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Polícia Federal prende mais um homem por suspeita de envolvimento nos assassinatos de Bruno e Dom

PF prende segurança que seria informante de mandante dos assassinatos de Dom  e Bruno – Sociedade – CartaCapital

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (18) Jânio Freitas de Souza. Ele é considerado braço-direito de Ruben Dário da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, acusado pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.

Bruno e Dom foram mortos em 2022, no Vale do Javari, uma das regiões mais violentas e conturbadas da Amazônia, onde se alastram crimes como pesca e caça ilegais, garimpo e desmatamento irregular.

Jânio foi preso em Tabatinga, no Amazonas. De acordo com a Polícia Federal, Jânio será indiciado pelo duplo homicídio e por ocultação de cadáveres.

Segundo a PF, com a prisão de Jânio, todos os investigados no caso ligados à execução dos assassinato já foram presos e, nos próximos dias, serão transferidos para presídio federal.

Ainda existe uma investigação sobre eventual omissão de autoridades. Mas, neste momento, está suspensa por decisão da Justiça.

Investigação suspensa
Além dos suspeitos ligados à execução dos homicídios e à ocultação dos corpos, a PF indiciou no ano passado, em um relatório complementar de 252 páginas, o ex-presidente e o ex-vice-presidente da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Marcelo Xavier e Alcir Amaral Teixeira, respectivamente. Eles administraram o órgão no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A suspeita da polícia é que Xavier e Teixeira tenham desarticulado intencionalmente o trabalho da Funai, por razões políticas, assumindo, com isso, o risco de produzir as mortes. Para chegar a essa conclusão, a PF tomou depoimentos de servidores da Funai e analisou uma série de documentos, que foram juntados ao inquérito da morte de Bruno e Dom.

Os advogados de Xavier e Teixeira pediram um habeas corpus à Justiça Federal em Tabatinga (AM) para suspender a investigação contra os dois e trancar o inquérito definitivamente. A Justiça em Tabatinga negou o pedido. As defesas recorreram ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O Ministério Público Federal, que analisa os indícios de crime apontados pela PF, se manifestou contra o habeas corpus.

Em novembro do ano passado, no entanto, o desembargador do TRF-1 Ney Bello atendeu ao pedido das defesas e suspendeu liminarmente as investigações sobre a cúpula da Funai. O habeas corpus concedido por Bello ainda será analisado por uma turma do TRF-1, composta por três desembargadores federais, o que não tem data para ocorrer.

Até lá, a investigação sobre agentes políticos que possam ter envolvimento com as mortes de Bruno e Dom está travada.

A PF e o MPF consideram a suspensão da investigação sobre os agentes políticos prejudicial para o desfecho desse crime e de outros, como a morte de Maxciel Pereira dos Santos, que também era servidor da Funai, em 2019.

Deputado Carlos Jordy é alvo de buscas na Câmara na Operação Lesa Pátria

O deputado Carlos Jordy, em foto de 2020 — Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O deputado federal Carlos Jordy (PL) é alvo de buscas na 24ª fase da Operação Lesa Pátria, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Federal (PF), com o objetivo de identificar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

A TV Globo apurou que agentes da PF foram até a Câmara dos Deputados e a residência do parlamentar para cumprir mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jordy. Há buscas também no interior do RJ: entre os alvos, estão pessoas que montaram acampamento em frente à 2ª Companhia de Infantaria em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Nas redes sociais, Jordy declarou que a busca é “uma medida autoritária, sem fundamento, sem indício algum, que somente visa perseguir, intimidar e criar narrativa às vésperas de eleição municipal”.

“Fui acordado hoje às 6h, estava dormindo com a minha filha e a minha esposa. E fui acordado com fuzil no rosto pela Polícia Federal”, afirmou Jordy.

“É inacreditável o que nós estamos vivendo. Esse mandado de busca e apreensão que foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, isso aí é a verdadeira constatação de que estamos vivendo em uma ditadura”, declarou.

Operação da PF mira diretor, gerentes, técnicos e consultores da Braskem

Policiais federais na sede da Braskem em Maceió — Foto: PF-AL

A Polícia Federal começou a cumprir nesta quinta-feira (21) mandados de busca e apreensão, em uma investigação sobre o afundamento do solo causado pela mineração de sal-gema feita pela empresa Braskem, em bairros de Maceió (AL).

Os alvos das buscas, que compõem a direção, a área técnica e a gerência da empresa. Veja abaixo quem são:

Diretor industrial da Braskem: Alvaro Cesar Oliveira de Almeida;
Gerentes de produção: Marco Aurélio Cabral Campelo; Paulo Márcio Tibana; Galileu Moraes;
Responsáveis técnicos: Paulo Roberto Cabral de Melo; Alex Cardoso da Silva.

A ação cumpre mandados na sede da Braskem em Maceió, e também apura a atuação de empresas que prestavam consultoria para a Braskem: Modecon (RJ) e Flodim (SE).

Todos os alvos de buscas também foram alvos de quebra de sigilo telemático, por meio do qual a PF poderá rastrear conversas por aplicativos de mensagem e por e-mail.

Nas buscas, a PF mira documentos como pareceres, estudos, troca de e-mails, mensagens, conteúdo que possa esclarecer:

se a empresa sabia dos riscos existentes;
se sim, desde quando;
se omitiu documentos;
se contratou pareceres dirigidos;
quem teve conhecimento das informações internamente;
e quem decidiu ou se omitiu na empresa durante esse processo de afundamento dos bairros.

Em nota, a Braskem informou que “está acompanhando a operação da PF nesta manhã e informa que está à disposição das autoridades, como sempre atuou. Todas as informações serão prestadas no transcorrer do processo”.

Investigação da PF
Segundo a Polícia Federal, ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Maceió (11), Rio de Janeiro (2) e Aracaju (1).

A Polícia Federal afirma que há indícios de que as atividades da Braskem na capital alagoana não seguiram os parâmetros de segurança previstos.

Além disso, há suspeita de apresentação de dados falsos e de que informações foram omitidas dos órgãos de fiscalização, o que permitiu as atividades continuarem mesmo quando as minas já apresentavam problemas de estabilidade.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de poluição qualificada, usurpação de recursos da União, apresentação de estudos ambientais falsos ou enganosos, inclusive por omissão, entre outros delitos.

Cartas achadas em esgoto ligam PCC a crimes em todos os estados

Cartas achadas em esgoto ligam PCC a crimes em todos os estados | Brasil:  Diario de Pernambuco

Cartas encontradas no esgoto na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista, ligam o Primeiro Comando da Capital (PCC) a uma série de crimes que teriam sido cometidos pela facção em todos os estados brasileiros. Nas mensagens, os criminosos tratam desde tráfico de drogas e de armas a ataques contra agentes públicos e grupos rivais.

Dezenas cartas, obtidas pelo Metrópoles, são atribuídas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) a sete chefões do PCC. Eles comandam a chamada “Sintonia dos Estados e Países”, célula da facção responsável por coordenar os integrantes e as ações criminosas fora de São Paulo, ligada à “Sintonia Final”, a alta cúpula do grupo.

Atualmente, o MPSP calcula que o PCC é formado por 100 mil integrantes no Brasil, sendo 40 mil “irmãos” e 60 mil “companheiros”, os que não são batizados. A facção também opera em outros 23 países, incluindo Estados Unidos, Portugal e Inglaterra.

Cláudio Castro classifica ataques a transportes como ‘terroristas’ e diz que fará caça a 3 chefões do crime

Cláudio Castro concede coletiva sobre ataques e morte de miliciano — Foto: henrique Coelho/g1

O governador Cláudio Castro (PL) classificou como “ações terroristas” os ataques aos ônibus e o sistema de transporte do Rio e disse que a morte do miliciano Matheus da Silva Rezende em operação da Polícia Civil, nesta segunda-feira (23), faz parte da estratégia de prender os três principais criminosos do estado:

“Esses três criminosos; Zinho, Tandera e Abelha: não descansaremos enquanto não prendermos eles”, disse em coletiva sobre o caos no Rio.

Segundo o governador, os ataques são uma prova de que os criminosos estão se sentindo cercados pelas forças de segurança.

Matheus, que era conhecido com Faustão ou Teteu, é sobrinho do miliciano Zinho, que comanda a maior milícia do Rio.

Já Tandera é chefe de outra milícia, e Abelha, chefe do Comando Vermelho, a maior facção do tráfico do Rio.

“No meio da operação, houve uma resistência e depois veio a óbito o Matheus Rezende, conhecido como Faustão ou Teteu. Ele era responsável pela guerra e também pela união com o tráfico, com as narcomilicias. Alguns dizem que ele era preparado para ser o sucessor do miliciano Zinho.”

O governador também diz que espera prender Zinho “nas próximas horas”.

