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Quaest no RJ: Eduardo Paes lidera em todos os cenários de 1º e 2º turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra como está a disputa pelo governo do Rio de Janeiro, com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com 23 pontos percentuais à frente de Douglas Ruas (PL), o segundo colocado. O ex-governador Garotinho vem em terceiro. O levantamento foi encomendado pela Globo.

Em cenários de segundo turno, Paes também venceria Ruas e Garotinho, segundo a pesquisa.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada de 1º turno, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados.

Eduardo Paes (PSD): 37%
Douglas Ruas (PL): 14%
Garotinho (Republicanos): 7%
William Siri (PSOL): 3%
Coronel Busnello (MIssão): 1%
Cyro Garcia (PSTU): 1%
Juliete (UP): 1%
Luan Monteiro (PCO): 0%
André Marinho (Novo): 0%
Indecisos: 20%
Branco/nulo/não vai votar: 16%

Nos segmentos por sexo, idade, escolaridade, renda, cor/raça, religião e identificação política, Paes lidera em 20 de 21 cenários – perde apenas entre os eleitores que se dizem bolsonaristas (22%, contra 29% de Ruas).

42% ainda podem mudar o voto

Para 58% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 42% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.

A pesquisa foi contratada pela Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias sexta-feira (21) e segunda-feira (24) de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RJ-08748/2026.

Pesquisa espontânea: 69% estão indecisos

A Quaest mostra também os resultados da pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores. Neste cenário, o percentual de indecisos é de 69%.

Eduardo Paes: 16%
Douglas Ruas: 7%
Garotinho: 1%
William Siri: 1%
Coronel Busnello: 0%
André Marinho: 0%
Cyro Garcia: 0%
Juliete: 0%
Luan Monteiro: 0%
Outros: 1%
Indecisos: 69%
Branco/nulo/não vai votar: 5%

Cenários de 2º turno

A pesquisa traz duas simulações de 2º turno. Os dados estão abaixo:

Cenário 1:

Eduardo Paes (PSD): 50%
Douglas Ruas (PL): 20%
Em branco/nulo/nenhum: 18%
Indecisos: 12%

Cenário 2:

Eduardo Paes (PSD): 53%
Anthony Garotinho (Republicanos): 12%
Em branco/nulo/nenhum: 24%
Indecisos: 11%

Rumos do governo estadual

54% consideram que é necessário mudar totalmente
32% defendem mudar apenas o que não está bom
11% dos eleitores dizem que o governador a ser eleito deve continuar o trabalho que vem sendo feito
Não sabe/não respondeu: 3%

Aliados políticos

38% querem um governador independente
32% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro
25% preferem que o governador eleito seja aliado de Lula
Não sabe/não respondeu: 5%

Apoio de Lula

35% dizem que diminui a chance de votar no candidato
44% dizem que não muda nada
17% dizem que o apoio de Lula aumenta a chance de votar no candidato
Apoio de Flávio Bolsonaro
41% dizem que não muda nada
29% dizem que diminui a chance de votar no candidato
27% dizem que o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar no candidato

Índice de rejeição dos candidatos

A Quaest consultou também aos eleitores sobre cada um dos candidatos: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são Garotinho e Eduardo Paes.

Garotinho é rejeitado por 68%, Eduardo Paes por 41%, e Douglas Ruas por 21%.

EDUARDO PAES

Conhece e votaria: 52%
Não conhece: 7%
Conhece e não votaria: 41%

DOUGLAS RUAS

Conhece e votaria: 20%
Não conhece: 59%
Conhece e não votaria: 21%

GAROTINHO

Conhece e votaria: 17%
Não conhece: 15%
Conhece e não votaria: 68%

CYRO GARCIA

Conhece e votaria: 13%
Não conhece: 47%
Conhece e não votaria: 40%
WILLIAM SIRI

Conhece e votaria: 9%
Não conhece: 74%
Conhece e não votaria: 17%

ANDRÉ MARINHO

Conhece e votaria: 6%
Não conhece: 79%
Conhece e não votaria: 15%

JULIETE

Conhece e votaria: 5%
Não conhece: 85%
Conhece e não votaria: 10%

LUAN MONTEIRO

Conhece e votaria: 5%
Não conhece: 85%
Conhece e não votaria: 10%

CORONEL BUSNELLO

Conhece e votaria: 4%
Não conhece: 80%
Conhece e não votaria: 16%

Aprovação e avaliação do governo

A pesquisa mostra também como está a avaliação do governo do Rio de Janeiro e os índices de aprovação e desaprovação.

Aprovação do governo Ricardo Couto:

Aprova: 38%
Desaprova: 20%
Não sabe/não respondeu: 42

Avaliação do governo de Ricardo Couto:

Positivo: 20%
Regular: 34%
Negativo: 16%
Não sabe/não respondeu: 30%

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Quaest: Lula lidera em Pernambuco com 54%; Flávio Bolsonaro tem 19%

A nova pesquisa Quaest em Pernambuco, divulgada nesta terça (25), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, com 54% das intenções de voto, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL) surge com 19% no primeiro turno.

No último levantamento da Quaest, em julho deste ano, Lula tinha 55% e Flávio somava 21%.

A pesquisa foi estimulada, quando a lista de candidatos é mostrada aos eleitores entrevistados. Neste cenário, Pablo Marçal (PRTB), que está cadastrado como candidato, apesar de inelegível, não está na lista. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não julgou se ele está apto a concorrer.

Outros candidatos

No mesmo cenário, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3%; Renan Santos (Missão) tem 2%; enquanto Augusto Cury (Avante), Pablo Marçal (PRTB) e Romeu Zema (Novo) têm 1%.

Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) têm 0%.

Neste caso, indecisos são 10%, assim como brancos, nulos ou pessoas que afirmam que não irão votar.

Cenário com Marçal

No cenário com Marçal, Lula continua na liderança, com 55%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 19%. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 2%. Pablo Marçal (PRTB) e Romeu Zema (Novo) têm 1%

Augusto Cury (Avante), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) todos têm 0%.

Neste caso, indecisos são 10%. Brancos, nulos ou pessoas que afirmam que não irão votar são 10%.

Pesquisa

Na pesquisa, foram ouvidos 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-07828/2026.

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisa eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

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Quaest: Marília Arraes lidera disputa pelo Senado com 16%; Humberto tem 13% e Mendonça, 9%

A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) aparece na liderança da disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado nas eleições de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Ela soma 16% das intenções de voto, seguida pelo senador Humberto Costa (PT), com 13%.

Na sequência aparecem o ex-ministro Mendonça Filho (PL), com 9%, e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), com 6%. O levantamento foi encomendado pela Globo.

Na pesquisa, foram ouvidos 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-07828/2026.

Como Pernambuco elegerá dois senadores em 2026, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Por isso, a pesquisa considera a combinação das duas escolhas feitas pelos entrevistados, e os percentuais representam a soma das menções para a primeira e a segunda vaga.

O cenário também é marcado pelo alto nível de indefinição. Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, 26% ainda não sabem em quem votar. Outros 24% afirmam que votarão em branco, nulo ou que não irão votar. Somados, os dois grupos representam metade do eleitorado.

Já na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, o nível de indecisão chega a 80%. O resultado indica que a disputa ainda está em fase de definição para uma parcela significativa dos eleitores.

Veja os números da pesquisa Quaest para o Senado em Pernambuco:

* Marília Arraes (PDT): 16%
* Humberto Costa (PT): 13%
* Mendonça Filho (PL): 9%
* Eduardo da Fonte (PP): 6%
* Túlio Gadêlha (PSD): 3%
* Pastor Gilvan Costa (Democrata): 1%
* Carlos Sant’anna (Novo): 1%
* Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
* Mariano Macedo (PSTU): 0%
* Mailson Neto (PCO): 0%
* Gorett Bitu (UP): 0%
* Samuel Timoteo (UP): 0%
* Indecisos: 26%
* Branco/nulo/não vai votar: 24%

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Pesquisa Quaest PE: Raquel Lyra chega a 44% contra 36% de João Campos

A nova pesquisa divulgada pela Genial/Quaest registrou vantagem da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que aparece com 44% das intenções de voto contra 36% do candidato da oposição, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo governo de Pernambuco. Encomendado pela Globo, o levantamento foi divulgado no fim da tarde desta terça (25).

A pesquisa estimulada também mediu a intenção de votos dos demais candidatos na disputa, Ivan Moraes (Psol), da coligação Pernambuco de Luta, somou 1% das intenções de voto.

Os demais candidatos, Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO), Guilherme Fonseca (PSTU) e Professor Jeremias do Banco (Democrata), não pontuaram.

Outros 7% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou afirmaram que não pretendem votar, enquanto 12% se disseram indecisos.

O instituto também divulgou os resultados da pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores. De acordo com o levantamento, a governadora Raquel Lyra venceria a disputa, somando 33% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife, João Campos, ficaria como segundo colocado, com 22%.

Os demais candidatos, juntos, somaram 1% das intenções de votos. Brancos, nulos ou não sabem, representaram 4% dos entrevistados.

2º turno

O levantamento também avaliou as intenções de voto em um possível segundo turno com a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos na disputa pelo comando do governo estadual.

Raquel Lyra figura na primeira posição, com 47% das declarações de voto. Já João Campos tem a preferência de 37% dos eleitores. Indecisos representaram 9% dos entrevistados e 7% declararam que votariam branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos.

Dados

O levantamento foi realizado com 1.302 eleitores pernambucanos com 16 anos ou mais, entre 21 e 24 de agosto. A pesquisa tem margem de erro estimada em três pontos percentuais, para cima ou para baixo, e índice de confiança de 95%. O registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-07828/2026.

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Quaest: governo Raquel Lyra é aprovado por 68%, enquanto 24% desaprovam

A nova pesquisa da Quaest apontou que 68% dos eleitores pernambucanos aprovam a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (25), mostrou que a desaprovação do governo dela é de 24%.

Em relação às últimas estatísticas estimadas pela Quaest, em julho deste ano, Raquel Lyra (PSD) manteve a taxa de aprovação e teve 1% a mais de desaprovação.

De acordo com os resultados do levantamento desta terça (25), 8% dos entrevistados não souberam responder ou não responderam.

Avaliação

Além disso, a avaliação do governo de Raquel Lyra (PSD) é positiva para 46% dos entrevistados, enquanto 33% consideram a gestão regular e 16% acham o mandato negativo. Por fim, 5% dos entrevistados não souberam responder ou não responderam.

Sobre as opiniões a respeito da possível reeleição da governadora, 61% acreditam que ela merece continuar à frente do executivo estadual, enquanto 33% não concordam com isso. As pessoas que não souberam responder ou não responderam configuraram 6%.

Repercussão

Sobre o rumo dos trabalhos realizados a nível estadual, 41% dos eleitores dizem que o governador a ser eleito deve continuar o trabalho que vem sendo feito.

Sobre mudanças, 31% defendem alterar apenas o que não está bom, enquanto 23% consideram que é preciso mudar totalmente. As pessoas que não souberam responder ou não responderam configuraram 5%.

Problemas

Os eleitores também foram perguntados sobre o principal problema de Pernambuco. Segundo os resultados obtidos pela Quaest, os pontos mais citados foram saúde (33%); violência (21%); corrupção e desemprego (5%).

Para 4%, infraestrutura foi um tópico destacado, enquanto economia e pobreza/desigualdade foram enfatizados por 3%, e enchentes, por 2%. Por fim, 8% destacaram outros problemas.

Para 1%, nenhum problema foi considerado ou não existem. Pessoas que não souberam responder ou não responderam foram 10%.

Pesquisa

A Quaest entrevistou 1.302 eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O número de registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-07828/2026.

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisa eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

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PF pede à produtora de Dark Horse que abra as contas do filme

PF pede à produtora de Dark Horse que abra as contas do filme | Blogs | CNN  Brasil

A Polícia Federal encaminhou um e-mail à empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, pedindo que ela voluntariamente colabore com as investigações e abra as contas do filme para o órgão. O filme conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O e-mail, segundo relatos, foi encaminhado há uma semana, no dia 18 de agosto, por um delegado da Polícia Federal lotado em Brasília, ao qual foi anexado um ofício detalhando o pedido.

Nele, é solicitada “a apresentação voluntária da documentação comprobatória da produção cinematográfica”, como faturas pagas, invoices realizados dentro e fora do país, contratos, aditivos, demonstração de despesas, comprovantes das origens dos recursos empregados e dos financiamentos.

Karina não encaminhou o que foi pedido. O advogado Ricardo Sayeg solicitou à PF mais detalhes sobre o processo, como a portaria de instauração do inquérito policial, para que possa entender o que está sendo apurado contra ela. E respondeu ao delegado entender que o que está em curso é uma “fishing expedition”, ou “pesca predatória”, termo utilizado no direito para classificar uma devassa em uma pessoa ou empresa em busca de um crime.

Na tarde desta terça-feira (25), Karina e a produtora Go Up divulgaram uma nota reafirmando a regularidade na execução do filme, que conta a história de Jair Bolsonaro.

Diante de questionamentos levantados nos últimos dias, a Go Up Entertainment Ltda. vem a público esclarecer que o laudo de transparência das contas sobre o filme The Dark Horse já foi feito e entregue às autoridades competentes no dia 10 de junho de 2026, ou seja, há dois meses e meio”, diz a nota, assinada pelo advogado Ricardo Sayeg.

De acordo com o advogado, “a apresentação completa foi entregue em tempo hábil, cumprindo as obrigações legais relacionadas à produção e aos recursos envolvidos no projeto, e esclarecendo a total regularidade no recebimento e destinação de recursos relativos à produção de origem integralmente privada”.

Ele diz ainda que “na oportunidade foi apresentado laudo de perícia técnica, elaborado por profissional independente, que analisou toda a documentação financeira e contábil relacionada ao filme”.

Afirma também que “o documento emitido pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI) atesta que 100% dos valores recebidos foram utilizados em despesas diretas e indiretas da produção do filme, sem qualquer irregularidade na aplicação dos recursos captados”.

Por fim, declarou que “a Go Up Entertainment Ltda. reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento de todas as obrigações legais”.

O caso voltou ao centro das atenções nesta semana após o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizar o compartilhamento de informações da investigação da Polícia Civil de São Paulo, que envolve a produtora, com a Polícia Federal.

