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Vantagem de Trump contra Biden cresce para 6 pontos, diz pesquisa do WSJ

Donald Trump e Joe Biden

A vantagem de Donald Trump contra o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, cresceu para seis pontos percentuais entre eleitores registrados dos Estados Unidos, segundo pesquisa do Wall Street Journal (WSJ). Agora, o republicano tem 48% das intenções de voto, contra 42% do democrata.

Essa é a maior diferença a favor de Trump desde novembro de 2021, de acordo levantamentos anteriores do WSJ. Em fevereiro deste ano, o periódico indicou que a liderança do republicano era de 47% contra 45%.

Ainda segundo o levantamento mais recente, 80% dos eleitores registrados consultados dizem que o presidente Joe Biden é velho demais para disputar o cargo. O índice aumentou 7 pontos percentuais em relação a fevereiro deste ano.

Além disso, 76% dos democratas ouvidos pela pesquisa afirmam que Biden é muito velho para concorrer. Cerca de dois terços o substituiria por outro integrante do partido na disputa presidencial.

O Wall Street Journal também revelou descontentamento com ambos os candidatos: 47% dos eleitores substituiria tanto Trump quanto Biden nas cédulas se pudesse, e 53% dizem que não estão entusiasmados com ninguém concorrendo à Presidência dos EUA.

Ainda assim, Donald Trump manteve uma vantagem semelhante de 6 pontos sobre Biden na nova pesquisa (42% a 36%) em um confronto hipotético que incluiu Robert F. Kennedy Jr. e outros candidatos independentes e de outros partidos.

Metodologia

A pesquisa do Wall Street Journal entrevistou 1.500 eleitores registrados de 29 de junho a 2 de julho.

A margem de erro é de mais ou menos 2,5 pontos percentuais para a amostra completa.

Estados Unidos: para 72% do eleitorado, Biden deveria desistir da reeleição

O presidente e a primeira-dama chegam em New Jersey, no sábado  (Crédito: AFP)

A primeira pesquisa feita após o fiasco de Joe Biden no debate eleitoral da última quinta-feira, realizada pela CBS News, levou uma mensagem desafiadora para o presidente dos Estados Unidos. Para 72% dos eleitores norte-americanos, o atual chefe da Casa Branca deve desistir de sua candidatura à reeleição, incluindo 46% dos democratas, seus correligionários.

Sob forte pressão desde o mau desempenho diante de Donald Trump, Biden recebeu, ontem, uma onda de apoio de líderes democratas, liderados pelos ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton. Ao mesmo tempo, a Casa Branca negou relatos de que ele estava se reunindo com sua família para avaliar sua candidatura.

Apesar da enxurrada de dúvidas públicas, inclusive um apelo do conselho editorial do New York Times para que o presidente saia de cena, nenhuma figura importante do partido se uniu para pedir a renúncia. “Não se trata de desempenho em termos de um debate, mas de desempenho em uma Presidência”, disse a deputada democrata Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara, ao programa State of the Union, da CNN.

“De um lado da tela, você tem integridade; do outro lado, você tem desonestidade”, reforçou Pelosi. “Biden é o único democrata que pode derrotar Donald Trump”, assinalou o senador democrata Chris Coons, de Delaware, estado natal do presidente, no programa This Week, da ABC.

“Biden absolutamente não deve desistir da corrida”, opinou o senador da Geórgia Raphael Warnock no programa Meet the Press, da NBC. “Nosso trabalho é garantir que ele ultrapasse a linha de chegada, em novembro. Não para o bem dele, mas para o bem do país”, acrescentou, fazendo eco a várias outras figuras do partido que tentam mudar o foco do que eles entendem como o desempenho infeliz de Biden para uma enxurrada de mentiras contadas por Trump durante o debate.

Biden e familiares viajaram para a residência presidencial em Camp David na noite de sábado, onde a NBC News divulgou que se esperava que fosse avaliado o futuro de sua campanha de reeleição. A informação foi negada pelo vice-secretário de imprensa adjunto da Casa Branca, Andrew Bates. Na rede X, ele postou que a viagem havia sido planejada desde antes do debate.

Antes do descanso em Camp David, o presidente participou de três eventos de arrecadação de fundos de campanha, na tentativa de evitar a fuga de doadores ricos da campanha.

Sob pressão dos democratas, Joe Biden confirma candidatura às eleições

 (Joe Biden discursa na Carolina do Norte: "Sei como fazer esse trabalho" - (crédito: Alisson Joyce/Getty Images/AFP)
)

Não parecia nem a sombra do homem acuado, hesitante, com falhas de raciocínio e frases desconexas ou incompletas. Depois de o desempenho desastroso no debate de quinta-feira (27/6), em Atlanta (Geórgia), ativar o modo pânico entre os correligionários do Partido Democrata, Joe Biden, 81 anos, resistiu às pressões para abandonar os planos de reeleição. Um dos principais jornais dos EUA, o The New York Times, publicou editorial, nesta sexta-feira, sob o título “Para servir este país, o presidente Biden deveria deixar a corrida”. “O presidente apareceu, na noite de quinta-feira, como a sombra de um grande servidor público. Ele se esforçou para explicar o que realizaria em um segundo mandato. Ele lutou para responder às provocações do senhor (Donald) Trump. (…) Mais de uma vez, ele se esforçou para chegar ao fim de uma frase.”

