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Trump chega à China para cúpula com Xi Jinping

O presidente dos EUA, Donald Trump, desembarca do Air Force One acompanhado pela chefe de protocolo da Casa Branca, Monica Crowley (à direita), e escoltado pelo vice-presidente da China, Han Zheng, ao chegar ao Aeroporto Internacional de Pequim/Brendan SMIALOWSKI/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Pequim nesta quarta-feira (13), a bordo do avião oficial, o Air Force One, para uma aguardada cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio a tensões envolvendo comércio, Taiwan, inteligência artificial (IA) e a guerra entre Israel, EUA e Irã.

Trump afirmou que pretende priorizar as discussões comerciais e buscar acordos para ampliar compras chinesas de alimentos e aeronaves americanas. Washington também quer iniciar negociações para criar um “Conselho de Comércio” bilateral, em uma tentativa de evitar nova escalada da guerra tarifária iniciada no ano passado, quando tarifas americanas levaram Pequim a restringir exportações de minerais de terras raras.

A visita ocorre enquanto o conflito com o Irã pressiona a popularidade de Trump e eleva os preços globais de energia após o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar disso, o republicano minimizou o tema e disse que o Irã “está sob controle”. Trump também quer discutir um eventual acordo nuclear envolvendo EUA, China e Rússia.

Taiwan deve ser outro ponto central do encontro. Pequim critica o pacote de US$ 11 bilhões em armas aprovado pelos EUA para a ilha, considerada pela China parte de seu território. O jornal oficial chinês Peoples Daily afirmou que Taiwan é a “primeira linha vermelha” nas relações bilaterais.

Antes da chegada do presidente americano, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reuniu-se na Coreia do Sul com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, para tratar de comércio e economia.

Trump viaja à China acompanhado de executivos de grandes empresas americanas, incluindo Elon Musk (Tesla e SpaceX), Tim Cook (Apple), Jensen Huang (Nvidia) e Kelly Ortberg (Boeing), além de CEOs de da BlackRock, Blackstone, Cargill, Citigroup, Coherent, GE Aerospace, Goldman Sachs, Illumina, Mastercard, Meta, Micron, Qualcomm e Visa.

UE estuda possibilidade de estender missão naval ao Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Giuseppe Cacace/AFP/Getty Images

A União Europeia poderá estender ao Estreito de Ormuz sua missão naval no Mar Vermelho, embora apenas após o fim da guerra no Oriente Médio, indicou nesta terçafeira (12) a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

A operação Aspides já dá uma contribuição essencial para a proteção dos navios no Mar Vermelho, mas suas atividades podem ser ampliadas ao Estreito” de Ormuz, declarou à imprensa ao término de uma reunião de ministros da Defesa da UE.

Vários países, acrescentou, indicam estar dispostos a contribuir para o reforço da missão.

A Aspides, que inclui três navios militares, foi lançada em 2024 para proteger os navios comerciais dos ataques dos rebeldes huthis.

Pressionados por Donald Trump a se envolverem na guerra que desencadeou junto com Israel contra o Irã, os europeus tentam responder às suas exigências de assistência sem entrar diretamente em um conflito que, segundo afirmam, “não é deles”.

França e Reino Unido impulsionam uma coalizão de voluntários para garantir a segurança desse estreito, por onde transita um quinto do petróleo produzido no mundo, embora somente depois de restabelecida a paz.

A ideia é permitir uma coordenação entre a missão Aspides e a que será lançada por essa coalizão, detalharam fontes diplomáticas europeias.

Diplomacia brasileira indica falta de diálogo da UE sobre as importações e espera reverter a decisão do bloco

Embaixador do Brasil junto da União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva/Roque de Sá/Agência Senado

O embaixador do Brasil junto da União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, classificou como muito negativa a exclusão do país da lista europeia de exportadores autorizados de animais e produtos de origem animal.

Faltou um diálogo mais fluido por parte da União Europeia. Recebo essa notícia como uma surpresa. Eu gostaria que o diálogo com o bloco europeu tivesse sido mais frequente e mais fluído. Não é uma boa notícia e esperamos reverter isso”, declarou na coletiva com a imprensa internacional.

