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Nos labirintos dos nossos pecados e falhas, Deus persiste em nos chamar para perto

COR LITÚRGICA: BRANCO

7ª Semana da Páscoa | Sábado


Naquele tempo, Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?” Jesus respondeu: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa isso? Tu, segue-me!” Então, correu entre os discípulos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Jesus não disse que ele não morreria, mas apenas: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?” Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Jesus fez ainda muitas outras coisas, mas, se fossem escritas todas, penso que não caberiam no mundo os livros que deveriam ser escritos.

Caríssimo irmão e irmã, hoje somos convidados a mergulhar nas palavras inspiradoras do Evangelho de João, este é um trecho apresenta uma nota poderosa e reflexiva, nos convidando a contemplar não apenas as ações de Jesus, mas também a natureza da fé e do discipulado.

Narra-se a cena tocante em que Jesus aparece aos discípulos após a sua ressurreição. Ele prepara o alimento para eles, simbolizando não só o sustento físico, mas também o sustento espiritual que Ele sempre oferece àqueles que o seguem. E nesse contexto de comunhão e restauração, Pedro recebe uma comissão especial de Jesus para cuidar de Suas ovelhas.

Então, neste trecho final do Evangelho de João, vemos Pedro se voltar para Jesus e perguntar: “Senhor, e quanto a este?” Pedro, talvez movido por uma curiosidade natural ou até mesmo uma comparação com o destino dos outros discípulos, questiona Jesus sobre o futuro de João.

A resposta de Jesus é profunda e cheia de significado: “Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que é que te importa? Tu, segue-me.” Essas palavras não só reafirmam a importância do chamado individual de cada discípulo, mas também lembram a Pedro e a todos nós da primazia do seguir a Cristo.

Quantas vezes nos encontramos preocupados com o destino dos outros, comparando nossas vidas espirituais, ministérios ou caminhos de fé com os daqueles ao nosso redor? É fácil cair na armadilha da comparação e da inveja espiritual, esquecendo-nos de que cada um de nós tem um chamado único e pessoal, dado por Cristo.

E, no entanto, como Pedro, somos chamados a nos concentrar não nos destinos dos outros, mas em seguir a Jesus. Devemos dedicar nossas energias não à preocupação com o que os outros estão fazendo ou experimentando, mas sim a mergulhar cada vez mais fundo na nossa própria jornada de fé, compromisso e serviço.

Além disso, o Evangelho nos lembra que, embora João possa ter um destino diferente do de Pedro, isso não diminui a importância de sua missão ou seu amor por Jesus. Cada um de nós tem um papel a desempenhar no plano de Deus, e todos são igualmente preciosos aos olhos do Senhor.

Caros irmãos, quero pedir desculpas pelas longas reflexões, mas, não poderia deixar de aprofundar alguns pontos deste santo evangelho.

A importância do chamado individual: Assim como Pedro recebeu uma comissão específica de Jesus, cada um de nós tem um chamado único e pessoal em nossas vidas. Devemos estar atentos a esse chamado e estar dispostos a seguir a vontade de Deus para nós, independentemente do que os outros estejam fazendo.

Evitar a comparação e a inveja espiritual: O diálogo entre Pedro e Jesus nos lembra que é fácil cair na armadilha da comparação e da inveja espiritual. Devemos nos concentrar em nossa própria jornada espiritual e no chamado que Deus nos deu, em vez de nos preocuparmos com o que os outros estão fazendo.

Seguir a Cristo: A resposta de Jesus a Pedro é simples e direta: “Tu, segue-me.” Esta é uma exortação poderosa para todos nós. Devemos colocar Jesus no centro de nossas vidas e seguir Seu exemplo de amor, serviço e obediência.

Aceitar as diferenças entre os chamados: Embora Pedro e João possam ter destinos diferentes, ambos têm um papel a desempenhar no plano de Deus. Isso nos lembra que cada pessoa tem dons, talentos e uma missão única, e todos são igualmente valiosos aos olhos de Deus.

Confiança na providência divina: Jesus encerra o diálogo com Pedro lembrando-lhe que Seu plano para cada um de nós é soberano e perfeito. Devemos confiar na providência divina em nossas vidas, sabendo que Deus está no controle e que Ele nos guiará e nos sustentará em todos os momentos.

Essas lições nos desafiam a refletir sobre nossa própria jornada espiritual, a reavaliar nossas prioridades e a renovar nosso compromisso de seguir a Cristo em todas as áreas de nossas vidas. E assim, meus irmãos e irmãs, que possamos absorver a mensagem deste trecho final do Evangelho de João em nossos corações. Que possamos deixar de lado a comparação e a inveja, e em vez disso, concentrar-nos em seguir a Cristo com todo o nosso ser. Pois é somente ao fazer isso que encontraremos verdadeira alegria, significado e realização em nossas vidas.

Por fim, celebra-se hoje, João I, foi um papa eleito em 13 de agosto de 523. Morreu em 18 de maio de 526. Foi enviado a Constantinopla, em 525, a fim de tentar obter tolerância da parte do imperador Justiniano para os árabes. Obteve sucesso apenas parcial; e no decurso dessa missão foi aprisionado por Teodorico, o Grande, que o havia enviado, em Ravena, Itália. Desgastado pelas fadigas da viagem e submetido a grandes privações, João não tardou em morrer na prisão. O seu corpo foi transportado para Roma e enterrado na Basílica de São Pedro.

Rogai por nós, São João I, para que a fadiga e as privações diária não nos tirem de Deus. Santo e Abençoado dia! Paz e Bem!


Luiz Guilherme

Pregador do grupo Sangue e Água e membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia Nossa Senhora do Livramento/PB

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