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Cristo está conosco em cada passo do caminho

COR LITÚRGICA: BRANCO

5ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia. Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”. (Jo 15,18-21)

Caríssimo irmão e irmã, no Evangelho de hoje, Jesus nos fala sobre a realidade da perseguição que seus discípulos enfrentarão. Ele diz: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou primeiro. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como coisa sua. Mas, porque não são do mundo, porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” A perseguição aos cristãos pode ser historicamente traçada desde o primeiro século da Era Cristã até os dias atuais. Missionários cristãos e convertidos ao cristianismo têm sido alvos de perseguição, algumas vezes ao ponto de serem martirizados por sua fé, desde o surgimento do cristianismo.

Essas palavras são um lembrete poderoso de que, como seguidores de Cristo, não podemos esperar ser sempre bem-vindos e aceitos pelo mundo ao nosso redor. O caminho do discipulado é muitas vezes marcado pela incompreensão, pela compreensão e até mesmo pela perseguição.

No entanto, Jesus nos encoraja com estas palavras: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: ‘O servo não é maior que o seu senhor’. Se Me perseguiram a Mim, também vos hão de perseguir a vós.” Jesus nos lembra que Ele próprio cometeu a destruição e a hostilidade do mundo, e nós, como seus discípulos, convidamos a estar interessados em seguir seus passos, mesmo que isso signifique enfrentar dificuldades e tribulações.

Mas por que o mundo enviou aqueles que seguem a Jesus? Jesus nos dá uma resposta: “Isto, porém, é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: ‘Odiaram-me sem motivo.'” O mundo muitas vezes envia a mensagem de Cristo porque ela confronta o pecado e chama à conversão. A luz de Cristo expõe as obras das trevas, e aqueles que preferem viver nas trevas muitas vezes rejeitam essa luz.

No entanto, não devemos nos desanimar diante da perspectiva da perseguição. Jesus nos garante: “Mas tudo isso vai te fazer por causa do Meu nome, porque não conheço aquele que Me invejo.” Aqueles que nos perseguem muitas vezes não entendem a verdadeira natureza do nosso relacionamento com Deus. Eles não conhecem o amor do Pai que nos chamou para sermos seus filhos e filhas.

Assim, queridos irmãos e irmãs, que esperamos receber estas palavras de Jesus como um encorajamento em nosso caminho de discipulado. Que achamos que estamos felizes a enfrentar a destruição e a perseguição por amor a Ele que nos amou primeiro. E que devemos sempre lembrar que, mesmo nas dificuldades, estamos unidos a Cristo e ao Pai que nos amamos com um amor eterno.

Que o Espírito Santo nos fortalece e nos guia em nosso testemunho do Evangelho, para que, mesmo nas tribulações, possamos ser verdadeiras testemunhas do amor e da verdade de Cristo.

Por fim, celebra-se hoje, São Gotardo de Hildesheim é um santo da Igreja Católica nascido na Alemanha. Padroeiros dos caixeiros viajantes; invocado contra febre, gota, doenças infantis, tempestades e tempestades de granizo, dores do parto e hidropisia; invocado pelos que estão em perigo no mar.

Rogai por nós, São Gotardo e POR TODO O RIO GRANDE DE SUL. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!

Nas palavras de Cristo, encontramos não apenas o alimento para o corpo, mas a sustentação para a alma

COR LITÚRGICA: BRANCO

3ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora? ”Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”. (Jo 6,60-69)

Caríssimo irmão e irmã, o evangelista João nos apresenta hoje um momento crucial no ministério de Jesus. Após ensinar sobre sua natureza como o “pão da vida” e convidar as pessoas a comerem sua carne e beberem seu sangue, muitos dos discípulos de Jesus ficaram perplexos e disseram: “Esta palavra é dura! Quem consegue escutá-la?”.

Essas palavras, aparentemente estranhas e difíceis, levaram muitos a abandonar Jesus. Mas ele não alterou sua mensagem para agradar aos que o seguiam por motivos superficiais. Em vez disso, Jesus perguntou aos Doze: “Vocês também querem ir embora?”.

A resposta de Pedro é um ato de profunda fé: “Senhor, para quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus”. Mesmo sem entender completamente, Pedro e os outros discípulos escolheram permanecer com Jesus.

Esta passagem nos desafia a refletir sobre nossa própria fé. Quantas vezes somos tentados a abandonar Jesus quando sua mensagem se torna difícil de aceitar? Quantas vezes questionamos seus caminhos quando não os entendemos completamente?

Caros irmãos, para tantas perguntas na leitura do hoje, possamos buscar as respostas a partir dos pilares destes versículos dos versículos de hoje, ou seja:

Fé além do entendimento: Pedro e os discípulos não entenderam completamente as palavras de Jesus, mas escolheram confiar nele mesmo assim. Isso nos lembra que nossa fé muitas vezes vai além do que podemos entender racionalmente.

Permanecer fiel nas dificuldades: Quando muitos discípulos abandonaram Jesus devido a suas palavras difíceis, Pedro e os outros escolheram permanecer fiéis. Isso nos desafia a não abandonar nossa fé quando enfrentamos desafios ou dificuldades.

Confiança na Palavra de Deus: Pedro reconheceu que as palavras de Jesus eram “palavras de vida eterna”. Isso nos lembra da importância de confiar na Palavra de Deus e seguir seus ensinamentos, mesmo quando parecem difíceis de entender.

Escolha consciente de seguir a Cristo: Jesus perguntou aos discípulos se eles também queriam ir embora, dando-lhes a oportunidade de escolher. Assim, somos desafiados a fazer uma escolha consciente de seguir a Cristo, mesmo quando isso significa ir contra a corrente.

Confissão de fé: Pedro declarou sua fé em Jesus como o “Santo de Deus”, mostrando que a verdadeira fé deve ser confessada publicamente. Isso nos lembra da importância de proclamar nossa fé em Cristo diante dos outros.

Assim como Pedro e os discípulos, somos chamados a uma fé madura que vai além do entendimento humano. Uma fé que confia mesmo quando não compreendemos. Uma fé que reconhece que Jesus é o Santo de Deus, o Caminho, a Verdade e a Vida.

Que possamos, como os discípulos, reafirmar nossa fé em Jesus, mesmo quando as palavras dele nos desafiam. Que possamos confiar que suas palavras são de vida eterna, e que ele nos guiará por todas as dificuldades e dúvidas.

Celebramos hoje, Inês de Montepulciano, O.P., (em italiano: Agnes; 1268–1317) foi uma prioresa dominicana na Toscana medieval muito conhecida na época por realizar milagres ainda em vida.

