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Início do monitoramento de Lula e Alexandre de Moraes foi logo após eleição de 2022, segundo a PF

Início do monitoramento de Lula e Alexandre de Moraes foi logo depois da  eleição de 2022, segundo PF

O início do monitoramento de Lula e Alexandre de Moraes foi logo depois da eleição de 2022, segundo a investigação da Polícia Federal.

A investigação da Polícia Federal sobre os ataques golpistas mostra que as ações de monitoramento de Lula e Alexandre de Moraes começaram logo depois do resultado das eleições de 2022.

Segundo a Polícia Federal, ele seria conduzido pelos Kids Pretos, militares de operações especiais do Exército, conhecidos pelos gorros pretos que cobrem parte do rosto.

O líder do grupo, o general Mário Fernandes, então número dois da Secretaria-Geral da Presidência da República, preso na operação de terça-feira (18), visitou o acampamento com manifestantes golpistas montado em frente ao QG do Exército em Brasília em mais de uma ocasião.

No dia 9 de novembro, segundo a Polícia Federal, Fernandes criou e tirou cópia em um computador do Palácio do Planalto do documento intitulado “Planejamento – Punhal Verde Amarelo”, que descreve o plano para prender, executar o ministro Alexandre de Moraes, além dos integrantes da então chapa vencedora das eleições presidenciais Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.

Os militares listaram passo a passo o que precisavam para cumprir o plano. Eles mapearam os locais frequentados por Moraes e Lula, os principais trajetos diários, além de detalhar quantas pessoas faziam a segurança dos dois e quantos militares seriam necessários para executar a ação.

Também listaram as armas que seriam usadas. De acordo com a PF, o general Mário Fernandes levou uma cópia do documento até o Palácio da Alvorada, onde estava Jair Bolsonaro.

Em 12 de novembro, os Kids Pretos se reuniram na residência do general Braga Netto, então candidato derrotado à vice-presidência na chapa de Bolsonaro, na quadra 112 Sul.

Além de Braga Netto, estavam presentes na reunião o tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens da Presidência da República, e dois dos presos na operação de terça-feira (19): os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima.

Segundo a PF, no encontro, eles receberam sinal verde para as ações clandestinas. Do dia 21 ao 23 de novembro, os dois militares foram a campo e colocaram em prática os atos de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes para cumprimento de uma eventual ordem de prisão a ser desencadeada por Bolsonaro, segundo a PF.

A investigação analisou as mensagens em aplicativos, conexões entre celulares, e dados de navegação na internet dos investigados. Segundo a PF, os conspiradores queriam evitar os mesmos erros cometidos pelos assassinos da vereadora Marielle Franco. Por isso, analisaram a ação daqueles criminosos e, para não deixar rastros, compraram e habilitaram linhas telefônicas com documentos falsos.

Ao analisar antenas de celular e mensagens telefônicas, os investigadores identificaram que os Kids Pretos visitaram localidades próximas à residência do ministro Alexandre de Moraes e pesquisaram rotas para simular distâncias de pontos estratégicos até a residência de Alexandre de Moraes.

No dia 6 de dezembro, a PF descobriu que Rafael de Oliveira e Mauro Cid se encontraram com Bolsonaro no Palácio do Planalto por cerca de meia hora. Nesse dia, o general Mário Fernandes estava no Planalto e imprimiu mais uma vez o planejamento operacional “Punhal Verde Amarelo”.

Um dia depois, segundo as investigações, Bolsonaro recebeu os comandantes das Forças Armadas no Palácio da Alvorada. Em depoimento, o então comandante do Exército, general Freire Gomes, disse que naquele dia Bolsonaro apresentou uma minuta de decreto que previa um “estado de sítio”.

O relatório de investigação aponta que as linhas telefônicas usadas para combinar a operação para capturar o ministro Alexandre de Moraes foram ativadas no dia 8 de dezembro. Naquele mesmo dia, o general Mário Fernandes disse a Mauro Cid ter conversado pessoalmente com Bolsonaro.

No dia 10 de dezembro, dois dias antes da diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral, a PF afirma que uma troca de mensagens entre Cid e o então assessor da Presidência Marcelo Câmara reforça o monitoramento de Lula e Moraes:

“Estarão na portaria. Trecho 5 será do presidente. Rota verde com desembarque exclusivo da comitiva do diplomado, que será no subsolo.”
No dia 12, data da diplomação da chapa de Lula e Alckmin no TSE, manifestantes radicais tentaram invadir o prédio da PF e incendiaram carros e ônibus em Brasília.

Um dia depois, um dos militares presos na terça-feira (19) “a residência funcional do ministro Alexandre de Moraes”.d15 e dezembro de 2022. Para a Polícia Federal, foi o dia da tentativa de sequestro do ministro Alexandre de Moraes. A ação foi batizada de “Copa 2022”.

Pouco depois das 20h30, um dos Kids Pretos envolvidos na conspiração, Rodrigo Bezerra de Azevedo, atualmente tenente-coronel, se posicionou aqui, neste estacionamento no Parque da Cidade, um dos pontos de apoio para a operação. Ele foi o primeiro a confirmar que estava a postos.

Em outro ponto, próximo à residência de Alexandre de Moraes na época, outro militar responde:

“Tô na posição.”
“Ok. Qual a conduta?”, pergunta o homem que estava no estacionamento.
“Aguarde”, diz um terceiro militar, apontado pela PF como líder do grupo.

Vinte e quatro minutos depois, um quarto integrante manda uma mensagem:

“Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?”.
O líder do grupo, então, confirma o cancelamento da ação:

“Abortar.”

Segundo a Polícia Federal, o grupo cancelou o plano porque a sessão do Supremo daquele dia terminou mais cedo do que o previsto. O plano fracassou.

Mas, ao finalizar o relatório, a PF afirma que a organização criminosa tentou criar o ambiente propício para o golpe de Estado e que os fatos investigados levaram ao florescimento de um radicalismo que culminou nos atos do dia 8 de janeiro de 2022, quando bolsonaristas radicais invadiram e depredaram as sedes dos três poderes.

Pensar em matar não é crime, diz Flávio Bolsonaro sobre ação da Polícia Federal

Flávio Bolsonaro explanou sua opinião no X, antigo Twitter (Crédito: Roque de Sá / Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, nesta terça-feira (19/11), que “pensar em matar alguém não é crime” ao comentar a operação da Polícia Federal (PF) deflagrada para prender agentes suspeitos de querer dar um golpe de Estado depois das eleições de 2022.

Eles também são acusados de planejar matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); o vice-presidente Geraldo Alckmin; e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Por mais que seja repugnante pensar em matar alguém, isso não é crime. E, para haver uma tentativa, é preciso que sua execução seja interrompida por alguma situação alheia à vontade dos agentes. O que não parece ter ocorrido”, comentou o congressista na rede social X.

PF: suposto plano previa Heleno e Braga Netto no comando de ‘gabinete de crise’ após morte de Lula

Augusto Heleno e Walter Braga Netto

As investigações da Polícia Federal sobre uma suposta trama golpista identificaram que o grupo alvo de operação da Polícia Federal previsa o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto e o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno no comando de um “gabinete de crise”.

Documentos apreendidos pelos investigadores apontam que a ideia era que esse gabinete fosse formado depois que o plano de assassinato do presidente Luis Inácio Lula da Silva fosse executado.

Um dos documentos relacionados ao general da reserva Mário Fernandes, que foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, diz respeito a uma minuta de instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão da Crise”.

“Conforme se observa, O GENERAL HELENO seria o chefe de gabinete, tendo como coordenador-geral o GENERAL BRAGA NETTO. Logo abaixo dos dois mais importantes, o próprio GENERAL MARIO e o CORONEL ELCIO fariam parte da assessoria estratégica”, diz o documento, que lista outros nomes militares de menor patente que fariam parte do gabinete.

No mesmo documento, consta a finalidade de instituição do gabinete, as referências legais, a missão, o objetivo, as diretrizes e, por fim, a estrutura organizacional.

