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Trump descarta ataque ao Irã que estava planejado para amanhã

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiantou hoje que cancelou um ataque planejado contra o Irã na terça-feira (19), em resposta a um apelo feito por alguns líderes dos países do Golfo Pérsico. O líder norte-americano inclusive especificou que o pedido para suspender a operação militar partiu da Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, que, segundo apontou, acreditam que um acordo é possível. “Estão em curso negociações sérias“, acrescentou.

Fui solicitado a adiar o nosso ataque militar planejado contra a República Islâmica do Irã, uma vez que negociações sérias estão agora a decorrer. Na opinião destes líderes, um acordo será alcançado, que será muito aceitável para os EUA, bem como para todos os países do Oriente Médio e além. Com base no meu respeito pelos líderes acima mencionados, instruí que não realizaremos o ataque ao Irã amanhã“, escreveu na sua rede social.

O presidente norte-americano, entretanto, sublinhou que esse eventual entendimento terá uma condição central: “Este acordo incluirá, de forma importante, NENHUM ARMAMENTO NUCLEAR PARA O IRÃ!”, enfatizou.

Mas, Trump também avisou que os EUA estão prontos para lançar um ataque total e em grande escala contra o Irã a qualquer momento, caso não seja alcançado um acordo aceitável com Teerã. “Para o Irã, o tempo está se esgotando, e é melhor que aja rapidamente, caso contrário não restará nada deles”, ameaçou ainda ontem.

As negociações entre Washington e Teerã para pôr fim à guerra não avançaram desde a única rodada de conversações formal, no mês passado, em Islamabad. As partes mantêm um cessar-fogo desde o começo de abril para permitir negociações de paz, centradas, sobretudo no Estreito de Ormuz e no programa nuclear.

Por sua vez, o Irã continua a manter sob ameaça militar e bloqueio o Estreito de Ormuz, afetando os preços globais de bens petrolíferos, enquanto os EUA impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos visando asfixiar a economia do país.

Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou hoje que o governo iraniano não recuará em circunstância alguma dos seus direitos legais. “Diálogo não significa rendição. A República Islâmica do Irã entra em diálogo com dignidade, autoridade e preservando os direitos da nação e, em circunstância alguma, recuará dos direitos legais do povo e do país. Serviremos o povo com lógica e com todas as nossas forças até ao fim, e protegeremos os interesses e a honra do Irã“, disse.

Tiroteio em mesquita nos EUA deixa ao menos três mortos

A polícia responde a uma denúncia de atirador ativo no Centro Islâmico de San Diego, em San Diego, Califórnia/ZOE MEYERS / AFP

Um ataque a tiros no complexo de uma mesquita em San Diego deixou três pessoas mortas nesta segunda-feira (18), incluindo uma segurança, antes que os dois supostos atiradores tirassem a própria vida dentro de um veículo próximo, informou a polícia.

A polícia disse que as equipes de resposta de emergência resgataram as vítimas na parte externa do amplo Centro Islâmico de San Diego. Mais tarde, também encontrou mortos os dois suspeitos, que segundo os relatos seriam adolescentes.

Irã envia proposta revisada aos EUA para encerrar guerra, diz fonte

O Paquistão compartilhou com os Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, informou uma fonte paquistanesa à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (18), enquanto as negociações de paz parecem permanecer estagnadas.

Não temos muito tempo“, declarou a fonte, ao ser questionada se levaria tempo para superar as divergências, acrescentando que os dois países “continuam mudando suas metas”.

O presidente americano Donald Trump rejeitou a última resolução apresentada por Teerã, afirmando ser “totalmente inaceitável”. “Acabei de ler a resposta dos chamados “Representantes” do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL!, afirmou ele em uma publicação na Truth Social.

Proposta iraniana

A proposta que foi rejeitada por Trump, segundo uma fonte da agência estatal do Irã à CNN, exigia o fim total da guerra e garantias de que não haveria novos ataques ao país e a suspensão das sanções relacionadas à venda do petróleo por 30 dias.

O documento, também mediado pelo Paquistão, exige que os Estados Unidos paguem uma indenização pelos danos causados pela guerra e destaca a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz. O texto ainda requer a necessidade de encerrar o bloqueio naval do Irã após a assinatura de um entendimento inicial.

A proposta do Irã enviada aos Estados Unidos, segundo fontes, destaca a necessidade de encerrar totalmente a guerra, bem como garantias contra qualquer novo ataque ao país e exige a necessidade de revogar sanções da Ofac – o escritório de controle de ativos estrangeiros dos EUA – relacionadas às vendas de petróleo iraniano durante um período de 30 dias, segundo a agência estatal Tasnim.

Problemas no Estreito de Ormuz

Um alto oficial militar iraniano alertou os países que impõem sanções ao Irã de que “enfrentarão problemas” quando seus navios passarem pelo Estreito de Ormuz, segundo a mídia estatal do país.

De agora em diante, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao passar pelo Estreito de Ormuz“, disse o brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países , em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter , assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se . O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.800 morreram no território libanês desde então.