No dia seguinte ao debate, durante comício na Carolina do Norte, o presidente tentou transmitir confiança. “Sei que não sou mais um jovem. Não caminho com tanta facilidade, não falo com tanta fluidez, não debato tão bem quanto antes, mas sei o que sei: como dizer a verdade”, declarou. “Dou a vocês minha palavra. Não voltaria a me candidatar se não acreditasse, com todo o meu coração e minha alma, que posso fazer esse trabalho.”

Biden disse saber a distinção entre o bem e o mal. “Sei como fazer esse trabalho. (…) Sei que, quando o derrubam, você volta a levantar”, acrescentou o democrata. Mais do que um discurso voltado aos simpatizantes, as palavras do presidente tiveram o objetivo de aplacar a desconfiança dos próprios estrategistas da campanha democrata.

Em Nova York, Biden e o cantor britânico Elton John inauguraram um monumento em alusão ao 55º aniversário dos tumultos provocados pela invasão policial ao Stonewall II, um bar LGBTQIAPN+. O incidente marca o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN .

O republicano e ex-presidente Donald Trump, 78, seu potencial adversário nas eleições de 5 de novembro, afirmou não crer em uma desistência de Biden e celebrou uma “grande vitória” no debate. “Muitas pessoas dizem que, após a performance da noite passada, Joe Biden está saindo da disputa. Mas a verdade é que eu realmente não acredito nisso”, declarou, durante um comício na Virgínia. “Apesar de o corrupto Biden ter passado a semana inteira em Camp David descansando, trabalhando, estudando — ele estudou muito. Ele estudou tanto que não sabia o que diabos estava fazendo”, ironizou Trump.

Robert Matthew Howard, professor de ciência política da Universidade Estadual da Geórgia, em Atlanta, acredita que o pânico instalado entre os democratas está associado à idade de Biden e ao fato de que muitos formuladores de decisão, dentro do partido, estão profundamente influenciados por publicações, como o NY Times, que tornaram a questão etária algo grande. “Nenhum republicano criticou Trump, que, na melhor das hipóteses, mostrou algum declínio cognitivo”, disse ao Correio.

“Seria o caos se Biden se retirasse. A última vez que isso ocorreu foi em 1968. Isso resultou em uma Convenção Nacional Divisiva e rachada entre Hubert Humphrey, vice de Lyndon Johnson, e os simpatizantes de Robert Kennedy, principalmente em relação à Guerra do Vietnã”, advertiu. Cerca de 48 milhões de telespectadores assistiram ao debate. Pesquisa do instituto YouGov mostra que 49% dos americanos creem que Biden deveria ser substituído. Outra sondagem, da TV CNN, indica que 67% acham que Trump venceu o debate.

The New York Times pede para que Biden que desista da disputa presidencial nos Estados Unidos

Primeiro debate entre Trump e Biden ocorreu nesta quinta-feira (27) (foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

The New York Times, jornal mais influente dos Estados Unidos, pediu nesta sexta-feira (28) ao presidente Joe Biden, em um editorial, que desista da campanha pela reeleição e permita que outro democrata desafie Donald Trump nas eleições de novembro.

Descrevendo Biden como “a sombra de um grande servidor público”, o conselho editorial do diário afirmou que o debate da noite anterior entre Biden e Trump mostrou que o mandatário de 81 anos “não passou seu próprio teste”. “O maior serviço público que o senhor Biden pode fazer agora é anunciar que não continuará se candidatando à reeleição”, acrescentou.

Democratas se preocupam com desempenho de Biden em debate presidencial

Donald Trump e Joe Biden (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP )

O primeiro debate presidencial entre o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden e o candidato republicano Donald Trump para as eleições de novembro está sendo considerado desastroso para ambas as partes. Enquanto muitos já esperavam um mau desempenho do republicano, havia expectativa quanto a Biden. No entanto, após o seu desempenho, o Partido Democrata está preocupado e comenta-se até mesmo em “pânico” entre os seus membros.

“O mais importante nestas eleições é a preocupação dos eleitores, tanto dos eleitores indecisos como dos eleitores de base, com a idade Biden, e essa preocupação foi agravada esta noite“, afirmou David Plouffe, estrategista democrata e antigo responsável pela campanha de Barack Obama.

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris entrou em ação após o debate no canal CNN, no qual Biden demonstrou pouca energia, voz rouca e aparente desorientação em alguns momentos. Até mesmo Harris reconheceu o ‘fraco’ desempenho. “Foi um início lento, não há dúvida, mas achei que foi um final forte. As pessoas podem debater sobre o estilo, mas esta eleição tem de ser sobre substancia. Biden foi muito forte contra um Trump que mentiu”, disse ao ser questionada sobre o desempenho de Biden em uma entrevista à CNN.