“Foi uma operação que aconteceu de manhã. O 02 da facção foi morto. Estamos atrás de prender o miliciano Zinho, esperamos nas próximas horas obter sucesso.”

Detidos vão para presídios federais
Segundo Castro, os 12 detidos por suspeita de participação nos ataques aos ônibus serão mandados para presídios federais.

“Eles estão presos por ações terroristas, e por isso estarão sendo enviados para presídios federais”, disse o governador.

Castro disse que a reação dos criminosos foi fora do padrão. “A grande prova de que estamos no cerco é essa reação “descomum” que eles estão fazendo.”

O governador disse ainda que o “plano de contingência” do estado “já está ativado desde as primeiras horas”.

“Estamos com nosso efetivo garantindo que não haverá mais nenhuma queima de composição e a população poderá ir para casa. Me solidarizo com a população. É triste que criminosos usem a população de escudo. É a própria população, que alguns deles dizem defender, que é atacada em um momento desses”.

O governador já tinha se pronunciado mais cedo sobre a operação contra o miliciano. Além de parabenizar as equipes que participaram da ação policial ele postou: “O crime organizado que não ouse desafiar o poder do Estado!”.

PF e mais 4 homens morrem em operação na Bahia; suspeitos se esconderam em mata, diz governo

Três policiais ficam feridos e dois homens morreram após confronto no bairro de Valéria, em Salvador — Foto: Divulgação/SSP-BA

Um policial federal e quatro homens morreram em um confronto durante uma operação na manhã desta sexta-feira (15), na região de Valéria, em Salvador. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), outros dois agentes (um da Polícia Federal e outro da Civil) ficaram feridos.

O policial Lucas Monteiro Caribé chegou a ser socorrido com os outros dois agentes para o Hospital Geraldo Estado (HGE), na capital baiana, mas chegou à unidade sem vida. Um dos policiais feridos vai ter que passar por cirurgia no olho. Não há detalhes sobre o estado de saúde do outro agente.

De acordo com a SSP-BA, os quatro homens que morreram são suspeitos de fazer parte do grupo criminoso que trocou tiros com os policiais. Dois morreram no momento do tiroteio, e os outros, horas depois, em uma região de matagal, entre os bairros de Valéria e Rio Sena, durante a fuga.

Apenas um suspeito teve o nome divulgado. Uélisson Neves Brito, conhecido como “Cara Fina”, era procurado por atuar no tráfico de drogas da região e fazia parte do Baralho do Crime, da Secretária de Segurança Pública (SSP-BA). A secretaria informou que não vai divulgar os nomes dos outros suspeitos mortos no confronto.

Desde agosto, a Polícia Federal participa de operações na Bahia como parte de um acordo de cooperação entre o governo estadual e federal para reprimir a criminalidade no estado.

O grupo criminoso se escondeu em uma região de mata fechada, do bairro periférico da capital baiana, de acordo com a secretaria da segurança da Bahia.

Valéria fica em um ponto considerado estratégico para o tráfico de drogas e é palco de constantes confrontos entre facções criminosas de atuação local e nacional. A região margeia duas rodovias, a BR-324 e a BA-528, conhecida como Estrada do Derba, onde ocorreu a operação desta sexta. A localidade está em um dos limites de Salvador, próximo ao município de Simões Filho, e tem extenso matagal.

Segundo dados do Monitor da Violência, a Bahia é o estado com maior número de mortes violentas no primeiro trimestre de 2023.

Prefeita de Vitorino Freire (MA), irmã do ministro das Comunicações, é alvo de operação da PF sobre desvios na Codevasf

Irmã do ministro das Comunicações é alvo de operação da PF sobre desvios na  Codevasf - Alagoas 24 Horas: Líder em Notícias On-line de Alagoas

Irmã do ministro da Comunicações, a prefeita de Vitorino Freire (MA), Luanna Rezende, é alvo nesta sexta-feira (1º) de uma operação da Polícia Federal contra supostos desvios na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Ela foi afastada do cargo.

O ministro, Juscelino Filho, é investigado no caso, mas não é alvo de mandados nesta sexta.

A companhia é uma estatal responsável por realizar obras e serviços em estados do Nordeste, do Norte no Distrito Federal.

A PF cumpre 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nas cidades de São Luís (MA), Vitorino Freire (MA) e Bacabal (MA). Também estão sendo cumpridos:

Medidas cautelares de prisão;
Afastamento da função pública;
Suspensão de licitações;
Vedação da celebração de contratos com órgãos públicos, bem como ordens de indisponibilidade de bens.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por fraude a licitação, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva.

Os nomes de todos os alvos não foram divulgados até a última atualização desta reportagem. O g1 procurou a pasta e a Codevasf, mas não teve retorno até o momento.

Delegado da PF é baleado na cabeça durante ação policial em comunidade de Guarujá, SP

Delegado da Polícia Federal é baleado na cabeça no litoral de SP — Foto: Rede Social/ PF

O delegado da Polícia Federal, Thiago Selling da Cunha, de 40 anos, foi baleado na cabeça durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na comunidade da Vila Zilda, em Guarujá, no litoral de São Paulo, nesta terça-feira (15). Ele foi encaminhado para o Hospital Santo Amaro e, segundo a unidade de saúde, o estado dele é grave.

Segundo informações obtidas pelo g1, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Guarujá, houve uma perseguição na comunidade. Dois suspeitos seguiram em direção ao bairro da Cachoeira e entraram em uma casa. Eles atiraram contra os policiais federais.

Um dos tiros atingiu a cabeça do delegado. Os demais policiais revidaram a ação da dupla e um dos suspeitos foi atingido na perna. Com eles, foram apreendidas armas e diversas munições.

Em nota, a Polícia Federal de São Paulo confirmou que o delegado foi baleado e dois suspeitos foram presos em poder de uma submetralhadora, uma pistola, dinheiro e drogas.

Os dois foram conduzidos à Delegacia de Polícia Federal, em Santos, onde serão autuados por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Eles foram presos e encaminhados para a Delegacia Sede de Guarujá, onde ficaram à disposição da Justiça.

Governo confirma ao menos 259 ataques criminosos em cinco dias no Rio Grande do Norte

Ataques no RN: Balas disparadas contra posto de gasolina de Parnamirim, na Grande Natal, na sexta (17) — Foto: Emerson Medeiros/Inter TV Cabugi

O governo confirmou ao menos 259 ataques criminosos a prédios públicos, comércios e veículos no Rio Grande do Norte, desde a última quarta-feira (14). Segundo a polícia, as ações são comandadas por uma facção criminosa.

Os dados são do Centro Integrado de Inteligência e Segurança Pública do Nordeste e foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do RN neste sábado (18).

Segundo a polícia, os registros de novos casos vem caindo dia após dia desde a última terça-feira (14), primeiro dia dos ataques, em que foram registradas 103 ocorrências. Um levantamento do g1 aponta que pelo menos 48 cidades potiguares tiveram ataques registrados desde então.

No entanto, a Secretaria de Segurança Pública admitiu que pode haver casos que ocorreram e que ainda não foram registrados oficialmente, porque ainda dependem de análise da Polícia Civil.

Até este sábado (18), o governo não havia divulgado nenhum balanço oficial com número de ações criminosas registradas.

Polícia faz operação contra integrantes de facção suspeita de organizar ataques no RN

Operação da polícia busca cumprir mandados contra quadrilha de apontado como mandante de ataques no RN — Foto: Sesed/Divulgação

Uma operação da polícia cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes de facção suspeita de organizar os ataques no Rio Grande do Norte.

A ação começou na manhã desta sexta-feira (17) em conjunto com as polícias civil, militar e federal. São cumpridos, 30 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a polícia, os alvos são ligados à facção Sindicato do Crime. Ataques registrados em mais de 30 cidades estão sendo organizados pela facção, com ordens de dentro do presídio.

O grupo alvo é uma ‘célula’ da facção chefiada por José Kemps Pereira de Araújo, de 45 anos, conhecido como Alicate. Ele está preso e foi transferido da penitenciária de Alcaçuz para o presídio federal de Mossoró na última terça-feira (14), como medida do governo para tentar conter as ações criminosas.

Os alvos são investigados desde 2022, por crimes como tráfico de drogas, assaltos e assassinatos e tentativas de assassinato contra quatro agentes de segurança pública nos últimos cinco anos. A suspeita da polícia é que as pessoas ainda em liberdade estivessem cumprindo as ordens de Alicate, já preso.

O número de presos nesta manhã não havia sido divulgado pela polícia. As ordens estão sendo cumpridas em Natal, Parnamirim e Nísia Floresta, na região metropolitana da capital do Rio Grande do Norte.

Operação prende 3 bolsonaristas que fecharam BR e impediram até passagem de criança doente em RO

Bloqueio em Colorado do Oeste realizado após resultado das eleições — Foto: Reprodução

Dois empresários bolsonaristas e um motorista de aplicativo foram presos, em Colorado do Oeste (RO) e Cerejeiras (RO), por associação criminosa, incêndio e constrangimento ilegal durante bloqueios feitos na BR-435 em novembro.

As prisões aconteceram durante mais uma etapa da operação Eleutéria, iniciada no fim da tarde de sexta-feira (30) em uma ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público de Rondônia (MP-RO), com apoio dos Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) e de Segurança Pública (GAESP) , Polícia Civil e Polícia Militar.

Segundo a PF, os comerciantes bolsonaristas e o motorista, contra o resultado das Eleições em outubro, lideraram grupos extremistas para fechar a principal rodovia que interliga os municípios do sul de Rondônia.

Durante os bloqueios ilegais, que duraram vários dias, os extremistas fizeram constrangimentos, ameaças e incêndios bem ao lado do CTG em Colorado.

A PF diz que a investigação constatou que o trio chegou a fazer ameaças a servidores da educação que tentavam chegar na área urbana de Colorado do Oeste.

“Mesmo pessoas com crianças que dependiam de tratamento de saúde foram impedidas e constrangidas pelo grupo de manifestantes”, afirma a PF.

Segundo a polícia, ao impedir a passagem de uma criança doente, a atitude dos manifestantes causou risco para a saúde e ao patrimônio dos cidadãos.

Os nomes dos três presos não foram divulgados e, de acordo com a PF, a operação vai seguir em andamento pois serão analisados materiais apreendidos na casa dos investigados. Além dos mandados de prisão, os policiais cumpriram três ordens de busca e apreensão.

Os dois empresários e o motorista de aplicativo devem responder, na medida de suas culpabilidades, por associação criminosa, constrangimento ilegal e incêndio, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de reclusão.

PF faz operação contra suposto esquema de desvio de medicamentos para crianças Yanomamis

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram na manhã desta quarta-feira (30) a operação Yoasi contra fraude na compra de remédios destinados ao Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI-Y), que deixou pelo menos 10 mil crianças indígenas sem medicamentos.

São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, no estado de Roraima, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima.

A investigação foi aberta após o recebimento de um inquérito civil, conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF), a partir de uma denúncia feita pelo Fantástico, sobre a situação dramática de crianças doentes, com desnutrição, malária e verminoses na Terra Indígena Yanomami.

A apuração do MPF identificou, dentre outras irregularidades, o recebimento do vermífugo albendazol em quantidades inferiores ao adquirido pelo órgão.

Além deste remédio, as suspeitas são que apenas 30% de mais de 90 tipos de medicamentos fornecidos por uma das empresas contratadas pelo DSEI-Y teriam sido devidamente entregues. Com o apoio de agentes públicos, os recebimentos das entregas seriam fraudados e indicariam o cumprimento integral da contratação.

Apenas em relação ao prejuízo para tratamento de verminoses, o esquema implementado no DSEI-Y teria deixado 10.193 crianças desassistidas, resultando no aumento de infecções e manifestações de formas graves da doença, com crianças expelindo vermes pela boca.

O empresário suspeito de se beneficiar do esquema também é investigado em outra ação, por suspeitas de participação em um esquema de desvio de recursos públicos do combate á Covid em Roraima.

Os principais crimes investigados são fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. A soma das penas para estes crimes pode ultrapassar 35 anos de reclusão.

PF combate extração ilegal de areia na Paraíba e em Pernambuco

A extração ilegal de areia na Paraíba e em Pernambuco é o alvo da Operação Grão de Areia, deflagrada, nesta sexta-feira (25), pela Polícia Federal (PF).

As ações ocorrem nos municípios de Pedras de Fogo, na Paraíba; e Carpina e Tracunhaém, em Pernambuco, onde os policiais cumprem mandados judiciais de busca e apreensão.

Segundo a PF, donos de areeiros clandestinos extraem e vendem a areia para a construção civil e, após o esgotamento da reserva, abandonam a área, deixando-a totalmente degradada. Eles atuam sem autorização da Agência Nacional de Mineração e do órgão ambiental estadual.

A prática configura crimes de extração ilegal de recursos minerais e contra o patrimônio, por explorar matéria-prima pertencente à União. Os crimes somados podem resultar em até seis anos de detenção, informou a Polícia Federal.