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Com curativo, Trump aparece em público pela primeira vez após tentativa de assassinato

Ex-presidente e atual candidato do Partido Republicano, Donald Trump (Crédito: Kamil Krzaczynski / AFP)

Após sobreviver a uma tentativa de assassinato e com um curativo na orelha, Donald Trump compareceu na segunda-feira (15) à Convenção Nacional Republicana, que oficializou seu nome como candidato à presidência, em uma chapa que terá o senador J.D. Vance como candidato a vice-presidente.

Trump, 78 anos, chegou à convenção sob aplausos, sorrindo e aparentemente tranquilo, em meio a gritos emocionados de seus apoiadores reunidos em Milwaukee na noite de segunda-feira.

Um curativo cobria sua orelha direita, que foi ferida no sábado, depois que um atirador tentou matá-lo durante um comício na Pensilvânia. Ele cumprimentou a todos e sentou-se ao lado de seu candidato à vice-presidência, o senador J.D. Vance.

Algumas horas antes, em uma votação unânime, os representantes dos delegados reunidos na convenção republicana confirmaram a decisão de designar Trump formalmente como candidato à presidência.

As expressões de júbilo foram acompanhadas pelos gritos de “Fight, fight, fight! (Lutem, lutem, lutem)”, uma frase aparentemente pronunciada por Trump com o punho erguido enquanto era evacuado pelos membros do serviço secreto, após ser ferido por um atirador na orelha direita.

A mesma palavra foi gritada quando Trump chegou à convenção em Milwaukee.

Trump anunciou em sua rede, Truth Social, que “a pessoa mais adequada para ser vice-presidente dos Estados Unidos” era o senador J.D. Vance, do estado de Ohio.

Ex-militar e escritor de sucesso, Vance, de 39 anos, tem consistentemente defendido no Congresso as causas do magnata, como a luta contra a imigração e a defesa do protecionismo econômico.

O anúncio foi recebido com gritos de “J.D, J.D, J.D” no salão principal da convenção, onde Vance fará um discurso esta semana.

Para o presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, Trump e Vance “querem aumentar os impostos para as famílias de classe média enquanto impulsionam mais cortes de impostos para os ricos”.

Biden tem a “pior vice-presidente na história de nossa nação”, disse Donald Trump Jr., referindo-se a Kamala Harris, enquanto seu pai “tem em Vance um dos jovens líderes mais dinâmicos do país”.

Discurso de aceitação

Oficialmente proclamado, Trump deverá oferecer um discurso de aceitação na quinta-feira, diante de cerca de 50 mil republicanos que iniciaram nesta segunda-feira uma reunião de quatro dias às margens do Lago Michigan.

A tentativa de assassinato que ele sofreu no sábado na Pensilvânia continua sendo o centro das atenções. O autor dos disparos, que foi abatido, matou um espectador do evento e feriu outras duas pessoas.

“Eu não deveria estar aqui, poderia estar morto”, disse Trump no domingo ao jornal The New York Post.

“Meu pai foi baleado, alguém cortou metade de sua orelha. Mas posso dizer a vocês que ele nunca esteve mais determinado do que agora (…) vamos ganhar, e vamos restaurar a prosperidade neste país”, disse outro de seus filhos, Eric Trump.

Trump chegou no domingo em Milwaukee, cidade que tem 570 mil habitantes e é a principal do estado de Wisconsin.

Líder nas pesquisas, apesar de seus problemas jurídicos e de uma condenação, Trump parece a caminho da vitória, enquanto Biden, de 81 anos, recebe apelos de integrantes do próprio partido para abandonar a disputa eleitoral, após várias gafes e um mal desempenho em um debate contra o rival republicano no fim de junho, episódio que reforçou os alertas sobre a saúde mental do presidente.

Biden, no entanto, declarou na segunda-feira em uma entrevista à NBC: “Minha acuidade mental é muito boa”.

Além disso, “vou debater com ele no momento em que concordamos debater (…) em setembro”, acrescentou na entrevista.

O caminho parece cada vez melhor para Trump. Na segunda-feiram, uma juíza da Flórida rejeitou uma acusação criminal contra o ex-presidente por gestão indevida de documentos sigilosos, argumentando que o promotor do caso foi designado incorretamente.

“Deveria ser apenas o primeiro passo, seguido pelo abandono de TODOS os caças às bruxas”, disse Trump, que considera as acusações judiciais contra ele como perseguição, em sua rede social Truth Social, após a decisão ser divulgada.

Após os eventos de violência, espera-se que Trump faça um discurso de aceitação com uma linguagem mais suave, depois de ter escapado da morte por pouco.

Muitos de seus apoiadores em Milwaukee têm pedido por unidade e para deixar de lado os insultos mútuos entre republicanos e democratas.

