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Kamala Harris discursa hoje em 1º evento de campanha como cabeça de chapa

Biden e Kamala participam das comemorações do Dia da Independência, na Casa Branca

A vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris cumpre agenda de campanha no importante Estado de Wisconsin, nesta terça-feira (23), pela primeira vez como pré-candidata à Presidência, depois que um número suficiente de delegados democratas se comprometeu a endossá-la, abrindo caminho para sua indicação na corrida à Presidência dos EUA.

Kamala se tornou a provável candidata do partido depois que o presidente norte-americano, Joe Biden, se retirou da campanha de reeleição no domingo, após semanas de disputas no partido e pesquisas internas que mostravam que seu apoio estava desmoronando em uma batalha contra o rival republicano Donald Trump.

Menos de 36 horas depois que Biden manifestou apoio a Kamala Harris, ela garantiu a indicação na noite de segunda-feira (22) ao conquistar o apoio da maioria dos delegados do partido que determinarão a indicação, informou a campanha.

“Esta noite, estou orgulhosa de ter garantido o amplo apoio necessário para me tornar a candidata do nosso partido”, disse Kamala. “Estou ansiosa para aceitar formalmente a indicação em breve.”

Uma pesquisa não oficial de delegados feita pela Associated Press mostrou Kamala com mais de 2.500 delegados, bem acima dos 1.976 necessários para vencer uma votação nas próximas semanas. Tecnicamente, os delegados ainda podem mudar de opinião, mas ninguém mais recebeu votos na pesquisa da AP; 54 delegados disseram estar indecisos.

A viagem a Wisconsin oferece outra oportunidade para que a ex-promotora da Califórnia, de 59 anos, reinicie a campanha dos democratas e defenda que ela está mais bem posicionada para derrotar Trump.

Ela deu uma ideia de como planeja atacar Trump na segunda-feira, referindo-se ao seu passado de perseguição a “predadores” e “fraudadores” como promotora distrital de San Francisco e procuradora-geral da Califórnia.

“Portanto, ouçam-me quando digo que conheço o tipo de Donald Trump”, disse ela sobre seu rival, que foi considerado responsável por agressão sexual em um tribunal civil. Outros tribunais consideraram que houve fraude fiscal em seus negócios.

Wisconsin faz parte do Cinturão da Ferrugem, que inclui Michigan e Pensilvânia, estados amplamente considerados como vitórias obrigatórias para qualquer candidato, e onde Biden estava ficando atrás de Trump.

“Há independentes e jovens que não gostavam das escolhas, e Kamala Harris tem a chance de conquistá-los”, disse Paul Kendrick, diretor-executivo do grupo democrata Rust Belt Rising, que faz pesquisas de rotina nos Estados decisivos, onde as preferências de voto podem oscilar para qualquer lado.

Kamala aparece empatada tecnicamente com Trump em pesquisa após desistência de Biden

Uma pesquisa de intenção de voto realizada após a desistência de Joe Biden da corrida eleitoral mostra Kamala Harris, vice-presidente dos EUA e favorita a assumir a candidatura democrata, empatada tecnicamente com o republicano Donald Trump. Trump está com 47% e Kamala, com 45%.

A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (22), foi realizada pelo Morning Consult nos dias 21 e 22 de julho após a renúncia do presidente Biden no domingo (21) e 900 eleitores democratas foram entrevistados.

A margem de erro do estudo é de 3 pontos percentuais, isso significa que a porcentagem de Trump pode flutuar entre 44% e 50%, e a de Kamala entre 42% e 48% –por isso o empate técnico.

Kamala Harris é a candidata democrata que tem melhores chances de vencer Trump em uma disputa direta entre os nomes testados pela pesquisa. Outros nomes fortes do partido, como Pete Buttigieg, Gavin Newsom e Gretchen Whitmer, conseguiriam 39% dos votos contra 47% de Trump –esses três democratas já declararam apoio a Kamala.

Segundo a Morning Consult, Harris está à frente de Biden na disputa contra Trump: o presidente tinha de seis pontos percentuais de desvantagem em relação ao republicano; já Kamala tem desvantagem de dois pontos.

O levantamento mostrou também que 65% dos eleitores democratas apoiam Kamala Harris para liderar a chapa do partido no lugar de Biden. Segundo o instituto, o número de apoiadores dessa questão mais que dobrou em relação ao final do mês passado, após o primeiro debate presidencial.

A pesquisa disse também que 63% dos eleitores afirmaram que Biden deveria cumprir o restante de seu mandato, em comparação aos 30% que disseram que ele deveria renunciar agora.

Kamala Harris já tem número suficiente de delegados para ser candidata à Casa Branca, diz agência

Kamala Harris durante discurso na Casa Branca, em 22 de julho de 2024 — Foto: REUTERS/Nathan Howard

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, já tem o número suficiente de delegados para ser nomeada a candidata à Casa Branca, segundo um levantamento da Associated Press. Com isso, a democrata está muito próxima de ser escolhida para disputar as eleições contra Donald Trump.