Já a ex-primeira-dama da Califórnia, Maria Shriver, declarou que adora Biden e que sabe que ele é um bom homem, mas que a noite foi de partir o coração em muitos aspectos. “Este é um grande momento político. Há pânico no Partido Democrata. Vai ser uma longa noite”, acrescentou.

Também o veterano democrata David Axelrod destacou que o objetivo de Biden era aparecer energético e capaz de servir mais quatro anos. “Conseguiu pontos em questões de política como aborto e economia, mas há um sentimento de choque com o modo como ele apareceu no início. Parecia desorientado“, avaliou.

A ex-senadora do Missouri, Claire McCaskill, disse por outro lado que Biden tinha uma missão e não a cumpriu: precisava tranquilizar a América de que estava à altura do cargo na sua idade, e falhou.

Os analistas e comentaristas políticos norte-americanos apontam que é muito improvável que alguém substitua Biden como candidato nesta fase e que o ‘clima’ entre os democratas está à beira do pânico.

Recentemente, o presidente dos EUA realizou um forte discurso sobre o Estado da União, no qual se mostrou incisivo e enérgico. No entanto, na última noite Biden decepcionou ao se mostrar vacilante frente ao rival, murmurando algumas das suas falas, tornando-se difícil compreendê-las.

Por sua vez, Trump não teve, ainda assim, um desempenho melhor, sendo acusado de mentir por diversas vezes durante o debate. Analistas políticos consideram que a sua prestação foi um bom lembrete do que poderia ser uma nova presidência do republicano.

Biden e Trump trocam farpas às vésperas de debate

Candidatos à Presidência dos EUA Donald Trump e Joe Biden

A tensão entre Joe Biden e Donald Trump em temas sensíveis, como a questão racial e o futuro do Supremo Tribunal, à medida que os dois se preparam para o debate presidencial mais crítico dos últimos anos.

A campanha de 2024 tomou um rumo raro, saindo dos tribunais no fim de semana e em direção a campos de batalha mais convencionais: arrecadação de fundos, blocos eleitorais vitais e os estados indecisos que decidirão as eleições.

As campanhas de Biden e Trump lutaram pelos votos dos negros americanos, uma tradicional base de poder democrata onde o ex-presidente tenta fazer incursões apesar da sua história pessoal manchada em questões raciais. Isto ocorre num momento em que os republicanos abraçam o seu presumível candidato, apesar da sua condenação criminal, e tentam anular o resultado das eleições de 2020, apostando tudo em Trump enquanto procuram reconquistar a Casa Branca e o Senado e manter a Câmara.

O presidente Biden, que voou diretamente de sua segunda viagem à Europa em uma semana para um evento de arrecadação de fundos em Hollywood em Los Angeles no sábado (15), argumentou que uma das partes “mais assustadoras” de um segundo mandato de Trump seria a possibilidade de seu rival nomear juízes mais conservadores e linha-dura da Suprema Corte.

O ex-presidente Barack Obama, que se juntou ao seu ex-vice-presidente na arrecadação de fundos, lamentou o fato de os republicanos estarem prestes a nomear um candidato que foi “condenado por um júri dos seus pares em 34 acusações”.

Candidatos se posicionam para 1º debate presidencial

A campanha se intensificou antes do primeiro debate presidencial de 2024, que será realizado pela CNN em 27 de junho, num momento potencialmente decisivo de uma campanha que poderá ver um ex-presidente derrotar o presidente em exercício. O confronto em Atlanta ocorrerá com Biden, de 81 anos, sob extrema pressão para mostrar que está preparado para mais um mandato de quatro anos, em meio às preocupações generalizadas dos eleitores sobre sua idade avançada e após a zombaria incessante de Trump da saúde mental e do estado físico do presidente visivelmente envelhecido.

A constante ridicularização da capacidade cognitiva de Biden por parte do ex-presidente pode, no entanto, estar diminuindo as expectativas quanto ao desempenho de Biden, aumentando a perspectiva de que uma demonstração enérgica do presidente poderia ter um impacto semelhante ao seu discurso sobre o Estado da União deste ano, que acalmou temporariamente as preocupações relacionadas à sua idade.

O comportamento volátil do ex-presidente nos últimos dias, está levando a campanha de Biden a argumentar que o estado de espírito de Trump – bem como a sua tentativa de subjugar a democracia americana há quatro anos – significa que ele é inadequado para um retorno ao cargo. Na semana passada, a campanha descreveu Trump como “mais desequilibrado do que nunca” depois de ter regressado ao Capitólio pela primeira vez desde o ataque da multidão de 6 de janeiro de 2021, que foi abraçado pelos legisladores republicanos da Câmara e do Senado.

O primeiro debate presidencial desta campanha é considerado precoce, o que significa que poderá dar ao presidente a oportunidade de agitar uma disputa acirrada pela Casa Branca que se mantém praticamente estável há meses. Trump registra fortes resultados nas pesquisas nos principais estados indecisos.

