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Jesus Cristo, a verdadeira alegria e remédio da alma, o Cristo que ama o pecador e convida a desprezar o pecado

COR LITÚRGICA: VERDE

1ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”. (Mc 2,13-17)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, o evangelista São Marcos, apresenta a singularidade da missão de Jesus, o vim pelos pecadores, pelos esquecidos, marginalizados, perseguidos e tantos outros no seu tempo e nos tempos de atuais e convite frequente que nos faz: ‘SEGUE-ME!’;
No início do texto, vemos Jesus saindo novamente para a beira do mar. A multidão o segue, ávida por ouvir suas palavras e experimentar o poder de sua presença. No meio desse grupo, encontramos Levi, sentado na cabana de cobrança de impostos. Levi, um homem vinculado a uma profissão desonrada aos olhos da sociedade, um cobrador de impostos colaborando com o domínio romano.

Ao aceitar o convite de Jesus, Levi também decide convidar seus colegas de profissão e outros pecadores para uma refeição em sua casa. Este gesto de Levi é simbólico, pois representa a alegria e a celebração que surgem quando uma pessoa encontra Jesus e decide segui-lo. A mesa é um lugar de comunhão e partilha, e é nesse ambiente que Levi deseja compartilhar a alegria de seu encontro com Jesus.

São Marcos, nos faz compreender o quão essa passagem narra um episódio marcante da vida de Jesus, um encontro transformador que revela a natureza misericordiosa e inclusiva de sua mensagem. Nessa narrativa, vemos Jesus chamar Levi, também conhecido como Mateus, um cobrador de impostos, para segui-lo. O impacto desse convite vai além do chamado individual de Levi; ele se estende à forma como Jesus escolhe se relacionar com aqueles que a sociedade considerava pecadores. Essas palavras destacam a essência do ministério de Jesus. Ele veio para os perdidos, para os que reconhecem sua necessidade de cura espiritual. Jesus não veio apenas para os justos, pois todos, de uma forma ou de outra, são pecadores que precisam da graça redentora de Deus.

Somos desafiados a examinar nossa própria resposta ao chamado de Jesus. Assim como Levi, somos convidados a deixar para trás o que nos afasta de Deus e a responder com alegria e gratidão ao convite do Mestre. Além disso, somos chamados a seguir o exemplo de Jesus, acolhendo os marginalizados, compartilhando a boa notícia e sendo instrumentos de misericórdia e compaixão em um mundo muitas vezes marcado pela exclusão e julgamento.

Que possamos, ao meditar sobre o Evangelho de Marcos renovar nosso compromisso de seguir a Cristo de coração aberto, vivendo a mensagem de inclusividade, compaixão e amor que Ele nos deixou como legado. Que o Espírito Santo nos guie nessa jornada de transformação e testemunho do Reino de Deus.

Celebramos hoje, São Hilário de Poiters, foi um bispo na cidade romana de Pictávio, atual Poitiers, na Gália, e é um dos Doutores da Igreja. Muitas vezes chamado de “Martelo dos Arianos” e o “Atanásio do ocidente”, seu nome vem da palavra grega para “feliz” ou “alegre. Que em tempos tão incompreensível e em um mundo do dores, possamos encontrar a exemplo de São Hilário a essência de seu nome, EM CRISTO, VERDADEIRA ALEGRIA E REMÉDIO DA ALMA !

Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Pelo batismo, nós também fomos chamados a renunciar ao pecado e a abraçar o caminho da graça

COR LITÚRGICA: BRANCO

Tempo do Natal antes da Epifania | Sábado


Naquele tempo, João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. (Mc 1,7-11)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, mais um sábado de encontro, este o primeiro do corrente ano, e, assim como o florescer de um ano nos trás o novo, renovo hoje o esperançar de vidas novas no caminhar das reflexões que a presente coluna nos proporciona todos os dias, com pessoas de uma grandiosidade e generosidade espiritual, deixando e dando um pouco de si, meu fraterno desejo irmãos e irmãs de boas leituras e que as reflexões aqui postas durante todo ano e que vos sejam um sinal de Deus para sua vida e seu caminho ao encontro do Cristo e a partir dele, o reino por ele prometido.

O Evangelho de hoje, São Marcos (1,7-11), um trecho que nos apresenta um momento crucial na vida de Jesus: seu batismo no rio Jordão. É um evento carregado de significado, repleto de lições que podem iluminar o caminho de nossa própria jornada espiritual.

João Batista, o precursor, proclama: “Aquele que é mais forte do que eu hei de vir depois de mim”. Esta é uma profecia cheia de esperança, apontando para a chegada do Messias, o Ungido de Deus. Nesse momento, Jesus se apresenta para ser batizado por João, não por necessidade de purificação, pois Ele é sem pecado, mas para se unir aos pecadores, expressando solidariedade conosco em nossa humanidade frágil.

Ao descrever o batismo, São Marcos relata que, ao sair da água, “viu os céus se abrirem e o Espírito, como pomba, descer sobre ele”. Aqui, temos uma imagem poderosa da Trindade: o Pai que fala do céu, o Filho que é batizado nas águas e o Espírito Santo que desce em forma de pomba. Esta cena nos revela a intimidade divina e a comunhão perfeita que existe entre as três pessoas da Santíssima Trindade.

Este episódio também nos lembra do nosso próprio batismo e do chamado contínuo à conversão. Assim como Jesus se submeteu ao batismo, nós também fomos chamados a renunciar ao pecado e a abraçar o caminho da graça. É uma oportunidade para reafirmarmos nosso compromisso com Deus e para permitirmos que o Espírito Santo guie nossos passos.

Que a luz do evangelho de hoje, ressoe em nossos corações a luz do Espírito Santo e com Ele o desejo de lavamos diariamente do pecado e buscarmos viver em estado de graça.

Celebramos hoje, dois fatos importante para vida da igreja A EPIFANIA DO SENHOR e a Festa dos Três Reis Magos, um fato que não está dissociado do outro, a epifania é uma festa religiosa cristã que comemora a manifestação de Jesus Cristo como Deus encarnado. No cristianismo ocidental, esta festa lembra primariamente a visita dos Três Reis Magos, enquanto no Oriente lembra o batismo de Jesus, a data tradicional da Epifania é a de 6 de janeiro, mas, quanto à Igreja Latina, desde a reforma do Calendário Romano Geral em 1969 é possível que a festa seja transferida para um domingo.

Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão ocidental celebra como epifanias do Senhor três eventos:

– Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2:1–13) e que é celebrada no dia 6 de janeiro;
– A Epifania a João Batista no rio Jordão durante o Batismo de Jesus;
– A Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná, quando começa o seu ministério.