Mas, o diplomata já adiantou que amanhã (13) se reunirá com autoridades da UE da área de saúde animal, na qual espera receber esclarecimentos sobre a decisão anunciada hoje pelo bloco econômico. De acordo com Costa e Silva, a questão não estaria diretamente relacionada ao uso de antibióticos, mas à necessidade do Brasil apresentar provas de que possui sistemas de segregação e controle na produção destinada ao mercado europeu.

Ao ser questionado sobre se exigências sanitárias europeias poderiam funcionar como barreiras protecionistas contra produtos brasileiros, o embaixador apontou que medidas sanitárias e fitossanitárias são legítimas e fazem parte do direito de todos os países. “O problema surge quando as exigências não são proporcionais, não são razoáveis. Aí, sim, pode se configurar uma medida protecionista“, argumentou.

O diplomata ainda defendeu um diálogo “mais fluido” entre Brasil e União Europeia, assegurando que existe uma visão distorcida sobre a qualidade dos produtos brasileiros e sobre os impactos ambientais da agropecuária nacional. Costa e Silva acrescentou que o Brasil publicou recentemente uma portaria para proibir o uso de antibióticos na produção animal, tema que deverá ser detalhado posteriormente por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária do país.

O embaixador também criticou a narrativa de agricultores europeus e de alguns países-membros da União Europeia de que o Brasil não cumpre padrões sanitários e ambientais exigidos pelo bloco europeu. “Se o Brasil está no mercado europeu e se o país é o maior fornecedor do mercado europeu de produtos agropecuários, é porque nós cumprimos e temos qualidade. E, depois, me incomoda profundamente a narrativa de que os nossos produtos são de qualidade inferior, mas isso é uma coisa do lobby agrícola europeu e de quem está associado ao lobby agrícola europeu“, afirmou.

Hezbollah recusa se desarmar e promete inferno a Israel

Chefe do Hezbollah, Naim Qassem/Al-Manar/AFP Photo

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou hoje que o Líbano discuta o desarmamento do grupo libanês pró-iraniano com Israel e ameaçou transformar o conflito com o exército israelense num inferno.

As armas e a Resistência não dizem respeito a ninguém fora do Líbano. É uma questão interna libanesa que não faz parte das negociações com o inimigo. Não nos renderemos e transformaremos a batalha num inferno para Israel“, frisou Qassem numa mensagem direcionada aos militantes do grupo.

A declaração do dirigente surge num momento em que os representantes do governo de Beirute e Tel Aviv deverão realizar uma nova rodada de negociações diretas em Washington, na próxima quinta-feira (14) e sexta-feira (15). Os Estados Unidos atuam como mediador, no entanto o Hezbollah não faz parte das conversações e o Líbano não participa militarmente do conflito. Enquanto isso, o regime de Teerã e seu grupo aliado no Líbano querem que as negociações sejam entre Washington e Irã.

O conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano vive um cenário de altíssima tensão, com relatos de ataques mútuos e frequentes, apesar do cessar-fogo teoricamente em vigor desde o dia 17 de abril, com acusações de ambos os lados de violar a trégua.

A situação é descrita pelos analistas internacionais como um “cessar-fogo fictício” devido às violações diárias e uma guerra praticamente aberta entre as duas partes, além da ocupação militar israelense no sul do Líbano e as constantes ordens de evacuação aos residentes, que evidenciam a ausência de uma cessação real e concreta. Os militares estão estacionados da fronteira entre os dois países até 10 quilômetros dentro do território libanês. O governo israelense diz que o objetivo é realizar uma operação similar à realizada na Faixa de Gaza, onde a maior parte das edificações foi destruída e Israel mantém uma zona tampão em 59% do território que segue ocupado.

Já a Agência Nacional de Informação do Líbano anunciou nesta terça-feira (12) que mais seis pessoas morreram em um bombardeio israelense contra a localidade de Kfar Dounin, no sul do país, registrado na segunda-feira (11). Desde a madrugada de hoje, a força aérea de Israel realizou ofensivas em diferentes áreas do sul do Líbano e ainda na cidade de Sohmor, no leste.