Rogai por nós, Santa Inês!

Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

A fé nos convida a transcender as tempestades da vida, confiando Nele

COR LITÚRGICA: BRANCO

2ª Semana da Páscoa | Sábado


Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. Soprava um vento forte e o mar estava agitado. Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

Caríssimos irmãos e irmãs, o evangelho de hoje narra um episódio fascinante da vida de Jesus, que revela não apenas seu poder sobre a natureza, mas também a importância da confiança nele, mesmo em meio às tempestades da vida.

Na passagem, após Jesus ter alimentado os cinco mil, ele ordena aos discípulos que entrem no barco e vão adiante dele para Betsaida, enquanto ele despede a multidão. Enquanto os discípulos estão no mar, a noite cai e surge uma grande tempestade. No entanto, Jesus vem até eles caminhando sobre as águas, e quando eles o veem, ficam com medo. Mas Jesus os tranquiliza, dizendo: “Sou eu. Não tenham medo!”.

Essa narrativa é repleta de simbolismo e significado. Primeiramente, mostra o poder divino de Jesus sobre a natureza, caminhando sobre as águas tempestuosas. Isso não apenas demonstra sua divindade, mas também sua autoridade sobre todas as circunstâncias da vida.

Além disso, a reação dos discípulos revela a fragilidade da fé humana. Mesmo tendo testemunhado milagres e ouvido os ensinamentos de Jesus, eles ainda ficam com medo diante da tempestade. Isso nos lembra que, assim como os discípulos, também enfrentamos tempestades em nossa vida — desafios, adversidades, dúvidas. Mas Jesus nos diz as mesmas palavras que disse aos discípulos: “Sou eu. Não tenham medo!”.

Essa passagem nos chama a confiar em Jesus, mesmo quando as circunstâncias parecem sombrias. Ele está conosco em todas as tempestades, e sua presença nos dá coragem e esperança. Ele é a luz que brilha nas trevas, o porto seguro em meio à tempestade.

Nesta segunda semana da Páscoa, gostaria de trazer à luz desta leitura cinco pontes centrais desse evangelho para nossa vida cristã, para intimidade com a fé e caminho à santidade.

1- A presença constante de Jesus: Mesmo quando não o vemos ou sentimos, Jesus está sempre conosco, especialmente em momentos de dificuldade e desespero.

2- O poder divino de Jesus: Jesus demonstra seu poder sobre a natureza, mostrando que é o Filho de Deus com autoridade sobre todas as coisas.

3- A importância da fé: os discípulos, mesmo após testemunhar milagres, ainda lutavam com o medo e a falta de fé. Isso nos lembra da necessidade contínua de fortalecer nossa fé em Jesus.

4- A resposta de Jesus ao medo: quando os discípulos estão com medo, Jesus os tranquiliza. Ele nos diz as mesmas palavras hoje: “Não tenham medo”. Isso nos lembra de confiar em sua presença e cuidado, mesmo nas situações mais difíceis.

5- O chamado para confiar em Jesus: Assim como os discípulos foram chamados a confiar em Jesus em meio à tempestade, somos chamados a confiar nele em todas as circunstâncias da vida.

Que possamos, como os discípulos, reconhecer a presença de Jesus em meio às tempestades da vida e confiar nele com fé inabalável, sabendo que ele é verdadeiramente o Filho de Deus, nosso Salvador e Senhor. Que ele nos conceda a paz que excede todo entendimento, para podermos enfrentar qualquer tempestade com confiança e serenidade.

Celebramos hoje, São Hermenegildo, Padroeiro dos Convertidos, era filho do rei visigodo Leovigildo, e irmão de Recaredo. Educado no arianismo imperante entre os visigodos da Península Ibérica de então (ao contrário da população hispano-romana, que era majoritariamente católica), a sua conversão ao catolicismo fê-lo enfrentar o seu pai e causou uma contenda militar, a qual terminaria na sua captura e execução. Rogai por nós, São Hermenegildo, guiando-nos em nosso constante caminho para conversão. Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

O chamado de Jesus ressoa em nossos corações, inspirando-nos a compartilhar a mensagem transformadora do amor de Deus com o mundo ao nosso redor

COR LITÚRGICA: BRANCO

Oitava da Páscoa | Sábado


 Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.  Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” (Mc 16,9-15).

Caríssimo irmão e irmã, CRISTO VIVE! CRISTO REINA! Aleluia, Aleluia!

O Evangelho de São Marcos nos apresenta um relato crucial e inspirador da ressurreição de Jesus Cristo. É a manhã do primeiro dia da semana após a crucificação, e Maria Madalena encontra o túmulo vazio. Ela fica perplexa, mas um anjo a tranquiliza, anunciando a ressurreição do Senhor. Ela então corre para dar a notícia aos discípulos, mas eles inicialmente não acreditam.

Este episódio ressalta a importância da fé e da disposição para acreditar no extraordinário, mesmo quando os fatos parecem desafiadores. Maria Madalena foi uma testemunha ocular da ressurreição, e sua fé a impeliu a compartilhar essa notícia mesmo diante da incredulidade dos outros.

O Evangelho continua com Jesus aparecendo aos onze discípulos, comissionando-se a pregar o Evangelho a toda a criação. Esta é a grande missão, um chamado para todos nós, não apenas para os discípulos naquela época. Somos chamados a levar a mensagem do Evangelho a todos os cantos da terra, a proclamar a boa nova da salvação em Jesus Cristo.

Assim como Maria Madalena e os discípulos, somos chamados a testemunhar a ressurreição de Cristo em nossas vidas. Devemos estar dispostos a compartilhar nossa fé, mesmo quando enfrentamos a incredulidade ou o ceticismo dos outros. A ressurreição de Jesus é o fundamento da nossa esperança e a base da nossa fé. “Ide e Anunciai” esta ordem e essas palavras não foram ditas apenas aos discípulos naquela época, mas são um chamado para todos os cristãos em todos os tempos, uma convocação de Cristo para a sua Igreja.

No entanto, muitas vezes, ficamos paralisados pelo medo ou pela dúvida. Podemos nos perguntar se somos dignos ou capazes de cumprir essa missão. Mas devemos lembrar que Jesus não nos envia sozinhos. Ele prometeu estar conosco todos os dias, até o fim dos tempos, apenas nos coloquemos ao servir de Cristo, que sejamos um instrumento para que Ele chegue onde ainda é desconhecido. O que falar? O que pregar? Se não sei! O São Marcos no capítulo 13 também nos apresenta uma segurança e um consolo: “Não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.’’. Deixai o Espírito Santo HABITAR-TE!

