordo com Seus ensinamentos e confiar que Ele proverá tudo o que precisamos.

Por fim, Jesus nos aconselha a não nos preocuparmos com o dia de amanhã, pois o amanhã terá suas próprias preocupações. Ele nos ensina a viver o presente com confiança, sabendo que Deus está no controle de tudo.

Podemos dizer que a grande lição do trecho do Evangelho de São Mateus é a chamada à confiança, é um apelo à fé, à entrega e à prioridade da vida espiritual sobre as preocupações materiais. Queridos irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje é um convite a uma vida de confiança e entrega nas mãos de Deus. Que possamos, a cada dia, renovar nossa fé e nossa confiança na providência divina, buscando sempre o Reino de Deus e sua justiça. Que a paz de Cristo, que excede todo entendimento, guarde nossos corações e nossas mentes em Cristo Jesus.

Celebramos hoje Nossa Senhora Rainha da Obediência, uma invocação dada à Virgem Maria desde suas aparições no bairro de São Domingos, em Congonhal. Elas foram testemunhadas por Alfredo Moreira Filho, um animador da Renovação Carismática, e relatadas pela primeira vez em 22 de junho de 1987. Desde então, uma série de romeiros de todos os cantos do Brasil vêm em peregrinação até a cidade do interior mineiro. Houve, no início, uma sequência de aparições que se prolongaram por nove meses até 29 de fevereiro de 1988, quando, diante de dezenas de milhares de fiéis, Maria disse a Alfredo:

“Meus filhos, não vou dar mais mensagens para vocês, mas vou estar aqui do mesmo jeito. Aqui será sempre um lugar de bênçãos e graças, fonte para cura da alma e do corpo. Venham visitar-me para receberem minhas bênçãos e graças, prova do meu amor para vocês. Prometo a salvação a todos que acolherem e colocarem em prática todos os meus pedidos. Agradeço a todos aqueles que sofrem por minha causa. Obrigada!… Rezem. Rezem. Façam penitência porque a maldade do mundo é grande, mas a misericórdia do Pai é maior.”

Mensagem de Nossa Senhora (28/10/1987).

Rogai por nós, Senhora Rainha da Obediência, para que vivamos com fé a busca pelas coisas do alto.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Buscar Jesus é um chamado constante em nossas vidas

COR LITÚRGICA: BRANCO

Imaculado Coração da Bem-aventurada Virgem Maria | Memória | Sábado


Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. (Lc 2,41-51)

Caríssimos irmãos e irmãs,

Hoje, refletimos sobre o Evangelho de São Lucas (2, 41-51), que nos traz a narrativa da visita de Jesus ao Templo de Jerusalém aos doze anos, durante a festa da Páscoa. Esta passagem é rica em significado e nos oferece várias lições importantes para nossa vida espiritual e comunitária, que passo a destacar em 5 pontos:

1. A Obediência à Tradição Religiosa: No início do texto, vemos José e Maria levando Jesus a Jerusalém para a Páscoa, como era costume. Isso nos lembra da importância de participarmos ativamente das tradições e celebrações da nossa fé. Assim como a Sagrada Família, somos chamados a viver nossa fé em comunidade, celebrando juntos os mistérios da nossa salvação.

2. A Busca de Jesus: Quando Maria e José percebem que Jesus não está com eles, voltam ansiosamente a Jerusalém para procurá-Lo. Essa busca desesperada por Jesus reflete a nossa própria necessidade de buscar sempre a presença de Cristo em nossas vidas, especialmente quando nos sentimos perdidos ou distantes d’Ele. Devemos sempre retornar ao nosso “Jerusalém” espiritual, à igreja, aos sacramentos, à oração, onde podemos reencontrar nosso Senhor.

3. A Sabedoria de Jesus: Quando finalmente encontram Jesus, Ele está no Templo, discutindo com os doutores da Lei, ouvindo e fazendo perguntas. Todos estavam maravilhados com sua compreensão e suas respostas. Mesmo jovem, Jesus nos mostra a importância de buscar e compartilhar o conhecimento de Deus. Somos chamados a crescer continuamente na nossa fé e entendimento, participando de estudos bíblicos, catequeses e formações, para que possamos, como Jesus, ser luz e guia para os outros.