Rogai por nós, Três Reis Magos! Para que possamos ver os sinais de Cristo em nós! Santo e abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Esperar pelo cumprimento das promessas de Deus requer paciência e confiança

COR LITÚRGICA: BRANCO

6º Dia na Oitava de Natal | Sábado


Naquele tempo, havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. (Lc 2,36-40)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, esta é nossa ultima reflexão deste ano, é inenarrável o sentimento de ter você aqui, agradeço aos leitores da coluna pela presença e apoio ao longo do ano. Foi um prazer compartilhar com vocês as reflexões e meditações que espero tenham levado ensinamentos e a presença de Deus para sua vida e coração, desejo que possamos continuar contando com sua presença no próximo ano. Minha gratidão ao Blog na pessoa de Alyson Nascimento pelo convite, espaço, por toda parceira, confiança e por fazer de seu canal um espaço para evangelização. Aspiramos a todos de coração irmão e fraterno um feliz fim de ano e que 2024 seja repleto de realizações e sucesso. Obrigado por fazerem parte da nossa comunidade fraterna de colunistas.

Neste trecho do Evangelho de São Lucas, somos apresentados a uma mulher chamada Ana, uma profetisa de idade avançada. Ela era viúva e havia vivido com seu marido apenas sete anos antes de ficar viúva. Desde então, Ana dedicou sua vida ao serviço de Deus, permanecendo no templo dia e noite, adorando a Deus com jejuns e orações.

Quando José e Maria levaram Jesus ao templo para cumprir as leis da purificação, Ana estava lá. Ela se aproximou deles e começou a louvar a Deus, falando sobre Jesus para todos aqueles que esperavam a redenção de Jerusalém. Ana reconheceu em Jesus a presença do Messias, aquele que traria a salvação e a libertação para o povo de Deus.

A vida de Ana é um exemplo inspirador de dedicação e perseverança na fé. Mesmo em sua idade avançada e após enfrentar a perda de seu marido, ela não desistiu de buscar a Deus. Ela permaneceu fiel, dedicando-se ao serviço divino e esperando ansiosamente pela vinda do Messias.

Essa passagem nos ensina a importância da perseverança na fé, mesmo diante das dificuldades e desafios da vida. Ana nos mostra que nunca é tarde demais para buscar a presença de Deus e reconhecer a ação divina em nossas vidas. Ela nos lembra que a espera pelo cumprimento das promessas de Deus requer paciência e confiança.

Além disso, a atitude de Ana de compartilhar a boa nova de Jesus com aqueles que esperavam a redenção de Jerusalém nos lembra da importância de testemunhar nossa fé aos outros. Assim como Ana, somos chamados a proclamar a presença de Jesus em nossas vidas e compartilhar a esperança que encontramos nele.

Que a história de Ana nos inspire a buscar a Deus com fervor, a perseverar na fé mesmo diante das adversidades e a compartilhar a boa nova de Jesus com todos ao nosso redor. Que possamos reconhecer a presença de Cristo em nossas vidas e viver de acordo com sua vontade, assim como Ana fez.

Celebramos hoje, São Torlaco Thorhallsson, São Rogério ou São Rogério de Barletta, São Rogério de Canas foi bispo da cidade de Canas, na qual uma pequena diocese havia surgido no século X. Em 1083 houve a destruição da localidade por Roberto Guiscardo, rei dos normandos. Rogério contribuiu para a reconstrução moral e material da antiga cidade da Apúlia, apoiando os seus concidadãos com as consolações da fé e a ajuda material. Um pastor que sempre estava disposto acolher aos pobres e peregrinos.

Aproveito renovar meus votos de um abençoado e santo Ano Novo. Boas Festas! Santo e abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Deus é graça!

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana do Advento | Sábado


Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. (Lc 1,57-66)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, nos encontramos mais um sábado para refletir sobre o Evangelho de São Lucas. Neste trecho, somos apresentados ao nascimento de João Batista e à reação de sua família e comunidade diante desse evento extraordinário.

O Evangelho começa nos contando que Isabel, esposa de Zacarias, deu à luz um filho. Essa notícia trouxe grande alegria para todos, pois Isabel era estéril e já estava em idade avançada. O nascimento de uma criança sempre é motivo de celebração, mas nesse caso, havia algo especial acontecendo. Recordamos o evangelista São Lucas no mesmo capítulo narra como a graça de Deus chega a vida de Isabel. Quando Nossa Senhora saudou Isabel, “a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc, 1, 41). Era João Batista, primo de Jesus, que estava no ventre de Isabel e certamente teve sua vida marcada pelo seu encontro com o Verbo Encarnado.

Zacarias, pai de João Batista, havia ficado mudo desde o momento em que o anjo Gabriel lhe apareceu e anunciou o nascimento de seu filho. Agora, no momento da circuncisão, todos esperavam que o bebê fosse chamado pelo nome de seu pai, mas Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, disse que ele se chamaria João. Essa decisão causou surpresa e confusão entre os presentes.

Então, eles se voltaram para Zacarias, que ainda estava mudo, e perguntaram qual seria o nome da criança. Zacarias, cheio do Espírito Santo, escreveu em uma tabuinha: “João é o seu nome”. No mesmo instante, sua boca se abriu e sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.

Essa cena nos ensina algumas lições valiosas. Primeiramente, ela nos mostra que Deus cumpre suas promessas, mesmo quando as circunstâncias parecem impossíveis. Isabel e Zacarias haviam desejado um filho por muitos anos, e Deus, em sua infinita misericórdia, concedeu-lhes esse presente. Isso nos lembra que devemos confiar em Deus, mesmo quando enfrentamos dificuldades e desafios aparentemente insuperáveis.

Além disso, a escolha do nome João é significativa. João significa “Deus é gracioso”. Esse nome reflete a gratidão de Isabel e Zacarias pela graça divina que lhes foi concedida. Também nos lembra que Deus é sempre gracioso conosco, mesmo quando não merecemos. Ele nos ama incondicionalmente e está sempre disposto a nos perdoar e nos dar uma nova chance.

Por fim, a libertação da mudez de Zacarias nos mostra o poder transformador da fé. Quando Zacarias acreditou na promessa de Deus e aceitou seu plano, sua boca foi aberta e ele pôde louvar a Deus. Isso nos lembra que, quando confiamos em Deus e nos rendemos à sua vontade, ele nos capacita a fazer coisas extraordinárias.

Queridos irmãos e irmãs, o Evangelho de Lucas nos convida a refletir sobre a importância da fé, da confiança em Deus e da gratidão por sua graça. Assim como Isabel e Zacarias, somos chamados a reconhecer as bênçãos que Deus derrama sobre nós e a louvá-lo em todas as circunstâncias.