A CNN mostrou na segunda-feira (24) que o candidato a presidente Flávio Bolsonaro desistiu de apresentar uma prestação de contas do filme e deixou a tarefa para a produtora. Ele havia anunciado a prestação de contas após um áudio em que pede recursos para o filme a Daniel Vorcaro vazar, no dia 13 de maio.

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Em nova manobra, EUA suspendem agendamentos para vistos em todo o mundo

O governo do presidente Donald Trump suspendeu o agendamento de entrevistas para vistos de solicitantes de todo o mundo, em meio à ofensiva de imigração promovida pelos Estados Unidos durante o segundo mandato do líder republicano na Casa Branca.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta terça-feira (25) que foi lançado um programa global de treinamento em todas as embaixadas e consulados americanos no mundo e que os agendamentos para serviços de vistos serão ajustados para acomodar o treinamento.

Trump promove uma ofensiva agressiva de deportações e repressão à imigração que inclui a revogação de vistos e green cards e a rejeição de pedidos por uma série de motivos, como opiniões políticas e protestos pró-palestinos contra a ofensiva do aliado americano Israel em Gaza.

Segundo Trump, a ofensiva tem como objetivo melhorar a segurança interna.

A política tem enfrentado alguns reveses judiciais. Na sexta-feira, um juiz federal dos EUA derrubou uma medida do governo Trump que suspendia a emissão de vistos de imigrantes para solicitantes de 75 países, afirmando que a política excedia a autoridade legal do secretário de Estado, Marco Rubio.

O Departamento de Estado não informou detalhes sobre o treinamento nem sobre seu cronograma, além de dizer que a iniciativa busca ajudar funcionários consulares a identificar solicitantes que provavelmente se tornariam dependentes de benefícios públicos dos EUA e garantir que a avaliação dos pedidos de visto seja feita “de forma abrangente e consistente”.

A suspensão dos agendamentos de vistos foi noticiada anteriormente pelo Financial Times, que informou que solicitantes de vistos de imigrantes com entrevistas marcadas em embaixadas e consulados dos EUA receberam e-mails informando que seus agendamentos seriam remarcados e que receberiam posteriormente uma nova data.

A ofensiva migratória de Trump tem sido amplamente condenada por grupos de direitos humanos, que a consideram discriminatória e contrária aos direitos de liberdade de expressão e ao devido processo legal. Organizações de defesa dos direitos civis também afirmam que a política criou um ambiente inseguro nos EUA, especialmente para minorias étnicas que manifestaram preocupação com perfilamento racial.

Embora Trump tenha feito campanha em 2024 com a promessa de impedir a imigração ilegal, seu governo também tornou a imigração legal mais difícil — por exemplo, ao impor novas taxas elevadas para solicitantes de determinados vistos de trabalho.

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Governo de Pernambuco entrega IML do Recife requalificado e reforça atendimento humanizado

Modernização das instalações assegura espaço mais digno, amplia o acolhimento humanizado às famílias e fortalece a captação de órgãos no Estado_

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), realizou, nesta terça-feira (25), a entrega da requalificação do prédio do Instituto Médico Legal (IML), no Recife, situado na área central da capital pernambucana. Com investimento de R$ 82.296,31, a iniciativa foi realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e contemplou intervenções voltadas à conservação, preservação e recuperação da funcionalidade do imóvel. Com a requalificação, o IML passa a contar com instalações mais adequadas à rotina ininterrupta dos profissionais, contribuindo para a qualidade dos serviços prestados e proporcionando melhores condições de recepção e acolhimento às famílias enlutadas.

A entrega da requalificação do IML Recife representa um marco de dignidade, tanto para a nossa equipe, mas, principalmente, para a população que busca atendimento em um momento tão delicado. Transformamos um espaço que antes deixava as famílias expostas ao calor e à chuva em um ambiente moderno e climatizado”, destacou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

Antes da intervenção, o prédio apresentava níveis avançados de deterioração, decorrentes da ausência de manutenção preventiva e acompanhamento técnico, o que comprometia sua funcionalidade, segurança e condições de salubridade. A requalificação contemplou a recuperação e adequação de áreas internas e externas, com serviços de manutenção predial, elétrica e de climatização, além de melhorias na recepção e nos espaços de atendimento. Também foram instalados novos revestimentos, forro, luminárias, portas e vitrines de vidro, além de executados serviços de recuperação da cobertura, do muro e da guarita de segurança.

Além disso, foram realizadas adequações no layout, com a implantação de uma sala destinada à captação de córneas e a requalificação do espaço do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB). O imóvel recebeu ainda serviços de pintura, nova identidade visual, melhorias na fachada, além da instalação de mobiliário e equipamentos nos ambientes requalificados.

