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Moraes diz que é ‘prematuro’ tirar do STF apuração sobre empresários bolsonaristas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira (14) um pedido para que fosse enviada à Justiça Federal em Brasília a investigação sobre empresários bolsonaristas.

A defesa do empresário Luciano Hang, um dos alvos da apuração, alegou que o caso não é de competência do Supremo, porque não envolve pessoas com prerrogativa de foro na Corte e não há elementos que liguem o grupo de empresários a ação de uma milícia digital.

Ainda de acordo com os advogados, nenhuma das mensagens trocadas no grupo de WhatsApp que deu origem à investigação ameaça a vida ou a dignidade de qualquer um dos ministros do STF, configurando-se como exercício regular do direito de crítica e de liberdade de expressão.

Segundo o ministro, o envio da apuração para outra instância da Justiça seria “prematuro”. Isso porque a Polícia Federal ainda analisa as provas reunidas durante a ação de busca e apreensão e terá que avaliar se há conexão com outros fatos apurados no Supremo sobre uma milícia que atua contra as instituições e a democracia.

“Ainda que esta investigação se encontre em fase inicial, seria absolutamente prematuro proceder ao declínio de competência desta Suprema Corte, ainda mais em momento anterior à análise, pela Polícia Federal, dos elementos colhidos a partir das buscas e quebras de sigilo realizadas nos autos”, escreveu o ministro.

Nos pedidos de busca e apreensão de celulares e de quebra de sigilo de mensagens dos empresários, a Polícia Federal afirmou ao Supremo que as investigações apontam riscos para as instituições democráticas diante da mobilização do grupo.

Os alvos foram: Afrânio Barreira Filho, do restaurante Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, do grupo Multiplan; José Koury, dono do Shopping Barra World; Luciano Hang, da Rede Havan; Luiz André Tissot, da Indústria Sierra; Marco Aurélio Raymundo, da Rede Mormaii; e Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa.

A Polícia Federal afirma que “um grupo de empresários, a pretexto de apoiar a reeleição para presidente de Jair Messias Bolsonaro, demonstra aderência voluntária ao mesmo modo de agir da associação especializada ora investigada no bojo do inquérito das milícias digitais, suspeitas de atuarem contra os poderes da República e a democracia”.

Os investigadores afirmam que o objetivo é “atacar integrantes de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização, gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da República, além de outros crimes”.

Ao atender os pedidos da Polícia Federal, Moraes citou uma potencial conexão da atuação dos empresários com o modelo de financiamento de atos contra a democracia já investigados.

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TSE multa Lula em R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada

Nesta terça-feira (13), o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou, por unanimidade, procedentes duas representações apresentadas contra o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por propaganda eleitoral antecipada cometida em evento realizado no dia 3 de agosto deste ano, na cidade de Teresina (PI).

Também foi imposta multa ao candidato no valor de R$ 10 mil e determinada a proibição de veiculação de trecho de material publicitário sobre o evento, neste caso, por maioria.

As representações foram ajuizadas pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e por Luiz Felipe Chaves D’Avila (Novo), que também concorre a presidente da República.

Segundo as ações, durante o ato público intitulado “Vamos juntos pelo Brasil e pelo Piauí”, Lula teria feito pedido explícito de voto antes da liberação do período permitido para a propaganda eleitoral às candidatas e aos candidatos das Eleições 2022.

De acordo com a relatora dos dois processos, ministra Maria Claudia Bucchianeri, as falas do candidato do PT no evento, expressando nominalmente e até citando datas, configuraram propaganda antecipada.

“O legislador permite quase tudo na pré-campanha, até pedido de apoio político. Ele só não permitiu o pedido explícito de voto, o que foi expressamente vedado. E, no caso, entendi que em um pequeno trecho da fala do candidato Luiz Inácio Lula da Silva ele incidiu no mínimo de proibitivo, que interpretei muito restritivamente no trecho em que ele fala: ‘queria pedir pra vocês, cada homem e cada mulher do Piauí, que tem disponibilidade de votar em mim, que tem disposição de votar no Wellington, eu queria pedir pra vocês, que no dia 2 de outubro, votem em mim’. Aqui o candidato incidiu no núcleo de proibição”, afirmou.

O ministro Ricardo Lewandowski, acompanhou parcialmente o voto da relatora, ponderando que não havia mais a necessidade de se restringir o trecho do material publicitário, já que, por causa da atual condição de plena campanha eleitoral vigente, não haveria mais o prejuízo da informação. Os demais membros da Corte acompanharam integralmente a relatora.