Que a história do nascimento de João Batista nos inspire a fortalecer nossa fé, a confiar nas promessas de Deus e a viver uma vida de gratidão e louvor. Que possamos sempre reconhecer a presença de Deus em nossas vidas e testemunhar seu amor e graça aos outros.

Celebramos hoje, São Torlaco Thorhallsson, padroeiro da Irlandia, seu status como um santo não recebeu o reconhecimento oficial da Igreja Católica até 14 de janeiro de 1984, quando João Paulo II o canonizou e declarou santo padroeiro da Islândia Sua vida e dezenas de seus milagres são descritos com muitos detalhes na saga islandesa Þorláks saga Helga (Saga de São Torlaco), republicada em islandês, por ocasião da visita de João Paulo II à Islândia em 1989 Rogai por nós, São Torlaco!

Aproveito para deixar meus votos de Santo e Feliz Natal. Natal é o nascimento de Cristo. O ano novo, o nascimento de uma nova esperança. Que o seu final de ano venha recheado de carinho e gratidão. Que o amor ao próximo e a fé sejam fortalecidas e que Deus abençoe você e toda sua família. Boas Festas! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Somos chamados a ser testemunhas do seu amor e misericórdia, a proclamar o Reino de Deus e a ser instrumentos de cura e libertação

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana do Advento | Sábado


Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”  (Mt 9,35–10,1.6-8)

Caríssimo irmão, caríssima irmã, estamos vivendo o novo ano litúrgico, que irá ser identificado na igreja como ANO B. Estamos no Advento, tempo de espera e renovação, hoje nos deparamos com um trecho do Evangelho de Mateus que nos convida a refletir sobre a missão que Jesus confiou aos seus discípulos.

Neste trecho, vemos Jesus percorrendo cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades. Ele olha para as multidões e sente compaixão por elas, pois estão cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor.

Ao ver essa situação, Jesus chama seus discípulos e os envia em missão, dando-lhes autoridade para expulsar espíritos impuros e curar todas as doenças e enfermidades. Ele lhes dá instruções claras sobre como devem agir: “Vão, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel. Preguem que o Reino dos Céus está próximo. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça, deem também de graça”.

Essas palavras de Jesus são um chamado para todos nós, seus discípulos nos dias de hoje. Ele nos envia em missão para proclamar o Reino de Deus e ser instrumentos de cura e libertação para aqueles que estão em necessidade. Assim como Jesus teve compaixão pelas multidões, também devemos ter compaixão pelas pessoas ao nosso redor, especialmente pelos mais necessitados.

A autoridade que Jesus deu aos discípulos não era uma autoridade para dominar ou impor-se sobre os outros, mas sim uma autoridade para servir e amar. Devemos lembrar que essa autoridade vem de Deus e é exercida com humildade e amor. Somos chamados a ser instrumentos da graça de Deus, levando esperança, cura e libertação para aqueles que estão em situações de sofrimento e opressão.

No entanto, Jesus também nos alerta sobre os desafios que enfrentaremos nessa missão. Ele nos diz que seremos como ovelhas no meio de lobos, que seremos perseguidos e rejeitados por causa do seu nome. Mas ele nos encoraja a não ter medo, pois ele estará conosco e nos dará as palavras e a sabedoria necessárias para enfrentar essas situações.

Queridos irmãos e irmãs, este trecho do São Marcos nos convida a refletir sobre nossa própria missão como discípulos de Jesus. Somos chamados a ser testemunhas do seu amor e misericórdia, a proclamar o Reino de Deus e a ser instrumentos de cura e libertação para aqueles que estão em necessidade. Que possamos responder a esse chamado com generosidade e coragem, confiando na graça de Deus que nos capacita para essa missão.

Convida-vos a refletirmos juntos sobre como estamos vivendo nossa fé. Será que estamos dispostos a responder ao chamado de Jesus? Será que estamos dispostos a sair de nossa zona de conforto e nos tornarmos instrumentos de amor e cura para os outros? Que possamos abrir nossos corações para a compaixão de Jesus, para a necessidade de proclamar o Reino de Deus em nossas palavras e ações. Que possamos ser corajosos e perseverantes, mesmo diante dos desafios que enfrentamos. Lembremo-nos de que não estamos sozinhos nessa jornada. Jesus está conosco, nos fortalecendo e nos guiando a cada passo do caminho. Confie na sua graça e no poder do Espírito Santo que habita em nós.

Celebramos hoje, Santa Ana, padroeira das esposas sem filhos e mulheres inférteis. Santa Ana é uma personagem bíblica do Antigo Testamento, mencionada no livro de I Samuel como a mãe do profeta Samuel. Segundo a história bíblica, Elcana, pai de Samuel, tinha duas esposas: Ana e Penina. Enquanto Penina tinha filhos, Ana era estéril. Amargurada fez uma suplica a Deus. Deus atendeu o pedido de Ana e, assim que ela e seu marido retornaram para a residência da família nas montanhas de Efraim, Ana engravidou e teve um filho (Samuel).

Rogai por nós, Santa Ana! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Devemos ser pessoas de oração, constantemente buscando a comunhão com Deus, fortalecendo nossa fé e confiando em sua graça

COR LITÚRGICA: VERDE

34ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar a tudo o que deve acontecer e para ficardes de pé diante do Filho do Homem”. (Lc 21,34-36)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, inicio minhas palavras dirigindo a “Afogados da Ingazeira diocese tão querida”, que na alegria do evangelho dar boas-vindas ao seu 5º bispo diocesano, novo pai e pastor desta Igreja particular e dessa porção do povo de Deus nas terras do Pajeú, com alegria e gratidão, uno-me em oração e coração com povo de Deus, confiantes de que sua liderança e sabedoria guiarão esta comunidade no caminho da fé, esperança e amor.

Que sua missão Dom Limacêdo Antônio seja abençoada e que juntos possamos construir uma igreja acolhedora, fraterna e comprometida com o serviço ao próximo. Seja bem-vindo, querido bispo, que Deus o ilumine e fortaleça em sua nova jornada. “Hoje é dia de festa! Hoje é o dia do Senhor!”

Meus irmãos refletindo sobre o Evangelho de Lucas, Jesus nos alerta sobre a importância da vigilância e da preparação espiritual em nossas vidas.

Jesus começa dizendo: “Olhai por vós mesmos, para que vossos corações não se carreguem de glutonaria, de embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente”. Aqui, Jesus nos chama a atenção para os excessos e distrações que podem nos afastar do caminho da fé. Ele nos exorta a não nos deixarmos levar pelos prazeres mundanos, pelas preocupações excessivas e pelas tentações que nos rodeiam. Devemos estar atentos e vigilantes, para que essas coisas não dominem nossos corações e nos afastem de Deus.

