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Bolsonaro decreta três dias de luto no Brasil pela morte de Elizabeth II

O presidente Jair Bolsonaro decretou nesta quinta-feira (8) três dias de luto oficial pela morte de Elizabeth II , a quem se referiu como “uma rainha para todos nós”.

O decreto foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira (8).-

Com a decisão, o Palácio do Planalto já exibia na tarde desta quinta a bandeira do Brasil a meio mastro, o que deverá se repetir em todos os edifícios públicos, instituições de ensino e sindicatos em sinal de respeito.

No twitter, Bolsonaro lamentou a morte da rainha. “É com grande pesar e comoção que o Brasil recebe a notícia do falecimento de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, uma mulher extraordinária e singular, cujo exemplo de liderança, de humildade e de amor à pátria seguirá inspirando a nós e ao mundo inteiro até o fim dos tempos”, publicou o presidente.

Brasil e Grã-Bretanha não têm laços historicamente fortes.

“O gesto de Bolsonaro está mais ligado a uma onda global de simpatia pela rainha e à preferência de seu eleitorado por temas conservadores, tradição, monarquia”, disse à AFP Maurício Santoro, cientista político e professor de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Bolsonaro disputará um segundo mandato nas eleições de outubro.

A última vez que o presidente decretou luto oficial foi em julho passado, também por três dias, após o assassinato do ex-primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe.

Elizabeth II, a rainha do Reino Unido há mais tempo no trono, morreu aos 96 anos. O anúncio foi feito nesta quinta.

Nascida no dia 21 de abril de 1926, Londres, na Inglaterra, a monarca assumiu o trono em 6 de fevereiro de 1952, aos 25 anos, sendo a sexta mulher a ascender ao trono britânico.

Paulo Câmara autoriza novo concurso para polícias Civil, Militar e Científica e Corpo de Bombeiros

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, autorizou a realização de um concurso público para as forças de segurança do Estado. Estão sendo abertas, ao todo, 4.741 vagas para as polícias Civil (PC-PE), Militar (PM) e Científica e para o Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o Governo, o edital será publicado “neste segundo semestre”.

A medida foi anunciada pelo governador, em pronunciamento, após reunião do Pacto pela Vida nesta quinta-feira (8). De acordo com o Executivo estadual, serão selecionados 2.400 praças e 180 oficiais para a PM; 400 praças para o Corpo de Bombeiros; 1.200 agentes, 300 escrivães, 50 peritos papiloscopistas e 47 delegados para a PC-PE; além de 50 peritos criminais, 50 médicos legistas, 60 agentes de medicina legal e 4 agentes de perícia criminal para a Polícia Científica.

No pronunciamento, o governador Paulo Câmara ressaltou que o certame dá continuidade à política implantada desde o início do seu primeiro mandato, em 2015. “Já contratamos quase 9 mil profissionais para a área de segurança pública. E vamos seguir nesse esforço de recompletamento do efetivo e da contínua redução dos indicadores criminais”, afirmou.

Por nota, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, destacou que a autorização possibilitará o reforço do policiamento ostensivo.

“Esse anúncio reforça o compromisso do Governo de Pernambuco com a segurança pública, com investimentos significativos, incremento de recursos humanos, aquisição de equipamentos e ampliação das estruturas. São essas ações, além da gestão e monitoramento constante dos indicadores, no âmbito do Pacto pela Vida, que trazem resultados históricos”, declarou.

Governo muda regras e quer liberar antes da eleição R$ 5,6 bi em emendas do orçamento secreto

A Secretaria especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia informou ao g1 nesta quinta-feira (8) que deverão ser liberados rapidamente R$ 5,6 bilhões para as chamadas emendas de relator. Com isso, os recursos podem sair antes do primeiro turno das eleições, marcado para 2 de outubro.

A liberação será possível porque o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto na última terça-feira (6) que alterou regras de programação orçamentária.

Conhecidas como orçamento secreto, as emendas de relator são recursos que não são distribuídos igualmente entre todos os parlamentares — ao contrário das demais emendas (individuais, de bancada ou de comissão).

Os repasses ficam, na prática, a critério de conversas informais e acertos com o relator, e geralmente privilegiam parlamentares da base aliada do governo. Em posse desses recursos, eles podem autorizar obras em seus redutos eleitorais.

Esse tipo de emenda também ficou conhecida como orçamento secreto devido à dificuldade em obter informações sobre quem as indicou e como onde foram feitos os gastos. O uso dos recursos também está relacionado a possíveis esquemas de corrupção.

Manobra

A liberação de recursos de forma imediata só será possível porque o presidente Jair Bolsonaro editou, na última terça-feira (6), decreto alterando as normas de programação orçamentária e financeira relativas ao bloqueio, ou desbloqueio, de recursos.

Com a nova regra, por exemplo, ficou mais fácil liberar valores para gastos. Até então, o governo só podia liberar, ou bloquear valores, quando houvesse a chamada “apuração bimestral” ou “extemporânea” de todas as despesas obrigatórias, ou de outros fatores que afetassem os valores sujeitos ao teto de gastos (regra que limita as despesas à inflação).

Isso era feito por meio dos relatórios de receitas e despesas, que faziam um levantamento detalhado considerando toda a arrecadação e gastos já realizados, e projetando-os para o resto do ano. Em posse desses números, o governo podia bloquear ou desbloquear recursos para os ministérios ou emendas parlamentares.

Com o novo formato autorizado por decreto presidencial, não será mais preciso aguardar esse levantamento mais detalhado. Bastará ao governo que haja “legislação específica” que seja publicada entre os relatórios de avaliação de receitas e despesas primárias.

Em última sessão como presidente, ministro Luiz Fux diz que Supremo foi ‘impermeável a provocações’

O ministro Luiz Fux participou nesta quinta-feira (8) de sua última sessão plenária como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou em discurso de despedida que a Corte, durante sua gestão, foi “impermeável a provocações” mesmo diante de “ataques em tons e atitudes extremamente enérgicos”.

No discurso, Fux declarou que assumiu “a chefia do Poder Judiciário brasileiro num dos momentos mais trágicos e turbulentos de nossa trajetória recente”, citando os milhares de mortos pela pandemia de Covid-19.

“Não bastasse a pandemia, nos últimos dois anos, a Corte e seus membros sofreram ataques em tons e atitudes extremamente enérgicos”, afirmou Fux.

“Não houve um dia sequer em que a legitimidade de nossas decisões não tenha sido questionada, seja por palavras hostis, seja por atos antidemocráticos”, disse.

O ministro apontou que, apesar das “provocações mais lamentáveis”, a Corte seguiu realizando os trabalhos de forma “altiva” e “impermeável” para que, dessa forma, a Constituição “permanecesse como a certeza primeira do cidadão brasileiro”.

Fux será substituído pela ministra Rosa Weber no comando da Corte. A posse da ministra está marcada para o dia 12 de setembro.

Brasil registra 99 novas mortes por Covid; média móvel segue em queda

O Brasil registrou nesta quinta-feira (8) 99 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 684.784 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 83, a menor marca registrada desde 5 de junho. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -42%, indicando tendência de queda.

Brasil, 8 de setembro
Total de mortes: 684.784
Registro de mortes em 24 horas: 99
Média de mortes nos últimos 7 dias: 83 (variação em 14 dias: -42%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.549.915
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 4.099
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 8.249 (variação em 14 dias: -45%)

Tocantins não divulgou dados da Covid até 20h desta quinta. Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima não registraram novas mortes pela doença no período de 24 horas.

No total, o país registrou 4.099 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.549.915 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 8.249. A variação foi de -45% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31

Ministro do TSE rejeita pedido de Bolsonaro para tirar do ar vídeos que citam denúncia de compra de imóveis com dinheiro vivo

O ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta quinta-feira (8) um pedido da campanha de Jair Bolsonaro para tirar do ar vídeos da campanha do ex-presidente Lula que mencionam denúncias de compra de imóveis pela família do presidente com dinheiro vivo.

Os advogados de Bolsonaro acionaram a Corte Eleitoral alegando que a propaganda contra Bolsonaro é “inverídica” e “descontextualizada”. Além disso, afirmaram que a peça abala a “boa imagem de homem público honesto e honrado, utilizando-se de mecanismo de propaganda negativa ilegal, baseado em versão retórica factual que não corresponde à realidade”.

As denúncias sobre a compra de imóveis foram divulgadas em uma reportagem do UOL, que apontou que 51 empreendimentos comprados pela família Bolsonaro teriam sido pagos em dinheiro vivo.

Em valores corrigidos pela inflação, o montante equivale a quase R$ 26 milhões. A reportagem considerou o patrimônio em Brasília e nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. São imóveis do presidente, dos três filhos mais velhos, da mãe, de cinco irmãos e duas ex-mulheres.

Para o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, não ficou caracterizada a transmissão de informações falsas.

“Em análise superficial, típica dos provimentos cautelares, observa-se que a publicidade questionada se baseia, conforme reconhece a própria representante […] em matéria jornalística divulgada na imprensa pelo Portal UOL, na data de 30.8.2022, de modo que a veiculação impugnada não transmite, como alegado, informação gravemente descontextualizada ou suportada por fatos sabidamente inverídicos“, afirmou Sanseverino.

O relator destacou que a difusão de informações sobre candidatos, no período eleitoral, é essencial para ampliar a fiscalização que deve ocorrer sobre aqueles que querem ocupar cargo público.

“Com efeito, no processo eleitoral, a difusão de informações sobre os candidatos – enquanto dirigidas a suas condutas pretéritas e na condição de homens públicos, ainda que referentes a fato objeto de investigação, denúncia ou decisão judicial não definitiva – e sua discussão pelos cidadãos, são essenciais para ampliar a fiscalização que deve recair sobre as ações do aspirante a cargos políticos e favorecer a propagação do exercício do voto consciente”, escreveu.

Sanseverino concluiu que “no texto da propaganda, não se verifica, tampouco, em juízo preliminar, a existência de imputação de crime, ofensa pessoal, ou atribuição de qualificação capaz de atrair o ódio ao candidato”.

O ministro apontou ainda que a propaganda não pode ser classificada como discurso de ódio.

Em e-mail às universidades, MEC diz que errou e ofertou bolsas duplicadas do Prouni na 2ª chamada

O Ministério da Educação (MEC) afirmou nesta quinta-feira (8), em e-mail aos coordenadores de instituições de ensino, que errou e ofertou bolsas duplicadas na 2ª chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Na mensagem à qual o g1 teve acesso, a pasta diz que as inconsistências detectadas serão corrigidas “com a exclusão das bolsas equivocadamente geradas pelo sistema”. Informa também que todas as operações realizadas no SisProuni desde 4 de setembro deverão ser refeitas pelas universidades.

Até a última atualização desta reportagem, o MEC não havia respondido se alguns dos alunos pré-selecionados na lista divulgada em 1º de setembro perderão suas vagas no Prouni.

Histórico de problemas

Por meio das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Prouni oferta bolsas de estudo parciais e integrais em instituições de ensino privadas.

São duas edições por ano. A do 2º semestre de 2022 vem sendo marcada por uma série de problemas:

SUMIÇO DE VAGAS: Em 3 de agosto, candidatos relataram que vagas ofertadas no sistema durante as inscrição “sumiram” e que a classificação parcial não estava aparecendo no site.

ATRASO NOS DADOS: Em 12 de agosto, universidades e entidades do ensino superior acusaram o MEC de atrasar a divulgação de dados do Prouni e comprometer o processo de matrícula dos alunos.

INSTABILIDADE NO SISTEMA: Em 29 de agosto, data em que a 2ª chamada deveria ter sido divulgada, o sistema ficou instável e impediu que os alunos visualizassem os resultados. No dia seguinte, o MEC adiou os prazos do processo seletivo.

Fumaça de fogo na Amazônia chega a São Paulo, Paraná e Bolívia

A fumaça gerada pelos intensos incêndios na Amazônia, que ocorrem em níveis alarmantes há semanas e já atingem Unidades de Conservação e Terras Indígenas, se deslocou para São Paulo, Paraná e a Bolívia. A situação pode ser vista por imagens do satélite GOES 16, divulgadas pela MetSul nesta quarta-feira (7).

Além disso, na própria Amazônia há cidades cobertas pela fumaça, como Rio Branco (AC), onde o nível de poluição do ar registrado é de 225 microgramas por metro cúbico, valor quase 10 vezes maior que o máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com isso, a cidade atingiu o nível de alerta na saúde na escala da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do Acre, coordenado pelo Ministério Público do Acre (MPAC).

Nos últimos dias, a previsão era justamente do deslocamento da fumaça para o Sul, o que se confirmou nesta quarta. Segundo o boletim do MetSul, chama a atenção a “grande quantidade de fumaça” nas imagens de satélite. Devido às correntes de vento, um corredor de fumaça de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados se formou do Norte ao Centro-Oeste do país, mas agora a poluição já é vista no Paraná, no extremo oeste do estado de São Paulo e até na Bolívia.

Como mostrou O GLOBO, os incêndios na Amazônia estão batendo recordes nas últimas semanas. Na primeira semana desse mês, o número de focos de queimada detectados (16.700) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já é praticamente o mesmo do que foi registrado em todo o mês de setembro do ano passado (16.742). De janeiro a setembro, a quantidade de fogo em 2022 é 45% maior do registrado no mesmo período de 2021. Segundo especialistas, além do clima seco, as ações criminosas estão promovendo uma “corrida pelo desmatamento”, o que já atinge Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

Chance de eleição entre mulheres coloca tese de voto útil no radar em PE

Entre os adversários de Marília Arraes, uma bolsa de apostas se dava, até o momento, dando conta de que o candidato do PSB ao Palácio das Princesas, Danilo Cabral, usaria seu largo tempo de TV para disparar de forma mais intensa contra a postulante do Solidariedade. Mas o tom mais duro do socialista na direção dela só foi adotado do último final de semana para cá. Em outras palavras, os candidatos que concorrem com Marília andaram evitando gastar o pouco tempo de TV para mirar nela.

Uma mudança nessa estratégia passa, agora, a ser alvo de estudo de algumas das campanhas. Em outras palavras, com Marília se mantendo na liderança com vantagem considerável e com os demais brigando pela segunda colocação, há, agora, quem julgue ser preciso desidratá-la. Se Marília se mostra firme na primeira colocação, Raquel Lyra, candidata do PSDB, também tem se mantido sólida na segunda colocação, numericamente à frente dos demais.

Com esse desenho, há quem considere as chances de haver um segundo turno só entre mulheres. Há os que calculam que, caso Raquel perca espaço na disputa, o voto dela migraria para Marília e há, de outro lado, agora, quem avalie a hipótese de um voto útil, daqueles que não querem eleger Marília, vir a beneficiar a candidata tucana. Raquel Lyra, por sua vez, também não partiu ainda para um confronto mais duro com Marília Arraes, mas, na campanha dela, já se anotou que o vídeo no qual ela convoca a candidata do Solidariedade e a critica por não ir aos debates teve ressonância grande.

Ou seja: ser mais incisiva na direção de Marília é um caminho em análise. Com a tendência de mudança, aferida em pesquisas, se apresentando, inclusive de mudança de gênero, a campanha de Raquel Lyra trabalha com a hipótese de um 2º turno entre mulheres e isso pode levar a uma mudança de estratégia nos próximos dias. Anderson Ferreira, Danilo Cabral e Miguel Coelho também brigam pela segunda colocação. O QG de Raquel pode passar a investir na tese do “voto útil” no sentido de trabalhar por um 2º turno entre mulheres.

Bolsonaro sequestra bicentenário, pede votos, ataca Lula e pesquisas

A menos de um mês do primeiro turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou o 7 de Setembro em comício nas três principais cidades do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Candidato à reeleição, ele se encontrou com apoiadores vestidos de verde e amarelo e fez discursos pedindo votos —também repetiu mentiras, criticou pesquisas eleitorais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal concorrente, e puxou um coro de “imbrochável”.

Na data em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil, ele apareceu isolado no primeiro compromisso —o desfile cívico-militar na capital federal. Não estiveram presentes os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara, Arthur Lira.

Logo depois, na frente de apoiadores, fez um pronunciamento em tom eleitoreiro, citou diretamente o primeiro turno das eleições presidenciais, em 2 de outubro. À colunista Carolina Brígido, do UOL, um ministro e um ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disseram que houve abuso de poder. No Rio, mais tarde, após uma motociata, atacou diretamente a esquerda.

O que você precisa saber:

Bolsonaro usou o 7 de Setembro como comício, fez discursos pedindo votos e criticando adversários.

Em Brasília, logo após o desfile cívico-militar, tentou adotar tom mais moderado –evitou combater o STF, mas atacou as pesquisas eleitorais que mostram que ele está atrás de Lula e fez comentários machistas ao lado da mulher, Michelle Bolsonaro.

No Rio, participou de uma motociata e encontrou apoiadores na avenida Atlântica, em Copacabana. Foi conservador, destacou que é cristão e chamou o candidato petista de “quadrilheiro de nove dedos”.

Diferentemente do esperado, Bolsonaro não apareceu em videochamada para o grupo que se reuniu na avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi marcado pela tietagem a personalidades bolsonaristas. Os organizadores chegaram a proibir que os candidatos pedissem votos, mas houve distribuição de santinhos e adesivos.

Na avaliação de juristas, o presidente pode ser acusado de abuso de poder e crime eleitoral por causa dos atos. Leia aqui a íntegra da reportagem de Ana Paula Bimbati para o UOL.

Pela primeira vez em três décadas, IDH mundial cai por dois anos seguidos

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado nesta quinta-feira (8) alerta que, pela primeira vez nos 32 anos em que é calculado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), esse indicador caiu globalmente por dois anos consecutivos. O IDH é calculado levando em conta a saúde, a educação e o padrão de vida de uma nação.

O Brasil ficou na posição 78 do ranking do PNUD, que recolhe dados referentes a 2021.

“O desenvolvimento humano voltou aos níveis de 2016, revertendo parte expressiva do progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A reversão é quase universal, pois mais de 90% dos países registraram declínio na pontuação do IDH em 2020 ou 2021, e mais de 40% caíram nos dois anos, sinalizando que a crise ainda está se aprofundando em muitos deles”, detalha o Pnud.

A ONU argumenta que camadas de incerteza estão se acumulando e interagindo para desequilibrar as sociedades de forma inédita. “Os últimos dois anos tiveram impacto devastador para bilhões de pessoas em todo o planeta, quando crises como a da Covid-19 e a guerra na Ucrânia se sucederam e interagiram com amplas transformações sociais e econômicas, mudanças planetárias perigosas e aumento acentuado da polarização”, diz o órgão.

Embora alguns países estejam começando a se levantar, a recuperação é desigual e parcial, aumentando ainda mais as desigualdades no desenvolvimento humano. América Latina, Caribe, África Subsaariana e sul da Ásia foram duramente atingidos, segundo a análise do Pnud divulgada em nota à imprensa.

“O mundo está lutando para reagir a crises consecutivas. Vimos, com as crises de custo de vida e de energia, que, embora seja tentador focar em soluções rápidas, como subsidiar combustíveis fósseis, táticas de alívio imediato estão retardando as mudanças sistêmicas de longo prazo que precisamos fazer”, diz Achim Steiner, chefe do Pnud.

“Estamos coletivamente paralisados em relação a essas mudanças. Em um mundo definido pela incerteza, precisamos de um senso renovado de solidariedade global para enfrentar nossos desafios comuns e interconectados”.

O relatório tenta explicar por que a mudança necessária não está acontecendo e indica haver muitas razões, incluindo como a insegurança e a polarização alimentam-se uma da outra, atualmente, para impedir a solidariedade e a ação coletiva necessária para enfrentar as crises em todos os níveis.

Novos cálculos do Pnud indicam, por exemplo, que aqueles que se sentem mais inseguros também são mais propensos a ter visões políticas extremistas.

“Mesmo antes da Covid, vínhamos observando os paradoxos do progresso com insegurança e polarização. Hoje, com um terço das pessoas em todo o mundo se sentindo estressadas e quase dois terços das pessoas em todo o mundo desconfiadas umas das outras, enfrentamos grandes obstáculos para a adoção de políticas que funcionem para as pessoas e o planeta”, diz Achim Steiner em nota.

Marcelo Rebelo de Sousa é novamente alvo de constrangimento por parte de Bolsonaro

É de se estranhar que o experiente Marcelo Rebelo de Sousa, no segundo mandato como presidente de Portugal, não tenha previsto que seria novamente alvo de constrangimento por parte de seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro. Coube ao espalhafatoso empresário Luciano Hang o lugar de destaque na tribuna de honra em Brasília, posicionado entre os dois presidentes, durante parte da cerimônia.

Deslocado, Rebelo de Sousa atuou como figurante no palanque em Brasília, pretensamente criado para comemorar o bicentenário da Independência e, desde sempre, transformado em comício eleitoral pelo presidente que busca a reeleição. Do alto, além de um discurso de campanha, Rebelo de Sousa ouviu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser xingado de ladrão e o atual mandatário ser enaltecido pela suposta virilidade.

Nas fotos, ele aparece com Bolsonaro atrás de uma bandeira nacional, com o desenho de um feto, em que o lema Ordem e Progresso foi substituído por “Brasil sem aborto” e “Brasil sem drogas”. Portugal já superou os dois temas: legalizou o aborto voluntário em 2007 e há 22 anos tornou-se referência mundial na regulação das drogas, descriminalizando o uso de entorpecentes.

Puxado por Bolsonaro, Hang, o dono da Havan e cabo eleitoral, é um dos oitos empresários investigados pela PF por suspeita de defenderem, num grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso Lula vença as eleições.

Resta saber por que Rebelo de Sousa, chamado de “Professor” pelos portugueses”, se prestou ao embaraço de ser esnobado de novo por Bolsonaro. Há dois meses, foi desconvidado para um almoço pelo presidente brasileiro, irritado depois que soube que ele se encontraria também com o ex-presidente Lula na viagem ao Brasil. Na ocasião, Rebelo de Sousa desdenhou a descortesia e reagiu com indiferença.

Neste 7 de Setembro, o presidente português justificou a sua presença no palanque, ao assegurar que não ficou desconfortável, embora o semblante sério revelasse o contrário. Preferiu alegar que a História mostrará que Portugal estava representado na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil.

De onde estava, disse ainda, não ouvia as palavras de ordem gritadas pela multidão em apoio a Bolsonaro e contra Lula, nem percebeu que posou com a bandeira adulterada. No mínimo, faltou um assessor ao seu lado para alertá-lo.

Europa registra oficialmente o verão mais quente de sua história

O verão de 2022 na Europa foi o mais quente registrado na história do continente, anunciou nesta quinta-feira (8) o programa da União Europeia de observação da Terra por satélite, o Copernicus.

As temperaturas médias, segundo registros do Copernicus, foram as “mais elevadas, para o mês de agosto e para todo o verão”, e superaram os registros de 2021, que eram os recordes anteriores, de acordo com o Copernicus.

O mês de agosto foi o mais quente no continente por uma “margem considerável”, superando o de agosto de 2021 em 0,4ºC.

O mesmo aumento de temperatura de 0,4ºC com relação a 2021 também foi registrado em junho e julho.

“Uma intensa série de ondas de calor em toda a Europa, combinadas com condições excepcionalmente secas, levaram a um verão de extremos, com recordes em termos de temperatura, seca e incêndios florestais em muitas partes da Europa” explicou Freja Vamborg, diretora científica do sistema de vigilância sobre mudança climática.

“Os dados mostram que não apenas tivemos temperaturas recordes em agosto na Europa, e sim em todo o verão, e que o recorde anterior tinha apenas um ano”.

O programa Copernicus utiliza uma série de satélites chamados de Sentinel. O primeiro deles foi lançado em 2014.

Seca

A Europa enfrenta também sua pior seca em pelo menos 500 anos, com dois terços do continente em estado de alerta.

Relatório de agosto do Observatório Europeu da Seca indica que 47% da Europa está em condições de alerta, com claro déficit de umidade do solo, e 17% em estado de alerta, em que a vegetação é afetada pela falta de umidade.

O rio Reno, na Alemanha, está em níveis comprometedores para o escoamento da produção do centro da Europa para o porto de Roterdã. Segundo economistas, a interrupção pode reduzir em até 0,5 ponto percentual o PIB da Alemanha no ano.

Além do continente europeu, outras regiões do Hemisfério Norte também sofrem com as altas temperaturas. Os Estados Unidos têm reservatórios em baixa, e o abastecimento de água dos moradores pode ficar comprometido. Na China, uma onda de calor recorde tem levado a racionamento de energia e fechamento de indústrias.

Brasileiro e namorada ‘planejaram’ atentado contra Cristina Kirchner, diz juíza argentina

O atentado frustrado contra a vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, foi produto de um “planejamento e acordo prévio” entre o agressor e sua namorada, segundo o documento judicial de indiciamento divulgado na quarta-feira (7).

Fernando Sabag Montiel – que na noite do dia 1º de setembro apontou uma arma a menos de um metro da cabeça de Kirchner quando ela estava cercada de apoiadores – e sua namorada, Brenda Uliarte, ambos detidos, foram indiciados por “tentarem matar Cristina Kirchner, contando para isso com o planejamento e o acordo prévio entre ambos”, diz o texto da juíza María Eugenia Capuchetti, divulgado por vários meios de comunicação, incluindo a agência oficial Télam.

Montiel apontou sua arma a menos de um metro da cabeça de Kirchner quando ela estava cercada por simpatizantes que a aguardavam do lado de fora de sua residência para expressar apoio após um pedido de 12 anos de prisão e para a perda de seus direitos a exercer cargos públicos por parte do Ministério Público em um julgamento por suposta corrupção.

O agressor, de 35 anos, e sua namorada, de 23, são os únicos detidos até o momento, acusados por tentativa de homicídio de Kirchner, que também governo a Argentina entre 2007 e 2015.

A Justiça também ouviu cinco amigos dos detidos, todos vendedores ambulantes de algodão doce, para apurar se eles tiveram algum papel no ato. Os vendedores prestaram depoimento como testemunhas, mas foram obrigados a entregar seus telefones celulares.

O indiciamento da juíza é provisório. Ela tem agora dez dias a partir de quarta-feira (7) para decidir se processa ou não os acusados.

Na terça-feira (6), Montiel foi intimado a ampliar o depoimento dado na sexta-feira passada, mas nas duas audiências ele se negou a depor; teria dito apenas que sua namorada “não teve nada a ver” nem com a tentativa de homicídio, nem com o planejamento, segundo fontes judiciais.

Uliarte, por sua vez, cuja imagem foi registrada pelas câmeras de segurança perto do local do crime no momento do ataque, disse que foi apenas acompanhar o namorado.

Em uma entrevista a um canal de televisão antes de ser detida, a jovem afirmou que não havia encontrado o namorado nas 48 horas anteriores ao ataque.

De acordo com a acusação, Uliarte estava nas proximidades e foi possível determinar que o casal estava com a arma usada no ataque fracassado desde antes de 5 de agosto. A arma foi apreendida pela polícia no local.

No documento, a juíza afirmou que os dois agiram “aproveitando o estado de indefensabilidade” de Kirchner “gerado pela multidão”.

Montiel engatilhou a pistola Bersa calibre 38 apontada para a cabeça de Kirchner, mas por uma razão que ainda não foi esclarecida as balas não dispararam, no momento em que a vice-presidente cumprimentava os seguidores diante de sua residência.

Na confusão, Kirchner aparentemente não percebeu que foi alvo da arma e continuou autografando livros por alguns minutos antes de entrar em sua casa, enquanto alguns apoiadores seguravam o agressor no local para permitir a detenção pela polícia.

O governo afastou na quarta-feira parte dos policiais que fazem parte da segurança da vice, ao considerar que “não tiveram o nível que se esperava que tivessem”, reportou a agência Télam.

Após atos de Bolsonaro no 7 de Setembro, candidatos repudiam uso da data para campanha eleitoral e criticam falas do presidente

Os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais junto com Jair Bolsonaro (PL) repudiaram nesta quarta-feira (7) o uso que o presidente fez das comemorações do Bicentenário da Independência. Em Brasília e no Rio de Janeiro, Bolsonaro, candidato à reeleição, misturou os eventos cívicos com campanha eleitoral.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), criticaram a postura de Bolsonaro e o teor dos discursos do presidente.

Bolsonaro começou o dia em Brasília. Ele assistiu ao tradicional desfile militar que todos os anos celebra a Independência, na Esplanada dos Ministérios. Depois se juntou a uma manifestação, a poucos metros de distância, de milhares de apoiadores do governo.

Ele fez um discurso em um caminhão de som no qual defendeu ações de seu governo, repetiu ameaças veladas ao Poder Judiciário e proferiu falas machistas. Bolsonaro aproveitou para pedir votos.

No Rio, na orla de Copacabana, também em local onde foi realizada apresentação militar pela Independência, ele voltou a pedir votos e atacou Lula.

Confira o que disse cada candidato:

Lula

O ex-presidente Lula disse, no início da noite, que Bolsonaro deveria “discutir os problemas do Brasil” e como vai “resolver os problemas da educação, da saúde e do desemprego” em vez de atacá-lo.

“O presidente, ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar pro povo brasileiro como ele vai resolver os problemas da educação, da saúde, do salário mínimo, ele tenta falar de política e tenta me atacar”, afirmou.

Lula apontou ainda que, quando foi presidente, nunca usou “um dia da pátria, do povo brasileiro” como “instrumento de política eleitoral”.

Ciro Gomes

Em campanha pelas cidades históricas de Minas Gerais, Ciro Gomes (PDT) disse que Bolsonaro transformou um ato cívico em um comício com milhões de recursos públicos envolvidos.

“Nós assistimos ao presidente da República colocar um empresário picareta [Luciano Hang, presidente da Havan], investigado na Justiça, do seu lado, e (…) o presidente de Portugal (…) foi colocado ao lado, numa verdadeira agressão diplomática (…) O vice-presidente da República do Brasil também do outro lado”, afirmou.

“Em seguida, militares fardados, com as suas condecorações, com uniforme de gala, misturando-se com (…) patetas de um presidente imbecil e criminoso, como é o Bolsonaro, transformar um ato cívico, uma solenidade cívico-militar, num comício com milhões de recursos públicos envolvidos”, acrescentou.

O partido de Ciro Gomes, o PDT, acionou a Justiça Eleitoral para que a Corte apurasse o financiamento de caravanas de apoiadores do presidente, e o uso de recursos do partido para os atos do 7 de Setembro. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo.

Simone Tebet

Durante agenda pelo interior de São Paulo, Tebet (MDB) disse que o “Brasil precisa de paz para poder olhar claramente para os problemas”.

Seguindo as críticas, a candidata afirmou que Jair Bolsonaro cria “crises artificiais todos os dias” e que o o presidente não conhece os problemas dos brasileiros:

“O Brasil precisa de paz para poder olhar claramente para os problemas reais do Brasil. É uma crise artificial todos os dias sendo criada como uma cortina de fumaça de um homem que não sabe, não conhece os problemas do Brasil, as riquezas e as potencialidades do Brasil e não apresenta soluções”, disse a candidata.