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Certificação de Trump: o Congresso pode rejeitar os votos do Colégio Eleitoral?

Certificação de Trump: o Congresso pode rejeitar os votos do Colégio Eleitoral? | CNN Brasil

No sistema político dos Estados Unidos, a certificação dos votos do Colégio Eleitoral é um passo importante e o último no processo da eleição presidencial, antes da posse.

Apesar da cerimônia ser uma exigência, de acordo com o artigo 2º da Constituição dos EUA, o rito é considerado apenas uma formalidade no processo.

Em toda a história americana, uma única certificação sofreu tumulto. Foi o caso da invasão do Capitólio em 2021, quando apoiadores de Donald Trump entraram no prédio e tentaram impedir a diplomação de Joe Biden, vencedor da eleição.

Com exceção a esse episódio, historicamente, a contagem de votos é um processo tranquilo e rápido.

O sistema americano prevê a possibilidade da contestação dos votos do Colégio Eleitoral durante o processo de certificação no Congresso, que acontece sempre no dia 6 de janeiro.

Entenda o que acontece se os votos forem contestados

O rito da certificação acontece em uma sessão conjunta do Congresso, presidida pelo vice-presidente dos Estados Unidos, que no país também acumula o papel de presidente do Senado.

Segundo o National Archives dos EUA, a contestação deve ser feita por escrito e assinada por pelo menos um quinto dos senadores e um quinto dos deputados da Câmara dos Representantes.

Antes de uma reforma em 2022, o pedido era aceito se estivesse assinado por apenas um deputado e um senador.

Apenas dois motivos para objeção são aceitos: se os delegados do estado alvo da contestação não foram legalmente certificados ou se o voto de um ou mais delegados não foi feito de forma regular.

Quando o voto é contestado, a sessão de certificação é suspensa. Tanto o Senado quanto a Câmara debatem a objeção separadamente. Após o debate, eles se reúnem novamente e as duas Casas devem votar sobre o caso.

Para que os votos sejam efetivamente rejeitados, as duas casas do Congresso precisam aprovar a objeção por maioria simples.

Caso a objeção seja aprovada, os votos eleitorais (dos delegados) do estado contestado são anulados. Porém, isso nunca aconteceu na história dos Estados Unidos.

Durante a certificação em 2005, os 20 votos do estado de Ohio foram contestados. Após o debate, o Senado e a Câmara não concordaram com a objeção. Assim, os 20 votos foram contabilizados para George W. Bush, presidente eleito.

Situação rara

Historicamente, as objeções feitas durante a certificação não são aprovadas.

Isto porque rejeitar os votos poderia invalidar a vontade dos eleitores expressa nas urnas, o que seria política e juridicamente controverso.

Caso os votos de um ou mais estados sejam rejeitados, o impacto dependerá de como isso altera o total de votos do Colégio Eleitoral.

Um candidato precisa de 270 votos do Colégio Eleitoral para se eleger. Caso uma objeção causasse uma redução nesse total de delegados, o processo da eleição do presidente seria transferido para a Câmara dos Representantes, que decidiria quem se tornaria presidente.

Como foi na certificação de Joe Biden?

O último caso significativo de contestação ocorreu em 2021, quando 147 parlamentares republicanos entraram com objeções para tentar anular a vitória de Biden no Arizona e na Pensilvânia.

Embora as objeções tenham sido debatidas, não foram aprovadas, e os resultados do Colégio Eleitoral foram ratificados.

A tentativa destacou os riscos para a estabilidade democrática, caso outras objeções sejam aceitas no futuro.

Isso porque o processo de certificação é mais uma formalidade do que um mecanismo para reverter resultados eleitorais.

Contudo, o aumento da polarização política nos EUA levanta preocupações sobre o uso do processo como ferramenta de contestação, algo que poderia desestabilizar as bases do sistema eleitoral do país.

Os estados certificam seus resultados após revisar cédulas, conduzir auditorias pós-eleitorais e checar novamente os números para precisão.