A Associated Press ouviu delegados democratas que irão votar para escolher o candidato do partido na eleição presidencial de novembro. Às 23h desta segunda-feira (22), Kamala alcançou a marca de 2.579 delegados — são necessários 1.976 para a nomeação.

O levantamento foi baseado em entrevistas individuais, além de declarações públicas de delegados e comitês estaduais. Além disso, a pesquisa identificou 54 indecisos. Apesar de não serem oficiais, os dados foram comemorados pela campanha de Kamala.

Os delegados representam a vontade dos membros do Partido Democrata de cada estado norte-americano durante as primárias. Esse processo aconteceu no começo do ano e foi vencido pelo presidente Joe Biden.

Como o presidente desistiu de concorrer à reeleição após pressões, as atenções se voltaram para Kamala. Lideranças democratas e o próprio Biden anunciaram que a apoiariam para ser a candidata.

O presidente do Comitê Nacional Democrata afirmou que o nome do partido para disputar a eleição presidencial será anunciado até o dia 7 de agosto. Uma votação virtual com os delegados pode acontecer a partir do dia 1º.

Já a convenção do Partido Democrata está marcada para ocorrer entre os dias 19 e 22 de agosto. O evento oficializará o candidato que disputará a eleição.

Ainda nesta segunda-feira, Kamala fez um discurso em um evento de campanha com tom de candidata. Ela criticou Trump e disse que “sabe lidar com criminosos”.

“Enfrentei criminosos de todos os tipos: predadores que abusaram de mulheres, fraudadores que enganaram consumidores, trapaceiros que quebraram as regras para seu próprio benefício. Então, ouçam-me quando digo: eu conheço o tipo de Donald Trump.”

Serviço Secreto dos EUA admite fracasso na proteção de Trump no atentado

Foto: Rebecca Droke/AFP (Donald Trump foi ferido durante comício na Pensilvânia)

Nesta segunda-feira, em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos, a diretora dos Serviços Secretos norte-americano, Kimberly Cheatle, assumiu que a agência falhou na proteção do ex-presidente Donald Trump, no atentado que aconteceu recentemente na Pensilvânia. No tiroteio, o candidato republicano ficou ferido numa orelha e um dos participantes no comício do partido morreu.

“A tentativa de assassinato do ex-presidente é o fracasso operacional mais significativo dos Serviços Secretos nas últimas décadas. A missão dos Serviços Secretos é proteger os líderes da nossa nação. No dia 13 de julho, falhamos. Como diretora dos Serviços Secretos dos Estados Unidos, assumo total responsabilidade por qualquer lapso de segurança da nossa agência. Estamos cooperando totalmente com as investigações em curso”, declarou Cheatle na audiência, que vem sendo pressionada nos últimos dias a apresentar a sua demissão.

O presidente do Congresso dos EUA, o republicano Mike Johnson, e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, já apelaram pela sua exoneração. “Os Serviços Secretos têm milhares de funcionários e um orçamento significativo. Mas se tornaram agora no rosto da incompetência”, indicou o republicano James Corner. Por sua vez, o congressista democrata Gerry Connolly considerou que este tipo de incidentes inaceitáveis só demonstra que o país está cada vez mais polarizado e com tensões políticas muito elevadas.

Os congressistas republicanos questionaram ainda à diretora durante a audiência se os Serviços Secretos teriam negado a mobilização de recursos suficientes para garantir a proteção de Donald Trump, no entanto Cheatle assegurou que o dispositivo de segurança exigido pela campanha do candidato ao redor do ex-presidente tinha sido reforçado antes do ataque a tiros. “O nível de segurança proporcionado ao ex-presidente aumentou bastante antes da campanha e tem crescido de forma consistente, à medida que as ameaças vão evoluindo”, afirmou.

Mas, a diretora da agência responsável não quis responder a questões específicas sobre o plano de segurança delineado, avançando que o assunto está sendo alvo de uma investigação interna.

No tiroteio no comício em Butler, na Pensilvânia, o atirador foi neutralizado logo depois pelos serviços de segurança no local. Cheatle disse que estava “orgulhosa” pela abnegação com que os agentes agiram no tiroteio. “Como foi possível testemunhar em 13 de julho, os nossos agentes protegeram Donald Trump com os seus próprios corpos no púlpito, enquanto tiros eram disparados, altruisticamente dispostos a fazer o sacrifício definitivo sem qualquer hesitação”, destacou.

A audiência de Kimberly Cheatle é a primeira de uma rodada no Congresso com os responsáveis pela segurança dos EUA sobre a tentativa de assassinato de Trump. Na quarta-feira, será a vez do representante da polícia federal norte-americana, com o diretor do FBI, Christopher Wray.

Campanha de Trump muda estratégia e parte para o ataque contra Kamala Harris

O ex-presidente Donald Trump no palco durante a Convenção Nacional Republicana na quinta-feira, 18 de julho.

No domingo seguinte ao debate presidencial de 27 de junho, os principais conselheiros de Donald Trump foram para a cama esperando que a preocupação democrata sobre o desempenho do presidente Joe Biden arrefecesse e desse lugar a um novo ciclo de manchetes no início da nova semana.

Mas quando acordaram na manhã seguinte com a intensificação da calamidade democrata, começaram a conspirar para o extraordinário cenário potencial de Biden se afastar.

