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Biden demonstrou caráter, dignidade e ética ao desistir, diz Lula


Para Lula, o presidente norte-americano é "exemplo" para todos os governantes  (foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a elogiar, nesta quarta-feira (31/07), a desistência do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de concorrer à reeleição. Segundo o petista, Biden demonstrou gostar muito do seu povo ao tomar a decisão, além de caráter, dignidade e ética.

Para Lula, o presidente norte-americano é “exemplo” para todos os governantes. Ele disse ainda que conversou bastante com Biden sobre as eleições na Venezuela, com a vitória de Nicolás Maduro e cercada por acusações de fraude. Os dois líderes conversaram ontem (30) por telefone.

“Um homem, para tomar a atitude que o Biden tomou, de desistir de ser candidato a poucos meses da eleição em função de algum problema que só ele sabe o que tem, não sou eu, é preciso ter muito caráter, muita dignidade, ser muito ético e gostar muito do seu povo”, discursou Lula durante evento com brigadistas em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

O chefe do Executivo esteve na cidade para acompanhar ações de combate aos incêndios no Pantanal e sancionar a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. “Foi o que ele fez. E isso é um modelo de exemplo de todo mundo que governa. A gente tem que fazer as coisas pensando sempre nos outros”, afirmou ainda.

Biden desistiu da corrida eleitoral após críticas em relação à sua idade avançada e ao seu estado de saúde. A candidata atual é sua vice, Kamala Harris. O presidente Lula disse ainda que conversou bastante com o norte-americano sobre as eleições na Venezuela.

Biden pediu telefonema com Lula

A ligação entre Lula e Biden na terça-feira (30) durou cerca de 30 minutos, e foi marcada a pedido do governo dos EUA. O presidente brasileiro estava no Palácio da Alvorada, acompanhado do chanceler Mauro Vieira. Os dois chefes de Estado reforçaram o pedido para que o governo de Maduro libere as atas de votação, para que o resultado das urnas seja aferido.

Biden também elogiou a atuação de Lula junto à Venezuela. O petista, por sua vez, reforçou o convite para que o americano participe da cúpula do G20, em janeiro, no Rio de Janeiro.

Trump ataca Kamala Harris e sugere que democrata usa sua identidade negra por razões políticas

Em novo ataque, Trump acusa Harris de explorar raça - Último momento -  Ansa.it

Donald Trump atacou, nesta quarta-feira (31), a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, por sua identidade racial. O candidato republicano sugeriu que a democrata, que deve enfrentá-lo nas eleições presidenciais de novembro, usa sua identidade negra por razões políticas.

“Ela é indiana ou negra? Ela era indiana por completo e, de repente, deu uma guinada e se tornou uma pessoa negra”, disse Trump na convenção da Associação Nacional de Jornalistas Negros.

A mãe de Harris é indiana e o pai é negro.

Depois da declaração, a Casa Branca se pronunciou e classificou os comentários de Trump sobre a identidade racial da vice-presidente como ofensivos.

“O que ele acabou de dizer é repulsivo. É um insulto”, disse a secretária de imprensa, Karine Jean-Pierre.

Donald Trump é o primeiro republicano a aceitar o convite da Associação Nacional de Jornalistas Negros para seu encontro anual desde que George W. Bush discursou em uma conferência que eles coorganizaram em 2004.

Segundo a Reuters, alguns membros contestaram a participação do candidato dizendo que o grupo não deveria oferecer uma plataforma a Trump, que já denegriu o trabalho de jornalistas negros e também usou linguagem racista na campanha eleitoral. Houve protesto na porta do evento, em Chicago.

Trump anuncia que voltará a local onde sofreu atentado para novo comício eleitoral

Donald Trump participa de comício em Michigan — Foto: GloboNews/Reprodução

O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (26) que voltará ao local onde sofreu um atentado para um novo comício, ainda sem data definida. Trump foi atingido na orelha por um tiro de fuzil AR-15 enquanto discursava em comício eleitoral em Butler, na Pensilvânia, em 13 de julho.

“Eu vou voltar para Butler, Pensilvânia, para um grande e belíssimo comício, honrando a alma do nosso amado herói dos bombeiros, Corey, e aquelas bravas patriotas feridos duas semanas atrás. Que dia será — lute, lute, lute! Fique atento para mais detalhes”, disse Trump em publicação no Truth Social.

Trump discursava no comício no dia 13 de julho quando ele foi atingido de raspão na orelha por um tiro de fuzil AR-15, disparado por um atirador que estava em um telhado a pouco mais de 100 metros do ex-presidente.