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Na Presidência do STF, Rosa Weber mantém relatoria de orçamento secreto, aborto e perdão da pena de Silveira

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, formalizou, nesta quarta-feira (14), que vai permanecer na relatoria de processos que têm repercussão na a sociedade e podem testar a relação da Corte com o Legislativo e Executivo.

Mesmo no comando do Judiciário, a ministra decidiu manter sob sua supervisão os processos que tratam de:

emendas de relator, o chamado orçamento secreto;
descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação;
indulto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro para extinção da pena do deputado Daniel Silveira

Pelo regimento do Supremo, o ministro que assume a Presidência repassa os processos de seu gabinete para o ministro que deixou o comando do tribunal– nesse caso, o ministro Luiz Fux.

O novo presidente, no entanto, pode escolher quais processos quer manter sob sua relatoria. É papel do relator, por exemplo, definir quando um processo será liberado para julgamento.

Ministros avaliam reservadamente que, ao permanecer com as relatorias, a ministra indica que pode querer julgar esses casos até o fim da sua gestão, em outubro do ano que vem, quando se aposenta ao completar 75 anos.

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Deputados da Alesp entram com pedido de cassação contra bolsonarista que atacou jornalista

Deputados estaduais da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) entraram com pedidos de cassação do deputado Douglas Garcia (Republicanos) por ataques contra a jornalista Vera Magalhães. As representações enviadas ao Conselho de Ética da Casa sustentam que o deputado bolsonarista deve perder o mandato por quebra de decoro parlamentar.

Os deputados Emidio de Souza (PT) e Paulo Fiorillo (PT) assinam, juntos, um dos pedidos. Também há outras duas representações das deputadas Isa Penna (PCdoB) e Monica Seixas (PSOL), e uma quarta protocolada em conjunto pelas deputada Márcia Lia (PT) e Leci Brandão (PCdoB).

Mais cedo, pelo Twitter, a presidente do Conselho de Ética da Alesp, deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), disse que repudia “veementemente” o comportamento de Douglas Garcia.

Maria Lúcia ainda afirmou que recebeu uma representação e a enviou imediatamente para a autuação e notificação do deputado, procedimento padrão do órgão colegiado. Agora, Douglas Garcia terá o prazo de até cinco sessões do Conselho de Ética para apresentar sua defesa prévia. Em geral, o Conselho se reúne uma vez por dia, mas pode variar.

Nesta quarta-feira, o deputado bolsonarista hostilizou e agrediu verbalmente a jornalista Vera Magalhães, que é comentarista da TV Cultura, apresentadora do Roda Viva e colunista do Globo.

O episódio ocorreu logo após o debate dos candidatos ao governo de São Paulo, quando Vera, sentada em uma área reservada a jornalistas, foi abordada por Douglas Garcia, que se referiu a ela como “vergonha para o jornalismo brasileiro”, mesma frase utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para responder a uma pergunta da jornalista no debate presidencial da TV Bandeirantes, no dia 28 de agosto. O parlamentar ainda filmou as ofensas e provocações ditas contra a profissional de imprensa. Vera precisou sair escoltada do local.

A representação da deputada Isa Penna é assinada pelas advogadas Maíra Recchia, Gabriela Araujo e Priscila Pamela dos Santos, que foram responsáveis pelo pedido de cassação do ex-deputado Arthur do Val (União Brasil), também da Alesp. As três afirmam em documento ao qual o GLOBO teve acesso que Douglas Garcia foi ao debate com a intenção de “inibir e constranger” uma mulher que estava no exercício de sua profissão, “valendo-se de método repugnante a que pertence a violência de gênero e por meio de falas completamente reprováveis por todos, inclusive colegas de partido”.

As advogadas citam, ainda, que o Código de Ética e Decoro da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo estabelece em seu artigo 2° que os parlamentares devem exercer o mandato com dignidade e com respeito à coisa pública e à vontade popular. Segundo Maíra, Gabriela e Priscila, o código também coloca que os deputados precisam ter uma “conduta respeitosa, ilibada, proba” e “adequada com os princípios da dignidade da pessoa humana e comprometida com a não discriminação de qualquer espécie, seja de gênero raça ou religião”.