Nos bastidores, entre a preparação para uma convenção e uma tentativa de assassinato que abalaria o país, eles também estudaram o campo dos potenciais candidatos democratas, questionaram Trump contra um possível substituto e começaram a lançar mais ataques suaves contra a vice-presidente Kamala Harris, acreditando ela seria a herdeira mais provável da candidatura.

Agora, com Biden anunciando que não concorrerá à reeleição, as sementes desse trabalho já estão à mostra. Poucas horas depois de Biden ter desistido da corrida e apoiado o seu vice-presidente no domingo (21), os gestores de campanha de Trump divulgaram uma declaração contundente ligando Harris às políticas da administração. Enquanto isso, um grupo que coleta doações de campanha alinhado divulgou anúncios em alguns estados indecisos tentando definir Harris ​​como alguém que permitiu a atuação de Biden quando ele estava claramente diminuído.

Trump também trabalhou rapidamente para obter vantagem sobre quem quer que fosse o seu próximo adversário, sugerindo que o próximo debate deixasse de ser realizado na ABC, vista como progressista, para os estúdios ​​da Fox News, mais amigáveis aos republicanos.

Biden, escreveu Trump nas redes sociais, “não estava apto para concorrer à presidência e certamente não está apto para servir – e nunca esteve!”

A luta de três semanas da campanha de Trump para se preparar para o sem precedentes pode ter começado como uma contingência, mas agora tornou-se uma necessidade urgente. Ao longo de todo o ano passado, Trump afirmou que não esperava que a candidatura de Biden durasse até novembro. Ainda assim, nem ele nem a sua campanha tomaram medidas sérias para se prepararem para esse resultado.

Em vez disso, a equipe de Trump orquestrou uma campanha exigente para derrotar Biden. Milhões de dólares já foram gastos em modelos para prever resultados em campos de batalha importantes, implementando uma sofisticada operação de dados e preparando uma campanha publicitária para contrastar os dois candidatos. É uma campanha construída em torno do pressuposto de que Trump enfrentaria um homem de 81 anos cujo estado físico e mental se tornaram um ponto negativo o suficiente para fazer com que um número suficiente de eleitores ignorasse as muitas falhas do candidato republicano.

Agora, grande parte desse trabalho será jogado fora ou, pelo menos, deverá ser reimaginado para uma corrida completamente alterada pelos acontecimentos recentes. Quer os democratas escolham Harris ou um outro nome, Trump, o mais velho candidato de um grande partido na história, torna-se o candidato cuja idade preocupa alguns eleitores.

“O verdadeiro valor que (Harris) traz é simplesmente o fato de os democratas não terem de se preocupar se o seu nomeado conseguirá atingir o limite mínimo de aptidão para o cargo”, disse um estrategista republicano que pediu para não ser identificado para falar livremente. “Isso significa que esta será uma campanha real”.

Anúncios de ataque prontos

Por um tempo, os republicanos observaram alegremente o caos que se desenrolava no lado democrata, e Trump ficou quieto por algumas semanas enquanto Biden se atrapalhava com as consequências. Mas rapidamente foi amplamente reconhecido no campo de Trump que a saída de Biden também lançaria a sua própria campanha na incerteza.

Quando os apelos à renúncia de Biden atingiram o ápice no início de julho, a campanha de Trump começou a pesquisar as regras e estatutos do Comitê Nacional Democrata para compreender os processos internos que ocorreriam se Biden se afastasse, de acordo com um alto funcionário da campanha de Trump.

A equipe republicana também começou a testar novas linhas de ataque a Harris – alguém que tinha ignorado em grande parte desde que ela tomou posse como vice-presidente. Isso incluiu espalhar novas críticas à democrata da Califórnia nos discursos de Trump e encorajar os substitutos do ex-presidente a fazerem o mesmo, de acordo com dois conselheiros seniores de Trump.

Alguns desses novos ataques revelaram-se na Convenção Nacional Republicana na semana passada, onde Harris foi facilmente a segunda democrata mais criticada no palco, atrás de Biden.

Agora que chegou o momento, a equipe de Trump está planejando uma série de anúncios negativos contra o histórico de Harris, não apenas sob a administração Biden, mas também durante seu tempo como promotora e procuradora-geral na Califórnia, disse uma fonte à CNN. A mensagem virá tanto da campanha quanto de pelo menos um grupo de apoiadores alinhado com o ex-presidente.

Embora as pesquisas tenham mostrado que Harris é a mais conhecida entre os possíveis candidatos democratas para substituir Biden, os conselheiros e aliados de Trump afirmam que a maioria dos americanos não sabe muito sobre ela, criando uma abertura para defini-la ao público.

O principal grupo de financiadores pró-Trump, MAGA Inc., lançou um novo comercial de 30 segundos no domingo, compartilhado pela primeira vez nas redes sociais, prevendo o plano de ataque. O anúncio acusava Harris de “encobrir o óbvio declínio mental de Joe Biden”. E divulga clipes de Harris elogiando o desempenho de Biden como presidente, dizendo: “Nosso presidente está em boa forma, com boa saúde, incansável, vibrante e não tenho dúvidas sobre a força do trabalho que realizamos”.