4. O Mistério da Vontade de Deus: Quando Maria questiona Jesus sobre o porquê de Ele ter ficado no Templo, Ele responde: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” Esta resposta revela que Jesus estava ciente da missão que o Pai Celestial Lhe confiara. Muitas vezes, não compreendemos os caminhos que Deus nos leva, mas somos convidados a confiar e a buscar o entendimento de Sua vontade em nossas vidas. Mesmo que nem sempre compreendamos de imediato, como Maria e José, devemos guardar e meditar essas experiências em nossos corações.

5. A Obediência Filial: Por fim, vemos que Jesus volta com Seus pais para Nazaré e lhes é obediente. Esta obediência filial é um exemplo para todos nós, especialmente no cumprimento dos mandamentos de Deus e no respeito e amor para com nossos pais e autoridades. A obediência de Jesus é um ato de amor e humildade, que devemos buscar imitar em nossa caminhada de fé.

Queridos irmãos e irmãs, que a reflexão sobre esta passagem do Evangelho de São Lucas nos inspire a buscar sempre a presença de Jesus em nossas vidas, a crescer em sabedoria e graça, e a obedecer com amor a vontade de Deus. Que, como a Sagrada Família, possamos viver nossa fé com devoção, humildade e confiança no Senhor.

Celebra-se hoje a Irmã Maria do Divino Coração, padroeira dos sacerdotes e dos devotos, cuja solenidade comemoramos ontem. Ela foi uma personalidade de elevada nobreza alemã e santa católica, religiosa da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor e Madre Superiora do Convento do Bom Pastor do Porto. Irmã Maria do Divino Coração é mais conhecida por ter influenciado o Papa Leão XIII a efetuar a consagração do mundo ao Sagrado Coração de Jesus. O próprio Papa Leão XIII chamou a essa consagração solene “o maior ato do meu pontificado”.

Rogai por nós, Santa Maria do Divino Coração, para que diariamente nos consagremos, propaguemos e vivamos as promessas do Sagrado Coração de Jesus em nossas vidas.

Santo e abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado

COR LITÚRGICA: VERDE

9º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor também do sábado”.  Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca.  Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus, com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. (Mc 2,23-3,6)02

Meus irmãos e irmãs, retomamos o tempo comum e, vivenciando o nono domingo, temos a temática do dia do sábado, ou melhor, da importância do dia do sábado para a primeira aliança. Antes de entrarmos no texto propriamente dito desta liturgia, gostaria de visualizar um pouco do contexto histórico, cultural e religioso. Bem, historicamente a escolha e demarcação do sexto dia como santo, feita pelos judeus, ocorre para além de fins religiosos. Ter a capacidade de dar “repouso” aos escravos, servos, animais e também à terra, é um princípio que diferencia aquele povo dos demais ao seu redor, onde isso não ocorria. Logicamente que se usa de argumentos religiosos para a separação deste dia em específico, foi o dia em que o criador também repousou com sua criatura. Mas não precisamos explicar que Deus em sua onipotência não descansa; esse foi um recurso linguístico e interpretativo para se compreender a importância do repouso. Mas confesso a vocês que a cena é de fato maravilhosa: um Deus que cria e ama aquilo que criou, e “curte” o seu tempo junto à sua criação. Em resumo, é a imagem de um Deus que quer a companhia de sua criação. E espera que sua criação também deseje ter esse tempo junto de seu criador.

“O rigorismo legal não é religioso.”

Às vezes nos confundimos e pensamos que o rigoroso, seguir o rito ou norma religiosa ao pé da letra, nos faz ser mais santos, mais puros, ou até mais próximos de Deus. Fazendo uma leitura do contexto do Evangelho de hoje, podemos perceber tais nuances. Os fariseus de fato acreditavam que seguir cada ponto e vírgula das mais de seiscentas leis de pureza lhes fazia melhores. Quando na verdade elas lhes distanciaram do sentido original da lei como prescrição do amor de Deus. É aquele nosso ditado: “gastamos tempo com o que menos importa, e o que importa deixamos perder.”