Terremoto no sul da China deixa dois mortos

Equipes de resgate caminham ao lado de um prédio que desabou após um terremoto em Liuzhou, na região de Guangxi, no sul da China/CNS/AFP

Um terremoto de 5,2 graus de magnitude sacudiu nesta segunda-feira (18) a região de Guangxi, no sul da China, provocou duas mortes e o desabamento de 13 prédios, informou a imprensa estatal.

O tremor aconteceu na cidade de Liuzhou, em Guangxi, às 0h21 da madrugada de segunda-feira (13h21 de Brasília, no domingo), informou a agência oficial de notícias Xinhua. Uma pessoa é considerada desaparecida.

A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53, e informou que os trabalhos de busca prosseguem para tentar encontrar a pessoa desaparecida.

Mais de 7.000 pessoas foram obrigadas a abandonar a área afetada pelo terremoto.

OMS declara emergência de saúde pública por surto de ebola no Congo e em Uganda

Surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, variante rara do Ebola para a qual não há vacinas aprovadas/Carl de Souza/AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de preocupação internacional, pelo surto de ebola causado por um vírus raro no Congo e em Uganda. No total, são mais de 300 casos suspeitos e pelo menos 88 mortes.

A OMS afirmou que o surto não atende aos critérios de uma emergência pandêmica como a covid-19 e aconselhou contra o fechamento de fronteiras internacionais.

Autoridades de saúde dizem que o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do Ebola para a qual não há vacinas aprovadas. Embora mais de 20 surtos de Ebola tenham ocorrido no Congo e em Uganda, esta é apenas a terceira vez que o vírus Bundibugyo é detectado.

O vírus Bundibugyo foi detectado pela primeira vez no distrito de Bundibugyo, em Uganda, durante um surto em 2007-2008 que infectou 149 pessoas e matou 37. A segunda ocorrência foi em 2012, em um surto em Isiro, no Congo, no qual foram registrados 57 casos e 29 mortes.

O Ebola é altamente contagioso e pode ser contraído por meio de fluidos corporais como vômito, sangue ou sêmen. A doença que ele causa é rara, porém grave e frequentemente fatal.

Inteligência dos EUA alerta que Cuba cogita ataque a alvos americanos

Diretor da CIA, John Ratcliffe, alertou as autoridades locais em uma viagem a Cuba/Saul Loeb/AFP

Informações de inteligência dos Estados Unidos indicam que Cuba adquiriu mais de 300 drones e começou a discutir planos para atacar a base americana na Baía de Guantánamo, navios militares dos EUA e a cidade de Key West, na Flórida, de acordo com o portal americano Axios.

Um oficial americano não identificado apontou ao site que essas informações podem se tornar um pretexto para uma ação militar dos EUA em Havana. Washington também se preocupa com a presença de militares iranianos na ilha.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, alertou as autoridades locais em uma viagem a Cuba na quinta-feira (14). O oficial americano disse que Havana precisava desmantelar seu governo para que as sanções sejam flexibilizadas.

Novas sanções contra Cuba podem ser anunciadas nesta semana, incluindo uma acusação do Departamento de Justiça contra o ex-presidente Raúl Castro, uma das principais lideranças cubanas por ter supostamente ordenado a derrubada de dois aviões de um grupo de ajuda humanitária com sede em Miami em 1996.

Drones

De acordo com informações do Axios, o regime cubano vem se reforçando com drones de ataque da Rússia e do Irã desde 2023 e os armazenou em locais estratégicos da ilha.

Autoridades americanas informaram ao site americano que Havana reforçou o arsenal de drones e equipamentos militares no último mês. Além disso, as lideranças do País estariam tentando entender os erros e acertos do Irã na guerra contra os Estados Unidos.

O governo Trump ficou mais preocupado com a compra cubana depois que o regime de Teerã foi efetivo em seus ataques de drones contra países do Golfo nos últimos meses e contribuiu para manter o Estreito de Ormuz fechado.

Oficiais americanos também estão cientes de que soldados cubanos lutaram na Rússia em sua guerra na Ucrânia e informaram as autoridades locais sobre a eficácia dos drones.

Ameaça

Washington não enxerga Cuba como uma ameaça iminente, mas avalia que as autoridades da ilha têm discutido planos de guerra com drones caso as relações entre os dois países se deteriorem.

Autoridades americanas avaliam também que Cuba não tem capacidade de fechar o Estreito da Flórida da mesma forma que o Irã paralisou a passagem estratégica de Ormuz, mas Washington não se sente confortável com a proximidade entre o território cubano e o Estado da Flórida.

Diálogo

Oficiais em Havana temem uma operação militar similar à que ocorreu em janeiro, quando os EUA capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse diversas vezes que irá “tomar Cuba“, mas destacou que os dois países estão tentando chegar a um acordo.

Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!“, disse Trump, na terça-feira (12).

Nos últimos quatro meses, Washington manteve um bloqueio quase total ao fornecimento de petróleo para a ilha, agravando significativamente as condições econômicas de sua população.

