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Em 3 anos, número de armas registradas por caçadores, colecionadores e atiradores quase triplica e chega a 1 milhão

O número de armas registradas nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CACs, atingiu a marca de 1 milhão. Os dados do Exército foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação pelos institutos Igarapé e Sou da Paz, e divulgados pelo g1 com exclusividade.

Os dados mostram que o número de armas nas mãos dos CACs quase triplicou desde dezembro de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro foi eleito.

Desde então, o acervo desta categoria teve um aumento da ordem de 187% em todo o país. O número de armas passou de 350,6 mil e chegou a 1.006.725 em julho deste ano.

Esse arsenal de 1 milhão de armas está, de acordo com os registros militares, nas mãos de 673,8 mil CACs.

Os CACs podem adquirir de revólveres a fuzis de repetição. As pessoas que têm registro como atiradores, por exemplo, têm o direito de possuir até 60 armas, sendo 30 de uso restrito, como fuzis. Os caçadores podem ter até 15 armas com alto poder de fogo. Não há limite de armamento para colecionadores.

A Polícia Federal emite porte para civis que tenham direito a porte e posse, promotores, juízes, policiais e guardas municipais.

“O aumento das armas registradas pelo Exército é ainda mais grave quando consideramos que muitas delas têm maior poder de fogo do que as armas registradas pela Polícia Federal”, explicou Michele dos Ramos, do Instituto Igarapé.

Em média, 449 pessoas obtêm licença para usar armas no país a cada 24 horas.

“Essa explosão de armas é muito preocupante quando a gente sabe que o Exército não investiu na fiscalização. E isso acontece em um momento do nosso país em que vemos quase 700 mil pessoas armadas (os CACs) com o risco de utilização dessas armas em um momento sensível de nosso país, em que estamos numa campanha eleitoral polarizada”, afirmou Carolina Ricardo, do Instituto Sou da Paz.

Em mensagem ao Congresso, Bolsonaro tentará diminuir desgaste de Auxílio Brasil de R$ 400

Na tentativa de diminuir o desgaste eleitoral de uma peça orçamentária que prevê o Auxílio Brasil de R$ 400 em 2023, dando munição aos adversários de Jair Bolsonaro, o governo vai sinalizar com a promessa de continuidade dos R$ 600 na mensagem presidencial que acompanha a proposta, que tem data limite de envio ao Congresso nesta quarta-feira (31).

A decisão, segundo apurou o blog, foi tomada em reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), que reúne os titulares da Casa Civil e da Economia.

Técnicos da área econômica, que reagiram às pressões para colocar no Orçamento uma indicação mais clara da continuidade do Auxílio Brasil em R$ 600, afirmaram ao blog que a mensagem presidencial é “uma declaração política de intenções”.

A ideia costurada no governo é usar a mensagem presidencial, que apresenta a proposta de Orçamento para o ano seguinte a ser analisada pelo Congresso, como um compromisso político.

A área técnica passou os últimos dias tentando amenizar o impacto eleitoral e convencendo a própria área política de que não era possível incluir no Orçamento o valor de R$ 600 – aprovado na Câmara e Senado para durar até 31 de dezembro -, sob pena de desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O custo dos R$ 200 extras por mês aos beneficiários do Auxílio Brasil é de R$ 52 bilhões ao ano, segundo estimativas da própria área econômica, um valor considerado impossível de cortar nos recursos livres, chamados discricionários, que ficam pouco acima de R$ 120 bilhões.

O impacto eleitoral negativo da Proposta de Lei Orçamentária para 2023 é a maior preocupação a consumir o QG de reeleição de Jair Bolsonaro nos últimos dias, exatamente pela repercussão negativa da ausência de uma promessa que o presidente vem fazendo na sua campanha.

Na terça-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro voltou ao assunto ao dizer que vai garantir os R$ 600.

No debate da Band, no domingo (28), o ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas de intenção de voto, chegou a citar que a Lei Orçamentária traria R$ 400 para o Auxílio Brasil a partir de janeiro, reforçando que o valor extra de R$ 200 é apenas eleitoral.

Além do Auxílio Brasil, a mensagem deve trazer uma menção a outra promessa de campanha – ainda de 2018 – de Bolsonaro, não cumprida: a correção da tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas.

Nos planos da área econômica, a melhor forma de abrir recursos para a continuidade dos R$ 600 do Auxílio Brasil é com a taxação de dividendos, mas o tema conta com a rejeição de grupos com influência grande no Congresso.