O grupo, que até agora já gastou US$ 77 milhões em anúncios para impulsionar Trump, anunciou planos de veicular o anúncio nos principais campos de batalha do Arizona, Geórgia, Nevada e Pensilvânia.

O cogerente de campanha de Trump, Chris LaCivita, deu a entender na semana passada que a campanha pretende explorar o fato de Harris ter apoiado Biden nos meses que antecederam o debate, quando o desempenho do presidente trouxe à tona preocupações sobre sua resistência.

“Você sabe quantos arquivos temos sobre isso?” LaCivita disse quinta-feira em um evento fora da Convenção Nacional Republicana em Milwaukee.

Nessa linha, os republicanos argumentaram que Biden deveria renunciar imediatamente ao cargo de presidente se concluir que não conseguirá exercer outro mandato de quatro anos.

A campanha e os aliados de Trump também planejam argumentar que Harris é a pessoa na administração responsável pela fronteira – um tema chave nas mensagens do Partido Republicano este ano – depois de Biden a ter nomeado em 2021 para combater as causas profundas da migração da América Central. Eles também pretendem ligá-la aos problemas de inflação do país e estão tramando mensagens semelhantes sobre o crime que antes prepararam para Biden.

“Nos últimos quatro anos, ela assinou as políticas de fronteira aberta e fraudes verdes de Biden que aumentaram o custo de moradia e mantimentos”, disse o novo companheiro de chapa de Trump, o senador de Ohio JD Vance, no domingo, depois que Biden endossou Harris. “Ela é dona de todas essas falhas”.

Não se sabe, porém, se os eleitores que durante meses disseram às pesquisas que temiam uma revanche em 2020 gravitarão em direção a um rosto novo. Muitos eleitores – incluindo aqueles que pretendiam votar em Trump quando ele enfrentou Biden – têm opiniões profundamente negativas sobre o ex-presidente e expressaram o desejo de abandoná-lo.

Harris também tem a oportunidade de reenergizar os democratas que ficaram desencantados com a presidência de Biden. Um veterano estrategista republicano disse que Trump deveria se preparar para que a Geórgia – que os democratas começaram a acreditar estar fora de alcance – se tornasse competitiva novamente.

“Biden estava lutando com os eleitores negros e os eleitores jovens”, disse o estrategista. “Parece-me que Kamala provavelmente se sairá melhor com esses grupos. A questão é quanto”.

Brian Bartlett, conselheiro da campanha presidencial de Mitt Romney, disse que Trump também poderá enfrentar novos ventos contrários em estados indecisos, dependendo de quem for escolhido para se juntar à chapa democrata como vice-presidente.

“A escrita já está na parede há algum tempo, então eu esperava que eles estivessem bastante preparados com mensagens, oposição e coisas do gênero”, disse Bartlett. “O maior desafio potencial que vejo é se (Harris) escolher um companheiro de chapa que possa derrubar parte da parede azul ou outros estados decisivos importantes”.

Alguns desses nomes já circularam como possíveis escolhas para vice-presidente, incluindo o senador do Arizona, Mark Kelly, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper.

A campanha de Trump preparou dossiês sobre alguns desses indivíduos, acreditando que também poderiam emergir como potenciais sucessores, aos quais um dos conselheiros seniores se referiu como “pastas cheias de investigação”. Outros nomes que estudaram incluem a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, o governador de Kentucky, Andy Beshear, e líderes do Congresso.

Mas a maior parte do seu foco nas últimas semanas centrou-se em Harris, disseram eles, incluindo a realização de pesquisas internas para testá-la em um confronto contra Trump, disse um segundo conselheiro sênior.

Questionado se tinham começado a testar Trump versus outros democratas em sondagens, LaCivita respondeu na semana passada, exasperado: “Somos uma operação capaz. O que diabos você acha?”

‘Biden não estava apto a concorrer’ e Kamala será mais fácil de derrotar, diz Donald Trump

Após desistência de Biden, Trump diz que será “mais fácil” derrotar Kamala  Harris

Após a desistência de Joe Biden à candidatura neste domingo (21), Donald Trump disse que o presidente dos EUA “não estava apto para concorrer à presidência”. O candidato republicano fez um pronunciamento em sua rede social, Truth Social.

Trump também disse que crer que será mais fácil de derrotar a vice-presidente, Kamala Harris, na disputa. O nome de Harris ainda não foi confirmado oficialmente para assumir a candidatura democrata, mas diversos nomes do partido já estão manifestando apoio a ela. O próprio Biden já anunciou apoio à Kamala na corrida.

“Joe Biden não estava apto para concorrer à presidência e certamente não está apto para servir – e nunca esteve! Ele só alcançou a posição de presidente por mentiras, fake news, e por não sair de seu porão. Todos ao seu redor, incluindo seu médico e a mídia, sabiam que ele não era capaz de ser presidente, e ele não foi – e agora, veja o que ele fez com nosso país, com milhões de pessoas atravessando nossa fronteira, totalmente sem controle e sem verificação, muitos vindos de prisões, instituições mentais, e números recordes de terroristas. Sofreremos muito por causa de sua presidência, mas vamos remediar o dano que ele causou muito rapidamente. Faça os EUA grande novamente!”, disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou neste domingo (21) que desistiu da candidatura democrata à reeleição.

