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Irã diz que garantirá travessia segura em Ormuz após Trump encerrar ‘Projeto Liberdade’

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta quarta-feira (6) que a travessia pelo Estreito de Ormuz poderá ser retomada de forma “segura e sustentável” com o “fim das ameaças dos agressores”, em meio à pausa anunciada pelos Estados Unidos no chamado “Projeto Liberdade“.

Em comunicado, a força naval iraniana agradeceu a cooperação dos capitães e proprietários de navios posicionados no Golfo Pérsico e no Mar de Omã pela navegação “em conformidade com as regras do Irã” e pela participação das embarcações na segurança da navegação marítima da região.

A IRGC acrescentou que, “com o fim das ameaças dos agressores e sob novos procedimentos, será possível garantir uma travessia segura e sustentável pelo estreito“. A nota não detalha, porém, quais seriam os “novos procedimentos“.

A manifestação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar na noite de terça-feira (5) uma pausa no “Projeto Liberdade“, iniciativa militar voltada à escolta de navios comerciais para a saída do Estreito de Ormuz.

Segundo Trump, a decisão foi tomada a pedido do Paquistão e de outros países, após “grande progresso” nas negociações com representantes iranianos para um acordo “completo e definitivo“. Apesar da suspensão temporária da operação, o presidente americano afirmou que “o bloqueio permanece em pleno vigor e efeito“.

Trump suspende operação para guiar navios pelo Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (5) a suspensão do “Projeto Liberdade”, operação que tinha como objetivo guiar navios pelo Estreito de Ormuz.

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente americano afirmou que a medida surgiu com base em um pedido do Paquistão e de outros países após “grandes progressos” com o Irã e permanecerá vigente “para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”.

Mais cedo, nesta terça-feira, o Secretário de Estado americano Marco Rubio afirmou que a fase de combate das operações americanas lançadas contra o Irã em fevereiro havia sido concluída e que os EUA estavam focados na nova operação para guiar navios através do Estreito de Ormuz.

Rubio e outros altos funcionários do governo disseram que não se poderia permitir que o Irã controlasse o tráfego pelo estreito.

Operação em Ormuz

Na segunda-feira (4), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão começar a guiar navios pelo Estreito de Ormuz, em uma iniciativa chamade de “Projeto Liberdade”.

Trump afirmou neste domingo (3) que “países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio”, pediram aos EUA que liberassem navios “presos” no importante estreito.

Eles são meramente observadores neutros e inocentes!”, escreveu na Truth Social. “Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, dissemos a esses países que iremos guiar seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir livremente com seus negócios.”

Trump disse que os navios são de regiões que “não estão de forma alguma envolvidas” no conflito no Oriente Médio.

Este é um gesto humanitário por parte dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio, mas, em particular, do Irã”, escreveu.

Ele acrescentou que, se houver interferência no processo, essa interferência “terá de ser tratada com firmeza”.

A medida ocorre enquanto os impactos econômicos do fechamento do estreito continuam a aumentar, com os preços da gasolina nos Estados Unidos atingindo agora uma média de US$ 4,45.

*Em atualização

Trump diz que Irã deveria levantar a “bandeira branca da rendição”

Presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (5) que o Irã “deveria hastear a bandeira branca da rendição“, mas é orgulhoso demais para isso.

Trump afirmou a repórteres no Salão Oval da Casa Branca que as Forças Armadas iranianas foram reduzidas a ponto de apenas disparar “armas de brinquedo” e que o regime, em privado, deseja um acordo, apesar de sua retórica pública belicosa.

Eles jogam jogos, mas deixe-me dizer uma coisa: eles querem fazer um acordo. E quem não quereria, quando seu Exército está completamente dizimado?”, comentou.

O presidente também elogiou o bloqueio americano aos portos iranianos. “É como um pedaço de aço. Ninguém vai desafiar o bloqueio. E acho que está funcionando muito bem“, destacou.

Quando questionado sobre o que o Irã precisaria fazer para violar o cessar-fogo, Trump disse: “Bem, vocês vão descobrir, porque eu vou contar… Eles sabem o que não fazer”.

Assim, pontuou que o regime iraniano “deveria hastear a bandeira branca da rendição”.

