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A oração é a ponte que nos conecta à fonte inesgotável de amor e alegria que é Deus

COR LITÚRGICA: BRANCO

6ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa. Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.

Caríssimo irmão e irmã, o Evangelho de hoje, narram palavras de Jesus que são um convite para confiarmos plenamente em Deus, nosso Pai Amoroso, e nos aproximarmos dele com nossas necessidades e anseios.

Semana passada nós meditamos sobre como devemos usar o nome de Jesus para pedir algo a Ele, hoje nos convida continuar a pedir em seu nome, o nome que está acima de todos os nomes, o nome que tem poder para transformar vidas e realizar milagres.

Mas, o que significa pedir em nome de Jesus? Significa reconhecer que Jesus é o nosso mediador, aquele que nos reconciliou com Deus através de sua morte e ressurreição. Pedir em nome de Jesus é colocar nossa fé nele, é confiar que ele intercede por nós diante do Pai e que sua vontade é sempre a melhor para nós.

Jesus continua dizendo: “Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (João 16,24b). A oração feita com fé nos aproxima de Deus e nos enche de alegria, pois sabemos que ele nos ouve e cuida de nós. A alegria que vem da comunhão com Deus é uma alegria profunda e duradoura, que supera as dificuldades e os sofrimentos deste mundo.

Além disso, Jesus nos revela que o Pai mesmo nos ama, porque nós amamos Jesus e acreditamos que ele veio de Deus (João 16,27). Essa é uma verdade fundamental de nossa fé: Deus nos ama com um amor incondicional e eterno, um amor que se revelou de forma plena em Jesus Cristo.

Amados irmãos, podemos extrair com pilares do evangelho estas lições importantes:

Confiança na oração: Jesus nos convida a confiar na eficácia da oração feita em seu nome. Ele nos assegura que, se pedirmos ao Pai em seu nome, receberemos, para que nossa alegria seja completa. Isso nos mostra a importância da oração constante e confiante em nossa vida espiritual.

Relação íntima com Deus: Jesus revela que o Pai mesmo nos ama, porque amamos Jesus e acreditamos que ele veio de Deus. Isso ressalta a importância de uma relação íntima e pessoal com Deus, baseada no amor e na fé em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador.

Alegria na comunhão com Deus: A oração feita com fé nos aproxima de Deus e nos enche de alegria. Essa alegria é fruto da comunhão com Deus, que nos ouve e cuida de nós. Ela transcende as circunstâncias externas e é uma fonte de consolação e fortaleza em meio às dificuldades da vida.

O amor de Deus: O Evangelho nos lembra do amor incondicional e eterno de Deus por nós, um amor que se revelou de forma plena em Jesus Cristo. Esse amor é a base de nossa fé e nos motiva a amar e confiar em Deus de todo o coração.

Portanto, queridos irmãos e irmãs, que nos aproximamos de Deus com confiança e fé, pedindo em nome de Jesus e confiando em sua vontade para nós. Que a nossa alegria seja completa na comunhão com Deus e que possamos testemunhar ao mundo o amor que o Pai nos tem

Por fim, celebra-se hoje, Domingos do Santíssimo Sacramento foi um sacerdote da Ordem da Santíssima Trindade e toda a sua vida foi composta por uma busca da santidade segundo a fé católica. Uma frase de sua vida era: “Farei o ordinário extraordinariamente bem”. Domingos Iturrate foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 30 de Outubro de 1983. Em sua homilia o Sumo Pontífice o elogiou com estas palavras: “Como religioso trinitário, procurou viver segundo as duas grandes diretrizes da espiritualidade da Ordem: o mistério da Santíssima Trindade e a obra da redenção que nele se tornava vivência de intensa caridade. Enquanto sacerdote, teve uma clara ideia de sua identidade como ‘mediador entre Deus e os homens’, ou ‘representante do Sacerdote Eterno, Cristo’. Tudo isto o levava a viver cada Eucaristia como um ato de imolação pessoal, unido à suprema Vítima, em favor dos homens”

​Rogai por nós, São Domingos, e seja para nós um símbolo da busca pela santidade. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

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