Ao desistir, Biden declarou apoio à vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, para liderar chapa democrata. Em um comunicado no X, Biden disse que cumprirá o seu mandato até janeiro de 2025.

“Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção buscar a reeleição, acredito que é do melhor interesse do meu partido e do país que eu me afaste e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como presidente pelo restante do meu mandato”, escreveu Biden.

A desistência ocorre após pressões do partido e de parte do eleitorado democrata. A crise na campanha de Biden começou no fim de junho, quando ele teve um mau desempenho em um debate contra Donald Trump. À época, a capacidade cognitiva do presidente foi colocada em dúvida.

Até o momento, o presidente resistia à pressão de diversas maneiras. Ele deu entrevistas, fez uma reunião com governadores democratas e negou alegações de que sofria um declínio cognitivo e físico. Biden afirmou várias vezes que não iria desistir e que venceria a eleição.

No entanto, nos últimos dias, os rumores de desistência aumentaram. O ex-presidente Barack Obama e a ex-líder da Câmara Nancy Pelosi, duas fortes vozes no Partido Democrata, demonstraram insegurança com o atual presidente.

Segundo a “CNN”, Pelosi disse a Biden que ele não venceria. Já Obama demonstrou a pessoas próximas receio sobre as chances do atual presidente na eleição.

Biden foi diagnosticado Covid-19 na quarta-feira (17) e teve de suspender eventos de campanha. Desde então, ele está em isolamento em sua casa em Delaware. Segundo a imprensa norte-americana, diante da pressão, ele começou a ficar mais reflexivo sobre a candidatura.

Uma fonte disse à Reuters que a decisão ocorreu neste domingo. “Na noite passada, a mensagem foi para seguir em frente com tudo, a todo vapor. Por volta das 13h45 de hoje, o presidente disse à sua equipe sênior que havia mudado de ideia”. A decisão pegou muitos funcionários da Casa Branca de surpresa.

O Partido Democrata ainda não anunciou quem vai ser o novo candidato para disputar a eleição contra Trump.

Após desistência, Biden diz que apoia Kamala Harris como candidata do Partido Democrata

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que apoia a candidatura de Kamala Harris à Presidência dos Estados Unidos.

Isso acontece após ele divulgar uma carta nas redes sociais informando que desistiu da disputa eleitoral deste ano.

“Minha primeira decisão como candidato do partido em 2020 foi escolher Kamala Harris como minha vice-presidente. E foi a melhor decisão que tomei”, pontuou.

“Hoje, quero oferecer todo o meu apoio e endosso para que Kamala seja a indicada do nosso partido este ano. Democratas – é hora de nos unirmos e derrotar Trump. Vamos fazer isso”, concluiu.

Biden desiste da candidatura a presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden anunciou neste domingo (21) que desistiu de concorrer à reeleição e disse apoiar a vice-presidente Kamala Harris para liderar chapa democrata. Em um comunicado no X, Biden disse que cumprirá o seu mandato até janeiro de 2025.

“Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção buscar a reeleição, acredito que é do melhor interesse do meu partido e do país que eu me afaste e me concentre exclusivamente em cumprir meus deveres como presidente pelo restante do meu mandato”, escreveu Biden.

Logo após saber da desistência, Donald Trump, candidato republicano, disse em sua conta no Truth Social que Biden “não estava apto para concorrer à presidência”.

A desistência ocorre após pressões do partido e de parte do eleitorado democrata. A crise na campanha de Biden começou no fim de junho, quando ele teve um mau desempenho em um debate contra Donald Trump. À época, a capacidade cognitiva do presidente foi colocada em dúvida.

Até o momento, o presidente resistia à pressão de diversas maneiras. Ele deu entrevistas, fez uma reunião com governadores democratas e negou alegações de que sofria um declínio cognitivo e físico. Biden afirmou várias vezes que não iria desistir e que venceria a eleição.

No entanto, nos últimos dias, os rumores de desistência aumentaram. O ex-presidente Barack Obama e a ex-líder da Câmara Nancy Pelosi, duas fortes vozes no Partido Democrata, demonstraram insegurança com o atual presidente.

Segundo a “CNN”, Pelosi disse a Biden que ele não venceria. Já Obama demonstrou a pessoas próximas receio sobre as chances do atual presidente na eleição.

Biden foi diagnosticado Covid-19 na quarta-feira (17) e teve de suspender eventos de campanha. Desde então, ele está em isolamento em sua casa em Delaware. Segundo a imprensa norte-americana, diante da pressão, ele começou a ficar mais reflexivo sobre a candidatura.

Uma fonte disse à Reuters que a decisão ocorreu neste domingo. “Na noite passada, a mensagem foi para seguir em frente com tudo, a todo vapor. Por volta das 13h45 de hoje, o presidente disse à sua equipe sênior que havia mudado de ideia”. A decisão pegou muitos funcionários da Casa Branca de surpresa.