Em seu primeiro discurso após o atentado, na Convenção Nacional Republicana, Trump disse que não estaria vivo se não tivesse “mexido a cabeça no último instante”.

O atirador é Thomas Matthew Crooks, de 20 anos. Ele foi morto logo após efetuar os disparos. Três espectadores do comício foram atingidos: um deles morreu e outros dois ficaram feridos. Saiba quem é Thomas Matthew Crooks.

O histórico do atirador indicam que ele tentou entrar na equipe de tiro da escola, mas foi rejeitado porque não era um bom atirador. Uma outra pessoa que estudou no mesmo colégio que Crooks afirmou que ele era vítima de bullying na escola e ficava sozinho na hora do lanche.

O FBI está investigando o caso, que é considerado como a falha mais significativa do Serviço Secreto em décadas. O Serviço Secreto dos EUA tem como função proteger a vida de presidentes e ex-presidentes. A diretora da agência, Kimberly Cheatle, renunciou ao cargo após pressão de políticos democratas e republicanos.

Michelle e Barack Obama unem forças em campanha de Kamala Harris


A vice-presidente, de 59 anos, tem garantida a nomeação até a convenção do Partido Democrata, prevista para começar em 19 de agosto em Chicago (norte) (fotos: Jim Watson / AFP/Getty Images / AFP/Getty Images e SCOTT OLSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Barack e Michelle Obama uniram forças com Kamala Harris em sua candidatura para as eleições de novembro nos Estados Unidos contra o republicano Donald Trump, que reluta em participar de um debate com ela até que seja oficialmente nomeada pelo Partido Democrata.

“Esta semana, Michelle e eu ligamos para nossa amiga Kamala Harris. Dissemos que achamos que ela será uma fantástica presidente dos Estados Unidos e que tem todo o nosso apoio”, afirmou o ex-presidente Barack Obama em uma mensagem na rede social X, após permanecer em silêncio por vários dias.

Na manhã desta sexta-feira (26), o apoio também veio dos Jogos Olímpicos de Paris, com a lenda do atletismo americano Allyson Felix, que afirmou que uma vitória de Harris em novembro “seria monumental”.

A vice-presidente, de 59 anos, tem garantida a nomeação até a convenção do Partido Democrata, prevista para começar em 19 de agosto em Chicago (norte).

Desde que o presidente Joe Biden, de 81 anos, se retirou da corrida pela reeleição, segundo ele para “defender a democracia” e dar espaço a “vozes jovens”, Harris se tornou a grande esperança dos democratas.

A candidatura de Kamala é uma preocupação para Donald Trump, de 78 anos, que foi forçado a recalibrar sua campanha, muito centrada na idade de Biden.

A equipe de campanha da ex-senadora e ex-procuradora da Califórnia descreve agora seu rival como um “delinquente de 78 anos”, que foi condenado criminalmente em maio e tem outros processos judiciais pendentes.

A queda de Biden foi acelerada após seu desempenho desastroso em um debate em junho com Trump, que agora lança dúvidas sobre se participará de um previsto para 10 de setembro na emissora ABC.

“Tem medo”

O porta-voz de Trump, Steven Cheung, afirmou que era “inapropriado” programar este debate, já que a Kamala ainda não é formalmente a candidata democrata.

Pete Buttigieg, secretário de Transporte dos Estados Unidos e um importante defensor da campanha de Harris, zombou de Trump por ser “incapaz de se adaptar”.

“Isso demonstra que ele tem medo. Mostra que ele sabe que, se os dois estiverem juntos em um palco, não acabará bem para ele”, disse Buttigieg à MSNBC.

Há uma semana, um Trump cheio de confiança foi coroado na convenção republicana, poucos dias após ser ferido em uma tentativa de assassinato.

Mas as últimas pesquisas apontam que o bilionário está empatado com Kamala Harris, acostumada a quebrar barreiras. Negra e de ascendência sul-asiática, ela é a primeira mulher vice-presidente dos Estados Unidos.

A democrata o acusa de querer retirar as “liberdades” conquistadas com muito esforço, como o direito ao aborto, e ele a chama de “lunática radical de esquerda” e alega, sem motivo, que Kamala é a favor da “execução” de bebês recém-nascidos.

Trump recebeu nesta sexta-feira o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em sua residência na Flórida.

Se ganharmos, será muito simples. Tudo será resolvido e muito rápido”, garantiu o ex-presidente republicano.

“Agora estamos mais perto de uma terceira guerra mundial do que em qualquer outro momento desde a Segunda Guerra Mundial (…) porque pessoas incompetentes estão dirigindo nosso país”, afirmou.