Que possamos ser discípulos da verdade, corajosos e fervorosos em compartilhar a boa notícia da ressurreição. Que possamos também responder ao chamado de Jesus para pregar o Evangelho a toda a criação, levando a luz de Cristo a todos os que estão em trevas.

Celebramos hoje, São Guilherme de Paris ou Guilherme do Paráclito, foi um clérigo francês na Dinamarca no século XII. Paráclito é uma referência ao Espírito Santo, a quem era dedicada a Abadia de Ebelholt, onde foi abade. De acordo com a “Vita” (tipo de biografia)  composta para suportar sua candidatura à santidade, Guilherme morreu no domingo de Páscoa de 1202, embora o ano fosse, na realidade, 1203. Diversos milagres foram relatados em seu túmulo e, em 1218.

​Roga por nós, São Guilherme! Para que o Paráclito habite em nossos corações! Celebrando a 8ª de Páscoa, que abrem o período pascal que vai até o dia Pentecostes, ainda é um tempo de expressar: FELIZ PÁSCOA.

Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Exultemos de Alegria, a esperança e a ressurreição estão sempre ao nosso alcance

COR LITÚRGICA: BRANCO

Sábado Santo | Vigília Pascal


Anúncio do Evangelho (Mc 16,1-7)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Quando passou o sábado, Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago, e Salomé, compraram perfumes para ungir o corpo de Jesus. E bem cedo, no primeiro dia da semana, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo.

E diziam entre si: “Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?”

Era uma pedra muito grande. Mas, quando olharam, viram que a pedra já tinha sido retirada. Entraram, então, no túmulo e viram um jovem, sentado ao lado direito, vestido de branco.

Mas o jovem lhes disse: “Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. Vede o lugar onde o puseram. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele irá à vossa frente, na Galileia. Lá vós o vereis, como ele mesmo tinha dito”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Caríssimo irmão e irmã, hoje nos reunimos para refletir sobre o Evangelho segundo São Marcos, sobre a luz de Jesus, simbolizado nesta noite santa da Vigília do sábado santo, que nos conta sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Neste trecho, vemos Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago) e Salomé indo ao sepulcro de Jesus para ungir seu corpo com os óleos perfumados. No caminho, elas se perguntavam quem iria remover a pedra que fechava a entrada do túmulo.

Ao chegarem lá, viram que a pedra já estava removida e, ao entrarem, viram um jovem vestido de branco sentado do lado direito, que lhes disse: “Não tenhais medo! Procurais Jesus de Nazaré, crucificado? Ele ressuscitou! Não está aqui. Vede o lugar onde o tinham posto. Ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galileia. Lá o vereis, como ele mesmo disse.”

Este trecho nos mostra a grande surpresa e alegria das mulheres ao descobrirem que Jesus ressuscitou. Elas foram as primeiras testemunhas da ressurreição, e a mensagem que receberam do jovem vestido de branco foi clara: Jesus está vivo!

Essa mensagem é fundamental para nossa fé cristã. A ressurreição de Jesus não é apenas um evento do passado, mas uma realidade que continua a transformar nossas vidas hoje. Ela nos dá esperança, pois nos mostra que o amor de Deus é mais forte do que a morte e que, mesmo nos momentos mais sombrios, podemos confiar na promessa da vida eterna.

Assim como as mulheres foram enviadas para anunciar a ressurreição aos discípulos, também nós somos chamados a ser testemunhas desse grande mistério. Que possamos viver cada dia na certeza da ressurreição, espalhando a mensagem de esperança e amor que Jesus nos trouxe.

Que o exemplo das mulheres que foram ao sepulcro nos inspire a nunca perder a fé, mesmo diante das dificuldades da vida. Que possamos sempre buscar a presença viva de Jesus em nossas vidas e seguir seus ensinamentos com alegria e confiança.

Todo o mistério de amor de Cristo do qual fizemos memorial durante toda semana tem seu ápice nesta noite santa, a noite da vitória sobre a morte, narrando especialmente o relato da ressurreição de Jesus, que, nos ensina sobre tudo:

A vitória sobre a morte:

A ressurreição de Jesus mostra que a morte não é o fim, mas sim o início de uma nova vida. Isso nos dá esperança e consolo, especialmente nos momentos de perda e luto.

A importância da fé:

As mulheres que foram ao sepulcro demonstraram grande fé ao irem ungir o corpo de Jesus, mesmo sem saber como removeriam a pedra. Isso nos lembra da importância de confiar em Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis.

O poder transformador do amor:

A ressurreição de Jesus é o ápice do amor de Deus por nós. Esse amor é tão poderoso que pode transformar a morte em vida e o desespero em esperança. Nosso desafio é viver de acordo com esse amor, espalhando-o para os outros.

A missão de testemunhar:

As mulheres foram as primeiras testemunhas da ressurreição e foram enviadas para contar aos outros o que viram. Isso nos lembra da nossa própria missão de ser testemunhas de Cristo no mundo, compartilhando a boa nova da ressurreição com todos ao nosso redor.

Que a ressurreição de Jesus seja para nós não apenas uma história do passado, mas uma realidade presente e transformadora. Que ela nos encha de esperança e nos impulsione a viver como verdadeiros discípulos de Cristo, testemunhando seu amor a todos que encontramos pelo caminho.

Celebramos hoje, a Vigília Pascal, que nos convida a contemplar a jornada da escuridão para a luz, da morte para a vida, lembrando-nos de que, mesmo nas horas mais sombrias, a esperança e a ressurreição estão sempre ao nosso alcance e renovando nossa fé nas promessas de Jesus por nosso batismo.

Que Deus nos abençoe e uma Santa e Feliz Páscoa. Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Nos entregarmos à fé, podemos ressuscitar nossas próprias ‘mortes’ espirituais e encontrar a vida verdadeira em Cristo

COR LITÚRGICA: ROXO

5ª Semana da Quaresma | Sábado


Naquele tempo, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: “Que faremos? Este homem realiza muitos sinais. Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”. Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “Que vos parece? Será que ele não vem para a festa?” (Jo 11,45-56)

Caríssimo irmão e irmã, neste trecho do Evangelho de João, é narrado o contexto da ressurreição de Lázaro por Jesus, e somos confrontados com a ocorrência das pessoas diante do milagre de Lázaro. Alguns creram, mas outros foram relatados aos fariseus o que Jesus havia feito. A partir desse momento, os líderes religiosos planejaram a morte de Jesus.