Técnicos da própria área econômica afirmam que, não importa quem vencer a eleição, terá que iniciar as negociações com o Congresso para encontrar fontes de receita “já a partir de 31 de outubro”. Ou seja, um dia depois do segundo turno, data mais provável hoje de desfecho da eleição presidencial.

Lula faz campanha em Manaus e visita fábrica de motos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência da República, viajou para Manaus para fazer campanha nesta quarta-feira (31).

No fim da manhã, ele visitou uma fábrica de motos. O ex-presidente, acompanhado de aliados políticos, cumprimentou trabalhadores e apoiadores. Ele não falou com a imprensa na chegada ao local.

Mais cedo, em uma entrevista a uma rádio da cidade, Lula repetiu que, se eleito vai manter o valor de R$ 600 do Auxílio Brasil. O valor original do programa era de R$ 400, mas, às vésperas das eleições, o governo Jair Bolsonaro aumentou o valor para R$ 600, com aval do Congresso Nacional. O valor de R$ 600 acaba em dezembro deste ano.

O candidato do PT também disse que vai buscar um acordo com a Câmara dos Deputados para acabar com o chamado “orçamento secreto”, nome dados às emendas de relator e cuja transparência é questionada em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União.

Em outro trecho da entrevista, Lula voltou a criticar o teto de gastos, regra constitucional que limita as despesas da União à inflação do ano anterior. A emenda foi promulgada em 2016 e está em vigor desde 2017. Para mudar a regra, em um eventual governo, Lula terá de enviar uma proposta ao Congresso Nacional, que poderá aprová-la ou rejeitá-la.

“Não precisamos do teto de gastos. O teto de gastos, quem define é a necessidade do povo brasileiro. E eu não acho que tudo seja gasto. Quando tenho que investir na educação, não é gasto, é investimento. Quando tenho que investir na saúde, não é gasto, é investimento. Quando tenho que investir na geração de emprego, não é gasto, é investimento. É preciso mudar o discurso”, declarou Lula.

Desemprego recua para 9,1% em julho, mas número de informais é recorde

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 9,1% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor índice da série desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando também foi de 9,1%.

A falta de trabalho, no entanto, ainda atinge 9,9 milhões de pessoas, menor nível desde o trimestre encerrado em janeiro de 2016.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em junho, a taxa de desemprego estava em 9,3%, atingindo 10,1 milhões de pessoas.

A taxa de julho representa queda de 1,4 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, terminado em abril.

Na mínima da série histórica, registrada em 2014, a taxa chegou a 6,5%.

O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 57%, queda de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril. Em relação ao mesmo trimestre de 2021, a redução é ainda maior: 4,1 pontos percentuais.

“É possível observar a manutenção da tendência de crescimento da ocupação e uma queda importante na taxa de desocupação”, explica a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Adriana Beringuy.

Já o contingente de pessoas ocupadas foi de 98,7 milhões, um recorde na série histórica, iniciada em 2012.

Principais destaques da pesquisa

Desemprego caiu para 9,1%, menor índice da série desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015
Número de desempregados recuou para 9,9 milhões de pessoas
Contingente de pessoas ocupadas bateu recorde: 98,7 milhões
População subutilizada caiu para 24,3 milhões de pessoas
Pessoas fora da força de trabalho caíram para 64,7 milhões de pessoas
População desalentada (que desistiu de procurar trabalho) caiu para 4,2 milhões
Taxa de informalidade foi de 39,8% da população ocupada
Número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões
Número de empregados sem carteira assinada foi o maior da série: 13,1 milhões
Número de empregados com carteira de trabalho assinada subiu para 35,8 milhões
Trabalhadores por conta própria atingiram 25,9 milhões de pessoas
Número de trabalhadores domésticos ficou em 5,8 milhões de pessoas
Número de empregadores foi de 4,3 milhões de pessoas
Rendimento real habitual ficou em R$ 2.693 – apesar da alta em relação ao trimestre anterior, ainda acumula queda no ano

Mãe vegana é condenada à prisão perpétua após filho bebê morrer de desnutrição

Sheila O’Leary, uma mulher vegana de 38 anos, foi condenada nesta segunda-feira (29) à prisão perpétua pelo homicídio do filho, de um ano e meio. A criança morreu desnutrida após ter se alimentado apenas de frutas, vegetais crus e leite materno, em Lee County, na Flórida.