“As atitudes do parlamentar demonstram que este quebra a honradez mediana e primária do decoro parlamentar, já que não é esse tipo de conduta que se espera de qualquer homem, em especial de homens públicos imbuídos do poder parlamentar”, diz a representação, que ainda acrescenta: “Há na conduta do Deputado, ora Representado, inquestionável ofensa à dignidade da jornalista bem como de todas as mulheres brasileiras.”

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Casos de varíola dos macacos permanecem estáveis, diz ministro

O número de casos de varíola dos macacos encontra-se em estabilização e com tendência de queda. A afirmação é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil desta terça-feira (13).

Segundo ele, as cerca de 50 mil vacinas adquiridas pelo ministério para combater a doença devem chegar ao Brasil na última quinzena deste mês. Ela será utilizada em pessoas que lidam com materiais contaminados e grupos de risco específicos.

“A vacina pode ser fracionada, ou seja, podemos expandir o número de pessoas beneficiadas”, disse o ministro. Segundo Queiroga, é possível que no segundo semestre de 2023 tenhamos uma vacina nacional para combater a doença. No entanto, o ministro ressalta que o surto na Europa já vem diminuindo.

Ainda falando de vacinação, o ministro da Saúde lembrou que a campanha de imunização contra a poliomielite foi prorrogada até o dia 30. A meta do ministério é vacinar 95% do público-alvo, que é 15 milhões de crianças abaixo dos cinco anos. “O último caso de pólio no Brasil foi em 1989, na Paraíba. Nós não queremos mais pólio nem na Paraíba e em nenhum estado do Brasil. Então vamos levar as crianças para receber a vacina”, incentivou o ministro.

Legado da pandemia de covid-19

O ministro também falou sobre a pandemia de covid-19, que, conforme explicou, está numa situação epidemiológica controlada, com menos de 100 mortes diárias. “Vamos trabalhar para reduzir ainda mais essa situação”. Queiroga lembrou que o país chegou a ter uma média de 3 mil mortes por dia.

De acordo com o ministro, o principal legado deixado pela pandemia foi o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Os Centros de Inteligência Estratégicos de Vigilância em Saúde (Cievs) passaram de 55 para 164 e foram ampliados sobretudo nas áreas de fronteiras. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em determinado momento do surto, passaram de 23 mil para 46 mil. “Os casos caíram mas deixamos 6.800 leitos a mais”, disse. “Fortalecer o sistema de saúde, deixar o SUS mais forte e resiliente é o grande legado dessa emergência de saúde pública de importância nacional”, concluiu.

Na entrevista o ministro também falou sobre a rede de atenção primária, cujo orçamento passou de cerca de R$ 18 bilhões em 2018 para R$ 25 bilhões neste ano e sobre os resultados do programa Médicos pelo Brasil.

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Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao SUS

Pacientes com câncer de mama podem contar com o medicamento Trastuzumabe Entansina. Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento – para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo da doença.

A Portaria que incorpora o medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (12).

“A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao Sistema Único de Saúde SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.

Números

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.

Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%.

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Pandemia de Covid-19 não acabou, mas fim está ao alcance das mãos, diz diretor-geral da OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (14) que o mundo nunca esteve em uma posição melhor para acabar com a pandemia de Covid-19 e pediu aos países que mantenham seus esforços contra o coronavírus. “Ainda não chegamos lá. Mas o fim está à vista”, afirmou Tedros.

“Na semana passada, o número de mortes semanais por Covid-19 caiu para seu nível mais baixo desde março de 2020. Nunca estivemos em melhor posição para acabar com a pandemia. Ainda não terminou, mas seu final está ao alcance das mãos”, disse o diretor-geral da OMS.

Segundo o último boletim epidemiológico publicado pela OMS, o número de casos caiu 28% na semana de 5 a 11 de setembro em relação à semana anterior. Foram 3,1 milhões de novos contágios declarados. O número de infecções é, sem dúvida, muito maior devido aos casos leves não declarados e porque muitos países desmobilizaram suas estruturas para realizar testes.

Comparação com maratona
“Alguém que corre uma maratona não para quando vê a linha de chegada. Corre mais depressa, com toda a energia que restar. E nós, também”, afirmou a maior autoridade da OMS. “Todos podemos ver a linha de chegada, estamos prestes a vencer. Seria realmente a pior hora para deixar de correr”, insistiu.

“Se não aproveitarmos esta oportunidade, corremos risco de ter mais variantes, mais mortos, mais problemas e incertezas”, apontou.

Em 4 de setembro, a OMS contabilizou mais de 600 milhões de casos oficialmente confirmados – um número que se presume muito inferior ao real, assim como o número oficial de óbitos: 6,4 milhões no mundo.