O Ministério da Saúde libanês já reportou milhares de feridos e mortos, que inclui muitas mulheres e crianças, desde o início da guerra, sendo que quase 400 aconteceram a partir do cessar-fogo, além da destruição significativa de estruturas civis e a deslocação em massa de uma parte da população. As Nações Unidas também alertou que o país vive uma grave crise humanitária.

Por sua vez, o exército de Israel informou recentemente que drones explosivos lançados pelo Hezbollah caíram no norte do seu território, que causou a morte de soldado e deixou outro gravemente ferido.

Atlas: 67,8% acreditam que ataques dos EUA podem elevar risco de terrorismo

Fumaça é vista após série de ataques em Teerã, Irã, em 1º de março de 2026

A maioria dos americanos acredita que os ataques dos EUA contra o Irã podem aumentar o risco de futuros atentados terroristas contra cidadãos americanos, aponta a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (12).

Segundo o levantamento, 67,8% dos entrevistados afirmaram que a ofensiva eleva as chances de ataques terroristas no futuro. Outros 11,5% disseram que as ações militares diminuem esse risco, enquanto 11,2% acreditam que os ataques não têm efeito sobre a ameaça terrorista.

Além disso, 9,5% afirmaram não saber responder.

Desenvolvimento nuclear

A pesquisa também perguntou aos entrevistados como os ataques americanos impactam a motivação do Irã para desenvolver armas nucleares.

Nesse cenário, 58,5% disseram acreditar que as ações dos EUA aumentam a motivação iraniana para avançar em um programa nuclear.

Outros 18% afirmaram que os ataques diminuem esse interesse, enquanto 13% consideram que eles não possuem impacto.

Já 10,5% disseram não saber opinar sobre o tema.

O levantamento ouviu 2.069 adultos americanos entre os dias 4 e 7 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Hezbollah lança novos ataques contra Israel

Ataques na fronteira entre o Líbano e Israel/AFP

Nesta segunda-feira (11), o grupo xiita libanês Hezbollah afirmou que lançou três ataques contra as forças israelenses em duas zonas do sul do Líbano, escalando mais a tensão no frágil cessar-fogo em vigor desde o mês passado.

As Forças de Defesa de Israel confirmaram a ofensiva do grupo e já retaliaram.

Enquanto isso, os líderes do Líbano apelaram hoje aos Estados Unidos para pressionarem o governo de Tel Aviv a cessar os bombardeios que acontecem contra várias regiões do país, que continuam apesar da trégua.

Segundo o exército de Israel, os ataques de hoje ocorreram após a morte de um soldado israelense num ataque com um drone perto da fronteira com o Líbano, no domingo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram ainda que diversos soldados ficaram feridos com os lançamentos de drones nos últimos dias pelo grupo libanês, que conta com o apoio do Irã.

O Hezbollah também divulgou ontem o vídeo com as imagens de um drone que atacou uma unidade do Domo de Ferro, no norte de Israel. “O incidente terminou sem qualquer impacto na funcionalidade do sistema ou nas capacidades de intercepção“, comunicou as Forças de Defesa de Israel (FDI).

O vídeo, gravado na quinta-feira passada, mostra o drone sobrevoando o campo, antes de ir em direção a uma unidade de mísseis pertencente ao famoso sistema israelense de defesa aérea antimíssil de curto alcance. A unidade é protegida por uma barreira de betão, mas o drone se aproximou por um lado desprotegido. O vídeo corta no momento em que o drone parece atingir a unidade.

Durante anos, o famoso Domo de Ferro provou ser incrivelmente eficaz na intercepção de foguetes lançados em maior altitude pelo Hamas e pelo Hezbollah. O sistema, além disso, é capaz de interceptar granadas de morteiro. Entretanto, têm demonstrado ser vulnerável a ameaças que se aproximam abaixo do radar, como os drones explosivos que o Hezbollah tem usado cada vez mais. Alguns dos drones do grupo inclusive utilizam cabos de fibra ótica com ligação direta para evitar bloqueios ou interferências.