A mão atrofiada

Jesus, em sua ação messiânica, vem para cumprir e retomar toda a lei e o que os profetas disseram. É por essa razão que ele cura aquele homem dentro da Sinagoga, com a mão seca. Imaginem, se hoje nossas mãos são importantes para trabalharmos, vivermos, nos comunicarmos, quanto mais seria naquele tempo, onde tudo era manual e onde não existia nenhum tipo de assistência. Aquele homem deveria estar humilhado, necessitado há muito tempo. Qual seria o dia de seu repouso? É justamente no sábado que ele é curado, no dia do descanso, da tranquilidade, no dia do Senhor!

Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?

Hoje é fácil respondermos essa questão, temos outra mentalidade; contudo, naquele momento o Messias de fato causava uma grande mudança, ele agitava os pensamentos, porque retomava algo que tinha sido perdido. Eles haviam transformado o dia belo, o dia do Senhor, em um dia de terror, de medo, primeiro porque vigiavam quem infringiria a lei para punir, depois porque, ao invés de descansar, as pessoas estavam preocupadas em não descumprir as regras. Tente se colocar neste lugar, que dia tenso. Mas devemos ter cuidado para não repetirmos esse modo de agir com nossa religiosidade, demonizando tudo que se vê pela frente, e esquecendo do que realmente importa para Deus.

Com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações

Esses dois sentimentos de Jesus, diante da situação, são relatados pelo evangelista. Fico a imaginar o quanto nós também podemos causar esses sentimentos hoje, por conta do nosso coração duro, que está mais atento às mãos postas, ou às mãos erguidas…que às mãos abertas para acolher, levantar, perdoar, partilhar…


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE

Jesus nos desafia a reconhecer a autoridade divina que transcende o poder humano e a abrir nossos corações à verdade que liberta

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Memória de São Justino, mártir | Sábado


Naquele tempo, 27 Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?” Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”. Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ‘Por que não acreditastes em João?’ Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.(Mc 11,27-33)

Caríssimo irmão, Caríssima Irmã, hoje o Evangelho nos apresenta um momento de confronto entre Jesus e as autoridades religiosas de Jerusalém. Jesus estava andando no templo quando os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos se aproximaram dele e questionaram sua autoridade. Perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?”

Este questionamento é revelador, pois mostra a resistência das autoridades religiosas em reconhecer a autoridade divina de Jesus. Eles estavam mais preocupados em proteger seu poder e posição do que em buscar a verdade. A resposta de Jesus a esses líderes é igualmente reveladora. Ele responde com outra pergunta: “O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-me.”

Os líderes se veem em uma situação difícil. Se disserem que o batismo de João era do céu, Jesus perguntaria por que não acreditaram nele. Se disserem que era dos homens, temem a reação do povo, que considerava João um profeta. Então, respondem: “Não sabemos.” E Jesus, por sua vez, lhes diz: “Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.”

Essa passagem nos chama a refletir sobre a nossa abertura à verdade e nossa capacidade de reconhecer a autoridade de Jesus em nossas vidas. As autoridades religiosas estavam tão presas a seus próprios interesses que não podiam ver a verdade que estava bem diante deles. Muitas vezes, nós também podemos nos encontrar presos em nossos próprios preconceitos, medos e interesses, impedindo-nos de reconhecer e aceitar a verdade de Cristo.

Jesus não se limitava pelas estruturas humanas de poder e autoridade. Sua autoridade vinha diretamente de Deus. Ele veio para nos libertar, para nos mostrar o caminho da verdade e da vida. No entanto, para aceitar essa verdade, precisamos estar dispostos a abrir nossos corações e mentes, a questionar nossas próprias suposições e a seguir aonde Ele nos conduz.

Hoje, somos convidados a examinar nossas próprias vidas. Estamos abertos à verdade de Cristo? Estamos dispostos a reconhecer Sua autoridade em todas as áreas de nossas vidas? Ou estamos, como as autoridades religiosas de Jerusalém, mais preocupados em proteger nossos próprios interesses e posições?

Que possamos pedir ao Espírito Santo que nos ajude a abrir nossos corações e mentes para a verdade de Cristo, a reconhecer Sua autoridade e a segui-Lo com fé e coragem. Que possamos ser testemunhas vivas de Sua verdade e amor no mundo, confiando plenamente na Sua autoridade divina.