O Partido Democrata ainda não anunciou quem vai ser o novo candidato para disputar a eleição contra Trump.

Isolado dentro do próprio partido, Biden afirma que vai retomar a campanha na semana que vem

Ainda sob pressão para desistir, Biden afirma que retomará compromissos de  campanha na próxima semana

O presidente Joe Biden, que se recupera de Covid, disse nesta sexta-feira (19) que está ansioso para retomar a campanha. Mas, no Partido Democrata, aumentaram os pedidos para que ele desista da reeleição.

Nesta sexta-feira (19), Joe Biden perdeu o apoio de mais um senador do seu partido. Martin Heinrich tenta a reeleição como senador no Novo México.

De 1992 para cá, o Partido Democrata só perdeu lá em 2004, na reeleição de George W. Bush. Mas as últimas pesquisas mostram que Biden agora só lidera com dois pontos de diferença no estado, ou seja, é empate se considerada a margem de erro. O senador escreveu que a decisão de deixar a campanha é unicamente de Biden, mas que o país se beneficiaria se ele se afastasse.

Além do senador, outros cinco deputados pediram nesta sexta-feira (19) para que Biden se afaste. Até esta edição, 40 democratas já tinham pedido a desistência de Biden.

Além disso, grandes doadores estão segurando o dinheiro. O mesmo fundo que em junho arrecadou US$ 50 milhões, em julho, segundo a imprensa americana, deve arrecadar apenas a metade: US$ 25 milhões – o que não é suficiente para continuar a campanha.

Enquanto isso, a vice, Kamala Harris, está cumprindo a agenda do presidente. E, segundo a imprensa americana, conversou com grandes doadores nesta sexta-feira à tarde para acalmar os ânimos.

Em uma entrevista na manhã desta sexta-feira (19), a chefe de campanha de Biden disse que eles sabem que escorregaram desde o debate; que o presidente tem que mostrar para os americanos exatamente no que ele acredita; e que ele está nessa para ganhar.

Joe Biden insiste que fica. Ele continua em isolamento, em casa, depois de testar positivo para Covid pela terceira vez. De acordo com o médico da Casa Branca, o presidente apresentou melhora com a medicação antiviral e, na noite de quinta-feira (18), Biden assistiu ao discurso de Donald Trump na TV.

Em um comunicado, o presidente disse que os americanos viram o mesmo Donald Trump que rejeitaram há quatro anos; que ele foca em suas próprias queixas, sem ter um plano para unir o país e melhorar a vida de trabalhadores.

Por isso, Biden disse que está animado para voltar na semana que vem e continuar a expor as ameaças que Trump representa e também a visão que ele próprio tem para os Estados Unidos: de salvar a democracia, proteger direitos, liberdades e criar oportunidades para todos.

Trump aceita oficialmente sua candidatura a presidente dos EUA

Donald Trump, ex-presidente dos EUA (Foto: PATRICK T. FALLON / AFP )

No primeiro e único discurso que fez na Convenção Nacional Republicana que durou quatro dias, em Milwaukee, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu, na noite de quinta-feira, que a discórdia e a divisão na sociedade norte-americana devem ser curadas, ao aceitar formalmente a nomeação como candidato presidencial do Partido Republicano. “Esta noite, com fé e devoção, aceito com orgulho a nomeação para presidente dos Estados Unidos”, confirmou.

Trump foi recebido como um herói pelos milhares de seus apoiadores e mencionou o atentado que sofreu no sábado passado, quando foi alvo de uma tentativa de homicídio, homenageando ainda o ex-bombeiro Corey Comperatore, morto no ataque. No entanto, disse que nunca mais irá citar esta história por considerá-la muito dolorosa. “Ouvi um som alto de zumbido e senti algo me atingindo, muito, muito forte, na minha orelha direita. Uau, o que foi isso? Só pode ser uma bala. Havia sangue jorrando por todo o lado, mas, de certa forma, eu me senti muito seguro porque tinha Deus do meu lado. Não era suposto eu estar aqui esta noite”, relatou a multidão.

“Estou diante de vocês esta noite com uma mensagem de confiança, força e esperança. Daqui a quatro meses, teremos uma vitória incrível e começaremos os quatro maiores anos da história do nosso país. Juntos, lançaremos uma nova era de segurança, prosperidade e liberdade para cidadãos de todas as raças, religiões, cores e credos. A discórdia e a divisão na nossa sociedade devem ser curadas. Como americanos, estamos unidos por um único destino e um destino partilhado. Nós erguemos juntos ou caímos”, afirmou Trump em seu discurso.

O candidato republicano, de 78 anos, assegurou também que concorre para ser “Presidente de toda a América, não de metade da América, porque não há vitória em vencer para metade da América”.

Conhecido pela retórica incendiária, o político iniciou o discurso em tom suave, mas logo evoluiu para a agressividade contumaz, além de repetir várias falsas alegações, como as de que Joe Biden quer quadruplicar os impostos, dizer que ‘terroristas’ estão chegando em números nunca antes vistos pela fronteira ou a taxa de criminalidade esta aumentando no país. As afirmações foram rapidamente contestadas por uma verificação de fatos do canal CNN Internacional.