Recentemente, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu afirmou ter um projeto especial para lidar com a ameaça dos drones. “Vai demorar algum tempo, mas estamos tratando disso“, adiantou.

Trump diz que o cessar-fogo com o Irã está por um fio

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu hoje a resposta iraniana à proposta norte-americana como estúpida e avançou que o cessar-fogo se encontra em estado crítico. Na semana passada, Trump reiterou que a trégua entre os EUA e o Irã continuava em vigor, apesar de algumas violações entre ambos os lados, no entanto agora admitiu que está por um fio.

O cessar-fogo está em estado crítico, como quando o médico entra e diz: ‘Senhor, o seu ente querido tem exatamente 1% de hipóteses de sobreviver. Diria que está no ponto mais frágil agora, depois de ler aquele lixo que nos enviaram, que ainda nem acabei de ler“, afirmou.

Trump já tinha havia dito que a resposta do governo iraniano a mais recente proposta dos EUA para terminar a guerra no Oriente Médio era totalmente inaceitável, mas agora a classificou como estúpida. “É uma proposta estúpida e ninguém a aceitaria”, enfatizou, acrescentando que ele tem o melhor plano para acabar com o conflito.

É um plano muito simples: o Irã não pode ter uma arma nuclear”, explicou, afirmando que Teerã não inclui esta cláusula na resposta enviada a Washington.

O presidente norte-americano acusou, por isso, o Irã de não estar cumprindo o acordo que permitira aos EUA retirar o estoque de urânio enriquecido. “Fizeram há dois dias. Mas mudaram de ideia porque não incluíram isso no documento” apontou.

Nas negociações que antecederam esta proposta, Trump assegurou que Teerã informou através do mediador Paquistão, que iria renunciar ao seu urânio enriquecido, mas que os EUA teriam de ir lá e retirá-lo. “Disseram-me, primeiro, que receberia o urânio, mas que teria de removê-lo”, disse Trump sobre o urânio enterrado sob as instalações nucleares que os EUA atacaram no ano passado. “O local foi tão destruído que só um ou dois países no mundo o poderiam recuperar”, completou.

Apesar destas discussões, Trump alega no momento que o Irã não incluiu este acordo na sua última proposta enviada aos EUA. “Eles simplesmente não conseguem chegar lá. Eles concordam conosco e depois voltam atrás”, declarou, chamando os líderes iranianos de lunáticos.

Há os moderados e há os lunáticos. E acho que os moderados são mais respeitosos. Os lunáticos querem lutar até ao fim. Os moderados estão ansiosos por fechar um acordo. E depois há os lunáticos, e penso que têm um pouco de medo dos lunáticos“, denunciou.

Após a Casa Branca ter apresentado uma proposta com o objetivo de reabrir as negociações, Teerã divulgou, no domingo, uma resposta focada no fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, onde Israel, aliado dos EUA, luta contra militantes do grupo xiita libanês Hezbollah, apoiados pelo Irã.

O Irã exigiu ainda uma indenização pelos danos de guerra, ressaltou a sua soberania sobre o Estreito de Ormuz e instou os EUA a interromperem o bloqueio naval da rota marítima, garantindo que não deve haver mais ataques, além de suspender as sanções e a proibição da venda de petróleo iraniano.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciou que os Estados Unidos continuam a fazer exigências irracionais e defendeu que a resposta do seu governo à proposta americana não foi excessiva.

França confirma positivo para hantavírus em cidadã que estava em cruzeiro

Uma passageira francesa que estava no cruzeiro atingido por um surto de hantavírus testou positivo para o vírus e seu estado de saúde está se deteriorando, disse a ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, nesta segunda-feira (11).

A passageira está entre os cinco franceses que estavam no navio. Os outros quatro passageiros testaram negativo, mas serão retestados, disse ela à rádio France Inter, acrescentando que, até o momento, as autoridades francesas rastrearam 22 casos de contato.

