Search

Advogado de Anderson Torres diz que minuta não foi escrita por ele; ex-ministro responde

Anderson Torres

O advogado do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, Rodrigo Roca, afirmou nesta quinta-feira (12) que a minuta encontrada na casa do ex-ministro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tinha sido escrita por ele.

O documento foi achado pela Polícia Federal na residência do ex-ministro da Justiça e contém um decreto para o então presidente instaurar estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o advogado, a proposta do decreto é, na verdade, um manuscrito e que a perícia comprovará que não é de autoria de Anderson Torres. Rodrigo Roca disse ainda que ele, quando atuou como Secretário Nacional do Consumidor (Senacon), também recebeu documentos do tipo, tendo ignorado todos.

Vale lembrar que Rodrigo Roca já atuou na defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e está à frente de um grupo de 11 advogados que ficarão responsáveis pela defesa de Anderson Torres.

No Twitter, o ex-ministro se defendeu das acusações, afirmando que a minuta era um documento para ser descartado.

Núcleo mais próximo de Bolsonaro já teme depoimento comprometedor de Anderson Torres

Blog do Magno – "Os bastidores do poder e da política em primeira mão"

Aliados próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já não escondem mais o temor com um depoimento comprometedor do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e até mesmo com um cenário de delação premiada.

A avaliação é que, depois da ordem de prisão de Torres por omissão em conter os atos golpistas de domingo (8) e a revelação de uma minuta de um golpe, a situação do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) ficou extremamente delicada.

“A existência da minuta indica que Bolsonaro pensou no assunto. E Anderson Torres terá que responder quem escreveu a minuta. Bolsonaro teve participação? O incômodo no partido é muito forte, porque o PL não quer confusão. O PL é da política”, disse um influente integrante do PL.

Nesse cenário, interlocutores do ex-presidente avaliaram que não há segurança sobre um silêncio prolongado de Anderson Torres.

Há o reconhecimento de que a situação de Torres piorou muito depois que a Polícia Federal encontrou na residência do ex-ministro uma minuta de decreto para o então presidente Jair Bolsonaro instaurar estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O objetivo, segundo o texto, era reverter o resultado da eleição, em que o presidente Lula venceu. Esse decreto seria inconstitucional.

Esses mesmos aliados de Bolsonaro consideraram fraca a explicação de Torres de que que o documento foi vazado fora de contexto e que seria triturado.

Ministro diz que Lula determinou primeira revisão de sigilo imposto por Bolsonaro

Lula derruba sigilo de 100 anos da gestão Bolsonaro: visitas de Michelle |  VGN - Notícias em MT com credibilidade

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, anunciou nesta quarta-feira (11) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a primeira revisão de sigilo de informação imposto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com o ministro, a decisão atingiu sigilo imposto por Bolsonaro sobre registros de entrada na residência oficial da presidência, o Palácio da Alvorada, entre 2021 e 2022.

“O primeiro sigilo de 100 anos determinado pelo governo anterior foi levantado. Trata-se de 565 registros de entrada na residência oficial e abrange o período de dezembro de 2021 a dezembro de 2022”, informou o ministro em uma rede social.

Determinação de Lula
A revisão dos sigilos foi uma determinação de Lula e um dos primeiros atos tomados pelo petista após a posse.

O despacho determinou que, no prazo de 30 dias, a Controladoria-Geral da União (CGU) reavalie as decisões de Bolsonaro sobre sigilos de documentos.

Segundo o despacho, a equipe de transição de Lula identificou “diversas decisões baseadas em fundamentos equivocados” sobre:

proteção de dados pessoais;
segurança nacional;
segurança do presidente e de seus familiares;
proteção das atividades de inteligência

As decisões de Bolsonaro, conforme o despacho, “desrespeitaram o direito de acesso à informação, banalizaram o sigilo no Brasil e caracterizam claro retrocesso à política de transparência pública até então implementada”.

Lula determinou que a CGU examine os casos e, se for o caso, revise decisões “que indevidamente negaram pedidos de acesso à informação ou impuseram sigilos com fundamentos não ancorados em lei”.

Ao longo do mandato de Bolsonaro, uma série de informações e documentos ficou sob sigilo.

Entre os documentos que foram alvo de sigilo estão o cartão de vacina de Bolsonaro e o processo sobre a participação do ex-ministro da Saúde e então general da ativa do Exército Eduardo Pazuello em uma manifestação a favor do ex-presidente, no Rio de Janeiro.