Um estudo do organismo, realizado com base em projeções e avaliações publicadas em maio, sugere que poderia haver entre 13 e 17 milhões de mortes por covid a mais do que as registradas de forma oficial até o final de 2021.

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IBGE abre concurso para mais de 8 mil vagas para recenseadores e agentes censitários

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu um processo seletivo simplificado para recenseadores e agentes censitários do Censo Demográfico 2022 para o total de 8.231 vagas de nível fundamental e superior.

As vagas são distribuídas da seguinte forma:

7.795 vagas para recenseador – nível fundamental completo e remuneração de acordo com a produtividade
436 vagas para agente censitário municipal e supervisor – nível médio completo e salário de R$ 2.100 para agente censitário municipal e de R$ 1.700 para agente censitário supervisor

O recenseador tem como principal função entrevistar os moradores durante a coleta. Como a remuneração é por produção, ela pode variar de acordo com o tempo dedicado ao trabalho e o grau de dificuldade na abordagem aos domicílios.

O agente censitário municipal gerencia o trabalho do posto de coleta, enquanto o agente censitário supervisor, subordinado ao municipal, tem como principal função orientar os recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo.

As vagas para as funções de agente censitário municipal e agente censitário supervisor terão inscrição única. Ao candidato que obtiver melhor classificação no concurso será oferecida a vaga de agente censitário municipal. Aos demais candidatos classificados serão asseguradas as vagas de agente censitário supervisor, obedecida a ordem de classificação.

Jornada de trabalho e remuneração
A jornada de trabalho para a função de recenseador é de, no mínimo, 25 horas semanais. A previsão de duração do contrato é de até três meses, podendo ser prorrogado.

A remuneração será por produção, calculada por setor censitário, conforme taxa fixada e de conhecimento prévio, de unidades recenseadas (domicílios urbanos e/ou rurais), tipo de questionário (básico ou amostra), pessoas recenseadas e registro no controle da coleta de dados.

A jornada de trabalho de agente censitário municipal e supervisor é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias. A previsão de duração do contrato de ambas as funções é de até 5 meses, podendo ser prorrogado.

Inscrições e provas
A seleção ocorrerá por meio de análise de títulos, que abrange a titulação acadêmica dos candidatos, e não será cobrada taxa de inscrição.

O prazo para realizar a inscrição é definido na versão completa do edital, que estará disponível no site https://www.ibge.gov.br/acesso-informacao/institucional/trabalhe-conosco.html.

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‘Barbaridade’, ‘ação terrorista’, ‘desrespeito’… Presidenciáveis repudiam ofensa de bolsonarista a Vera Magalhães

Candidatos à Presidência da República utilizaram as redes sociais nesta quarta-feira (14) para repudiar a ofensa e a intimidação feitas pelo deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos-SP) à jornalista Vera Magalhães, após o debate da TV Cultura desta terça-feira (13).

Com o celular em punho, Garcia se aproximou de Vera e disse que ela é “uma vergonha para o jornalismo”.

A frase é a mesma usada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a jornalista durante o debate da Band entre candidatos à Presidência.

Postulantes ao Palácio do Planalto classificaram como “barbaridade”, “ação terrorista” e “desrespeito” a conduta do parlamentar. Candidato do PL à reeleição, Jair Bolsonaro ainda não comentou o assunto nas redes sociais.

Garcia, que é candidato a deputado federal, estava na comitiva do ex-ministro e candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nas redes sociais, Tarcísio alegou que não viu o ocorrido e criticou a postura do correligionário, sem citar o nome dele.

Em nota conjunta, o jornal “O Globo” e a Rádio CBN, veículos para os quais Vera Magalhães trabalha, classificaram como “inaceitável” o ataque feito por Douglas Garcia. As empresas também afirmaram que o deputado estadual promoveu um “atentado” à imprensa livre; e que o episódio prova que a conduta de Bolsonaro no debate da Band “gera agressões subsequentes”.

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Reino Unido convida Coreia do Norte e Nicarágua para funeral da rainha Elizabeth 2ª

O Reino Unido convidou representantes da Coreia do Norte e da Nicarágua para o funeral da rainha Elizabeth 2ª, que deve ocorrer na próxima segunda-feira (19), segundo informou uma autoridade da chancelaria britânica nesta quarta-feira (14).