A mulher foi sentenciada por seis acusações: assassinato em primeiro grau, abuso infantil agravado, homicídio culposo, abuso infantil e duas por negligência infantil.

O marido de Sheila, Ryan Patrick O’Leary, permanece na prisão enquanto aguarda julgamento pelas mesmas acusações.

De acordo com os promotores, a criança morreu por “complicações de desnutrição grave e desidratação”. A morte do menino aconteceu em 27 de setembro de 2019. Na época, segundo a polícia, ele estava com 18 meses e pesava 8 kg, mas era do tamanho de um bebê de sete meses.

“Esta criança não comeu. Ele morreu de fome durante 18 meses” disse Francine Donnorummo, chefe da unidade de vítimas especiais da Procuradoria do Condado de Lee, no julgamento.

Durante o processo, o casal admitiu que a família seguia uma dieta vegana rigorosa.

Os investigadores afirmaram que o casal e seus outros três filhos, de 3, 5 e 11 anos, se alimentavam apenas de frutas e vegetais crus, embora a criança morta também fosse alimentada com leite materno. As três irmãs da vítima também foram encontradas desnutridas.

Brasil registra 196 novas mortes por Covid; média móvel segue em queda

O Brasil registrou nesta terça-feira (30) 196 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 683.914 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 139. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20%, indicando tendência de queda.

Brasil, 30 de agosto
Total de mortes: 683.914
Registro de mortes em 24 horas: 196
Média de mortes nos últimos 7 dias: 139 (variação em 14 dias: -20%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.411.594
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 16.662
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 14.570 (variação em 14 dias: -18%)

Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Paraíba, Sergipe e Tocantins não registraram novas mortes pela doença no período de 24 horas.

No total, o país registrou 16.662 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.411.594 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 14.570. A variação foi de -18% em relação a duas semanas atrás.

Pesquisa Ipec com eleitores de PE aponta: Lula tem 60% e Bolsonaro, 22% no estado

Pesquisa Ipec divulgada nesta terça-feira (30) revela os índices de intenção de voto para o cargo de presidente entre os eleitores de Pernambuco. O ex-presidente Lula (PT) lidera a disputa no estado, com 60%, contra 22% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os índices são semelhantes aos registrados na pesquisa Ipec divulgada no dia 15 de agosto, quando o ex-presidente teve 63%, uma diferença dentro da margem de erro, e o atual presidente, os mesmos 22%.

A pesquisa contratada pela Globo ouviu 1.200 eleitores entre os dias 27 e 29 de agosto em 51 cidades pernambucanas. Margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo PE-09127/2022 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08477/2022.

Resposta estimulada e única:

Lula (PT): 60% (63% na pesquisa anterior, em 15 de agosto)
Jair Bolsonaro (PL): 22% (22% na pesquisa anterior)
Ciro Gomes (PDT): 8% (4% na pesquisa anterior)
Simone Tebet (MDB): 1% (1% na pesquisa anterior)
Roberto Jefferson (PTB): 1% (não participou do levantamento anterior*)
Vera Lúcia (PSTU): 1% (1% na pesquisa anterior)
Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
Pablo Marçal (PROS): 0% (0% na pesquisa anterior)
Felipe d’Avila (Novo): 0% (0% na pesquisa anterior)
Constituinte Eymael (Democracia Cristã): 0% (0% na pesquisa anterior)
Léo Péricles (Unidade Popular): 0% (0% na pesquisa anterior)
Soraya Thronicke (União Brasil): 0% (0% na pesquisa anterior)
Branco/nulo: 4% (6% na pesquisa anterior)
Não sabem/Não responderam: 3% (3% na pesquisa anterior)

O nome do candidato Roberto Jefferson (PTB) constou pela primeira vez na pesquisa.

Ipec: 53% reprovam gestão do governador Paulo Câmara em PE; 15% aprovam

Levantamento do Ipec divulgado na noite desta terça-feira (30) pela Globo mostrou que 53% dos entrevistados reprovam a gestão do governador Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco, 28% aprovam e 15% avaliam como regular.

Os índices são semelhantes aos registrados na pesquisa Ipec divulgada no dia 15 de agosto, quando Câmara teve os mesmos índices de reprovação e aprovação, enquanto o percentual de eleitores que acham seu governo regular oscilou de 29% para 28%.