Colocar um documento ou informação sob sigilo é uma decisão de um órgão do governo ao qual um pedido de informação é enviado, via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Pela norma, estão protegidos sob sigilo de 100 anos todas as informações caracterizadas como pessoais, relativas, por exemplo, à intimidade, vida privada, honra e imagem de um cidadão.

A legislação prevê que todo conteúdo classificado como pessoal deve ter acesso restrito a contar da data de produção. Somente agentes públicos legalmente autorizados e o próprio cidadão ao qual o documento ou informação trata podem acessar.

Lula visitará estados brasileiros antes de iniciar viagens internacionais

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniu com a equipe do governo da Bahia para definir a viagem do presidente Lula ao estado — Foto: Reprodução

O presidente Lula deve visitar a Bahia ainda em janeiro, iniciando uma série de viagens pelo Brasil.

Neste sábado (7), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, esteve em Salvador com o governador, Jerônimo Rodrigues, para avaliar a data e as possibilidades de compromisso de Lula no estado.

Lula pretende viajar para um ou dois estados brasileiros antes de partir para compromissos internacionais. O presidente vai para a Argentina no dia 23, onde se encontrará com o presidente Alberto Fernández.

Depois, deve ir aos Estados Unidos, se reunir com o presidente Joe Biden.

Mas Lula quer retomar o modelo de seus dois primeiros governos, quando percorria todos os estados brasileiros com agendas periódicas de eventos cívicos e inaugurações de obras.

A Bahia é simbólica, porque foi o estado onde Lula teve sua maior vantagem eleitoral em relação a Jair Bolsonaro.

“Eu sentei com o governador agora para a gente ver a possibilidade de agenda, seja em construções do Minha Casa Minha Vida ou na área de educação. Estamos afunilando para ver se a gente consegue materializar essa vinda dele à Bahia. Ele quer muito vir à Bahia no mês de janeiro”, afirmou Rui Costa.

Flávio Dino vai pedir à Polícia Federal novo inquérito sobre ataques a ministros do STF

Flávio Dino diz que sua gestão será marcada pela defesa da democracia |  Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, deve acionar a Polícia Federal ainda nesta sexta-feira (6) para pedir novas investigações sobre ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal.

O pedido será enviado ao diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues. Entre os casos elencados, está o ataque sofrido pelo ministro Luís Roberto Barroso em novembro, em Santa Catarina.

O magistrado teve de interromper o jantar e ser escoltado em Porto Belo, no litoral norte do estado, após ser hostilizado por bolsonaristas radicais. O grupo que atacou o ministro fazia parte dos bloqueios ilegais em rodovias.

A invasão recente ao Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça, também deve ser apurada. O caso foi detectado após informações falsas sobre o ministro Alexandre de Moraes serem inseridas no sistema.

O inquérito vai apurar a autoria e a materialidade das condutas, na linha adotada pelo novo governo de impedir ataques a instituições e à democracia.

Brasil retorna à Celac dois anos depois de ter deixado o grupo, que reúne América Latina e Caribe

Cúpula Celac-União Europeia se realiza nesta quinta na Argentina - Brasil  247

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quinta-feira (5) que o Brasil retornou para a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O retorno ocorre dois anos depois de o país ter deixado o grupo, no governo Jair Bolsonaro.

O grupo reúne 33 países da região e tem como proposta intensificar a integração da região. O Brasil foi um dos fundadores, em 2008, durante o segundo mandato de Lula.

Em nota, o Itamaraty disse que comunicou à Celac a decisão do novo governo.

“O governo brasileiro comunicou hoje, 5 de janeiro, aos países membros da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), pelos canais diplomáticos adequados, a reincorporação do Brasil, de forma plena e imediata, a todas as instâncias do mecanismo, tanto as de caráter político como as de natureza técnica”, diz o texto.

O retorno a organismos internacionais e a valorização da relação com os países do continente é uma das prioridades do mandato de Lula, já anunciado pelo próprio presidente e pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.

O Itamaraty também informou Lula deve participar da VII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da CELAC no fim de janeiro, durante a viagem à Argentina.

Governo Lula vai voltar com o Mais Médicos em versão reformulada

Mais Médicos será retomado com vagas para estrangeiros

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve retomar o programa Mais Médicos, criado em julho de 2013 por medida provisória assinada pela então presidente da República Dilma Rousseff (PT). A informação é do secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Nésio Fernandes.

“A agenda de retomar o Mais Médicos é imediata. Queremos colocar médicos em todos os municípios brasileiros em um curto período de tempo”, declarou Nésio ao jornal Folha de São Paulo.

Em 2013, o programa contratava médicos de outros países, principalmente de Cuba, para trabalhar em cidades pequenas e do interior do Brasil, onde havia defasagem de profissionais. Eles chegavam ao Brasil por meio de um acordo de cooperação com participação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O objetivo original, de colocar os profissionais de saúde para trabalhar em regiões periféricas, será mantido pela nova gestão de Lula, mas o foco será na contratação de profissionais brasileiros.

Fernandes explicou que o Mais Médicos dará prioridade aos profissionais com registro nos conselhos regionais. Posteriormente, as vagas não preenchidas serão ofertadas a médicos brasileiros formados no exterior, e por fim, as vacâncias poderão ser pleiteadas por médicos estrangeiros.

Por influência direta de Jair Bolsonaro (PL), Cuba abandonou o programa, fazendo com que mais de 8 mil médicos deixassem o Brasil e retornassem ao país da América Central. Desde a campanha em 2018, o ex-presidente criticava o Mais Médicos e colocava em xeque a capacidade dos profissionais cubanos.

Em 2019, Bolsonaro encerrou o Mais Médicos e criou o Médicos pelo Brasil, por motivação ideológica. O país passou a condicionar a permanência dos trabalhadores cubanos a uma revalidação de diploma e a contração seria feita diretamente ao governo brasileiro, tirando o vínculo com o país de origem.

Segundo Nésio Fernandes, o programa criado pelo governo anterior deixou diversos municípios do interior e da periferia em defasagem de atendimentos.

“Até hoje, grande parte das vagas dos médicos cubanos que deixaram o Brasil por uma crise diplomática não foram preenchidas. Existe um vazio assistencial e será superado”, frisou.

“Um convite ao serviço”, diz Antonio Marinho sobre nomeação no Ministério da Cultura

O poeta de São José do Egito, Antonio Marinho, será diretor nacional de Cultura Popular

Convidado pela ministra da Cultura Margareth Menezes para assumir o cargo de diretor nacional de Cultura Popular do Ministério da Cultura (MinC), o poeta pernambucano Antonio Marinho comentou sobre como se deu esse convite e avaliou o desafio que terá pela frente na missão de dirigir e fomentar políticas públicas para a cultura popular, de onde vêm suas raízes.

Marinho anunciou a boa nova durante a abertura do evento que organiza, a Festa de Louro, na noite da terça-feira (3), na Praça do Repente, em São José do Egito. Ele conta que recebeu o convite apenas recentemente.

“Eu fui convidado ontem [terça]. A ministra ligou para mim pela manhã e fez o convite diretamente. Nós passamos o tempo da transição convivendo virtualmente. Eu já a conhecia pessoalmente, mas nós convivemos muito virtualmente durante os trabalhdos do GT. E ontem ela ligou dizendo que achava que esse seria um lugar para mim, onde eu poderia ajudar e servir da melhor forma ao povo brasileiro”, relatou.

“Até agora, só tenho recebido coisas boas como consequência disso. Apoio de muitos setores e pessoas da cultura e só coisa boa. Mas com essa cabeça de que eu tenho que achar a melhor forma de servir ao povo brasileiro. É um serviço que estou apaixonado por ele e com muita fé e vontade de que dê certo. O que acontecerá só o tempo nos dirá e a história nos reserva. Mas de mim, toda a alegria, dedicação e paixão”.

Sobre o convite
Apesar de ter sido um dos convidados a participar do grupo de trabalho na transição do governo para a pasta da Cultura, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), e da expectativa – agora confirmada – de que participasse da nova gestão após a recriação do MinC, Antonio Marinho destaca que, durante esse período, jamais se falou de cargos.

“Não foi durante a transição o convite, até porque isso não era um assunto que estivesse em meio às funções do GT. Perfis de cargos ou indicações de isso ou aquilo. O GT não discutiu isso e era desaconselhado, inclusive pelo presidente Lula, de falar de nomes e nomeações de fulano e sicrano”, contou.

“A gente precisava primeiro ver como estava, ajeitar a casa e ver um diagnóstico. Ninguém se propôs a cargo nenhum, nem a própria ministra no GT e nem ninguém falava disso”, frisou.

Desafio no governo
Antonio Marinho procurou, como bom sertanejo, manter os pés no chão ao comentar sobre o cargo que ocupará em Brasília. Ao invés de falar sobre os próprios méritos, preferiu comentar sobre sua vontade de servir aos seus pares.

“Recebo como um convite ao serviço. É assim que a gente tem que encarar. Primeiro trocar o verbo. Ninguém é diretor, coordenador ou ministro. A gente sempre está. Não é um cargo de permanência, é um cargo de um tempo dedicado a aquilo. E encarar com a natureza do serviço a meu país. Isso não é troféu, medalha ou premiação. Isso é um serviço, claro, muito nobre, que me alegra muito e me deixa muito feliz com a confiança da ministra com a confiança do presidente Lula”.

‘Já está na hora de sair’, diz Rui Costa sobre apoiadores de Bolsonaro em frente a quartéis

Apoiadores do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), inconformados com o resultado das eleições presidenciais, concentram-se em frente ao Quartel- General do Exército em Brasília. O ato antidemocrático é comandado por bolsonaristas. D — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (4) que “está na hora” de os manifestantes acampados em frente aos quartéis do Exército deixarem o local.

Costa deu a declaração ao chegar para a cerimônia de transmissão de cargo da ministra Marina Silva ao Ministério do Meio Ambiente.

Questionado sobre apoiar ou não o uso de força para desmontar os acampamentos, o ministro disse que “já está na hora de sair”.

“Já está na hora de sair. Já teve a hora de Jair, agora está na hora de sair”, brincou o ministro, em referência a um jingle tocado durante a campanha eleitoral.

Os acampamentos montados por bolsonaristas surgiram após o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

Apoiadores se mobilizaram em frente a quartéis-generais do Exército de diversas cidades do país. Os acampamentos faziam pedidos inconstitucionais, como intervenção militar e reversão do resultado das eleições.

Depois da posse de Lula no último domingo (1º), algumas mobilizações começaram a ser desmontadas, como a de Juiz de Fora (MG). No caso da cidade mineira, foram mais de 60 dias de mobilização.

Alckmin assume Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e diz que reindustrialização do país é ‘essencial’

Vice-presidente Geraldo Alckmin assume Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — Foto: Reprodução

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assumiu nesta quarta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Alckmin vai acumular as funções de vice-presidente e de ministro. O MDIC foi recriado pelo novo governo. Antes, a estrutura da pasta estava no antigo Ministério da Economia.

Compete ao MDIC desenvolver política industrial e de economia verde, ações voltadas à micro e pequena empresa, políticas de propriedade intelectual e aplicação de mecanismos de defesa comercial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia, realizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Foi a primeira posse de ministro do novo governo com a presença de Lula, que cumpre nesta quarta o primeiro dia com agenda cheia no palácio.

No discurso, Alckmin destacou o papel da indústria na geração de empregos, na arrecadação do governo e no desenvolvimento de novas tecnologias. Ele afirmou que o Brasil passou por um processo “precoce” de desindustrialização e defendeu a reindustrialização do país

“A reindustrialização é essencial para que possa ser retomado o desenvolvimento sustentável e que essa retomada ocorra sobre prisma o da justiça social”, afirmou.

Comércio exterior
Alckmin também declarou ser “essencial” integrar o Brasil às cadeias globais de comércio e que o país “dará exemplos positivos” a partir de agora. Neste sentido, o vice-presidente ainda defendeu o diálogo com os empresários brasileiros.

“Será da conciliação entre estado e setor privado que resultará a ampliação da integração do Brasil ao mundo”, afirmou.

Alckmin informou que o MDIC terá na sua estrutura a Câmara de Comércio Exterior (Camex), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O vice-presidente ainda disse que o ministério buscará novos mercados para produtos brasileiros e valorização da imagem do Brasil como “potência agroambiental”, mas que também exporta aeronaves, máquinas e serviços de tecnologia da informação.

Alckmin afirmou que a pasta dará atenção a micro e pequenas empresas e que o Brasil precisa incentivar start-ups.

Lula formou o primeiro escalão de seu terceiro governo com 37 ministérios, 14 a mais do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao ter Alckmin também como ministro, Lula repete a fórmula de ter seu vice-presidente na equipe ministerial. Vice nos mandatos anteriores, José Alencar foi ministro da Defesa.

Alckmin assegurou que Lula terá a “lealdade” e “dedicação integral” dele no trabalho como vice e ministro.

“O senhor terá de mim não apenas a lealdade de um ministro que se soma ao vice, mas a minha dedicação integral em prol de uma agenda que contribua para reverter resultados inaceitáveis que nossa economia vem acumulando nos últimos anos”, afirmou.

Alckmin disse que é “inabalável” seu compromisso com Lula, o governo e o país. O vice disse que a aliança com Lula não é por ocasião de uma eleição, mas, sim, por um projeto de país.

Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou a instabilidade gerada pelo antigo governo.

“A crise política acaba por fomentar terríveis crises econômicas. A inabilidade política tem custo e é socialmente injusta porque penaliza o mais pobre. Na normalidade democrática é que o país pode crescer e se mostrar justo”, disse.

Silvio Almeida assume Ministério dos Direitos Humanos e diz que ‘todo ato baseado no ódio’ será revisto

Silvio Almeida assume Direitos Humanos: “Atos ilegais baseados no ódio  serão revistos” | Metrópoles

O advogado Silvio Almeida assumiu nesta terça-feira (3) o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.

Durante o governo Jair Bolsonaro (PL) a pasta que cuidava do tema também era responsável por outros assuntos e recebia o nome de Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Era chefiado pela senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF).

Em discurso, o ministro criticou a gestão anterior da pasta, disse que recebeu um ministério “arrasado” e que fará uma revisão de atos realizados no governo passado.

“Recebo o ministério arrasado, conselhos foram encerrados e o orçamento foi drasticamente reduzido. A gestão anterior tentou extinguir a Comissão de Mortos e Desaparecidos, não conseguiu. Todo ato ilegal, baseado e praticado no ódio e no preconceito, será revisto por mim e pelo presidente Lula”, afirmou Silvio Almeida.

“Não permitiremos que o ministério permaneça sendo utilizado para reprodução de mentiras e preconceitos”, acrescentou o ministro.

No primeiro discurso como titular dos Direitos Humanos, o ministro citou trabalhadores, mulheres, negros, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, indígenas, idosos e disse que esses cidadãos “existem” e “são valiosos” para o governo.

“Permitam-me, como primeiro ato como ministro, dizer o óbvio, o óbvio que, no entanto, foi negado nos últimos quatro anos”, afirmou.

“Quero ser ministro de um país que ponha a vida e a dignidade humana em primeiro lugar”, acrescentou Almeida.

Ele também afirmou que, à frente da pasta, terá a missão de enfrentar o alto índice de homicídio de jovens pobres e negros e que conversará com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para uma ação conjunta das pastas.

Silvio Almeida disse que recriará o conselho para elaboração de políticas voltadas para pessoas LGBTQIA+.

O ministro também lembrou as necessidades de minorias e também de crianças e adolescentes que ficaram órfãos durante a pandemia.

“Direitos humanos não é pauta moral, é pauta política, não é um emblema, é a oportunidade do estado cumprir o que está na constituição”, afirmou.

Ele também citou ambientalistas vítimas de violência e disse que o assunto terá atenção dentro do ministério.

“Daremos atenção aos defensores ambientalistas que são os que mais morrem nas mãos de criminosos”, declarou.

Vinícius Carvalho assume CGU e diz que houve uso ‘indevido’ de sigilos por Bolsonaro

Lula concedeu metade do prazo pedido por ministro para analisar sigilos de  Bolsonaro - 02/01/2023 - Painel - Folha

Vinícius Marques de Carvalho assumiu a Controladoria-Geral da União (CGU) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (3). O termo de posse foi assinado no domingo (1º).

Em discurso, Carvalho afirmou que houve uso “indiscriminado” e “indevido” de decretos de sigilos por parte do governo de Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira (2), o presidente Lula determinou que a CGU revise, em até 30 dias, a imposição do sigilo de até 100 anos a documentos de Bolsonaro, da família dele e de atividades de Inteligência.

Entre os atos colocados sob sigilo por Bolsonaro estão, por exemplo:

o cartão de vacina do presidente

o processo sobre a participação do ex-ministro da Saúde e então general da ativa do Exército Eduardo Pazuello em uma manifestação no Rio de Janeiro

“Houve uso indiscriminado e indevido do sigilo para supostamente proteger dados pessoais ou sob o falso pretexto de proteção da segurança nacional e da segurança do Presidente da República”, disse o novo CGU.

O novo CGU apontou ainda que a aplicação do sigilo tem de ser uma exceção:

“[…] não há democracia e soberania sem um estado transparente, aberto ao diálogo, ao controle e à participação social. Em que o sigilo não é a regra. É a exceção”.

A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, local que foi sede do governo de transição.

Presidência confirma viagem de Lula à Argentina neste mês; EUA, Portugal e China serão os próximos destinos

Lula vai estrear agenda internacional com viagem à Argentina

A Presidência da República informou nesta terça-feira (3) que o presidente Lula vai à Argentina no dia 23 deste mês. Será a primeira viagem oficial do presidente após assumir o mandato.

Em seguida, mas ainda sem data definida, Lula deverá visitar o presidente Joe Biden, nos Estados Unidos. Essa viagem deve ocorrer entre o fim de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro e depende de Lula e Biden encontrarem espaços em comum nas agendas.

Ainda para os primeiros meses do ano, a equipe de Lula prepara viagens oficiais para a China – maior parceiro comercial do Brasil – e para Portugal.

Nesta segunda (2), o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, afirmou que Lula deve ir ao país em abril. Na ocasião, o presidente brasileiro deverá acompanhar a entrega do prêmio Camões para Chico Buarque.

Rebelo esteve em Brasília para a posse de Lula e, depois, teve uma reunião com o presidente.

A ida para a China também deve ficar para abril ou março.

Fórum Econômico Mundial
Lula não deverá ir ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O evento ocorre tradicionalmente todo mês de janeiro e reúne investidores, economistas e líderes mundiais.

A edição deste ano começa no dia 16.

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vão a Davos representando o presidente.

Lula vai estrear agenda internacional com viagem à Argentina

Lula e Fernandez dão as mãos e sorriem para a foto

No primeiro dia útil de seu mais novo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou esta segunda-feira (2) recebendo chefes de Estado e de governo, e representantes de delegações estrangeiras que vieram a Brasília para a sua posse. As reuniões ocorreram no Palácio do Itamaraty ao longo do dia. Um dos encontros foi com o presidente da Argentina Alberto Fernández, que confirmou a ida de Lula a Buenos Aires no próximos dias 23 e 24 de janeiro, para uma série de compromissos, incluindo uma reunião da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac), que está sob presidência temporária argentina.

“Estamos na mesma trilha, buscamos o mesmo destino para nossos povos e a integração da América Latina. No dia 23 de janeiro nos encontraremos na Argentina para avançar com ações concretas e institucionalizar esta relação, e no dia 24 nos reuniremos com a Celac”, postou Fernández nas redes sociais após se reunir com Lula.

Lula também se reuniu com outros importantes líderes regionais, como os presidentes Gustavo Petro (Colômbia) e Guillermo Lasso (Equador). Também houve bilaterais com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa e com a presidente Honduras, Iris Xiomara Castro Sarmiento. O Rei da Espanha, Felipe VI, também esteve hoje com o presidente brasileiro. Nem todos os encontros previstos acabaram ocorrendo, segundo o próprio Lula atualizou em suas redes sociais.

“Dia cheio hoje. Foram 10 reuniões com representantes da Ásia, Europa, África e América Latina. Tínhamos marcado inicialmente 17 encontros. Infelizmente, faltou tempo com tantas boas conversas. Teremos outras oportunidades. O mundo estava com saudade do Brasil. Boa noite”, escreveu.

Ex-ministra de Bolsonaro Flávia Arruda pede desfiliação do PL: ‘Considerando meus ideiais democráticos’

Flávia Arruda (PL) em convenção partidária no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

A ex-ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República do governo de Jair Bolsonaro (PL), Flávia Arruda, pediu nesta segunda-feira (2) a desfiliação do Partido Liberal (PL).

Flávia compareceu no domingo (1º) à posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a transmissão da cerimônia, foi registrado um abraço entre ela e o petista.

Na nota em que formalizou a saída do PL, Flávia citou “os fatos das últimas eleições” e seus “ideais democráticos” para sair do partido:

“Considerando os fatos das últimas eleições, o posicionamento do partido e meus ideais democráticos, sigo em um novo caminho com os sinceros votos de que a política continue sendo espaço de respeito, diálogo e busca de um Brasil melhor”.

Casada com o ex-governador do DF José Roberto Arruda, Flávia tentou uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2022. Ela, no entanto, ficou em segundo lugar e perdeu a disputa para a também ex-ministra de Bolsonaro Damares Alves.

Nas eleições de 2018, Flávia foi a candidata mais bem votada da capital para o cargo de deputada federal.

Como deputada, Flávia Arruda assumiu cargos dentro da Câmara e participou de projetos relacionados à violência contra a mulher.

Antes de se tornar deputada, foi candidata a vice-governadora na chapa com Jofran Frejat (PR-DF), em 2014, como substituta do marido.

Na época, José Roberto Arruda foi considerado ficha-suja pelo envolvimento na Operação Caixa de Pandora, também conhecida como Mensalão do DEM.