A diplomacia do Reino Unido convidou chefes de Estado de todo o mundo, e há a expectativa de que cerca de 500 representantes compareçam à cerimônia. Jair Bolsonaro, do Brasil, Joe Biden, dos EUA, Frank-Walter Steinmeier, da Alemanha, e Yoon Suk-yeol, da Coreia do Sul, confirmaram presença.

No caso da Coreia do Norte e da Nicarágua, o convite soa inusitado devido ao regime político vigente em ambos os países. Os ditadores Kim Jong-un e Daniel Ortega serão representados por funcionários de suas respectivas embaixadas.

Há, ainda, alguns países que não foram convidados pela chancelaria britânica. É o caso de Rússia, Mianmar e Belarus, alvos de sanções impostas por Londres ou por aliados do Ocidente. Além deles, Síria e Venezuela não mantêm relações diplomáticas com o Reino Unido e, portanto, também não foram chamados. O Afeganistão, sob domínio do Talibã, também não recebeu convite. (Reuters)

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Expectativa para reinado de Charles 3º sobe 31 pontos desde maio e chega a 63%

O agora rei Charles 3º não falou muito desde a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth 2ª. Mas, segundo o instituto de pesquisa YouGov, as poucas palavras ditas foram suficientes para aumentar sua popularidade em 31 pontos percentuais, quando comparada com a de maio. Para 63% dos britânicos, Charles será um bom rei —antes, apenas 32% tinham essa impressão.

A pesquisa, divulgada nesta segunda (12), aponta também que 15% dos britânicos acreditam que Charles terá um mau reinado, ante 32% de maio.

A rainha, por sua vez, em maio era bem avaliada por 82% de seus súditos, segundo o instituto.

O aumento da popularidade do novo monarca, porém, não afasta aqueles que defendem a renúncia de Charles em prol de seu filho, o príncipe William: a ideia é apoiada por 35% dos britânicos. Em maio, 25% da população do país acreditava que Elizabeth deveria renunciar em prol de Charles.

Um outro ponto divide os britânicos: para 53% deles, seria apropriado que o rei se manifestasse sobre questões com as quais ele se preocupa. Mas 30% acreditam que não seria apropriado e 17% não souberam responder.

Charles, por exemplo, defende medidas para combater a crise climática e políticas de acesso à educação para jovens desfavorecidos.

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Voo de caixão da rainha Elizabeth 2ª é o mais seguido da história em site

O voo que levou o caixão da rainha Elizabeth 2ª de Edimburgo para Londres, nesta terça-feira (13), foi o mais seguido da história na plataforma especializada Flightradar24.

De acordo com o site, 4,79 milhões de pessoas acompanharam o trajeto ao vivo, com outras 250 mil assistindo ao canal da plataforma no YouTube. Nos primeiros minutos de voo, que decolou às 17h44 no horário local (13h44 de Brasília) desta terça, o site enfrentou instabilidades, em meio a 6 milhões de tentativas de acesso simultâneas.

O caixão de Elizabeth viajou em um Boeing C17A Globemaster; em seu comunicado para anunciar o recorde, o Flightradar24 destacou que o fato se deu 70 anos depois do primeiro voo da britânica como rainha, “a bordo do BOAC Argonaut ‘Atalanta'”.

Antes deste, o deslocamento mais acompanhado da história da plataforma foi o que levou a deputada americana Nancy Pelosi da Malásia a Taiwan. Em agosto, 2,2 milhões de pessoas seguiram o trajeto, o que também derrubou o site.

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Funcionários de residência de Charles recebem aviso prévio durante vigília da rainha, diz jornal

Até cem funcionários da Clarence House -atual casa do rei Charles 3º- podem ser demitidos nos próximos dias. Segundo o jornal britânico The Guardian, a lista inclui secretários particulares, além de empregados domésticos e trabalhadores dos escritórios de finanças e de comunicação.

Alguns, aliás, já teriam recebido notificação sobre o possível desligamento. O aviso acontece quando os empregados, segundo a publicação, fazem muitas horas extras para organizar a ascensão de Charles ao trono.

Até então, os funcionários acreditavam que seriam encaminhados para a nova residência do agora rei. Mas, fato é que até agora não foi divulgado onde Charles e sua esposa, a rainha consorte Camilla, morarão. Atualmente, apenas partes do Palácio de Buckingham são habitáveis, já que outras estão em reforma.

Os funcionários afastados, aponta o Guardian, provavelmente serão realocados para outras residências da família real ou receberão assistência para encontrar novos empregos. Além disso, eles terão acesso a uma espécie de fundo de garantia.