Veja os resultados da pesquisa:

Ótimo/bom: 15% (15% na pesquisa anterior, em 15 de agosto)
Regular: 28% (29% na pesquisa anterior)
Ruim/péssimo: 53% (53% na pesquisa anterior)
Não sabem: 4% (4% na pesquisa anterior)

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 29 de agosto em 51 cidades pernambucanas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08477/2022.

O Ipec também divulgou, mais cedo, o resultado de pesquisa de intenção de voto em Pernambuco:

A candidata do Solidariedade, Marília Arraes, lidera a disputa com 33% das intenções de voto, seguida por Raquel Lyra (PSDB), com 12%; Anderson Ferreira (PL), 11%; Miguel Coelho (União Brasil), 9%; e Danilo Cabral (PSB), 8%.

Pesquisa Ipec em Pernambuco para o Senado: Teresa, 15%, André, 13%, Guilherme, 10%, Gilson, 7%

Pesquisa do Ipec divulgada nesta terça-feira (30) pela Globo revela os índices de intenção de voto para o cargo de senador por Pernambuco. A candidata do PT, Teresa Leitão, assumiu a liderança da disputa, com 15% das intenções de voto, seguida pelo candidato do PSD, André de Paula, com 13%.

Os dois candidatos inverteram de posição com oscilações dentro da margem de erro, no comparativo com 15 de agosto, data do levantamento anterior do Ipec para o cargo de senador por Pernambuco.

Guilherme Coelho (PSDB) subiu um ponto percentual e atingiu 10% das intenções; e Gilson Machado (PL) manteve os mesmos 7%. Carlos Andrade Lima (União Brasil) e Roberta Rita (PCO) estão empatados com 4%, cada, após aumento de um ponto percentual.

Esteves Jacinto (PRTB), Dayse Medeiros (PSTU) e Eugênia Lima (PSOL) mantiveram os mesmos percentuais da pesquisa anterior: respectivamente, 3%, 2% e 1%.

Resposta estimulada e única:

Teresa Leitão (PT): 15% (12% na pesquisa anterior, em 15 de agosto)
André de Paula (PSD): 13% (14% na pesquisa anterior)
Guilherme Coelho (PSDB): 10% (9% na pesquisa anterior)
Gilson Machado (PL): 7% (7% na pesquisa anterior)
Carlos Andrade Lima (União Brasil): 4% (3% na pesquisa anterior)
Roberta Rita (PCO): 4% (3% na pesquisa anterior)
Esteves Jacinto (PRTB): 3% (3% na pesquisa anterior)
Dayse Medeiros (PSTU): 2% (2% na pesquisa anterior)
Eugênia Lima (PSOL): 1% (1% na pesquisa anterior)
Teio Ramos (PMB): * (1% na pesquisa anterior)
Brancos e nulos: 23% (27% na pesquisa anterior)
Não souberam: 18% (19% na pesquisa anterior)

O candidato Teio Ramos (PMB) não aparece nesta pesquisa, pois a candidatura dele foi retirada pelo Partido da Mulher Brasileira.

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 29 de agosto em 51 cidades pernambucanas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08477/2022.

Ipec: 25% não votariam em Danilo para governador de PE; 20% rejeitam Pastor Wellington

Pesquisa do Ipec divulgada nesta terça-feira (30) pela Globo revela que Danilo Cabral (PSB) tem a maior rejeição entre os candidatos ao governo de Pernambuco.

A parcela de 25% dos entrevistados afirma que não votaria de jeito nenhum em Danilo. Na sequência, aparece Pastor Wellington (PTB), com 20% de rejeição.

No comparativo com a pesquisa anterior, de 15 de agosto, Danilo aumentou cinco pontos percentuais na rejeição; e Pastor Wellington, nove.

Candidatos em que não votaria de jeito nenhum:

Danilo Cabral (PSB): 25% (22% na pesquisa anterior, em 15 de agosto)
Pastor Wellington (PTB): 20% (11% na pesquisa anterior)
Anderson Ferreira (PL): 18% (18% na pesquisa anterior)
Marília Arraes (Solidariedade): 16% (19% na pesquisa anterior)
Miguel Coelho (União Brasil): 16% (18% na pesquisa anterior)
João Arnaldo (PSOL): 16% (16% na pesquisa anterior)
Ubiracy Olímpio (PCO): 14% (13% na pesquisa anterior)
Jones Manoel (PCB): 14% (12% na pesquisa anterior)
Jadilson Bombeiro (PMB): 13% (12% na pesquisa anterior)
Claudia Ribeiro (PSTU): 13% (11% na pesquisa anterior)
Raquel Lyra (PSDB): 11% (14% na pesquisa anterior)

Poderia votar em todos (resposta espontânea): 3% (2% na pesquisa anterior)

Não sabe: 22% (27% na pesquisa anterior)

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 27 e 29 de agosto em 51 cidades pernambucanas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08477/2022.