Além disso, Trump fez duras críticas a administração do atual governo, nas áreas econômica, energética, climática e de imigração e também pediu aos democratas para pararem de transformar o sistema de justiça numa arma e reclamou das “caças às bruxas partidárias“, argumento que usa com frequência para justificar os processos criminais de que é alvo.

Em relação à política externa, Trump reiterou as suas alegações de que as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio nunca teriam acontecido se fosse presidente, mas não explicou como e o que faria para terminar qualquer um desses conflitos. Trump e o candidato a vice-presidente, J. D. Vance, têm uma posição isolacionista e propuseram limitar ou cortar completamente a ajuda norte-americana a países estrangeiros, como à Ucrânia.

O republicano, que lidera agora as sondagens para regressar à Casa Branca na disputa com Biden, prometeu concluir a construção do muro na fronteira dos EUA com o México, um dos grandes projetos do primeiro mandato e considerado um dos mais polêmicos. “Temos que impedir a invasão do nosso país que está matando centenas de pessoas por ano. Vou acabar com a crise da imigração ilegal, fechando a nossa fronteira e acabando o muro“, indicou.

O discurso de Trump durou cerca de uma hora e meia, e encerrou com uma grande manifestação de apoio dos republicanos.

Trump faz discurso de aceitação em convenção mais longo da história dos EUA

O candidato presidencial republicano, ex-presidente dos EUA Donald Trump, comparece ao primeiro dia da Convenção Nacional Republicana no Fiserv Forum em 15 de julho de 2024 em Milwaukee

O ex-presidente Donald Trump discursou por uma hora e 32 minutos na Convenção Nacional Republicana na noite desta quinta-feira (18) – tornando-se o mais longo discurso de aceitação de um grande partido na história recente dos EUA.

Este foi o primeiro discurso de Trump desde que ele sofreu uma tentativa de assassinato, durante comício no último sábado (13). Ele apareceu no palco com um curativo na orelha direita.

Segundo o republicano, o texto foi modificado após o atentado.

Trump também fez o segundo e o terceiro discursos de aceitação de convenção mais longos, desde 1976. Ele falou por uma hora e 15 minutos em 2016 e uma hora e 10 minutos em 2020.

Isso inclui discursos de convenções de indicados republicanos e democratas.

Apenas dois outros discursos duraram mais de uma hora: Bill Clinton falou por uma hora e cinco minutos em 1996, e os comentários de George W. Bush em 2004 duraram uma hora e dois minutos.

Trump disse que seu discurso traz uma “mensagem de confiança, força e esperança” e que está concorrendo para todos os americanos.

Ele então afirmou que aceita a indicação do Partido Republicano para disputar as eleições presidenciais de 2024.

Obama está preocupado com a candidatura de Biden, diz The Washington Post

O presidente Joe Biden e o ex-presidente Barack Obama (Foto: Mandel Ngan/AFP)

De acordo com publicação do jornal The Washington Post, o ex-presidente democrata Barack Obama comentou com pessoas próximas que a possibilidade de Joe Biden vencer as eleições presidenciais diminuiu de forma significativa e que ele deve repensar seriamente a viabilidade da sua candidatura.

No entanto, apesar da grande influência de Obama no partido Democrata, ele não considera que é a única pessoa capaz de convencer Biden a desistir. A preocupação de Obama é ainda proteger Biden e o legado da presidência, citou o jornal norte-americano. Em círculos fechados, Obama manifestou preocupação com os números apresentados nas sondagens, mas considera que o futuro da candidatura Biden é uma decisão que cabe só ao atual presidente tomar.

A ex-líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, também alertou hoje Biden que as sondagens apontam para uma derrota nas eleições presidenciais. “Será muito difícil vencer Donald Trump e este cenário pode deixar cair por terra as hipóteses do Partido Democrata reconquistar a maioria da câmara baixa do Congresso”, avaliou Pelosi em uma conversa por telefone com Biden, segundo noticiou o canal CNN Internacional.

Os líderes democratas no Senado, Chuck Schumer, e na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, reforçaram junto a Biden que a sua candidatura põe em perigo a atual maioria democrata no Senado e dificulta a recuperação da Câmara dos Representantes, de acordo com o Washington Post.

Até o momento, cerca de 23 legisladores democratas já pediram publicamente a Biden que renunciasse à sua candidatura e entregasse a nomeação a outra pessoa, porém o presidente ainda persiste na sua intenção de continuar na corrida à Casa Branca. Entretanto, na quarta-feira, Biden declarou que reconsideraria a sua decisão de continuar a campanha para as eleições caso um médico lhe diagnosticasse com um problema de saúde grave.

Atualmente, o líder dos EUA esta isolado após testar positivo para a Covid-19 e precisou cancelar eventos de campanha.

As novas pressões sobre Biden para que desista de concorrer após atentado contra Trump

Biden vem enfrentando cada vez mais críticas e pedidos para abandonar a corrida eleitoral. — Foto: Reuters via BBC

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está enfrentando novas críticas e questionamentos sobre sua candidatura à reeleição — com sua campanha atualmente paralisada por conta de uma infecção de covid.