Em seguida, Jesus nos diz: “Porque ele virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra”. Essas palavras nos lembram que a vinda do Senhor será inesperada, como um laço que se fecha rapidamente. Portanto, devemos estar preparados a qualquer momento, vivendo de acordo com os ensinamentos de Jesus, buscando a santidade e a reconciliação com Deus e com nossos irmãos.

Jesus continua: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem”. Aqui, Jesus nos mostra o caminho para escapar das tribulações e estar em pé diante dele. Devemos ser pessoas de oração, constantemente buscando a comunhão com Deus, fortalecendo nossa fé e confiando em sua graça. A oração nos fortalece, nos aproxima de Deus e nos ajuda a discernir sua vontade em meio às adversidades.

Portanto, meus irmãos e irmãs, a mensagem central deste trecho do Evangelho de Lucas é a importância da vigilância espiritual e da preparação para a vinda do Senhor. Devemos estar atentos aos excessos e distrações do mundo, buscando viver de acordo com os ensinamentos de Jesus. A oração constante nos fortalece e nos ajuda a permanecer firmes na presença do Filho do homem.

Que possamos, então, acolher essa mensagem em nossos corações e colocá-la em prática em nossas vidas. Que o Senhor nos conceda a graça de sermos vigilantes, de estarmos preparados e de vivermos em constante comunhão com Ele. Que assim possamos estar em pé na sua presença e alcançar a vida eterna

Celebramos hoje, Santa Bibiana, venerada como padroeira: dos epiléticos; dores de cabeça; enxaquecas; insanidade; doentes mentais; vítimas de tortura; mulheres solteiras. Bibiana e sua irmã Demétria, órfãs, foram aliciadas para a prostituição, algo comum em Roma, e com a recusa, Bibiana foi presa e torturada até à morte a chibatadas por não ceder. Aqueles que a tocavam, de acordo com a lenda, eram acometidos de loucura. Por conta disso, ela foi transferida para um hospício, onde os doentes se curavam. Tendo morrido em 361, seus restos mortais foram lançados aos cães numa rua de Roma, no Fórum Tauriano. Diz-se que eles não encostaram em seu corpo, que foi enterrado dias depois. No local de seu enterro floresceu um belo jardim e diz que as ervas dele colhidas serviam para curar diversas doenças, de dor de cabeça a epilepsia e assim sua tumba se tornou um local de peregrinação. Em cima dela foi construída uma capela e mais tarde a bênção do Papa Simplício (468-83), criou uma basílica em honra da jovem mártir. A Igreja de Santa Bibiana ainda está no local. Rogai por nós, Bibiana! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

“Na ressurreição, seremos transformados. Seremos como os anjos, vivendo em plena comunhão com Deus”

COR LITÚRGICA: VERDE

33ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher. Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus. (Lc 20,27-40)

Caríssimos irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje somos convidados a refletir sobre um diálogo importante entre Jesus e alguns saduceus, que questionaram a ressurreição dos mortos. Os saduceus, como sabemos, não acreditavam na vida após a morte, e eles tentaram colocar Jesus em uma situação difícil com uma pergunta sobre o casamento na ressurreição.

Jesus, com sua sabedoria divina, respondeu-lhes com amor e paciência, mostrando que a vida após a morte é uma realidade. Ele disse: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam nem serão em casamento. Pois já não podem morrer, pois são iguais aos anjos, são filhos de Deus, porque são filhos da ressurreição”.

Essas palavras de Jesus nos ensinam que a vida eterna é algo além da nossa compreensão terrena. Na ressurreição, seremos transformados e viveremos em uma dimensão completamente nova, onde não haverá mais casamentos ou relações terrenas como as conhecemos. Seremos como os anjos, vivendo em plena comunhão com Deus.

A passagem também nos lembra da importância de vivermos de acordo com os valores do Reino de Deus aqui na terra. Jesus nos chama a amar e servir uns aos outros, a construir relacionamentos baseados no amor e na fidelidade. Embora o casamento seja uma instituição sagrada, devemos lembrar que ele é temporário, enquanto a vida eterna é eterna.

Ao mesmo tempo, essa passagem nos desafia a refletir sobre nossa própria fé na ressurreição. Acreditamos verdadeiramente na vida após a morte? Estamos vivendo de acordo com essa esperança? A ressurreição nos convida a olhar além das preocupações terrenas e a fixar nossos olhos na vida eterna com Deus.

Queridos irmãos e irmãs, que essa passagem do Evangelho de São Lucas nos inspire a viver com esperança e confiança na ressurreição e a compreender que somos cidadãs e cidadãos do céu, tendo uma experiencia mística humana, que talvez seja para darmos o devido valor ao sofrimento do criador, entendendo tudo que Ele por nós viveu mesmo que não passemos por 1% do que Ele passou, para viver dignamente ao céu lado por reconhecimento, amor, fidelidade e gratidão. Foi justo por falta destes elementos no coração de lucífer que ele perdeu o direito da vida e teve a morte eterna como destino, que não nos deixemos questionar. É hora de apenas crer, amar e esperançar…

Um passo para é buscar viver de acordo com os valores do Reino de Deus, amando e servindo uns aos outros, enquanto nos preparamos para a vida eterna com nosso Pai celestial.

VIVA COMO UM CIDADÃO DO CÉU
Celebramos hoje Catarina de Alexandria, uma jovem pagã, que aos 18 anos, em uma visão, Santa Catarina foi transportada para o céu, encontrou-se com o menino Jesus e a Virgem Maria e, em êxtase, casou-se misticamente com Cristo, convertendo-se ao cristianismo. Por pregar a esperança do reino dos céus foi condenada. Antes da morte suplicou que, em nome do seu martírio, Deus ouvisse as orações de todos aqueles que a ele recorressem e que tudo obtivessem por sua intercessão.

Rogai por nós, Santa Catarina! E dai-nos a fé em ver o céu que vistes! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Deus é um juiz justo e compassivo

COR LITÚRGICA: VERDE

32ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”. (Lc 18,1-8)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, o Evangelho de São Lucas, hoje, nos apresenta a parábola do juiz iníquo e da viúva persistente. Nesta parábola, Jesus nos ensina sobre a importância da persistência na oração e na busca pela justiça.

O juiz iníquo representa a injustiça e a falta de compaixão, enquanto a viúva representa a vulnerabilidade e a necessidade de justiça. Mesmo diante de um juiz que não teme a Deus e não se importa com os homens, a viúva persiste em buscar justiça. Ela não desiste, mesmo diante das dificuldades e da aparente indiferença do juiz.