Celebra-se hoje a memória de São Justino, Mártir. Justino foi introduzido na fé diretamente por um sábio homem que o envolveu numa discussão sobre problemas filosóficos e então lhe falou sobre Jesus. Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes, ganhando com isso muitos inimigos também, principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e o denunciou como cristão ao imperador Marco Aurélio. Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros, que como ele testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.

Rogai por nós, São Justino, para termos a coragem de nos convertermos constantemente. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Santíssima Trindade: o Deus que caminha na vida e na história da humildade

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santíssima Trindade | Solenidade | Domingo


Naquele tempo, Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo”. (Mt 28,16-20)

Queridos irmãos e irmãs, vivemos neste Domingo a liturgia da Solenidade da Santíssima Trindade. Esta solenidade convida-nos a mergulhar no mistério de Deus e a contemplar o Deus que, sendo unidade, é família de três Pessoas em perfeita comunhão de amor. Por isso, chamamos-Lhe “Santíssima Trindade”. Por amor, Ele criou os homens e as mulheres; e, por amor, Ele convida-os a vincularem-se com essa comunidade de amor que é a família trinitária.

Santo Agostinho já escreva no século IV que nosso conhecimento diante do mistério Trinitária, é comparado a um copo de água retirado do mar, ou seja, é mínimo. Contudo a palavra chave para iniciarmos esse processo de compreensão “mínima”, é revelação. Porque nenhum homem descobriu a Deus. Diferente das religiões pagãs, aonde o homem cria a divindade lhe dar um novo, uma função específica e inclusive as divindades brigam entre si para demonstrar quem tem mais poder. O Deus judaico-Cristão, não. Ele é o “eu sou”, que vai se revelando paulatinamente na história da humanidade, através do seu projeto de amor profundo pela sua criação, que é recuperá-la a sua convivência.

É assim que deveríamos entender a primeira leitura de hoje, retirada do livro do deuteronomio. O escritor convida os leitores a investigarem quem mais teria feito tamanhas proezas por um povo. É através da história da humanidade, das quedas, dos encontros e desencontros, que vamos conhecendo a Deus.

Na segunda leitura, ouvimos a carta de Paulo aos Romanos, nesta carta Paulo lembra aquela comunidade que somos filhos adotivos de Deus, pelo amor filial de Jesus, que nos faz participar da sua família pelo batismo. Sendo o Espírito Santo aquela que nos anima a assumir o papel de filhos. E retoma ao projeto de Deus, ao dizer que somos herdeiros, herdeiros do céu, herdeiros da vida eterna, herdeiros do éden perdido, pois Cristo recupera o caminho para nós.

No Santo Evangelho, Jesus nos entrega a missão de levarmos essa notícia da herança a tantos outros irmãos e irmãs. Anunciar tudo que ouvimos, tudo que aprendemos com a certeza que Ele estará conosco até o fim. Neste relato ouvimos a ordem clara de Jesus a comunidade dos Apóstolos, que tudo começa no batismo em nome da Santíssima Trindade, porque a missão não é nossa, mas é do próprio Deus. Somos suas testemunhas, testemunhas da salvação, e com esse novo jeito de batizar, mostramos que somos disponíveis a participação da família de Deus.

Desejo a todos vocês que hoje escutam ou leem essa mensagem, que reflitam sobre seu batismo, sobre sua fé. Se conseguimos viver e demonstrar aquilo que intimamente acreditamos. Deus não é egoísta, não é sólida, é comunidade, é entrega, é presença. Estamos em um tempo marcado pelo incentivo ao inverso, e muitos cristãos vivem diferente daquilo que sua fé aponta. Ao fazer o sinal da Santíssima Trindade sobre nosso corpo, estamos dizendo pelo gesto que pertencemos a Ele. Mas será?


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São Sebastião / Iguaracy – PE

Receber o Reino de Deus como uma criança é abrir o coração para a simplicidade do amor divino

COR LITÚRGICA: VERDE

7ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos. (Mc 10,13-16)

Caríssimo irmão, Caríssima Irmã, hoje, refletimos sobre um trecho do Evangelho de Marcos que nos apresenta uma das mais belas e profundas lições de Jesus sobre o Reino de Deus: a passagem em que Ele acolhe as crianças e as abençoa.