“Gelo zumbi” na Groenlândia elevará o nível do oceano em 26.9 cm, diz estudo

Um “gelo zumbi” na Groenlândia elevará o nível do oceano em 26.9 cm, de acordo com um estudo publicado na revista científica “Nature”, na segunda-feira (29). O gigante bloco de gelo está condenado a derreter até mesmo se a emissão de carbono fosse reduzida.

O “gelo zumbi” recebe este nome porque ele ainda está conectado às áreas mais espessas da geleira-mãe, mas não é mais alimentado por ela, pois ela está recebendo menos suprimento de neve. A consequência disso é o derretimento inevitável do gelo e o aumento do nível do oceano.

Esse nível de elevação representa mais que o dobro do que os cientistas esperavam, tendo em vista o padrão de derretimento do gelo na Groenlândia. O motivo disto é, segundo o jornal “The Washington Post”, a atividade humana e o desequilíbrio climático.

Segundo os pesquisadores, mais de 120 trilhões de toneladas de gelo irão derreter por causa da incapacidade do maior bloco, que está sendo aquecido, de reabastecer suas bordas. William Colgan, do Serviço Geológico da Dinamarca e da Groenlândia (GEUS, sigla em Inglês), explica que 3,3% do volume total de gelo da Groenlândia derreterá, não importa o que aconteça, mesmo que a emissão de carbono seja reduzida.

“É gelo morto. Simplesmente vai derreter e desaparecer do manto glacial”, diz Colgan.

A revista acadêmica “Nature Climate Change” diz que o oceano pode aumentar 76,2 cm. Já a pesquisa, do ano passado, do “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” revela que esse número pode ficar atingir entre 5,08 cm e 12,7 cm, até o ano de 2100, devido ao derretimento das geleiras na Groenlândia.

A pesquisa usou imagens de satélite para monitorar o degelo no país e a alteração da forma da calota glacial entre 2000 e 2019. Foi a primeira vez que cientistas calcularam uma perda mínima de gelo no local.

O aumento das temperaturas, causadas principalmente por causa da emissão de gás carbônico na atmosfera terrestre, em quase todo o oceano Ártico, fazem com que o gelo derreta mais rápido do habitual, resultando em fenômenos como o “gelo zumbi”.

Mas o estudo do GEUS aponta, com esperança, que o mundo ainda pode cortar rapidamente a emissão de gases de efeito estufa, e com isso, limitar o aquecimento próximo a 1,5 graus Celsius, para assim impedir que as coisas piorem.

Chuvas em setembro em Pernambuco devem seguir na média ou pouco acima, diz Apac

Primeiro mês da primavera, setembro, que começa na próxima quinta-feira (1º), deve ter chuvas dentro da média histórica ou um pouco acima, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac). A previsão se estende para os meses de outubro e novembro.

De acordo com o meteorologista da Apac Fabiano Prestrêlo as chuvas deste ano no Estado estão mais incidentes e vêm após um período de seis anos consecutivos com precipitações abaixo da média.

“Este ano, nós tivemos condições oceânicas – temperaturas mais elevadas nas superfície do mar – que favorecem a evaporação e a formação de nuvens e, consequentemente, mais chuvas no litoral”, disse.

“De tanto a gente ver chuvas abaixo da média, a gente está estranhando um pouco essa chuva. Na natureza, tudo é cíclico, por isso que a gente trabalha com a média climatológica de 30 anos”, completou o meteorologista.

Em setembro, segundo a média histórica, são esperados 102,1 mm de chuvas na Região Metropolitana do Recife (RMR); 59,8 mm na Zona da Mata; e 33,4 mm no Agreste.

Na contramão das demais regiões, o Sertão do Estado tem o mês com menos chuvas do ano pela média, com apenas 8,5 mm.