Essa parábola nos convida a refletir sobre a nossa própria vida de oração e sobre a maneira como buscamos a justiça em nosso mundo. Muitas vezes, podemos nos sentimos desencorajados diante das dificuldades e das injustiças que nos cercam. No entanto, Jesus nos lembra da importância da persistência e da confiança em Deus.

Deus é um juiz justo e compassivo, que ouve as nossas orações e atende às nossas necessidades. Ele nos encoraja a persistir na fé, na oração e na busca pela justiça, confiando que Ele agirá em nosso favor no tempo certo. A viúva persistente nos ensina que, mesmo diante das adversidades, não devemos desanimar, mas continuar a clamar por justiça e misericórdia.

Portanto, que possamos aprender com a viúva persistente a perseverar na oração, a confiar na justiça divina e a buscar ativamente um mundo mais justo e compassivo. Que a parábola de hoje nos inspire a ser persistentes na nossa busca por Deus e por um mundo melhor, confiando que Ele ouve as nossas súplicas e age em nosso favor.

Jesus destaca que, mesmo diante de um juiz iníquo, a persistência da viúva em buscar justiça resulta em sua causa sendo atendida. Isso nos ensina que, da mesma forma, devemos persistir em nossas orações e na busca pela justiça, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis.

Essa parábola nos lembra que Deus é um juiz justo e compassivo, que ouve as nossas orações e atende às nossas necessidades. Ele nos encoraja a persistir na fé, na oração e na busca pela justiça, confiando que Ele agirá em nosso favor no tempo certo.

Jesus nos convida a cultivar a persistência na oração, a confiança na justiça divina e a busca constante por um mundo mais justo e compassivo. Que a graça de Deus nos fortaleça e nos sustente em nossa jornada de fé e justiça

Celebramos hoje, Santa Filipa Duchesne, fundadora da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus, o Apostolado da Oração exemplifica um exercido da igreja persistentes na oração e confiança divina.

Rogai por nós, Santa Filipa!
Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Seja humilde!

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Carlos Borromeu, bispo – Memória | Sábado


Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. (Lc 14,1.7-11)

Caríssimo irmão, caríssima Irmã, o evangelho de São Lucas, nos traz passagens importantes que nos convidam a refletir sobre a vida e a nossa relação com os outros. Os versículos de hoje falam sobre a humildade, a generosidade e o convite de Deus para que todos participem de seu Reino.

No início do capítulo, somos apresentados a um episódio em que Jesus é convidado para jantar na casa de um fariseu. Durante o jantar, Jesus observa as pessoas disputando os melhores lugares, buscando honra e reconhecimento social. Diante dessa situação, Ele conta uma parábola sobre a humildade, aconselhando as pessoas a escolherem lugares menos privilegiados. Isso nos ensina que devemos cultivar a humildade em nossas interações, deixando de lado a busca desenfreada por status e poder.

Medito com vocês, a nossa egocentricidade humana, quantas vezes não me tenho sentado no lugar principal por autossuficiência, por achar que não preciso dos outros e que estou acima deles, por cegueira quanto à minha real condição de igualdade ou mesmo de inferioridade em relação a quantos estão sentados comigo à mesa. Falo com em primeira pessoa mesmo, demostrando que nós da caminhada também necessitamos impor-nos ao exercício da reflexão, e, pedir ao Espírito Santo que me/nos ajude a ver isto. E agir humildemente em conformidade com sua verdade, nossa caminhada terrena em anunciar ao evangelho é um convite à santidade e entender a fragilidade humana, que, pode ser aparada na generosidade de nossos irmãos.

Em seguida, Jesus também apresenta uma parábola sobre o convite para um grande banquete. Nela, um homem convida muitas pessoas importantes, mas todas recusam devido a seus compromissos. Então o anfitrião decide convidar os marginalizados, os pobres e os excluídos, mostrando que o Reino de Deus está aberto a todos, independentemente de sua posição social. Essa parábola nos desafia a estarmos atentos às oportunidades que Deus nos oferece para vivenciar sua graça e a compartilhar essa graça com os outros.

Lembremos hoje e sempre que o evangelho nos convida a sermos humildes em nossos relacionamentos e a praticarmos a generosidade para com aqueles que muitas vezes são marginalizados pela sociedade. Nos convida a enxergar além das aparências e reconhecer o valor intrínseco de cada pessoa, porque todos nós somos filhos de Deus.

Essa passagem nos lembra que a humildade e a generosidade são fundamentais para vivenciar e compartilhar o amor de Deus no mundo. Ela nos desafia a examinar nossas atitudes e ações, buscando maneiras de demonstrar compaixão, acolhimento e solidariedade em nosso dia a dia.

Que possamos refletir sobre esses ensinamentos do evangelho e colocá-los em prática, buscando sempre a construção de relações mais genuínas, amorosas e justas.


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Deus nos fala no silêncio

COR LITÚRGICA: VERMELHO

São Simão e São Judas, Apóstolos – Festa | Sábado


Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos. (Lc 6,12-19)

Querido irmão, querida irmã, em primeiro lugar, uno-me em coração e alegria pela chegada de um novo pastor diocesano, na esperança de que faça um governo fecundo e que conduza seu rebanho desta igreja particular, na vida e caminhada de fé ao Cristo Jesus.

O Evangelho de São Lucas apresenta hoje um momento significativo na vida de Jesus. Nesses versículos, encontramos a narração sobre a escolha dos doze apóstolos, o momento em que Jesus subiu a montanha para orar e passou à noite em comunhão com Deus.

Essa passagem é rica em ensinamentos, nos quais podemos refletir sobre a importância da busca pela conexão espiritual e o propósito da missão de Jesus na Terra. Ao subir a montanha para orar, Jesus demonstra sua necessidade de se recolher em comunhão com o Pai e buscar direcionamento para sua missão terrena.

Esse trecho mostra que devemos também despertar o desejamos a intimidade, ou seja, o diálogo, a vivência com Deus e seus frutos, mas isso só é possível se nos comprometermos em uma escuta constante e, por consequência, uma vivência concreta de sua palavra. No livro de São Mateus 6,67-7, Jesus nos mostra quão também é necessário recolher e no silencio sincero da oração busca-lo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.

No silêncio meditando diariamente, buscando o discernimento da palavra, as coisas mais simples até as mais complexas no nosso dia e assim nos tornamos íntimos de sua vontade. Compreendendo que, por vezes, Deus também ficará em silencio, conhecendo a grandeza disto, adiro a sua vontade e sua forma de viver, na certeza que Ele nos dará sempre muito e mais do que merecemos e pedimos.