Os republicanos culpam uma retórica “exagerada” anti-Trump por este ataque, enquanto crescem os temores de que a violência política aumente no país.

Biden disse no domingo que “não há lugar para esse tipo de violência nos Estados Unidos” e apelou para que o país “se una”.

Os locais utilizados para a convenção estão protegidos pela polícia e pelo Serviço Secreto, com grandes cercas metálicas nas ruas.

– Tudo em torno de Trump –
Grande parte da convenção foi concebida à imagem de Trump, com seu slogan de campanha “Make America Great Again” como ideia central.

O empresário designou pessoas de sua confiança para comandar o partido, incluindo sua nora Lara Trump como co-presidente do Comitê Nacional Republicano, afastando os dissidentes.

A ex-primeira-dama Melania Trump também estará na convenção.

Os grandes temas da reunião incluem o poder aquisitivo, a imigração, a criminalidade e a segurança do país.

FBI consegue acesso ao celular de atirador de tentativa de assassinato contra Trump

Thomas Matthew Crooks tinha 20 anos

Especialistas técnicos do FBI conseguiram acesso ao telefone celular de Thomas Matthew Crooks, franco-atirador de 20 anos que tentou assassinar o ex-presidente Donald Trump em um comício na Pensilvânia no sábado.

Segundo comunicado desta segunda-feira, os investigadores estão em busca de pistas sobre as motivações do crime nos seus dispositivos eletrônicos.

Em nota, o FBI disse ter concluído as buscas na residência e no veículo de Crooks. Segundo os agentes, quase 100 entrevistas foram realizadas desde sábado com policiais, participantes do evento e outras testemunhas.

O acesso ao celular de Crooks era uma prioridade máxima para o FBI. Os agentes enviaram o aparelho para o laboratório do FBI em Quantico, Virgínia.

Anteriormente, as autoridades disseram que as poucas informações que conseguiram obter sobre as comunicações recentes de Crooks não revelaram nada sobre o motivo ou sugeriram o envolvimento de outra pessoa.

“O FBI recebeu centenas de dicas de mídia digital que incluem fotos e vídeos feitos na cena do crime e continuamos a analisar as dicas recebidas”, disse o departamento em um comunicado.

‘Avisei a polícia que o atirador estava no telhado’: Testemunhas relatam como foi atentado contra Donald Trump em comício

Trump mantém agenda e viaja para convenção republicana

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, chega em Milwaukee neste domingo (14), onde os republicanos o nomearão formalmente como seu candidato presidencial no final desta semana. — Foto: REUTERS/Cheney Orr

O ex-presidente dos EUA ,Donald Trump, viajou para Milwaukee neste domingo (14), onde os republicanos o nomearão formalmente como seu candidato presidencial no final desta semana.

Em uma postagem na sua rede social “Truth Social”, Trump afirmou que o atentado que sofreu no último sábado (13) não adiaria sua viagem para a convenção republicana, que começa na próxima segunda-feira (15).

“Com base nos terríveis eventos de ontem, eu ia adiar minha viagem para Wisconsin e a Convenção Nacional Republicana por dois dias, mas acabei de decidir que não posso permitir que um ‘atirador’ ou potencial assassino force mudanças no cronograma, ou em qualquer outra coisa. Portanto, partirei para Milwaukee, como planejado, às 15h30 [16h30 no horário de Brasília] HOJE. Obrigado!”, escreveu Trump.

Mais cedo, em outra postagem, ele também pediu união e disse que está ansioso para falar ao público em Wisconsin nesta semana.

Trump também agradece as orações e mandou um recado aos seus apoiadores. “Nós não temeremos, e em vez disso permaneceremos resilientes em nossa fé e desafiando a maldade”.

Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também fez um breve pronunciamento na Casa Branca sobre o atentado contra Trump.

No discurso, Biden disse que ordenou uma investigação independente sobre o ataque no comício e afirmou que Trump recebeu um reforço na sua segurança e terá todos os recursos para garantir sua proteção.

Biden disse ainda que forças de segurança serão reforçadas em Wisconsin, onde a Convenção Republicana acontecerá.

‘Política nunca deve ser um campo de morte’, diz Biden em pronunciamento no Salão Oval

Biden fala sobre atentado contra Trump do Salão Oval da Casa Branca. — Foto: REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento na noite deste domingo (14) direto do Salão Oval da Casa Branca a respeito do atentado contra o candidato e ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

“A política nunca deve ser um campo de batalha ou, Deus me livre, um campo de morte'” disse Biden no discurso. “Nada é mais importante do que estarmos juntos”.

O Salão Oval é o principal escritório da residência oficial dos EUA e é usado para discursos apenas em momentos de crises ou emergências.