Autoridades eleitorais federais, estaduais e locais de ambos os partidos políticos disseram que não houve fraude ou irregularidades generalizadas na eleição de 2020.

Trump se reúne com Biden em 1ª visita à Casa Branca após eleição e promete ‘transição mais suave possível’

Em sua primeira visita à Casa Branca desde que deixou a presidência, Donald Trump se reuniu com o presidente Joe Biden nesta quarta-feira (13).

Na reunião, parte da tradição na política norte-americana, Trump prometeu uma transição “o mais suava possível”.

Trump respondeu Biden dizendo que “a transição será suave o mais possível, e agradeço por isso, Joe”. Os dois se cumprimentaram e deram sorrisos enquanto conversavam em frente à imprensa. Trump também afirmou que “política é difícil, mas é um bom mundo hoje”.

O encontro marcou o início da transição entre governos. Apesar de a reunião ser uma tradição na política norte-americana e representar uma transferência pacífica de poder, Trump se recusou a receber Biden em 2020, quando o democrata venceu as eleições.

Antes da reunião com Biden, Trump discursou para parlamentares republicanos no Congresso dos EUA. No discurso, ele explicou suas prioridades para o primeiro dia de governo.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, havia afirmado na terça que os republicanos estão “prontos para entregar” a agenda “EUA em Primeiro Lugar” do novo presidente.

Trump diz em entrevista após vitória que fará plano de deportação em massa

Trump faz discurso da vitória para apoiadores na Flórida — Foto: Alex Brandon/AP

O presidente eleito Donald Trump afirmou que executará seu plano de realizar “a maior deportação em massa da história dos Estados Unidos” ao retomar a Presidência, em janeiro.

Em entrevista à NBC News na quinta-feira (7), Trump confirmou que levará adiante sua promessa de campanha. Questionado sobre o custo da medida, Trump afirmou que “não é uma questão de valores”.

Não temos escolha quando as pessoas têm matado e assassinado, quando os traficantes destroem países. Agora, eles vão voltar para esses países, porque não vão ficar aqui. Não há preço“, afirmou Trump.

O republicano não detalhou, na entrevista, exatamente o público-alvo das deportações, mas fez ataques, durante a campanha, à presença de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.

O discurso anti-imigração marcou fortemente a campanha de Trump, que chegou a difundir, durante um debate presidencial contra Kamala Harris, uma fake news envolvendo imigrantes haitianos supostamente “comendo os cachorros e gatos” de norte-americanos na cidade de Springfield, em Ohio. Apesar da afirmação falsa, Trump venceu a eleição em Springfield.

Na entrevista à NBC News, o presidente eleito também afirmou que buscará “tornar a fronteira forte e poderosa”, mas disse querer que as pessoas continuem entrando nos EUA.

Eu não sou alguém que diz: ‘Não, você não pode entrar’. Queremos que as pessoas entrem“, afirmou.
Segundo Trump, sua vitória ampla sobre Kamala nas eleições representa uma autorização da população norte-americana para “trazer bom senso ao país”.

De acordo com o republicano, seu discurso sobre imigração ressoou com os eleitores, que “querem ter fronteiras e gostam que as pessoas entrem”. “Mas eles [imigrantes] precisam entrar com amor pelo país. Elesprecisam entrar legalmente.”

Trump ainda disse ter percebido que poderia haver um “realinhamento” de seu modo de pensar com o da população norte-americana, ao mesmo tempo que os “democratas não estão alinhados com o pensamento do país”.

Donald Trump anuncia Susie Wiles como chefe de gabinete da Casa Branca

O presidente eleito Donald Trump anunciou que sua gerente de campanha Susie Wiles atuará como chefe de gabinete da Casa Branca quando ele assumir o cargo. Wiles será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Susie Wiles acabou de me ajudar a alcançar uma das maiores vitórias políticas da história americana e foi parte importante das minhas campanhas bem-sucedidas de 2016 e 2020”, disse Trump em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (7).