O fundamental é agir desde o início e quebrar as cadeias de transmissão do vírus. É isso que estamos fazendo com o primeiro-ministro, principalmente com um decreto publicado hoje que nos permitirá reforçar as medidas de isolamento para casos de contato e proteger a população“, afirmou ela.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu realizará uma reunião sobre a crise do hantavírus ainda nesta segunda-feira (11).

Questionada se a França tinha máscaras e testes suficientes para lidar com uma possível crise, Rist respondeu: “Sim, a França está preparada.”

OMS confirma sete casos de hantavírus andino em passageiros de cruzeiro

Pelo menos sete casos do hantavírus andino foram confirmados entre os passageiros do cruzeiro atingido por um surto do vírus, informou a OSM (Organização Mundial da Saúde) nesta segunda-feira (11).

A agência atualizou seu número total de casos relatados para nove nesta segunda-feira, disse um porta-voz da OMS por e-mail, após a França informar que uma passageira francesa retirada do MV Hondius testou positivo para o vírus.

Outros dois, dos nove casos, são suspeitos de serem hantavírus, incluindo a pessoa que se acredita ter sido a primeira infectada no surto. Ela morreu antes de poder ser testada. No total, três pessoas morreram no surto, informou a OMS.

Apesar do hantavírus ser transmitido, sobretudo, pela interação de humanos com as secreções de roedores, a cepa andina do hantavírus é a única variante conhecida que pode se espalhar por meio de contato próximo e prolongado entre humanos.

Ela é encontrada principalmente na Argentina (de onde partiu o navio) e no Chile.

O que é hantavírus?

O hantavírus pertence a uma família de vírus que causa duas doenças: uma que afeta principalmente os pulmões e outra que ataca os rins. A primeira recebe mais atenção por apresentar uma alta taxa de letalidade, de cerca de 40%. A síndrome pulmonar por hantavírus, a doença respiratória, é mais comumente encontrada nas Américas do Norte e do Sul. A pianista Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman, morreu de síndrome pulmonar por hantavírus no Novo México em 2025, conforme resultados da autópsia.

Sintomas

A hantavirose geralmente começa com sintomas semelhantes aos da gripe, como fadiga e febre, de uma a oito semanas após a exposição, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA). De quatro a dez dias depois, surgem tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões. O diagnóstico nas primeiras 72 horas de infecção é difícil, diz o CDC, portanto os sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum.

Tratamento

Não existe uma terapia específica para a infecção por hantavírus, por isso o tratamento foca em cuidados de suporte, incluindo repouso e hidratação. Os pacientes podem precisar de suporte respiratório, como o uso de ventiladores.

Prevenção

Especialistas afirmam que a exposição ao hantavírus pode ser minimizada ao afastar e eliminar roedores de áreas onde há presença humana. Evite usar aspirador de pó ou varrer excrementos secos, o que pode transformar o vírus em aerossol (partículas que flutuam no ar).

Repatriados 94 passageiros e tripulantes de navio afetado por hantavírus

O navio de cruzeiro MV Hondius chega ao porto de Granadilla de Abona após ter sido afetado por um surto de hantavírus, em Tenerife. — Foto: Reuters/Hannah McKay

Noventa e quatro dos cerca de 150 passageiros e tripulantes do Hondius, o cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, iniciaram neste domingo (10) seu retorno para casa a partir da ilha espanhola de Tenerife.

A operação de repatriação entra em seu segundo e último dia na segunda-feira, quando partirão os dois últimos voos e o navio zarpará rumo aos Países Baixos.

94 pessoas desembarcaram, de 19 nacionalidades. A operação transcorreu com total normalidade, com total segurança“, disse a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, ao fim das operações de domingo no porto de Granadilla de Abona.

A única nota preocupante do dia foram “os sintomas” apresentados por um dos franceses evacuados, segundo informou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

A repatriação foi realizada de avião a partir do aeroporto de Tenerife Sul e por nacionalidades, 23 no total; começou com os espanhóis e estava previsto que terminasse com os americanos.

Nesse intervalo, partiram voos para França, Países Baixos – que levou um passageiro argentino e um tripulante guatemalteco, os dois latino-americanos do navio -, Canadá, Irlanda, Turquia e Reino Unido.

Os britânicos aterrissaram neste domingo em Manchester e devem permanecer em quarentena por até 72 horas perto de Liverpool.

Na segunda-feira decolarão os dois últimos voos: um australiano e outro holandês, país de bandeira do navio, que levará os últimos removidos do navio.

As 19h (15h de Brasília) de segunda é o horário limite estabelecido para que o Hondius deixe o porto de Granadilla de Abona com destino aos Países Baixos, levando cerca de 30 tripulantes.

Ambiente no navio “não era preocupante”

Durante este primeiro dia, marcado por um amplo esquema sanitário e logístico, dezenas de passageiros desembarcaram em pequenos grupos do navio, ancorado nesse porto industrial, e foram transportados em lanchas até terra antes de seguirem para o aeroporto.

“Se tudo continuar conforme o previsto (…) às 19h de segunda-feira o navio zarpará rumo aos Países Baixos”, sua base, declarou a diretora da Proteção Civil, Virginia Barcones.

O argentino repatriado Carlo Ferello minimizou a gravidade da situação vivida a bordo. O ambiente não era “preocupante, na verdade“, afirmou ao canal TN, ao destacar que, após os primeiros contágios, “não apareceram mais casos“.

Eu estava sozinho (…), não tinha muito contato. A vida seguiu de maneira bastante normal“, acrescentou esse engenheiro aposentado, que cumprirá quarentena nos Países Baixos.

O primeiro grupo a deixar o cruzeiro foi o dos 14 espanhóis, transportados ao aeroporto em ônibus especiais da Unidade Militar de Emergências (UME), adaptados com separação sanitária.

Após serem desinfectados e trocarem seus trajes de proteção, eles voaram para Madri e foram internados em um hospital militar para cumprir quarentena.

“Exemplaridade e eficácia”

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, presente em Tenerife, destacou a cooperação entre os países e reiterou que “o risco atual para a saúde pública continua sendo baixo”.

Segundo as autoridades sanitárias, os passageiros permanecem majoritariamente assintomáticos, embora tenham sido classificados como “contatos de alto risco” e devam cumprir quarentena ao chegarem ao destino.

Com exceção dos americanos, que não serão necessariamente colocados em quarentena, uma decisão que envolve riscos, avaliou o diretor-geral da OMS.

“Isso não é covid”, justificou Jay Bhattacharya, diretor interino dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, pedindo à população que mantenha a calma.

O último balanço da OMS contabiliza seis casos confirmados entre oito suspeitos, incluindo três mortos – dois passageiros holandeses e uma alemã – por esse vírus raro, para o qual não existe vacina.

O Hondius, que havia partido em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, permanece ancorado sem atracar, a pedido das autoridades regionais das Ilhas Canárias, que manifestaram rejeição à operação por motivos de segurança sanitária.

No entanto, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a operação, destacando que a Espanha “responderá com exemplaridade e eficácia” em uma crise que volta a colocar o país sob atenção internacional.

“Ninguém no Irã elabora planos para agradar Trump”, diz fonte à agência

Presidente dos EUA, Donald Trump, em evento na Casa Branca em Washington, EUA, em 6 de maio de 2026

Uma fonte disse à Tasnim, a agência estatal de notícias do Irã, que ninguém no país elabora planos para agradar Trump, acrescentando que a resposta do Republicano “não tem importância alguma”.

A declaração acontece depois que o presidente americano usou sua rede social – a Truth Social – para dizer, sem fornecer detalhes, que a proposta enviada hoje pelo Irã “é inaceitável”.

Segundo a fonte, a equipe de negociação deve apenas fazer planos para os direitos da nação iraniana e que se o presidente dos EUA não está satisfeito com a resposta do Irã, “isso é naturalmente melhor”.

Trump chama resposta do Irã à proposta dos EUA de ‘totalmente inaceitável’

Donald Trump em entrevista coletiva após tiroteio em hotel onde era anfitrião de evento/Mandel NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “totalmente inaceitável” a resposta enviada pelo Irã à proposta americana de cessar-fogo e negociação apresentada por Washington em meio à escalada de tensão no Oriente Médio.

Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei – TOTALMENTE INACEITÁVEL!“, escreveu Trump em publicação na plataforma Truth Social

A declaração marca um endurecimento do discurso da Casa Branca após dias de expectativa sobre a posição iraniana diante da proposta dos EUA, encaminhada com mediação do Paquistão.

Segundo o The Wall Street Journal, Teerã rejeitou pontos centrais defendidos por Washington, especialmente ligados ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.

A agência iraniana Tasnim informou que a proposta do Irã prevê a suspensão das sanções dos EUA sobre as vendas de petróleo iraniano por 30 dias e o texto proposto pelo Irã destaca a necessidade de encerrar o bloqueio naval após a assinatura de um acordo preliminar.

Passageiros de cruzeiro com surto de hantavírus estão assintomáticos; OMS diz que não é Covid

Recipiente usado para diagnosticar o hantavírus andino/ Handout / ARGENTINE HEALTH MINISTRY / AFP

Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus “não é a Covid” e que o risco para a população de Tenerife é “baixo” devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema”, afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é “legítima”, especialmente porque o “trauma” da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife “confie” no que está sendo informado pelas autoridades.

Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que “todos os passageiros continuam assintomáticos”.

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação. Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local). Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

Irã enviou resposta à proposta dos EUA por meio do Paquistão, segundo mídia estatal

População durante manifestação a favor do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei/Foto: ATTA KENARE/AFP

O Irã enviou sua resposta à proposta dos Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio por meio do Paquistão, informou neste domingo (10) a agência estatal iraniana.

A República Islâmica do Irã enviou hoje, por meio de um mediador paquistanês, sua resposta ao último texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra“, informou a agência oficial de notícias Irna, sem dar mais detalhes.

A agência destacou que a resposta do Irã à proposta americana se concentra em “pôr fim à guerra e garantir a segurança marítima” no Golfo e no Estreito de Ormuz.

Esse anúncio ocorreu depois que, ao longo do dia, vários drones atingiram diferentes áreas do Golfo e um deles atingiu um cargueiro que se dirigia ao Catar; ataques que minam a trégua em vigor desde 8 de abril.

Além disso, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu os Estados Unidos contra qualquer ataque a embarcações nas águas do Golfo e afirmou que a moderação do Irã chegou ao fim.

Nossa moderação terminou a partir de hoje. Qualquer ataque contra nossas embarcações desencadeará uma resposta iraniana forte e decisiva contra navios e bases americanas“, escreveu Ebrahim Rezaei em uma publicação no X.

A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, provocou represálias de Teerã em vários países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma rota comercial estratégica por onde passa um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás liquefeito.

A guerra causou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e desestabiliza a economia mundial devido à alta dos preços da energia.

Kim Jong-un diz que dá “prioridade máxima” a parceria com Rússia

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, reafirmou neste sábado (9) o compromisso de seu país com o tratado de defesa mútua com a Rússia, em uma mensagem ao presidente Vladimir Putin parabenizando a Rússia pelo aniversário da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Kim reiterou a posição de Pyongyang de “dar prioridade máxima” à sua parceria com Moscou e seu compromisso com “o cumprimento das obrigações do tratado interestatal“, segundo a emissora estatal KRT.

A Rússia e a Coreia do Norte assinaram em 2024 um “Tratado de Parceria Estratégica Abrangente” durante uma visita de Putin a Pyongyang. O pacto inclui uma cláusula de defesa mútua.

A Rússia realizou neste sábado (9) o seu desfile do Dia da Vitória mais discreto em anos, devido à ameaça de ataque da Ucrânia, onde a vitória das forças de Moscou tem se mostrado difícil de alcançar, mesmo após mais de quatro anos do conflito europeu mais sangrento desde a Segunda Guerra Mundial.

Tropas norte-coreanas, que lutaram contra ucranianos na região russa de Kursk, também participaram do desfile.