Autoridade eleitoral peruana oficializa 2º turno entre Fujimori e Sánchez

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão o segundo turno presidencial no Peru em 7 de junho/Connie France/AFP

A candidata de direita Keiko Fujimori e o político de esquerda Roberto Sánchez disputarão o segundo turno presidencial no Peru em 7 de junho, confirmou neste domingo (17) a autoridade eleitoral ao proclamar oficialmente os resultados.

A filha do ex-presidente Alberto Fujimori venceu o primeiro turno disputado no mês passado com 17,1% dos votos, seguida por Sánchez, com 12%, informou o Júri Nacional de Eleições (JNE) após concluir a apuração oficial das eleições caóticas de 12 de abril.

Os candidatos “que obtiveram as maiorias relativas” são Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, disse em entrevista coletiva Roberto Burneo, presidente do JNE.

O ultraconservador Rafael López Aliaga, com 11,9%, ficou em terceiro lugar. Sánchez o superou por apenas 21.209 votos.

O primeiro turno foi marcado por atrasos na entrega de material eleitoral em Lima, o que obrigou as autoridades a prolongarem a votação em alguns centros de votação no dia seguinte. Apesar de apontar “graves deficiências”, a missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) concedeu à eleição peruana uma aprovação plena.

Hoje estão em risco a estabilidade econômica, a democracia, a liberdade para empreender e para trabalhar (…) convoco vocês a transformar o medo e a decepção em ação e em esperança“, disse Keiko Fujimori neste domingo à imprensa após o anúncio do JNE.

López Aliaga recusou-se a reconhecer os resultados. “Impugnaremos imediatamente este grave crime de traição à pátria. Não aceitaremos resultados que são produto de fraude e corrupção“, escreveu o ex-prefeito de Lima em sua conta no X.

Campanha deve ser polarizada

A campanha para o segundo turno deve ser polarizada, com um cenário muito similar ao da eleição de 2021, entre Keiko Fujimori e o presidente de esquerda destituído Pedro Castillo (julho de 2021 a dezembro de 2022).

Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori, 50 anos, disputa a presidência. Sánchez, de 57 anos e ex-ministro de Castillo – atualmente preso -, está em sua primeira campanha pela presidência.

Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputarão a presidência em meio a uma grave instabilidade política: o Peru teve oito presidentes desde 2016. A maioria foi destituída ou renunciou antes de enfrentar o mesmo destino por denúncias de corrupção.

Sánchez inicia a campanha para o segundo turno com vários problemas na Justiça. O Ministério Público pediu cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato por supostamente ter apresentado declarações falsas ao organismo eleitoral sobre doações em outras campanhas, entre 2018 e 2020.

O Peru também enfrenta uma grave crise de segurança com o avanço do crime organizado.

Trump diz para Irã agir rápido “ou não sobrará nada deles”

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no domingo (17) que o Irã poderá sofrer consequências caso seus líderes não ajam rapidamente.

Para o Irã, o tempo está passando, e é melhor eles se mexerem, RÁPIDO, ou não sobrará nada deles. O TEMPO É ESSENCIAL!“, escreveu em publicação na rede social Truth Social.

Washington e Teerã estão há semanas em negociações mediadas pelo Paquistão para colocar um fim à guerra iniciada no final de fevereiro.

Porém, há impasses e ambos os lados não conseguem chegar a um consenso sobre suas exigências.

Os EUA exigem o fechamento do programa nuclear iraniano, cuja manutenção é uma prioridade para o regime dos aiatolás.

Enquanto isso, Trump tem reiteradamente se pronunciado contra propostas do Irã, taxando algumas delas como “inaceitáveis”, alegando que Teerã recuou em sua posição em relação ao seu programa nuclear.

Os norte-americanos também buscam a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, por onde o tráfego tem sido restrito pela Guarda Revolucionária Iraniana desde o início do conflito, afetando o comércio marítimo mundial.

As partes também têm discordâncias sobre o assunto, ao tratar do controle da via após o conflito.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que Teerã “não confia” nos Estados Unidos e só está interessada em negociar com Washington se este demonstrar seriedade.

Ucrânia lança maior ataque contra Moscou em um ano, diz mídia estatal

Ucrânia lança maior ataque contra Moscou em um ano, diz mídia estatal | CNN  Brasil

Ao menos três pessoas morreram perto de Moscou depois que a Ucrânia atacou a Rússia com mais de 550 drones durante a madrugada, informou a agência de notícias estatal russa TASS neste domingo (17), citando autoridades locais e militares.

O ataque a Moscou é “o maior em mais de um ano“, segundo a TASS, que citou informações divulgadas pelo prefeito da cidade. Ele foi feito após uma grande onda de ataques russos no início da semana contra a capital ucraniana, Kiev. A ofensiva russa matou ao menos 25 pessoas e feriu dezenas, segundo autoridades ucranianas.