Susie é durona, inteligente, inovadora e é universalmente admirada e respeitada. Susie continuará trabalhando incansavelmente para tornar a América grande novamente. É uma honra bem merecida ter Susie como a primeira mulher chefe de gabinete na história dos Estados Unidos. Não tenho dúvidas de que ela deixará nosso país orgulhoso”, afirmou Trump.

Quem é Susie Wiles?

Filha de Pat Summerall, falecido apresentador da NFL — a liga de futebol americano dos EUA — e uma experiente agente política da Flórida, Wiles é uma das conselheiras mais antigas no entorno de Trump.

Depois de ajudá-lo a vencer na Flórida em 2020, ela serviu como sua chefe de gabinete de fato durante sua pós-Presidência, e então liderou sua campanha durante toda a disputa de 2024 — um feito raro no mundo Trump.

Wiles foi amplamente creditada por comandar o que foi visto como a campanha mais sofisticada e disciplinada do empresário, que incluiu manter muitas das vozes em seu entorno sob controle.

Na noite da eleição, Trump deu crédito a Wiles durante seu discurso de vitória, embora ela tenha se recusado a falar à multidão reunida no Centro de Convenções de Palm Beach.

Sua disposição de ficar em segundo plano a tornou querida por Trump e seus aliados.

A CNN relatou que Wiles havia expressado certas condições ao presidente eleito antes de aceitar o papel de chefe de gabinete — o item principal sendo mais controle sobre quem pode alcançar o presidente no Salão Oval.

Durante o primeiro mandato de Trump, seus chefes de gabinete lutaram para impedir que um grupo itinerante de conselheiros informais, familiares, amigos e outros “intrusos” entrassem na Casa Branca para se encontrar com ele.

O vice-presidente eleito JD Vance disse nesta quinta-feira que era uma “ótima notícia” que Wiles foi selecionada para o papel, escrevendo em um post no X que ela será um “grande trunfo” na Casa Branca.

Putin parabeniza Trump pela vitória na eleição dos EUA e diz que está disposto a conversar

Donald Trump, ex-presidente dos EUA, e Presidente russo, Vladimir Putin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Donald Trump pela vitória nas eleições de 2024 dos Estados Unidos nesta quinta-feira (7) e disse que estaria disposto a conversar com o republicano.

Aproveito esta oportunidade para parabenizá-lo [Donald Trump] por sua eleição para o cargo de presidente dos Estados Unidos da América. Já disse que trabalharemos com qualquer chefe de Estado em quem o povo americano confie. De fato, será assim na prática”, disse Putin, de acordo com uma tradução em inglês, enquanto falava no Valdai Discussion Club na cidade russa de Sochi.

Se ele fizer uma ligação, se disser ‘Vladimir, vamos nos encontrar’, sabe, não acho que seria abaixo de mim ligar para ele”, continuou o líder russo, em seus primeiros comentários públicos sobre a eleição dos EUA.

Putin também disse que o “desejo de Trump de reconstruir as relações com a Rússia para facilitar o fim da crise ucraniana… merece atenção, no mínimo.”

No entanto, o líder russo disse que não ligaria para Trump primeiro porque “em um certo ponto, os líderes ocidentais europeus ligavam quase toda semana, e então pararam de repente”, aparentemente se referindo à reação internacional após a invasão em grande escala na Ucrânia pela Rússia em 2022.

Putin descreveu Trump como um político inexperiente, mas também elogiou sua conduta “corajosa” após uma tentativa de assassinato em julho.

Relação entre Trump e Putin

Trump sugeriu anteriormente que encerraria o apoio dos EUA ao esforço de guerra da Ucrânia e afirmou que poderia resolver o conflito “em um dia”.

Além disso, Trump repetidamente elogiou Putin — e criticou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, com quem ele tem uma história complicada.

Enquanto isso, Zelensky disse na quarta-feira (6) que teve uma conversa “produtiva” com Trump. O presidente ucraniano reiterou sua mensagem de que Kiev buscará “paz pela força” em vez de concessões de território ou neutralidade.

Biden faz pronunciamento após vitória de Trump nos EUA e promete ‘transição pacífica’

Biden faz pronunciamento após vitória de Trump nos EUA e promete 'transição pacífica' — Foto: GloboNews/Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez nesta quinta-feira (7) o primeiro pronunciamento à nação após a vitória de Donald Trump na eleição presidencial nos Estados Unidos.

No discurso, na Casa Branca, Biden disse já ter falado por telefone com Trump e afirmou ter garantido à equipe do adversário uma transição pacífica, “honrando a Constituição”, até 20 de janeiro, quando o democrata entrega oficialmente o comando dos Estados Unidos ao sucessor.

“Aceitamos a escolha que o país fez. Estamos em uma democracia, a vontade popular sempre prevalecerá. Você não pode amar seu país só quando você vence. Você não pode amar seu vizinho só quando vocês concordam”, disse. “Os eleitores fizeram seu dever como cidadãos, e eu farei o meu como presidente”.

Sorridente, Biden afirmou também que trabalhará até o fim de seu mandato, que termina em janeiro. “Agora temos 78 dias para concluir o mandato. Temos agora a responsabilidade de fazer cada dia valer”.

Ele expressou ainda confiança no sistema eleitoral e na contagem de votos. “Espero que a gente possa enterrar a questão sobre a integridade do sistema eleitoral americano”, afirmou. Donald Trump, que concorreu com Biden em 2020, contestou o resultado e fez acusações falsas de ter havido fraude nas urnas após perder para o democrata.

Trump venceu a disputa eleitoral deste ano na quarta-feira (6), segundo projeção da agência de notícias Associated Press. Ele derrotou a democrata Kamala Harris, que substituiu Biden na corrida pela Casa Branca quando o presidente dos EUA desistiu de concorrer diante de pressões internas após desempenho ruim no debate com Trump.

Biden disse também já ter falado com Kamala e disse que sua substituta “deve ficar orgulhosa de sua campanha”. “Ela deu todo o seu coração na campanha”.

Biden já havia se pronunciado após a vitória de Trump através de uma postagem nas redes sociais. Na publicação, no entanto, ele não mencionou o adversário e apenas elogiou o desempenho de Kamala Harris.

“Em circunstâncias extraordinárias, ela entrou na batalha e liderou uma campanha histórica guiada por uma forte bússola moral e uma visão clara de uma nação que é mais livre, mais justa e com mais oportunidades para todos os americanos”, disse Biden, na postagem

Em 1º discurso após derrota, Kamala pede para apoiadores reconhecerem resultado e ‘continuarem lutando’

A democrata reconheceu publicamente sua derrota para o ex-presidente republicano Donald Trump (foto: JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Devemos aceitar os resultados” das eleições americanas, afirmou, nesta quarta-feira (6), a vice-presidente democrata, Kamala Harris, a seus apoiadores, ao reconhecer sua derrota para o ex-presidente republicano Donald Trump.

Hoje mais cedo conversei com o presidente eleito Trump e o parabenizei pela vitória“, disse na Universidade Howard, em Washington. “Também disse a ele que ajudaremos a ele e sua equipe com a transição e que participaremos de uma transferência pacífica de poder“.

A vice-presidente dos Estados Unidos pediu a seus seguidores que “continuem lutando“, ao reconhecer publicamente sua derrota para o ex-presidente republicano Donald Trump nas eleições presidenciais de terça-feira.

O resultado destas eleições não é o que queríamos, não é pelo qual lutamos, não é pelo qual votamos, mas escutem quando digo que a luz da promessa dos Estados Unidos sempre brilhará enquanto nunca nos rendermos e continuarmos lutando“, disse em um discurso a seus apoiadores.

Biden parabeniza Trump e o convida para ir à Casa Branca

O presidente americano, Joe Biden, “parabenizou” Donald Trump e o “convidou” para ir à Casa Branca, informou o governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (6).

O dirigente democrata, de 81 anos, “discursará à nação” na quinta-feira para abordar os resultados das eleições e o período de transição, acrescentou a Casa Branca.

Kamala também conversou com Trump por telefone e “concordaram com a importância de unir o país”, informou o porta-voz do presidente republicano eleito.

“O presidente Trump reconheceu à vice-presidente [Kamala] Harris sua determinação, profissionalismo e perseverança ao longo da campanha”, acrescentou Steven Cheung sobre a candidata democrata.

Donald Trump retornará à Casa Branca após uma vitória eleitoral esmagadora sobre Kamala Harris e com um programa anti-imigração, protecionista e politicamente incorreto que estremece o mundo.

Com a contagem ainda pendente em quatro estados, o candidato republicano soma 292 votos no colégio eleitoral contra 224 da sua rival, a vice-presidente democrata Kamala Harris, que discursará às 21h locais (18h de Brasília) e já cumprimentou seu adversário em uma ligação telefônica. Trump precisava de 270 para vencer.

Uma vitória extraordinária após uma campanha na qual foi alvo de duas tentativas de assassinato, quatro acusações e uma condenação criminal.

Os americanos esperavam que o resultado demorasse talvez dias e temiam uma explosão de violência caso o republicano perdesse, mas estavam enganados.

Como em 2016, sua vitória foi rápida. Trump venceu em dois dos sete estados-pêndulo, Geórgia e Carolina do Norte, seguidos pela Pensilvânia. Wisconsin encerrou a disputa e acabou com as esperanças de Harris. Horas mais tarde, também foi anunciado o triunfo do magnata em Michigan.

Biden fala com Trump e o convida para reunião na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou com o presidente eleito Donald Trump nesta quarta-feira (6) para parabenizá-lo por sua vitória e o convidou para uma Casa Branca, de acordo com um funcionário do governo americano.

O presidente também está planejando discursar para a nação na próxima quinta-feira, disse o funcionário.

“O presidente Biden expressou seu comprometimento em garantir uma transição tranquila e enfatizou a importância de trabalhar para unir o país”, disse o funcionário. “Ele também convidou o presidente eleito Trump para se encontrar com ele na Casa Branca. A equipe coordenará uma data específica em um futuro próximo.”

Biden também falou com a vice-presidente Kamala Harris e “parabenizou a vice-presidente por sua campanha histórica”, disse o funcionário.

Mais cedo, também nesta quarta, Kamala ligou para Trump e reconheceu a derrota na eleição. Ela também parabenizou o republicano pela vitória.

Republicanos devem voltar a ganhar no voto popular depois de 20 anos

O ex-presidente republicano Donald Trump dança atrás de um vidro blindado que reflete apoiadores em um comício de campanha em Gastonia, Carolina do Norte — Foto: Chris Carlson/AP

Donald Trump foi eleito o 47º presidente dos Estados Unidos. Com a vitória do republicano, o partido deve voltar a ter um representante na Casa Branca eleito com a maioria dos votos nos colégios eleitorais e dos votos populares. Essa é a primeira vez que isso acontece em 20 anos.

Até as 14h desta quarta-feira (6), Trump havia conquistado 279 votos dos colégios eleitorais e 71.572.431 votos populares, ante 223 colégios eleitorais e 66.697.834 da democrata Kamala Harris.

Tradicionalmente, no último século, os presidentes americanos eleitos venceram tanto nos colégios quanto nos votos populares.

Há apenas duas exceções: George W. Bush, em 2000; e o próprio Trump, em 2016.

Na eleição de 2016, que deu a Trump o seu primeiro mandato, o republicano venceu Hillary Clinton nos votos dos colégios eleitorais, mas perdeu nos votos populares.

Em 2000, George Bush venceu o democrata Al Gore com 271 dos colégios eleitorais. No voto popular, Bush perdeu por uma margem pequena, uma diferença de 537 mil votos.

Vencer duplamente não muda o resultado da eleição. No entanto, a vitória dupla passa uma mensagem simbólica: Trump conquistou apoio popular.

O que conta, na prática, é o desempenho nos colégios eleitorais. Nos EUA, é apenas o número de delegados — espécies de representantes dos eleitores que refletem o resultado dos votos populares — que determina quem vencerá o pleito. Cada estado tem um número específico de delegados, e todos eles vão para o candidato que tiver o maior número de votos em cada estado.

É por essa razão que ganhar apenas nos votos populares não elege um presidente americano.

Ao todo, os EUA têm 538 delegados. Para ser eleito é necessário receber o voto de 270.

No geral, os votos dos delegados acompanham os votos populares, mas não são obrigados a fazer isso.

Os republicanos também conquistaram a maioria no Senado e na Câmara, além de elegerem 8 governadores.

Presidente do Egito diz que ‘não vê a hora’ de trabalhar com Trump

Trump elogia presidente egípcio em visita à Casa Branca | Mundo | G1

Abdel Fattah, presidente do Egito, conversou com o republicano Donald Trump para parabenizá-lo pela vitória na eleição presidencial americana, segundo a agência de notícias Associated Press.

“O Egito não vê a hora de trabalhar com o presidente Trump em sua nova gestão […] de uma forma que beneficie os egípcios e os americanos e alcance estabilidade, paz e desenvolvimento no Oriente Médio.”

Netanyahu diz que já falou com Trump nesta quarta-feira (6)

Fizemos história': Trump declara vitória com cada vez mais estados a  penderem para os republicanos | Euronews

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já falou diretamente com Donald Trump após a confirmação de sua vitória, nesta quarta-feira (6), segundo seu gabinete.

Em uma declaração, a equipe de Netanyahu disse que ele foi um dos primeiros líderes a ligar para o republicano e falou sobre o teor da conversa:

“A conversa foi calorosa e cordial. O primeiro-ministro parabenizou Trump por sua vitória eleitoral, e os dois concordaram em trabalhar juntos pela segurança de Israel. Os dois também discutiram a ameaça iraniana”.

Trump prometeu trazer paz ao Oriente Médio em um momento em que Israel está em guerra com o Hamas em Gaza, o Hezbollah no Líbano e, recentemente, trocou tiros com o Irã. O presidente eleito, que foi um firme apoiador de Israel durante seu mandato anterior, não disse como fará isso.

Chefe da ONU parabeniza Trump e diz estar pronto para ‘próxima gestão’

Quem é António Guterres, português que assumirá o cargo máximo da ONU - BBC  News Brasil

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, parabenizou o republicano Donald Trump pela vitória na corrida presidencial americana, nesta quarta (6), segundo a agência de notícias Associated Press.

Em nota, Guterres disse estar pronto para “trabalhar de forma construtiva com a próxima gestão [dos Estados Unidos] para enfrentar os desafios dramáticos que nosso mundo vive”.

“Reafirmo minha convicção de que a união entre os Estados Unidos e a ONU é um pilar essencial para as relações internacionais.”

Kamala Harris liga para Trump e aceita derrota para candidato republicano

A vice-presidente e candidata democrata Kamala Harris ligou nesta quarta (6) para Donald Trump. Ela reconheceu a derrota e o parabenizou pela vitória nas eleições presidenciais, informaram assessores de sua campanha.

Um dos assessores, falando sob condição de não ter seu nome revelado, disse que Harris discutiu a importância de uma transferência pacífica de poder com o presidente eleito.

Na conversa, Trump reconheceu a “força, profissionalismo e tenacidade” de Kamala durante a campanha, segundo Steven Cheung, diretor de comunicação da campanha do presidente eleito. Os dois concordaram sobre a “importância de unificar o país”.

Em janeiro de 2025, Harris, na condição de presidente do Senado — cargo que o vice-presidente acumula nos EUA —, vai certificar a vitória eleitoral de Trump, da mesma forma que Mike Pence o fez após Joe Biden ser eleito, em 2021.

Trump se torna segundo presidente da história dos EUA a vencer mandatos não consecutivos

O candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump

Eleito nesta quarta-feira (6), Donald Trump tornou-se o segundo presidente da história dos Estados Unidos a vencer dois mandatos não consecutivos.

Até então, o único a alcançar o feito havia sido o democrata Grover Cleveland, no final do século 19.

Cleveland ocupou a Casa Branca entre 1885 e 1899 e, posteriormente, entre 1893 e 1897.