A escolha dos doze apóstolos também é um marco nessa passagem. Jesus seleciona esses homens para caminharem ao seu lado, aprenderem com Ele e serem enviados para difundir sua mensagem de amor, cura e redenção. Essa escolha revela a natureza inclusiva da obra de Jesus, que não se restringe a um grupo seleto, mas busca envolver a todos que queiram segui-Lo e contribuir para o Reino de Deus.

Além disso, os versículos 17 a 19 descrevem a multidão que se aproximou de Jesus, buscando cura para suas enfermidades. Essa cena reflete a compaixão e o poder de Jesus em trazer cura e alívio para as pessoas. Mesmo diante de uma multidão, Jesus demonstrou atenção individual curando a todos que o procuraram.

Podemos extrair algumas lições valiosas desse trecho do Evangelho de São Lucas. Refletir sobre a importância de buscarmos a conexão espiritual diante dos desafios e missões que enfrentamos. Perceber que a escolha dos doze apóstolos nos lembra que Jesus nos chama para uma comunhão íntima com Ele e para sermos seus colaboradores na obra de amor e redenção.

Como aquela multidão, hoje estamos em busca de curas, o evangelho ensina que Jesus está sempre pronto para nos ouvir, atender nossas necessidades e restaurar as nossas vidas. Podemos confiar no seu poder e na sua misericórdia infinita. Que possamos meditar sobre esses ensinamentos e encontrar inspiração para nossa jornada espiritual, buscando uma conexão mais profunda com Deus e seguindo os passos de Jesus na propagação do amor e da cura para aqueles que nos cercam. A chave para abrir o cadeado das portas dos céus, será sempre o Amor e Fé!

Celebramos hoje, São Judas Tadeu, Apóstolo de Jesus, padroeiro das causas desesperadas ou perdidas, Que por sua vida e seu testemunho possamos ser chamados a sermos discípulos de Cristo e do anúncio do Evangelho.

Rogai por nós, São Judas! Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Permaneçam firmes na fé. Sejam corajosos. Sejam fortes. Façam tudo com amor

COR LITÚRGICA: VERDE

28ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. Mas aquele que me renegar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis, ou com o que direis. Pois, nessa hora, o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”. (Lc 12,8-12)

Querido irmão, querida irmã, neste trecho do evangelho, Jesus fala sobre a importância de confessar e testemunhar seu nome diante dos outros. Ele nos lembra que aqueles que o negarem diante dos homens serão negados diante de Deus. Isso nos incentiva a sermos corajosos e comprometidos com nossa fé, mesmo quando enfrentamos a oposição, perseguição, a incompreensão ou até ridicularização buscar a missão a santidade.

Jesus também nos tranquiliza dizendo que o Espírito Santo nos guiará em nossas palavras quando enfrentarmos situações difíceis ou perseguições por causa da nossa fé. Ele nos encoraja a confiar no poder do Espírito Santo, pois é Ele quem nos dará sabedoria para responder às acusações e perseguições que possamos enfrentar.

Essa passagem nos leva a refletir sobre a nossa própria vida. Será que estamos prontos para confessar e testemunhar a nossa fé diante dos outros? Estamos dispostos a defender Jesus, mesmo quando isso pode nos custar o desprezo ou rejeição de outras pessoas?

Devemos lembrar que somos chamados a viver uma vida autêntica de discipulado, independentemente das circunstâncias. Não devemos temer as consequências, pois Deus está conosco, fortalecendo-nos e capacitando-nos pelo seu Espírito.

Como confirmação para essa palavra de Jesus, cito o Livro de I Cor 16,13-14 “Estejam vigilantes. Permaneçam firmes na fé. Sejam corajosos. Sejam fortes. Façam tudo com amor”. Usando desta passagem para dizer-vos quão se faz necessário cremos e sermos firmes na fé e testemunho, em um mundo cada vez mais descrente onde a fé pode ser vista com ceticismo ou até hostilidade, e, mesmo nesse cenário desafiador não esqueçamos da palavra de Deus que nos diz amável e misericordiosamente através da palavra de São Mateus 28,28: “Ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Portanto, que possamos refletir sobre essas palavras de Jesus e buscar a coragem e a confiança necessária para testemunhar a nossa fé, compartilhando o amor e a verdade de Cristo com todos ao nosso redor. Que o Espírito Santo nos guie e nos capacite a viver de acordo com a vontade de Deus, mesmo diante das dificuldades e perseguições que possamos enfrentar em nossas casas, famílias, comunidades e paróquias. Viver entre irmãos não será um desafio se o amor for a semente plantada.

Celebramos hoje, Santa Úrsula, Padroeira dos órfãos, estudantes femininas e arqueiros. Santa Úrsula uma virgem prometida em casamento, em viagem, um anjo anuncia a Úrsula que ela morrerá martirizada. Úrsula decide realizar uma peregrinação a Roma para obter a consagração dos seus votos secretos. Em Roma, foi recebida com muitas honras pelo papa Sirício, que consagrou os seus votos de virgindade. Recebendo uma revelação de que morrerá mártir com as virgens, o papa renuncia ao papado e, juntamente com muitos bispos, parte com elas. Dirigem-se à Alemanha, onde encontram Colónia sitiada pelos hunos, que matam todas as virgens. O príncipe dos hunos apaixona-se por Úrsula e quer tomá-la por mulher, mas a jovem resiste e ele mata-a com uma seta.

Rogai por nós, Santa Úrsula! Teu testemunho ensinamos a sermos perseverante. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Precisamos ouvir e colocar em prática a Palavra de Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

27ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. (Lc 11,27-28)

Querido irmão, querida irmã, neste trecho do evangelho, encontramos uma exortação pública a figura de Nossa Senhora como Mãe de Jesus, mais sobretudo da grande graça que é viver segundo o evangelho. Enquanto Jesus falava, uma mulher da multidão elevou a voz e lhe disse: ‘Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram!’ Mas Jesus respondeu: ‘Felizes, antes, aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam’.

Essas palavras de Jesus possuem um significado profundo e nos levam a refletir sobre a verdadeira felicidade e a importância de ouvir e obedecer à Palavra de Deus.

A mulher na multidão expressa seu elogio à mãe de Jesus, reconhecendo sua privilegiada missão de dar à luz e amamentar o Filho de Deus. No entanto, Jesus redireciona o elogio, direcionando a atenção para uma felicidade ainda maior.

Ele ensina que a verdadeira felicidade não está apenas em relações familiares ou em papéis sociais, mas em ouvir e viver de acordo com a Palavra de Deus. Jesus está nos convidando a entender que a verdadeira bem-aventurança está naquelas pessoas que, não só ouvem a Palavra, mas também a colocam em prática, vivendo a vontade divina.