“Não importa quão fortes sejam as nossas convicções, nunca devemos partir para a violência”, acrescentou o democrata. “Precisamos resolver nossas diferenças nas urnas”.

Esta é a terceira vez que Biden faz um pronunciamento direto do Salão Oval. A primeira vez foi em junho de 2023, para falar sobre a suspensão do teto da dívida dos EUA, e a segunda em outubro, para abordar a guerra na Ucrânia e no Oriente Médio.

Biden afirmou ainda que a retórica política nos Estados Unidos ficou muito acalorada nos últimos tempos e pediu para que ela seja “esfriada”. “Todos nós temos a responsabilidade de fazer isso”, disse.

Mais cedo, em outro pronunciamento, Biden disse que ordenou uma investigação independente sobre o ataque no comício de Trump.

Ele também teve uma reunião com autoridades de segurança e, no sábado (13), conversou por telefone com Trump. As informações foram confirmadas pela Casa Branca.

Biden mencionou ainda que as autoridades de segurança ainda não possuem informações sobre a motivação do atirador, apesar de já saberem sua identidade. No discurso anterior, ele também pediu a todos que evitassem fazer suposições sobre os motivos ou afiliações do suspeito.

O presidente americano disse ainda que Trump recebeu um reforço na sua segurança e terá todos os recursos para garantir sua proteção. Biden também afirmou que a segurança será reforçada em Wisconsin, onde a Convenção Republicana começará na próxima segunda-feira (15).

Em um comunicado, o governo norte-americano disse que Biden também conversou com o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e com o prefeito de Butler (cidade onde Trump estava fazendo um comício), Bob Dandoy.

A Casa Branca não deu mais detalhes sobre o conteúdo dos telefonemas.

Biden estava em uma igreja no estado de Delaware quando Trump foi alvo do atentado.

No sábado, Biden também fez um pronunciamento condenando o atentado a Donald Trump e disse que era necessário unir os Estados Unidos.

Donald Trump pede união após tentativa de assassinato

Após o ataque, Trump ergueu o punho em desafio ao ser conduzido para um local seguro e depois disse: ''Eles atiraram em mim com uma bala que rasgou o topo da minha orelha direita'' (Foto: Rebecca DROKE / AFP)

O ex-presidente americano Donald Trump afirmou neste domingo (14) que “Deus” evitou sua morte em uma tentativa de assassinato durante um comício de campanha na Pensilvânia no sábado, e pediu aos americanos que permaneçam unidos.

“Deus impediu o impensável de acontecer”, afirmou o ex-presidente e candidato republicano às eleições presidenciais nas redes sociais, ao mesmo tempo que pediu aos compatriotas que permaneçam unidos para “não permitir que o mal vença”.

O ex-presidente foi ferido em uma orelha no sábado, em uma tentativa de assassinato durante um comício político para as eleições presidenciais de novembro.

O republicano de 78 anos foi retirado do palanque com o rosto ensanguentado após um atirador abrir fogo durante o comício em Butler, Pensilvânia, norte do país.

O autor dos tiros e um espectador do comício morreram e duas pessoas ficaram gravemente feridas.

“Neste momento, é mais importante que nunca que permaneçamos unidos e mostremos o nosso verdadeiro caráter como americanos, permanecendo fortes e determinados, para não permitir que o mal vença”, escreveu Trump na sua plataforma Truth Social na manhã deste domingo.

Ele confirmou que participará da convenção nacional republicana que começa na segunda-feira em Milwaukee, Wisconsin.

O FBI identificou o agressor como “Thomas Matthew Crooks, 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia”.

Após o ataque, Trump ergueu o punho em desafio ao ser conduzido para um local seguro e depois disse: “Eles atiraram em mim com uma bala que rasgou o topo da minha orelha direita”.

O presidente democrata Joe Biden, que enfrentará Trump em uma eleição altamente polarizada, afirmou que “não há lugar nos Estados Unidos para este tipo de violência”. Os dois conversaram depois, segundo a Casa Branca.

Um vídeo publicado pelo site TMZ, especializado em notícias de celebridades, mostra o suposto atirador de bruços, no telhado de um prédio, com o rifle na mão.

Ele está tentando “mirar cuidadosamente em um alvo à distância antes de atirar”, segundo o TMZ. O vídeo não mostra o homem atirando. Mas ouve-se uma rápida sucessão de tiros, seguidos por gritos.

Em outras imagens, que não puderam ser verificadas, o corpo do suposto agressor é visto caído no telhado inclinado de um prédio baixo de onde foram disparados os tiros. Acredita-se que o homem tenha agido sozinho.

O agente especial do FBI Kevin Rojek afirmou que Trump foi vítima de uma “tentativa de assassinato”.