“O arquivo referente a esse documento tem data de criação em 16 de dezembro de 2022, às 10h43, e modificação no mesmo dia, às 14h06. O último autor é Mário Fernandes’.

A data de ativação do gabinete consta como 16/12/2022’, destaca o relatório da PF. Nesta terça-feira, a PF prendeu quatro militares e um policial federal em uma operação que apura um suposto plano dos “kids pretos” do Exército para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro na eleição de 2022.

As medidas de hoje foram cumpridas como parte do inquérito que apura se houve uma tentativa de golpe de Estado após o resultado da eleição. A operação mira os “kids pretos”, formado por militares das Forças Especiais.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas como a proibição de contato entre os investigados, a entrega de passaportes em 24 horas e a suspensão do exercício de funções públicas. A operação tem como alvos militares, um deles hoje assessor do deputado Eduardo Pazuello (PL-RJ), e um policial federal.

Operação Contragolpe: ex-assessor de Bolsonaro é um dos alvos

Um dos alvos da Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (19), é Mario Fernandes, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fernandes é general da reserva, foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, o número dois da pasta, e chegou a assumir a secretaria de forma interina.

O militar também é parte dos “kids pretos”, um grupo de elite do Exército composto por militares treinados para atuar em missões sigilosas, além de em ambientes hostis e politicamente sensíveis.

Até março deste ano, Fernandes atuava como assessor no gabinete do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ). Ele foi demitido após se tornar um dos investigados no inquérito que apura o planejamento de um golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Mario Fernandes não poderia exercer função pública, já que é alvo das investigações.

Ele foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão, cumpridos pela Polícia Federal na Operação Veritatis, realizada em fevereiro. O militar também aparece na gravação da reunião ministerial em que Bolsonaro cobra uma “reação” no país, caso Lula vencesse as eleições presidenciais.

De acordo com investigadores, ele foi um dos participantes do encontro que defendeu medidas contra o resultado das urnas. Além disso, é apontado como um nome que instigou a cúpula militar a embarcar na trama golpista.

Operação Contragolpe

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta terça-feira (19), uma operação contra organização criminosa responsável por planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, o grupo — formado em sua maioria por militares das Forças Especiais (FE), os chamados “kids pretos” — visava um golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022.

O planejamento operacional da organização era denominado como “Punhal Verde e Amarelo”. Os assassinatos de Lula, Alckmin e Moraes deveriam ocorrer em 15 de dezembro de 2022, três dias após a diplomação do petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros alvos da PF:

  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército Brasileiro e integrante dos “kids pretos”;
  • Rafael Martins de Oliveira, major do Exército Brasileiro, com formação em forças especiais, e integrante dos “kids pretos”;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, major do Exército Brasileiro, mestre em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército Brasileiro e integrante dos “kids pretos”;
  • Wladimir Matos Soares, policial federal

Equívocos marcam operação contra Deolane e Gusttavo Lima, avalia advogado: ‘ações ilegais e desnecessárias’

 (Fotos: Divulgação | Rafael Vieira/DP Foto)

A Operação Integration, que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra e teve como alvo de mandado de prisão o cantor Gusttavo Lima, foi marcada por equívocos.

É o que diz Durval Lins, professor de direito e processo penal da Universidade Católica de Pernambuco e da Universidade de Pernambuco (UPE).

Deflagrada em seis Estados, a operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga uma suposta organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro do jogo do bicho e de apostas esportivas.

No inquérito, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) autorizou o bloqueio de R$ 2,27 bilhões de empresas e pessoas físicas investigadas. Foram apreendidos, ainda, jatinhos, helicópteros e outros veículos de luxo.

Além de Pernambuco, a operação também atuou nos estados de Minas Gerais, Paraíba, São Paulo, Paraná e Goiás. Ao todo, foram 22 alvos.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, Durval Lins explicou que houve equívocos durante todo o inquérito. Para ele, o decreto de prisão contra Gustavo Lima e a prisão de Deolane ficaram configuradas como ilegais e desncessárias.

O professor concorda com o posicionamento feito pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na sexta-feira (20), que pedia que as prisões preventivas fossem substituídas por outras medidas cautelares.

Bastava aplicar as medidas cautelares, como, por exemplo, a indisponibilidade dos bens, restrição ao uso da internet, a proibição da operação com jogo, talvez uma tornozeleira eletrônica, retenção do passaporte. Existem algumas medidas que poderiam ser utilizadas. Mas eu não vejo entre elas como sendo razoável a prisão. É que me parece realmente desnecessária. Porque ela inverte a lógica. Ela trabalha com a lógica de que a pessoa já é culpada. Prisão é realmente uma medida excepcional e não se justificaria nesse caso. O próprio Ministério Público de Pernambuco se posicionou nesse sentido”, explica o professor.

Por não se caracterizarem como crimes hediondos, quando há violência e ameaça a outras pessoas, as prisões, para Durval, são desnecessárias.

O fato de essas pessoas acusadas do crime de lavagem de dinheiro, por serem primárias, de bons antecedentes, de boa conduta social, torna essa prisão desnecessária porque a nossa constituição estabelece como princípio a presunção de inocência e não de culpa”, detalha.

Ele também explicou que o habeas corpus concedido a Deolane foi feito de forma errada.

O primeiro habeas corpus pedido pela equipe de Deolane negado pela juíza e concedida pelo tribunal foi feito com fundamento errado, apesar de ser correto. O fundamento foi de que ela tinha um filho de menos de 12 anos e, segundo a jurisprudência do Supremo (STF), ela teria direito a estar com a criança. O fundamento está errado, o fundamento teria que ser que é desnecessária a prisão na hipótese”, afirma Durval.

De acordo com Durval, o desembargador negar, ainda, a Deolane o direito de falar também é errado.

O desembargador solta ela e diz a ela ‘agora não pode falar’, o que também está errado. Você não pode, no Estado democrático, impedir uma pessoa de falar. Uma pessoa livre e presumida inocente de falar”, argumenta.

Divergências no processo

Cada etapa do inquérito se tornou ponto de discussão na sociedade brasileira e, assim, o caso teve uma ampla repercussão.

Em 18 de setembro, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), informou que o inquérito foi concluído e enviado ao Ministério Público. Assim, no entendimento da polícia, a investigação foi concluída. Nesse caso, Durval explica que o Ministério Público responder com pedido novas diligências faz parte do processo penal.

O Ministério Público entende não haver elementos suficientes para uma acusação formal, uma denúncia. Isso é um procedimento normal, não é uma crise institucional, é o código do processo penal. O ministério público requisita novas diligências. Não há nenhum problema nesse pedido. O problema é que o ministério público deveria ter dito que diligências eram essas e ele não fez. O procedimento é, então, devolvido ao ministério público, que vai detalhar quais são as diligências para a delegacia continuar”, afirma.

Segundo o professor, por se tratar de uma investigação complexa, com vários envolvidos. O prazo, que normalmente é de 30 dias, deve ser estendido.

A investigação vai demandar a utilização do laboratório de lavagem de dinheiro e quebra de sigilo bancário. São muitos acusados, são vários estados. Então esse prazo deve ir para 90 a 120 dias. É o prazo que estimo que seja razoável para que esse inquérito esteja pronto”, estipula Durval.

Durval explica, por fim, que casos de divergências entre juiz e desembargador são normais.

O posicionamento do desembargador ser diferente, não tem nenhum problema. Todo desembargador pensa diferente do juiz, isso não tem nenhum problema. Agora realmente é um caso que houve alguns equívocos no começo. É um caso de uma repercussão ampla e aí evidentemente isso entra num padrão de uma repercussão inimaginável”, conta.

Megaoperação da PF prende suspeitos de abuso sexual infantil em todo o país

Agentes da Polícia Federal apreenderam computadores e documentos nas casas dos investigados  (Crédito: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/9), uma grande operação para combater o abuso sexual de crianças e adolescentes. Agentes cumpriram 141 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação. Até a última atualização desta reportagem, 30 pessoas haviam sido presas.

Em Brasília, um homem de 59 anos foi preso em flagrante com mais de 20 mil arquivos de pornografia infantil.

A operação conta com o apoio da Agência de Investigação Interna da Embaixada dos Estados Unidos. Desde dezembro do ano passado, a PF já cumpriu mais de 1.200 mandados de prisão contra pedófilos.

Jogos de azar levam mais um influencer digital para cadeia

Influenciador Ramhon Dias é preso em operação contra jogos de azar

Depois da influencer Deolane Bezerra, o influenciador baiano Ramhon Dias foi preso por compor organização criminosa suspeita de fazer lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, por meio jogos de azar. Além dele, o rifeiro José Roberto também foi detido em uma operação da Polícia Civil em Salvador nesta quinta-feira (5/9).

Ramhon e José Roberto ficaram conhecidos por divulgar, nas redes sociais, premiações e rifas. Um dos sorteios divulgados pelos dois prometia a quantia de R$ 400 mil.

O influenciador tem mais de 440 mil seguidores e se apresenta como empresário e “máquina de prêmios”, porém nesta quinta-feira (5/9) ele apagou todas as postagens da conta.

Deolane Bezerra seguirá presa após audiência de custódia; influenciadora foi detida em operação contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais

Presa no Recife, Deolane Bezerra pode ter acesso à colaboração premiada

A empresária e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na quarta-feira (4) em uma operação policial contra uma quadrilha suspeita de lavagem de dinheiro e jogos ilegais, teve a prisão preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), após passar por audiência de custódia nesta quinta (5).

De acordo com o TJPE, a audiência aconteceu na Central de Audiências de Custódia do Recife, localizada no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, por videoconferência a partir da Colônia Penal Feminina do Recife, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste da cidade.

A mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também teve a prisão analisada na mesma audiência e permanecerá detida na Colônia Penal Feminina do Recife.

Também foi determinada a manutenção da prisão de Maria Bernadette Pedrosa Campos. De acordo com documentos que a TV Globo teve acesso, ela é mãe de Eduardo Pedrosa Campos, sócio de uma corretora de seguros que também é investigado pela operação.

A defesa de Deolane fez um pedido de habeas corpus, alegando ilegalidade da prisão preventiva, mas o desembargador Cláudio Jean Nogueira Virgínio, da 12ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), determinou a redistribuição do pedido para o desembargador Eduardo Maranhão, da 4ª Câmara, para que ele faça a análise.

Na tarde quarta (4), Deolane e sua mãe, Solange Alves Bezerra, que também foi presa, passaram por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), cuja sede fica no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, e foram encaminhadas para a Colônia Penal Feminina, localizada no bairro da Iputinga, na Zona Oeste.

Segundo a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seap), por conta da repercussão do caso, foram tomadas algumas medidas de segurança dentro da penitenciária, para garantir a integridade física da empresária. Deolane e Solange Alves Bezerra passaram a noite em uma cela reservada.

Na manhã desta quinta-feira (5), foi reforçado o esquema de segurança em frente ao local, com policiais da Grupo de Operações de Segurança da Polícia Penal de Pernambuco. As irmãs da empresária, Daniele e Dayanne Bezerra, retornaram à Colônia Penal Feminina e foram recebidas por fãs da irmã que estavam com cartazes.

Na noite anterior, Daniele e Dayanne Bezerra tentaram ver a mãe e a irmã, mas foram impedidas de entrar porque estavam fora do horário de visita.

Operação que prendeu influencer Deolane mira bets que patrocinam times de futebol

Grande Ponto - Operação que prendeu influencer Deolane mira 'bets' que patrocinam grandes times de futebol

A empresária, advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (4), no Recife. Até a última atualização desta reportagem, a polícia não havia detalhado como funcionava o esquema criminoso.

A prisão de Deolane foi confirmada à TV Globo pela Polícia Civil de Pernambuco. Ela foi capturada num hotel no bairro de São José, na região Central da cidade. De acordo com a corporação, a empresária foi levada para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste. A defesa da influencer ainda não havia se pronunciado até por volta de 10h30, mas a irmã dela disse que ela é inocente.

Uma das empresas que entraram na mira da operação é a plataforma de apostas online Esportes da Sorte, que patrocina times de futebol como o Corinthians, Athletico-PR, Bahia, Grêmio, Palmeiras, Ceará, Náutico e Santa Cruz. Em nota, a empresa disse ter compromisso com a verdade e com o cumprimento de seus deveres legais.

A casa de apostas Vai de Bet também foi alvo da investigação. Um helicóptero que, segundo a polícia, teria ligação com essa empresa chegou a ser apreendido em Campina Grande, no Agreste paraibano. A empresa tem sede em Curaçao, país do Caribe, e está no mercado desde setembro de 2022. José André da Rocha Neto, empresário por trás da Vai de Bet, não está no Brasil, e a defesa da plataforma de apostas informou que não vai comentar a investigação.

PF faz buscas e tenta prender cinco em investigação sobre uso da Abin para espionagem ilegal e fake news

Vista da entrada da sede da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Brasília, nesta sexta-feira, 20. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (11) uma nova fase da operação Última Milha – que, desde 2023, investiga o possível uso ilegal de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar autoridades e desafetos políticos no governo Jair Bolsonaro.

De acordo com as investigações, o grupo usou sistemas de GPS para rastrear celulares sem autorização judicial.

Segundo a PF, nesta fase, os policiais cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Brasília (DF), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Isso, porque a operação Última Milha começou a partir das investigações do inquérito das fake news.

De acordo com a PF, investigadores descobriram que “membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvos de ações do grupo, incluindo a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente falsas”.

“A organização criminosa também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos”, diz a PF.

Se as condutas forem confirmadas, os investigados podem ser indiciados pela Polícia Federal e, em seguida, denunciados à Justiça.

A PF vê, de forma preliminar, possíveis crimes de:

organização criminosa;
tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito;
interceptação clandestina de comunicações;
invasão de dispositivo informático alheio.

PGR denuncia irmãos Brazão e ex-chefe da polícia do RJ por mandar matar Marielle; ex-assessor é preso

Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, acusados de mandar matar Marielle Franco — Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa pelo atentado, em 2018, contra a vereadora Marielle Franco — os 3 estão presos desde o fim de março. A TV Globo apurou que a peça foi entregue na última terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outras 2 pessoas foram denunciadas pela PGR por envolvimento no crime e presas pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (9): Robson Calixto da Fonseca, o Peixe, que foi assessor de Domingos Brazão, e o policial militar Ronald Alves de Paula, o Major Ronald, apontado como ex-chefe da milícia da Muzema, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Peixe, denunciado por organização criminosa, foi preso no Rio. Ronald, denunciado por participação no homicídio, já estava encarcerado em uma prisão federal.

Denúncia da PGR
Depois de um mês e meio de análise e aprofundamento da investigação da PF, a PGR concluiu que os irmãos Brazão e Barbosa devem ser processados e condenados pelo assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

No documento, a PGR denuncia os irmãos Brazão como mandantes do homicídio e por integrar uma organização criminosa. Já o delegado Rivaldo Barbosa foi denunciado como mandante também do homicídio.

De acordo com a denúncia, a delação do matador-confesso, Ronnie Lessa, faz todo sentido para implicar os irmãos Brazão no mando da morte da Marielle e Anderson.

A PGR entendeu que pelos intermediários que participaram do crime, pelas circunstâncias, mais a narrativa do colaborador, Lessa se encontrou com os irmãos Brazão. O órgão afirma ainda o ex-PM recebeu dos irmãos a promessa de pagamento pelo assassinato da vereadora.

A denúncia da PGR considera provas decorrentes de dados de movimentação de veículos, monitoramento de telefones e triangulação de sinais de telefonia, além de oitivas de dezenas de testemunhas.

Para a PGR, toda esta análise investigativa documental mais o histórico político dos irmãos Brazão confere a convicção para a acusação criminal contra os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo.

A denúncia aprofunda os interesses econômicos fundiários dos irmãos, as relações deles com as milícias e os atritos com adversários políticos como a vereadora Marielle e seu partido, o Psol.

O contexto da execução de Marielle estaria, segundo a PGR, 100% inserido na obsessão pela exploração imobiliária em áreas dominadas pela milícia. Áreas nas quais os irmãos Brazão se fizeram e se fortaleceram política e financeiramente, de acordo com a conclusão da PGR.

PF recupera, em Londres, livro de 1823 furtado de museu no Pará há 16 anos

PF recupera em Londres livro de 200 anos roubado de museu no Pará há 16 anos  | O TEMPO

Policiais federais brasileiros recuperaram nesta quarta-feira (1º) em Londres, na Inglaterra, um livro publicado em 1823 que tinha sido furtado em 2008 do museu Emílio Goeldi, em Belém (PA).

A PF não deu detalhes de como exatamente o livro foi encontrado e recuperado. Informou apenas que contou com a cooperação da Polícia Metropolitana de Londres para chegar até a obra.

De autoria do alemão Johann Baptist von Spix, o livro “Simiarum et vespertilionum Brasiliensium species novae” é uma coletânea sobre a fauna e a flora brasileiras, especialmente macacos.

Ele foi um dos livros históricos furtados em 2008 do museu paraense. Segundo a PF, a investigação levou à denúncia, em 2011, de três servidores do museu por peculato culposo.

Antes deste, a PF já havia recuperado outros dois livros. Um deles foi encontrado na Argentina, em dezembro de 2023. O outro foi localizado em Londres, em março deste ano.

No último dia 23, Dia do Livro, o museu Emílio Goeldi informou que havia resgatado outro livro, também sumido no furto de 2008: a obra “Delectus Florae et Faunae Brasiliensis”, de Johann Christian Mikan.

A PF informou que o estado do livro é “bom”, mas que ele ainda será periciado quando chegar ao Brasil. E que investiga o envolvimento de intermediadores e receptadores de obras de arte no furto do livro do museu e no envio dele a Londres.

Caso Marielle: delegado preso pede a Moraes para prestar depoimento à PF

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Rivaldo Barbosa

O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar depoimento à Polícia Federal. Ele está preso por, segundo as investigações, ter atuado para proteger os mandantes dos homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Na petição, Barbosa afirma que, embora tenha havido a determinação do magistrado à autoridade policial para que ouvisse os investigados tão logo fossem realizadas as prisões, isso ainda não ocorreu.

Além do delegado, foram alvos dos mandados cumpridos em 24 de março o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Domingos Brazão e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Todos negam os crimes.

No documento, o delegado pede também que seja ouvida sua mulher, Érika Andrade de Almeida Araújo, e solicita a revogação das medidas cautelares imposta a advogada. Para a PF, ela teria em seu nome empresas de fachada que teriam auxiliado em suposta lavagem de dinheiro e atuado como “testa de ferro” de Barbosa.

A defesa também enviou ao STF documentos e afirmou não haver “qualquer lastro probatório ou ao menos indiciário” no sentido de que tenha havido práticas ilícitas na prestação dos serviços realizados pelas empresas de Erika, tampouco que sua evolução patrimonial tenha relação com rendas ilegais.

Em um acordo de delação premiada firmado com a PF e a Procuradoria-Geral da República, o ex-policial militar Ronnie Lessa relatou que, no segundo trimestre de 2017, Chiquinho, então vereador do Rio, demonstrou “descontrolada reação” à atuação de Marielle para “apertada votação do projeto de Lei à Câmara número 174/2016”.

Com o projeto, ele e o irmão buscariam a regularização de um condomínio inteiro na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, sem respeitar o critério de área de interesse social, visando obter o título de propriedade para especulação imobiliária.

Nos depoimentos, Lessa ainda relatou que Barbosa foi uma peça-chave para que os homicídios fossem consumados a mando dos Brazão. Ao delegado, caberia garantir uma espécie de imunidade aos envolvidos, ou seja, de alguma forma o inquérito que se sucederia não poderia chegar nos responsáveis pela empreitada criminosa.

O ex-PM está preso desde 2019 sob a acusação de ser o autor dos disparos que mataram Marielle e Anderson, em março de 2018, na Região Central do Rio.

PF tem aval para aprofundar investigação sobre cartão vacina de Bolsonaro

A Polícia Federal deverá esclarecer se ex-presidente apresentou cartão da vacinação contra covid-19 ao entrar nos Estados Unidos (foto: AFP)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (23) o aprofundamento das investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da fraude em certificados de vacinação contra a covid-19.

Conforme a decisão, a Polícia Federal (PF) deverá esclarecer se Bolsonaro apresentou um cartão da vacinação ao entrar nos Estados Unidos, realizar novas perícias e produzir laudos dos celulares apreendidos com o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

Mais cedo, o pedido de aprofundamento foi feito ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

No mês passado, Bolsonaro, Cid e mais 15 acusados foram indiciados pela PF. Após o indiciamento, o inquérito foi enviado para a PGR decidir se uma denúncia será oferecida contra o ex-presidente e os demais investigados.

O procurador entendeu que algumas diligências são necessárias para aprofundar a investigação, como juntada de laudos periciais em celulares e computadores apreendidos e informações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“É relevante saber se algum certificado de vacinação foi apresentado por Jair Bolsonaro e pelos demais integrantes da comitiva presidencial, quando da entrada e permanência no território norte-americano. Ao menos seria de interesse apurar se havia, à época, norma no local de entrada da comitiva nos EUA impositiva para o ingresso no país da apresentação do certificado de vacina de todo estrangeiro, mesmo que detentor de passaporte e visto diplomático”, escreveu Gonet.

De acordo com as investigações, a fraude para inclusão de informações falsas no sistema do Ministério da Saúde tinha como objetivo facilitar a permanência de Bolsonaro nos Estados Unidos, país que adotou medidas sanitárias contra estrangeiros que não se vacinaram contra a covid-19.

No dia 30 de dezembro de 2022, um dia do término do mandato, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos. Dias depois, em 8 de janeiro de 2023, as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.

Suspeito do maior vazamento de dados da internet brasileira é preso na BA; 223 milhões de pessoas tiveram informações divulgadas

Suspeito do maior vazamento de dados da internet brasileira é preso na BA; 223  milhões de pessoas tiveram informações divulgadas - Alagoas 24 Horas: Líder  em Notícias On-line de Alagoas

Um homem apontado como suspeito do maior vazamento de dados na internet brasileira foi preso nesta terça-feira (9), em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador. De acordo com a Polícia Federal, o hacker é investigado por divulgar e comercializar informações privadas de 223 milhões de pessoas.

O suspeito foi identificado como Marcos Roberto Correia da Silva, de 24 anos. No ambiente virtual, ele usava o nome “VandaTheGod”.

O vazamento aconteceu em 2021 e, na época, ele foi preso em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, durante a Operação Deepwater, também deflagrada pela Polícia Federal. As investigações apontaram que o suspeito obteve ilegalmente e colocou à venda na internet as seguintes informações:

Dados básicos relativos ao CPF (nome, data de nascimento e endereço);
Endereços;
Fotos de rosto;
Score de crédito (que diz se é bom pagador), renda, cheques sem fundo e outras informações financeiras;
Imposto de renda de pessoa física;
Dados cadastrais de serviços de telefonia;
Escolaridade;
Benefícios do INSS;
Dados relativos a servidores públicos;
Informações do LinkedIn.

Em 2021, ele cumpria prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Em 2023, se tornou foragido da Justiça após romper a tonozeleira.

Além de divulgar os dados de milhões de brasileiros, o suspeito era investigado por outros crimes cibernéticos e já havia sido preso em 2019, na Operação Defaced, por suspeita de invadir sites de órgãos públicos.

Ele é suspeito de invadir os seguintes sites e sistemas:

Site do Exército Brasileiro (2019);
Site da Polícia Civil de Minas Gerais (2019);
Site do Ministério Público de Minas Gerais (2019);
Site do Tribunal de Justiça de Goiás (2019);
Sistema do Senado Federal (2020);
Sistema do Supremo Tribunal Eleitoral (2020).

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 1ª Vara Federal de Uberlândia/MG e o suspeito ficará à disposição da Justiça no Centro de Observação Penal, em Salvador.