Essas palavras nos desafiam a buscar um relacionamento autêntico com Deus, aprofundando nosso conhecimento da Palavra e comprometendo-nos em colocá-la em ação. É através do entendimento e prática dos ensinamentos divinos que experimentamos uma verdadeira transformação interior e encontramos a verdadeira felicidade.

O evangelho de São Lucas nos convida a refletir sobre a importância de priorizar a escuta e a obediência à Palavra de Deus em nossas vidas, reconhecendo que essa é a fonte de verdadeira alegria e realização. Que possamos estar abertos e receptivos para ouvir e colocar em prática os mandamentos divinos, buscando crescer em proximidade com Deus e seguindo seus ensinamentos com amor e fidelidade.

Caros irmãos, essa passagem bíblica é muito utilizada com a finalidade de querer-se, ou tentar desabonar a importância de Maria que chamava de mãe também. Com essa resposta, Jesus Cristo não rejeita o apaixonado elogio que aquela simples mulher dedicava a sua Mãe, pelo contrário o aceita e vai além, explicando que Maria Santíssima é bem-aventurada, sobretudo! Pelo fato de ter sido boa e fiel no cumprimento da Palavra de Deus. Ela mesmo nos ensina na passagem das Bodas de Caná “FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER”, pois, é fundamental para a nossa vida pôr em prática os ensinamentos de Jesus. E, aqueles que assim procedem, formam a família dos seguidores dos discípulos seguidores e imitadores de Cristo.

Assim como Maria, nossa amada Mãe, possamos tomar seu exemplo de serva humilde e pôr-nos ouvir, cumprir, viver e anunciar o santo evangelho.

Celebramos hoje, São Calisto I, sucessor de São Pedro, seu papado foi nos anos (217 a 222). Rogai por nós São Calisto! Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Você já disse o seu “sim” a Deus?

COR LITÚRGICA: BRANCO

Nossa Senhora do Rosário – Memória | Sábado


Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Querido irmão, querida irmã, iniciamos mais um mês, que Deus nos dê sua graça e sua benção. O evangelista São Lucas, nos convida à reflexão do anúncio do anjo Gabriel a Maria, sobre o nascimento de Jesus. Essa passagem é conhecida como a anunciação e carrega uma poderosa mensagem de fé, humildade e obediência.

A passagem começa com o anjo Gabriel sendo enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré. Lá, o arcanjo São Gabriel aparece a Maria, uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José. O anjo saúda Maria chamando-a de cheia de graça, essa saudação mostra que Maria é a mulher “favorecida” de Deus para o seu plano de amor, paixão e restauração da humanidade. O anjo diz que o Senhor está com ela. Isso, naturalmente, deixa Maria bastante perturbada e refletindo sobre o significado da aparição.

O anjo continua dizendo a Maria para não temer, pois ela encontrou graça diante de Deus. Então, o anjo revela a surpreendente notícia de que Maria conceberá e dará à luz um filho, a quem deverá chamar de Jesus. Esse filho será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e Deus lhe dará o trono de Davi, como rei eterno.

Maria, em sua humildade, questiona como isso seria possível, já que ela era virgem. O anjo explica que o Espírito Santo viria sobre ela e o poder do Altíssimo a cobriria com a sua sombra. O anjo também menciona que sua parenta Isabel, apesar de ser estéril, também concebeu um filho em sua velhice, para mostrar que nada é impossível para Deus.

Maria, com grande fé e submissão, responde ao anjo dizendo: “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. É um exemplo notável de aceitação do plano de Deus, mesmo que isso trouxesse grandes desafios e mudanças radicais em sua vida.

Essa passagem nos oferece várias reflexões importantes. Primeiramente, vemos a importância da humildade diante da vontade de Deus. Maria não questiona ou dúvida, mas se submete confiantemente ao plano divino. Sua resposta revela sua disposição em servir e confiar plenamente em Deus, mesmo sem entender todos os detalhes.

Além disso, Maria nos ensina sobre a importância da disponibilidade para a ação de Deus em nossas vidas. Ela se coloca à disposição para ser usada como instrumento nas mãos de Deus, mesmo sabendo que isso traria desafios e responsabilidades enormes.

O SIM de Maria para nós é um grito que ecoa no nosso coração nos chamando a colaborar com o projeto de salvação de Deus para toda a humanidade. O anjo do Senhor continua batendo à nossa porta com a expectativa do nosso sim que é também uma resposta positiva para fazer em nós maravilhas.

A anunciação destaca a importância do Espírito Santo na obra de Deus. É o Espírito Santo que capacita Maria, assim como capacita todos nós, a cumprir os propósitos divinos, mesmo quando nos encontramos em situações aparentemente impossíveis.

Hoje somos chamados e o evangelho nos desafia a refletir sobre nossa própria disposição em ouvir e responder à vontade de Deus em nossas vidas, independentemente das circunstâncias. Assim como Maria, somos convidados a confiar na graça de Deus e a nos render ao seu plano, permitindo que o Espírito Santo nos conduza em cada passo do caminho.

.Celebramos hoje, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora do Santo Rosário são os títulos mariano apresentado quando da aparição da Santíssima Virgem Maria a São Domingos de Gusmão em 1214 na igreja do mosteiro de Prouille, na qual a mãe de Jesus entregou o Rosário ao fiel frade dominicano. É também o título pelo qual a Virgem Maria se apresentou aos três pastorinhos nas suas aparições em Fátima.

Rogai por nós querida Mãe e Senhora do Rosário, ensina-nos a rezar, a crescer na fé para que nosso Sim a Deus seja para reino a para nossa vida fecundo.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Com fé e esperança tudo passará

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja – Memória | Sábado


Naquele tempo, btodos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto. (Lc 9,43b-45) 

Querido irmão, querida irmã, no Evangelho de São Lucas, encontramos um breve trecho que contém uma importante reflexão. Nesse texto, Jesus acaba de realizar um milagre, ao expulsar um espírito maligno de um menino. Apesar da grandiosidade desse ato, a reação das pessoas ao redor de Jesus é de espanto e admiração.

No entanto, Jesus aproveita esse momento para tentar ensinar aos seus discípulos, de forma mais íntima, sobre o que estava por vir. Ele diz: “Lembrai-vos destas palavras: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens“. Essas palavras escondem um profundo mistério da obra de Jesus na terra.

Essa reflexão nos leva a pensar sobre a missão de Jesus e o propósito de sua vinda ao mundo. Ele estava plenamente ciente de suas responsabilidades e do destino final que O aguardava: ser entregue nas mãos dos homens e dar a sua vida como um sacrifício pelos pecados da humanidade.