O pai do agressor, Matthew Crooks, disse à CNN que estava tentando “entender o que aconteceu” e que não falaria até entrar em contato com as forças de segurança. Seu filho era registrado como eleitor republicano, segundo a mídia.

“Rasgando a pele”

Trump, usando um boné vermelho com seu slogan “Make America Great Again”, tinha acabado de começar a falar em seu último comício antes da Convenção Nacional Republicana quando foram ouvidos tiros.

Ele fez uma careta e apertou a orelha ensanguentada, depois se agachou enquanto os agentes do Serviço Secreto subiram ao palanque, cercaram-no e o escoltaram até um veículo próximo.

“Eu soube imediatamente que algo estava errado porque ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele”, disse Trump.

O Serviço Secreto dos EUA negou neste domingo boatos de que rejeitava proteção adicional a Trump.

Seu porta-voz, Anthony Guglielmi, disse na rede X que estas afirmações contra a entidade são “absolutamente falsas” e acrescentou que a agência “adicionou novos recursos, tecnologias e capacidades de proteção” à medida que a campanha presidencial avança.

O Serviço Secreto informou no sábado que o agressor “disparou vários tiros em direção ao palco a partir de uma posição elevada fora do comício” antes de ser “neutralizado” pelos seus agentes.

Reação mundial

O ataque chocou o mundo. Líderes do Reino Unido, Israel, França, Japão, Rússia, Turquia e também o Vaticano expressaram sua indignação.

Biden encurtou uma viagem de fim de semana à sua casa de praia em Delaware para retornar a Washington. Ele receberá uma atualização na manhã de domingo, segundo a Casa Branca.

Um dos possíveis candidatos a vice-presidente de Trump, J.D. Vance disse que a “retórica” de Biden “levou diretamente” ao ataque.

A Rússia aproveitou a oportunidade, ao contrário, para instar os Estados Unidos a fazerem um balanço das suas “políticas de incitação ao ódio contra adversários políticos, países e povos” e denunciar o apoio de Washington à Ucrânia.

Pânico

Várias testemunhas disseram que chamaram a polícia quando viram o homem antes do tiroteio.

As forças de segurança de Butler reconheceram ter respondido a uma série de relatos de “atividades suspeitas”, mas não forneceram detalhes.

“Vimos muitas pessoas caírem, pareciam confusas. Ouvi os tiros”, disse John Yeykal, de Franklin, que participava de seu primeiro comício de Trump.

Os Estados Unidos têm um histórico de violência política e os presidentes, ex-presidentes e candidatos têm medidas de segurança rigorosas.

Atirador é morto em comício de Trump pelo Serviço Secreto, segundo fonte da agência

Donald Trump, é levado para fora do palco durante um comício em 13 de julho de 2024 em Butler, Pensilvânia.

O atirador no comício de Donald Trump foi morto pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos, de acordo com uma fonte da agência federal. Um participante também foi morto durante o incidente.

O promotor distrital também disse que Trump vai ficar bem e foi afastado pelo Serviço Secreto dos EUA. O oficial disse que um segundo espectador está em estado grave.

Jornalistas que estavam no local relataram que ouviram “uma série de fortes explosões ou estrondos” antes que agentes do Serviço Secreto corressem em direção a ele.

Milei repudia “tentativa de assassinato contra o ex-presidente” Trump nos EUA

Presidente da Argentina Javier Milei em Buenos Aires

A Argentina expressou repúdio ao incidente com Donald Trump em um comício nos EUA, em um comunicado oficial neste sábado (13).

“O presidente Javier Milei expressa seu mais energético repúdio à tentativa de assassinato contra o ex-presidente e candidato a presidência Donald Trump”, escreve no comunicado.

O governo da Argentina foi o primeiro a reagir ao episódio publicamente.

Na sua conta pessoal, Milei também escreveu:

“Todo meu apoio e solidariedade ao Presidente e candidato Donald Trump, vítima de uma covarde tentativa de assassinato que colocou em risco sua vida e a de centenas de pessoas.”

Ele acrescenta: “Não surpreende o desespero da esquerda internacional que hoje vê como sua ideologia nefasta expira, e está disposta a desestabilizar as democracias e promover a violência para se enraizar no poder. Com pânico de perder nas urnas, recorrem ao terrorismo para impor sua agenda retrógrada e autoritária”.

“Espero a rápida recuperação do Presidente Trump e que as eleições nos Estados Unidos sejam realizadas de forma justa, pacífica e democrática.”, conclui o presidente no X.

Não há nenhum lugar para a violência política na nossa democracia, diz Obama após atentado contra Trump

À CNN, Obama diz que processos contra Trump demonstram força do Estado de  Direito | CNN Brasil

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse, neste sábado (13), que não há absolutamente nenhum lugar para a violência política na democracia após o atentado contra o também ex-líder norte-americano Donald Trump.