Em agosto, até o dia 29, segundo dados da Apac, o Recife, por exemplo, registrou acumulado de 218,9 mm na estação de medição de Santo Amaro. A média histórica do mês para a capital pernambucana é de 213,4 mm – ou seja, o índice já é 103% maior em relação à média.

Em Olinda, o acumulado mensal deste mês corresponde a 113% – choveu 233,8 mm nos 29 dias na cidade, ante uma média histórica de 207,0 mm. Em Igarassu, o índice chega a 122%, uma vez que choveu 202,1 mm na cidade, onde a média é de 165,6 mm.

Chuvas no fim de agosto

Com o fim da quadra chuvosa, período que vai de abril a julho, as chuvas tendem a cair. Na RMR, por exemplo, o acumulado médio cai de 314,0 mm em julho para 176,9 mm em agosto.

“Nessa época do ano, é comum ter chuvas um pouco mais fraca, até porque o período chuvoso acabou. Mas, como estamos muito próximos do oceano, onde tem muita umidade, basta uma pequena elevação da temperatura para que aumente a evaporação, aumente a formação de nuvens e a gente tenha chuva aqui no litoral”, detalhou o meteorologista.

Já a temperatura deve começar a subir em setembro e, em dezembro, pode chegar a até 31º C na RMR.

Bolsonaro diz que vai ‘evitar’ concursos para ‘proteger’ os servidores: ‘Máquina no limite’

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (30) que pretende “evitar” novos concursos públicos para “proteger” os servidores da ativa. Segundo ele, se forem feitas novas contratações, poderia faltar dinheiro para os salários, porque a máquina pública está “no limite”.

O presidente participou em Brasília de um encontro organizado pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviço (Unecs).

Durante sua fala, Bolsonaro disse que seu governo, desde o início, teve de lidar com o teto de gastos, aprovado na gestão do ex-presidente Michel Temer. Isso, segundo Bolsonaro, impôs uma necessidade de limitar despesas com pessoal.

“Acredito que o teto do Temer foi para estancar a hemorragia. Sou o primeiro governante que tem um teto de gastos. Quando nós assumimos, cortamos mais de 20 mil cargos em comissão. Foi um grande sinalizador. Vamos evitar concursos públicos, até para proteger os atuais servidores. Muitos jovens ficam chateados, mas a máquina está no seu limite”, afirmou o presidente.

Ele disse ainda que novas contratações aumentariam os gastos e poderia levar à falta de dinheiro para pagar salários. “Chega num ponto que não tem dinheiro para pagar mais ninguém”, argumentou.

Mesmo defendendo a contenção de gastos, Bolsonaro afirmou que pretende dar reajustes a servidores, caso seja reeleito.

“Vai ter que dar reajuste para servidor. [Já estão há] Três anos sem reajuste. Passaram por anos difíceis. O não concurso público, aposentadoria e outras coisas. A gente encaixa aí”, disse o presidente.

QG de Bolsonaro ainda conta com impacto do Auxílio Brasil; Lula repensa estratégia para evangélicos

A equipe de campanha de Jair Bolsonaro (PL) admite que o Auxílio Brasil de R$ 600 não teve, até aqui, o impacto esperado na campanha do presidente à reeleição.

O benefício, que era de R$ 400, passou para R$ 600 neste mês, após o Congresso – controlado pelo Centrão, que comanda também o governo – dar aval ao presidente da República para descumprir regras fiscais em ano eleitoral.

A primeira pesquisa Ipec feita após o início dos pagamentos turbinados – entre 12 e 14 de agosto – apontou Lula com 44% de votos no 1º turno e Bolsonaro, com 32%.

Naquele momento, a campanha do presidente podia avaliar que o Auxílio Brasil ainda não havia feito efeito pois, embora o governo federal tenha antecipado os pagamentos, eles só chegaram a todos os beneficiários, o que só aconteceu em 22 de agosto.

A situação não mudou nem mesmo entre quem recebe Auxílio Brasil e outros benefícios do governo federal: Lula segue com 52% e Bolsonaro foi de 27% para 29%, uma variação dentro da margem de erro.

Ainda assim, a equipe de campanha do presidente da República acredita que o Auxílio Brasil ainda pode fazer algum efeito, especialmente se somado à redução no preço dos combustíveis.

O QG da reeleição também pretende insistir na estratégia de colar em Lula a pecha de corrupto – como vem fazendo desde antes do início da campanha eleitoral, e como ficou evidente no tipo dos ataques feitos por Bolsonaro ao petista durante o debate da Band.