Na véspera, Netanyahu se encontrou na Casa Branca com Biden, mas também com Kamala Harris, que lhe advertiu que não ficará calada “diante do sofrimento” em Gaza, onde Israel trava uma guerra contra o Hamas após o ataque sem precedentes do grupo islamista palestino em 7 de outubro.

Obama manifesta apoio a Kamala Harris: ‘Será uma presidente fantástica’

Kamala Harris e Barack Obama se abraçam durante evento na Casa Branca em abril de 2022 — Foto: Carolyn Kaster/AP

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama manifestou publicamente seu apoio à pré-candidatura de Kamala Harris à Casa Branca, nesta sexta-feira (26). A atual vice-presidente norte-americana se tornou o provável novo nome do partido Democrata para disputar a presidência após o presidente Joe Biden desistir de concorrer à reeleição.

A eleição norte-americana está marcada para 5 de novembro. Pelo lado do Partido Republicano, o nome escolhido para a disputa foi o do ex-presidente Donald Trump.

Apesar de Kamala ser a provável indicada, ela deve disputar a nomeação com o senador Sherrod Brown – o candidato oficial será definido em uma convenção em Chicago, marcada para 19 de agosto.

Obama e Kamala publicaram nesta manhã o mesmo vídeo em seus perfis na rede social X (antigo Twitter). A gravação mostra a pré-candidata recebendo uma ligação de Obama e sua esposa, Michelle. Vale lembrar que Biden também publicou um vídeo em que mostra um telefonema para convidar Kamala para ser sua vice nas eleições de 2020.

No vídeo divulgado nesta sexta, a ex-primeira-dama chama a possível candidata dos democratas de “minha garota, Kamala” e afirma estar orgulhosa dela. “Isso será histórico”, diz Michelle no vídeo. Kamala respondeu dizendo que o apoio e a amizade deles significa muito.

“Nós ligamos para dizer que Michelle e eu não poderíamos estar mais orgulhosos em apoiar você e vamos fazer tudo o que nós pudermos para que você passe por essa eleição, e chegue ao Salão Oval (gabinete do presidente dos EUA)”, declarou Barack Obama.

Ele também sugeriu, em seu post no X, que a conversa entre os dois teria acontecido há alguns dias, e que teriam afirmado à Kamala que ela seria “uma presidente dos EUA fantástica”.

Essa foi a primeira vez que Obama apoiou Kamala publicamente. Porém, segundo a agência de notícias Reuters, ele já havia expressado total apreço pelo nome dela no particular – tanto que ambos mantinham contatos regulares toda semana.

As agências de notícias especulavam que a demora em fazer uma declaração pública se deu porque o ex-presidente tem uma forte amizade com Joe Biden, e o apoio poderia abalar a relação dos dois, a depender de como fosse feita.

De todo modo, existia uma expectativa do apoio porque Kamala já teria o número suficiente de delegados para ser nomeada a candidata à Casa Branca. De acordo com o levantamento realizado pela Associated Press, no começo desta semana, ela alcançou a marca de 2.579 delegados — são necessários 1.976 para a nomeação.

Os delegados representam a vontade dos membros do Partido Democrata durante as primárias – nome dado a votação interna para decidir quem será o nome oficial que concorrerá com Trump.

De todo modo, o candidato republicano já escolheu Kamala indiretamente como sua adversária oficial, já que os dois tiveram diversos momentos de embate nesta semana. Com o senador Sherrod Brown, Trump não chegou a ter embates com afinco.

Cresce a troca de acusações entre Kamala Harris e Donald Trump

Kamala Harris e Donald Trump  (foto: Patrick T. Fallon, Brendan SMIALOWSKI / AFP)

As tensões entre Kamala Harris e Donald Trump estão crescendo. A vice-presidente acusou o republicano de arrastar os Estados Unidos para um “passado obscuro” e ele afirmou que os democratas largaram Joe Biden e, em seu lugar, ficou ela, “lunática” e “mentirosa”.

O programa dos republicanos “é um passado obscuro”, disse Harris à Federação Americana de Professores, reunida em Houston, estado do Texas.

Trump e seus aliados extremistas querem levar nossa nação de volta a políticas econômicas fracassadas, à luta contra os sindicatos, à volta das isenções fiscais para os bilionários“, acrescentou a candidata democrata, que deve ser oficialmente indicada na convenção do partido em agosto.

A ex-senadora e ex-procuradora defendeu os sindicatos, que “ajudaram a construir a classe média americana”. Os democratas, disse ela, querem educação e saúde para todos e apoiam o controle de armas e o direito ao aborto.

A troca de acusações entre Kamala Harris e Donald Trump incendeia a campanha eleitoral.

Apoio latino

“Nós queremos banir armas de assalto e eles querem banir livros”, declarou Harris.