Aparentemente, Biden está agarrado a um caminho cada vez mais estreito no mapa eleitoral nacional até aos 270 delegados necessários para ganhar a presidência. O presidente está sendo prejudicado pela dor sentida por muitos americanos em relação aos preços elevados e às taxas de juros elevadas que dificultaram o acesso a novas casas e empréstimos para automóveis – dando a Trump uma oportunidade para evocar nostalgia sobre a economia pré-pandemia durante seu mandato.

A CNN anunciou no sábado novos detalhes para o debate, acordados por ambas as campanhas. O evento acontecerá em um estúdio de televisão, e não diante de um público ao vivo. Incluirá dois intervalos comerciais, durante os quais a equipe de campanha estará impedida de interagir com o candidato. Os dois homens concordaram em aparecer em um pódio uniforme e suas posições serão determinadas por sorteio. Os microfones serão silenciados, exceto quando for a vez do candidato falar.

Espera-se que Biden vá a Camp David no final desta semana para um intenso treino que envolverá seu ex-chefe de gabinete, Ron Klain, que há décadas ensina candidatos democratas antes dos debates. Trump realizou um fórum político com um grupo de conselheiros e senadores Marco Rubio, da Flórida, e Eric Schmitt, do Missouri, quando esteve em Washington na semana passada. Os seus assessores insistiram que o ex-presidente não se envolveria necessariamente na preparação tradicional do debate, mas sim em entrevistas e comícios para aperfeiçoar a sua abordagem. No entanto, as entrevistas de Trump, principalmente com meios de comunicação conservadores, estão muitas vezes cheias de perguntas chapa-branca. E ele faltou a todos os debates primários do Partido Republicano, então pode não estar totalmente preparado quando Biden avançar sobre ele.

Trump busca quebrar o apoio de Biden entre os eleitores negros

Numa corrida que envolverá um punhado de estados indecisos que poderiam ser decididos por meros milhares de votos, qualquer pedaço que um candidato possa tirar do eleitorado central do outro poderá ser crucial. É por isso que Trump passou o sábado em Michigan, tentando aproveitar os sinais de diminuição do entusiasmo por Biden entre os eleitores negros.

O ex-presidente revelou sua coalizão “Negros Americanos por Trump”, que tem o apoio de republicanos negros proeminentes, incluindo o senador da Carolina do Sul Tim Scott e o deputado da Flórida Byron Donalds. Numa entrevista na sexta-feira (14) à Semafor, Trump declarou: “Não sou racista”. Ele acrescentou: “Tenho tantos amigos negros que se eu fosse racista, eles não seriam amigos, saberiam melhor do que ninguém, e rápido”, disse ele.

Falando numa igreja predominantemente negra em Detroit no sábado, Trump afirmou falsamente que os trabalhadores negros se saíram muito melhor no seu primeiro mandato do que sob Biden, num esforço para alavancar a pedra angular da sua campanha – a imigração – num apelo às minorias que ele afirma estarem perdendo seus empregos para migrantes sem documentos formais.

Ele também destaca o papel de Biden como senador na aprovação de um projeto de lei criminal da década de 1990 que resultou em altas taxas de encarceramento entre cidadãos negros. De acordo com as pesquisas de boca de urna da CNN em 2020, Trump conquistou cerca de 1 em cada 10 eleitores negros. Mas uma pesquisa recente do New York Times/Siena College revelou que o ex-presidente conquistou mais de 20% dos eleitores negros em estados decisivos. Se conseguir diminuir a vantagem de Biden entre os principais grupos demográficos em cidades como Filadélfia, Detroit e Milwaukee, Trump poderá aumentar as suas hipóteses de vencer na Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, estados que constituem o melhor caminho de Biden para manter a Casa Branca.

A campanha de Biden reagiu ao apelo de Trump a um eleitorado central confiável que ajudou a levar Biden à presidência, destacando controvérsias, incluindo a exigência de Trump pela pena de morte contra cinco jovens que foram injustamente condenados por agressão e estupro no Central Park na década de 1980 e sua campanha racista sobre o local de nascimento de Obama.

“Certamente não nos esquecemos de Trump se aproximando repetidamente dos supremacistas brancos e demonizando as comunidades negras para seu benefício político – porque é exatamente isso que ele fará se ganhar um segundo mandato”, disse Jasmine Harris, diretora de mídia negra para o Campanha de Biden.

Obama também atacou o presumível candidato republicano quando questionado pelo apresentador Jimmy Kimmel, no evento de arrecadação de fundos em Los Angeles, o que ele pensava sobre as afirmações de Trump de que tinha feito mais pelos negros do que qualquer presidente na história. O ex-comandante-chefe respondeu: “Uma coisa que ele fez, por exemplo, foi fazê-los sentir-se ainda melhor em relação ao primeiro presidente negro”.

Biden critica maioria ‘desequilibrada’ na Suprema Corte

As arrecadações de fundos políticos costumam ser fechadas. Mas a campanha de Biden parecia interessada em mostrar o presidente num ambiente informal com Obama e estrelas como Julia Roberts e George Clooney. O presidente parou em Washington apenas para reabastecer o Air Force 1 no caminho para casa depois da cúpula do G7 na Itália, antes do evento, que ocorreu dias depois de seu filho, Hunter Biden, ter sido considerado culpado por posse ilegal de arma após um julgamento em Delaware.

A campanha do presidente divulgou no domingo (16) um vídeo da arrecadação de fundos no qual Biden fazia referência à polêmica em torno das bandeiras hasteadas pela esposa do juiz Samuel Alito, que os críticos alertaram serem politicamente provocativas. “Se ele for reeleito, nomeará mais duas bandeiras hasteadas de cabeça para baixo”, disse Biden.

Questionado por Kimmel se considerava esta a parte mais assustadora de um segundo mandato de Trump, Biden respondeu: “É uma das partes mais assustadoras”. O presidente acrescentou: “O Supremo Tribunal nunca esteve tão desequilibrado como hoje, quero dizer, nunca”.

Durante anos, antes de a maioria conservadora do Supremo Tribunal construída por Trump derrubar o direito constitucional ao aborto, os republicanos colocaram o destino do tribunal superior do país no centro das suas campanhas eleitorais presidenciais. Biden deu a indicação mais clara neste fim de semana de que os democratas estão agora desesperados para jogar no mesmo terreno.

Começa a Superterça, que reúne primárias em até 16 estados dos EUA e deve consolidar Biden e Trump como ‘favoritaços’

Acontece nesta terça-feira (5) a data mais importante do período pré-eleitoral americano: a Superterça, como é chamado o dia no qual vários estados votam simultaneamente em candidatos à Presidência dos Estados Unidos.

Historicamente, o dia costuma ser decisivo tanto para o Partido Republicano quando para o Democrata, mas, principalmente, para a sigla que está na oposição — desta vez, os republicanos.

Mas, diferentemente de outras Superterças com disputas acirradas, neste ano as candidaturas dos dois lados já estão praticamente definidas. Apesar das polêmicas como a questão da idade e da falta memória, pelo lado de Joe Biden, e dos processos judiciais que o republicano Donald Trump enfrenta na Justiça, ambos despontam como favoritos absolutos em seus partidos.

Trump foi presidente dos EUA entre 2017 e 2020; nesta segunda, foi liberado pela Suprema Corte para concorrer. Biden ocupa a presidência dos Estados Unidos desde janeiro de 2021, após derrotar Trump nas eleições de 2020.

Nos Estados Unidos, os pré-candidatos de cada partido disputam prévias em cada estado e território do país, elegendo um certo número de delegados (representantes) em cada um deles. Quem tiver o maior número de delegados ao final do processo se torna o candidato do partido à Presidência. Os maiores colégios eleitorais são os da Califórnia e do Texas.

Neste ano, 15 estados votarão na Superterça pelo Partido Republicano; pelos democratas, serão 16 locais, incluindo o território da Samoa Americana. Os primeiros resultados devem ser conhecidos entre as 20h e as 23h desta terça-feira — as definições ficarão para as primeiras horas de quarta (6).

O “super” da data se dá pelo grande número de delegados envolvidos no mesmo dia. O candidato republicano, por exemplo, precisa de 1.215 delegados para ser indicado à Presidência. Só na Superterça republicana estão em jogo 854 delegados.

Apesar do favoritismo, pela contagem de delegados, nem Trump nem Biden conseguirão a nomeação com a Superterça. Pelos cálculos, os dois pré-candidatos só poderiam ser confirmados como candidatos a partir de meados de março: Trump em 12 de março; Biden, em 19 de março.

Trump recorre à Suprema Corte alegando imunidade presidencial em caso sobre tentativa de fraude nas eleições de 2020

Donald Trump em foto do dia 9 de fevereiro

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump recorreu nesta segunda-feira (12) à Suprema Corte norte-americana alegando ter direito à imunidade presidencial para que não seja processado no caso em que é acusado de haver conspirado para alterar os resultados das eleições no país em 2020. Esse é um dos quatro processos aos quais ele responde atualmente.

Na semana passada, uma corte dos EUA já havia decidido que ele não tem esse direito e que pode ser julgado por envolvimento na invasão ao Congresso americano. A defesa dele pediu à Suprema Corte que suspenda essa decisão.

Três dos nove ministros da Suprema Corte foram indicados por Trump, o que garante uma maioria conservadora na Corte de 6 a 3.

A alegação da defesa foi a de que Trump era presidente à época e, portanto, teria direito a proteções legais, como o impedimento de ser processado criminalmente.

A acusação, porém, argumentou que ele agia como candidato e não como presidente quando pressionou oficiais para tentar mudar o resultado do pleito.

Depois que o democrata Joe Biden foi eleito presidente dos Estados Unidos em 2020, Trump passou semanas insistindo publicamente que, na verdade, era ele quem tinha vencido. No dia 6 de janeiro de 2021, encorajou uma multidão a ir ao Capitólio enquanto a eleição de Biden era oficializada.

Na terça passada (6), no entanto, juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, rejeitaram o pedido. O julgamento desse caso havia sido marcado para março deste ano, mas os juízes decidiram adiá-lo, e ainda não marcaram uma nova data.

A defesa de Trump quer que o julgamento aconteça apenas após as eleições presidenciais dos EUA, em novembro.

Donald Trump é o favorito para vencer as disputas internas do Partido Republicano para ser o candidato da sigla.

Ex-vice-presidente Mike Pence desiste de disputar Presidência dos EUA

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence, 64, desistiu de concorrer à Presidência nas eleições de 2024. Pré-candidato pelo Partido Republicano, Pence não conseguiu apoio suficiente para sua campanha e estagnou nas pesquisas de opinião.

Pence apoiou o ex-presidente Donald Trump durante os quatro anos de governo, mas negou-se a embarcar na tentativa de interferir nas eleições de 2020, após a vitória do democrata Joe Biden.

Apoiadores de Trump que invadiram o Capitólio, sede do Legislativo americano, em 6 de janeiro de 2021 veem Pence como um traidor. Eles queriam que Pence, que como vice era também chefe do Senado, rejeitasse no Congresso a certificação da vitória eleitoral de Biden. De acordo com as investigações, Trump teria exercido pressão para isso e, diante da negativa, chamou o então parceiro de “covarde” repetidas vezes.

Depois do rompimento com Trump, Pence passou a fazer críticas ao ex-aliado, que segue como o pré-candidato favorito dos republicanos.

“Ao povo americano eu digo: essa não é a minha hora”, disse Pence neste sábado (28) aos participantes de uma conferência de doadores da Coligação Judaica Republicana, em Las Vegas.

Biden anuncia que vai concorrer à reeleição

O presidente dos EUA, Joe Biden, em vídeo no qual anuncia que se candidatará a um segundo turno, em 25 de abril de 2023.  — Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (25) que vai concorrer à reeleição ao cargo em 2024.

Biden, de 80 anos, lançou oficialmente sua campanha para o segundo mandato. Ele concorrerá ao lado da atual vice-presidente, Kamala Harris. A candidatura dos dois foi oficialmente protocolada também nesta terça.

O anúncio oficial – na semana passada Biden já havia dito que deveria se candidatar novamente – foi feito por meio de um vídeo de três minutos divulgado pela Casa Branca.

Nele, Biden pede aos eleitores mais tempo para “terminar o trabalho” que começou e que deixem de lado as preocupações pelo fato de ele ser um dos presidentes mais velhos da história do país – uma pesquisa desta semana mostrou que essa é uma das principais barreiras à sua candidatura.

Caso reeleito, o atual presidente terá 86 anos ao final do segundo mandato.

No anúncio oficial, o líder dos EUA disse ainda estar travando uma batalha pelo resgate da alma de seu país, um discurso que ele fez na primeira campanha, em 2020.

“Eu disse que estamos em uma batalha pela alma da América, e ainda estamos”, disse. “A questão que enfrentamos é se nos próximos anos teremos mais liberdade ou menos liberdade. Mais direitos ou menos. Liberdade. A liberdade pessoal é fundamental para quem somos como americanos. Não há nada mais importante. Nada mais sagrado”, disse Biden no vídeo.

Boca de urna: maioria dos eleitores não quer que Biden seja candidato em 2024

Mais de dois terços dos eleitores dos candidatos à Câmara não querem que o presidente Joe Biden concorra à reeleição em 2024, de acordo com os primeiros resultados da pesquisa nacional realizada em meio às eleições de meio de mandato para a CNN e outras redes de notícias pela Edison Research.

Mais de sete em cada 10 eleitores independentes e cerca de nove em cada 10 eleitores republicanos disseram que não querem que Biden esteja na campanha presidencial de 2024. Menos de seis em cada 10 eleitores democratas acharam que ele deveria concorrer.

Pouco menos de seis em cada 10 eleitores independentes têm uma visão desfavorável de Biden, e quase a mesma parte desaprova o trabalho que ele está fazendo como presidente. Apenas um em cada 10 eleitores democratas tem uma visão desfavorável do presidente e desaprova um pouco mais seu desempenho no trabalho.

Mais de nove em cada 10 eleitores do Partido Republicano têm uma visão desfavorável de Biden e desaprovam o trabalho que ele está fazendo.

Quando se trata do ex-presidente Donald Trump, dois terços dos eleitores independentes e mais de nove em cada 10 eleitores democratas têm uma visão desfavorável dele. Pouco mais de três quartos dos eleitores do Partido Republicano têm uma opinião favorável.

Os eleitores independentes representam cerca de um quarto do eleitorado, enquanto os eleitores democratas são cerca de um terço e os eleitores republicanos são pouco mais de um terço do eleitorado.

Trump não reage bem e “grita com todos” após desempenho de partido nas eleições

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump “está pálido” e “gritando com todos” após os resultados decepcionantes do Partido Republicano na noite desta terça-feira (8), disse à CNN um conselheiro de Trump que esteve em contato com o círculo íntimo de Trump.

“Os candidatos são importantes”, disse o conselheiro de Trump. “Eles eram todos maus candidatos”, continuou o conselheiro, criticando muitos dos candidatos escolhidos a dedo por Trump nos principais estados do país.

Este conselheiro disse que é improvável que Trump adie seu esperado anúncio presidencial porque “é muito humilhante adiar”. Mas o conselheiro disse que há muitas incógnitas neste momento.

A derrota mais marcante para Trump ocorreu na Pensilvânia, onde o republicano Mehmet Oz foi derrotado pelo democrata John Fetterman na disputa pelo Senado mais cara do país. Trump endossou Oz, durante a controversa primária republicana, efetivamente passando por uma primária brutal e por pouco nas eleições gerais. Mas onde o apoio do ex-presidente foi decisivo nas primárias, foi um albatroz nas eleições gerais para um candidato republicano ao Senado que tentava fazer incursões nos subúrbios divulgando sua própria moderação.

Embora Trump tenha conseguido algumas vitórias no Senado – o republicano JD Vance derrotou um desafio mais forte do que o esperado do democrata Tim Ryan na corrida ao Senado de Ohio, enquanto o republicano Ted Budd derrotou a democrata Cheri Beasley na Carolina do Norte – essas vitórias até agora foram limitadas a estados republicanos mais enxutos.

Na Câmara, também, os acólitos de Trump perderam no que foi visto como disputas competitivas que os republicanos precisavam vencer se quisessem construir uma maioria significativa no corpo legislativo.

Em New Hampshire, a ex-assessora de Trump Karoline Leavitt perdeu para o deputado democrata Chris Pappas no que foi visto como uma disputa altamente competitiva. Na Carolina do Norte, o republicano Bo Hines perdeu para o democrata Wiley Nickel em uma disputa que foi vista como um “teste da influência” do ex-presidente. E em Ohio, a deputada estadual democrata Emilia Sykes derrotou a republicana Madison Gesiotto Gilbert.

A noite de Trump foi particularmente ruim quando vista pelas lentes da brincadeira de uma noite do governador da Flórida Ron DeSantis.

DeSantis, o rival mais claro de Trump para a indicação presidencial republicana de 2024, venceu a reeleição contra o democrata Charlie Crist em quase 20 pontos percentuais, continuando a consolidar o apoio latino na Flórida e até vencendo condados populosos como Miami-Dade.

Massacre republicano sobre os democratas não se concretizou

O controle das duas câmaras do Congresso americano ainda está em aberto, mas a esperada surra que os democratas levariam dos republicanos não se concretizou.

A decepção ficou evidente no fim da noite na fisionomia azeda do ex-presidente Donald Trump, que seria consagrado o rei do partido, e nas palavras do veterano senador Lindsey Graham: “Definitivamente, não é uma onda republicana, com certeza.”

No início da manhã desta quarta-feira (9), a disputa no Senado estava empatada, com disputas acirradas em Nevada e Arizona e provavelmente um segundo turno na Geórgia. Os republicanos levavam vantagem na Câmara, embora com uma margem modesta e não devastadora, como o previsto nas pesquisas.

A expectativa pela aclamação de Trump se frustrou e deu vez a seu principal adversário republicano, o governador Ron DeSantis, que se reelegeu com uma vitória retumbante na Flórida. O ex-presidente passou os últimos dias zombando dele, criando um trocadilho para o seu nome – “santinho do pau oco”, na tradução em português.

DeSantis sai vitorioso com mais de 20 pontos de vantagem sobre o democrata Charlie Crist. E com outra vantagem: sem ajuda do ex-presidente, que endossou cerca de 300 candidatos nestas eleições e promete se lançar, na semana que vem, na disputa para a Casa Branca, dentro de dois anos.

Trump emplacou candidatos, como o negacionista eleitoral JD Vance para o Senado de Ohio. Mas sofreu derrotas na Geórgia, onde se empenhou para eleger o ex-jogador Herschel Walker para o Senado — um declarado antiabortista que foi acusado de pagar duas mulheres para interromper a gravidez. Walker empatou com o senador democrata Raphael Warnock e deverá enfrentar nova disputa em dezembro.

Outro fiasco pessoal para o ex-presidente é o médico-celebridade Mehmet Oz, que perdeu a vaga no Senado pela Pensilvânia para o vice-governador John Fetterman, após uma dramática campanha. O democrata recupera-se de um derrame sofrido em maio, que deixou algumas sequelas, ironizadas de forma agressiva por Trump Jr., filho do ex-presidente.

“Um senador dos EUA não deveria ter um mingau no lugar do cérebro”, disse ele.

O panorama dessa apuração, ainda que indefinido, reflete o eleitorado profundamente dividido, que não foi às urnas para punir o atual presidente americano, ao contrário do que se esperava. O massacre republicano se dissipou, o que, por si só, representa um alívio para Biden. As ameaças de vingança anunciadas pelos adversários para destituí-lo, com investigações sobre os negócios de sua família, por ora, permanecem em suspenso.

Massachusetts elege a primeira governadora abertamente lésbica dos EUA

A democrata Maura Healey se tornou a primeira governadora abertamente lésbica eleita nos Estados Unidos. Ela venceu as eleições na na terça-feira (8) ao derrotar o republicano Geoff Diehl, apoiado pelo ex-presidente Donald Trump, no estado de Massachusetts, segundo vários meios de comunicação.

Healy, 51, atual procuradora-geral de Massachusetts, localizado no nordeste do país, venceu confortavelmente seu adversário e garantiu para os democratas esse importante estado, que estava nas mãos dos republicanos.

O governador em exercício, Charlie Baker, um republicano moderado, decidiu não concorrer a um terceiro mandato.

Essas eleições de meio de mandato foram as primeiras da história com candidatos LGBTQ nos 50 estados do país e na capital Washington D.C., um exemplo de como essa comunidade se tornou uma força eleitoral cada vez mais poderosa no país. A maioria concorre pelo Partido Democrata.

EUA vão às urnas para definir composição do Congresso e ‘avaliar’ desempenho de Biden

Joe Biden conseguirá manter suas magras maiorias no Congresso dos Estados Unidos? Ou o controle do Senado e da Câmara de Representantes voltará para as mãos dos republicanos, que passarão a obstruir as políticas do presidente?

As respostas para essas perguntas virão nesta terça-feira (8), durante as eleições de meio de mandato, nas quais estão em jogo a totalidade da Câmara de Representantes, 30 dos 100 assentos no Senado, além de 36 cargos de governadores e a renovação de praticamente todas as assembleias locais.

Essas eleições “midterms” funcionam praticamente como um referendo sobre o ocupante da Casa Branca. Em mais de 160 anos, o partido do presidente raramente escapou da punição.

O que vai ser votado?
Como acontece a cada dois anos, todos os 435 assentos na Câmara de Representantes dos EUA estão em disputa.

No Senado, que tem 100 cadeiras com mandato de seis anos, serão renovadas 35 – que começarão seu mandato em 3 de janeiro de 2023.

Os americanos também elegerão os governadores de 36 dos 50 estados da União, bem como uma série de autoridades locais.

Qual a expectativa de resultado?
De acordo com as últimas pesquisas, a oposição republicana tem boas chances de conquistar entre 10 e 25 novas cadeiras na Câmara, mais do que suficiente para consolidar uma maioria.

Em contrapartida, as pesquisas são menos claras sobre o destino do Senado, mas os republicanos parecem ter vantagem também.

Em resumo, por enquanto, nada está definido.

Quando saberemos o resultado?
Na eleição presidencial de 2020, devido à lentidão da contagem de votos em muitos estados, levou dias para ficar claro que Joe Biden era o presidente eleito. Os grandes veículos de comunicação o declararam vencedor, por meio de projeções matemáticas, apenas no sábado (votação foi numa terça).

Desta vez, provavelmente não será necessário esperar tanto, mas é possível que não se conheçam os vencedores das eleições na noite das eleições. Estados como Arizona, Nevada e Pensilvânia, que são fundamentais no mapa do controle do Senado, podem levar vários dias para contar todos os seus votos.

Quais os papéis de Biden e Trump na eleição?
Embora o nome de Joe Biden não apareça nas cédulas, muitos americanos veem esta eleição como um referendo sobre o presidente.

Mas também são um grande teste para o futuro político de Donald Trump, que se jogou de cabeça na campanha, fazendo comícios por todo o país.

Para ambos, de olho nas eleições de 2024, o resultado das ‘midterms’ pode indicar como seria uma possível reedição das eleições presidenciais de 2020.

Qual o impacto dessa eleição?
O resultado destas eleições será decisivo em todo o país.

Biden pede aos americanos um voto de confiança com maiorias suficientes para contornar as regras do Congresso que atualmente o impedem de legalizar o aborto em todo o país ou proibir fuzis de assalto.

Em quase todos os seus discursos, insiste que o futuro do aborto, das armas de fogo e do sistema de saúde dependerá do resultado dessa votação.

Por sua vez, os republicanos prometem liderar uma luta feroz contra a inflação, a imigração, o crime e continuar sua ofensiva contra os atletas transgêneros.

Alguns também consideram cortar a ajuda de Washington à Ucrânia.

Os candidatos do “Grand Old Party” também prometeram que, se obtiverem maioria legislativa, abrirão uma série de investigações parlamentares contra Biden, seu assessor na pandemia Anthony Fauci e seu ministro da Justiça Merrick Garland.

Também planejam enterrar o trabalho da comissão parlamentar que investiga o ataque de janeiro de 2021 ao Congresso por apoiadores de Trump.