Se fosse uma briga, eles a interromperiam“, disse Trump.

Irã diz que ‘ainda não começou’ confronto com EUA pelo Estreito de Ormuz

Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz/AMIRHOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP

O Irã aumentou, nesta terça-feira (5), o tom das ameaças diante da operação dos Estados Unidos para escoltar navios no Estreito de Ormuz, um dia após vários ataques na região que colocaram o cessar-fogo em perigo.

Washington e Teerã travam uma disputa pelo controle da passagem estratégica, por onde transitava 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos antes da guerra.

“Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, advertiu Mohamad Bagher Ghalibaf, o principal negociador iraniano, em uma mensagem na rede social X.

A segurança do transporte marítimo e do trânsito energético foi ameaçada pelos Estados Unidos, cuja presença maligna diminuirá”, acrescentou Ghalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã – que provocou milhares de mortes, principalmente na República Islâmica e no Líbano -, Teerã controla a via estratégica.

A situação provocou o aumento expressivo do preço do petróleo.

Washington tenta pressionar Teerã e exige que o regime islâmico abandone o programa nuclear.

Em 8 de abril, coincidindo com o início da trégua com o Irã, as forças dos Estados Unidos implementaram um bloqueio aos portos iranianos.

Na segunda-feira, o país iniciou a chamada operação “Projeto Liberdade” para permitir que os navios bloqueados há semanas consigam atravessar o estreito.

Segundo várias empresas especializadas, mais de 900 navios estavam no Golfo Pérsico no fim de abril, com quase 20.000 marinheiros.

Nas últimas horas, o Irã respondeu à operação de Washington com lançamentos de mísseis e drones contra navios militares americanos na região, que foram interceptados, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

A Coreia do Sul relatou uma “explosão” seguida de um incêndio em um navio do país em Ormuz.

Apesar dos desmentidos iranianos, o Centcom anunciou que dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos, escoltados pelas forças americanas, atravessaram “com sucesso” o Estreito de Ormuz na segunda-feira. “Está indo muito bem”, celebrou o presidente Donald Trump.

A empresa dinamarquesa de transporte Maersk anunciou que um de seus navios, que transportava veículos e estava bloqueado na região desde fevereiro, conseguiu atravessar o estreito na segunda-feira “acompanhado por meios militares americanos”.

As forças militares americanas informaram que destruíram seis embarcações iranianas “que ameaçavam a navegação comercial”.

Teerã negou qualquer dano em seus navios e acusou Washington de matar cinco civis em ataques contra duas embarcações que partiram de Omã com destino à costa iraniana.

Ataques aos Emirados

Os ataques também acontecem em terra. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que foram alvos de mísseis de cruzeiro “lançados a partir do Irã“.

Um ataque contra a instalação petrolífera de Fujairah, uma das poucas acessíveis na região sem passar pelo Golfo, deixou três feridos e provocou um incêndio.

O Ministério das Relações Exteriores emiradense denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que se reserva o direito de responder.

Em Omã, duas pessoas ficaram feridas em um ataque contra um edifício na cidade de Bukha, no Estreito de Ormuz, segundo a imprensa estatal.

No mercado de petróleo, o barril de Brent, referência internacional, permanece em níveis elevados, negociado a 113 dólares, mas consideravelmente abaixo da cotação de 126 dólares registrada na semana passada.

A retórica do Irã e dos Estados Unidos sugere que é provável que a violência se intensifique antes da possibilidade de alcançar uma solução diplomática“, disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da corretora XTB.

Os acontecimentos em Ormuz demonstram que não há solução militar para uma crise política“, destacou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

Vários países condenaram os ataques iranianos. O presidente francês, Emmanuel Macron, os considerou “inaceitáveis” e a Arábia Saudita advertiu para o risco de uma nova “escalada militar” no Golfo.

As tentativas de retomar as negociações entre Irã e Estados Unidos fracassaram até o momento, após um primeiro encontro entre as partes em Islamabad (Paquistão) em 11 de abril, que terminou sem resultados.