A democrata publicou nesta quinta seu primeiro vídeo de campanha, no qual clama por “liberdade”. Como trilha sonora, usou a canção “Freedom” (Liberdade), de Beyoncé, que raramente cede suas músicas

E ganhou outro apoio importante, o da sindicalista, feminista e ambientalista Dolores Huerta, muito influente entre os eleitores hispânicos.

“Donald Trump representa um grave perigo para as causas pelas quais lutei durante toda a minha vida. Mas Kamala Harris acredita, tal como eu, que os Estados Unidos são tão grandes quanto as oportunidades que criamos e as liberdades que proporcionamos a cada americano”, diz Huerta em um comunicado.

Assim, Dolores entra para uma longa lista de grupos e congressistas latinos que apostam na vice-presidente.

Por sua vez, Trump, que adora colocar apelidos, a chama de “Kamala, a mentirosa”.

Em declarações à Fox News, afirmou que a ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi e o ex-presidente Barack Obama conspiraram nos bastidores contra Biden e o derrubaram.

Pareciam gentis na televisão apoiando Biden, disse o republicano, “mas nos bastidores […] foram brutais” com ele. “Estavam tentando dar um golpe de Estado”, declarou.

Joe Biden explicou na quarta a seus compatriotas que desistiu de se candidatar a um segundo mandato pela “defesa da democracia” e para dar lugar a “vozes jovens”, após semanas de pressão dos democratas devido a dúvidas sobre seu estado físico e sua agilidade mental.

‘Tias dos gatos’

O republicano, de 78 anos, agora centra seus ataques em Harris e diz que ela é “pior” que Biden.

Na noite de quarta-feira, em um discurso antiaborto durante um comício na Carolina do Norte, ele a acusou até mesmo de defender a “execução de bebês”.

Seu companheiro de chapa, J.D. Vance, foi criticado nesta quinta pela atriz Jennifer Aniston, por ter falado de “tias dos gatos sem filhos, solitárias e infelizes”, referindo-se ao fato de Harris não ter filhos.

A atriz de Friends, que reconheceu publicamente ter vivido um calvário tentando engravidar, respondeu ao senador no Instagram: “De verdade, não posso acreditar que isso venha de um potencial vice-presidente dos Estados Unidos.”

Vários republicanos, como o presidente da Câmara Mike Johnson, pediram nesta semana aos membros do partido que se concentrem na trajetória política de Harris, e não em seu gênero ou cor de pele, informou a imprensa americana.

Trump tem 48% das intenções de voto; Kamala Harris, 46%, diz pesquisa NYT/Siena College

Donald Trump (esquerda) e Kamala Harris (direita)

O candidato presidencial republicano, Donald Trump, está empatado dentro da margem de erro com a vice-presidente democrata dos Estados Unidos, Kamala Harris, por 48% a 46%, em uma pesquisa do New York Times/Siena College. O levantamento foi feito com eleitores registrados, realizado de 22 a 24 de julho e publicado nesta quinta-feira (25).

A pesquisa com 1.142 eleitores registrados em todo o país teve margem de erro de 3,3 pontos percentuais.

Pesquisas indicam disputa acirrada entre Trump e Harris

Pesquisas eleitorais recentes indicam uma disputa acirrada entre Donald Trump e Kamala Harris em um possível embate pela Presidência dos Estados Unidos, de acordo com um levantamento do jornal Washington Post.

Há cenários em que a democrata tem mais intenções de voto, e, mesmo nos que o republicano tem maior porcentagem, a diferença não ultrapassa a margem de erro.

Levantamento da CNN também mostra embate próximo

Uma nova pesquisa da CNN, conduzida pela SSRS, indica um empate técnico entre Kamala Harris e Donald Trump em intenções de voto para as eleições presidenciais de 2024.

O levantamento mostra Trump com 49% das intenções entre eleitores registrados, e Kamala com 46%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Essa é uma disputa mais acirrada do que o confronto entre Joe Biden e Donald Trump, segundo a pesquisa anterior da CNN.

Durante comício, Trump chama Kamala Harris de “lunática radical de esquerda”

Candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump  (foto: BILL PUGLIANO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Donald Trump lançou uma série de ataques contra a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, nesta quarta-feira (24), chamando-a de “lunática radical de esquerda” em seu primeiro comício desde que ela se tornou a candidata de fato do Partido Democrata para as eleições de novembro.

Em um discurso afirmando que ela era a favor da “execução” de bebês devido à sua posição sobre o aborto, o ex-presidente e candidato republicano disse: “Ela é uma lunática radical de esquerda que destruirá nosso país.”