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Propaganda eleitoral: Lula diz que Bolsonaro é ‘ruim de serviço’, e presidente usa Alckmin para atacar petista

Os principais candidatos à Presidência da República têm apostado nos ataques aos adversários nas peças publicitárias veiculadas tanto na televisão quanto na internet desde o início da propaganda eleitoral, no final do mês de agosto.

Os políticos utilizam seus espaços na mídia para apresentar propostas e falar dos planos de governos, mas não deixam de condenar os opositores.

Lula foca nas críticas à gestão do atual presidente durante a pandemia de Covid-19 e diz que ele é “ruim de serviço”;
Por sua vez, Bolsonaro aposta em pautas ideológicas para falar mal do petista e usa falas antigas do candidato a vice, Alckmin, contra Lula para tentar desqualificá-lo;
Ciro Gomes se coloca como melhor opção e critica ambos.

Confira abaixo o que disseram as propagandas políticas dos candidatos nos últimos dias – a ordem definida pela posição de cada um na última pesquisa de intenção de votos divulgada pelo Ipec.

Publicada nesta segunda-feira (12), a pesquisa mostra Lula com 46% das intenções de voto, Bolsonaro com 31%, e Ciro Gomes com 7%.

O ex-presidente petista busca alternar propostas de governo e ataques ao atual governo.

Em diversas inserções na TV e na internet, a propaganda petista critica a condução da pandemia por parte de Jair Bolsonaro. Uma das peças mostra um respirador hospitalar e algumas frases do presidente ao longo da crise sanitária, como “Está sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus” e “Eu não sou coveiro”. Lula afirma que Bolsonaro debochou da Covid, fez pouco caso dos mortos, atrasou a vacina e impediu que milhares de vidas fossem salvas:

“Você não contrata alguém que não sabe dirigir para ser motorista […], por isso, não dá para manter um presidente que é ruim de serviço. Bolsonaro foi desumano na pandemia […] e trabalha, em média, menos de quatro horas por dia”, diz uma das propagandas de Lula. A peça dá exemplos de profissionais desqualificados para o exercício de suas funções:

Por meio de linguagem cômica, Lula utiliza um ‘fantasma’ para rebater desinformações e rótulos colocados pela oposição ao seu governo, como o fechamento de igrejas e a implementação de um regime de governo comunista:

Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente pelo PT, aparece em uma propaganda para dizer que antigas falas suas – em que faz críticas a Lula – devem ser desconsideradas. O ex-governador de São Paulo ainda afirma que a família Bolsonaro deve explicar a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo.

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Temendo desgaste na campanha, Bolsonaro manda reverter corte no Farmácia Popular

Temendo desgaste na campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mandou os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Saúde, Marcelo Queiroga, reverterem os cortes feitos no orçamento do programa Farmácia Popular para o próximo ano.

Os dois ministros haviam reduzido a verba para distribuição gratuita de medicamentos e produtos do Farmácia Popular em 60% no Orçamento da União de 2023.

O corte, revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, reduz a verba do programa no ano que vem dos R$ 2,04 bilhões no orçamento de 2022 para R$ 804 milhões na proposta de lei orçamentária de 2023, uma diminuição de 60%, que iria afetar o acesso da população de baixa renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.

A informação já estava sendo explorada pelo deputado André Janones (Avante-MG), que está atuando nas redes sociais para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Janones estava destacando em suas mensagens que o governo cortou a verba do Farmácia Popular para preservar verbas para o “orçamento secreto” no ano que vem, verba que privilegia deputados e senadores da base governista dentro do Congresso Nacional.

Nesta quarta-feira (14), Bolsonaro decidiu intervir e mandar Paulo Guedes e Marcelo Queiroga a tomarem as medidas necessárias para recompor o orçamento do Farmácia Popular.

O ministro da Economia informou ao presidente que o corte foi feito para respeitar o teto de gastos, mas assessores do presidente avaliaram o corte como uma “medida sem sensibilidade, especialmente em ano eleitoral”, já que o valor de outras despesas, como o do “orçamento secreto”, foi preservado.

O comitê da reeleição alertou o presidente Bolsonaro para o corte no programa Farmácia Popular, avaliado como uma medida negativa e uma munição para o PT neste ano eleitoral.

Avisado por sua equipe do comitê de campanha, o presidente confirmou no Ministério da Economia o corte feito no programa e mandou que seja feita a recomposição das verbas para o programa social.

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