Search

‘Careca do INSS’: lobista destinou a servidores dinheiro de entidades investigadas por descontos ilegais de aposentados, diz PF

Governo fará plano para ressarcir 'integralmente' descontos irregulares em  aposentadorias, diz diretora do INSS

A representação da Polícia Federal que levou à operação da última quinta-feira (24) sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indica que dinheiro descontado ilegalmente de aposentados e pensionistas pode ter sido desviado para servidores do próprio órgão.

A figura central apontada pela PF nesse suposto esquema é o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, de 61 anos. Ele é citado pela própria polícia, nos documentos a que a TV Globo teve acesso, como “Careca do INSS”.

Ele aparece no relatório como sócio de 21 empresas. Dessas, 19 foram criadas a partir de 2022 – e pelo menos quatro “estão envolvidas e são utilizadas na ‘farra do INSS'”, segundo a investigação.

“Com efeito, verificou-se que as empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes operaram como intermediárias financeiras para as entidades associativas e, em razão disso, receberam recursos de diversas associações que, em parte, foram destinados a servidores do INSS”, diz trecho do documento.

A Polícia Federal ainda aponta que parte das empresas de Antunes possuem personalidade jurídica “Sociedade de Propósito Específico (SPE)”, que possibilita “blindar” quais são os verdadeiros sócios controladores.

Segundo a Polícia Federal, Antunes repassou “valores” a:

Thaisa Hoffmann Jonasson, mulher do procurador-geral do INSS Virgilio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho – ele foi afastado do cargo na operação da última semana;
Alexandre Guimarães, que foi diretor de Governança, Planejamento e Inovação do INSS no governo Jair Bolsonaro e deixou o cargo no início do governo Lula;
Eric Douglas Martins Fidelis, advogado filho do ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS André Paulo Félix Fidelis.

Em nota, a advogada de Virgilio e Thaisa, Izabella Borges, disse que “não há o que ser declarado no momento” e que “a defesa não reconhece essas informações, eis que sequer teve acesso aos autos”.

Imagens: Operação contra fraude no INSS apreende carros de luxo e joias

Imagens: Operação contra fraude no INSS apreende carros de luxo e joias |  CNN Brasil

A operação “Sem Desconto”, da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal apreendeu com apenas um alvo de mandado judicial bens avaliados em R$ 15 milhões, no Ceará. As buscas ocorreram, ao todo, em 13 estados e no Distrito Federal.

Carros de luxo, como Ferrari e Rolls-Royce, foram apreendidos, além de joias em Curitiba (PR) e quadros e dinheiro em espécie em São Paulo (SP).

De maneira inicial, é o começo da investigação, conseguimos esse mapeamento. Tanto que, com um único alvo, foram apreendidos vários carros, Ferrari, Rolls-Royce, avaliados em mais de R$ 15 milhões; mais de US$ 220 mil com outro; e US$ 150 mil com outro [investigado]. Isso, por si só, aponta a gravidade daquilo que estamos falando e o tiro certo que demos nessa investigação”, destacou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23).

As apreensões fazem parte da decisão judicial, que determinou bloqueio de bens e valores na casa de R$ 1 bilhão dos investigados.

A ação investiga fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teria chegado a R$ 6,3 bilhões em descontos mensais de aposentados e pensionistas sem autorização, entre 2019 e 2024.

Entenda como funcionava a fraude de R$ 6 bilhões em benefícios do INSS

Seis servidores do INSS foram afastados, entre eles, o presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, e o diretor de benefícios, Vanderlei Santos. Um policial também foi afastado.

As investigações da CGU e PF miram pessoas ligadas a entidades, operadores e servidores públicos suspeitos de envolvimento nas cobranças ilegais.

Segundo investigadores, essa fase é “apenas o começo” de um longo processo para responsabilização das condutas de quem cometeu as fraudes e se beneficiou com elas.

Operação entre Pernambuco e Bahia é finalizada com 55 prisões, sendo 20 em flagrante

 (Foto: Divulgação)

Pernambuco e Bahia finalizaram a 3ª edição da Operação Vale do São Francisco Seguro. Realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro com intensas ações policiais no limite entre as cidades de Petrolina e Juazeiro, a operação resultou em números positivos de combate à violência.

No período foram efetuadas 55 prisões, das quais 20 em flagrante, além de realizados 57 encaminhamentos às delegacias. Também foram registrados 23 Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCOs) ou Boletins Circunstanciados de Ocorrências (BCOs), além de cumpridos cinco mandados de busca e apreensão.

Para além das prisões e cumprimentos de mandados, as Forças de Segurança de Pernambuco e da Bahia realizaram ainda, de forma conjunta, a autuação de 135 veículos; a apreensão de 43 veículos e a recuperação de 2 veículos roubados; a recuperação de 13 celulares; e a apreensão de 17 armas.

Houve ainda a abordagem de quase 2,5 mil veículos durante os três dias de atividades policiais e apreensão de entorpecentes como maconha, cocaína e crack que foram retirados de circulação.

No total, foram empregados 1.347 servidores da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) na ação conjunta ostensiva e preventiva voltada ao reforço operacional e à redução de diversas modalidades criminosas, a exemplo de homicídios, tráfico de entorpecentes e de armas e ainda Crimes Violentos contra o Patrimônio, como os assaltos à mão armada.

Policiais militares, civis, bombeiros militares e integrantes da Polícia Científica atuaram de maneira integrada na mega-operação, que contou ainda com o reforço de órgãos de inteligência, do poder Judiciário, do sistema penal, das guardas municipais e do Ministério Público. O Grupamento Tático Aéreo (GTA) também atuou na operação.

Toda a região no limite entre as duas cidades vizinhas foram abrangidas com ampliação no efetivo e intensificação do patrulhamento em diversos bairros, sobretudo em locais de grande circulação, como orlas, parques, ciclovias, ciclofaixas e outras áreas de lazer, setores bancários e centros comerciais.

A secretária-executiva de Defesa Social, Dominique de Castro Oliveira, lembrou que a iniciativa integra o Programa Juntos pela Segurança do Governo de Pernambuco, que vem reduzindo a criminalidade por nove meses consecutivos. Além de prevê a integração da segurança pública em todos os níveis, seja por meio de ações executadas junto aos municípios pernambucanos e a outras secretarias estaduais.

“Inovamos também na realização de ações com outros estados que fazem divisa com Pernambuco, começando pela Bahia há cerca de um ano, onde já realizamos três edições da Operação Vale do São Francisco Seguro com sucesso. Ampliamos a parceria e já efetuamos também as reuniões de planejamento operacional e as ações ostensivas, preventivas e repressivas em conjunto com a Paraíba e o Ceará. Estamos agora iniciando com o Piauí, sempre integrados para atuarmos com foco no combate ao crime organizado, que repercute na segurança dos cidadãos”, pontuou a secretária-executiva.

“A criminalidade não respeita divisas, então é imprescindível que os órgãos da segurança pública dos estados não se limitem a uma atuação individualizada, mas sim a uma atuação integrada, desde a troca de informações a nível de inteligência, até a troca de informações para as investigações e os trabalhos ostensivos, de forma que possamos atuar em todas as frentes de combate, beneficiando a população dos entes federativos dos estados nordestinos”, finalizou.

“Os policiais da Bahia e de Pernambuco trabalharam de forma incansável para garantir a segurança da população dos dois estados. Neste segundo momento, vamos analisar os números e aperfeiçoar ainda mais a operação integrada”, declarou o subsecretário da Segurança Pública da Bahia, Marcel de Oliveira.

Operaçao da PF mira propina de 6% em emendas para hospital no RS; assessor de deputado é alvo

Dinheiro apreendido em operação contra desvio em emendas — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira (13) mandados em uma operação contra supostos desvios em emendas parlamentares. O dinheiro desviado iria para o Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS).

Ao todo, os policiais cumprem 13 mandados de busca em Brasília e em cinco cidades do Rio Grande do Sul. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

Segundo a apuração da PF, o grupo envolvido na irregularidade pegava para si 6% dos valores das emendas destinadas ao hospital. O dinheiro aparecia na documentação como uma “contrapartida” pela “captação de recursos”, ou seja, pela destinação da emenda.