“Não vamos deixar isso acontecer”, disse o ex-presidente à multidão na Carolina do Norte.

O discurso de Trump ocorre enquanto Harris, de 59 anos, inicia a campanha armada com o endosso do presidente Joe Biden – após sua decisão histórica no fim de semana de não buscar a reeleição.

O republicano de 78 anos atacou repetidamente Biden por sua idade, mas agora foi forçado a mudar de foco, já que ele se tornou o candidato mais velho da história.

Trump chamou Harris de “a força motriz ultraliberal por trás de cada catástrofe de Biden”.

Ele afirmou que ela queria “abortos no oitavo e nono mês de gravidez”, bem como “até o nascimento e até mesmo após o nascimento, a execução de um bebê”.

Dizendo que os chefes do Partido Democrata estavam por trás da decisão de Biden de se retirar, ele acusou Harris de encobrir a “incapacidade mental” de Biden.

Mais cedo, nesta quarta-feira, a Casa Branca negou ter encoberto qualquer possível declínio na saúde de Biden antes de sua decisão de abandonar a corrida eleitoral.

A candidatura de Harris despertou entusiasmo entre os democratas após semanas de turbulência em torno de Biden, que enfrentou pressão após um desempenho desastroso no debate contra Trump no mês passado.

“Desisti da corrida presidencial para unir meu partido”, diz Biden em pronunciamento

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden  (foto: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira (24) que há espaço para novas vozes no país, no que pode ser seu último discurso à nação do Salão Oval.

“Há um tempo e um lugar para longos anos de experiência na vida pública. Também há um tempo e um lugar para novas vozes, vozes frescas, sim, vozes jovens“, disse, acrescentando que abandonou a corrida por um segundo mandato para “unir” o Partido Democrata.

O presidente democrata escolheu o horário nobre, às 20h00 locais (21h00 de Brasília), para falar do escritório presidencial sobre uma das maiores convulsões políticas da história moderna do país.

Após semanas de incerteza e enfraquecido por dúvidas sobre sua saúde mental, o octogenário anunciou há alguns dias que renunciava a se candidatar a um segundo mandato e apoiou sua vice-presidente, Kamala Harris, para defender as cores do Partido Democrata contra o republicano Donald Trump.

Líderes do Partido Republicano pedem aos colegas que evitem ataques racistas e sexistas contra Kamala Harris

Kamala durante comício no Wisconsin, nesta terça-feira (23). — Foto: Vincent Alban/Reuters

Líderes do Partido Republicano se reuniram nesta terça-feira (23), na Câmara dos Estados Unidos, para debater sobre as mudanças causadas pela saída de Joe Biden da corrida eleitoral e a melhor forma de ajudar a campanha republicana contra a nova rival, Kamala Harris.

Segundo a Associated Press, a portas fechadas, o presidente do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Richard Hudson, pediu aos colegas que continuem criticando a vice-presidente por seu papel nas políticas do atual governo, mas alertou contra ataques abertamente racistas e sexistas.

“Esta eleição será sobre políticas, e não personalidades. Isso não é pessoal em relação a Kamala Harris, e sua etnia ou gênero não têm nada a ver com isso”, disse o presidente da Câmara, Mike Johnson, aos repórteres após a reunião.

Vídeo de Vance criticando Harris por não ter filhos ressurge

A orientação ocorreu no mesmo dia em que um vídeo de 2021, de uma entrevista do senador J.D Vance à Fox News, ressurgiu e começou a circular nas redes. Nele, o candidato à vice-presidência na chapa de Donald Trump, critica Kamala Harris por não ter tido filhos.

“Nós somos efetivamente comandados nesse país por democratas, um bando de mulheres com gatos e sem filhos que são infelizes com suas vidas e com as escolhas que fizeram e querem tornar o resto do país infeliz também”, afirmou Vance.

Hillary Clinton, ex-primeira dama e adversária de Trump nas eleições de 2016, repostou o vídeo no X e ironizou:

“Que cara normal e como qualquer outro, que certamente não odeia que as mulheres tenham liberdade”.

Kamala Harris se tornou madrasta de dois adolescentes quando se casou com o advogado de entretenimento Douglas Emhoff em 2014.

“Ataques feios e pessoais de JD Vance e Donald Trump estão alinhados com sua perigosa agenda do Projeto 2025 para proibir o aborto, dizimar nossa democracia e destruir a Previdência Social”, disse James Singer, um porta-voz da campanha de Harris, referindo-se ao conjunta de propostas de políticas de direita e conservadoras da Heritage Foundation para um segundo mandato de Trump.

