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Fugitivos de presídio federal são transferidos do Pará para o Rio Grande do Norte

Fugitivos de presídio federal são transferidos do Pará para o Rio Grande do  Norte | Pará | G1

Os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró foram transferidos na noite desta quinta-feira (4) do Pará ao Rio Grande do Norte – onde está a unidade prisional de segurança máxima de onde fugiram em 14 de fevereiro.

Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, saíram da delegacia da Polícia Federal de Marabá por volta das 21h30, em um comboio até o aeroporto da cidade.

Os dois fugitivos foram colocados em uma aeronave da PF, que decolou por volta das 22h em direção à cidade de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. A distância entre o presídio de segurança máxima e Marabá é de 1.600 km.

Rogério Mendonça e Deibson Nascimento foram presos nesta quinta-feira (4) em Marabá, na região sudeste do Pará e conseguiram chegar ao estado através de um barco. O trajeto foi realizado por via marítima, junto à região costeira.

De acordo com investigações, os dois saíram no dia 18 de março em uma embarcação de Icapuí, a 202 km de Fortaleza, em direção à Ilha de Mosqueiro, na região metropolitana do estado.

O percurso durou cerca de 6 dias e os criminosos chegaram no dia 24 de março na capital, onde aproveitaram a liberdade por cerca de 11 dias, até esta quinta quando foram recapturados.

Entre a Ilha de Mosqueiro e Marabá são em torno de 588 km de distância, que pode ser percorrida de carro em cerca de 10 horas.

Nesta quinta, um cerco de viaturas da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal foi realizado para não dar opções de fuga aos criminosos que estavam em 3 veículos separados. A recaptura ocorreu após 50 dias de fuga.

Além dos fugitivos, outros quatro homens foram presos. Eles faziam parte do comboio que fazia uma espécie de escolta da dupla foragida de Mossoró. A abordagem ocorreu em uma ponte, na BR-222, que cruza o rio Tocantins – e foi feita neste local para evitar que eles fugissem pelo rio.

Nos veículos, foram encontrados dinheiro em espécie, cartões de crédito, fuzil, munições e oito celulares, – três deles estavam sendo monitorados pela inteligência da PF do Rio Grande do Norte.

Rogério estava em um Jeep e Deibson em um Classic, segundo informações da PRF. Em outro carro, um Polo, estavam os demais criminosos que auxiliavam na fuga.

“Estavam em um verdadeiro comboio do crime. Foram apreendidos 3 carros e diversas armas”, disse o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre as circunstâncias da prisão da dupla. “Obviamente, foram ajudados por criminosos externos e tiveram auxilio de seus comparsas e organizações criminosas”.

Segundo o ministro, as investigações apontam que os dois iriam fugir para fora do Brasil. Agora, eles serão levados de volta para o presídio de Mossoró, que teve a segurança reforçada e a direção trocada.

Um trajeto em “linha reta” entre as duas cidades passa por pelo menos cinco estados: além de Pará e Rio Grande do Norte, também por Ceará, Piauí e Maranhão – e, a depender do trajeto, pelo Norte do Tocantins.

Investigação aponta mensalinho para encobrir homicídios da contravenção no Rio

Investigação aponta mensalinho para encobrir homicídios da contravenção no  Rio | Blog da Daniela Lima | G1

O relatório final da Polícia Federal sobre o assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson, aponta indícios de que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, capitaneou por anos um esquema de cobrança de propina para não desvendar mortes relacionadas a contraventores.

Segundo a PF, ao menos quatro mortes tiveram as investigações obstruídas pelo time de Rivaldo na Delegacia de Homicídios

Investigados chegaram a citar pagamentos mensais à Delegacia de Homicídios de R$ 60 mil a R$ 80 mil. Eles ainda citam o pagamento de um bônus quando “crimes deixavam provas/rastros”.

Os autos do relatório final também registram diálogo de um contraventor de nome Beto Bomba, que atribui o pagamento de R$ 400 mil a Rivaldo para o acobertamento dos assassinos de Marielle.

“Isso aí é o Rivaldo. É ele que levou quatrocentos cruzeiros, chefe. Eu to falando.” E piora: por opor grupos opostos da contravenção, Beto Bomba torce para que a informação chegue à Polícia Federal. A conversa foi gravada com autorização da Justiça.

“A PF é quem tem que ter ciência agora que o Rivaldo perdeu. Tomou um dinheiro!“, diz.

Em delação, Lessa aponta que miliciano se infiltrou no PSOL para monitorar Marielle

Em delação, Lessa afirmou que irmãos Brazão infiltraram miliciano de Rio  das Pedras no PSOL para monitorar Marielle | Blog da Andréia Sadi | G1

Blog da Andréia Sadi

Durante as investigações da Polícia Federal (PF), os investigadores descobriram que um membro da milícia de Rio das Pedras, que possuía ligação estreita com o Escritório do Crime — quadrilha de matadores de aluguel que atua com base na Zona Oeste do Rio —, se filiou ao PSOL, partido da vereadora Marielle Franco, a mando dos irmãos Brazão.

De acordo com os agentes, Laerte da Silva de Lima tinha a incumbência de levantar informações da parlamentar. Laerte foi preso em 2019 na primeira fase da Operação Os Intocáveis, apontado como “um dos braços armados da milícia”.

Procuradoria-Geral da República foi consultada e deu aval sobre prisões de suspeitos de mandar matar Marielle

Marielle Franco — Foto: Fantástico/ Reprodução

A megaoperação da Polícia Federal que cumpre neste domingo (24) a prisão de três autoridades envolvidas nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson, teve o aval da Procuradoria-Geral da República.

Consultada pelo ministro Alexandre de Moraes sobre os três pedidos de prisão, a PGR foi favorável a todos.

Segundo apuração de Bruno Tavares, foram presos o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão e do ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa.

Segundo informação apurada pelo blog, Rivaldo, que era um homem de confiança da família de Marielle, e chegou a dizer que “era uma questão de honra” solucionar o caso, foi enquadrado em corrupção.

Ainda há diligências em andamento, até o fim do dia, detalhes da investigação devem ser levantados.

Rivaldo Barbosa assumiu chefia da Polícia Civil na véspera do atentado contra Marielle e é suspeito de ter combinado não investigar o caso

Rivaldo Barbosa assumiu chefia da Polícia Civil na véspera do atentado  contra Marielle e é suspeito de ter combinado para não investigar o caso –  Blog do Magno

O delegado Rivaldo Barbosa, preso neste domingo por suspeita de envolvimento no caso Marielle, tomou posse em 13 de março de 2018, um dia antes da execução da vereadora.

O g1 apurou apurou que, segundo as investigações, Rivaldo combinou com Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), antes do crime, que garantiria a impunidade.

Domingos Brazão e o seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, também foram presos neste domingo pela Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles são apontados como mandantes do crime.

As prisões foram analisadas pela Procuradoria Geral da República (PGR). Houve a colaboração nas buscas e na prisão de Rivaldo da Polícia Civil do RJ.

Fugitivos de Mossoró construíram buraco para escapar de drones que identificam calor humano

Fotos exclusivas registradas na manhã de sábado (24) mostram a casa onde, segundo a polícia, os fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró ficaram, na zona rural de Baraúna, durante sete dias.

Segundo a polícia, os criminosos pagaram 5 mil reais pra ficar no local.

Próximo da casa, os peritos encontraram um buraco, uma espécie de banker, que serviria para se esconder dos drones que detectam o calor humano. Além das redes para dormir, os agentes encontraram ainda embalagens de comida, um facão e uma lona.

No momento, as buscas pelos fugitivos se concentram no entorno da cidade de Baraúna, a 22 quilômetros do Presídio Federal de Mossoró. São centenas de homens das forças de segurança que se revezam dia e noite em busca de alguma pista dos foragidos.

PF anuncia recompensa de até R$ 30 mil por informações sobre fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró

PF divulgou recompensa por informações sobre os fugitivos — Foto: Divulgação

A Polícia Federal anunciou neste sábado (24) uma recompensa de até R$ 30 mil para quem tiver informações que levem à recaptura dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), Rogério Mendonça e Deibson Nascimento. A dupla fugiu da unidade prisional no dia 14 de fevereiro.

Os valores oferecidos são de R$ 15 mil como recompensa para informações sobre cada um dos fugitivos, totalizando os R$ 30 mil em caso de informações sobre os dois.

De acordo com a Polícia Federal, a recompensa será paga através de verba federal.

Para quem tiver informações sobre o paradeiro dos foragidos, é possível entrar em contato das seguintes formas:

ligar para o Disque-Denúncia, através do telefone 181;
entrar em contato pelo WhatsApp através do número (84) 98132-6057;
enviar e-mail para disquedenuncia181@defesasocial.rn.gov.br;
acessar o app Segurança Cidadã, do governo do RN.

11 dias de buscas
As buscas entraram no 11º dia neste sábado (24). Desde sexta, a força-tarefa tem atuado com reforço em Baraúna, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. Na manhã deste sábado, houve uma operação em uma comunidade, onde uma casa chegou a ser vasculhada.

Na sexta-feira, os policiais chegaram a bloquear a RN-015, que liga Mossoró a Baraúna, e é onde fica a Penitenciária Federal.

O trecho conta com uma grande área de mata, inclusive com um parque de tamanho equivalente a 25 mil campos de futebol. A área tem mata fechada, cavernas e animais peçonhentos – fatores que dificultam o trabalho dos agentes de segurança.

A polícia também passou a investigar uma mulher de 21 anos presa em flagrante no Ceará com 24 quilos de droga e uma pistola. Ela é suspeita de dar apoio aos dois foragidos, e a polícia investiga se a mulher iria fornecer armas à dupla.

Ela e outras duas pessoas foram presas na quinta-feira (22) suspeitas de ajudarem os foragidos após a fuga.

As investigações apontam que integrantes da facção criminosa Comando Vermelho estão dando apoio aos dois presos que fugiram da prisão de segurança máxima de Mossoró (RN).

A sexta-feira contou com o reforço da Força Nacional, que chegou em Mossoró durante a madrugada. Ao todo, o Minsitro da Justiça autorizou o envio de 100 agentes e 22 viaturas.

Além da Força Nacional, o aparato para as buscas dos dois fugitivos conta com mais de 500 agentes federais e das polícias locais, helicópteros, drones e cães farejadores.

Irmão de foragido do presídio federal em Mossoró é preso no Acre, diz PF

Irmão de foragido do presídio federal em Mossoró é preso no Acre, diz PF |  Acre | G1

O irmão de um dos foragidos do presídio federal de Mossoró (RN), foi preso em Rio Branco, no Acre, nesta sexta-feira (23). Johnney Weyd Nascimento da Silva, de 40 anos, que foi detido pela Polícia Federal, é irmão de Deibson Cabral do Nascimento. O nome dele foi apurado pelo g1 e a equipe da Rede Amazônica Acre.

Johnney é condenado por roubo e participação em facção criminosa e tinha um mandado de prisão em aberto, que foi cumprido nesta sexta por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco-AC).

De acordo com a Polícia Federal (PF-AC), a prisão é um desdobramento das investigações sobre a fuga de Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, de 35. A fuga ocorreu no dia 14 de fevereiro e os homens seguem sendo procurados.

Fuga no Rio Grande do Norte
Há 10 dias, um aparato com mais de 500 agentes, helicópteros, drones e cães farejadores buscam pelos dois criminosos: Deibson Nascimento e Rogério Mendonça. Embora os foragidos tenham deixado algumas pistas para trás, eles ainda não foram localizados até a manhã desta sexta-feira (23).

Os dois presos são do Acre e estavam na Penitenciária de Mossoró desde 27 de setembro de 2023. Eles foram transferidos após participarem de uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, que resultou na morte de cinco detentos – três deles decapitados.

Ambos são ligados ao Comando Vermelho, facção de Fernandinho Beira-Mar, que também está preso na unidade federal de Mossoró.

Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, é acusado de assaltos no Acre. Já preso, foi acusado de mandar matar o adolescente Taylon Silva dos Santos, de 16 anos, em abril de 2021. Após o crime, Rogério foi transferido para o Presídio Antônio Amaro Alves, na capital, para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde ficou desde então, até ter sido transferido ao Rio Grande do Norte.

Rogério responde a mais de 50 processos. Ele é condenado a 74 anos de prisão, somadas as penas, de acordo com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC).

Já Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, tem o nome ligado a mais de 30 processos e responde por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e roubo. Ele tem 81 anos de prisão em condenações.

Três pessoas são presas por suspeita de ajudarem detentos de Mossoró após fuga de prisão

Três pessoas são presas por suspeita de ajudarem detentos de Mossoró após  fuga de prisão - Já é notícia

A Polícia Federal (PF) prendeu três suspeitos de terem ajudado os dois detentos, integrantes do Comando Vermelho, que escaparam da prisão de segurança máxima de Mossoró (RN). Eles foram presos em flagrante com armas e drogas, segundo a investigação. Um carro também foi apreendido.

Dois foram presos em flagrante porque na abordagem da PF durante a apuração da fuga os investigadores encontraram armas ilegais e uma quantidade de drogas. Um terceiro foi preso na quarta (21) porque havia um mandado de prisão preventiva emitido pela justiça.

Todas as diligências, das prisões às apreensões, têm alguma relação com a fuga. Além disso, a PF apreendeu um veículo, que será periciado.

Os investigadores dizem ter fortes indícios de ajuda externa aos foragidos, inclusive com transporte.

As diligências são sigilosas, em especial, porque os criminosos têm utilizado informações que vazam no noticiário para mudar a direção da fuga.

Deibson Nascimento e Rogério Mendonça fugiram do presídio de Mossoró no dia 14 de fevereiro do presídio. Nesta quinta, 100 agentes da Força Nacional chegam à cidade para auxiliar na recaptura. A força-tarefa trabalha com a hipótese de que os fugitivos permanecem em uma região próxima à unidade prisional.

Interpol trabalha com risco de criminosos de Mossoró tentarem fugir para países vizinhos

Os detentos Deibson Cabral Nascimento (à esquerda) e Rogério da Silva Mendonça fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) — Foto: Reprodução

A Interpol trabalha com a possibilidade de que os dois criminosos que fugiram do presídio federal de segurança máxima de Mossoró (RN) tentem escapar para países vizinhos ao Brasil.

Nesta quinta-feira (15), a Interpol incluiu os nomes de Rogério da Silva Mendonça, conhecido como Querubim, e Deibson Cabral Nascimento, o Tatu, na difusão vermelha, lista de criminosos procurados internacionalmente.

“Em casos como esse, há sempre a possibilidade que eles [fugitivos] venham a tentar sair do país. A partir do momento que esses nomes são incluídos nessa difusão [vermelha], nós conseguimos que todos os países que compõe a organização tenham acesso imediatamente a informações”, afirmou Vandecy Urquiza, vice-presidente da Interpol para as Américas.

Na avaliação de Urquiza, a maior probabilidade é de que os criminosos, caso tentem deixar o Brasil, busquem países que fazem fronteira terrestre.

Entre as informações compartilhadas com os 196 países estão as digitais dos dois criminosos fugitivos. Dessa forma, segundo Urquiza, existe a possibilidade que eles sejam identificados automaticamente por órgão de imigração dos países integrantes da Interpol.

“Em vários países, o banco de dados da Interpol é cruzado com os bancos de dados nacionais, dados migratórios, lista de passageiros. Isso aumenta o espectro de instrumentos disponíveis para a polícia para tentar localizar a movimentação fora do Brasil”, disse Urquiza.

Polícia Federal deseja ouvir Bolsonaro no segundo semestre sobre suposto plano de golpe

Ex-assessores de Bolsonaro foram presos nesta mesma operação (Crédito: Breno Esaki/Metrópoles)

A Polícia Federal (PF) pretende ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em investigação sobre organização criminosa que atuou em suposta tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, a fim de obter vantagem de natureza política.

A expectativa é que Bolsonaro preste depoimento antes da conclusão das apurações no âmbito da Operação Tempus Veritatis.

A conclusão da ação está prevista para novembro, o que deve fazer a corporação convocar Bolsonaro em meados de julho — mês que coincide com o início da campanha para as eleições municipais de 2024.