Esse episódio nos mostra como as pessoas reagem de maneiras diferentes à manifestação do poder de Deus. Alguns, como Maria e Marta, que testemunharam a ressurreição de seu irmão, creram e adoraram a Jesus como o Messias. Outros, no entanto, apesar de testemunharem o milagre, recusaram-se a crer e, em vez disso, foram relatados aos líderes religiosos, que se sentiram ameaçados pelo poder de Jesus.

Isso nos leva a refletir sobre como reagimos às manifestações do poder de Deus em nossas vidas. Muitas vezes, Deus é de maneiras surpreendentes e inesperadas, e pode ser difícil para nós entendermos seus designs. No entanto, é importante lembrar que Deus sempre envelhece para o nosso bem e para a glória do seu nome.

Assim como as pessoas na época de Jesus, também temos a liberdade de escolher como responderemos às manifestações do poder de Deus em nossas vidas. Podemos escolher crer e confiar em Deus, mesmo quando não entendemos seus planos, ou podemos escolher rejeitar sua ação e seguir nosso próprio caminho.

Que possamos, como Maria e Marta, ter fé e confiança para crer no poder de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis. E que possamos sempre buscar a sua vontade em todas as coisas, sabendo que Ele está sempre conosco, guiando-nos e fortalecendo-nos em nossa jornada de fé.

Ao nos aproximamos da semana litúrgica mais importante para nós católicos, acolhamos para início de período as várias lições importantes deste santo evangelho, destaco:

A importância da fé: A ressurreição de Lázaro é um poderoso testemunho do poder de Jesus Cristo e da importância da fé na vida do cristão. Mesmo diante de situações aparentemente sem esperança, devemos manter nossa fé firme em Deus.

A soberania de Jesus sobre a morte: Jesus demonstra seu poder sobre a morte ao ressuscitar Lázaro. Isso nos lembra que Jesus é o Senhor da vida e da morte, que podemos confiar nele em todas as situações.

A diversidade de reações diante de Jesus: O texto mostra como as pessoas reagiram de maneiras diferentes diante do milagre de Jesus. Alguns creram nele, enquanto outros foram relatados aos fariseus. Isso nos lembra que nem todos responderão positivamente ao Evangelho, mas devemos permanecer fiéis ao Senhor, independentemente das respostas dos outros.

O plano de salvação de Deus: A trama dos fariseus para matar Jesus faz parte do plano de Deus para a salvação da humanidade. Isso nos mostra que, mesmo quando as coisas parecem sombrias, Deus está trabalhando em segundo plano para cumprir seus propósitos redentores.

Celebramos hoje, São José Oriol foi um sacerdote espanhol. Dedicou a sua vida à penitência e ao cuidado dos enfermos. Beatificado em 1806, foi canonizado em 1909.

Rogai por nós, São José Oriol!

Uma semana santa abençoada e de comunhão com o Senhor! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

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A verdade não está sempre na evidência, mas na disposição e humanidade de ouvir além do óbvio

COR LITÚRGICA: ROXO

4ª Semana da Quaresma | Sábado


Naquele tempo,  ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas diziam: “Este é, verdadeiramente, o Profeta”.  Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus.  Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele.  Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?”  Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. Então os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar? Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?  Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!” Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse:  “Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?”  Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. E cada um voltou para sua casa. (Jo 7,40-53)

Caríssimo irmão e irmã, no evangelho de hoje, observamos a diversidade de reações e opiniões em relação a Jesus. Esse trecho nos leva a refletir sobre como lidamos com as diferenças de entendimento e como discernimos a verdade em meio a interpretações diversas.

De um lado, vemos pessoas que reconhecem em Jesus o Messias prometido. Elas estão abertas para receber sua mensagem e enxergam nele sinais claros da presença de Deus. Por outro lado, há aqueles que questionam sua origem e autoridade, baseando-se em interpretações mais rígidas das Escrituras e tradições.

Essa diversidade de reações nos desafia a examinar nossas próprias atitudes em relação a Jesus. Será que estamos dispostos a abrir nossos corações e mentes para compreender sua mensagem, mesmo que ela vá além do que esperamos ou entendemos inicialmente? Ou estamos presos a interpretações limitadas e fechadas que nos impedem de ver a verdade em sua plenitude?

No caminho para encontramos as respostas, reflexionemos sobre o que fundamentaria nossa vida cristã a luz dessa palavra de hoje:

Receptividade à voz de Deus: Devemos estar abertos e receptivos à voz de Deus, mesmo quando ela nos chega por meio de pessoas ou situações inesperadas. Jesus ensinava no Templo durante a festa dos Tabernáculos, e sua mensagem impactava as pessoas de maneiras diferentes. Algumas reconheciam nele o Messias, enquanto outras duvidavam. É essencial estarmos abertos para reconhecer a voz de Deus em nossa vida, mesmo que ela nos desafie ou nos leve a questionar nossas convicções.

Discernimento espiritual: Precisamos discernir espiritualmente as situações e as pessoas ao nosso redor. Nem sempre o que parece evidente à primeira vista é a verdade completa. Nicodemos, um fariseu que havia buscado entender os ensinamentos de Jesus, tentou argumentar a favor dele diante dos outros fariseus. Ele reconheceu a importância de ouvir a defesa de Jesus antes de julgá-lo. Da mesma forma, devemos buscar discernir a verdade em meio às diferentes opiniões e interpretações que encontramos.

Coragem para a verdade: assim como Nicodemos teve a coragem de questionar seus colegas fariseus e defender o direito de Jesus ser ouvido, também devemos ter coragem para buscar a verdade e defendê-la, mesmo que isso nos coloque em conflito com as ideias predominantes ao nosso redor. A verdade muitas vezes exige coragem e disposição para ir além das convenções e das interpretações superficiais.

Humildade e abertura: devemos abordar a busca pela verdade com humildade e abertura, reconhecendo que nossa compreensão pode ser limitada e que sempre há mais a aprender. Nicodemos, mesmo sendo um fariseu respeitado, demonstrou humildade ao questionar seus colegas e buscar entender melhor a situação. Da mesma forma, devemos estar dispostos a questionar nossas próprias certezas e preconceitos, buscando sempre uma compreensão mais profunda da verdade.