Donald Trump retoma campanha em cenário político completamente novo

Donald Trump e a mulher Melania na convenção republicana

Donald Trump entrará na campanha nesta quarta-feira (24) para uma corrida inteiramente nova e num cenário político mais uma vez irrevogavelmente alterado por um ano eleitoral sem precedentes.

O comício do ex-presidente na Carolina do Norte é o primeiro desde que o presidente Joe Biden encerrou abruptamente sua candidatura à reeleição no domingo (21), desencadeando uma cadeia de eventos que parece destinada a terminar com Trump enfrentando a vice-presidente Kamala Harris em novembro.

A decisão de Biden e a ascensão de Harris provocaram uma onda de adrenalina no Partido Democrata e desencadearam uma onda de novas doações para competir com a posição financeira fortalecida do próprio Trump. Entretanto, Trump e a sua campanha estão trabalhando para reimaginar um manual e uma operação lançados para enfrentar um impopular titular de 81 anos.

Numa campanha já marcada por acontecimentos extraordinários – um julgamento civil significativo contra Trump, uma condenação por crime, uma acusação rejeitada e outra adiada por um escândalo no gabinete do procurador da Geórgia, o desempenho de Biden no debate e uma tentativa de assassinato do ex-presidente – a última reviravolta mergulhou ainda mais a corrida presidencial em território desconhecido.

Trump passou a terça-feira (23) reagindo à mudança no cenário político. Numa enxurrada de postagens nas redes sociais, o ex-presidente atacou sua provável nova oponente, lamentou que os republicanos foram forçados “a desperdiçar muito tempo e dinheiro” antes da mudança democrata, sugeriu que a “administração Biden/Harris ” foi o culpada pela tentativa de assassinato contra sua vida, criticou os tributos democratas a Biden (“Ele foi empurrado para fora do poder como um cachorro”, escreveu o ex-presidente) e criticou a Fox News por dar atenção ao governador democrata de Minnesota, um estado que Trump tem como alvo.

“Eles me fazem travar batalhas que eu não deveria travar!” Trump disse sobre a rede.

Mais tarde, Trump realizou uma chamada telefônica com repórteres – a primeira do gênero neste ciclo – durante a qual testou novas linhas de ataque contra Harris.

“Como resultado das suas políticas de imigração perigosamente extremas, a maior invasão da história está acontecendo agora na nossa fronteira sul, e está piorando, não melhorando”, disse Trump, que passou os últimos 19 meses atacando Biden pela fronteira enquanto raramente mencionava Harris.

O Comitê Nacional Democrata respondeu aos crescentes ataques a Harris sobre a imigração, destacando o esforço de Trump para anular um acordo bipartidário de imigração no início deste ano.

A equipe de Trump insiste que estava preparada para uma mudança no topo da chapa democrata muito antes de Biden desistir oficialmente, apontando para um memorando interno de maio que expunha cenários que resultariam numa convenção aberta e noutro democrata como candidato.

Os conselheiros seniores de Trump continuam a sugerir que uma campanha contra Harris foque em grande parte nas mesmas questões outrora utilizadas para criticar Biden: crime, imigração e inflação. Como segundo em comando de Biden, Harris desempenhou um papel fundamental na definição das abordagens do governo a esses tópicos, argumentam.

No entanto, algumas pessoas próximas de Trump reconhecem a incerteza provocada pela candidatura de Harris, especificamente o que o novo entusiasmo democrata poderá significar para a participação em novembro.

A campanha de Trump já se prepara para que o novo entusiasmo em torno de Harris gere um impulso para ela nas pesquisas, conforme estabelecido em um memorando de definição de expectativas na terça-feira do pesquisador de pesquisas de Trump, Tony Fabrizio. Ele previu que Harris começaria a “ganhar ou mesmo liderar sobre o presidente Trump” nas pesquisas, embora também insistisse que o período de “lua de mel” terminaria.

A equipe de Trump enfrenta uma corrida contra o relógio para definir Harris antes que ela possa transformar totalmente a máquina eleitoral de Biden em sua própria campanha. Embora as sondagens sugiram que Harris é uma figura reconhecível, a campanha de Trump continua convencida de que o público não sabe muito sobre ela – referindo-se à lacuna como “educação de nomes”. A campanha pretende passar as próximas semanas tentando preencher essa lacuna com o máximo possível de informações negativas sobre Harris.

Fabrizio, no seu memorando, previu o que se espera que a campanha de Trump ataque: o histórico de Harris na Califórnia como promotora e procuradora-geral do estado; seu voto de desempate como vice-presidente na Lei de Redução da Inflação, uma lei que Biden defendeu para aumentar os investimentos para reverter as mudanças climáticas; e a sua resposta ao aumento do fluxo de imigrantes na fronteira.