“Não há absolutamente nenhum lugar para a violência política na nossa democracia. Embora ainda não saibamos exatamente o que aconteceu, todos deveríamos estar aliviados pelo fato de o antigo Presidente Trump não ter sido gravemente ferido e aproveitar este momento para nos comprometermos novamente com a civilidade e o respeito na nossa política”, disse Obama.

Ainda de acordo com o ex-presidente democrata, ele e sua mulher, Michelle Obama, desejam uma rápida recuperação ao republicano.

Autoridades se pronunciam após Trump sofrer atentado em comício

Donald Trump sofre atentado em comício, na Pensilvânia | Mundo | G1

Autoridades se pronunciaram nas redes sociais após a interrupção de um comício de Donald Trump, na Pensilvânia, nos EUA, por tiros, neste sábado (13).

O ex-presidente americano foi atingido de raspão na orelha e deixou o local escoltado por seguranças. Segundo o seu porta-voz de campanha, ele está bem.

O presidente dos EUA e candidato à reeleição pelo Partido Democrata, Joe Biden, disse, em documento divulgado pela Casa Branca, que está “grato em saber que ele está seguro e bem”.

“Estou rezando por ele e sua família e por todos aqueles que estiveram presentes no comício, enquanto aguardamos mais informações. Jill e eu estamos gratos ao Serviço Secreto por tê-lo colocado em segurança. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Devemos nos unir como uma nação para condená-la”, disse Biden.

Após o incidente, o presidente Lula publicou: “O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política. O que vimos hoje é inaceitável.”

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou o ataque. O governo também disse desejar a “pronta recuperação do ex-presidente”.

“O Brasil reafirma ser inaceitável qualquer forma de violência política em sociedades democráticas e acompanha com atenção o pleno esclarecimento dos fatos”, diz a nota divulgada pelo Itamaraty.

Jair Bolsonaro também se pronunciou: “Nossa solidariedade ao maior líder mundial do momento. Esperamos sua pronta recuperação. Nos veremos na posse.”

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse ser “lamentável o atentado contra o ex-presidente Donald Trump”. “A democracia se faz com ideias, debates e votos. Nunca com tiros e violência”, postou.

E o Arthur Lira afirmou que “a Câmara dos Deputados, Casa do povo e da democracia, repudia com veemência qualquer ato violento como o que atentou contra o candidato à presidência dos EUA, Donald Trump. As divergências se resolvem no voto da maioria e na vontade do povo”.

Barack Obama publicou no X que “não há absolutamente nenhum lugar para a violência política na nossa democracia” e que está aliviado pelo fato de Trump não ter sido gravemente ferido.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou que ele e a esposa ficaram “chocados com o aparente ataque ao presidente Trump” e que rezam “por sua segurança e rápida recuperação”.

O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, disse nas redes sociais que “violência direcionada a qualquer partido político ou líder político é absolutamente inaceitável”.

O mesmo foi dito pelo senador americano Bernie Sanders, que escreveu: “Desejo a Donald Trump, e a qualquer outra pessoa que possa ter sido ferida, uma rápida recuperação”.

Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), também se pronunciou sobre o caso: “Condenamos nos termos mais veementes o ataque de hoje ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A violência não tem absolutamente nenhum lugar nas eleições, na política ou nas nossas sociedades”.

No X, o bilionário Elon Musk afirmou que apoia Trump totalmente e que espera sua rápida recuperação.

Trump intensifica ataques a Kamala Harris e mantém silêncio sobre vice

O ex-presidente dos EUA e candidato presidencial republicano Donald Trump realiza evento de campanha em Chesapeake

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou seus ataques à vice-presidente Kamala Harris em um comício perto de Miami na terça-feira (9), tentando desacreditá-la enquanto o Partido Democrata discute se o presidente Joe Biden deve permanecer na disputa.

Ao discursar em seu clube de golfe em Doral, Flórida, Trump não falou sobre a escolha planejada para seu companheiro de chapa, embora tenha citado várias vezes o nome do senador da Flórida Marco Rubio, que estava presente e é um dos principais candidatos.

Ao subir ao palco com quase uma hora de atraso em uma noite quente, Trump criticou Biden, de 81 anos, por causa de seu desempenho instável no debate de 27 de junho, o que gerou preocupações sobre sua aptidão mental para o cargo e pedidos de alguns democratas para que ele se afastasse.

Biden disse que teve uma noite ruim e que não desistirá da corrida presidencial.

Em um tom de deboche, Trump chamou a escolha de Biden por Kamala Harris, a primeira mulher e negra vice-presidente, de sua “única decisão brilhante”, insinuando que ela é tão inepta que os democratas relutam em substituir Biden por ela no topo da chapa.