Assim como Nicodemos, que ousou questionar seus colegas fariseus e defender o direito de Jesus ser ouvido, somos chamados a buscar a verdade com humildade e discernimento. Isso requer coragem para questionar nossas próprias certezas e estar abertos para a ação transformadora de Deus em nossas vidas. Refletirmos hoje sobre nossa própria disposição para ouvir a voz de Deus, discernir a verdade em meio às diferentes opiniões e ter coragem para defender a verdade, mesmo que isso nos coloque em conflito com o pensamento dominante. Que possamos seguir o exemplo de Nicodemos e buscar a verdade com humildade, abertura e coragem

Que as palavras do Apóstolo São João, venham renovar nosso compromisso de seguir a Jesus com mente aberta e coração sincero, buscando sempre a verdade que nos liberta e nos conduz à plenitude da vida em Deus.

Celebramos hoje que São José Gabriel del Rosario Brochero, Padroeiro do Clero argentino, do seminário maior de Córdoba, da cidade de Córdoba e EJC, foi um padre católico argentino que sofreu com a lepra ao longo de sua vida. Ele é conhecido por seu extensivo trabalho com os pobres, os necessitados e os doentes. São José é afetuosamente conhecido como “o padre gaúcho” e o “padre cowboy”. Ele foi beatificado em 14 de setembro de 2013.

Rogai por nós, São José Gabriel! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Na humildade do coração, encontramos a grandeza da misericórdia divina

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana da Quaresma | Sábado


Naquele tempo,  Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: “Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. (Lc 18,9-14)

Caríssimo irmão e irmã, hoje a Palavra do Senhor nos convida a refletir sobre a humildade e a sinceridade em nossa relação com Deus e até mesmo com o próximo. Nesta passagem, Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano que foram ao templo para orar. O fariseu, cheio de orgulho, exaltou a si diante de Deus, enumerando suas boas ações e desprezando o publicano. Por outro lado, o publicano, reconhecendo sua indignidade, simplesmente pediu a misericórdia de Deus.

O fariseu, apesar de suas boas ações, pecou pela soberba, achando-se superior aos outros. Ele não reconheceu sua necessidade de perdão e misericórdia, confiando em sua própria justiça. O publicano, por sua vez, reconheceu sua condição de pecador e implorou humildemente a misericórdia de Deus.

Caríssimo irmão e irmã, Jesus quer nos ensinar que a verdadeira justiça não vem de nossa própria autojustificação ou de nossas boas obras, mas sim da humildade e da sinceridade de coração diante de Deus. Devemos reconhecer nossa fragilidade e pecaminosidade, e confiar na misericórdia de Deus para nos perdoar e nos transformar. Além disso, devemos evitar julgar os outros e nos comparar com eles, pois somente Deus conhece os corações e a verdadeira condição de cada pessoa.

Neste tempo de Quaresma, somos chamados a seguir o exemplo do publicano, reconhecendo nossos pecados e pedindo perdão a Deus. Que possamos nos humilhar diante do Senhor, abandonando todo orgulho e confiando em sua infinita misericórdia.

 A verdadeira grandeza está em reconhecer nossa dependência de Deus e em buscar sinceramente sua misericórdia.  Que o Espírito Santo nos ajude a crescer em humildade e amor a Deus e ao próximo.

Convido a olhar para si e meditarmos em nossas ações sobre: “quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”.

Celebramos hoje, Santa Catarina de Vigri ou Santa Catarina de Bolonha, Era filha de um diplomata. A tradição diz que seu pai recebeu uma visão dizendo a ele que ela iria nascer. Dama de honra da filha de uma marquesa, Catarina recebeu a mesma educação e treinamento de sua patroa. Fez-se franciscana terciária com 14 anos; a seguir, freira das Clarissas Pobres e madre das noviças. Faleceu na cidade natal, foi enterrada sem caixão e não foi embalsamada. Exumada dezoito dias depois, devido a milagres que ocorriam junto de sua tumba, o odor de perfume exalou de seu túmulo e o seu corpo estava incorrupto.

Rogai por nós, Santa Catarina! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Não importa quão longe tenhamos ido, o amor misericordioso do Pai sempre nos aguarda de braços abertos!

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana da Quaresma | Sábado


Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus contou-lhes esta parábola: “Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.

Caríssimo irmão e irmã, na reflexão de hoje estamos diante da Parábola do Filho Pródigo, que é uma das passagens mais conhecidas e poderosas dos evangelhos. Ela nos fala sobre o amor incondicional de Deus, Sua misericórdia e Seu desejo de perdão. No centro da parábola está a figura do pai, que representa Deus, e seus dois filhos, que simbolizam diferentes atitudes em relação a Ele.

O filho mais novo decide pedir a sua parte da herança e parte para longe, desperdiçando tudo em uma vida de excessos. Quando a fome e a miséria o atingem, ele se arrepende e volta para casa, esperando ser tratado como um empregado. No entanto, o pai o recebe de braços abertos, mostrando um amor que vai além de qualquer erro ou pecado cometido.

Por outro lado, o filho mais velho, ao ver a festa feita para o irmão, se ressente e se recusa a participar. Ele representa aqueles que se consideram justos e superiores, incapazes de compreender a largura e profundidade da misericórdia de Deus.

Essa parábola nos convida a refletir sobre o nosso relacionamento com Deus. Somos como o filho pródigo, que reconhece nossas falhas e pecados e busca o perdão do Pai? Ou somos como o filho mais velho, arrogantes em nossa suposta justiça, incapazes de aceitar o perdão e a graça de Deus?

Neste retiro quaresmal, vos convido a tomarmos como lição de vida cristã os ensinamentos encontrados no Evangelho de São Lucas, destaco os versículos 11 a 32, que nos ensinam várias lições importantes. Aqui estão algumas delas:

O amor incondicional de Deus: Mostrando que não há limite para o amor de Deus por nós.

O arrependimento e perdão: O filho pródigo representa aqueles que se afastam de Deus através do pecado, mas que, ao reconhecerem seus erros, podem se arrepender e ser perdoados.

A misericórdia e compaixão: A parábola destaca a misericórdia e compaixão do pai. Ele não apenas perdoa seu filho, mas também o restaura à sua posição anterior, mostrando a generosidade de Deus para com aqueles que retornam a Ele.

A atitude do irmão mais velho: A reação do irmão mais velho à volta do filho pródigo nos lembra da importância de não sermos arrogantes ou ressentidos quando vemos o perdão sendo estendido aos outros. Devemos cultivar um coração de compaixão e gratidão, em vez de julgamento e orgulho.

A importância da reconciliação: A parábola destaca a importância da reconciliação, não apenas entre o filho pródigo e seu pai, mas também entre os irmãos. Ela nos lembra que devemos buscar a reconciliação em nossos relacionamentos, seguindo o exemplo de perdão e amor de Deus.