Uma fonte próxima de Trump também indicou que a campanha e os seus aliados estão planejando destacar especificamente certas escolhas que ela fez como promotora distrital de São Francisco, numa tentativa de a retratar como tolerante com criminosos violentos.

“Portanto, embora as pesquisas públicas possam mudar no curto prazo e ela possa consolidar um pouco mais a base democrata, Harris não pode mudar quem ela é ou o que fez”, escreveu Fabrizio.

O principal grupo independente de financiamento pró-Trump, o MAGA Inc., lançou um novo comercial de 30 segundos no domingo, compartilhado pela primeira vez nas redes sociais, apresentando outro plano de ataque. O anúncio diz que Harris “encobriu o óbvio declínio mental de Joe Biden” e apresenta um clipe dela elogiando o desempenho de Biden como presidente. “Nosso presidente está em boa forma, com boa saúde, incansável, vibrante e não tenho dúvidas da força do trabalho que realizamos”, diz Harris no clipe.

O grupo, que até agora já gastou US$ 77 milhões em anúncios para impulsionar Trump, anunciou planos de veicular o anúncio nos principais estados-pêndulo: Arizona, Geórgia, Nevada e Pensilvânia.

A aparição de Trump em Charlotte proporcionará a sua primeira oportunidade de se contrastar com Harris perante os eleitores num estado decisivo. Quatro anos atrás, a Carolina do Norte produziu a margem mais estreita de vitória estadual de Trump e esperava-se que voltasse a ser um campo de batalha importante em 2024. Mas foi deixada de fora da lista de estados que a campanha de Biden considerou viáveis depois do debate da CNN.

Donald Trump diz que está disposto a debater com Kamala Harris: ‘Mais de uma vez, até’

Kamala e Trump — Foto: Erin Schaff e Chandan Khanna

O ex-presidente Donald Trump disse nesta terça-feira (23) que está disposto a debater com a vice-presidente Kamala Harris “mais de uma vez, até”. Kamala está perto de conquistar a candidatura democrata para disputar com o republicano após conseguir maioria de delegados a seu favor pouco mais de 24 horas após a desistência de Biden.

“Ah, sim, absolutamente. Eu quero. Acho que é importante. Na verdade, eu estaria disposto a fazer mais de um debate”, disse Trump.

A fala do candidato republicano sobre Kamala, uma das primeiras desde a rápida ascensão da vice-presidente ao posto de concorrente nas eleições presidenciais, ocorreu em uma chamada virtual com jornalistas, organizada pelo Comitê Nacional Republicano.

Em 48 horas após a desistência de Biden, Kamala já tem uma campanha montada e em movimento: em seu primeiro comício de campanha, em Wisconsin, nesta terça (23) a democrata chamou Trump de um retrocesso e tratou a eleição como “escolha entre liberdade e o caos”.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta terça mostra que Kamala e Trump estão empatados tecnicamente nas intenções de voto, mas Kamala aparece à frente do republicano: 44% contra 42%.

Trump tinha mais um debate programado contra Joe Biden quando o presidente ainda encabeçava a chapa democrata, que ocorreria em setembro e seria organizado pela rede “ABC”. No entanto, Trump demonstrou aversão à ideia do debate contra Kamala ser realizado pela TV americana.

Esta foi a segunda vez nesta semana que ele pareceu tentar mudar os termos do debate. No domingo (21), logo após Biden desistir de sua candidatura, o republicano disse que um novo debate deveria ser transferido para a “Fox News”, um canal no qual ele geralmente recebe uma cobertura mais favorável, em vez da “ABC”.

Vilarejo indiano onde viveu avô de Kamala Harris reza por vitória da democrata

Imagem de Kamala é exibida em portas de templo (foto: Idrees MOHAMMED / AFP)

O deus da verdade e da justiça está do lado de Kamala Harris, afirmam sacerdotes hindus de um vilarejo na Índia onde o avô materno da vice-presidente dos Estados Unidos viveu. Agora, eles rezam para que a democrata vença as eleições presidenciais de novembro.

Uma única estrada estreita cercada por coqueiros leva a Thulasendrapuram, um vilarejo situado no estado de Tamil Nadu, no sul do território indiano.

Foi nesta localidade onde viveu o avô materno de Kamala, que ganhou um grande impulso para a corrida presidencial após a desistência de Joe Biden no domingo.

Um grande cartaz da vice-presidente democrata está exposto na entrada da vila, perto de seu principal templo.

As orações comunitárias começaram neste grande templo no dia seguinte ao anúncio de Biden de que vai apoiar Kamala nas próximas eleições. E devem continuar até o dia da votação.