“Foi uma apólice de seguro, talvez a melhor apólice de seguro que já vi”, disse Trump. “Se Joe tivesse escolhido alguém minimamente competente, eles o teriam expulsado do cargo anos atrás.”

Trump também acusou Kamala, ex-senadora dos EUA e procuradora-geral da Califórnia, de trabalhar com outros democratas para encobrir os supostos problemas de acuidade mental de Biden. O presidente tem dito que tem o vigor e a agudeza mental necessários para o cargo.

Trump também disse que o histórico de Kamala prejudicaria suas chances eleitorais, o mais recente sinal de que ele e seus aliados republicanos estão iniciando um ataque total a ela para se preparar para a possibilidade de Biden encerrar sua candidatura à reeleição.

“Não acho que o socialismo californiano de Kamala Harris vá se dar bem com o povo de Doral, o povo de Miami ou o povo da Flórida. Porque na Flórida não gostamos de socialismo, queremos nossa liberdade”, afirmou Trump.

A campanha de Biden acusou Trump de mentir sobre Kamala e disse que ele estava tentando desviar a atenção crescente dada ao Projeto 2025, os planos controversos de um grupo conservador para a Presidência caso Trump vença a eleição de 5 de novembro.

Os discursos bizarros e desequilibrados de Trump não impedirão que a vice-presidente Harris defenda o histórico de Biden-Harris e apresente o histórico extremo de Donald Trump”, disse o porta-voz da campanha de Biden Ammar Moussa.

Democratas discutem próximos passos sobre corrida eleitoral nesta terça-feira

Joe Biden em debate contra Donald Trump

Congressistas do Partido Democrata devem se reunir a portas fechadas nesta terça-feira (9) para discutir os temores crescentes relacionados com as perspectivas do partido na eleição de 5 de novembro, depois que o presidente Joe Biden rejeitou os pedidos de correligionários para desistir da sua campanha pela reeleição.

Ainda que apenas alguns congressistas democratas tenham pedido publicamente pela desistência do presidente, vários outros correligionários demonstraram preocupação com as possibilidades reais de uma vitória de Biden.

O desempenho abaixo do esperado no debate presidencial da CNN renovou as dúvidas sobre a capacidade do atual presidente de tocar uma campanha de sucesso pela reeleição – e de ter condições de enfrentar o trabalho exaustivo da Presidência por mais quatro anos e meio.

A crescente cisão dentro do partido motivou uma ação emergencial do grupo que controla a campanha de Biden para tentar conter novas deserções.

O presidente disse, em entrevista por telefone à MSNBC na segunda-feira (8), que ele “não vai a lugar algum”, uma mensagem que repetiu a doadores em ligações privadas que fez ao longo do dia, de acordo com duas fontes presentes nas conversas.

Biden teve várias ações de campanha no domingo (7) no importante estado da Pensilvânia. A vice-presidente Kamala Harris, vista por muitos como o nome mais provável para suceder Biden, também estava em campanha pelo presidente.

No entanto, o deputado democrata Joe Morelle disse que os seus eleitores do distrito de New York estão perdendo a confiança em Biden depois do desempenho fraco no debate.

“Eles precisam de mais evidências para se sentirem seguros que ele pode continuar a fazer a função. E só repetir isso não é o suficiente. Ele vai ter que demonstrar a sua capacidade”, disse Morelle.

Até correligionários de longa data que apoiam Biden disseram que ele precisa fazer mais.

“Precisamos ver um candidato muito mais vigoroso e energético na campanha em um futuro muito próximo”, disse em nota oficial a senadora democrata Patty Murray, presidente do poderoso comitê de Apropriações do Senado, acrescentando que Biden “precisa considerar, com seriedade, a melhor maneira de preservar o seu incrível legado.”

Biden prometeu continuar na corrida presidencial, sob o argumento de que Trump, 78 anos, representa uma ameaça única à democracia. Trump, que repetiu várias mentiras durante o debate, alegou falsamente que a sua derrota em 2020 foi resultado de fraude eleitoral e não se comprometeu a aceitar os resultados do pleito deste ano.

Congressistas democratas, especialmente os que estão na Câmara, também demonstraram preocupação que os problemas enfrentados por Biden podem prejudicar a sua própria tentativa de obter maioria na Casa, que seria o único baluarte de resistência contra Trump em caso de vitória deste. Atualmente, os republicanos contam com uma maioria de 220 a 213 na Câmara.

Joe Biden diz a deputados democratas que permanecerá na disputa pela Casa Branca

Joe Biden e primeira-dama, Jill Biden, acenam ao deixar palco em evento de campanha em Raleigh, na Carolina do Norte

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden disse aos democratas do Congresso em uma carta nesta segunda-feira (8) que continuará sua tentativa de reeleição, apesar das crescentes preocupações sobre sua aptidão mental e a viabilidade de sua campanha.

“Quero que saibam que, apesar de todas as especulações na imprensa e em outros lugares, estou firmemente comprometido em permanecer nesta corrida, em correr esta corrida até o fim e em derrotar Donald Trump”, disse Biden na carta, obtida pela CNN.

Entretanto, o presidente continuará a contatar os legisladores democratas, disse um responsável da campanha à CNN, durante uma semana crítica para a sua candidatura como candidato do partido em 2024, enquanto todos os democratas da Câmara se reunirão na terça-feira (9) para discutir questões crescentes sobre o caminho a seguir.

O recesso no Congresso acaba na terça-feira, na primeira reunião desde o debate de 27 de junho na CNN, que suscitou preocupação generalizada sobre a capacidade de Biden de garantir uma vitória para os democratas em novembro e de cumprir mais quatro anos no cargo.

Na semana seguinte ao seu desastroso desempenho no debate, Biden contatou pessoalmente cerca de 20 democratas da Câmara, disse um funcionário da campanha à CNN, e conversou com líderes do partido – incluindo o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, e a deputada Nancy Pelosi e James Clyburn – com o objetivo de tranquilizá-los de que as preocupações dentro do partido estão sendo ouvidas.

Desde então, Schumer e Clyburn manifestaram apoio a Biden, enquanto Jeffries permaneceu calado.

Pelosi disse que as questões em torno do desempenho desastroso de Biden no debate presidencial eram “legítimas”.

Questionado sobre os comentários de Pelosi, Biden disse à ABC News: “foi um episódio ruim. Nenhuma indicação de qualquer condição grave. Eu estava exausto”.

Numa teleconferência com importantes democratas da Câmara, convocada no domingo (7) por Jeffries, meia dúzia de legisladores expressaram suas próprias preocupações durante uma conversa que um assessor descreveu à CNN como “bastante brutal”.

Esses legisladores – que a CNN informou incluir os deputados Jerry Nadler, Adam Smith, Mark Takano e Joe Morelle – representam os democratas de mais alto escalão nos comitês do Judiciário, das Forças Armadas, dos Assuntos dos Veteranos e da Administração da Câmara.

Um oficial de campanha se recusou a dizer se o presidente havia falado diretamente com o senador Mark Warner, o democrata da Virgínia que organizou um esforço simultâneo entre senadores com ideias semelhantes para explorar a possibilidade de um pedido oficial para que Biden se afastasse. Warner cancelou uma reunião de acompanhamento marcada para segunda-feira à noite, disse uma fonte à CNN, após o vazamento de notícias sobre os esforços do grupo. A próxima reunião será na terça-feira com os democratas do Senado e sua liderança.

Biden disse à ABC News que Warner era um “bom homem”, mas tinha uma “perspectiva diferente”.

Trump zomba de Biden e diz que ele deve “seguir” com campanha

Ex-presidente e candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, durante evento de campanha na Filadélfia

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse no sábado (6) que acha que o presidente Joe Biden deve seguir com sua campanha presidencial em meio a apelos de alguns democratas para que Biden desista.

“O desonesto Joe Biden deve ignorar seus muitos críticos e seguir em frente, com entusiasmo e força, com sua campanha poderosa e de longo alcance”, escreveu Trump em um post sarcástico no Truth Social.

Trump zombou de Biden e fez várias reivindicações infundadas sobre as políticas do presidente e chamou a campanha de Biden de “Destruição Americana.”

“Ele deve ser afiado, preciso e enérgico, assim como ele estava no Debate, na venda de suas políticas de Fronteiras Abertas (onde milhões de pessoas, incluindo números terroristas, são autorizados a entrar em nosso país, de prisões e instituições mentais, totalmente sem controle e sem veto!), para acabar com a Previdência Social, Homens jogando em esportes femininos, altos impostos, altas taxas de juros, incentivando militares, inflação incontrolável, crime recorde, apenas veículos elétricos, subserviência à China e outros países, guerras intermináveis, colocando a América por último, perdendo nosso padrão baseado em dólares e muito mais. Sim, Joe Dorminhoco deve continuar sua campanha de Destruição Americana e, FAÇA CHINA GRANDE NOVAMENTE!”

O post de Trump vem quando ele e seus aliados estão tentando determinar o que o democrata seria realmente para a campanha de Trump, e alguns republicanos acreditam que o caminho de volta para a Casa Branca provavelmente seria mais fácil com Biden no topo da lista.

“O caos é nosso amigo”, disse uma pessoa próxima a Trump.

Como disse um pesquisador republicano, Trump “prefere ir com o diabo que ele conhece do que o diabo que ele não conhece.”

Governadores democratas asseguram apoio à candidatura de Biden

Os governadores Kathy Hochul de Nova York, Tim Walz de Minnesota e Wes Moore de Maryland falam com repórteres após uma reunião com o presidente dos EUA, Joe Biden (Foto: ANNA MONEYMAKER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP)

Depois de uma reunião na quarta-feira de todos os dirigentes estaduais do Partido Democrata com o líder norte-americano Joe Biden, os governadores democratas dos Estados Unidos disseram que o apoiam em sua recandidatura à presidência dos Estados Unidos. “O democrata, de 81 anos, está apto a cumprir as funções presidenciais”, disse Tim Walz, governador de Minnesota.

A governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, endossou que Biden estava na corrida para vencer, após o encontro. “Joe Biden é o nosso candidato. Ele está aqui para vencer e eu o apoio”, escreveu na rede social X a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer.

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, também participou da reunião e reiterou o empenho na campanha de Biden.

Em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, reforçou que o atual presidente não planeja retirar a candidatura e continua a fazer campanha, estando na corrida.

Antes disso, fontes do partido democrata garantiram que o próprio Biden tinha dito em uma reunião virtual do Comitê Nacional do Partido Democrata, que ninguém ia tirá-lo da corrida presidencial, que continuaria até ao fim e iria vencer. Essas afirmações do presidente foram publicadas em diversas mídias, inclusive pela agência de notícias internacional Associated Press e o portal Politico, que, no entanto, não noticiaram a identidade das fontes.

Mas, uma sondagem divulgada pelo jornal New York Times mostra que, após o debate, o candidato republicano Donald Trump aumentou consideravelmente a vantagem sobre Biden, tendo agora mais seis pontos percentuais: 49% contra 43% das intenções de voto. A sondagem indica ainda que 74% dos eleitores entrevistados estão preocupados com as capacidades físicas e cognitivas de Biden, apos ter aparecido frágil e titubeante no debate.

Desde o debate presidencial na semana passada, em Atlanta, muitas declarações e vários editoriais e artigos de opinião em meios de comunicação nos EUA pedem que Biden desista da campanha, em geral, argumentando que é pelo bem do país e do seu próprio legado.

Biden luta para manter viva sua candidatura à reeleição

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (foto: JIM WATSON / AFP)

Joe Biden continua lutando, nesta quarta-feira (03), por salvar sua candidatura para um segundo mandato, extremamente fragilizada após seu desempenho desastroso no debate contra Donald Trump na semana passada, aumentando a pressão sobre sua campanha.

Ninguém está me descartando. Eu não vou embora. Estou nessa corrida até o fim e vamos ganhar“, garantiu o veterano democrata, segundo a mídia especializada Politico.

“Ele sabe que se tiver mais dois atos como este, as coisas serão muito diferentes”, informou uma pessoa de seu círculo, citada pelo jornal New York Times nesta quarta-feira.

A emissora CNN também exibiu o testemunho de alguém próximo ao democrata de 81 anos, segundo quem Joe Biden está “lúcido” e sabe que os próximos dias serão decisivos para sua permanência na disputa às eleições presidenciais de novembro.

Biden convocou os governadores democratas para uma reunião nesta quarta-feira, em uma tentativa de unir o partido em torno dele.

Dois deles, Wes Moore (Maryland) e Tim Walz (Minnesota), asseguraram à imprensa após a reunião que ‘vamos apoiá-lo’“. Walz também afirmou que o presidente está “em condições” de desempenhar seu cargo.

A governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, vista como uma estrela ascendente do partido, escreveu após o encontro: “Joe Biden é nosso candidato. Ele está pronto para vencer e eu o apoio“.

Biden admitiu que teve um mau desempenho no debate e adotou um discurso franco em uma entrevista à rádio Civic Media de Wisconsin. “Eu estraguei tudo. Cometi um erro. Foram 90 minutos no palco. Veja o que fi em 3,5 anos”, disse.

Sua porta-voz, Karine Jean-Pierre, insiste em que é “absolutamente falso” que Biden pense em desistir da disputa à reeleição.

O presidente “Não está em absoluto” considerando retirar sua candidatura, disse ela a jornalistas. “Continua fazendo campanha“, acrescentou.

Biden fará campanha nos próximos dias no Wisconsin e na Pensilvânia, dois “estados-pêndulo” no norte do país, ou seja, onde o voto faria em função do candidato e de outros fatores e não tanto do partido, o que os torna essenciais para vencer as eleições.

Quase uma semana após o debate, Biden não conseguiu apagar a má impressão deixada pelos 90 minutos nos quais travou ao falar, ficou com o olhar perdido por alguns momentos e chegou a perder o raciocínio sobre o que dizia.