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Número de casos confirmados da varíola dos macacos sobe de 111 para 125

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, na noite desta terça-feira (27), um balanço do número de casos confirmados da varíola dos macacos. Houve um aumento de 111, no último dia vinte, para 126 no número de positivos. Além disso, o total de notificações também aumentou, pulando de 885 para 1081, destes, 321 estão descartados e outros 617 ainda estão em investigação.

Entre os casos positivos 98 são do sexo masculino e 28 do feminino. Destes, nove passaram por uma hospitalização, seis devido a necessidades clínicas e outros três para fins de isolamento. 45 pacientes já estão curados e 72 entraram em reclusão domiciliar. As faixas etárias são: 0 a 9 (8), 10 a 19 (12), 20 a 29 (40), 30 a 39 (39) e 40 a 49 (16), 50 a 59 (4) e 60 e mais (7).

As notificações em investigação estão sendo analisadas por meio de duas categorias: casos suspeitos e prováveis. Nos casos suspeitos os pacientes apresentam início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de Monkeypox. Segundo o boletim lançado nesta terça, o número chegou a 556 quadros. A maioria dos pacientesdo é sexo masculino, com 311 casos. O total feminino foi de 247.

Já em relação aos casos prováveis, os pacientes apresentam outros critérios além da lesão cutânea, como exposição próxima e prolongada com caso provável ou confirmado de Monkeypox. Foram registrados 59 casos desta categoria, 43 do sexo masculino e 16 do feminino. Estão divididos nas seguintes faixas etárias: 0-9 (7), 10-19 (9), 20-29 (17), 30-39 (10), 40-49 (14), 60 e mais (2).

Recife volta a registrar caso de influenza; infectado é criança de 4 anos e não teria sido vacinado

Após oito meses sem o Recife registrar novos casos, o vírus da influenza tipo B volta a circular na capital pernambucana. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau), uma criança de 4 anos, residente no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da cidade, positivou para a doença durante a Semana Epidemiológica (SE) 38 – 18 a 24 de setembro. Não há registro de que o menino tenha recebido a vacina contra a gripe na cidade, informou a Sesau.

O garoto começou a sentir os sintomas no último dia 8 de setembro e, segundo a secretaria, foi atendido em um hospital da rede municipal. Como o quadro de saúde do infectado não era grave, ele recebeu alta.

Antes desse caso, o último confirmado de influenza na capital pernambucana havia sido notificado no início do ano, na chamada SE 3 – entre 16 a 22 de janeiro.

Vacinação
A Sesau informou não ter registro de que a criança tenha recebido a vacina contra a doença na capital. Apesar disso, diversas campanhas de vacinação contra a gripe, doença provocado pelo vírus da influenza, foram realizadas no Estado.

Inicialmente, o imunizante foi disponibilizado para grupos prioritários, como idosos; trabalhadores de saúde; crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; funcionários do Sistema Privado de liberdade e população privada de liberdade.

Já a partir de julho, a vacina contra a gripe, que inclui as cepas H1N1, H3N2, Darwin e tipo B, foi disponibilizada para toda a população a partir dos seis meses de idade. O imunizante continua disponível nos postos de saúde.

Bolsonaro critica exposição de Michelle e desafia Alexandre de Moraes: “vai me prender?”

O presidente Jair Bolsonaro mais uma vez partiu para o ataque contra o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, depois que ele determinou a quebra do sigilo telemático do assessor da presidência tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid. Após a medida, vieram a público despesas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que teriam sido pagas por Cid. O titular do Palácio do Planalto, durante a sua live desta terça-feira (27), desafiou o magistrado.

“Alexandre, você mexer comigo, é uma coisa. Você mexer com a minha esposa você ultrapassou todos os limites, Alexandre de Moraes. Todos os limites. Você está pensando o que da vida? Que você pode tudo e tudo bem? Você um dia vai dar uma canetada e me prender? É isso que passa pela sua cabeça? ” afirmou Bolsonaro durante live.

Segundo a reportagem do jornal Folha de S.Paulo, material analisado pela Polícia Federal indica que as movimentações financeiras se destinavam a pagar contas pessoas da família e a pessoas próximas a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Nesta terça-feira, durante live, Bolsonaro negou o uso do cartão corporativo para pagar as despesas.

Na sequência, Bolsonaro acusou o ministro do STF de ter vazado as informações para o jornal. A quebra do sigilo de Cid aconteceu dentro da apuração sobre o vazamento do inquérito que apurava a atuação de um hacker no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ajudante de ordens é investigado por ter participado do episódio e chegou a ter o seu sigilo telemático quebrado. Segundo a reportagem da Folha, foi nessa análise de material que a Polícia Federal considerou as movimentações suspeitas.

“Já está errado porque o Alexandre de Moraes vazou. Foi o Alexandre de Moraes que vazou. Não vem com papinho que foi a PF não porque esse pessoal da PF, Alexandre de Moraes, come na sua mão. Então foi você que vazou. Pra que? Na reta final criar clima” afirmou o presidente.

Bolsonaro também afirmou que não adjetivaria as ações do ministro porque tem “vergonha” de falar o adjetivo que “merece” ministro.

“Ele pega isso tudo, que tem a ver com minha vida particular, e difama. Eu não vou adjetivar aqui porque eu tenho vergonha de falar o adjetivo que merece o Alexandre de Moraes” afirmou, completando: “Alexandre, fazer um pedido para você. Esqueça a minha esposa. Esqueça a minha esposa. Isso é comportamento de pessoas vis”.

Ipec: Lula passa à frente no RJ e lidera em SP, MG e PE; Bolsonaro amplia vantagem no DF

Pesquisas do Ipec (ex-Ibope) encomendadas pela Globo e divulgadas nesta terça-feira (27) mostram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, onde havia empate técnico, e se manteve na liderança em São Paulo, Minas Gerais e em Pernambuco. Já no Distrito Federal, Bolsonaro abriu vantagem e passou à frente de Lula.

Em Minas Gerais, Lula passou de 46% para 49% na pesquisa atual, enquanto Bolsonaro manteve os mesmos 31%.

No Rio de Janeiro, Lula oscilou de 41% para 42%, e Bolsonaro também manteve os 36% da pesquisa anterior. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos deixam de figurar em situação de empate.

Em Pernambuco, o ex-presidente manteve os 64% da pesquisa anterior, já o presidente oscilou de 22% para 23%.

No Distrito Federal, as menções a Jair Bolsonaro cresceram de 39% para 46%, ao passo que Lula oscilou de 34% para 32%. Sendo assim, os candidatos deixam de estar tecnicamente empatados, e Bolsonaro passou a ocupar a primeira posição.

A pesquisa feita em SP ouviu 2.000 pessoas entre os dias 24 e 26 de setembro em 84 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09004/2022.

A pesquisa em MG ouviu 2.000 pessoas nos dias 24 e 26 de setembro em 102 cidades mineiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06414/2022.

A pesquisa feita no RJ ouviu 2.000 pessoas entre os dias 24 e 26 de setembro em 45 cidades fluminenses. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09459/2022.

A pesquisa feita em PE ouviu 1.504 pessoas entre os dias 24 e 26 de setembro em 57 municípios paulistas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR- 02828/2022.

A pesquisa feita no DF ouviu 1.504 pessoas entre os dias 24 e 26 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07755/2022.

Brasil registra 49 mortes por Covid e média volta a registrar tendência de queda

O Brasil registrou nesta terça-feira (27) 49 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 685.930 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 52. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -27%, indicando tendência de queda após cinco dias em estabilidade.

Brasil, 27 de setembro
Total de mortes: 685.930
Registro de mortes em 24 horas: 49
Média de mortes nos últimos 7 dias: 52 (variação em 14 dias: -27%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.688.063
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 6.832
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 6.237 (variação em 14 dias: -23%)

No total, o país registrou 6.832 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.688.063 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 6.237. A variação foi de -23% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins não registraram qualquer morte pela doença no período de 24 horas. Goiás e Rio Grande do Norte não divulgaram atualização de casos e de mortes até o fechamento deste boletim.

Subindo (2 estados): CE, PE
Em estabilidade (7 estados e o DF): PR, AP, RR, AC, SE, DF, PA, SP
Em queda (15 estados): RO, PB, MA, TO, ES, AL, BA, RS, AM, PI, MT, RJ, SC, MS, MG
Não divulgaram (2 estados): GO e RN

Brasil x Tunísia: banana é atirada em direção a jogadores da Seleção na comemoração do gol de Richarlison

O Brasil entrou no gramado do Parque dos Príncipes, em Paris, na França, com uma faixa antirracista antes do amistoso contra a Tunísia, nesta terça-feira. Mas com a bola rolando, logo depois do gol de Richarlison, o segundo da Seleção no jogo, uma banana foi atirada no gramado.

As imagens da TV Globo captaram o momento em que alguém atira a banana no gramado. Segundo o repórter Guilherme Pereira, houve uma tentativa de identificar quem foi o autor do gesto racista, mas até agora a pessoa não foi identificada.

A mensagem, carregada pelos jogadores antes do início do jogo, traz também uma reafirmação de que a seleção brasileira é contra o racismo.

“Sem nossos jogadores negros, não teríamos estrelas na nossa camisa” diz a faixa.

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, repudiou o caso em nota e pediu punições “mais severas”.

Mais um vez, venho publicamente manifestar o meu repúdio. Desta vez, vi com os meus olhos. Isso nos choca. É preciso lembrar sempre que somos todos iguais, não importa a cor, raça ou religião. O combate ao racismo não é uma causa, é uma mudança fundamental para varrer esse tipo de crime de todo o planeta. Eu insisto em dizer que as punições precisam ser mais severas.

Além disso, o uniforme que os atletas entraram em campo tinha uma fita tapando as cinco estrelas, representando as cinco Copas conquistadas, no escudo da CBF.

Na última partida, contra Gana, a Seleção entrou com uma faixa em apoio a Vini Jr, alvo de racismo na Espanha por conta de suas comemorações de gol. A mensagem era: “Celebrar como brasileiro não tem preço”.

Atuações da Seleção: Pedro marca, e Raphinha é o melhor do Brasil em goleada sobre a Tunísia

Alisson: como já é rotineiro, foi pouco exigido na goleada por 5 a 1 da seleção brasileira sobre a Tunísia, o último compromisso antes da Copa do Mundo. Sem culpa no gol. No segundo tempo, saiu no vazio após cruzamento e ficou pedindo falta, não marcada. Nota: 6

Danilo: quando o Brasil tinha a bola, avançava para a mesma linha de Casemiro e jogava mais centralizado. Quando a Tunísia retomava a posse, voltava à lateral direita. Firme na defesa, esteve envolvido em um lance no qual os africanos pediram pênalti. Fez desarmes e praticamente não errou passes. Nota: 6,5

Thiago Silva: capitão da Seleção acertou 80 dos 81 passes que tentou e foi eficiente na marcação, como de costume. No fim, quase marcou de cabeça, após falta cobrada por Neymar. Nota: 6,5

Marquinhos: jogando em “casa” no Parque dos Príncipes, estádio do PSG, teve mais uma atuação segura, com bons passes verticais pelo chão e pelo alto e até chegando no ataque em alguns momentos. Nota: 6,5

Alex Telles: era um dos jogadores que estava na marcação no lance do gol da Tunísia, mas não pode ser apontado como o único culpado. Acertou 50 de 52 passes que tentou e se lançou algumas poucas vezes ao ataque. Atuação regular. Nota: 6,5

Casemiro: além de fechar espaços na marcação, foi importante na criação, com passes de primeira, viradas de jogo e o lançamento preciso para Raphinha abrir o placar. Sofreu o pênalti que originou o terceiro gol. Nota: 7,5

Fred: jogou bem próximo da linha de ataque quando o Brasil teve a bola e ainda mostrou fôlego para ajudar na recomposição defensiva. Fez inversões de posicionamento com Raphinha, como no primeiro gol, quando o atacante centralizou e ele foi para a ponta direita. Nota: 6,5

Lucas Paquetá: aberto pelo lado esquerdo do ataque, teve ótima chance aos sete minutos, mas quis chutar de primeira em vez de finalizar e mandou para fora. Aos 26, driblou zagueiro e bateu cruzado, mas parou no goleiro tunisiano. Esteve envolvido no quarto gol, ao fazer a “parede” e proteger a bola. Foi substituído no intervalo. Nota: 7

Neymar: com extrema categoria, fez seu 20º gol de pênalti pela Seleção – o 75º no geral. Bastante caçado pelos tunisianos, cavou expulsão e enervou o adversário. Deu bons passes, arrancadas e jogou de forma coletiva. Nota: 7,5

Raphinha: fez dois belos gols, primeiro de cabeça e depois em chute de primeira, chegando a cinco bolas na rede em 11 jogos pela Seleção. Também deu passe para Raphinha marcar o segundo. Importante também sem a bola, voltando bastante para marcar e dando até carrinho no campo defensivo. Antes de ser substituído, aos 19 minutos do segundo tempo, quase anotou um hat-trick. Nota: 8,5

Richarlison: como disse Tite, o Pombo “cheira a gol”. Fez o sétimo dele nos últimos seis jogos pela Seleção e seguiu na cola de Neymar como o artilheiro do Brasil nesse ciclo de Copa do Mundo, com 17 gols (o camisa 10 tem 18). Também deu assistência para Raphinha e foi substituído no intervalo. Nota: 8

Entraram no segundo tempo
Pedro: entrou no intervalo e precisou de 28 minutos para fazer o seu primeiro gol com a amarelinha e ficar mais próximo da Copa do Mundo. No geral, foi pouco acionado. Em sua primeira chance, após cobrança de escanteio, tentou uma puxeta de calcanhar e, na sequência, cabeceou sem força. Mostrou que precisa de poucas chances para marcar. Nota: 7

Vini Júnior: ajudou a puxar contra-ataques pelo lado esquerdo e participou do lance do gol de Pedro. Errou algumas finalizações e passes, mas não comprometeu. Segue na briga pela titularidade. Nota: 6,5

Antony: tentou um chute de fora da área aos 22 minutos, deu algumas arrancadas e dribles, mas participou pouco do jogo. Nota: 6

Renan Lodi: de volta à Seleção após um ano, ganhou chance aos 19 minutos da etapa final e teve atuação correta. Avançou algumas vezes ao ataque, foi eficiente na defesa ganhando três duelos e acertou os 16 passes que deu. Nota: 6,5

Rodrygo: entrou mais centralizado, com Vini pela esquerda, e Antony na direita. Ficou pouco tempo em campo, aplicou um drible, acertou 11 de 12 passes, ganhou dois duelos pelo chão, mas perdeu a bola duas vezes. Discreto. Nota: 6

Ibañez: fez a sua estreia e ficou pouco tempo em campo, sendo pouco exigido. Sem nota

Cármen Lúcia manda arquivar pedidos de parlamentares para investigação contra Bolsonaro por suposta interferência na PF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) o arquivamento de pedidos de investigação do presidente Jair Bolsonaro por suposta interferência na Polícia Federal durante as investigações sobre o esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC).

Nas decisões, a ministra afirma que os fatos narrados por parlamentares já são investigados no inquérito que trata do esquema no MEC.

Em junho o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores denunciados foram presos por suposto esquema de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação. Logo depois, eles foram soltos por decisão da Justiça.

Segundo interceptação telefônica feita pela Polícia Federal, dias antes da prisão, Ribeiro disse a uma filha que havia recebido uma ligação de Bolsonaro em que o presidente afirmou que tinha tido um “pressentimento” de que o ex-ministro poderia ser usado para atingi-lo.

“Hoje, o presidente me ligou. Ele está com um pressentimento novamente de que podem querer atingi-lo através de mim, sabe?”, disse o ex-ministro na ligação.

Em seguida, afirma: “Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa, sabe? Bom, isso pode acontecer, se houver indícios, mas não há porquê”.

Manifestação da PGR
Em manifestações enviadas ao STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu arquivamento dos pedidos dos parlamentares.

Segundo a PGR os fatos que servem para embasar os pedidos de investigação de Bolsonaro por interferência na PF “estão contemplados” em outro inquérito sob a relatoria de Cármen Lúcia.

Esse inquérito a que a PGR se refere está em sigilo e investiga Milton Ribeiro e o suposto favorecimento a pastores.

A Procuradoria não deixou claro, no entanto, se fez algum pedido de investigação específico sobre a conduta do presidente no âmbito dessa apuração sob relatoria de Cármen Lúcia.

“Considerando que os eventos na nova petição estão contemplados no aludido inquérito supervisionado pela Suprema Corte, não se justifica deflagrar outro procedimento formal investigativo com idêntico escopo, sob pena de se incorrer em litispendência e de se violar o princípio do ‘ne bis in idem'” diz o documento da PGR.

Denúncia levada à PF e ao MP liga doação de campanha recebida por Miguel a abuso de poder

O candidato da União Brasil ao governo de Pernambuco, Miguel Coelho, será duplamente investigado, segundo nota da campanha de Danilo Cabral: um pedido foi protocolado junto ao Ministério Público Eleitoral para que seja investigado por se beneficiar financeiramente de possível abuso de poder político e tráfico de influência cometidos pelo pai dele, o senador Fernando Bezerra Coelho.

A investigação alcança, afora Miguel Coelho, outros dois filhos do senador – Antônio Coelho e Fernando Filho -, também candidatos, conforme foi amplamente divulgado em veículos de comunicação de circulação nacional. A ação foi registrada no Ministério Público Eleitoral nesta segunda-feira (26) e pede ampla investigação que poderá levar, inclusive, à cassação do registro da candidatura de Miguel, além de ele não poder ser candidato pelos próximos oito anos.

Já a Polícia Federal, recebeu representação solicitando a abertura de inquérito policial para averiguação dos mesmos fatos, sob o argumento de prática de ilícito envolvendo articulação que teria resultado em favorecimento indevido da candidatura de Miguel Coelho e seus irmãos em montante de R$ 600 mil. Também poderá ser investigado o fazendeiro Emival Ramos Caiado, autor desta doação.

Documentos revelam que Fernando Bezerra Coelho praticou abuso de poder político e de autoridade com a utilização recursos materiais e humanos visando a obtenção ilegal de dinheiro em benefício das campanhas de Miguel e seus irmãos – Antônio Coelho e Fernando Filho. A denúncia foi reiterada pelo candidato ao governo Danilo Cabral (Frente Popular), no debate da TV Guararapes, ocorrido na noite desta segunda-feira. Em resposta a Danilo, Miguel Coelho reconheceu ter recebido o dinheiro, confirmando a conduta de moralidade questionável.

Conforme estampou matéria do dia 22 de setembro no jornal Folha de São Paulo, sob o título “Senador tenta tirar ruralista da lista suja e filhos levam doação eleitoral”, no dia 13 de julho deste ano o senador Fernando Bezerra Coelho enviou um ofício e atuou junto ao Ministério Público do Trabalho solicitando a retirada do nome de Emival Ramos Caiado Filho do Cadastro de Empregadores prevista no artigo 2º, caput, da portaria interministerial MTPS/MMIRDH nº 4, mais conhecido como “Lista Suja do trabalho escravo”. A “lista suja” é um cadastro de empregadores autuados pelo Ministério do Trabalho usando mão de obra análoga à de escravo. Ela é feita desde 2003 e atualizada a cada seis meses. Passam a integrar essa lista os empregadores de pessoas físicas e jurídicas flagrados em fiscalizações.

​Entre os argumentos utilizados para fundamentar a ação, assinada pela Frente Popular, está o de que “o Sr. Emival passou a ser simplesmente o maior doador – pessoa física – dos três filhos do senador que intercedeu em seu favor perante o Ministério do Trabalho. Mais curioso ainda é que o Sr. Emival aparentemente nunca residiu em Pernambuco e mora no Estado de Goiás”. A ação protocolada no Ministério Público Eleitoral e a representação entregue à Polícia Federal contam com documentos comprobatórios e amparam-se em artigos da Lei das Eleições.

​Conforme expõe a ação levada ao Ministério Público Eleitoral, “em um país assolado pela pobreza, a doação de quantias tão vultuosas em favor de candidatos, coincidentemente após a atuação desarrazoada de um parlamentar em favor do doador, merece ser apurada com maiores detalhes por esta Justiça Especializada, sem prejuízo de notícia crime e/ou ação de investigação judicial”.

​A ação requer “a expedição de ofício ao senador Fernando Bezerra Coelho solicitando informações sobre o ofício enviado ao Ministério do Trabalho”; o envio de ofício “ao Ministério do Trabalho, solicitando informações sobre o requerimento do senador Fernando Bezerra e quais providências foram adotadas desde o recebimento”; e, por fim, “apuração dos fatos aqui delineados e, se for caso, instaurar ação de investigação judicial eleitoral com a consequente cassação do registro/diploma, aplicação de multa por conduta vedada no máximo legal e declaração de inelegibilidade de oito anos às pessoas físicas, nos moldes do artigo nº 73 e seguintes da Lei nº 9.504/97 c/c artigo 22, inciso XIV da LC nº 64/90”.

Sobre as condutas vedadas aos agentes públicos, a Lei 9.504/97, a Lei das Eleições, destaca que é proibido por parte dos agentes públicos, servidores ou não, condutas que afetem a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais.

Em Pernambuco, Lula tem 63% das intenções de voto; Bolsonaro, 21%, segundo Folha/IPESPE

A quarta rodada de pesquisa Folha/IPESPE, divulgada ontem, além de mostrar as intenções de voto para governador e senador no estado, também ouviu os pernambucanos sobre a disputa à presidência da República. Na pesquisa estimulada, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 63%; Jair Bolsonaro (PL), 21%; Ciro Gomes (PDT), 5%; e Simone Tebet (MDB), 2%.

Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), Vera Lúcia (PSTU) e Padre Kelmon (PTB) não pontuaram. O percentual de entrevistados que não votariam em nenhum candidato, em branco ou anulariam foi de 6% e o dos que não sabem ou não responderam, 2%.

Lula tem 58% dos votos na capital, 51% na periferia e 69% no interior. Bolsonaro fica, respectivamente, com 22%, 27% e 18%. Já Ciro tem 2%, 7% e 5%. Simone possui 2% na capital, sobe para 3% na periferia e cai para 1% no interior. Soraya fica com 1% na capital, repete o mesmo percentual na periferia e não pontua no interior. Felipe, Vera e Kelmon só pontuam na capital, com 1% cada.

Entre os homens, 58% votam em Lula, 27% em Bolsonaro; 4% em Ciro e 2% em Tebet. No voto feminino, a preferência de 67% delas é por Lula. Outras 17% ficam com Bolsonaro. Ciro chega a 6% e Simone, 2%. No que diz respeito à faixa etária, Lula ganha em todas elas. Entre 16 e 24 anos, ele alcança 61% das intenções de voto. Bolsonaro fica em segundo, com 25%. Ciro e Tebet têm 5% e 3%, respectivamente. Dos que têm 60 anos ou mais, 65% seguem com o petista; 18% com o atual presidente; 3% com o pedetista e 2% com a senadora emedebista.

Pesquisa Folha de Pernambuco: Marília consolida liderança e segundo lugar fica empatado

Com a eleição já batendo na porta, a quarta rodada da Pesquisa Eleições 2022 – Governo de Pernambuco, realizada pela Folha de Pernambuco em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), mostrou a estabilização da candidata Marília Arraes, do Solidariedade, em primeiro lugar, com 35% das intenções de voto. Mas é impossível determinar quem vai disputar o segundo turno com ela. Em segundo lugar, estão numericamente empatados: Anderson Ferreira (PL), Danilo Cabral (PSB) e Raquel Lyra (PSDB) – cada um com 12%. Em seguida, tecnicamente empatado, está Miguel Coelho (UB), com 11%.

O candidato do PTB, Wellington Carneiro, tem 1%. Entre os entrevistados, 12% disseram que não votam em nenhum dos candidatos ou preferem votar branco ou nulo. Já o percentual daqueles que disseram que não sabem ou não quiseram responder chegou ao menor patamar desde o início desta série: 4%.

Em relação a quem o eleitor não votaria de jeito nenhum, Anderson Ferreira teve 27%; Danilo fica em segundo, com 20%, Marília com 17%, Miguel com 11% e Raquel Lyra tem a menor rejeição, com 9%.
O levantamento ouviu 1 mil pernambucanos nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2022. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95,45%. A pesquisa foi registrada no TRE/PE sob o protocolo PE-01647/2022 e no TSE sob o protocolo BR-09992/2022.

Evolução

Em relação à pesquisa anterior Folha/IPESPE, divulgada no dia 12 de setembro, Marília manteve o mesmo percentual de votos. Raquel e Danilo também apresentaram estabilidade. As únicas oscilações observadas, dentro da margem de erro, foram de Anderson – que tinha 13% na última pesquisa e, agora, ficou com 12% – e de Miguel – que ficou com 10% antes e passou para 11%.

Levando em conta o voto por gênero, entre os eleitores do sexo masculino, 32% disseram votar em Marília; 15% em Anderson; 12% em Raquel. Danilo e Miguel têm, cada um, 10%. Entre as mulheres, os votos se dividiram em Marília, 37%; Danilo, 14%; Raquel e Miguel, 12% cada e Anderson, 10%.

Entre os pesquisados que informaram ter entre 16 e 24 anos, 39% votam na candidata do Solidariedade. O ex-prefeito de Petrolina fica em segundo, com 16%. Raquel tem 13%, Danilo, 10% e Anderson, 9%. Entre os eleitores com mais de 60 anos, Marília fica com 32%. O socialista tem 16%. Ferreira tem 13%. Raquel, 10% e Miguel, 9%.

Reino Unido apresenta monograma oficial de Rei Charles III

O Palácio de Buckingham apresentou, nesta segunda-feira (26), o monograma oficial do rei Charles III. A imagem, escolhida pelo próprio monarca, será usada em edifícios do governo, caixas de correio e documentos oficiais do Reino Unido.

Durante o reinado de Elizabeth II, o monograma era “EIIR”, de Elizabeth II Regina (“rainha”, em latim). Agora, o monograma será “CIIIR”, ou seja, Charles III Rex (“rei”, em latim).

O novo monograma foi criado pelo “College of Arms”, fundado em 1484 para desenvolver novos escudos de armas e conservar os registros genealógicos oficiais. Existe uma versão separada da cifra para a Escócia, que apresenta a Coroa Escocesa.

As cartas que saírem do Palácio de Buckingham a partir de terça-feira (27) apresentarão o novo símbolo. Pelo escritório postal de Buckingham passam cerca de 2.000 pacotes e cartas por ano, entre convites, respostas a cartas ou correspondências oficiais.

Vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos com Pfizer contra Covid segue sem data; governo adia reunião

O governo federal ainda não tem previsão de quando vai utilizar a vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças a partir de seis meses de idade. Apesar da aprovação da Anvisa, o Ministério da Saúde prevê a realização de uma reunião com técnicos sobre o tema. O encontro ocorreria na sexta-feira (30), mas foi desmarcado.

A demora na inclusão da vacina repete o que ocorreu com a liberação das doses para a faixa de 5 a 11 anos: à época, o ministro Marcelo Queiroga convocou uma audiência e uma consulta pública para discutir a imunização infantil.

No governo atual, há histórico de ministérios que publicaram documentos oficiais para desestimular a vacinação infantil, e o próprio presidente Jair Bolsonaro atacou a vacinação infantil contra Covid e espalhou desinformação sobre mortes de crianças.

A atual etapa de “aconselhamento” está a cargo da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI). Com o adiamento da inclusão do tema na reunião da CTAI – sem data definida – o país segue sem previsão de quando começa a usar um “saldo” de 35 milhões de doses que tem junto a PFizer graças a um contrato já assinado com a fabricante.

Em entrevista ao g1, o diretor do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde, Ridauto Fernandes, diz que o acordo prevê a possibilidade de ajustar qual o tipo de vacina a ser recebida e que essa etapa da burocracia não deve ser demorada.

“O contrato prevê possibilidade de ajustarmos o tipo [de vacina] a ser entregue, se houver evoluções do produto. E ajustaremos. Não deve demorar muito”, disse Fernandes.

A expectativa é de que as doses que ainda não chegaram no Brasil sejam destinadas para o novo público infantil, mas o governo e Pfizer não detalham como andam as negociações. O contrato em vigor também prevê um acréscimo de 50 milhões de doses, o que não deve acontecer.

“Todos os contratos previram a possibilidade de acréscimo de doses. O acréscimo máximo é de 50% em cada um. Mas não houve acréscimos nos dois primeiros e nem temos previsão disso no terceiro”, afirmou Ridauto.

Público-alvo da faixa etária
Atualmente o Ministério da Saúde precisa de cerca de 39 milhões de doses para vacinar as crianças brasileiras de 6 meses a 4 anos. O esquema vacinal previsto é de três doses.

Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 13 milhões de crianças entre 6 meses e 4 anos. Tirando a faixa etária de 3 e 4 anos, que também pode ser vacinada com a Coronavac, o número de doses necessárias é menor: cerca de 21 milhões, em um cálculo aproximado.

Considerando esse recorte, o governo federal teria doses da Pfizer suficientes para vacinar apenas as crianças de 6 meses até 2 anos e 11 meses.

A aplicação das doses da Coronavac em crianças a partir dos 3 anos é feita de forma isolada pelo país e com base nos estoques em cada localidade desde a aprovação da Anvisa, em julho desde ano.

No último dia 22, crianças ficaram sem a segunda dose em Natal (RN) por falta da vacina nas unidades de saúde. Recentemente, o Ministério da Saúde negociou a compra de 1 milhão de doses com o Instituto Butantan.

Brasil pega a Tunísia hoje no seu último jogo antes da Copa do Mundo

A seleção brasileira faz nessa terça-feira a sua última partida antes da Copa do Mundo. A adversária será a Tunísia, em amistoso disputado no estádio Parque dos Príncipes, em Paris, na França, às 15h30 (de Brasília).

Embalada pela vitória por 3 a 0 sobre Gana, na última sexta-feira, e uma sequência de 14 partidas de invencibilidade, a Seleção tem a oportunidade final para fazer ajustes e observações antes de fechar a lista de convocados para o Mundial no Catar.

O técnico Tite fará duas mudanças na escalação em relação ao jogo passado.

Assim como o Brasil, a Tunísia chega em boa fase. Os africanos sustentam uma invencibilidade de sete jogos, com cinco vitórias, sendo as últimas três seguidas, contra Chile (2 a 0), Japão (3 a 0) e Comores (1 a 0).

A Tunísia está na 30ª posição do ranking de seleções da Fifa e vai disputar sexta Copa do Mundo – antes jogou os Mundiais de 1978, 1998, 2002, 2006 e 2018, sem nunca ter passado da primeira fase.

A partida entre Brasil x Tunísia tem transmissão de Globo, sportv e ge, com live antes e depois da partida.

Não haverá VAR no amistoso dessa terça-feira.

Brasil – Técnico: Tite
Titulares em boa parte desse ciclo de Copa, o lateral-direito Danilo e o meio-campista Fred voltarão à equipe de Tite nessa terça-feira. Eles entram nos lugares de Éder Militão e Vini Júnior, que iniciaram a partida contra Gana.

Com essas trocas, Lucas Paquetá passará a jogar pelo lado esquerdo do campo em vez de ficar pelo centro.

No segundo tempo é esperado que Tite dê chance a alguns reservas, tal qual fez na sexta-feira. Dos 24 jogadores de linha convocados para essa data Fifa, 16 atuaram. Os que ainda não entraram em campo foram os laterais Danilo e Renan Lodi, o zagueiro Ibañez, o meia Fred e os atacantes Pedro e Roberto Firmino. Bruno Guimarães, lesionado, foi liberado para voltar ao Newcastle.

Desfalques: Alex Sandro (cortado por lesão muscular na coxa esquerda) e Bruno Guimarães (cortado por edema muscular na coxa esquerda).

Satélites registram filas de carros nas fronteiras da Rússia com Geórgia e Mongólia

Imagens feitas por satélite pela empresa Maxar Technologies mostram que longas filas de carros se formaram nas fronteiras da Rússia com a Geórgia e com a Mongólia. Homens russos estão fugindo para países vizinhos para evitar a convocação para lutar na guerra da Ucrânia.

O plano do presidente Vladimir Putin é convocar 300 mil reservistas para reforçar as tropas russas na guerra na Ucrânia. A mobilização foi anunciada no dia 21 de setembro.

Não há dados precisos a respeito do tamanho do êxodo para outros países.

Cenas como as da fronteira da Rússia com a Geórgia e com a Mongólia também ocorreram nas divisas com o Cazaquistão e a Finlândia. A Rússia não fechou suas fronteiras, e os guardas, aparentemente, deixam as pessoas saírem do país.

No domingo, a espera para entrar na Geórgia chegou a 48 horas. O país permite que cidadãos russos entrem sem visto. Em um momento, mais de 3.000 veículos estavam na fila para cruzar a fronteira, informou a mídia estatal russa, citando autoridades locais.

Os voos para fora da Rússia se esgotaram, e os carros se acumularam nos postos de fronteira.

Os voos que partem de Moscou estão esgotados ou têm poucas passagens (a preços astronômicos).

Governo russo ainda não decidiu se fecha as fronteiras
O Kremlin disse na segunda-feira que ainda não tomou nenhuma decisão sobre o fechamento das fronteiras.

Questionado, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres: “Não sei nada sobre isso. No momento, nenhuma decisão foi tomada sobre isso”.

Informações de que a Rússia poderia fechar suas fronteiras contribuíram para a turbulência desde que o presidente Putin deu a ordem na semana passada para convocar os reservistas.

“Todo mundo em idade de alistamento deve ser proibido de viajar para o exterior na situação atual”, disse Sergei Tsekov, um importante parlamentar que representa a Crimeia anexada à Rússia na Câmara superior do Parlamento russo, à agência de notícias RIA.

Dois sites de notícias exilados – Meduza e Novaya Gazeta Europe – relataram que as autoridades planejam proibir a saída de homens, citando autoridades não identificadas.

A mobilização foi acompanhada por um anúncio de Putin de que Moscou realizaria referendos para anexar quatro províncias ucranianas ocupadas por suas forças. O Ocidente considera as votações, que devem terminar na terça-feira, um pretexto falso para tomar território capturado à força.
A mobilização levou aos primeiros protestos contínuos na Rússia desde o início da guerra, com um grupo de monitoramento estimando que pelo menos 2 mil pessoas foram presas até agora. Todas as críticas públicas à “operação militar especial” são proibidas.

Imagens que circulam na internet mostram confrontos entre multidões e policiais, principalmente em áreas onde predominam minorias étnicas, como o Daguestão, no sul, que é majoritariamente muçulmano e a Buriácia, lar dos budistas mongóis, na Sibéria.