Horas após o amanhecer, o principal sacerdote, M. Natrajan, prestou homenagem a Dharmasastha, o deus hindu da justiça e da verdade, a quem o templo milenar é dedicado.

Rezamos por ela e ela se tornou vice-presidente nas últimas eleições de 2022“, afirmou o religioso à AFP.

Com a bênção de nossa divindade todo-poderosa, confiamos que ela também será presidente“, acrescentou o homem de 61 anos.

Outra grande imagem de Kamala é exibida nas portas do templo e atrai dezenas de habitantes.

“Haverá mais orações à medida que as eleições se aproximarem”, explicou Natrajan, que também é veterinário em uma clínica próxima.

O nome da vice-presidente dos Estados Unidos está na lista de doadores exposta em um muro do templo. Kamala, no entanto, não visitou o vilarejo desde que assumiu o cargo.

Desta vez, se ela ganhar novamente, as celebrações serão maiores do que qualquer coisa que o vilarejo já tenha visto”, previu o sacerdote. “Quando ela for presidente, terá que nos visitar“.

As oferendas foram “doações feitas pelo povo da vila”, declarou J Sudhakar, de 50 anos, um influente líder local. “É um esforço coletivo de todos no vilarejo por um dos nossos”, destacou.

– Expectativas altas –

O avô materno de Harris, PV Gopalan, deixou o vilarejo há décadas. No entanto, os moradores afirmam que a família manteve laços estreitos com a localidade e costuma fazer doações para o templo.

Kamala Harris, de 59 anos, nasceu na Califórnia, mas acompanhou várias vezes sua mãe, a especialista em câncer de mama Shyamala Gopalan, à Índia. Ela também costuma mencionar a influência de seu avô materno.

Vijay Kumar, um funcionário do governo, observou que o vilarejo tem se beneficiado da fama de Harris.

Um banco local, por exemplo, doou 10 milhões de rúpias (cerca de R$ 670 mil) para renovar um reservatório abandonado há muito tempo na região.

Eles fizeram isso apenas por causa do vínculo de Kamala Harris com o nosso vilarejo“, disse o funcionário de 59 anos.

As expectativas estão altas nesta região do sul da Índia. “Apenas os mais brilhantes podem ir para os Estados Unidos, mas se ela puder trazer empresas para nossa região, nossos filhos poderão trabalhar nelas“, disse Sudhakar.

Ela foi vice-presidente e agora será presidente, mas também deveria fazer algo por nós. Qual é o sentido se não fizer?“, perguntou T Selvi, um agricultor de 53 anos.

Trump quer que Kamala Harris responda se Biden está apto para permanecer no cargo

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, e o ex-presidente Donald Trump

O ex-presidente Donald Trump disse que a vice-presidente Kamala Harris “deve responder” se ela acha que Joe Biden está apto a cumprir o resto de seu mandato como presidente dos Estados Unidos.

“A mentirosa Kamala Harris acha que Joe Biden está apto a governar os EUA pelos próximos seis meses? Ela deve responder à pergunta”, postou Trump na Truth Social.

O republicano alegou sem evidências que Biden estava “delegando sua autoridade presidencial a burocratas não eleitos de Washington” e que ele “nem confia em sua vice-presidente”.

“Quem está governando o país?”, postou Trump.

Kamala Harris tem 44% das intenções de voto e Donald Trump, 42%, diz Reuters/Ipsos

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, abriu vantagem de dois pontos percentuais sobre o republicano Donald Trump depois que o presidente Joe Biden desistiu da campanha de reeleição, apontou a pesquisa da Reuters/Ipsos nesta terça-feira (23).

O levantamento, realizado na segunda e terça-feira, vem após Donald Trump aceitar formalmente a nomeação de seu partido e o anúncio de Biden de deixar a corrida eleitoral.

Kamala Harris tem 44% das intenções de voto, enquanto Donald Trump tem 42%, apontou a pesquisa nacional. A diferença está dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais.

Harris e Trump ficaram empatados com 44% dos votos, em um levantamento feito entre 15 e 16 de julho. Em uma pesquisa anterior do dia 1 e 2 de julho, Trump liderou por um ponto percentual, ambos dentro da mesma margem de erro.

A pesquisa mais recente mostrou que 56% dos eleitores registrados acreditam que Harris é “mentalmente capaz de lidar com desafios”, em comparação aos 49% que disseram o mesmo sobre Trump, 78.

Apenas 22% dos eleitores avaliaram Biden dessa forma.

A pesquisa, realizada online, falou com 1.241 adultos dos EUA, incluindo 1.018 eleitores registrados.