Durante a madrugada deste domingo, uma mulher morreu após um drone atingir uma residência particular em Khimki, cidade a noroeste da capital russa, informou o prefeito Sergey Sobyanin, acrescentando que outra pessoa ficou presa sob os escombros.

Outros dois homens morreram em Mytishchi, a nordeste de Moscou, quando destroços de drones caíram sobre uma casa em construção, disse Sobyanin, acrescentando que um total de 12 pessoas ficaram feridas em Moscou, incluindo operários da construção civil em uma refinaria de petróleo.

O Ministério da Defesa da Rússia informou ter interceptado 556 drones ucranianos durante a noite, enquanto Sobyanin afirmou que as defesas aéreas abateram mais de 120 drones que se dirigiam para Moscou e seus arredores.

Detritos também causaram um incêndio em uma casa na vila de Subbotino, e quatro pessoas ficaram feridas quando drones danificaram vários quarteirões residenciais na cidade de Istra, no oeste do país, informou a TASS.

Alguns fragmentos de drones caíram no aeroporto Sheremetyevo, o mais movimentado da Rússia, embora não tenham sido relatados feridos ou danos, segundo o aeroporto.

A agência de notícias estatal publicou imagens de uma casa em chamas e de vários prédios de apartamentos danificados no Telegram, sem especificar a localização.

A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia lançou 287 drones durante a noite, ferindo pelo menos nove pessoas na região de Dnipropetrovsk e no distrito de Zaporizhzhia. A Rússia abateu quase todos os drones, com exceção de oito, em sete locais diferentes, acrescentou a agência.

Há pouco mais de uma semana, a Rússia realizou uma versão reduzida de seu tradicional e deslumbrante desfile militar do Dia da Vitória, após a intensificação dos ataques ucranianos em território russo, particularmente contra refinarias de petróleo.

Enquanto o ataque acontecia na manhã deste domingo, o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia publicou uma mensagem em sua conta oficial no Telegram, dirigida aos moradores de Patriarcado, um dos bairros residenciais de elite de Moscou.

A passagem só de ida para uma vida pacífica em Patriarcado e arredores foi cancelada“, pontuou.

Trump anuncia acordos comerciais ‘fantásticos’ durante visita à China

Presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a China nesta sexta-feira (15), depois de ter conseguido, segundo suas próprias palavras, acordos comerciais “fantásticos” e uma oferta de ajuda de seu homólogo Xi Jinping para desbloquear o Estreito de Ormuz.

O avião presidencial Air Force One decolou do Aeroporto Internacional de Pequim-Capital às 14h40 locais (3h40 de Brasília) com destino a Washington, após uma breve cerimônia de despedida.

O magnata republicano teve dois dias de reuniões com Xi, com o objetivo de alcançar acordos econômicos em setores como agricultura, aviação e inteligência artificial (IA), além de avançar em questões geopolíticas delicadas, como a guerra no Oriente Médio ou Taiwan.

Apesar de um tom mais moderado por parte do líder chinês, Trump afirmou que a visita a Pequim, a primeira de um presidente americano ao país asiático em quase uma década, obteve “resultados muito bons”.

Fechamos acordos comerciais fantásticos, ótimos para os dois países“, comemorou, enquanto Xi o acompanhava pelos jardins de Zhongnanhai, o complexo central do governo chinês ao lado da Cidade Proibida em Pequim.

Resolvemos muitos problemas diferentes que outras pessoas não teriam sido capazes de solucionar”, acrescentou Trump, sem revelar detalhes.

Por sua vez, Xi afirmou que foi uma “visita histórica” e que as partes estabeleceram “uma nova relação bilateral, que é uma relação de estabilidade estratégica construtiva”.

Ele prometeu enviar sementes a Trump para o ‘Rose Garden’ da Casa Branca.

“Ajuda” em Ormuz

Em uma entrevista ao canal Fox News após o primeiro dia da visita, Trump disse que Xi aceitou vários pontos da lista de reivindicações dos Estados Unidos.

Sobre a guerra no Irã, o presidente americano afirmou que Xi assegurou que a China não estava se preparando para ajudar militarmente Teerã, que mantém o Estreito de Ormuz bloqueado na prática, uma via crucial para o tráfego mundial de hidrocarbonetos.

Disse que não vai entregar equipamento militar (…) afirmou com muita firmeza“, declarou Trump.

Ele gostaria de ver o Estreito de Ormuz aberto e disse: ‘Se eu puder ser de qualquer ajuda, de qualquer forma, gostaria de ajudar‘”, acrescentou Trump.

Ao ser questionado se os dois presidentes haviam discutido o conflito com o Irã, o Ministério das Relações Exteriores da China publicou um comunicado nesta sexta-feira em que pede “um cessar-fogo abrangente e duradouro” no Oriente Médio.

As rotas de navegação devem ser reabertas o mais rápido possível em resposta aos apelos da comunidade internacional“, acrescenta a nota.

Política sobre Taiwan “não mudou”

Os cordiais apertos de mãos e toda a pompa de quinta-feira foram ofuscados por um alerta contundente de Xi sobre um ponto de tensão geopolítica muito mais antigo: Taiwan, uma ilha de regime democrático que Pequim reivindica como parte de seu território.

Pouco depois do início das reuniões, a imprensa estatal chinesa informou que o líder asiático disse a Trump que uma administração equivocada da questão poderia levar os dois países a um “conflito”.

A entrevista à Fox News não abordou Taiwan e Trump não fez comentários aos jornalistas quando foi questionado sobre o tema na quinta-feira.

O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em uma entrevista à NBC que “a política dos Estados Unidos sobre a questão de Taiwan não mudou (…) a partir da reunião”.

Pequim levantou a questão, disse. “Nós sempre deixamos clara nossa posição e passamos para outros temas”, acrescentou.

Taipé agradeceu a Washington nesta sexta-feira “por expressar repetidamente seu apoio“.

Boeing, soja e petróleo

Trump não detalhou os acordos comerciais que, segundo ele, foram firmados com a China.

Na entrevista à Fox News, no entanto, Trump afirmou que um grande acordo comercial fechado envolveu Xi concordando com a compra de “200 grandes” aviões da Boeing.

As ações da empresa americana de aviação caíram após os comentários de Trump, em um sinal de que o mercado esperava uma compra mais robusta por parte da China.

O presidente disse que Pequim também expressou interesse em adquirir petróleo e soja dos Estados Unidos.

A China, que é a principal cliente do petróleo iraniano, comprou pequenas quantidades de petróleo dos Estados Unidos antes de Trump impor tarifas elevadas no ano passado.

Desde então, o país reduziu drasticamente as compras de soja americana, recorrendo ao Brasil.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse ao canal CNBC que Trump e Xi também discutiram o estabelecimento de “barreiras de segurança” para o uso da inteligência artificial.

JD Vance garante que EUA mantêm progressos nas negociações com o Irã

Vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance/foto: Jim Watson/AFP

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que acredita que a via diplomática ainda é possível e que estão sendo feitos progressos no sentido de pôr fim à guerra no Irã. Vance indicou que está em contato com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais da Casa Branca nas negociações com Teerã, assim como com aliados norte-americanos no Oriente Médio.

No entanto, sublinhou que o acesso a armas nucleares aos iranianos é uma linha vermelha para Washington. “Penso que fizemos muitos progressos desde que deixamos o Paquistão, mas fizemos mais desde então. A questão fundamental é: estamos fazendo progressos suficientes para satisfazer a linha vermelha do presidente? E a linha vermelha é muito simples. Ele precisa ter a certeza que implementamos uma série de proteções para que o Irã nunca venha a ter uma arma nuclear. É essa a questão. Vamos atingir esse limiar ou não?”, declarou.

JD Vance disse que o objetivo é poder encarar o povo americano e dizer com confiança que não precisarão se preocupar se este regime tão perigoso terá acesso às armas mais perigosas do mundo. “Há muitas maneiras de alcançar esse objetivo. O presidente nos lançou numa via diplomática por agora e é nisso que estou concentrado”, acrescentou.

O vice-presidente também defendeu Donald Trump após a sua fala de que não estava preocupado com a situação financeira do povo norte-americano e o aumento dos preços da gasolina. “Bem, não acho que o presidente tenha dito isso. Acho que é uma deturpação das suas palavras. Mas, claro, tanto o presidente como eu, e toda a equipe, estamos preocupados com a situação financeira do nosso povo”, argumentou.

Já os presidentes da China e dos EUA defenderam nesta quinta-feira (14), na cúpula bilateral que decorre em Pequim entre as duas autoridades e as delegações de ambos os países, a reabertura do Estreito de Ormuz sem taxas e que o Irã não tenha armas nucleares. Trump anunciou que o líder chinês Xi Jinping se ofereceu para ajudar a resolver o conflito entre os EUA e o Irã, e também prometeu não enviar equipamento militar para o regime.

Enquanto isso, Washington e Teerã se encontram num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, porém as divergências estão num impasse e impedem a realização de uma segunda reunião em Islamabad, que acolheu o primeiro encontro direto após o cessar-fogo em 08 de abril, que foi, entretanto prorrogado por tempo indeterminado.

Em relação a mais recente proposta iraniana, Trump a classificou de inaceitável e comparou ainda o cessar-fogo em vigor a um paciente em estado crítico. Na sua resposta a última proposta norte-americana, o Irã exigiu o fim imediato das hostilidades na região, incluindo no Líbano, onde os ataques entre Israel e o grupo Hezbollah pró-iraniano continuam apesar da frágil trégua. Além da suspensão ao bloqueio naval dos EUA aos seus portos e o desbloqueio dos ativos iranianos detidos no estrangeiro.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, rota essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás da região, e os recentes ataques e apreensões de navios iranianos na zona por parte das forças norte-americanas foram alguns dos motivos apontados por Teerã para não participar por enquanto de futuras negociações no Paquistão, dado que avalia estas ações como uma violação do cessar-fogo. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, chegou a indicar que não há alternativa para o fim da guerra senão a aceitação da proposta de Teerã por parte de Washington.

Por sua vez, o canal CNN internacional revelou que Israel receia que Trump faça ‘mau acordo’ com o Irã e deixe objetivos de guerra por cumprir. Para Tel Aviv, a guerra estará incompleta se for alcançado um acordo que deixe o programa nuclear iraniano parcialmente intacto, ignorando questões como os mísseis balísticos ou o apoio a grupos regionais aliados, o que é considerado um problema grave pelo governo israelense.

Uma fonte do alto escalão israelense reportou a CNN que Tel Aviv tenta influenciar a situação tanto quanto possível. “A principal preocupação é que Trump se canse das negociações e chegue a um acordo, qualquer acordo, com concessões de última hora”, adiantou a fonte. As fontes israelenses ouvidas pela CNN enfatizam ainda que um acordo parcial vai aliviar a pressão econômica sobre o Irã, proporcionar um fluxo de dinheiro e estabilizar o regime ao qual o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quer que acabe.

Segundo a mídia, a Casa Branca já garantiu a Israel que a questão do estoque de urânio enriquecido iraniano será abordada num acordo.

Por outro lado, Teerã fez ameaças após a divulgação da viagem de Netanyahu aos Emirados Árabes Unidos. “Netanyahu revelou agora publicamente o que os serviços de segurança iranianos já tinham confirmado há algum tempo. Inimizade com o grande povo do Irã é uma aposta insensata. Conluio com Israel a este respeito: imperdoável. Aqueles que se aliam a Israel para semear a discórdia serão responsabilizados“, avisou Abbas Araghchi, Ministro das Relações Exteriores iraniano.

O gabinete de Netanyahu anunciou que o premiê visitou secretamente os Emirados durante a ofensiva de Israel e dos EUA contra o Irã, tendo sido recebido pelo presidente, o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan.

Em contrapartida, o governo dos Emirados desmentiu as informações sobre uma alegada visita de Netanyahu aos Emirados ou a recepção de qualquer delegação militar israelense no país.

Israel e Líbano retomam hoje negociações para o fim da guerra

Fumaça subindo do local do bombardeio israelense que teve como alvo a vila de Tair Harfa, no Líbano/Kawnat HAJU/AFP

A partir desta quinta-feira (14), em Washington, os representantes de Israel e o Líbano se reúnem novamente para tratativas do fim da guerra. A retomada das conversações ocorre a poucos dias do fim de um acordo de cessar-fogo, enquanto as forças israelenses e o grupo xiita Hezbollah, pró-iraniano, prosseguem com a troca de ataques e se acusam mutuamente de violações da trégua.

O encontro na capital dos Estados Unidos será o terceiro entre as autoridades israelenses e libanesas, com a mediação do Secretario de Estados norte-americano, Marco Rubio. Beirute pediu aos EUA, na segunda-feira, que pressionem Tel Aviv para suspender os ataques aéreos antes do início das negociações diretas

No último, a 23 de abril, também nos EUA, o presidente Donald Trump anunciou uma prorrogação de três semanas da trégua e expressou a esperança de uma aproximação histórica entre os dois vizinhos do Oriente Médio.

Mas, o Hezbollah se opõe a estas conversações e o líder, Naim Qassem, ameaçou recentemente que ia tornar os confrontos num inferno para Israel.

Além do mais, a situação é descrita pelos analistas internacionais como um “cessar-fogo fictício” devido às violações diárias e uma guerra praticamente aberta entre as duas partes, assim como a ocupação militar israelense no sul do Líbano e as constantes ordens de evacuação aos residentes, que evidenciam a falta de uma interrupção real e concreta. Os militares estão estacionados da fronteira entre os dois países até 10 quilômetros dentro do território libanês. O governo israelense alega que o objetivo é realizar uma operação similar à realizada na Faixa de Gaza, onde a maior parte das edificações foi destruída e Israel mantém uma zona tampão em 59% do território que segue ocupado.

Hoje mesmo o exército de Israel comunicou mais uma vez novos ataques contra o Hezbollah no sul do território libanês, após ter ordenado a evacuação de oito cidades.

Segundo autoridades libanesas, mais 10 pessoas foram hoje mortas em ataques aéreos israelenses no sul do país, elevando o número de mortos do dia para pelo menos 22. O Ministério da Saúde libanês informou que entre as vítimas estão crianças e mulheres.

Após mais um dia de violência, o número total de vítimas desde o início do conflito chegou a 2.896 mortos e 8.824 feridos, de acordo com dados do Centro de Operações de Emergência libanês. O Ministério da Saúde do Líbano reportou que cerca de 400 mortes aconteceram desde o cessar-fogo, além da destruição significativa de estruturas civis e a deslocação em massa de uma parte da população. As Nações Unidas também alertou que o país vive uma grave crise humanitária.

‘Crise de proporções ainda incalculáveis’: como a imprensa internacional noticiou conversa de Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Flavio Bolsonaro — Foto: REUTERS via BBC

A imprensa internacional destacou a notícia sobre a conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Na quarta-feira (13), o senador admitiu ter pedido a Vorcaro dinheiro para custear as gravações de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo reportagem do portal The Intercept Brasil, o valor negociado teria chegado a US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025.

Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio enviou mensagens a Vorcaro cobrando a liberação dos recursos. Vorcaro está preso sob acusação de comandar fraudes bilionárias no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada.

O jornal argentino La Nacion destacou a crise em uma reportagem intitulada “Revelado que Flávio Bolsonaro recebeu milhões de um banqueiro preso por fraude para produzir um filme sobre seu pai”.

Uma crise de proporções ainda incalculáveis abala a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, principal candidato da oposição à Presidência do Brasil, e ameaça reconfigurar o cenário político a menos de cinco meses das eleições“, afirma a reportagem do jornal argentino.

O La Nacion afirma que o episódio “não só coloca o parlamentar potencialmente na mira do sistema judiciário, como também questiona seu discurso de transparência justamente quando as pesquisas refletem empate com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa das eleições presidenciais“.

A crise para o bolsonarismo está se aprofundando porque o escândalo parece ser apenas a ponta de um iceberg muito maior“, disse o jornal, citando a investigação noticiada na semana passada sobre o senador Ciro Nogueira, aliado dos Bolsonaros.

O jornal analisa também o potencial impacto da notícia sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

“Diante desse cenário, os apoiadores de Bolsonaro podem considerar um candidato alternativo, embora a sucessão presidencial seja complexa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que era o favorito dos mercados financeiros, está descartado da corrida presidencial de 2026, pois o prazo legal para deixar o cargo e concorrer à Presidência já expirou“, diz o jornal.

Isso deixa a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como o Plano B mais visível em termos de intenções de voto, apesar de seu relacionamento com os filhos de Jair Bolsonaro ser descrito como ‘péssimo’.

O jornal The Washington Post destacou uma reportagem da agência de notícias Associated Press que diz que Flávio Bolsonaro “nega ter cometido qualquer irregularidade após pedir milhões a banqueiro“.

Horas antes de suas mensagens para o banqueiro se tornarem públicas, o senador Bolsonaro disse a jornalistas em Brasília que não tinha nenhuma ligação com Vorcaro. Ele havia feito o mesmo em março, depois que a imprensa brasileira noticiou que seu número havia sido encontrado em um dos celulares de Vorcaro apreendidos pela Polícia Federal“, diz a reportagem.

A agência de notícias Reuters destacou a queda nos mercados financeiros no Brasil com a notícia do áudio de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. Segundo a agência, a notícia leva pessoas no mercado “a especular que isso poderia influenciar o resultado de uma acirrada disputa presidencial”.

A moeda brasileira caiu mais de 2%, fechando acima de R$ 5 por dólar pela primeira vez neste mês, enquanto o índice de referência da bolsa de valores, o Ibovespa, fechou em queda de 1,8%“, diz a Reuters.

Os supostos vínculos entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro poderiam prejudicar as ambições presidenciais do senador, que, segundo as pesquisas, está praticamente empatado com o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário simulado de segundo turno.”

A agência de notícias Bloomberg também destacou a queda dos mercados no Brasil: “Real brasileiro desaba após reportagem ligando [Flávio] Bolsonaro a escândalo bancário”.

Xi alerta Trump sobre Taiwan durante reunião em Pequim

Presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ AFP

O presidente da China, Xi Jinping, advertiu nesta quinta-feira (14) seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, que uma gestão inadequada da questão de Taiwan poderia empurrar os dois países na direção de um “conflito”, em uma declaração contundente no início da reunião de cúpula em Pequim.

Trump começou o encontro com elogios ao anfitrião, que chamou de “grande líder” e “amigo“, antes de declarar que os dois países terão “um futuro fantástico juntos”.

Contudo, para além da pompa com que recebeu o presidente americano, Xi adotou um tom menos efusivo e afirmou que os países “deveriam ser parceiros, não rivais”, ao destacar desde o primeiro momento a situação de Taiwan, uma ilha autônoma e de regime democrático que Pequim reivindica como parte de seu território.

A questão de Taiwan é o tema mais importante nas relações entre China e Estados Unidos“, disse Xi, segundo declarações divulgadas pela imprensa estatal chinesa pouco depois do início do encontro.

Se for mal administrada, as duas nações podem ter um choque ou, inclusive, entrar em conflito, o que empurraria toda a relação entre China e Estados Unidos para uma situação muito perigosa“, acrescentou durante a reunião, que durou quase duas horas e 15 minutos.

A viagem de Trump a Pequim é a primeira de um presidente americano ao país asiático em quase uma década. A grande recepção contrasta com uma série de tensões comerciais e geopolíticas ainda sem solução entre as duas potências.

Xi recebeu Trump com um aperto de mão diante do Grande Salão do Povo, na Praça Tiananmen (Paz Celestial), o centro nervoso do poder comunista na capital, decorado com tapete vermelho e com as cores da China e dos Estados Unidos.

Aparentemente satisfeito com a cerimônia, Trump disse que “a relação entre China e Estados Unidos será melhor do que nunca”.

“A cooperação beneficia as duas partes, enquanto o confronto prejudica ambas”, enfatizou, por sua vez, Xi.

A relação bilateral enfrentou momentos difíceis após a visita anterior de Trump em 2017, já que os dois países passaram grande parte de 2025 envolvidos em uma guerra comercial e em desacordo sobre muitos temas globais importantes.

“Linguagem direta”

A questão de Taiwan é um dos assuntos mais delicados entre os dois países ao longo dos anos. Embora o governo dos Estados Unidos reconheça apenas a China, o país tem uma lei que obriga Washington a fornecer armas de defesa para Taiwan.

A China prometeu reunificar Taiwan com o território continental e não descarta a possibilidade de recorrer à força para alcançar o objetivo, em um contexto de crescente pressão militar sobre a ilha nos últimos anos.

Após os comentários de Xi nesta quinta-feira, Taipé classificou a China como o “único risco” para a paz regional e insistiu que “a parte americana tem reafirmado repetidamente seu apoio claro e firme” ao território.

Adam Ni, editor do boletim China Neican, disse à AFP que, embora a “linguagem direta” observada nesta quinta-feira não seja incomum na política externa chinesa, é algo inusitado da parte de Xi.

Xi quer deixar isso muito claro (…). Ele acredita que a questão de Taiwan é o potencial barril de pólvora entre as duas superpotências“, acrescentou.

Irã ofusca a visita

A guerra no Irã, que obrigou Trump a adiar sua viagem à China, inicialmente programada para março, é outro tema delicado.

Antes do encontro, o presidente americano afirmou que esperava manter uma “longa conversa” com Xi sobre o Irã, que vende a maior parte de seu petróleo para a China, apesar da ameaça de sanções de Washington.

O presidente americano, no entanto, insistiu que não precisava de “nenhuma ajuda” de Pequim.

Ainda assim, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, historicamente um crítico ferrenho da China, disse que Washington esperava convencer Pequim a “desempenhar um papel mais ativo“.

Trump também espera assinar acordos comerciais em áreas como agricultura, aviação e outros setores.

Executivos de grandes empresas integram a delegação americana, entre eles Jensen Huang, da Nvidia, e Elon Musk, da Tesla.

Xi prometeu à delegação de executivos que “a China abrirá cada vez mais suas portas para o mundo exterior” e que as empresas americanas seriam beneficiadas por “perspectivas ainda mais promissoras“.

Após a reunião durante a manhã de quinta-feira, os dois presidentes fizeram uma pausa e seguiram para o Templo do Céu, Patrimônio da Humanidade, onde os imperadores da China costumavam pedir boas colheitas.

França barra desembarque de cruzeiro e investiga sintomas de passageiros

Imagens recentes do navio de cruzeiro Ambition, que foi barrado de desembarcar na França devido à suspeita de surto de gastroenterite

Autoridades do sudoeste da França impediram o desembarque de passageiros e tripulantes de um navio de cruzeiro em Bordéus nesta quarta-feira (13). A medida é uma precaução, após dezenas de casos de possível gastroenterite a bordo.

De toda forma, a autoridade sanitária regional afirmou que não há motivos para relacionar esse possível surto de gripe estomacal com os casos de hantavírus no luxuoso navio Hondius.

Essa embarcação, chamada Ambition, partiu de Belfast e Liverpool. Já o Hondius fazia a rota entre a Argentina e as Ilhas Canárias.

A proibição de desembarque de passageiros é temporária e aguarda o resultado dos exames médicos.

Um passageiro britânico de 92 anos faleceu a bordo deste navio, mas foi devido a uma parada cardíaca durante uma escala em Brest, em 11 de maio. Essa morte não parece estar relacionada ao surto gastrointestinal neste momento, informou a Prefeitura de Gironde.

O navio transportava 1.233 passageiros, a maioria cidadãos britânicos ou irlandeses, e 514 tripulantes. Um passageiro era de nacionalidade francesa.

A operadora da embarcação, a Ambassador Cruise Line, afirmou em uma publicação no Facebook que protocolos reforçados de higiene e prevenção foram imediatamente implementados a bordo da embarcação.

Assim que a liberação for concedida, os passageiros poderão desembarcar“, informou a empresa.

Doença comum em cruzeiros

Doenças gastrointestinais são comuns em navios de cruzeiro. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos já relataram dois surtos de E. coli e dois surtos de norovírus em navios de cruzeiro este ano.

A gastroenterite é uma gripe estomacal. Os principais sintomas incluem vômitos e diarreia. É altamente contagiosa, mas geralmente não tem consequências graves, embora às vezes possa levar a sintomas mais severos, incluindo desidratação.

Ela é muito diferente do hantavírus, que tem alta taxa de letalidade, mas se transmite de pessoa para pessoa apenas em casos raros e requer contato próximo.