Essas são algumas das lições fundamentais que a parábola do filho pródigo nos ensina, destacando a natureza graciosa e amorosa de Deus e nos chamando a viver em harmonia com Seu amor e perdão.

Independentemente de nossas atitudes, o Pai está sempre de braços abertos, pronto para nos perdoar e nos receber de volta em Sua casa. Ele nos ama incondicionalmente e deseja apenas a nossa reconciliação com Ele. Que possamos nos abrir para essa graça e misericórdia, e que podermos também aprender a perdoar e amar como Ele nos ama.

Celebramos hoje, Santa Inês de Praga, Era apenas uma jovem moça e já demonstrava fervor e desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Chegando a ser nomeada abadessa de um mosteiro fundado por ela, após ter recusado a casar com Frederico II. Foi canonizada pelo  papa Pio IX, como exemplo para uma vida de pureza e entrega ao reino de Deus.

Rogai por nós, Santa Inês! Ensina-nos a viver intensamente a fé cristã. Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

“O amor que desarma o ódio: o poder transformador do amor de Deus em nossas vidas.”

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana da Quaresma | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,43-48)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, o evangelho de hoje contém um dos ensinamentos mais desafiadores de Jesus, que é amar os nossos inimigos. Neste trecho, Jesus nos convida a transcender as normas comuns de amor ao próximo, ampliando nosso entendimento para incluir até mesmo aqueles que nos causam mal.

Jesus nos chama a amar não apenas nossos amigos e familiares, mas também aqueles que nos perseguem e nos tratam mal, e, são inúmeras situações encontradas no nosso dia a dia. Ele nos desafia a não retribuir o mal com o mal, mas a responder com amor e perdão.

Essa mensagem é radical porque vai contra a lógica do mundo, que muitas vezes nos ensina a retribuir o mal com o mal. No entanto, Jesus nos convida a romper esse ciclo de ódio e vingança, e a responder ao mal com o bem, seguindo o exemplo do amor incondicional de Deus. No entanto, ao seguir esse ensinamento, somos convidados a refletir o amor incondicional de Deus, que faz brilhar o sol sobre bons e maus, e faz chover sobre justos e injustos.

Amar nossos inimigos não significa concordar com suas ações ou permitir que nos machuquem, mas sim tratar essas pessoas com dignidade e respeito, reconhecendo nelas a imagem e semelhança de Deus. É um convite a enxergar além das diferenças e a buscar a reconciliação e a paz, mesmo nas situações mais difíceis.

Ao amar nossos inimigos, não estamos negando a realidade do mal, mas sim respondendo a ele de uma maneira que busca transformação e reconciliação. É um convite a romper o ciclo de ódio e violência, e a buscar a paz e a unidade que vêm do amor de Deus.

Portanto, que possamos nos inspirar nesse desafio de Jesus e buscar amar verdadeiramente a todos, sem distinção, seguindo o exemplo do nosso Pai celestial, que ama a todos os seus filhos, independentemente de quem sejam. Lembremos da grande missão da condição humana-religiosa: ‘Amar ao próximo como assim mesmo’.

Que o amor dom supremo nos molde e nos converta, para aprendermos a coexistir e transformar o mundo.

Celebramos hoje, Beato Josef Mayr-Nusser, beatificado em 2017, foi um católico italiano que serviu como presidente da Conferência de São Vicente de Paulo da divisão de Bolzano, bem como membro da Ação Católica. Ele é mais conhecido por se recusar a recitar o juramento de Hitler depois que foi convocado como soldado nazista e sentenciado à morte no campo de concentração de Dachau. Ele morreu a caminho do acampamento em 1945. Ele é conhecido como o “Mártir do Primeiro Mandamento”.

Rogai por nós, Beato Josef e nos ensina O DOM DE AMAR! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

“Segue-me! Um chamado que se baseia em quem não fomos, mas em quem Ele sabe que podemos nos tornar.”

COR LITÚRGICA: ROXO

Sábado depois das Cinzas


Naquele tempo, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. (Lc 5,27-32)

Caríssimo irmão e irmã, São Lucas nos apresenta um belo exemplo de como Jesus acolhe a todos, sem distinção, chamando-nos a segui-lo sem medo. Na passagem de hoje, Jesus vê Levi, um cobrador de impostos, e diz a ele: “Segue-me”. E Levi, deixando tudo para trás, levanta-se e o segue.

Essa cena nos lembra que Jesus não se importa com nosso passado, com nossos erros e pecados. Ele nos chama a segui-Lo, a deixar para trás tudo o que nos afasta dele, para que possamos caminhar em sua luz.

Assim como Levi, também nós somos chamados por Jesus. Ele nos convida a deixar para trás nosso egoísmo, nossos pecados, nossos maus hábitos, para que possamos seguir seus passos e viver de acordo com Seu Evangelho.

E o que é mais surpreendente é que Jesus não veio chamar os justos, mas sim os pecadores. Ele veio para os doentes, não para os sãos. Ele veio para nos libertar do pecado e nos dar a vida eterna. O que devemos extrair de lição da palavra e hoje, primeiro é que Jesus não nos chama porque somos justos, mas sim porque Ele pode nos tornar justos.”

Essa passagem nos mostra que Jesus não faz acepção de pessoas. Ele chama aqueles que são vistos como pecadores e excluídos pela sociedade, mostrando que o Reino de Deus está aberto a todos, independentemente de seu passado ou status social.

E por como lição final, o grande sentindo e chamado da quaresma é compreende que Cristo veio para chamar os pecadores ao arrependimento, mostrando sua missão de trazer salvação a todos, especialmente àqueles que mais precisam.

Jesus nos ensina sobre a misericórdia e a inclusão no Reino de Deus. Jesus nos chama a segui-lo, não importa quem sejamos ou o que tenhamos feito, e nos convida a nos arrepender e a aceitar sua salvação. “Eis o tempo de conversão!”.

Que possamos, como Levi, responder prontamente ao chamado de Jesus, deixando para trás tudo o que nos impede de segui-lo. Que possamos nos arrepender de nossos pecados, nos converter e viver de acordo com seu amor e sua verdade.

Que a Palavra de Deus que ouvimos hoje nos motive a seguir Jesus com todo o nosso coração, sem medo, confiando em sua misericórdia e em seu amor infinito por nós.