Neste Evangelho, vemos que as pessoas estavam trazendo crianças a Jesus para que Ele as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, indignado, diz: “Deixem as crianças virem a mim, e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são como elas. Eu lhes asseguro que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.” E, tomando as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.

Esta passagem nos revela vários aspectos essenciais da nossa fé e do nosso relacionamento com Deus.

1. Acolhida e Inclusão:
Jesus nos ensina a importância de acolher e incluir todos, especialmente os mais pequenos e vulneráveis. As crianças, na sociedade da época, não eram vistas com grande importância, muitas vezes não tinham voz nem vez. Jesus, ao acolhê-las e abençoá-las, nos mostra que todos têm um lugar no Reino de Deus, independentemente de sua condição ou idade. Devemos, como cristãos, estar abertos a todos, especialmente àqueles que são marginalizados ou desprezados pela sociedade.

2. A Pureza e a Simplicidade das Crianças:
Jesus destaca a pureza e a simplicidade das crianças como qualidades necessárias para entrar no Reino de Deus. As crianças confiam plenamente, são sinceras e têm um coração aberto. Em nossa jornada de fé, somos chamados a cultivar essas mesmas atitudes: a confiança inabalável em Deus, a sinceridade em nossas ações e palavras, e a abertura para acolher a graça de Deus em nossas vidas.

3. A Importância da Bênção:
Infelizmente uma prática cada vez mais abandonada e não revidada no mundo atual, ao abençoar as crianças Jesus nos lembra da importância das bênçãos em nossa vida cotidiana. A bênção é um sinal da presença e do amor de Deus, um gesto que transmite proteção, graça e paz. Devemos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, criando uma cultura de amor e cuidado mútuo em nossa comunidade.

4. O Reino de Deus Pertence aos Que São Como Elas:
Jesus declara que o Reino de Deus pertence aos que são como as crianças. Isso nos desafia a refletir sobre como estamos vivendo nossa fé. Estamos confiando em Deus com a mesma simplicidade e pureza das crianças? Estamos abertos ao amor e à orientação de Deus em nossas vidas, ou estamos presos em nossas preocupações e preconceitos adultos?

Queridos irmãos e irmãs, ao meditarmos sobre esta passagem, que possamos renovar nosso compromisso de acolher todos com amor e respeito, cultivando em nossos corações a pureza, a confiança e a simplicidade das crianças. Que possamos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, vivendo como verdadeiros filhos e filhas de Deus, prontos para receber o Reino dos Céus com alegria e fé.

Celebramos hoje, Maria Madalena de Pazzi, invocada contra os males corporais; contra a tentação sexual; contra a doença; pessoas doentes, foi uma nobre italiana católica que se tornou freira da Ordem das Carmelitas da Antiga Observância e ficou famosa pelas suas revelações místicas. Aos dezesseis anos foi admitida entre as freiras Carmelitas da Antiga Observância do Mosteiro de Santa Maria dos Anjos da sua cidade. A uma intensa vida espiritual aliou a observância dos votos religiosos e levou uma vida escondida de oração e abnegação. Pedia incessantemente pela reforma da Igreja Católica, e dirigiu as suas irmãs no caminho da perfeição. Indizíveis sofrimentos físicos e dura provação espiritual puseram à prova sua paciência.

Rogai por nós, Santa Maria Madalena! Para que vivamos longe das doenças do corpo, da alma e da imoralidade. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Nos labirintos dos nossos pecados e falhas, Deus persiste em nos chamar para perto

COR LITÚRGICA: BRANCO

7ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?” Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?” Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos.

Caríssimo irmão e irmã, hoje somos convidados a mergulhar nas palavras inspiradoras do Evangelho de João, este é um trecho apresenta uma nota poderosa e reflexiva, nos convidando a contemplar não apenas as ações de Jesus, mas também a natureza da fé e do discipulado.

Narra-se a cena tocante em que Jesus aparece aos discípulos após a sua ressurreição. Ele prepara o alimento para eles, simbolizando não só o sustento físico, mas também o sustento espiritual que Ele sempre oferece àqueles que o seguem. E nesse contexto de comunhão e restauração, Pedro recebe uma comissão especial de Jesus para cuidar de Suas ovelhas.

Então, neste trecho final do Evangelho de João, vemos Pedro se voltar para Jesus e perguntar: “Senhor, e quanto a este?” Pedro, talvez movido por uma curiosidade natural ou até mesmo uma comparação com o destino dos outros discípulos, questiona Jesus sobre o futuro de João.

A resposta de Jesus é profunda e cheia de significado: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que é que te importa? Tu, segue-me.” Essas palavras não só reafirmam a importância do chamado individual de cada discípulo, mas também lembram a Pedro e a todos nós da primazia do seguir a Cristo.

Quantas vezes nos encontramos preocupados com o destino dos outros, comparando nossas vidas espirituais, ministérios ou caminhos de fé com os daqueles ao nosso redor? É fácil cair na armadilha da comparação e da inveja espiritual, esquecendo-nos de que cada um de nós tem um chamado único e pessoal, dado por Cristo.

E, no entanto, como Pedro, somos chamados a nos concentrar não nos destinos dos outros, mas em seguir a Jesus. Devemos dedicar nossas energias não à preocupação com o que os outros estão fazendo ou experimentando, mas sim a mergulhar cada vez mais fundo na nossa própria jornada de fé, compromisso e serviço.

Além disso, o Evangelho nos lembra que, embora João possa ter um destino diferente do de Pedro, isso não diminui a importância de sua missão ou seu amor por Jesus. Cada um de nós tem um papel a desempenhar no plano de Deus, e todos são igualmente preciosos aos olhos do Senhor.

Caros irmãos, quero pedir desculpas pelas longas reflexões, mas, não poderia deixar de aprofundar alguns pontos deste santo evangelho.

A importância do chamado individual: Assim como Pedro recebeu uma comissão específica de Jesus, cada um de nós tem um chamado único e pessoal em nossas vidas. Devemos estar atentos a esse chamado e estar dispostos a seguir a vontade de Deus para nós, independentemente do que os outros estejam fazendo.

Evitar a comparação e a inveja espiritual: O diálogo entre Pedro e Jesus nos lembra que é fácil cair na armadilha da comparação e da inveja espiritual. Devemos nos concentrar em nossa própria jornada espiritual e no chamado que Deus nos deu, em vez de nos preocuparmos com o que os outros estão fazendo.

Seguir a Cristo: A resposta de Jesus a Pedro é simples e direta: “Tu, segue-me.” Esta é uma exortação poderosa para todos nós. Devemos colocar Jesus no centro de nossas vidas e seguir Seu exemplo de amor, serviço e obediência.

Aceitar as diferenças entre os chamados: Embora Pedro e João possam ter destinos diferentes, ambos têm um papel a desempenhar no plano de Deus. Isso nos lembra que cada pessoa tem dons, talentos e uma missão única, e todos são igualmente valiosos aos olhos de Deus.

Confiança na providência divina: Jesus encerra o diálogo com Pedro lembrando-lhe que Seu plano para cada um de nós é soberano e perfeito. Devemos confiar na providência divina em nossas vidas, sabendo que Deus está no controle e que Ele nos guiará e nos sustentará em todos os momentos.

Essas lições nos desafiam a refletir sobre nossa própria jornada espiritual, a reavaliar nossas prioridades e a renovar nosso compromisso de seguir a Cristo em todas as áreas de nossas vidas. E assim, meus irmãos e irmãs, que possamos absorver a mensagem deste trecho final do Evangelho de João em nossos corações. Que possamos deixar de lado a comparação e a inveja, e em vez disso, concentrar-nos em seguir a Cristo com todo o nosso ser. Pois é somente ao fazer isso que encontraremos verdadeira alegria, significado e realização em nossas vidas.