Os nomes não foram divulgados, mas a GloboNews apurou que a investigação cita o deputado Afonso Motta (PDT-RS). O chefe de gabinete de Motta, Lino Furtado, está entre os alvos das buscas.

O g1 entrou em contato com Motta, mas ainda não recebeu retorno.

O diretor administrativo da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional do RS, Cliver Andre Fiegenbaum, também é alvo de buscas. O g1 tenta contato com ele.

A Justiça também determinou o afastamento do cargo e das funções públicas de dois investigados, além do bloqueio de valores de contas de pessoas físicas e jurídicas“, informou a PF.

Até as 8h20, a Polícia Federal já tinha encontrado R$ 160 mil em dinheiro vivo com alvos da operação – entre eles, Lino Furtado.

Em um dos endereços dos mandados, policiais também encontraram aparelhos celulares escondidos no forro do teto.

Um funcionário do hospital que receberia a emenda e um terceiro envolvido, ainda não identificado, também estariam com parte desses valores.

As investigações incluem ainda, segundo apurou a GloboNews, o uso de um “contrato de propina” entre os participantes – um documento que indicaria o valor total da emenda e o percentual dos desvios.

Operação flagra uso de minas subterrâneas para extração de ouro no Amazonas

 (Divulgação/Polícia Federal)

Minas subterrâneas de garimpo ilegal de ouro em Maués, no Amazonas, foram inutilizadas nesta semana, em uma operação conjunta envolvendo a Polícia Federal. Trabalhadores do local, encontrados em situação análoga à escravidão, foram resgatados.

De acordo com a PF, o método é considerado incomum e de alto risco, e os danos ambientais já avaliados ultrapassam R$ 1 bilhão, considerando desmatamento, contaminação de lençóis freáticos e degradação de áreas de preservação.

Além da PF, a Operação Mineração Obscura 2 contou com equipes da Polícia Rodoviária Federal, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A investigação, um desdobramento da Operação Déjà Vu, teve início a partir de denúncias de exploração de mão de obra degradante e uso de cianeto na extração ilegal de ouro.

Durante a ação, as equipes verificaram que os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, sem acesso a direitos básicos e estavam expostos aos riscos decorrentes do uso de substâncias tóxicas.

Poços para extração de cobre

Também nesta semana, uma operação conjunta da PF, ICMBio, Ibama e Força Nacional desativou um garimpo ilegal de cobre em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. No mês passado, três garimpeiros ficaram presos em um poço aberto ilegalmente na região.

Segundo a PF, os poços de extração de cobre chegam a alcançar 50 metros de profundidade e 100 metros de comprimento total, trazendo risco à vida dos trabalhadores, muitas vezes submetidos a condições análogas à escravidão.

O ICMbio estima que, nos últimos cinco anos de funcionamento do garimpo, os poços provocaram um prejuízo superior a R$ 362 milhões pela usurpação de bem mineral da União, além de R$ 6,2 milhões por danos ambientais.

A ação cumpriu mandado de busca e apreensão que autorizou a destruição de máquinas e alojamentos usados no garimpo ilegal dentro da Floresta Nacional de Itacaiúnas. Foram inutilizados ou apreendidos 10 motores estacionários, 15 acampamentos, duas canoas, um motor rabeta, duas armas artesanais e duas pás carregadeiras.

Também foram expedidos dois mandados de prisão contra pessoas suspeitas de financiar a extração ilegal. A PF informou que as perfurações têm diferentes donos e trabalha na identificação de cada um deles.

A região já foi alvo de diversas operações, porém a exploração ilegal retorna ao local, muitas vezes com estrutura ainda maior” afirma a PF, em nota.

A manutenção dessa atividade costuma ocorrer com apoio de financiadores de fora do Estado, com investimento em construção de aporte de energia elétrica e transformadores de grande capacidade, casas de apoio com estrutura para alimentação e sono afetando a biodiversidade local.

Até o momento, foi realizada penhora solidária de R$ 6 milhões de três investigados, para reparação de danos ambientais e econômicos.

Juíza decide arquivar investigação contra Gusttavo Lima e empresários de bet

Magistrada decidiu arquivar inquérito contra o cantor e empresários ligados à Vai de Bet (Marcos Soares)

A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal da Capital, decidiu arquivar o inquérito contra o cantor Gusttavo Lima e empresários ligados à Vai de Bet, no âmbito da Operação Integration, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar e apostas esportivas.

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (9). Na ocasião, a magistrada também levantou medidas cautelares e determinou a devolução dos bens apreendidos dos investigados, a exemplo de aeronaves e embarcações.

Assim, deixam de ser alvo da investigação o casal José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Truta, sócios da empresa de apostas esportivas, além dos empresários Thiago Lima Rocha e Rayssa Ferreira Santana Rocha, que são ligados a facilitadoras de pagamento. Todos haviam sido indiciados pela Polícia Civil de Pernambuco e alegam inocência.

O arquivamento acontece após uma queda de braço entre a magistrada, que já havia negado pedido anterior para não dar seguimento ao processo, e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que insistiu que havia provas suficientes para denunciar os envolvidos.

De acordo com o princípio da obrigatoriedade, o Ministério Público deve formular um juízo de valor sobre o conteúdo do Inquérito Policial, para avaliar a existência ou não de elementos suficientes para fundamentar a acusação. Caso não encontre tais elementos, como a tipicidade do fato, indícios de autoria, condições de procedibilidade ou punibilidade, cumpre requerer ao juiz o arquivamento”, registrou a magistrada.

É o caso do presente Inquérito Policial, no qual o Ministério Público de Pernambuco, no exercício de suas atribuições legais, requereu o arquivamento, tendo em vista que não há elementos suficientes que justifiquem o oferecimento de denúncia.”

A juíza ressaltou, no entanto, a “possibilidade de reabertura do procedimento [inquérito policial] caso surjam novas provas”.

A Operação Integration foi deflagrada em setembro de 2024 e terminou com um total de 23 pessoas indiciadas – entre elas, a influenciadora Deolane Bezerra, a mãe dela e empresários ligados ao ramo de apostas.

O grupo chegou a ter a prisão preventiva decretada pela magistrada, mas a decisão já foi revista por instâncias superiores. Agora, a investigação segue para os outros 18 alvos.

PRF realiza 3,8 mil testes do bafômetro na Operação Ano Novo 2025; 29 motoristas foram autuados

A fiscalização também resultou em 659 imagens de veículos com excesso de velocidade e 127 autuações por ultrapassagens em local proibido (Foto: Divulgação/PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço da Operação Ano Novo, que aconteceu entre os dias 27 de dezembro de 2024 e 1° de janeiro deste ano.

Nesse período, foram registrados 46 sinistros, com 47 feridos e duas mortes. Na operação do ano anterior, que teve dois dias a menos e foi realizada entre 29 de dezembro de 2023 a 1° de janeiro de 2024, foram atendidos 27 sinistros, com 25 feridos e quatro mortes.

Segundo a PRF, foram intensificadas as ações educativas, de fiscalização e combate ao crime, para proporcionar mais segurança a quem utilizou as rodovias federais em Pernambuco.

Em seis dias, a PRF fiscalizou 5.533 pessoas e 4.607 veículos, emitiu 2.366 autos de infração e alcançou 1.684 pessoas com ações educativas.

O enfrentamento à embriaguez ao volante foi intensificado, através de blitz, com a realização de 3,8 mil testes do bafômetro, que resultaram em 29 autuações, principalmente pela recusa em realizar o teste.

A fiscalização também resultou em 659 imagens de veículos com excesso de velocidade, 127 autuações por ultrapassagens em local proibido, 96 pelo não uso do cinto de segurança, 63 pela falta do capacete e 34 pelo transporte de crianças sem o dispositivo de retenção adequado (bebê-conforto, cadeirinha ou assento de elevação).

Durante a operação, ainda foram emitidas 44 autuações por desrespeito à Lei do Descanso do motorista e cinco pela falta do exame toxicológico.

Para prevenir colisões, a PRF retirou 60 animais de grande porte que estavam soltos nas rodovias e prestou auxílio a 65 motoristas, que tiveram problemas com os veículos ou se envolveram em sinistros sem vítimas.

A equipe do Núcleo de Operações Aéreas, que atua em conjunto com o SAMU Metropolitano Recife, resgatou duas vítimas de sinistros em Ribeirão e Porto de Galinhas.

As ações de combate ao crime contribuíram para recuperar seis veículos roubados e deter 17 pessoas por diversos crimes, como uso de documento falso, receptação, roubo e com mandado de prisão em aberto.

Segurança do cantor Gusttavo Lima é procurado pela PF em operação contra policiais ligados ao PCC em SP

Citado por delator do PCC, segurança de Gusttavo Lima é procurado - Foto: (Reprodução/Redes Sociais)

O policial civil Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, é procurado pela Polícia Federal na operação realizada nesta terça-feira (17), em São Paulo, que mira policiais suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação em conjunto com o Ministério Público de São Paulo já prendeu sete pessoas, incluindo um delegado e mais três policiais civis suspeitos de atuar para o grupo criminoso.

Integrante do grupo que faz segurança para o cantor sertanejo Gusttavo Lima, Rogerinho está foragido e foi um dos citados na delação do empresário Vinícius Gritzbach, executado com dez tiros na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no mês passado.

Segundo a delação, Rogerio é suspeito de ter ficado com um relógio do Gritzbach. O delator do PCC tinha prints das redes sociais onde o policial ostentava o relógio, supostamente fruto de negociações ilegais entre os dois.

Com salário de pouco mais de R$ 7 mil na Polícia Civil, ele é apontado pelos investigadores como sócio de uma clínica de estética, de uma empresa de segurança privada e de uma construtora em São Paulo.

Na manhã desta terça (17), a PF fez buscas nos endereços ligados ao policial civil, mas não o encontrou.

Segundo as investigações, o esquema criminoso envolveria manipulação e vazamento de investigações policiais, venda de proteção a criminosos e corrupção para beneficiar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

A ação é realizada pela Polícia Federal (PF) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil.

A Justiça decretou a prisão temporária dos investigados, buscas e apreensões em endereços relacionados a eles, e outras medidas cautelares como bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.

A operação é resultante do cruzamento de diversas investigações sobre o PCC, inclusive o assassinato de Gritzbach.

O delegado preso é Fabio Baena, que foi acusado por Gritzbach, em sua delação premiada, de extorsão. Na época, Baena comandava uma investigação em que o delator era suspeito de mandar matar dois integrantes do PCC.

Também foram presos os policiais Eduardo Monteiro, Marcelo Ruggeri e Marcelo “Bombom”.

Os demais presos suspeitos de envolvimento com o PCC são Ademir Pereira Andrade, Ahmed Hassan e Robinson Granger de Moura, conhecido como Molly.

O advogado Daniel Bialski, que faz a defesa de Baena e de Monteiro, disse que considera a prisão de seus clientes abusiva, mas que só vai se pronunciar após ter acesso à decisão judicial que determinou a prisão.

O g1 tenta localizar a defesa dos outros presos.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou apenas que “a Corregedoria da Polícia Civil acompanha uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público nesta terça-feira (17). Diligências estão em andamento e a Corregedoria colabora com o órgão federal e o MP”.

As investigações apontam que a facção, com o apoio dessa organização criminosa, movimentou mais de R$ 100 milhões desde 2018.

São 130 policiais federais e promotores com apoio da Corregedoria nas ruas. Ao todo, são 8 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão na capital de São Paulo e nas cidades de Bragança Paulista, Igaratá e Ubatuba, no interior do estado.

Os investigados, de acordo com suas condutas, vão responder pelos crimes organização criminosa, corrupção ativa e passiva e ocultação de capitais. As penas somadas podem alcançar 30 anos de reclusão.

A operação foi batizada de Tacitus, termo que vem do latim que significa silencioso ou não dito, em alusão à forma de atuar da organização criminosa.

Organização suspeita de fraude em licitações e alvo de mandos e bloqueio milionário de bens

 (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Barro Vermelho. Esse é o nome da operação que a Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), no combate à corrupção ativa e passiva, fraude na licitação e lavagem de dinheiro.

Na operação, a polícia solicitou o sequestro de bens e valores, e bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 9.633.179,04, além da suspensão da empresa investigada de licitar e contratar com o Poder Público.

Estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, em Recife e São José da Coroa Grande, todos expedidos pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Barreiros. As apreensões estão seguindo para a DESEC de Palmares e a DECCOT, no Recife.

A investigação foi iniciada em julho de 2021. Na execução da Operação Barro Vermelho estão em ação 30 policiais civis, entre delegados, agentes e Escrivães.

Procuradoria-Geral do MPPE pede arquivamento de investigação contra Gusttavo Lima por lavagem de dinheiro

 (Foto: Reprodução)

A Procuradoria-Geral do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu à Justiça o arquivamento parcial da Operação Integration, que teve como resultado o indiciamento do cantor Gusttavo Lima. A solicitação foi feita nesta sexta-feira (13), dias após a juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, recusar o pedido do MPPE.

A solicitação diz respeito ao envolvimento de Gusttavo Lima e dos sócios da “Vai de Bet” em um esquema de lavagem de dinheiro.

No pedido enviado à Justiça, o Ministério Público afirma que não há relação entre os valores da “Esportes da Sorte” e da “Vai de Bet”. Segundo o MPPE, a única relação entre as duas empresas é o jatinho vendido por Gusttavo Lima ao dono da “Esportes da Sorte” e posteriormente à “Vai de Bet”.

A subprocuradora-geral Norma Mendonça Galvão de Carvalho, que assinou o pedido, concordou com a tese apresentada pelo Ministério Público e pediu, mais uma vez, o arquivamento parcial do caso.

“…na dúvida, protege-se o interesse da sociedade em ver o suspeito de um crime ser processado, com todas as respectivas garantias constitucionais devidamente asseguradas. Entretanto, como sabido, para a deflagração da ação penal é necessário que se faça presente a justa causa, definida pela doutrina e pela jurisprudência, como a existência de indícios mínimos de autoria e prova da materialidade delitiva a sustentar a sua propositura”, afirma a subprocuradora-Geral.

Operação Integration

As investigações começaram em abril de 2023 a partir da apreensão de R$ 180 mil reais em espécie em 1º de dezembro de 2022. Foram movimentados, de janeiro de 2019 a maio de 2023, mais de R$ 3 bilhões em contas correntes, em aplicações financeiras e dinheiro em espécie, provenientes dos jogos ilegais.

Foram recolhidos pela Justiça 17 carros de luxo e 38 veículos restritos no Renajud, sistema on-line de restrição judicial de veículos criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, foram apreendidos mais de cem imóveis, quatro aviões e sete embarcações. Os investigados precisaram entregar seus passaportes, os portes de armas de fogo deles foram suspensos e os registros, cancelados.

Influencers do ‘Tigrinho’ usavam notas falsas para simular riqueza

 (Foto: Divulgação/PCMT)

Mais de R$ 310 mil, em notas falsas de dólares e reais, foram apreendidos pela Polícia Civil de Mato Grosso em operação que mirou influenciadores digitais de jogos on-line, como o “Jogo do Tigrinho”. O dinheiro, segundo a investigação, era utilizado em divulgações na internet para induzir os seguidores a acreditar que toda aquela “riqueza” era proveniente dos ganhos com apostas.

Ao todo, quase 1 mil notas falsas de R$ 100 e R$ 200, e mais de 300 notas de US$ 100, totalizando um valor aproximado de R$ 314 mil, foram apreendidas no âmbito da Operação 777, deflagrada no final de novembro e que resultou na prisão de seis influencers, suspeitos de promover jogos ilegais e vender rifas fraudadas. A confirmação do dinheiro falso foi divulgada neste sábado (7/12).

Operação Integration: MPPE acusa juíza de ‘abusos’ e pede abertura de processo disciplinar

Deolane Bezerra e Gusttavo Lima estão entre os alvos da investigação, contestatada pelo MPPE (Reprodução)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com recurso de correição parcial para suspender decisões da juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal da Capital, por supostos “abusos” e “arbitrariedades” no âmbito da Operação Integration. O órgão também pede que o Tribunal de Justiça (TJPE) abra procedimento disciplinar contra a magistrada.

No documento, obtido pelo Diario de Pernambuco, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam que a juíza “faltou com a verdade”, faz “ofensas e insinuações” contra o MPPE e estaria tentando forçar o órgão a oferecer denúncia contra os investigados.

O recurso, que marca uma escalada na queda de braço entre a magistrada e os promotores, foi apresentado à presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na sexta-feira (6). O Gaeco também pediu que os autos sejam remetidos ao Conselho da Magistratura para “providências cabíveis na seara disciplinar”.

A Operação Integration que foi deflagrada pela Polícia Civil em setembro, apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar. Entre os alvos, estão o cantor Gusttavo Lima, a influencer Deolane Bezerra e empresários ligados a empresas de apostas esportivas.

Disputa

O despacho de Andréa Calado que motivou o pedido de correição parcial do MPPE foi proferido na quarta-feira (4). Na ocasião, a magistrada voltou a estabelecer prazo de cinco dias para o órgão, que alega falta de provas suficientes, decidir se iria oferecer denúncia contra os investigados.

Anteriormente, o MPPE já havia cumprido ordem para se pronunciar dentro de prazo semelhante e pediu arquivamento da investigação contra Gusttavo Lima e outros quatro empresários. A solicitação, no entanto, foi recusada pela juíza.

O episódio é narrado assim pelos promotores: “Não satisfeita, no dia 04/12/2024, violando dever funcional de tratar com urbanidade o Ministério Público e, mais grave ainda, faltando com a verdade em relação à atuação Ministerial, proferiu decisão (…) que se combate neste recurso, determinando novamente a intimação do MPPE para oferecer denúncia, promover o arquivamento do IP ou requerer novas diligências, no prazo de 05 (cinco) dias”.

Nas decisões mais recentes, a magistrada tem acusado o MPPE de ter mudado de postura após a inclusão de Gusttavo Lima entre os investigados. Sustenta, ainda, que as diligências complementares solicitadas pelo órgão já teriam sido cumpridas pela Polícia Civil.

Os promotores, no entanto, contestam as duas alegações. Segundo afirmam, o próprio delegado deixou de indiciar o cantor no relatório conclusivo do inquérito e ainda haveria uma série de lacunas na investigação contra os outros alvos.

O indiciamento e pedido de decretação de prisão preventiva de Nivaldo Batista Lima (Gusttavo Lima), portanto, foi um contrassenso, mas o absurdo vislumbrado pela Magistrada foi o fato do MPPE não denunciá-lo. Foi o fato do MPPE não se manifestar favoravelmente à sua prisão”, registram os promotores.

A partir daí, insultos, ofensas e insinuações passaram a ser direcionadas ao Parquet, atitude incompatível com a postura exigível de quem tem a obrigação da imparcialidade”, assinalam.

No documento, o Gaeco lista uma série de decisões que foram tomadas sem consulta prévia ao MPPE. Na análise dos promotores, os últimos atos da magistrada indicariam, ainda, uma tentativa de “impor solução indevida” ao caso.

A Magistrada e a Autoridade Policial insistem em afirmar que a investigação está concluída, contudo, paralelamente, e a total revelia do MPPE, são requeridas e deferidas medidas cautelares referentes à investigação, o que é, no mínimo, um contrassenso”, registram. “Fato é que, ao forçar o Ministério Público a analisar o caso sem a conclusão da quebra bancária, sua excelência pretende impor solução indevida”.

Quadrilha envolvida em extorsão e lavagem de dinheiro é alvo de mandados e bloqueio milionário

 (Foto: PCPE)

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (3), a operação Chamada Restrita, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada à prática dos crimes de extorsão e lavagem de capitais.

Segundo a corporação, o grupo ligava para as vítimas, através de chamadas restritas, as ameaçavam de morte e as coagiam a realizar PIX para contas de terceiros, laranjas também investigados.

Indiciado pela PF, Braga Netto diz que ‘nunca se tratou de golpe’ e nem de ‘plano de assassinar alguém’

Braga Netto é suspeito dos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. — Foto: Jornal Nacional

O general Braga Netto negou neste sábado (23) que tenha participado de uma tentativa de golpe de Estado e, também, de assassinato. Essa é sua primeira manifestação pública sobre o assunto.

Ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), Braga Netto foi indiciado nesta semana pela Polícia Federal, juntamente com Bolsonaro e ex-integrantes de seu governo, por tramarem um golpe de Estado no país.

Eles são suspeitos dos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa (veja abaixo as penas para cada um desses crimes). Ao todo, a lista tem 37 nomes.

“Nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém. Agora parte da imprensa surge com essa tese fantasiosa e absurda de ‘golpe dentro do golpe’. Haja criatividade…”, escreveu Braga Netto, em rede social.

O inquérito da Polícia Federal aponta uma organização criminosa que atuou de forma coordenada na tentativa de golpe para manter Bolsonaro após derrota na eleição de 2022.

Além de Braga Netto, também foram indiciados:

A investigação começou no ano passado e foi concluída dois dias após a Polícia Federal (PF) prender 4 militares e um policial federal acusados de tentar matar Lula, Alckmin e Moraes.

Além de Bolsonaro, foram indiciados:

o ex-presidente Jair Bolsonaro
o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
o policial federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin);
e Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.

O relatório final do inquérito, que tem mais de 800 páginas, foi concluído no início da tarde e vai ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação é um desdobramento do inquérito sobre a atuação das milícias digitai que, segundo a PF, se organizaram para atacar a democracia e o Estado democrático de Direito.

Caberá à Procuradoria-geral da República (PGR) denunciar ou não os indiciados ao Supremo. Caso a Corte aceite a denúncia, eles se tornam réus e serão julgados.

Padre de Osasco é um dos 37 indiciados em inquérito sobre tentativa de golpe; ele é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema

Padre de Osasco é um dos 37 indiciados em inquérito sobre tentativa de golpe;  ele é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema | São Paulo | G1

Entre os 37 indiciados nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado no país está o padre católico José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, na Grande São Paulo.

Em fevereiro, ele foi alvo da operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal. A operação cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva contra pessoas acusadas de participação na elaboração da tentativa de golpe de estado no Brasil, em janeiro do ano passado.

O religioso é conhecido nas redes sociais por gravar vídeos no Youtube discutindo guerra cultural, aborto e a influência ruim das músicas e divas pop na vida de crianças e adolescentes.

O relatório final do inquérito, que tem mais de 800 páginas, foi concluído no início da tarde desta quinta e vai ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O padre José Eduardo é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o núcleo assessorava os membros do suposto plano de golpe de estado na elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas.

De acordo com a Polícia Federal, o padre supostamente participou de uma reunião no dia 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad – outros dois indiciados- como indicam os controles de entrada e saída do Palácio do Planalto.

O encontro, segundo o inquérito da PF, fazia parte de uma série de discussões convocadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para “tratativas com militares de alta patente sobre a instalação de um regime de exceção constitucional.”

Filipe Martins era ex-assessor especial de Bolsonaro e foi preso pela PF em fevereiro.

Durante a operação em fevereiro, o padre José Eduardo de Oliveira e Silva foi informado pela PF que terá que cumprir medidas cautelares para não ser preso.

Entre elas, a proibição de manter contato com os demais investigados da operação, o compromisso de não se ausentar do país e entrega de todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) no prazo de 24 horas.

Em nota, o advogado Miguel Vidigal afirmou que não recebeu nenhum relatório disponível. “Temos uma nota da Polícia Federal com alguns nomes indiciados.”

“Menos de 7 dias depois de dar depoimento à Polícia Federal, meu cliente vê seu nome estampado pela Polícia Federal como um dos indiciados pelos investigadores. Os mesmos investigadores não se furtaram em romper a lei e tratado internacional ao vasculhar conversas e direções espirituais que possuem garantia de sigilo e foram realizadas pelo padre.

Quem deu autorização à Polícia Federal de romper o sigilo das investigações? Até onde se sabe, o ministro Alexandre de Moraes decretou sigilo absoluto. Não há qualquer decisão do magistrado até o momento rompendo tal determinação.

A nota da Polícia Federal com a lista de indiciados é mais um abuso realizado pelos responsáveis da investigação e, tendo publicado no site oficial do órgão policial, contamina toda instituição e a torna responsável pela quebra da determinação do ministro.”