Essa passagem também nos chama a atenção para a incompreensão dos discípulos diante das palavras de Jesus. Mesmo estando ao lado d’Ele, ouvindo suas palavras e testemunhando seus feitos, eles ainda assim parecem não compreender a plenitude da mensagem de Cristo.

Essa falta de compreensão mostra a limitação humana em entender os caminhos de Deus e as dimensões espirituais da vida. E isso serve como um lembrete para nós, nos convidando a buscar uma maior intimidade com Jesus, a aprofundar a nossa fé, a estudar a sua Palavra e a nos lançar no mistério da sua entrega.

Quantas vezes agimos em meio a incompreensões das cegueiras humanas e não ouvimos a voz instrutiva do Senhor em tantas situações.  No trecho do evangelho, os discípulos não se permitiram compreender o que de fato Jesus queria ensinar, eles não se aprofundavam no contexto nem faziam perguntas, pelo medo, o medo da solidão, de padecer e até da própria incerteza. Não admitiam o sofrimento e desviavam-se de qualquer conversa que lhes acenasse com dor e aflição.

De fato, não queriam encarar a veracidade dos fatos, mesmo assim, Jesus quis preparar os seus corações para os acontecimentos vindouros, dando-lhes ciência da verdade, embora que não compreendessem nada do que lhes dizia. Nós também somos assim: nunca admitimos falar em sofrimento e, muito menos na morte. Queremos desconhecer o fato de que um dia também teremos que enfrentar o fim da nossa vida. Como poderemos aprender a ser “Firmes e Corajosos”?, Temos em nós um desejo de imortalidade e não entendemos também o sentido das coisas espirituais que ultrapassam a nossa razão. Ainda não nos conscientizamos de que a fé na vida eterna é o que nos dá a segurança para que possamos confiar sem precisar tocar e provar as realidades que o Evangelho nos propõe.

Não obstante, Jesus também nos fala hoje: “Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens.” Isso significa, que assim como Jesus sofreu e padeceu nas mãos dos homens nós também poderemos suportar as tribulações próprias da nossa existência, com fé e esperança de que tudo um dia passará.

Se as pessoas no mundo estivessem mais conscientes da brevidade da sua vida e que um dia tudo irá passar, com certeza, usufruiriam mais do momento presente e não desperdiçariam tempo, oportunidade, juventude, saúde, fortuna e felicidade. Isso diz alguma coisa para você na sua vida?  – Você admite conversar sobre a morte? –  Como você encara esta realidade da vida humana? – Em que você tem evitado se aprofundar com medo de sofrer? – Há alguma coisa que você terá que enfrentar que não quer nem pensar? 

Portanto, essa reflexão nos convida a meditar sobre a entrega de Cristo, sua missão e a nossa resposta a esse amor sacrificial. Como discípulos de Jesus, somos chamados a segui-Lo, mesmo que isso signifique enfrentar dificuldades, incompreensões e sacrifícios pessoais. Que possamos estar dispostos a compreender, abraçar e viver de acordo com as palavras de Jesus, para que possamos crescer em nossa fé e caminhar em sua direção.

Celebramos hoje a memória de São Jerônimo, padroeiro dos arqueólogos, arquivistas, estudiosos da Bíblia, bibliotecários, crianças em idade escolar, estudantes, tradutores. Que por sua vida de instrução e vida estudiosa possamos tê-lo como exemplo na busca do discernimento da palavra do Cristo Jesus. Rogai por nós São Jerônimo!

Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

Que espécie de solo você é?

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Pio de Pietrelcina, presbítero – Memória | Sábado


Naquele tempo, reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: “O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu a beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam”. A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança. (Lc 8,4-15)

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, hoje o evangelho nos relata uma parábola conhecida como “A Parábola do Semeador”. Nessa história, Jesus fala sobre um semeador que saiu a semear suas sementes, que caíram em quatro tipos diferentes de solo: à beira do caminho, em pedras, entre espinhos e em boa terra.

Ao refletirmos sobre essa passagem, podemos extrair lições valiosas para nossas vidas. O semeador representa Deus, que espalha a palavra do evangelho para todas as pessoas. As sementes simbolizam a mensagem divina, que é recebida de maneiras distintas por cada um de nós.

O primeiro tipo de solo mencionado é o à beira do caminho, onde as sementes são pisadas e devoradas pelas aves. Essa representa as pessoas que ouvem a Palavra, contudo não a compreendem, permitindo que as influências externas as afastem do caminho do entendimento.

O segundo tipo de solo é o pedregoso, onde as sementes brotam rapidamente, mas murcham devido à falta de raízes. Isso representa as pessoas que recebem a Palavra com alegria, porém não desenvolvem uma base sólida para sustentá-la. Quando enfrentam dificuldades ou perseguições, sua fé desaparece.

O terceiro tipo é o solo cheio de espinhos, onde as sementes são sufocadas e não podem crescer. Essa é uma representação das pessoas que permitem que as preocupações, riquezas e prazeres mundanos dominem suas vidas, impedindo-as de se dedicar à Palavra de Deus. Suas prioridades estão voltadas para o materialismo, deixando pouco espaço para o crescimento espiritual.

Por fim, o quarto tipo de solo é a boa terra, onde as sementes crescem e produzem frutos abundantes. Essa é a representação das pessoas que ouvem a Palavra com sinceridade, compreendem-na e a aplicam em suas vidas. Essas pessoas são abençoadas, pois suas vidas são transformadas pela fé, produzindo bons frutos e compartilhando o Evangelho com outros.

Essa parábola nos convida a refletir sobre como recebemos e nutrimos a Palavra de Deus em nossas vidas. Devemos estar conscientes das influências negativas que podem nos afastar da verdade, cultivar uma base sólida em nossa fé, evitar que as preocupações mundanas nos dominem e buscar constantemente o crescimento espiritual. Somente assim poderemos ser como a boa terra, prontos para receber a mensagem divina e produzir frutos que glorifiquem a Deus e beneficiem nossas vidas e a dos que nos cercam.

Ao refletimos a parábola escrita por São Lucas, cada um deve responder a esta pergunta: Que espécie de solo você é? Se por um lado, o evangelho de hoje nos releva a força divina da Palavra de Deus, por outro, convida os que a escutam a oferecerem à sementeira dela a terra de um bom coração.

Ainda hoje a igreja celebra São Padre Pio Pietrelcina, um exemplo de semeador da palavra de Deus, e, seu semear foi para grandes manifestações do poder do Pai Celeste. Principalmente em razão de muitos carismas e dons espirituais que lhe são atribuídos ao São Padre Pio, o dom da bilocação, o dom da levitação, das curas milagrosas, dos perfumes que exalava, entre outros.

Rogai por nós! Padre Pio! Paz e Bem! Um santo e abençoado dia.


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB