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Investigação aponta mensalinho para encobrir homicídios da contravenção no Rio

Investigação aponta mensalinho para encobrir homicídios da contravenção no  Rio | Blog da Daniela Lima | G1

O relatório final da Polícia Federal sobre o assassinato de Marielle Franco e seu motorista, Anderson, aponta indícios de que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, capitaneou por anos um esquema de cobrança de propina para não desvendar mortes relacionadas a contraventores.

Segundo a PF, ao menos quatro mortes tiveram as investigações obstruídas pelo time de Rivaldo na Delegacia de Homicídios

Investigados chegaram a citar pagamentos mensais à Delegacia de Homicídios de R$ 60 mil a R$ 80 mil. Eles ainda citam o pagamento de um bônus quando “crimes deixavam provas/rastros”.

Os autos do relatório final também registram diálogo de um contraventor de nome Beto Bomba, que atribui o pagamento de R$ 400 mil a Rivaldo para o acobertamento dos assassinos de Marielle.

“Isso aí é o Rivaldo. É ele que levou quatrocentos cruzeiros, chefe. Eu to falando.” E piora: por opor grupos opostos da contravenção, Beto Bomba torce para que a informação chegue à Polícia Federal. A conversa foi gravada com autorização da Justiça.

“A PF é quem tem que ter ciência agora que o Rivaldo perdeu. Tomou um dinheiro!“, diz.

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