Militar que estava nos EUA retorna a Brasília e é preso pela PF

Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel preso em operação contra Bolsonaro e aliados — Foto: Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre/Facebook

Alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o coronel Bernardo Romão Correa Neto desembarcou em Brasília no início da madrugada deste domingo (11), vindo dos Estados Unidos.

Correa Neto foi recebido no aeroporto pela Polícia Federal, que realizou os procedimentos para cumprimento da prisão e de busca pessoal. Ele teve três passaportes (um deles diplomático) e um celular apreendidos.

Em seguida, o militar foi entregue à Polícia do Exército para ficar sob custódia da instituição no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília. A audiência de custódia foi realizada no final desta manhã, informou o Supremo.

Correa Neto é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição do Estado democrático de direito.

Investigação da PF
Na última quinta-feira (8), o coronel e outros três investigados na Operação Tempus Veritatis (“hora da verdade”, em tradução do latim) tiveram a prisão preventiva decretada. Correa Neto não foi preso na ocasião porque estava a trabalho nos EUA.

A PF havia comunicado ao comando do Exército para que o oficial se apresentasse no Brasil. Correa Neto foi instrutor de cavalaria durante três anos na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e é considerado um oficial bem-quisto pela tropa.

O pedido de prisão, formulado pela PF, teve concordância da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação encontrou diálogos de Mauro Cid com Correa Neto, à época no Comando Militar do Sul, que indicam que o coronel intermediou o convite para uma reunião no dia 28 de novembro de 2022, em Brasília.

Na ocasião, ele “selecionou apenas oficiais formados no curso de forças especiais (kids pretos), providos, pois, de técnicas militares úteis para a consumação do golpe de Estado, e assistentes dos generais supostamente aliados”, segundo as apurações.

A PGR afirmou que “a investigação identificou que Correa Neto agia como homem de confiança de Mauro Cid, executando tarefas fora do Palácio da Alvorada que o então Ajudante de Ordens da Presidência da República não conseguiria desempenhar”.

A prisão dele foi justificada pela possibilidade de interferência nas investigações e pelo fato de que ele estava em missão nos Estados Unidos prevista para durar até 2025.

Os outros três presos na operação de quinta-feira foram:

Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro;
Marcelo Câmara, coronel da reserva do Exército e assessor do ex-presidente;
Rafael Martins, tenente-coronel do Exército.

Moraes manda Bolsonaro entregar passaporte em investigação sobre tentativa de golpe para mantê-lo no poder

Moraes determina apreensão do passaporte de Bolsonaro, que deve entregar |  VEJA

Por Andréia Sadi

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entregar o passaporte em 24 horas, em uma operação que investiga uma tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder mesmo com a derrota nas eleições de 2022.

Procurada pelo blog, a defesa de Bolsonaro confirmou a ordem. O ex-presidente está Angra dos Reis (RJ), na casa de veraneio que tem na praia de Mambucaba, segundo o advogado Luiz Eduardo Kuntz, advogado de um dos alvos da operação.

Bolsonaro também foi proibido por Moraes de fazer contato com investigados na operação, deflagrada nesta quinta-feira (8). Entre os alvos de busca estão aliados civis e militares do ex-presidente.

São alvos de buscas:

General Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil;
General Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
General Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
General Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
Almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante-geral da Marinha;
Anderson Torres, delegado da PF e ex-ministro da Justiça;
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro;
Tercio Arnoud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro, conhecido como um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”.
Ailton Barros, coronel reformado do Exército.

Além deles, são alvos de mandados de prisão:

Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro;
Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor especial de Bolsonaro;
Coronel do Exército Bernardo Romão Correa Neto;
Major Rafael Martins de Oliveira.

Exército acompanha ações contra militares
O Exército foi chamado para acompanhar o cumprimento das ordens contra os militares.

Ao todo, são 33 mandados de busca, 4 prisões preventivas e 48 medidas cautelares, como suspensão do exercício da função pública e entrega de passaportes.

A operação ocorre em 10 unidades da federação: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Informações falsas e tentativa de golpe
De acordo com a PF, os investigados divulgaram informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro para tentar legitimar uma intervenção militar. O grupo se dividiu em dividiu em dois eixos:

O primeiro era voltado a construir e propagar informações falsas sobre uma suposta fraude nas urnas, apontando “falaciosa vulnerabilidade do sistema eletrônico de votação”, que continuou mesmo após o resultado da eleição, segundo a PF.

O segundo eixo, por sua vez, praticava atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito – ou seja, para concretizar o golpe. Essa etapa, de acordo com as investigações, tinha o apoio de militares ligados a táticas e forças especiais – os chamados kids preto.

De acordo com as investigações, se confirmadas, as condutas do grupo podem ser enquadradas em crimes como:

organização criminosa
abolição violenta do Estado Democrático de Direito
golpe de Estado

Operação contra diretores da 123 Milhas combate suposta lavagem de dinheiro

Operação contra empresários da 123 Milhas em BH — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mira diretores da empresa 123 Milhas e Maxmilhas.

Dezessete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (1). A operação apura se os donos da empresa teriam cometido o crime de lavagem de dinheiro.

Os investigadores fazem buscas na sedes da 123 Milhas e Maxmilhas e também em endereços ligados aos sócios das empresas.

A ação é do grupo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP. A empresa 123 Milhas informou nesta manhã que aguarda mais informações do Ministério Público para prestar os esclarecimentos necessários.

“A empresa disponibilizou toda a sua documentação fiscal, assim como a de seus sócios, à Comissão Parlamentar de Inquérito das Pirâmides Financeiras. Os gestores da 123milhas estão, no momento, dedicados ao processo de recuperação judicial para quitar todos os débitos com os credores. O Grupo 123milhas reafirma seus preceitos de responsabilidade e transparência com clientes, credores e autoridades”, disse em nota.

Recuperação judicial
Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a retomada imediata da recuperação judicial da 123 Milhas. O processo estava suspenso desde setembro, após pedido feito por um dos credores da empresa, o Banco do Brasil.

“Ainda que evidenciada a necessidade de realização da constatação prévia, a retomada não pode demorar, sob pena de frustração do próprio pedido recuperacional, notadamente diante do dinamismo que envolve as relações no mercado de turismo”, disse o desembargador na época.

Ainda segundo a Justiça, o fato é de repercussão midiática, e a empresa teve uma média de cinco milhões de clientes por ano.

Além disso, houve uma movimentação financeira de mais de R$ 5 bilhões no ano de 2022, apresentando, por outro lado, 700 mil credores, que depositaram nas empresas “seus sonhos de viagem”.

A recuperação judicial envolve as empresas 123 Viagens e Turismo Ltda., Art Viagens e Turismo Ltda. e Novum Investimentos Participações S/A.

PF fez buscas contra Carlos em casa onde Bolsonaro fez live; ex-presidente e filhos deixaram o local de barco

PF fez buscas contra Carlos em casa onde Bolsonaro fez live; ex-presidente  e filhos deixaram o local de barco | Blog da Daniela Lima | G1

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (29) uma operação de busca e apreensão em uma casa em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde Jair Bolsonaro realizou uma live nas redes sociais no domingo (28). O ex-presidente e os filhos estavam no local durante esta manhã e deixaram a casa de barco. Ninguém foi alvo de mandado de prisão.

Também foram alvos da operação possíveis destinatários de informações coletadas ilegalmente pela Abin, entre eles o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). A busca foi autorizada para sua residência e gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

De acordo com uma fonte da PF, serão recolhidos celulares e aparelhos eletrônicos de todos que estão na casa, não apenas de Carlos. Ele e o ex-presidente voltaram ao local no final da manhã.

A casa de veraneio da família Bolsonaro virou notícia em outras ocasiões, já que ela fica na mesma rua da ex-assessora parlamentar Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí, suspeita de ter sido funcionária fantasma do gabinete do ex-presidente quando ele era deputado federal.

Em novembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) rejeitou um recurso e decidiu manter uma ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente. A investigação teve início em 2018.

A Polícia Federal teria apreendido um computador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com Carlos Bolsonaro . O blog apurou a informação com uma fonte ligada à operação, mas a PF nega oficialmente.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, é quem assina a autorização para os mandados.