Por fim, celebra-se hoje, João I, foi um papa eleito em 13 de agosto de 523. Morreu em 18 de maio de 526. Foi enviado a Constantinopla, em 525, a fim de tentar obter tolerância da parte do imperador Justiniano para os árabes. Obteve sucesso apenas parcial; e no decurso dessa missão foi aprisionado por Teodorico, o Grande, que o havia enviado, em Ravena, Itália. Desgastado pelas fadigas da viagem e submetido a grandes privações, João não tardou em morrer na prisão. O seu corpo foi transportado para Roma e enterrado na Basílica de São Pedro.

Rogai por nós, São João I, para que a fadiga e as privações diária não nos tirem de Deus. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

A oração é a ponte que nos conecta à fonte inesgotável de amor e alegria que é Deus

COR LITÚRGICA: BRANCO

6ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.

Caríssimo irmão e irmã, o Evangelho de hoje, narram palavras de Jesus que são um convite para confiarmos plenamente em Deus, nosso Pai Amoroso, e nos aproximarmos dele com nossas necessidades e anseios.

Semana passada nós meditamos sobre como devemos usar o nome de Jesus para pedir algo a Ele, hoje nos convida continuar a pedir em seu nome, o nome que está acima de todos os nomes, o nome que tem poder para transformar vidas e realizar milagres.

Mas, o que significa pedir em nome de Jesus? Significa reconhecer que Jesus é o nosso mediador, aquele que nos reconciliou com Deus através de sua morte e ressurreição. Pedir em nome de Jesus é colocar nossa fé nele, é confiar que ele intercede por nós diante do Pai e que sua vontade é sempre a melhor para nós.

Jesus continua dizendo: “Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (João 16,24b). A oração feita com fé nos aproxima de Deus e nos enche de alegria, pois sabemos que ele nos ouve e cuida de nós. A alegria que vem da comunhão com Deus é uma alegria profunda e duradoura, que supera as dificuldades e os sofrimentos deste mundo.

Além disso, Jesus nos revela que o Pai mesmo nos ama, porque nós amamos Jesus e acreditamos que ele veio de Deus (João 16,27). Essa é uma verdade fundamental de nossa fé: Deus nos ama com um amor incondicional e eterno, um amor que se revelou de forma plena em Jesus Cristo.

Amados irmãos, podemos extrair com pilares do evangelho estas lições importantes:

Confiança na oração: Jesus nos convida a confiar na eficácia da oração feita em seu nome. Ele nos assegura que, se pedirmos ao Pai em seu nome, receberemos, para que nossa alegria seja completa. Isso nos mostra a importância da oração constante e confiante em nossa vida espiritual.

Relação íntima com Deus: Jesus revela que o Pai mesmo nos ama, porque amamos Jesus e acreditamos que ele veio de Deus. Isso ressalta a importância de uma relação íntima e pessoal com Deus, baseada no amor e na fé em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador.

Alegria na comunhão com Deus: A oração feita com fé nos aproxima de Deus e nos enche de alegria. Essa alegria é fruto da comunhão com Deus, que nos ouve e cuida de nós. Ela transcende as circunstâncias externas e é uma fonte de consolação e fortaleza em meio às dificuldades da vida.

O amor de Deus: O Evangelho nos lembra do amor incondicional e eterno de Deus por nós, um amor que se revelou de forma plena em Jesus Cristo. Esse amor é a base de nossa fé e nos motiva a amar e confiar em Deus de todo o coração.

Portanto, queridos irmãos e irmãs, que nos aproximamos de Deus com confiança e fé, pedindo em nome de Jesus e confiando em sua vontade para nós. Que a nossa alegria seja completa na comunhão com Deus e que possamos testemunhar ao mundo o amor que o Pai nos tem

Por fim, celebra-se hoje, Domingos do Santíssimo Sacramento foi um sacerdote da Ordem da Santíssima Trindade e toda a sua vida foi composta por uma busca da santidade segundo a fé católica. Uma frase de sua vida era: “Farei o ordinário extraordinariamente bem”. Domingos Iturrate foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 30 de Outubro de 1983. Em sua homilia o Sumo Pontífice o elogiou com estas palavras: “Como religioso trinitário, procurou viver segundo as duas grandes diretrizes da espiritualidade da Ordem: o mistério da Santíssima Trindade e a obra da redenção que nele se tornava vivência de intensa caridade. Enquanto sacerdote, teve uma clara ideia de sua identidade como ‘mediador entre Deus e os homens’, ou ‘representante do Sacerdote Eterno, Cristo’. Tudo isto o levava a viver cada Eucaristia como um ato de imolação pessoal, unido à suprema Vítima, em favor dos homens”