*REVIVER* – A nova estrutura também foi pensada para dar suporte e reforçar o Projeto Reviver. A partir de uma parceria entre Secretaria de Defesa Social (SDS), Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a Central de Transplantes de Pernambuco, a iniciativa foca em impulsionar as doações de tecidos oculares por meio de uma abordagem humanizada junto aos parentes no momento do luto.

O Projeto Reviver vem para dar essa oportunidade às famílias nesse momento de sofrimento. Agora, com um espaço de acolhimento mais adequado e menos doloroso, conseguimos amenizar um pouco o impacto que elas sentem. Essas pessoas serão entrevistadas por profissionais devidamente treinados e, ao final do atendimento, será oferecida à família a oportunidade de permitir que outras pessoas voltem a enxergar”, explicou André Bezerra, coordenador da Central de Transplantes de Pernambuco.

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Canadá imporá tarifas de 15% a 50% sobre produtos americanos

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney/Foto: Dave Chan/AFP

O Canadá anunciou, nesta terça-feira (25), tarifas de retaliação sobre produtos americanos, que variam de 15% a 50%, intensificando a guerra comercial entre esses aliados de longa data.

As tarifas de retaliação de Ottawa entrarão em vigor em 8 de setembro, data previamente anunciada pelo primeiro-ministro, Mark Carney, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 50% sobre produtos canadenses no sábado (22).

Carney afirmou na segunda-feira (24) que o objetivo das negociações comerciais com Washington “sempre foi conseguir o melhor acordo para os canadenses, nunca um acordo a qualquer preço ou em qualquer prazo“.

Mas o premiê acrescentou que, durante as negociações, “os americanos queriam destruir nossas principais indústrias (…) por meio de condições injustas”. “Essa é uma das principais razões pelas quais dissemos não“, ressaltou.

Entenda o caso

Na sexta-feira (21), Estados Unidos e Canadá fracassaram em suas negociações para chegar a um acordo que evitasse a imposição de novas tarifas de 50% por parte do governo Trump sobre uma série de produtos canadenses.

As tarifas entraram em vigor no final de semana. São aplicadas a produtos canadenses avaliados em cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 103 bilhões) e representam 5,5% das exportações totais do Canadá para o país vizinho.

O presidente americano afirmou na segunda-feira que pretende dobrar as tarifas de uma série de produtos do setor automotivo do Canadá a partir de 2027, em plena escalada tarifária entre os dois parceiros.

Atualmente, as tarifas sobre os automóveis são de 25% se não incluírem materiais americanos em sua fabricação, enquanto as importações de aço já têm, no geral, tarifas de 50%.

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Renan Santos diz haver uma “agenda de sabotagem ao licenciamento ambiental” no Brasil

Renan afirmou ainda que o Brasil precisa retomar a discussão sobre grandes projetos de geração hidrelétrica/Reprodução/Youtube

O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (25) que há uma “agenda de sabotagem” ao licenciamento ambiental no País e defendeu que o próximo governo garanta o cumprimento das licenças concedidas. A declaração foi feita durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo.

Segundo Renan, a judicialização de licenças pode aumentar a insegurança jurídica e prejudicar investimentos, especialmente em setores intensivos em capital, como infraestrutura.

Tem que haver um trabalho do próximo presidente da República muito sério e muito pesado em fazer valer o licenciamento ambiental“, afirmou.

O candidato também defendeu autonomia financeira e orçamentária para as agências reguladoras, para reduzir, segundo ele, interferências políticas sobre esses órgãos.

Ao falar sobre a matriz energética, Renan afirmou que o País precisa ampliar a exploração de óleo e gás. “O Brasil naturalmente tem que explorar um pouquinho mais na margem equatorial“, disse. Ele também defendeu maior participação de empresas privadas na exploração e investimentos em energia eólica, solar e armazenamento por baterias.

Renan afirmou ainda que o Brasil precisa retomar a discussão sobre grandes projetos de geração hidrelétrica, conciliando, segundo ele, a expansão da oferta de energia com questões ambientais.

O ABDIB Fórum Eleições 2026 é realizado em São Paulo durante toda esta terça-feira (25). Também participam o executivo Luiz Felipe Trevisan, representante de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), representando Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À tarde, participam os candidatos ao governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

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Zema diz que pretende fatiar a Petrobras e o Banco do Brasil para viabilizar privatização

Zema também incluiu o BNDES na lista de eventuais privatizações, mas disse que a Caixa Econômica Federal ficará de fora/Gabriel Pinheiro/CNI/Estado de Minas

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a defender nesta terça-feira (25), a privatização de grandes empresas estatais. Zema afirmou que pretende dividir companhias como a Petrobras e o Banco do Brasil “por áreas” para viabilizar o processo de privatização.

Eu não vou vender o Banco do Brasil como ele está. Eu quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco, para poder aumentar a concorrência”, afirmou. O mesmo seria feito com a Petrobras, com “cada refinaria e cada região” tendo um operador.

Na entrevista, Zema incluiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista de eventuais privatizações, mas disse que a Caixa Econômica Federal ficará de fora. “A Caixa tem papel social, e não seria privatizada“, disse.

Os recursos, de acordo com o ex-governador de Minas, seriam usados para melhorar a vida do brasileiro. Zema também citou aportes de fundos de pensão estatais no Banco Master como justifica para desestatizar as companhias. “O setor público é capturado por esses escândalos“, declarou.

Ele rebateu, no entanto, acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, nas investigações sobre o banco. “Pedi para o atual governador que investigue a fundo. E que a Receita apure e puna a sonegação. Sou totalmente favorável. Não quero que ninguém fique protegido.”

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Não me envolverei na eleição do Brasil, diz nomeado de Trump para embaixada

O político republicano Daniel Perez, que foi nomeado pelo presidente americano Donald Trump para ser embaixador no Brasil, afirmou que não vai se envolver no processo eleitoral brasileiro de outubro.

Apesar de a nomeação já ter sido aprovada pelo Senado americano, Perez ainda aguarda o aval do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o cargo diplomático em Brasília.

Em entrevista a uma emissora local de Miami, ele afirmou que “não haverá nenhum envolvimento” em relação às eleições no Brasil.

“Isso cabe aos brasileiros decidir e eles têm um processo eleitoral pelo qual precisam passar em outubro. Quem quer que saia como vencedor, será o líder do Brasil e será com quem estarei trabalhando”, afirmou à WPLG Local 10, no domingo (23).

Mas não, estamos aqui nos Estados Unidos agora, e as eleições nos Estados Unidos são as importantes para mim, especificamente na Flórida, claro. Mas a eleição no Brasil cabe aos brasileiros decidir, e quem quer que eles decidam como vencedor será a pessoa com quem trabalharei“, reiterou.

Questionado sobre qual a prioridade para quando assumir o cargo de embaixador, Perez disse que “o primeiro objetivo será sempre a segurança e a proteção dos americanos que estão no Brasil”.

“Logo depois disso, virá a diplomacia. Agora, há um certo impasse entre o Brasil e os Estados Unidos e é um país difícil para se estar em impasse, porque eles são um parceiro comercial muito grande para nós, o maior da América do Sul”, acrescentou.

Acredito que assim que eu colocar os pés no chão e construir esses relacionamentos, com sorte poderemos diminuir essa distância e continuar avançando de forma positiva. Esse é o objetivo, pelo menos. Mas acho que até eu chegar lá, é difícil dizer“, completou.

Interesses dos EUA em primeiro lugar, diz Perez sobre tarifaço
O nomeado para ser embaixador também foi questionado sobre as últimas tarifas anunciadas pelo governo Trump contra o Brasil e a recente ligação telefônica entre Trump e Lula.

Perez afirmou que se somará às negociações “garantindo que os interesses da economia dos Estados Unidos venham em primeiro lugar”.

Não fui tímido quanto a isso. Claro que quero diplomacia. Claro que quero que nossos países se entendam. Mas estou lá em uma única missão, que é garantir que os Estados Unidos fiquem em uma posição melhor amanhã do que estão hoje“, declarou.

Parte disso é a economia. E acho que há um espaço aqui onde ambos os países podem ganhar. Há alguns setores em que estamos sendo taxados em 18, 19%. Etanol é um bom exemplo, por parte dos brasileiros. E estamos reciprocando essa taxa agora em 1,5%, 1%. Então, o que acho que estamos buscando aqui é apenas algum tipo de reciprocidade quando falamos de tarifas e impostos de modo geral”, continuou.

Ele alegou não ter obtido detalhes do que Trump e Lula conversaram. “Mas tenho certeza de que ambos estão tentando chegar a um acordo que seja benéfico para seus países“, pontuou.

Durante a entrevista, Perez, que é filho de cubanos, também comentou uma reportagem que leu sobre o aumento na comunidade de imigrantes cubanos em Curitiba.

Eu não tinha ideia [de que havia tantos cubanos que imigraram para o Brasil]. E veja, você não pode culpá-los por tentar fugir da ilha de Cuba do jeito que está hoje. Acho que está em uma posição terrível. Acho que os americanos têm sido muito vocais sobre nossas crenças em relação ao regime, especificamente agora com as péssimas condições e a falta de direitos humanos que existem lá“, disse o republicano.

Assim que eu chegar lá, avaliarei a situação e verei como é. Mas não fui informado sobre nada disso formalmente […] Não foi surpreendente. Quero dizer, cubanos são lutadores. Somos resilientes. E acho que o que estamos sempre procurando é apenas oportunidade. E se o Brasil está dando a eles essa oportunidade, então é provavelmente por isso que tentaram sair de Cuba e encontraram um novo lar no Brasil“, concluiu.

Nomeado de Trump para embaixada aguarda aval de Lula

Mesmo aprovado pelo Senado americano, o deputado estadual da Flórida depende do aval do governo Lula antes de assumir o cargo em Brasília. No início do mês, o presidente afirmou em entrevista que “não vai receber embaixador nenhum no Brasil até as eleições”.

O Brasil ainda não concedeu o documento no qual afirma que avaliou e aceita formalmente o nome indicado pelos EUA para a embaixada – o chamado “agrément”.

A partir daqui, não há como seguir com a indicação porque falta justamente a concessão do agrément“, explicou à CNN Brasil o professor da Temple University, Lucas de Souza Martins.

Ele acrescenta que, além do agrément, ainda restariam algumas formalidades previstas na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, como notificar o Itamaraty da chegada do embaixador ao Brasil e a entrega das cartas credenciais.

O governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, agravando a tensão diplomática entre os países.

Uma autoridade do Departamento de Estado americano argumentou que a revogação é uma “ação recíproca” ao que descreveu como a demora do Brasil em conceder o agrément para Daniel Perez.

Os EUA prometem restabelecer o visto da embaixadora brasileira imediatamente caso o aval seja concedido ao indicado de Trump.

O Palácio do Planalto reagiu à revogação afirmando que “o processo de concessão de agrément é confidencial e o nome designado só deveria vir a público depois de concedida a anuência”.

O governo dos Estados Unidos anunciou publicamente o nome de seu candidato antes de apresentar o pedido formal de agrément ao governo brasileiro. O Brasil segue estritamente o direito internacional. Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément. O pedido norte-americano ainda se encontra em análise“, completou o governo brasileiro.

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Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA marcam nova reunião na segunda para negociar tarifaço

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir virtualmente na próxima segunda-feira (31), às 14h30, no horário de Brasília. A informação foi confirmada à TV Globo por Márcio Elias Rosa.

Segundo o ministro, a reunião foi acertada após troca de mensagens entre ele e Greer. O encontro será a primeira etapa de uma agenda definida pelos dois países para a retomada das negociações técnicas sobre as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O objetivo inicial do governo brasileiro é ampliar a lista de produtos isentos das tarifas americanas. Em uma etapa posterior, a intenção é discutir a reversão das medidas adotadas pelos Estados Unidos.

A prioridade do Brasil de ampliar as exceções ao tarifaço já havia sido apontada pelo ministro na retomada das conversas entre os dois governos

As delegações dos dois países já mantiveram conversas anteriormente, mas sem chegar a um entendimento.

Segundo o governo brasileiro, desde o anúncio das tarifas foram realizados mais de 30 contatos com autoridades americanas em diferentes níveis, incluindo interlocuções com Greer e outras autoridades dos Estados Unidos.

A disposição dos americanos de retomar as negociações surgiu após o telefonema realizado na semana passada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

Na conversa, que durou cerca de 1h20, os dois trataram principalmente das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

De acordo com o Palácio do Planalto, Lula argumentou que as medidas afetam negativamente as economias dos dois países e defendeu a retomada das negociações.

Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltassem a se reunir o mais rapidamente possível.

Foi após essa conversa entre os presidentes que Greer procurou o ministro brasileiro para reabrir o canal de negociação.

Na última sexta-feira (21), Márcio Elias Rosa informou que os dois haviam combinado reservar uma data para dar sequência ao diálogo e reconstruir o processo de negociação entre os países.

Tarifaço

Os Estados Unidos aplicaram neste ano duas tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.

A primeira acrescentou 25% sobre parte das exportações do Brasil após uma investigação do governo americano concluir que o país adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os Estados Unidos. Entre os pontos citados pelos americanos estavam o Pix e a regulação de plataformas digitais.

Posteriormente, os americanos anunciaram uma segunda tarifa adicional, de 12,5%, após outra investigação comercial. Com isso, parte dos produtos brasileiros passou a enfrentar uma alíquota total de 37,5% para entrar no mercado americano.

Apesar disso, milhares de produtos ficaram de fora da cobrança adicional, incluindo itens relevantes para as exportações brasileiras, como petróleo, café e carne bovina. Já setores como calçados, máquinas, madeira e açúcar continuaram submetidos à tarifa máxima.

Agora, a aposta do governo brasileiro é que a retomada das negociações técnicas abra caminho para a ampliação da lista de exceções e para um possível acordo que reduza os efeitos do tarifaço sobre as exportações do país.

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Flávio Bolsonaro pede para manter publicação de vídeo com críticas a Lulinha

Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à presidência da República /Lula Marques/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) briga na Justiça para manter no ar um vídeo em que “caça” o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O filho do presidente processou o parlamentar por difamação devido a um vídeo gerado por Inteligência Artificial publicado no início de julho deste ano.

Nas imagens, o senador aparece pilotando uma aeronave militar e recebe a “missão” de localizar Lulinha. Uma voz de IA diz que o “elemento é suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. Um deles, aliás, foi aberto por causa de sua relação com Roberta Luchsinger e com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Não há, porém, investigação em curso que aponte Lulinha como autor dos desvios dos aposentados, conforme os próprios advogados afirmaram nos autos do processo.

Na inicial, os advogados de Lulinha sustentam que o vídeo não pode ser tratado como simples humor. Segundo a peça, embora o vídeo use recursos “ostensivamente ficcionais e humorísticos” (como a missão militar e o avião de caça), a acusação de que Lulinha seria suspeito de roubar aposentados é apresentada como fato, e não como piada.

A defesa de Lulinha argumenta ainda que a “sátira” declarada por Flávio não blinda o conteúdo. Para os advogados, o formato humorístico não pode servir de “salvo-conduto” para divulgar uma acusação falsa contra pessoa identificada.

Os advogados do filho do presidente afirmam que o vídeo de Flávio tem caráter difamatório e pedem a remoção das redes sociais, além da proibição de republicar o conteúdo. Lulinha também quer uma indenização por danos morais de R$ 10 mil.

Os advogados de Flávio, por sua vez, apresentaram pedido de impugnação classificando o material como uma sátira política. A defesa cita precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar que humor e paródia envolvendo figuras públicas não podem ser suprimidos com base no desconforto que causam ao retratado.

A expressão (roubado milhões de idosos) integra o exagero retórico próprio do gênero, no qual afirmações categóricas, hipérboles e generalizações constituem recursos estilísticos destinados precisamente a acentuar o efeito cômico e crítico da mensagem”, afirmam os advogados.

Os advogados destacam que o vídeo traz, do início ao fim, um aviso sobreposto à tela: “Este vídeo contém sátira, ficção e elementos de áudio e vídeo gerados por IA“. Acusam, ainda, a peça inicial de ter reproduzido cena do vídeo “de forma incompleta”, sem mostrar o aviso.

Os advogados ainda alertam para o que chamam de “risco inverso”. Segundo eles, retirar do ar um conteúdo de crítica política antes do julgamento final da ação poderia configurar censura prévia. Por isso, pedem a rejeição total do pedido de liminar.

Flávio Bolsonaro publicou uma série de conteúdos gerados por IA, ainda na pré-campanha, em que retrata a si mesmo como um piloto de caça militar. A estética simula a do filme “Top Gun”. Outro vídeo semelhante também foi alvo de ação na Justiça movida pela Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil).

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Janja repudia fala de Renan Santos em debate presidencial da ‘Band’ e do ‘Estadão’

Primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja/Claudio Kbene/PR

A primeira-dama Janja da Silva divulgou na segunda-feira (24), uma nota de repúdio às declarações feitas pelo candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) durante o debate promovido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão, neste domingo (23). Para Janja, a fala do candidato teve caráter misógino e utilizou sua imagem para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o debate, ao criticar a ausência de Lula, Renan Santos mencionou a primeira-dama de forma depreciativa. O candidato afirmou que o presidente teria ficado com “aquela Janja” e sugeriu que Lula poderia encontrar “companhias melhores”.

Na nota, Janja afirma que a declaração não configura uma crítica política, mas uma tentativa de “deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher” como forma de atingir um adversário. A primeira-dama também ressalta que não era candidata, não estava presente no debate e, portanto, não tinha possibilidade de responder às declarações.

“Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de ‘pena’ está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político”, afirmou.

A primeira-dama também citou episódios anteriores envolvendo Renan Santos e afirmou haver um padrão de declarações que, segundo ela, “normalizam o desrespeito às mulheres”.

Ao final do comunicado, Janja afirmou que debates eleitorais sejam utilizados para a apresentação de propostas e o confronto de ideias, e não para ataques pessoais a mulheres que não participam da disputa.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Janja:

Diante do episódio ocorrido no debate presidencial promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (23/08), manifesto repúdio às falas do candidato Renan Santos (Missão). Situações como essa não podem ser normalizadas. O candidato atacou, de forma pessoal e depreciativa, uma mulher que não é candidata, não estava presente para se defender e não tinha qualquer relação com o tema em discussão. Insinuar que a companhia da esposa de outro presidenciável seria motivo de “pena” está longe de ser uma crítica política. É mais uma maneira de deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher, como ferramenta misógina para atacar um adversário político. Episódios como esse não são um caso isolado. Renan Santos já esteve envolvido em declarações de violência contra as mulheres e incitou dezenas de homens a cometerem um estupro coletivo. É possível visualizar um padrão de falas que normalizam o desrespeito às mulheres. Nós, mulheres sabemos o quanto precisamos lutar para sermos ouvidas sem sermos interrompidas, desqualificadas ou atacadas. Por isso, faz-se tão necessário repreender imediatamente atos como esses, que depreciam nossas existências. Debate político é, ou deveria ser, um lugar para apresentar propostas, confrontar ideias e discutir projetos para o nosso país. Não é lugar para expor, debochar ou intimidar uma mulher, principalmente uma que nem candidata é.”

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