Os dois democratas mais graduados do Congresso americano — o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries — disseram ter se encontrado separadamente com Biden e expressaram preocupações com a candidatura do presidente.

A ex-presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, também disse em privado a Biden que ele não tem condições de derrotar Trump na eleição de novembro, segundo a rede de notícias CNN.

A campanha de reeleição de Biden já vinha sofrendo com dissidências entre líderes democratas, após um desempenho considerado fraco em um debate televisivo do presidente com Trump no mês passado.

Homem armado com faca é morto por policiais nos arredores da convenção republicana, nos Estados Unidos

Policiais isolaram área onde homem foi morto nos arredores da convenção republicana, em Milwaukee — Foto: REUTERS/Shannon Stapleton

Um homem que estava armado com uma faca foi morto por policiais nos arredores da convenção republicana, nos Estados Unidos, na tarde desta terça-feira (16). O evento acontece em Milwaukee e é marcado pela oficialização de Donald Trump como candidato à Casa Branca.

Segundo o jornal “The New York Times”, três policiais atiraram contra o homem. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades não haviam se manifestado sobre o motivo da ação.

Duas pessoas ouvidas pela imprensa norte-americana afirmaram que o homem vivia em um acampamento de pessoas em situação de rua. Uma das testemunhas disse não saber o motivo dos disparos dos policiais.

O incidente foi registrado a menos de 2 km de onde acontece a convenção republicana. Cerca de 50 mil pessoas participam do evento. A segurança no local foi reforçada após o ex-presidente Donald Trump ser alvo de um atentado no sábado (13), na Pensilvânia.

O Serviço Secreto dos Estados Unidos não quis comentar a morte do homem nesta terça-feira e afirmou que o caso aconteceu fora do perímetro de segurança da convenção republicana.

Policial chegou a subir em telhado e encontrar atirador antes de atentado contra Trump, diz xerife

Testemunha vê suspeito de ataque contra Trump em telhado — Foto: Reprodução/TV Globo

Um policial da cidade de Butler, na Pensilvânia (EUA), chegou a subir no telhado e ver Thomas Matthew Crooks antes que ele tentasse matar Donald Trump, no último sábado (13), disse o xerife Michael Slupe à agência Associated Press nesta segunda-feira (15).

O agente, no entanto, não conseguiu impedir Crooks, que atirou no ex-presidente com um fuzil AR-15 e o acertou na orelha. O ex-presidente foi imediatamente cercado por agentes do Serviço Secreto dos EUA e retirado do local. “Eu deveria estar morto”, disse

Trump na primeira entrevista após os disparos, que estão sendo investigados pelo FBI como um possível ato de terrorismo doméstico.

Antes de o atentado ocorrer, diversas pessoas presentes no comício relataram aos policiais locais que Crooks estava agindo de forma suspeita, disse um oficial sob condição de anonimato. Vídeos que circulam na internet mostram alguns desses alertas quando o atirador já estava no telhado, minutos antes de atirar.

Segundo Michael Slupe, o policial que encontrou Crooks foi erguido por outro para que ele pudesse alcançar a borda do telhado. Assim que avistou Crooks, o suspeito mirou o fuzil em sua direção, o que o fez se desequilibrar e cair do telhado.

Esse detalhe ajuda a entender a dinâmica em torno da tentativa de assassinato. Por estar pendurado no momento do encontro, o policial não conseguiu puxar a arma, ainda de acordo com o xerife.

“Acho que todos os policiais no local fizeram tudo o que podiam, especialmente os policiais locais. Espero que (os policiais locais) não sejam feitos de bode expiatório, porque fizeram seu trabalho da melhor forma possível”, disse Slupe à AP.

O gerente do município de Butler, Tom Knights, disse que o policial perdeu o controle e não estava recuando quando caiu de uma altura de aproximadamente 2,4 metros. “Ele estava literalmente pendurado na borda de um prédio e tomou a posição defensiva necessária naquele momento. Ele não conseguia se segurar”, disse Knights.

O policial, que tem 10 anos de experiência na aplicação da lei, machucou gravemente o tornozelo na queda e estava usando uma bota ortopédica, segundo Knights.

Além do policial de Butler, um membro da unidade de serviços de emergência do Condado de Beaver também avistou Crooks no telhado cerca de meia hora antes do tiroteio, revelou o jornal “WPXI”, afiliado da rede “NBC”, nesta segunda (15).

Segundo especialistas, o atentado representou uma grande falha de segurança do comício. Forças do Serviço Secreto americano estavam atuando no evento com o auxílio de agentes locais, como os agentes que avistaram Crooks.

O Serviço Secreto estava a cargo pela segurança do evento, mas delegou às forças locais áreas um pouco mais afastadas. Entretanto, investigações preliminares apontam que a agência federal de segurança também seria a responsável pela área onde estava o telhado utilizado pelo atirador, a menos de 150 metros de onde Trump discursava.

A diretora do Serviço Secreto dos EUA, Kimberly Cheatle, disse nesta segunda (15) que o tiroteio é “inaceitável”, mas que ela não vai renunciar ao cargo.