​Rogai por nós, São Domingos, e seja para nós um símbolo da busca pela santidade. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

’Receber o Reino de Deus como uma criança é abrir o coração para a simplicidade do amor divino

COR LITÚRGICA: VERDE

7ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos. (Mc 10,13-16)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, hoje, refletimos sobre um trecho do Evangelho de Marcos que nos apresenta uma das mais belas e profundas lições de Jesus sobre o Reino de Deus: a passagem em que Ele acolhe as crianças e as abençoa.

Neste Evangelho, vemos que as pessoas estavam trazendo crianças a Jesus para que Ele as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, indignado, diz: “Deixem as crianças virem a mim, e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são como elas. Eu lhes asseguro que quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele.” E, tomando as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.

Esta passagem nos revela vários aspectos essenciais da nossa fé e do nosso relacionamento com Deus.

1. Acolhida e Inclusão:
Jesus nos ensina a importância de acolher e incluir todos, especialmente os mais pequenos e vulneráveis. As crianças, na sociedade da época, não eram vistas com grande importância, muitas vezes não tinham voz nem vez. Jesus, ao acolhê-las e abençoá-las, nos mostra que todos têm um lugar no Reino de Deus, independentemente de sua condição ou idade. Devemos, como cristãos, estar abertos a todos, especialmente àqueles que são marginalizados ou desprezados pela sociedade.

2. A Pureza e a Simplicidade das Crianças:
Jesus destaca a pureza e a simplicidade das crianças como qualidades necessárias para entrar no Reino de Deus. As crianças confiam plenamente, são sinceras e têm um coração aberto. Em nossa jornada de fé, somos chamados a cultivar essas mesmas atitudes: a confiança inabalável em Deus, a sinceridade em nossas ações e palavras, e a abertura para acolher a graça de Deus em nossas vidas.

3. A Importância da Bênção:
Infelizmente uma prática cada vez mais abandonada e não revidada no mundo atual, ao abençoar as crianças Jesus nos lembra da importância das bênçãos em nossa vida cotidiana. A bênção é um sinal da presença e do amor de Deus, um gesto que transmite proteção, graça e paz. Devemos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, criando uma cultura de amor e cuidado mútuo em nossa comunidade.

4. O Reino de Deus Pertence aos Que São Como Elas:
Jesus declara que o Reino de Deus pertence aos que são como as crianças. Isso nos desafia a refletir sobre como estamos vivendo nossa fé. Estamos confiando em Deus com a mesma simplicidade e pureza das crianças? Estamos abertos ao amor e à orientação de Deus em nossas vidas, ou estamos presos em nossas preocupações e preconceitos adultos?

Queridos irmãos e irmãs, ao meditarmos sobre esta passagem, que possamos renovar nosso compromisso de acolher todos com amor e respeito, cultivando em nossos corações a pureza, a confiança e a simplicidade das crianças. Que possamos buscar e oferecer bênçãos uns aos outros, vivendo como verdadeiros filhos e filhas de Deus, prontos para receber o Reino dos Céus com alegria e fé.

Celebramos hoje, Maria Madalena de Pazzi, invocada contra os males corporais; contra a tentação sexual; contra a doença; pessoas doentes, foi uma nobre italiana católica que se tornou freira da Ordem das Carmelitas da Antiga Observância e ficou famosa pelas suas revelações místicas. Aos dezesseis anos foi admitida entre as freiras Carmelitas da Antiga Observância do Mosteiro de Santa Maria dos Anjos da sua cidade. A uma intensa vida espiritual aliou a observância dos votos religiosos e levou uma vida escondida de oração e abnegação. Pedia incessantemente pela reforma da Igreja Católica, e dirigiu as suas irmãs no caminho da perfeição. Indizíveis sofrimentos físicos e dura provação espiritual puseram à prova sua paciência.

Rogai por nós, Santa Maria Madalena! Para que vivamos longe das doenças do corpo, da alma e da imoralidade. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB