O deputado federal Alexandre Frota (Pros-SP) informou nesta quinta-feira (24) que deixou o grupo de Cultura da transição do governo Lula. Frota escreveu em suas redes sociais que tomou a decisão por estar sofrendo preconceito.
O deputado, que apoiou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2018 e depois rompeu com ele, disse que tem sido alvo de ataques de uma ala da “esquerda sapatênis”.
“Fala, pessoal. Tenho visto os ataques covardes e preconceituosos que eu tenho recebido por ter sido convidado para a transição na Cultura. Ataques, inclusive à minha família, vêm de uma ala da esquerda sapatênis do Leblon. O preconceito está na transição que fala em um país plural”, disse.
O nome de Frota foi anunciado no início desta semana pelo coordenador da transição, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. Outros políticos ex-aliados de Bolsonaro ou antigos críticos do PT também foram escolhidos para integrar a equipe.
“O preconceito está na cabeça deles, que falam da diversidade, de oportunidades para todos, de respeito às diferenças, sem julgamentos (não é bem assim ). Como estou de boa e não quero problemas, vou ficar com minha família e declinar do convite .Obrigado”, completou Frota.
Frota disputou a eleição neste ano para deputado estadual, mas não conseguiu se eleger.
O ex-jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, de 81 anos, fez uma publicação nas redes sociais, na manhã desta quinta-feira (24), enviando energias positivas para a seleção brasileira, que estreia na Copa do Mundo do Catar. Na postagem, o Rei do Futebol pede para que os jogadores do Brasil tragam o troféu para casa.
“Hoje começamos a escrever uma nova história. Não importa o tamanho e a tradição dos adversários: nós devemos respeitar e jogar cada partida com o foco de uma final. É importante jogar bonito sim, mas também é indispensável deixar tudo de si dentro do gramado”, disse o ex-jogador.
Pelé ressaltou ainda que serão mais de 200 milhões de corações como um só, vibrando a cada conquista da seleção. “Estou enviando todas energias positivas para vocês. Tenho certeza que teremos um final feliz. Que Deus os abençoe. Tragam este troféu para casa!”.
O rei do futebol publicou uma sequência de fotos e afirmou que são para inspirar os jogadores do Brasil. “De propósito, não escolhi as fotos de dribles, mas sim as de batalhas”.
Integrantes da transição de governo, os economistas Nelson Barbosa (ex-ministro do Planejamento e da Fazenda) e Guilherme Mello tiveram nesta quinta-feira (23) a primeira reunião com a atual equipe do Ministério da Economia, chefiada por Paulo Guedes.
O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, aconteceu no Ministério da Economia, em Brasília. Depois da reunião, Nelson Barbosa disse a jornalistas que as opiniões de Guedes serão levadas em consideração pelo grupo que atua na transição.
“As informações que o ministro apresentou, e opiniões que o ministro deu, serão levadas em consideração na transição”, afirmou Barbosa.
Ele não quis detalhar quais as informações foram prestadas pelo atual titular do Ministério da Economia. “A sugestão do ministro, se ele quiser, ele apresenta. É uma conversa entre o governo em exercício e o governo eleito”, disse Barbosa.
Na semana passada, durante um evento em comemoração aos 30 anos da Secretaria de Política Econômica (SPE). Em seu discurso, Paulo Guedes elevou o tom e fez ataques contra Lula.
“Já ganhou, cala a boca, vai trabalhar, vai construir um negócio melhor, porque o desafio é grande”, disse Guedes.
PEC da Transição Os integrantes do grupo de transição relataram que o clima da reunião foi “ótimo”. Barbosa afirmou que durante a reunião com Guedes não foi discutida a PEC da transição, proposta do governo eleito para viabilizar o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 650 no ano que vem.
“A PEC está sendo negociada no Congresso, falamos mais da situação da transição. Transição de equipe, de como processar os atos administrativos do ministério nessa transição, o que tem de ser feito em dezembro, o que está programado para ser feito em janeiro”, disse.
A PEC da transição retira do teto de gastos os recursos necessários para pagamento do Bolsa Família no ano que vem. Tetos de gastos é a regra que limite as despesas do governo para controlar o crescimento da dívida pública.
O Republicanos e o PP, partidos que compuseram o arco de aliança com o PL na campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), vão recorrer da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, que determinou multa de R$ 22,9 milhões e bloqueio do fundo partidário das legendas.
Nessa quarta-feira (23), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, determinou uma multa aos partidos da coligação — PP, PL e Republicanos — por litigância de má fé, por não terem provas das acusações feitas contra a legitimidade da eleição.
A ação foi elaborada pelo partido de Bolsonaro, mas foi feita em nome de toda a coligação partidária.
“Não contestei resultado. Pelo contrário. Reconheci o resultado publicamente às 20h28 do dia da eleição” disse Marcos Pereira, citando sua publicação no Twitter. — Vamos recorrer dessa parte (bloqueio dos fundos). Não dei aval. Gostaria ao menos de ter sido consultado.
O presidente do PP, Cláudio Cajado (BA), disse que não autorizou Valdemar Costa Neto, presidente do PL, a entrar com a ação em nome da coligação do presidente Jair Bolsonaro, e que irá recorrer para que a legenda seja excluída da punição determinada ao PL.
“O Partido Progressista vai apresentar recurso porque nós não autorizamos a ação”, disse Cajado em nota. “O presidente Valdemar como representante da coligação entrou em nome da coligação, mas não tivemos nenhuma participação nesse processo, sequer fomos intimados ou citados, e como podemos ser penalizados?”, questionou. Segundo ele, os advogados do partido irão recorrer ainda nesta quinta-feira.
Cajado questiona a legitimidade de Valdemar de entrar com uma ação em nome da coligação após a eleição.
“Faltou intimação dos partidos da coligação (Progressistas e Republicanos) para se manifestarem; os poderes do representante [PL] só valem até a eleição – as eleições já terminaram e o resultado foi admitido pelos presidentes dos partidos”, escreveu o presidente do PP.
“A ata de eleição do representante da coligação não pode ser um cheque em branco”, disse.
Um menino de 8 anos, que morava no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife, morreu vítima da Covid-19, no último domingo (20). Segundo a Secretaria de Saúde da capital pernambucana (Sesau), ele não havia recebido nenhuma dose de imunizante contra a doença, além de ter asma e diabetes.
Desde o início da pandemia de Covid-19, 98 crianças de 0 a 9 anos morreram da doença no Estado.
Ainda de acordo com a Sesau, o menino começou a apresentar sintomas no último dia 9. Ele tinha quadro de febre, tosse e desconforto respiratório.
Na última quinta-feira (17), ele deu entrada em um hospital particular e, posteriormente, foi transferido para a UTI do Hospital Infantil Jorge de Medeiros, unidade de saúde localizada no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.
O menino morreu no Jorge de Medeiros e a causa como Covid-19 foi confirmada pelo critério laboratorial.
A morte do garoto, que não recebeu nenhuma dose de vacina, reacende, mais uma vez, o alerta para a imunização de crianças.-
Em todo o Estado, segundo os dados mais recentes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), de quarta-feira (23), 802.630 crianças receberam a primeira dose da vacina – uma cobertura equivalente a 53,99%. A taxa da segunda dose é ainda mais baixa: apenas 520.810 voltaram aos postos para receber o reforço – cobertura de 35,03%. No Recife, a cobertura de primeira dose entre crianças é de 61,64%. A segunda chegou a 38,44% dos pequenos da capital.
Um homem ficou gravemente ferido após bater de frente o carro que dirigia com um caminhão. O acidente foi na manhã desta quinta-feira (24) na PR-418, no Contorno Norte em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista perdeu controle do carro após a bandeira do Brasil que estava presa no capô soltar e tampar a visão do condutor.
A vítima que ficou presa entre as ferragens, foi socorrida e levada para o hospital com diversas fraturas, conforme os socorristas.
O motorista do caminhão não ficou ferido, segundo a corporação.
A rodovia ficou pouco mais de uma hora interditada e foi liberada pela polícia em seguida.
O prefeito de Lajeado do Bugre, Roberto Maciel Santos (PP), foi morto a tiros dentro da prefeitura municipal no fim da manhã desta quinta-feira (24). A informação foi confirmada pela Brigada Militar (BM).
Segundo a BM, dois homens encapuzados teriam chegado ao local e atirado contra o prefeito dentro do gabinete dele.
Outra pessoa, ainda não identificada, também foi atingida e levada ao hospital de Palmeira das Missões.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) manifestou pesar. “Recebo com muita tristeza essa notícia. Espero que, na fé, encontrem consolo e resignação neste momento de tristeza e pesar”, disse em telegrama ao município e aos familiares, o prefeito da CNM, Paulo Ziulkoski.
Secretário morto em 2019 Em junho de 2019, o então secretário de Saúde da cidade, Vilmar Brandão Alves, de 52 anos, também foi morto a tiros. Ele estava em um bar no interior do município, que fica no Norte do Rio Grande do Sul. O suspeito do crime foi preso em flagrante.
Segundo o delegado Gustavo Fleury, o suspeito chegou ao bar e atirou contra um outro homem. Depois, teria retornado ao bar e matado a tiros o secretário de Saúde. Vilmar chegou a ser atendido, mas morreu no hospital de Palmeira das Missões.
O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (23) a portaria que institui incentivo financeiro para o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A iniciativa assegura a oferta e a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para cerca de 4 milhões de adolescentes e mulheres em 3,5 mil municípios brasileiros no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2022, serão investidos R$ 23,4 milhões para os últimos dois meses do ano. Já para 2023, a meta é investir R$ 140,4 milhões e para 2024, o repasse também será de R$ 140,4 milhões levando em conta o número de beneficiadas.
O programa inclui 3,5 milhões de estudantes de baixa renda, matriculadas nos níveis de ensino fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino profissional, em escolas pactuadas na adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE).
Também poderão receber o incentivo 291 mil adolescentes internadas em unidades de cumprimento de medida socioeducativa, cadastradas em uma equipe Saúde da Família ou equipe de Atenção Primária, observados os critérios do Programa Previne Brasil (faixa etária entre 12 e 21 anos). Outras 17,2 mil mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema, cadastradas em equipe de Consultório na Rua homologada pelo Ministério da Saúde, observados os critérios do Programa Previne Brasil – faixa etária entre 08 a 50 anos.
O programa será implementado de forma integrada entre União, estados e municípios, mediante a atuação das áreas da saúde, assistência social, educação e segurança pública. A distribuição dependerá da organização de cada município, em locais como Unidades Básicas de Saúde, escolas que participam do Programa Saúde na Escola e Consultórios na Rua que forem homologados pelo Ministério da Saúde.
A Câmara dos Deputados instituiu nesta quarta-feira (23) a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição que permitirá a ampliação de limite de despesas com pessoal ativo nas áreas da saúde e da educação.
O texto tem o objetivo de viabilizar o piso salarial da enfermagem, que está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da indefinição sobre fontes de financiamento. Líderes partidários devem indicar 34 titulares e 34 suplentes que participarão da comissão para que o colegiado seja formalmente instalado.
A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), relatora do piso salarial, afirmou que será incluída ao texto da PEC outra proposta que autoriza a utilização do superávit de fundos públicos federais no financiamento dos novos salários mínimos da categoria.
“A enfermagem não pode esperar. Por isso, vamos instalar o mais rapidamente possível essa comissão especial e vamos garantir o relatório também no prazo das 10 sessões. Com essa iniciativa parlamentar, vamos garantindo parte das fontes de financiamento atendendo a estados, municípios, e união e também atendendo os hospitais filantrópicos”, disse.
O deputado Mauro Benevides Filho afirmou que a proposta de sua autoria define a fonte de recursos do pagamento do piso salarial da enfermagem em todo o país sem comprometer as receitas tributárias dos entes federativos.
“Estamos de tratando exclusivamente do superávit financeiro dos fundos federais – entre R$ 10 bilhões e 11 bilhões – para o pagamento do piso”, explicou.
O sertanejo de Jabitacá, Iguaracy, Alexandre Pires , é mais um da região do Pajeú a integrar a equipe de transição do presidente eleito Lula.
Alexandre foi indicado pela Articulação Semiárido Brasileiro – ASA, Articulação no Semiárido de Pernambuco – ASA-PE e Conferência Nacional Popular, por Direitos, Democracia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional para integrar o grupo de trabalho que trata da pauta da segurança alimentar no estado.
Alexandre é atualmente filiado ao PSOL e tem vasta experiência na pauta ligada ao tema. Foi dirigente da ASA Pernambuco e só se afastou pela disputa política.
Um quadro respeitado com grande contribuição para a ampliação de políticas públicas de combate à fome, à miséria e à escassez hídrica no semiárido do Nordeste. Também grande interlocução com os movimentos populares.
“Nossa contribuição independe de onde e quando. Será onde for necessário”, disse, comentando a indicação.
Dias antes, Antônio Marinho foi indicado para a agenda de transição da Cultura.
O Grupo Técnico (GT) Justiça e Segurança Pública da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita haver uma “politização” e “desmonte financeiro” na Polícia Federal (PF) e na Polícia Rodoviária Federal (PRF). O grupo vai se reunir, hoje (23) para discutir as restrições financeiras em ambos os órgãos.
Um dos integrantes do GT afirmou à GloboNews que, só este mês, a PRF limitou os serviços de manutenção em viaturas, alegando questões de ordem financeira. Já a PF cancelou a confecção de passaportes. A justificativa é a falta de verba para adquirir os papeis para os documentos.
O GT já tem reunião agendada com a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais. No encontro, a entidade vai tentar explicar que os policiais rodoviários federais são uma coisa, e a atual gestão da PRF – que está sendo alvo de investigação –, outra.
“Os policiais rodoviários federais não têm nada a ver com a alta gestão. Os bons resultados apresentados pela categoria foram usados indevidamente pelo presidente Jair Bolsonaro, pois a PRF é uma instituição de Estado e não de governo”, afirmou um membro da federação que não quis se identificar.
O objetivo da equipe de transição, segundo reportagem da GloboNews, é estabelecer uma política nacional de segurança pública mais unificada e coordenada nacionalmente, que se estivesse em vigor, poderia ter desfeito rapidamente os bloqueios ilegais em rodovias Brasil afora. Os bloqueios estão sendo realizados por apoiadores do presidente de Bolsonaro inconformados com o resultado das eleições.
No que diz respeito à Polícia Federal, o GT entende que precisa haver soluções orçamentárias. O governo Bolsonaro já informou que deve liberar recursos para a retomada da confecção de passaportes, mas não disse quando a medida será implementada nem quando o documento voltará a ser confeccionado.
A seleção da Arábia Saudita informou nesta quarta-feira (23) que o seu lateral-esquerdo, o jogador Yasser Al-Shahrani, será submetido a cirurgia após uma lesão na cabeça sofrida durante a surpreendente vitória sobre a Argentina, na estreia da Copa do Mundo.
Os exames médicos realizados em Doha revelaram que o defensor se encontra em “condição estável” após “sofrer um forte choque na cabeça, tórax e abdômen”, sinalizou a equipe saudita em sua conta oficial no Twitter. Al-Shahrani foi “transferido ao Hospital da Guarda Nacional de Riad e será operado nas próximas horas”, disse o comunicado.
O lateral de 30 anos, que joga pelo Al-Hilal, sofreu um choque com o goleiro de sua própria equipe durante os acréscimos no final da partida, que terminou com uma vitória heroica sobre uma das favoritas ao título do torneio.
No lance, Al-Owais acertou o rosto de Al-Shahrani com o joelho esquerdo. “Gostaria de garantir a vocês que estou bem, rezem por mim e parabéns pela vitória”, disse o jogador posteriormente em um vídeo gravado em uma cama de hospital e postado nas redes sociais.
Com três pontos, a seleção saudita é a líder inesperada do Grupo C, seguida por México e Polônia, com um ponto cada, e a Argentina, que não pontuou. O próximo confronto dos ‘Falcões Verdes’ será no sábado (26), contra a Polônia.
O Brasil registrou 102 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, nesta quarta-feira (23), chegando a 689.325 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 73, com variação de +50% em relação aos últimos 7 dias, segundo dia com tendência de alta.
Já a média móvel de casos conhecidos passou de 20 mil pela primeira vez desde 1º de setembro.
Brasil, 23 de novembro Total de mortes: 689.325 Registro de mortes em 24 horas: 102 Média de mortes nos últimos 7 dias: 73 (variação em 14 dias: +50%) Total de casos conhecidos confirmados: 35.121.301 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 27.171 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 20.175 (variação em 14 dias: +244%)
No total, o país registrou 27.171 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 35.121.301 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 27.171, passando da casa de 20 mil pela primeira vez desde 1º de setembro. A variação foi de 244% em relação a duas semanas antes.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Subindo (16 estados): PB, RJ, MT, MA, RN, BA, MG, PR, SE, RO, PE, PA, SC, AM, AL, GO Em estabilidade (5 estados e o DF): CE, DF, AP, RR, AC, SP Em queda (1 estado): RS Não divulgou até 20h (4 estados): ES, MS, PI e TO
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (23), de forma simbólica, um projeto de lei que proíbe alterações, edições ou adições no texto da Bíblia. O projeto é defendido pela bancada evangélica.
O texto, que agora segue para o Senado, já tramitava em regime de urgência na Câmara, para acelerar a votação.
A aprovação teve apoio da maioria dos partidos, inclusive de parte das siglas de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro, como PT, PDT, PCdoB e PSB.
Apenas três partidos orientaram suas bancadas a votar contra: PSOL, Novo e Rede.
“Sou evangélico, leitor da Bíblia desde que eu nasci, praticamente. Mas pergunto: com a aprovação dessa lei, quem vai fazer essa fiscalização?”, questionou o deputado Lucas Gonzalez (Novo-MG).
“É o Estado que deve dizer qual palavra, qual texto, qual frase, qual conteúdo deve estar no texto sagrado?”, completou.
O projeto também estabelece que fica assegurada a pregação do conteúdo da Bíblia em todo o território nacional.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, negou o pedido de verificação extraordinária do resultado do segundo turno das eleições. O pedido foi apresentado na terça-feira (22) pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro.
Moraes considerou que a ação do partido não apresenta qualquer indício ou prova de fraude que justifique a reavaliação de parte dos votos registrados pelas urnas.
O ministro ainda condenou a coligação da campanha à reeleição de Bolsonaro a pagar uma multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé — quando a Justiça é acionada de forma irresponsável.
Moraes determinou ainda:
o bloqueio e a suspensão dos repasses do fundo partidário às siglas até que a multa seja quitada;
a abertura de um processo administrativo pela Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar “eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário”;
o envio de cópias do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a atuação de uma suposta milícia digital para atacar a democracia e as instituições. Pedido ‘esdrúxulo’
A ação do partido de Bolsonaro é baseada no relatório de uma consultoria privada que diz que as urnas anteriores ao modelo 2020, que têm um número de série único, deveriam apresentar um número individualizado. Segundo a auditoria, isso não permitiria que esses equipamentos passassem por uma auditagem — o que é desmentido por uma série de especialistas e entidades fiscalizadoras.
Na terça, ao receber o pedido do PL, Moraes, deu 24 horas para o partido entregar os dados completos da consultoria, inclusive do primeiro turno, já que ambos os turnos usaram as mesmas urnas.
Mas o partido não incluiu o primeiro turno na auditoria — na prática, incluir o primeiro turno levaria ao questionamento da eleição da bancada do PL: a maior da Câmara.
Na decisão desta quarta, Moraes classificou o pedido do PL de “esdrúxulo”, “ilícito” e realizado de maneira inconsequente.
Moraes disse que o partido atentou contra o Estado democrático de direito e usa o pedido para incentivar movimentos criminosos e antidemocráticos que estão ocorrendo nas estradas, inclusive com uso de violência.
O presidente do TSE esclareceu ainda que é descabida a afirmação de que as urnas possuem o mesmo número de identificação, o que impediria o rastreamento. Para Moraes, esse argumento só pode ter sido levantado por ignorância — o que não parece ser o caso, segundo Moraes –, ou má fé.
Moraes afirmou que os argumentos do PL são absolutamente falsos, já que todas as urnas utilizadas na eleições 2022 assinam digitalmente os resultados com chaves privativas de cada equipamento. E que essas assinaturas são acompanhadas dos certificados digitais únicos de cada urna. Portanto, a partir da assinatura digital, é possível rastrear a origem dos arquivos.
O ministro afirmou ainda que não faz sentido verificar os votos do segundo turno apenas para presidente da República, porque é impossível dissociar um turno do outro, sendo que os equipamentos foram usados nos dois turnos.