Em relação aos evangélicos, a equipe de Bolsonaro avalia que o espaço para crescimento da vantagem do presidente em relação a Lula se aproxima do limite. No Ipec, Bolsonaro foi de 47% para 48% e Lula, de 29% para 26% nesse segmento – variações dentro da margem de erro

Lula busca apoio de cantoras evangélicas

Já o comitê de campanha de Lula vai revisar a estratégia para o eleitorado evangélico e, além de explorar mais a defesa das armas de fogo feita por Bolsonaro – algo que, avaliam os petistas, desgasta o presidente com esse público – pretende buscar o apoio de cantoras que são do segmento e possam ajudar o ex-presidente a dialogar melhor com essas eleitoras.

A equipe de campanha do PT também costura um encontro com lideranças evangélicas do Rio de Janeiro – terceiro maior colégio eleitoral do país – a ocorrer na semana de 8 de setembro.

Bolsonaro e Lula vão atrás de eleitores de Ciro Gomes

O novo Ipec também estimulou as campanhas de Lula e Bolsonaro a reforçar a busca por eleitores de Ciro Gomes (PDT), que segue estagnado com um dígito (7%, ante 6% na pesquisa feita entre 12 a 14 de agosto).

Na campanha do PT, a ideia é continuar a acenar para o eleitor do pedetista apostando numa maior identificação dele com a esquerda

Já a equipe de Bolsonaro trabalha para evitar que Ciro declare apoio a Lula ainda no primeiro turno, Além disso, investe em viralizar críticas do pedetista ao petista, como o trecho do debate da Band em que Ciro afirma que Lula estava preso e, por isso, não foi para Paris no segundo turno de 2018.

Belly Palma, influenciadora e ativista, morre aos 29 anos após sofrer um engasgo

A influenciadora e ativista da moda inclusiva para pessoas com deficiência Izabelle Palma, conhecida como Belly, morreu aos 29 anos.

Segundo comunicado publicado nas redes sociais, Belly Palma sofreu um engasgo seguido de uma parada cardiorrespiratória na sexta-feira (26). Nesta segunda-feira (29), ela teve a morte encefálica confirmada.

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento da nossa amada, querida amiga e companheira de jornada, Belly.”

“Belly sofreu um engasgo seguido de uma parada cardiorrespiratória na última sexta-feira. Todos os primeiros socorros foram prestados e conseguimos levá-la ao hospital, onde ela seguiu internada até hoje, segunda-feira (29/08/2022), quando veio a óbito por Morte Encefálica.”

“Em nome da Família e amigos desejamos toda luz, força e conforto aos que ficam. Belly foi um exemplo de amor, alegria, resiliência, superação e esforço em sua vida pessoal e Luta das Pessoas com Deficiência no Brasil. Que fique sempre registrado cada momento, pensamento e reflexões que ela trouxe e que se transforme em um legado de amor, gratidão e inspiração para todos nós.”

Ainda segundo o comunicado, informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas em breve.

Repercussão

Nos comentários da publicação, a cantora Preta Gil comentou que esteve com Belly na sexta-feira (26). “Não não não, estivemos juntas na sexta, meu Deus”, lamentou Preta.

O cantor Di Ferrero também lamentou a morte da influenciadora. “Poxa, não acredito. Vai na paz”, escreveu. Outros famosos, como o estilista Alexandre Herchcovitch e a influenciadora Giovanna Nader também lamentaram a morte de Belly.

Izabelle Marques nasceu com mielomeningocele, uma má formação na medula espinhal e, por causa disso, usava cadeira de rodas. A doença mielomeningocele, também chamada de espinha bífida aberta, é um problema na formação da coluna vertebral que acontece nas primeiras semanas de gestação.

A doença causa o aparecimento de uma pequena bolsa nas costas, mais comum no fim da espinha, que pode fazer o bebê apresentar hidrocefalia e também perda da função motora.

Em seu site, Belly relatou que passou por mais de 35 cirurgias, “sendo que a primeira e uma das mais delicadas foi com 9 horas de vida”.

A influenciadora procurava enaltecer a luta das pessoas com deficiência através da moda. Formada em administração de empresas pela FAAP, Belly Palma entrou para a lista Forbes Under 30 e atuou como consultora de negócios inclusivos com foco em moda inclusiva. Ela também fazia trabalhos como palestrante e modelo.