Casa Branca reforça segurança após troca de tiros nos arredores da residência presidencial

O Serviço Secreto dos EUA informou que o incidente aconteceu após um confronto entre um indivíduo armado e agentes de segurança./Andrew Leyden / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

A Casa Branca entrou em alerta nesta segunda-feira, 4, após uma troca de tiros envolvendo agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos nas proximidades da residência presidencial, em Washington.

Segundo comunicado publicado pelo órgão nas redes sociais, uma pessoa foi baleada durante a ação policial, mas o estado de saúde dela ainda não havia sido divulgado até a última atualização.

O Serviço Secreto informou que o incidente aconteceu após um confronto entre um indivíduo armado e agentes de segurança. Equipes de emergência foram mobilizadas para o local, e as autoridades orientaram a população a evitar a área.

Irã diz ter atingido navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

Nesta segunda-feira (4), a Marinha iraniana afirmou ter disparado tiros de aviso perto de contratorpedeiros da Marinha dos Estados Unidos que operavam junto ao Estreito de Ormuz.

A Marinha detectou contratorpedeiros norte-americanos perto do Estreito de Ormuz e emitiu avisos, incluindo disparos de advertência, alertando para as consequências do que descreveu como ações arriscadas. Depois de os contratorpedeiros norte-americanos terem alegadamente ignorado os avisos iniciais, as forças iranianas emitiram um segundo aviso, mais direto, declarando que qualquer tentativa de entrar no estreito seria considerada uma violação do cessar-fogo e provocaria uma resposta. As forças navais iranianas dispararam tiros de aviso adicionais, incluindo mísseis de cruzeiro e drones de combate, perto das embarcações”, segundo relatou a emissora estatal IRIB.

No entanto, o governo de Teerã afirma que, após os avisos terem sido ignorados, o navio de guerra norte-americano foi atingido, publicou a agência de notícias iraniana Fars.

Por sua vez, Washington nega o ataque e garantiu que os dois contratorpedeiros com mísseis guiados já estão no Mar Arábico, depois de terem conseguido passar pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o Comando Central dos EUA, os contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha dos EUA estão atualmente operando no Golfo Pérsico, depois de transitarem pelo Estreito de Ormuz. “As forças americanas auxiliam ativamente nos esforços para restabelecer o trânsito da navegação comercial”, escreveu na rede social X.

O Comando Central comunicou que esta é uma atividade que faz parte do Projeto Liberdade, que escolta navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma operação anunciada pelo presidente Donald Trump.

Por outro lado, um incêndio foi deflagrado em um cargueiro da Coreia do Sul ao largo do Estreito de Ormuz, já confirmado pela HMM, empresa que opera a embarcação. Mas a HMM ainda não esclareceu se o fogo foi causado por um ataque ou por uma situação interna.

O Ministério da Marinha da Coreia do Sul também confirmou apenas que foi registrada uma explosão na casa de máquinas.

“Não há cessar-fogo no Líbano”, diz chefe do Hezbollah

Ataque de Israel em Tiro, no sul do Líbano, em 8 de abril de 2026

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta segunda-feira (4) que “não há cessar-fogo no Líbano, mas sim uma agressão israelense-americana em curso”, enquanto o grupo apoiado pelo Irã troca tiros com as forças israelenses, apesar do frágil cessar-fogo.

Não existe linha amarela ou zona tampão, e não haverá”, declarou Qassem em um comunicado, acrescentando que o grupo “inevitavelmente terá sucesso”.

A declaração do líder do Hezbollah surge em meio a uma nova ordem de retirada emitida nesta segunda-feira pelo Exército israelense para quatro aldeias no sul do Líbano, alegando que a medida se deve à “violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah”.

Pelo menos uma pessoa morreu no domingo (3) em ataques israelenses contra Arab Salim, no distrito de Nabatieh, sul do Líbano, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), onde as forças israelenses já haviam emitido alertas de retirada.

Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, segundo a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano), citando o Ministério da Saúde.

Em outro caso, cinco pessoas ficaram feridas em ataques israelenses na cidade de Srifa, no distrito de Tiro, informou a NNA, acrescentando que entre os feridos estavam quatro paramédicos.

Os ataques israelenses já mataram 2.679 pessoas, segundo o Ministério da Saúde, e deixaram outras 8.229 feridas, informou o governo libanês no domingo.

As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram nesta segunda-feira (4) que iniciaram ataques contra infraestruturas do Hezbollah em diversas áreas do sul do Líbano, alegando que estavam realizando operações contra “terroristas armados do Hezbollah que atuavam nas proximidades das tropas”.

O Hezbollah também intensificou seus ataques contra as forças israelenses, reivindicando 11 ataques no domingo – o maior número de ataques retaliatórios desde o início do cessar-fogo, segundo uma contagem da CNN.

Hezbollah usa nova arma poderosa, capaz de driblar a defesa de Israel

O quadricóptero carregado de explosivos voava rente aos telhados do sul do Líbano, navegando com precisão entre prédios destruídos e ao longo de estradas de terra. O drone fornecia ao operador uma imagem clara em primeira pessoa do alvo: um tanque israelense com soldados próximos.

No topo da imagem, em letras brancas, estavam duas palavras: “BOMBA PRONTA”

O quadricóptero é um drone de fibra óptica, dizem especialistas — uma arma que o Hezbollah tem usado cada vez mais com precisão letal. Esses drones são difíceis de parar e ainda mais difíceis de detectar, oferecendo aos operadores uma visão de alta resolução do alvo sem emitir qualquer sinal que possa ser bloqueado.

Os drones são “imunes à interferência de comunicação e, na ausência de uma assinatura eletrônica, também é impossível descobrir o local de onde foram lançados”, escreveu Yehoshua Kalisky, pesquisador sênior do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel.

Em um vídeo do Hezbollah, produzido com alta qualidade e divulgado no domingo, o drone quadricóptero, pesando apenas alguns quilos, atinge seu alvo enquanto os soldados israelenses parecem completamente alheios à sua aproximação. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), o ataque matou o sargento Idan Fooks, de 19 anos, e feriu vários outros. O Hezbollah então lançou mais drones contra um helicóptero de resgate que chegou ao local para retirar os soldados feridos.

Os drones de fibra óptica são eficazes pela sua simplicidade: em vez de um sinal sem fio que controla o drone remotamente, o cabo de fibra óptica conecta diretamente o drone ao operador.

Os cabos de fibra óptica são muito finos e leves — praticamente invisíveis a olho nu —, e o cabo pode se estender por até 15 quilômetros ou mais, disse uma fonte militar israelense à CNN, permitindo que o operador permaneça a uma distância segura enquanto o drone transmite uma imagem nítida em primeira pessoa do alvo.

As IDF têm se apoiado em sua vantagem tecnológica para combater a guerra de drones, bloqueando os sinais e frequências usados pelos operadores para controlar os dispositivos, a fim de detê-los antes que alcancem os soldados israelenses. Mas, sem um sinal, as IDF não conseguem interferir eletronicamente no controle dos drones de fibra óptica e também enfrentam maior dificuldade para detectar o projétil que se aproxima.

“Além de barreiras físicas como redes, há pouco que pode ser feito”, disse a fonte militar israelense. “É um sistema de baixa tecnologia adaptado para guerra assimétrica.”

Os drones de fibra óptica apareceram pela primeira vez em grande número no campo de batalha na Ucrânia, onde as forças russas os utilizaram com grande eficácia, ampliando ainda mais seu alcance. A Rússia também conseguiu conectar o cabo de fibra óptica do drone a uma unidade base, que por sua vez era ligada a um operador. Essa conexão adicional afastava o operador do drone, protegendo-o e tornando-o ainda mais difícil de atingir. A capacidade russa de produzir drones — ou veículos aéreos não tripulados (VANTs) — em massa permitiu a Moscou cortar linhas de suprimento ucranianas com ataques muito além das linhas de frente.

Os alvos do Hezbollah são diferentes. Israel opera no sul do Líbano tão próximo de suas próprias bases que não há linhas de suprimento significativas a serem atingidas. Em vez disso, operadores de drones do Hezbollah têm caçado tropas israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel, dentro do alcance dessas armas.

Este é um sistema capaz que, nas mãos certas, com um operador experiente e contra uma força que não espera esse tipo de ataque, pode ser bastante eficaz”, disse Samuel Bendett, pesquisador associado do Center for New American Security. “Mesmo contra uma força que conhece essa tecnologia e toma precauções, ainda pode ser letal.”

Israel acredita que o Hezbollah importa drones civis da China ou do Irã, disse a fonte, e depois os equipa com granadas ou dispositivos explosivos semelhantes. O resultado é uma arma quase invisível e altamente precisa, que permite ao Hezbollah realizar ataques direcionados — ainda que de pequena escala — contra forças israelenses. A China já negou anteriormente fornecer armas a qualquer parte do conflito e afirma cumprir suas obrigações internacionais.

Embora limitados em termos de destruição, esses dispositivos de baixo custo são uma arma potente para o Hezbollah.

“O Hezbollah já possui um arsenal de drones bastante sofisticado”, disse Bendett à CNN. “Tem muitas pessoas experientes, com diferentes tipos de experiência em VANTs.”

Por anos, o Hezbollah contou com apoio financeiro e tecnológico do Irã para construir um vasto arsenal de foguetes e mísseis. Antes da guerra em Gaza, autoridades israelenses estimavam que o grupo possuía cerca de 150 mil foguetes, incluindo munições de longo alcance e de precisão. Mas, ao longo do conflito — devido aos ataques israelenses e ao uso desses armamentos pelo próprio Hezbollah —, autoridades israelenses avaliam que o grupo mantém hoje apenas cerca de 10% desse arsenal.

Incapaz de igualar o poder ou a tecnologia militar de Israel, a milícia apoiada pelo Irã tem recorrido à guerra assimétrica, assim como o próprio Irã fez contra os Estados Unidos e Israel.

As IDF têm respondido com o uso de redes e outras barreiras físicas — como visto na Ucrânia — para impedir que drones atinjam as tropas, mas um oficial militar israelense reconheceu que se trata de uma solução imperfeita para um problema de baixa tecnologia.

Não é infalível — não tanto quanto gostaríamos”, disse o oficial. As IDF estão trabalhando com sua diretoria de inteligência para encontrar melhores formas de combater drones de fibra óptica, acrescentou, mas o perigo permanece.

“É uma ameaça à qual ainda estamos nos adaptando”, disse o oficial. O problema se agrava quando o Hezbollah lança vários drones ao mesmo tempo, o que pode sobrecarregar sistemas que ainda não estão totalmente preparados para identificar essas ameaças.

O Hezbollah está aprendendo rápido. Eles estão tentando coordenar ataques, então é uma ameaça.”

Trump diz que EUA vão começar a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz

Trump diz que EUA vão escoltar navios por Ormuz: O que você precisa saber |  CNN Brasil

O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos vão começar a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, em uma iniciativa que ele chamou de “Projeto Liberdade”.

Trump afirmou neste domingo (3) que “países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio”, pediram aos EUA que liberassem navios “presos” no importante estreito.

Eles são meramente observadores neutros e inocentes!”, escreveu na Truth Social. “Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, dissemos a esses países que iremos guiar seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir livremente com seus negócios.”

Trump disse que os navios são de regiões que “não estão de forma alguma envolvidas” no conflito no Oriente Médio.

Este é um gesto humanitário por parte dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio, mas, em particular, do Irã”, escreveu.

Ele acrescentou que, se houver interferência no processo, essa interferência “terá de ser tratada com firmeza”.

A CNN está buscando mais detalhes junto à Casa Branca e ao Comando Central dos EUA.

A medida ocorre enquanto os impactos econômicos do fechamento do estreito continuam a aumentar, com os preços da gasolina nos Estados Unidos atingindo agora uma média de US$ 4,45.

Trump afirma que os EUA mantêm “conversas muito positivas” com o Irã

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (3) que funcionários americanos estão tendo “conversas muito positivas” com o Irã sobre possíveis passos para o fim da guerra no Oriente Médio.

Estou plenamente ciente de que meus representantes estão tendo conversas muito positivas com o país do Irã, e de que estas conversas poderiam levar a algo muito positivo para todos“, publicou Trump em sua plataforma, Truth Social.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou anteriormente que Teerã havia apresentado um plano com 14 pontos “centrado em acabar com a guerra“. As informações são da AFP.

Irã apresenta uma resposta de 14 pontos à proposta dos EUA, diz agência

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, informou no sábado (2) que o Irã apresentou uma resposta de 14 pontos a uma proposta dos Estados Unidos.

Autoridades iranianas ainda não comentaram publicamente os detalhes da resposta reportada. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que revisaria o plano em breve, mas que “não consegue imaginar que seria aceitável”.

Segundo a Tasnim, a resposta segue uma proposta americana de nove pontos e aborda temas como garantias contra agressão militar e a retirada das forças militares dos EUA da região ao redor do Irã.

A proposta iraniana foi apresentada por meio de um intermediário paquistanês e pede o “fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”, informou a Tasnim.

A resposta também inclui a liberação de ativos iranianos congelados, a remoção de sanções e solicita a criação de um “novo mecanismo para o Estreito de Ormuz”.

Trump diz estar insatisfeito com proposta do Irã e coloca acordo em dúvida

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1°) estar insatisfeito com a última proposta de negociação do Irã para encerrar a guerra e expressou dúvidas sobre a capacidade do país de aceitar um acordo.

Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que o Irã quer fazer um acordo, mas destacou não estar satisfeito com a última proposta.

Ele não especificou exatamente o que, no último documento iraniano, ele não aceitava e sugeriu que as autoridades em Teerã talvez nunca cheguem a um acordo negociado para o fim da guerra.

Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá”, afirmou o presidente, alegando que há “tremenda discórdia” entre os líderes iranianos.

A liderança está muito fragmentada. Há dois ou três grupos, talvez quatro, e é uma liderança muito fragmentada. E, dito isso, todos querem fazer um acordo, mas estão todos em desordem“, comentou.

“Estrangeiros não têm lugar no Golfo Pérsico”, diz líder supremo do Irã

Líder supremo do Irã critica presença estrangeira no Golfo Pérsico | Vero  Notícias

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira (30) que “atores estrangeiros” não têm lugar no Golfo Pérsico, exceto “nas profundezas de suas águas”, em meio a um impasse com os Estados Unidos, segundo uma mensagem divulgada pela mídia estatal.

Mais de sete semanas após ser anunciado como o novo líder supremo, na sequência do assassinato de seu pai, os iranianos ainda não viram nem ouviram Khamenei, embora ele tenha emitido diversas mensagens escritas.

“Nós e nossos vizinhos do outro lado do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã compartilhamos um destino comum, e atores estrangeiros — que vêm de milhares de quilômetros de distância com intenções gananciosas — não têm lugar aqui, exceto nas profundezas de suas águas”, afirmou ele, conforme suposta declaração.

Na mensagem, Khamenei acrescentou que o Irã entrou em um novo capítulo da “ordem regional e global”, informou a televisão estatal. Ele disse que o Irã “salvaguardaria” suas capacidades nucleares e de mísseis – pontos cruciais em qualquer acordo com os EUA.

A mensagem desta quinta-feira surge em um momento em que fontes afirmam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está se preparando para um bloqueio de longo prazo aos portos iranianos, considerando-o a principal alavanca para compelir o Irã a retomar as negociações para pôr fim à guerra.

A declaração de Khamenei também surge dias depois do secretário de Estado americano, Mark Rubio, ter afirmado que Washington tem indícios de que o aiatolá está vivo, mas questionou se ele possui “as credenciais clericais para de fato atuar como líder supremo”.

ONU alerta para degradação das condições de vida em Gaza

Gaza/AFP

A Organização das Nações Unidas alertaram para uma degradação acentuada das condições sanitárias nas tendas e outros abrigos precários na Faixa de Gaza, onde vivem nesta situação assim mais de um milhão de civis palestinos.

Segundo dados da ONU, da União Europeia e do Banco Mundial, Israel destruiu ou danificou cerca de 90% das infraestruturas de água e saneamento em Gaza, desde estações de dessalinização, poços, condutas e redes de esgotos.

Também um relatório divulgado pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF) acusa Israel de usar o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando-a do recurso essencial em uma campanha punitiva coletiva. “Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, a privação deliberada de água infligida aos palestinos faz parte integrante do genocídio perpetrado por Israel“, afirmou o documento do MSF.

Por outro lado, o governo israelense tem veementemente rejeitado as acusações de genocídio em Gaza, que se multiplicaram ao longo da guerra.

O relatório, que se baseia em dados da MSF e em testemunhos recolhidos pelo pessoal da organização, entre 2024 e 2025, defende que a instrumentalização repetida da água pelas autoridades israelenses se insere num padrão recorrente, sistemático e cumulativo.

Isto vem se somar aos assassinatos diretos de civis, à destruição de estruturas de saúde e à demolição de habitações, provocando deslocamentos massivos da população. Em conjunto, estes elementos revelam uma vontade de impor condições de vida destrutivas e desumanas aos palestinos de Gaza. As autoridades israelenses sabem que sem água a vida acaba. No entanto, destruíram sistemática e deliberadamente as infraestruturas hidráulicas em Gaza, ao mesmo tempo em que bloqueiam constantemente a entrada de equipamentos relacionados com a água“, alertou Claire San Filippo, a responsável pelas emergências no MSF.

Apesar de um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro do ano passado, dois anos após o início da guerra, Gaza continua sendo palco de violência, com Israel e o Hamas a se acusarem mutuamente de violar a trégua. As equipas da MSF documentaram disparos do exército israelense contra caminhões-cisterna claramente identificados, assim como a destruição de poços que constituíam uma fonte vital para dezenas de milhares de pessoas. “Palestinos foram feridos e mortos quando tentavam simplesmente aceder à água“, reportou San Filippo.

Fillipo ainda destacou que a escassez é tal que é simplesmente impossível fornecer quantidades suficientes à população, acrescentando que os MSF são o principal produtor e distribuidor de água potável em Gaza.
Em março de 2026, a MSF fornecia mais de 5,3 milhões de litros de água por dia, o equivalente às necessidades mínimas de mais de 407 mil pessoas, ou seja, cerca de um em cada cinco habitantes.

Mas as ordens de deslocamento impostas pelo exército de Israel impediram as equipe do MSF de ter acesso a zonas onde forneciam água a de milhares de pessoas“, denunciou a ONG, condenando também os obstáculos à entrada de material essencial relacionado com água e o saneamento em Gaza desde outubro de 2023.

Um terço dos pedidos da ONG para introduzir unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos de tratamento de água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas foram recusados ou ficaram sem resposta. As consequências são “consideráveis para a saúde, a higiene e a dignidade das populações, em particular para as mulheres e as pessoas com deficiência. Na falta de casas de banho, as populações são obrigadas a cavar buracos na areia, que transbordam e contaminam o ambiente e os lençóis freáticos. A falta de acesso à água e à higiene, combinada com condições de vida indignas, tendas superlotadas, abrigos improvisados favorece a propagação de doenças, como infecções respiratórias, doenças de pele e doenças intestinais“, alertou MSF.

Os Médicos Sem Fronteiras apelaram às autoridades israelenses para que restabeleçam imediatamente o acesso à água em níveis suficientes para os habitantes de Gaza e instou aos aliados de Israelitas a exercerem pressão para que os obstáculos à ajuda humanitária sejam eliminados.

Enquanto isso, o número de palestinos mortos em Gaza desde o início do período de cessar-fogo já chegou a 818.

Presidente dos EUA reposta montagem do Estreito de Ormuz como ‘Estreito de Trump’

Donald Trump repostou imagem do Estreito de Hormuz com nome de

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou nesta quinta-feira, 30, uma imagem gerada por inteligência artificial em que o Estreito de Ormuz aparece rebatizado como “Estreito de Trump”. Na montagem, embarcações cruzam livremente a passagem marítima com bandeiras norte-americanas.

A publicação ocorre em meio ao aumento das tensões na região. O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz tem diminuído nos últimos dois meses, em razão tanto de restrições impostas pelo Irã quanto de ações dos Estados Unidos, que incluem bloqueio naval a portos iranianos e apreensões de embarcações.

Autoridades iranianas afirmaram nesta semana que uma eventual reabertura plena da rota depende do fim do conflito em curso e de garantias de segurança para a navegação na região.

Do lado americano, segundo o The Wall Street Journal, Trump orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio naval prolongado contra o Irã. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, essa estratégia é considerada menos arriscada do que a retomada de bombardeios ou uma retirada do conflito.