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Pés a caminho, sejamos discípulos corajosos e fiéis, abaixo do Mestre, sempre!

COR LITÚRGICA: VERDE

14ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”. 13

Caríssimo irmão, Caríssima irmã,

No Evangelho de hoje, ouvimos palavras poderosas e desafiadoras de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele fala aos seus discípulos sobre a realidade da perseguição e do sofrimento que enfrentarão por causa do Seu nome. Jesus começa com uma afirmação que é tanto um chamado à humildade quanto uma advertência: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor” (Mt 10,24). Porém, além da humildade, base central desta passagem, São Mateus nos leva a meditar sobre alguns pontos:

1º Aceitando a Identidade em Cristo: Jesus nos lembra que, como Seus seguidores, não estamos isentos das dificuldades que Ele mesmo enfrentou. Se nosso Mestre foi perseguido e maltratado, não devemos esperar um tratamento diferente. Ao contrário, devemos nos alegrar por sermos dignos de partilhar dos Seus sofrimentos. Esta é uma verdade difícil de aceitar, mas fundamental para nossa caminhada de fé.

2º Coragem diante da Perseguição: Jesus nos exorta a não ter medo daqueles que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. Ele nos lembra da nossa dignidade e valor aos olhos de Deus. “Não temais, pois! Vós valeis mais do que muitos pardais” (Mt 10,31). Nosso valor não está na opinião dos homens, mas no amor eterno de Deus. Esta certeza deve nos dar coragem para testemunhar a verdade do Evangelho, mesmo diante da oposição e do perigo.

3º Confiança na Providência de Deus: O Senhor também nos assegura que Deus, nosso Pai, cuida de cada detalhe de nossas vidas. Ele nos diz que até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados. Nada escapa ao olhar atento de Deus. Esta confiança na providência divina nos fortalece para viver com fé e coragem, sabendo que estamos sempre sob a proteção do nosso Pai celestial.

4º Testemunhar com Fidelidade: Finalmente, Jesus faz uma promessa e uma advertência: “Aquele que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus; aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32-33). Ser cristão é ser testemunha. Nossa vida deve refletir nossa fé em Cristo, não apenas em palavras, mas em ações. Esta fidelidade é recompensada com a promessa de que seremos reconhecidos por Jesus no dia do julgamento.

Por fim, queridos irmãos e irmãs, somos chamados a ser discípulos corajosos e fiéis, prontos para enfrentar as dificuldades e perseguições por causa do nome de Jesus. Que possamos confiar na providência de Deus, sabendo que somos preciosos aos Seus olhos. Que tenhamos a coragem de testemunhar a verdade do Evangelho em nossas vidas diárias, proclamando sem medo nossa fé em Cristo. Que a reflexão de hoje nos conceda a força e a sabedoria para viver de acordo com nosso chamado, com coração humilde.

Celebramos hoje Nossa Senhora da Rosa Mística, Padroeira das Vocações sacerdotais e religiosas. Este é um poético título de Maria. Uma forma de devoção mariana é invocar as orações de Maria, chamando-a usando uma ladainha de diversos títulos, e o título ‘Rosa Mística’ também foi associado a uma forma de devoção promovida na Itália pela visionária Pierina Gilli, a partir da aparição da Virgem Maria relatada, pela primeira vez, durante a primavera de 1947 e depois em outras aparições marianas ocorridas até 1984 na Itália. Em uma delas, ela disse: “Oração, Penitência, Reparação. Sou a Mãe de Jesus e a Mãe de todos vós.”

Rogai por nós, Nossa Senhora da Rosa Mística.

Santo e abençoado dia! Paz e bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

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