Celebramos hoje, Engrácia de Braga, também conhecida como Encratis, Engrácia de Carbajales ou ainda Engrácia de Badajoz, uma virgem mártir do século XI. Foi martirizada por seu noivo, deve sua cabeça decepada e levada como troféu e seu corpo foi lançado em um lago. Os motivos concretos para o desejo naquela união são desconhecidos mas aquilo que se sabe ao certo é que a jovem se recusa terminantemente a casar em virtude do voto de castidade perpétuo que havia feito, querendo dedicar a sua vida a Deus.

Rogai por nós, Engrácia! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

“Nas mãos de Deus, o pouco se transforma em muito, a escassez se converte em abundância”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santa Escolástica, virgem – Memória | Sábado


Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse:  “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”. Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”. Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que o distribuíssem. E eles os distribuíram ao povo. Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu.  Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. (Mc 8,1-10)

Caríssimo irmão e irmã, hoje São Marcos nos apresenta um relato inspirador da multiplicação dos pães. Somos convidados a testemunharmos a generosidade e o poder de Jesus Cristo em atender às necessidades físicas e espirituais de seu povo.

Jesus ao ver a multidão que o seguia, percebeu que eles estavam com fome. Sua compaixão divina manifestou-se imediatamente. Ele não apenas se compadeceu deles, mas também agiu para suprir suas necessidades. Ele não os rejeitou, mesmo quando os discípulos expressaram preocupação sobre como poderiam alimentar tantas pessoas em um lugar remoto.

Diante dessa situação desafiadora, Jesus perguntou aos discípulos quantos pães eles tinham. Diante da resposta de que tinham apenas sete pães, Jesus tomou esses pães, deu graças a Deus e os partiu, distribuindo os pedaços para que os discípulos os distribuíssem ao povo. De forma miraculosa, esses pães foram multiplicados, alimentando uma multidão de quatro mil homens, além de mulheres e crianças.

Esta passagem do evangelho nos ensina várias lições importantes:

Primeiramente, a importância da compaixão. Jesus nos mostra que devemos nos compadecer das necessidades dos outros e agir em prol do bem-estar deles, especialmente quando estão em dificuldades.

Em segundo lugar, a importância da confiança em Deus. Mesmo diante de desafios aparentemente insuperáveis, devemos confiar na providência divina. Assim como os discípulos confiaram em Jesus e testemunharam o milagre da multiplicação dos pães, nós também devemos confiar na sua promessa de estar conosco em todas as circunstâncias.

O Evangelho nos lembra da generosidade e misericórdia de Deus. Ele é um Deus que abunda em graça e misericórdia, sempre pronto para nos suprir com o que precisamos, mesmo quando parecer impossível aos olhos humanos, lembramos que Deus sabe o que necessitamos e precisamos ao ponto que rezarmos “seja feita a vossa vontade” descansar na fé que Deus sempre nos dará o maior e melhor.

Por fim, somos chamados a compartilhar. Assim como os discípulos distribuíram os pães multiplicados à multidão, nós também somos chamados a compartilhar os dons que recebemos de Deus com os outros, especialmente com aqueles que estão em necessidade.

E, como nem só de pão vive o homem, precisamos alimentar almas e corações da palavra e do amor de Jesus, partilhando a fé e compartilhando testemunhos seremos discípulos da verdade.

Convido você amado irmão, a busca neste tempo quaresmal uma vida sob o pilar da palavra, do pão, do discipulado e do testemunho, sobretudo na conversão.

Que este Evangelho nos inspire a vivermos uma vida de compaixão, confiança em Deus, generosidade e partilha, seguindo os passos de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Celebramos hoje, Santa Escolástica, padroeira das crianças com convulsões; monjas; invocada contra chuvas e tempestades. É fundadora da ordem Beneditina. Depois, ao falecer seus pais, ela deu tudo aos pobres. Junto com uma criada, que era amiga de confiança e seguidora também de Cristo, foi ter com São Bento, que saiu da clausura para acolhê-la. Dialogaram com alguns monges e ela expressou o desejo de seguir a Cristo através das regras beneditinas.

São Bento discerniu pela vocação ao ponto de passar a regra para sua irmã e ela tornou-se a fundadora do ramo feminino: as beneditinas. Não demorou muito, muitas jovens começaram a seguir a Cristo nos passos de São Bento e de Santa Escolástica.

Rogai por nós, Santa Escolástica! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Jesus, o Pastor amoroso que guia e cuida do seu rebanho

COR LITÚRGICA: VERDE

4ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. (Mc 6,30-34)

Caríssimo irmão e irmã, ao refletirmos sobre o Evangelho segundo São Marcos, somos convidados a nos voltar para Jesus, o Pastor amoroso que guia e cuida do seu rebanho. Neste trecho, vemos um momento de descanso para os apóstolos, que voltaram para relatar a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado. Em meio à agitação do ministério, Jesus compreende a necessidade do descanso físico e emocional de seus discípulos. Isso, por si só, já nos ensina uma valiosa lição sobre a importância do equilíbrio entre o serviço diligente e o repouso restaurador.

No entanto, ao chegarem ao lugar desejado, encontram uma multidão à espera. Em vez de buscar isolamento, Jesus é tomado por compaixão. Ele vê as pessoas como ovelhas sem pastor, sedentas por orientação e amor. A compaixão de Jesus é um convite para cada um de nós examinar nossos corações e avaliar como respondemos ao sofrimento dos outros.

Quando Jesus olha para a multidão, ele não vê apenas rostos desconhecidos; ele enxerga corações famintos por palavras de vida. E, movido por essa compaixão divina, começa a ensinar-lhes muitas coisas. Esta cena nos recorda que somos chamados a seguir o exemplo de Jesus, sendo instrumentos da sua compaixão neste mundo.

Como discípulos, somos constantemente desafiados a equilibrar nossas responsabilidades diárias com a compaixão para com os outros. Jesus nos ensina que o verdadeiro descanso não está apenas na interrupção do trabalho, mas também no serviço compassivo. Ao encontrar tempo para a oração, reflexão e descanso, abrimos espaço para que a compaixão de Cristo flua através de nós.

Por fim, ao meditarmos sobre este trecho do Evangelho, que possamos renovar nosso compromisso de imitar a compaixão de Jesus em nossas vidas diárias. Que possamos ser sensíveis às necessidades dos que estão ao nosso redor, oferecendo não apenas palavras de consolo, mas também ações concretas que manifestem o amor de Deus.

Que a graça de Deus nos fortaleça para sermos discípulos compassivos, encontrando o verdadeiro descanso em Cristo e compartilhando o pão da compaixão com aqueles que cruzam o nosso caminho.

Celebramos hoje São Brás, unimos em coração com Paróquia da Catedral de Afogados da Ingazeira, sede do blog, para celebrar em comunidade o padroeiro: dos animais; operários de construção; veterinários; aflições da garganta; garotos; pedreiros; escultores; tosquiadores.

Ficou conhecido porque retirou, após uma breve oração, um espinho da garganta de uma criança. Por esse motivo, é padroeiro das doenças da garganta e, no dia de sua celebração a 3 de fevereiro, nas cidades da Espanha, Campanário (Ribeira Brava), Arco da Calheta, Calheta (Madeira) e algumas da América Latina, as mães levam os filhos para benzerem a garganta.

Rogai por nós, São Brás! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

O Senhor Jesus será sempre a calmaria de nossas tempestades!

COR LITÚRGICA: VERDE

3ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Mc 4,35-41)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, São Marcos nos conta a história de Jesus acalmando a tempestade. É uma história que nos impressiona e nos inspira. É possível imaginar o medo e a angústia dos discípulos. Eles estavam no meio de uma tempestade, e o barco estava prestes a naufragar. Eles gritavam para Jesus, pedindo ajuda. Jesus, porém, estava calmo. Ele levantou-se e falou ao vento e ao mar: “Cale-se! Silêncio!”. E o vento parou, e o mar ficou calmo.

A tempestade é um símbolo das dificuldades e desafios que enfrentamos na vida, ela representa o medo, a angústia, as nossas limitações, a fragilidade humana, a doença do corpo de alma e a incerteza. Os discípulos, que estavam no barco com Jesus, representam todos nós, que enfrentamos as tempestades da vida. E que o que nos diz o Senhor! “Cala-se!”, ou seja, ACALMA-SE, ao nos pedir isto, Jesus fala ao nosso coração, que ele é o nosso Salvador, que podemos confiar nele para nos ajudar a superar qualquer tempestade, e, onde encontrar esta certeza? No versículo 40 iremos encontrar a resposta: “Ainda não tendes fé?”, a fé será sempre a resposta.

Amado irmão, amada irmã! Se você está passando por uma tempestade, não desista. Volte-se para Jesus e peça ajuda e a sua infinita misericórdia, o Senhor Jesus está sempre pronto para nos ouvir e para lhe nos dar a força que precisamos, de forma tão poderosa que Ele tem o controle tudo sobre o céu e a natureza.

São Marcos nos apresenta pilares que fundamentaram nossa fé e nosso caminhar no testemunho, no anuncio de sua palavra e em uma vida de cristãos:
Jesus é o Senhor do universo: Ele tem poder sobre todas as coisas, incluindo a natureza.
Jesus tem compaixão por nós: Ele sabe do nosso medo e da nossa angústia. Ele está sempre pronto para nos ajudar.
Precisamos ter fé em Jesus: Quando temos fé nele, ele pode nos ajudar a superar qualquer tempestade.

Que ao meditarmos sobre nossas tempestades, possamos também encontrar inspiração divina para sermos testemunho das grandezas e maravilhas que o Senhor tem realizado em nossas vidas para ajudar os outros que estão passando por dificuldades, compartilhar a mensagem de Jesus através de nosso exemplo oferecer esperança e conforto ao que ainda não o permitiram encontra-lo…

Lembremos sempre de ouvir a voz do Senhor que fala ao nosso coração e estejamos cientes de que: “Até aqui o Senhor nos ajudou”. Samuel 7,12.

Celebramos hoje, Santa Ângela Merici, Padroeira das doenças, pessoas com deficiências e perdas de pais. Desde muito cedo que esta jovem, referida como possuidora de uma beleza rara, viveria a mais santificante das vidas. Dormiria num leito de tábuas, alimentava-se de pão e água, e dava assistência a todos os que a procuravam. Tudo seria completado por uma vida que é descrita como de total apostolado. O santo do dia exemplifica toda meditação do santo evangelho em cada um em que protege.

Rogai por nós, Santa Ângela Merici! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Pelo batismo, nós também fomos chamados a renunciar ao pecado e a abraçar o caminho da graça

COR LITÚRGICA: VERDE

2ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. (Mc 3,20-21)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, São Marcos nos apresenta uma cena fascinante da vida de Jesus, que não apenas revela aspectos de sua missão, mas nos oferece valiosos insights (percepção) sobre a natureza humana e a percepção pública do Mestre. Sua popularidade, sacrifício pessoal, a incompreensão e o servir.

Nas primeiras narrativas, somos informados de que uma multidão se reuniu novamente, e Jesus e seus discípulos mal podiam comer devido à quantidade de pessoas. Este é um testemunho claro da popularidade crescente de Jesus na época, sua capacidade de atrair pessoas de todas as esferas da vida. A mensagem de amor, cura e perdão que ele proclamava ressoava profundamente com as pessoas, levando-as a buscar sua presença.

Esse episódio nos oferece uma reflexão profunda sobre o custo do compromisso total com a vontade de Deus. Jesus, ao seguir a missão que o Pai lhe confiou, muitas vezes se deparou com a incompreensão até mesmo daqueles mais próximos a ele. Seus próprios parentes, que deveriam conhecê-lo bem, não compreenderam plenamente o propósito divino que o impulsionava.

Meus caros irmãos e irmãs, na nossa vida, podemos nos sentir incompreendidos ou até mesmo criticados quando seguimos nosso chamado interior, quando buscamos viver de acordo com os valores do Evangelho. A fé em Cristo muitas vezes nos chama a ir além das expectativas mundanas, a abraçar uma visão mais profunda da realidade, o que pode causar estranhamento aos olhos do mundo. A vida cristã muitas vezes envolve sacrifícios e serviço aos outros. O exemplo de Jesus nos lembra que o verdadeiro amor se expressa no serviço abnegado aos outros.

Em meio aos desafios, podemos confiar na providência e orientação divina. Jesus, mesmo enfrentando incompreensão, continuou seu ministério confiando no plano de Deus. São Marcos nos convidam a refletir sobre o custo do discipulado, a necessidade de sacrifício e o desafio de permanecer fiéis à nossa vocação, mesmo quando incompreendidos pelos outros, inclusive pelos mais próximos a nós. A confiança em Deus nos sustenta diante das adversidades, assim como sustentou Jesus em sua jornada terrena.

Celebramos hoje, São Sebastião, Mártir da Igreja, Padroeiros dos arqueiros, soldados, infantaria, atletas, contra peste, fome, epidemias, guerras e desastres. morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).

Rogai por nós, Glorioso São Sebastião! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB