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Kamala tem 51% das intenções de voto; Trump, 48%, diz nova pesquisa

Kamala Harris e Donald Trump

Uma nova grande pesquisa nacional dos Estados Unido da CBS News, conduzida pelo YouGov, mostrou a vice-presidente Kamala Harris com uma estreita vantagem sobre o ex-presidente Donald Trump, com 51% dos prováveis eleitores em todo o país Harris e 48%, Trump.

Uma parcela considerável do eleitorado (64%) ainda não tem certeza sobre o que Kamala representa. Comparativamente, 86% dizem saber o que Trump representa.

Apenas 19% dos eleitores consideram que as opiniões e posições políticas de Harris são completamente iguais às do presidente Joe Biden, enquanto 64% sentem que são praticamente as mesmas, mas não completamente. Outros 16% consideram que as suas políticas e opiniões são majoritariamente ou totalmente diferentes das de Biden.

Quase seis em cada dez dizem que as decisões de Harris como vice-presidente tiveram pelo menos algum impacto na economia atual dos EUA (57%) e na situação atual na fronteira com o México (59%).

Trump diz que acredita ser “muito mais bonito” que Kamala Harris

Ex-presidente dos EUA e candidato republicano à Presidência, Donald Trump

O ex-presidente Donald Trump afirmou no sábado (17) que acha que é “muito mais bonito” do que a vice-presidente Kamala Harris.

“Eu digo que sou muito mais bonito do que ela”, disse Trump em um comício de campanha em Wilkes-Barre, na Pensilvânia.

Trump disse que ouviu um comentarista argumentar que Harris tem uma vantagem sobre ele porque ela é uma “mulher muito bonita”.

Não, eu não consegui acreditar. … Disseram que a maior vantagem dela é que ela é uma mulher bonita. Eu pensei, hum, nunca pensei nisso. Eu sou mais bonito do que ela”, comentou Trump.

Críticas às propostas de Kamala para economia

O Republicano aproveitou para criticar as propostas econômicas apresentadas por Kamala Harris na sexta-feira (16) na Carolina do Norte.

“Ontem, Kamala apresentou seu chamado plano econômico. Ela diz que vai reduzir o custo de alimentos e moradia a partir do primeiro dia, mas o primeiro dia de Kamala foi há três anos e meio, então por que ela não fez isso naquela época?” disse Trump em um comício em Wilkes-Barre, Pensilvânia.

Trump continuou: “Então este é o Dia 1305, estamos no mil e trezentos e pouco, então por que ela não está fazendo isso agora? Por que ela não sai do seu lugar confortável com seu maravilhoso marido, vai para Washington e faz isso agora? Ela poderia fazer isso agora mesmo.”

O ex-presidente afirmou que o plano de Harris é “muito perigoso porque pode parecer bom politicamente, e esse é o problema. Temos que ter muito cuidado porque quando alguém se levanta e diz: ‘Vamos te dar tudo, 25 mil dólares para uma casa, vamos te dar todos os tipos de regalias, saúde gratuita, vamos te dar tudo, saúde universal’, parece tão bonito.”

“Eu disse para meus apoiadores, vocês precisam ter muito cuidado. … É perigoso, porque ela está dizendo que vai distribuir coisas que ela nunca conseguirá aprovar”, afirmou Trump.

Na sexta-feira, Harris propôs um novo plano para fornecer alívio fiscal para mais de 100 milhões de americanos da classe média e de baixa renda, e sua nova agenda econômica inclui medidas destinadas a tornar a moradia, alimentos, cuidados de saúde e criação de filhos mais acessíveis.

“Ela está prometendo distribuir coisas que não pode entregar. Ela nunca conseguirá entregá-las; ela nunca conseguirá que sejam aprovadas”, disse Trump.

“As coisas que ela disse ontem não funcionam. Nunca funcionaram”, acrescentou.

Trump voltou a afirmar falsamente que a implementação de uma tarifa “não afeta nosso país”.

A CNN já verificou anteriormente que estudos, incluindo um da Comissão de Comércio Internacional dos EUA, mostraram que consumidores e indústrias americanos arcam com quase todo o custo das tarifas dos EUA, incluindo as taxas previamente impostas por Trump.

Quando os EUA aplicam uma tarifa sobre um produto importado, o custo da tarifa sai diretamente da conta bancária de um importador americano quando o produto fabricado no exterior chega a um porto dos EUA.

É possível que alguns fabricantes estrangeiros tenham reduzido seus preços para se manterem competitivos no mercado dos EUA após Trump aumentar as tarifas – mas não o suficiente para manter o custo pago pelos importadores americanos igual ao de antes.

Com foco no poder de compra, plano econômico de Kamala Harris é divulgado

Vice-presidente dos EUA e candidata democrata à Casa Branca, Kamala Harris  (foto: Grant Baldwin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Enfrentar a crise habitacional e sustentar o poder de compra por meio de medidas fiscais e novas regulamentações são as propostas que a vice-presidente dos EUA e candidata democrata à Presidência, Kamala Harris, apresentou nesta sexta-feira (16) em seu programa econômico, imediatamente descrito como comunista por seu adversário republicano, Donald Trump.

A democrata de 59 anos irá à Carolina do Norte nesta sexta-feira (16) para apresentar suas ideias, mas sua equipe de campanha já apresentou algumas para debate.

Uma delas é a construção de três milhões de novas casas para resolver a “escassez” habitacional. Isso é complementado pela assistência ao comprador de primeira viagem de até 25 mil dólares (136,5 mil reais na cotação atual), além de leis para desencorajar a especulação imobiliária.

Kamala promete ajudar as famílias com créditos fiscais para quem tem recém-nascidos com valores de até 6 mil dólares (32,7 mil reais).

A candidata democrata também propõe controlar as empresas que “inflacionam” os preços além do necessário, principalmente no setor de alimentos.

Em questões de saúde, ela quer estender a toda a população um dispositivo que limita o custo da insulina para idosos a 35 dólares (R$ 191) por mês e encontrar uma solução para o problema das dívidas contraídas para pagar tratamento médico.

Kamala sabe que o custo de vida, que continua alto após anos de inflação, está prejudicando politicamente o governo que ela integra com Joe Biden, apesar do crescimento robusto e de um mercado de trabalho sólido.

“Comunismo”

“Camarada Harris está indo a fundo no comunismo!”, reagiu nesta sexta-feira Trump, que é particularmente crítico da ideia de controle dos preços.

O termo tem uma forte conotação pejorativa nos Estados Unidos.

“Houve várias tentativas na história de limitar os preços e elas fracassaram porque provocaram filas na frente das lojas, escassez e uma explosão de desigualdade”, criticou o milionário republicano de 78 anos.

A equipe de campanha de Kamala acusa o republicano de preparar benefícios fiscais para “seus amigos ultra-ricos”.

Além disso, eles criticam a política de aumento de tarifas promovida pelo ex-presidente porque, segundo eles, isso aumentaria a inflação.

De acordo com uma pesquisa divulgada na sexta-feira pela Universidade de Michigan, 41% dos consumidores acham que a vice-presidente é uma candidata melhor para a economia, e 38% acreditam que Trump é o indicado nessa questão.

Anteriormente, Trump tinha ampla vantagem sobre Joe Biden nas pesquisas de opinião.

A democrata provocou a fúria de Trump ao propor a eliminação de impostos sobre gorjetas no setor de hotéis e restaurantes, e o republicano a acusou de “plagiar” uma de suas ideias.

A vice-presidente prometeu aumentar o salário mínimo se vencer as eleições presidenciais americanas em 5 de novembro.

Em primeiro ato juntos, Biden e Kamala dão impulso à campanha democrata


Cânticos de "Obrigado Joe!" ressoaram entre os apoiadores  (foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP)

Joe Biden e Kamala Harris deram uma demonstração de unidade, nesta quinta-feira (15), ao realizarem seu primeiro evento público conjunto desde que a vice-presidente o substituiu como candidata do Partido Democrata para as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.

Cânticos de “Obrigado Joe!” ressoaram entre o público em um colégio em Maryland, perto de Washington.

Biden foi celebrado quando atribuiu para si o mérito de um importante acordo para reduzir os preços dos medicamentos para os beneficiários do seguro médico federal Medicare.

No entanto, a maior estrela foi a vice-presidente de Biden, que uniu o Partido Democrata e tem superado nas pesquisas o republicano Donald Trump desde que entrou de forma abrupta na corrida eleitoral. “Ela pode ser uma grande presidente”, disse Biden sobre Kamala.

A aparição conjunta ocorreu algumas horas antes de Trump realizar uma coletiva de imprensa em seu clube de golfe em Nova Jersey.

O magnata do setor imobiliário e ex-presidente (2017-2021) tem apresentado dificuldades para seguir com sua campanha desde que Biden se retirou da disputa em 21 de julho, em meio a temores do partido de que estava muito velho e fatigado para enfrentar Trump.

Até então, Trump estava subindo de maneira constante nas pesquisas, em grande parte por sua mensagem de que Biden estava perdendo sua acuidade mental, uma acusação que ganhou força quando o presidente teve um desempenho sofrível em um debate presidencial na televisão.

Agora é Kamala Harris, de 59 anos, que ganha impulso contra Trump, de 78. E Biden, aos 81 anos e no final de seu mandato, parece revitalizado, abraçando o papel de mentor que passa o bastão para sua protegida.

Em seu discurso, Biden disse que o plano dos democratas era “dar uma surra” nos adversários republicanos e provocou risos ao fingir que não sabia o nome de Trump: “Donald Dump [lixeira em inglês]“, brincou.

‘Histórico’

Kamala, que será coroada como candidata democrata na convenção do partido que acontece em Chicago na próxima semana, deu uma demonstração de deferência vice-presidencial, fazendo apenas comentários breves e destacando que foi uma honra para ela servir sob o comando do “ser humano mais extraordinário”.

“Há muito amor nesta sala por nosso presidente”, disse ela entre aplausos.

O acordo do governo com as farmacêuticas reduzirá o preço que os aposentados pagam por dez medicamentos-chave, que incluem tratamentos para diabetes e insuficiência cardíaca.

O acordo com os produtores que, segundo a Casa Branca, fará os beneficiários do seguro médico federal Medicare – ou seja, pessoas acima dos 65 anos – e os contribuintes economizarem, respectivamente, US$ 1,5 bilhão (R$ 8,19 bilhões) e US$ 6 bilhões (R$ 32,7 bilhões), no primeiro ano de sua entrada em vigor, tem conotações eleitorais para Kamala, já que o custo de vida será um fator determinante no pleito.

“Durante anos, milhões de americanos tiveram que escolher entre comprar remédios ou alimentos”, disse Biden em comunicado, “mas enfrentamos [os laboratórios] e ganhamos”, acrescentou.

A vice-presidente, por sua vez, prometeu que a medida não pararia por aí, ao apontar que o custo de outros medicamentos será discutido nos próximos anos.

Em sua declaração, Kamala qualificou as negociações com as companhias farmacêuticas de “históricas” e “que mudaram a vida” dos americanos que pagam pelos medicamentos receitados.

Os preços dos medicamentos, que não são regulados em nível nacional nos Estados Unidos, costumam ser muito mais elevados do que em outros países desenvolvidos. É comum que até mesmo os segurados tenham que pagar parte do custo do próprio bolso.

Programa econômico

Nesta sexta-feira, Kamala vai apresentar pela primeira vez os detalhes de seu programa econômico.

Espera-se que a vice-presidente siga em grande medida a agenda econômica de Biden, enquanto também tenta se diferenciar e evitar a repulsa dos eleitores pelo aumento da inflação depois da pandemia de covid-19.

As pesquisas mostravam que os americanos confiavam mais em Trump do que em Biden para gerir a maior economia do mundo, mas um levantamento recente do jornal Financial Times e da Universidade de Michigan revelou que Kamala já ultrapassou o republicano: 42% contra 41%.

Hackers iranianos atacam campanhas de Kamala e Trump, indica Google

De acordo com o Google, o APT42 é um grupo de hackers associado ao Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica (foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS, Brendan Smialowski / AFP)

O Google indicou nesta quarta-feira (14) que um grupo de piratas cibernéticos afiliado ao Irã, conhecido como APT42, tenta atacar desde maio as campanhas dos candidatos democrata e republicano à presidência dos Estados Unidos.

“Em maio e junho, o APT42 se voltou para as contas de mensagens de uma dezena de pessoas próximas ao presidente Joe Biden e ao ex-presidente Donald Trump, incluídos anteriores e atuais funcionários do governo americano e pessoas associadas a suas respectivas campanhas”, disse em uma publicação de blog uma equipe do Google responsável pela análise de ameaças on-line.

O gigante tecnológico detalhou que “bloqueou numerosas tentativas do APT42 de se conectar às mensagens pessoais dos indivíduos sob ataque”, que seguem ocorrendo.

Os especialistas em cibersegurança do Google “continuam observando tentativas fracassadas do APT42 para comprometer as contas de pessoas afiliadas ao presidente Joe Biden, à vice-presidente Kamala Harris e ao ex-presidente Donald Trump”, como já haviam advertido as equipes de campanha de ambos os partidos.

Segundo eles, os ciberpiratas usam táticas bem conhecidas como tentativas de contato com seus alvos se fazendo passar por jornalistas, depois enviam e-mails do tipo “phishing” que contêm falsos links com os quais buscam ter acesso aos e-mails de suas vítimas.

Segundo o Google, o APT42 é um grupo de hackers associado ao Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), a força armada ideológica do Irã.

Os piratas cibernéticos também tentaram atacar “usuários de alto perfil em Israel e Estados Unidos”, em especial funcionários governamentais e diplomáticos.

A equipe de campanha da democrata Kamala Harris disse na terça-feira que tem sido alvo de ataques cibernéticos vindos de outros países.

Na segunda-feira, os Estados Unidos advertiram ao Irã que sofrerá consequências se tentar interferir nas eleições presidenciais, depois que a equipe de Trump também afirmou que havia sido alvo de ciberataques, atribuindo-os a “fontes estrangeiras”.

A uma semana da convenção democrata, Kamala tenta se desviar dos protestos contra Israel

Kamala Harris, vice-presidente e candidata democrata à Casa Branca nas eleições de 2024. — Foto: AFP via BBC

O apoio dos EUA a Israel faz a vice-presidente Kamala Harris equilibrar-se perigosamente para não perder o foco e ver escorrer os votos de dois grupos de eleitores naturais e importantes para os democratas – judeus e árabes-americanos.

A questão palestina, que dividiu o partido e tumultuou os campi universitários no primeiro semestre, promete reacender no palco da convenção, entre os dias 19 e 22 em Chicago.

Comícios de campanha em Michigan e Arizona deixaram claro para a candidata democrata como a guerra de Israel em Gaza sensibiliza seus correligionários e que os protestos de estudantes foram apenas interrompidos pelas férias de verão. Em Detroit, manifestantes gritaram “Kamala, você não pode se esconder, não votaremos em genocídio”, enquanto discursava, mas ela se manteve firme.

“Se vocês querem que Donald Trump vença, então digam isso. Caso contrário, eu estou falando”, respondeu, enquanto o grupo era retirado do local.

Dois dias depois, no Arizona, ao ser novamente interrompida, Kamala tentou ser objetiva: “Fui clara: agora é a hora de fechar um acordo de cessar-fogo e fechar o acordo sobre os reféns.”

Sua posição é difícil. Como vice-presidente de Biden, ela serve ao governo e responde por ele. Casada com um judeu, Kamala demonstra empatia pela tragédia palestina, após dez meses de guerra, mas ressalta que, assim como o presidente, apoia o direito de defesa de Israel. A pressão dos manifestantes é pelo cessar-fogo imediato em Gaza e pelo embargo de armas a Israel.

Quando esteve com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no mês passado, Kamala foi mais assertiva do que Biden sobre a necessidade de Israel regularizar o fluxo de ajuda humanitária e de um cessar-fogo com o Hamas. Advertiu o premiê que não se calaria diante do sofrimento de civis em Gaza.

O fim da guerra e a libertação dos reféns parecem distantes pela falta de interesse de Netanyahu e do Hamas.

A candidata, contudo, passou ao largo da possibilidade da interrupção do fornecimento de armas a Israel, exigida pelos manifestantes da comunidade árabe-americana.

Estado decisivo nas eleições de novembro e lar de uma boa parcela desse grupo, Michigan respondeu à insatisfação com o governo durante as primárias democratas: mais de 100 mil eleitores — equivalentes a 13% do total — optaram pelo voto descompromissado.

Kamala deve ficar atenta ao dilema desse eleitor, que não lhe virará as costas para votar em Donald Trump. No dia 5 de novembro, ele simplesmente pode abandoná-la e não sair de casa para votar.

Campanha de Kamala Harris criou QG da Geração Z para gerar memes

A vice-presidente Kamala Harris, citando sua mãe, disse a um grupo de comissários recém-empossados para uma iniciativa da Casa Branca para hispânicos que seu trabalho seria realizado no contexto de suas comunidades.

“Você acha que você caiu de um coqueiro?”, Harris disse em maio de 2023, rindo. “Você existe no contexto de tudo em que vive e do que veio antes de você”.

Isso se tornou viral. Primeiro, como uma crítica a Harris em contas das redes sociais de direita, incluindo @RNCResearch, a conta de resposta rápida do Comitê Nacional Republicano.

Mas lentamente, depois de repente – na época em que ela se tornou a provável candidata democrata – foi cooptado por seus apoiadores, que remixaram e repostaram o meme, catapultando Harris para a “page for you” dos usuários do TikTok em todo o país e no mundo.

Por anos, como vice-presidente, Harris tem silenciosamente preparado os alicerces digitais nos bastidores – encontrando-se com eleitores jovens, influenciadores de mídia social e várias organizações de base. Agora, com menos de 90 dias até as eleições de novembro, a campanha de Harris fez mudanças sutis para capitalizar o impulso em torno de sua candidatura – e transformar seu crescente número de seguidores nas redes sociais em votos.

Quando vemos momentos como este serem lançados nesse tipo de oeste selvagem da internet e reinterpretados pelas pessoas que estão lá, que não são estrategistas digitais, certo, mas que são provavelmente meninas adolescentes sentadas em seus quartos criando essas edições com figuras públicas, fazendo esses memes – vemos uma reinterpretação através da perspectiva delas”, disse Deja Foxx, estrategista digital, que, aos 19 anos, foi a integrante mais jovem da equipe na campanha presidencial de Harris em 2020.

Isso reflete “o poder que os jovens têm, não apenas nas urnas, mas em definir a narrativa”, ela acrescentou.

Desde que o presidente Joe Biden se afastou da corrida e endossou sua vice-presidente para a nomeação democrata há 20 dias, a estrutura e a estratégia digital da campanha de Harris permanecem em grande parte as mesmas, dizem as fontes. Mas houve mudanças sutis para melhor refletir a jovem candidata no topo da chapa.

O número de visualizações que o TikTok de Harris @KamalaHQ recebeu por seus 65 posts em 20 dias é mais que o dobro do que os 335 posts do @BidenHQ receberam em cerca de cinco meses.

Rob Flaherty, vice-gerente de campanha de Kamala Harris, que supervisiona programas digitais pagos e de arrecadação de fundos, disse em uma entrevista à CNN que o objetivo da equipe digital é converter o entusiasmo orgânico sobre sua candidatura em voluntários, doadores e simplesmente fazer mais pessoas postarem sobre Harris – desde criadores de conteúdo profissionais até apoiadores comuns.

“O nosso trabalho na campanha é construir o moinho de vento. É o trabalho da vice-presidente criar o vento. E o entusiasmo em torno dela é um testemunho do que ela traz para esta candidatura. Mas a equipe aqui – o fato de que eles conseguiram capturar muita dessa energia é um testemunho de um sistema realmente bom em vigor com uma candidata pela qual as pessoas estão realmente entusiasmadas”, disse Flaherty.

Por meio de uma combinação de posts nas redes sociais – usando plataformas como TikTok, Instagram, X e Facebook – e engajamento com seu programa de influenciadores, o objetivo da campanha é alcançar eleitores, apresentar Harris e, por fim, transformar esse interesse em votos nas urnas.

Sohali Vaddula, diretor nacional de comunicações da College Democrats of America, o braço jovem do Comitê Nacional Democrata, disse à CNN que os memes de Harris a fazem parecer mais “relacionável”.

Isso faz com que as pessoas sintam que ela é uma de nós, que não estamos tão distantes dela. E isso também ressoa melhor conosco”, disse Vaddula. “Política é difícil. Todos esses problemas de políticas ou coisas que estão acontecendo podem ser realmente pesados às vezes, e adicionar memes a isso meio que torna tudo um pouco mais leve”.

Pesquisa eleitoral revela virada de Kamala sobre Trump na corrida à Casa Branca

 (Para especialistas, resultados da pesquisa dão ânimo à corrida eleitoral e agitam a campanha democrata, mas não se sabe até quando - (crédito: AFP)
)

A atual vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, candidata à Presidência pelo Partido Democrata, tem vantagem sobre o republicano Donald Trump em três regiões consideradas decisivas para vencer as eleições de novembro. Novas pesquisas de intenção de voto divulgadas ontem mostram a candidata à frente por uma margem de quatro pontos percentuais, 50% a 46%, em Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, três estados populosos do Centro-Oeste do país.

Os dados, encomendados pelo The New York Times e pelo Siena College, invertem os resultados das pesquisas anteriores nos estados que, durante quase um ano, mostraram Trump empatado ou ligeiramente à frente do presidente Joe Biden, democrata que antecedeu Harris na candidatura. Os resultados apontam, pela primeira vez, que Kamala está à altura de Trump na disputa e está revertendo a distância que o magnata havia alcançado desde a renúncia de Biden.

A notícia, é claro, não agradou o candidato republicano. Em comunicado, a equipe de campanha de Donald Trump questionou a confiabilidade desse tipo de pesquisa, afirmando que são publicadas “com a evidente intenção e o objetivo de reduzir o apoio ao presidente Trump”.

Carlos Poggio, professor do Departamento de Ciência Política do Berea College, em Kentucky, afirma ao Correio que essa talvez tenha sido a pesquisa mais importante divulgada até agora. “O que a gente tem é uma mudança significativa no cenário eleitoral. Mudou completamente o clima da campanha. Tem essa mudança de Trump, que agora está na defensiva em certa medida e os democratas retomam a ofensiva”, explica o especialista.

Entusiasmo

Os resultados são ainda mais animadores para os democratas, que viram que 60% dos eleitores entrevistados disseram estar satisfeitos com a escolha dos candidatos presidenciais, em comparação com apenas 45% em maio, quando Biden ainda concorria. No entanto, a equipe de Kamala tem muito a fazer nos próximos meses: a pesquisa revelou que 60% dos eleitores acham que Trump tem uma visão clara do país, em comparação com apenas 53% sobre Harris.

A mudança de opinião do eleitorado parece ser motivada pelas novas percepções da população sobre a vice, que tem sido elogiada por seu ânimo e pelos discursos focados no futuro da campanha. Na Pensilvânia, onde Biden derrotou Trump por pouco mais de 80 mil votos nas últimas eleições, sua classificação de favorabilidade aumentou em 10 pontos desde o mês passado.

Favoritismo

Os dados revelaram que os eleitores ainda preferem Trump quando são colocados em questão os principais temas, como economia e imigração. Em contraponto, Harris mostra uma vantagem de 24 pontos em nível de confiabilidade quando o assunto é aborto legal. Além disso, a vice-presidente é vista pelos eleitores entrevistados como mais honesta e com temperamento mais equilibrado para governar os EUA.

“Esse entusiasmo que faltava na campanha democrática é presente na campanha republicana, então houve, pelo menos nesse momento, uma virada. A grande questão é se isso é produto de uma ‘lua de mel’, pela recente candidatura. Mas a tendência, agora, é de subida de Harris. Não diria que ela é a favorita ainda, mas certamente houve uma mudança bastante significativa desde a saída do Joe Biden”, descreve Poggio.

Conforme a rede ABC, dos EUA, em 10 de setembro Kamala e Trump protagonizarão um debate.

Próximos passos

Quanto à estratégia de Harris, é preciso dinamizar a base e continuar a lembrar aos eleitores que a recuperação econômica dos EUA tem sido a mais forte entre as nações de rendimento elevado. Ela e Walz têm de sublinhar as falhas, fraquezas e perigos da chamada visão de Trump“, diz Barbara Weinstein, professora de história da Universidade de Nova York (veja a Memória abaixo, segundo ela).

Ainda ontem, a chapa Harris-Walz teve um comício em Las Vegas, em Nevada, onde Biden e a vice venceram nas eleições de 2020. No dia 15 de agosto, Kamala e Biden farão o primeiro evento conjunto desde que o presidente desistiu da reeleição.

Memória

Donald Trump derrotou Hillary Clinton por pouco nesses estados (Michigan, Pensilvânia e Wisconsin), e é por isso que ela perdeu em 2016, apesar de ter vencido no voto popular. O apelo limitado da sua candidatura junto dos homens brancos da classe trabalhadora, especialmente nas pequenas cidades e zonas rurais desses estados, foi um fator importante na sua perda.

Biden conseguiu reconquistar alguns desses homens e aumentou o apoio das mulheres suburbanas. Mesmo assim, ele venceu em todos os três estados por uma margem estreita. É claro que ele também venceu no Arizona, Geórgia e Nevada em 2020, então Biden venceu facilmente no colégio eleitoral e teve uma grande margem no voto popular. Mas se Biden tivesse perdido Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, teria perdido a eleição”.

Palavra de especialista

Rafael Ioris, professor de história e política da Universidade de Denver, diz que haverá um contraste mais claro na disputa à Casa Branca.

“A entrada da Kamala claramente deu uma nova dinâmica para a disputa. Isso se deu pela energia que ela e o seu vice trouxeram, assim como pelo próprio simbolismo de se ter uma mulher não branca como contraponto ao Trump. Por ora, o ex-presidente não soube responder. Mas imagino que isso deva mudar e que ele consiga emplacar pelo menos um pouco a narrativa do extremismo de esquerda que Harris e Tim Walz representariam. A disputa tenderá a continuar acirrada, especialmente por não ser via voto popular, mas pelo menos haverá um contraste claro entre os candidatos e propostas.

Por sua vez, Kamala enfatizará tanto a ameaça democrática que Trump representa quanto a necessidade de garantir direitos às mulheres e minorias e programas sociais mínimos. Trump enfatizará a ameaça comunista e a fraqueza dos democratas em se contrapor aos imigrantes e a China. Não sei se a vantagem dela permanecerá ao longo de toda a campanha. Se a narrativa da ameaça comunista e mesmo taxista pegar entre eleitores brancos pobres do meio Oeste, Trump se recupera. A disputa ficou mais equilibrada, pela primeira vez.”, Rafael Ioris, professor de história e política da Universidade de Denver, no Colorado.

Kamala Harris lidera contra Donald Trump em três estados importantes, diz NYT

Kamala Harris realiza primeiro comício com novo candidato à vice-presidência

A vice-presidente dos EUA e candidata presidencial democrata Kamala Harris lidera as intenções de voto contra o ex-presidente republicano Donald Trump em três estados que podem ser determinantes nas eleições de novembro. A democrata tem vantagem de quatro pontos no Wisconsin, Pensilvânia e Michigan, de acordo com a pesquisa do New York Times e Siena College divulgada neste sábado (10).

Entre os prováveis eleitores dos três estados, Harris tem 50% e Trump 46%. O levantamento foi feito do dia 5 ao dia 9 de agosto.

A margem de erro de amostragem entre os prováveis ​​eleitores foi de mais ou menos 4,8 pontos percentuais em Michigan, mais ou menos 4,2 pontos na Pensilvânia e mais ou menos 4,3 pontos em Wisconsin, acrescentou o relatório. No total, 1.973 prováveis ​​eleitores foram entrevistados para essas pesquisas.

O presidente democrata dos EUA, Joe Biden, encerrou sua tentativa de reeleição em 21 de julho e endossou Kamala Harris depois de um desempenho desastroso no Debate da CNN contra Trump no final de junho.

Desempenho nas pesquisas

A chegada de Harris revigorou uma campanha democrata que estava afundando em meio às dúvidas dos democratas sobre as chances de Biden derrotar Trump ou sua capacidade de continuar governando caso vencesse.

O apoio dos EUA à guerra de Israel em Gaza, que matou dezenas de milhares e causou uma crise humanitária, levou a grandes protestos e oposição contra o governo Biden nesses três estados, especialmente em Michigan, onde há um número relevante de muçulmanos-americanos e árabes-americanos.

Cerca de 200 mil pessoas desses três estados estavam “descomprometidas” em apoiar Biden nas primárias democratas, citando a política de Gaza. Harris fez alguns comentários públicos contundentes sobre os direitos humanos palestinos e expressou uma mudança de tom, embora ela não tenha demonstrado nenhuma diferença política substancial de Biden em Gaza.

As pesquisas mostraram que Trump havia construído uma liderança sobre Biden, inclusive em estados-chave, após o desempenho de Biden no debate, mas a entrada de Harris na corrida mudou a dinâmica.

Uma pesquisa da Ipsos publicada na quinta-feira (8) mostrou que Harris liderava Trump nacionalmente por 42% a 37% na corrida para a eleição de 5 de novembro. Essa pesquisa nacional on-line com 2.045 adultos dos EUA foi realizada de 2 a 7 de agosto e teve uma margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais.

Campanha do Donald Trump diz que foi hackeada e tem documentos vazados

Ex-presidente dos EUA e candidato presidencial republicano, Donald Trump

A campanha do ex-presidente Donald Trump disse neste sábado (10) em uma declaração que sofreu um ataque hacker e teve documentos vazados.

Antes do anúncio, o site Politico informou que recebeu e-mails de uma conta anônima com documentos internos da campanha de Trump.

Entre os materiais, está um dossiê que a campanha republicana havia montado sobre JD Vance, agora vice de Trump na chama. O documento incluiu possíveis vulnerabilidades de Vance, que poderiam ser usadas contra ele ou a campanha. Uma pesquisa também foi feita sobre o senador da Flórida, Marco Rubio, que chegou a ser cotado para a vaga de vice.

Quando contatado pela CNN, o portal Politico disse que não tem nenhum comentário adicional no momento.

Esses documentos foram obtidos ilegalmente de fontes estrangeiras hostis aos Estados Unidos, com a intenção de interferir na eleição de 2024 e semear o caos em todo o nosso processo democrático”, disse o porta-voz da campanha do Trump, Steven Cheung, em um comunicado à CNN.

Cheung citou um relatório recente publicado pela Microsoft, no qual a empresa afirma que iranianos aumentaram as tentativas de influenciar e monitorar a eleição presidencial dos EUA, criando canais de notícias falsas direcionadas a eleitores liberais e conservadores, além de tentarem hackear um campanha presidencial.

Na sexta-feira, um novo relatório da Microsoft descobriu que hackers iranianos invadiram a conta de um ‘alto funcionário’ na campanha presidencial dos EUA em junho de 2024, o que coincide com o momento oportuno da seleção do candidato a vice na chapa de Trump. Isso vem depois de relatos recentes de uma trama iraniana para assassinar o ex-presidente Trump perto do mesmo tempo do ataque em Butler”, disse Cheung, referindo-se à tentativa de assassinato de Trump em um comício no mês passado.

Ainda segundo o porta-voz, “os iranianos sabem que o presidente Trump vai parar seu reinado de terror, assim como ele fez em seus primeiros quatro anos na Casa Branca. Qualquer mídia ou agência de notícias reimprimindo documentos ou comunicações internas estão fazendo o pedido dos inimigos da América e fazendo exatamente o que eles querem.”

Ainda assim, não está claro se o Irã foi responsável pelo ataque. A CNN entrou em contato com a missão iraniana nas Nações Unidas para obter comentários e aguarda resposta.

Quando perguntado se a campanha de Trump esteve em contato com as autoridades, um oficial da campanha disse que não iria discutir esse tipo de conversas.

A CNN entrou em contato com o FBI, Departamento de Justiça e Serviço Secreto sobre o caso e também aguarda resposta.

A Casa Branca disse no sábado (10) que condena qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições americanas.

“Como já dissemos muitas vezes, o governo Biden-Harris condena firmemente qualquer governo ou entidade estrangeira que tente interferir em nosso processo eleitoral ou tentar minar a confiança em nossas instituições democráticas”, disse um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

Sobre os detalhes das alegações da campanha de Trump, o Conselho de Segurança Nacional deferiu ao Departamento de Justiça, mas disse que a Casa Branca “leva qualquer relato de tal atividade extremamente a sério.”

A Microsoft não quis comentar sobre o caso.

Em 2016, dias antes da Convenção Nacional Democrata, o WikiLeaks publicou quase 20 mil e-mails do servidor do Comitê Nacional Democrático. Esses e-mails incluíam comentários da presidente da convenção, Debbie Wasserman Schultz, que pareciam sugerir que o comitê estava favorecendo Hillary Clinton frente ao senador Bernie Sanders nas primárias. Wasserman Schultz renunciou após o vazamento. Autoridades disseram mais tarde que pensavam que o ataque cibernético estava ligado à Rússia.

Kamala Harris silencia gritos de “prisão a Trump” em comício

Vice-presidente e candidata democrata à Presidência dos EUA, Kamala Harris, durante evento de campanha em Atlanta

A vice-presidente Kamala Harris acalmou os gritos de apoiadores em seu comício em Eau Claire, Wisconsin, na quarta-feira (7), que pediam a prisão do ex-presidente Donald Trump, ao dizer: “os tribunais vão cuidar dessa parte” e insistindo para que os democratas se concentrem em derrotar Trump nas eleições de novembro.

Kamala destacou seu histórico como promotora e procuradora na Califórnia e o contrastou com os problemas legais de Trump, incluindo a condenação por acusações de falsificação de registros comerciais e a perda de um processo civil movido por E. Jean Carroll, que o acusou de agressão sexual.

Eu conheço o tipo de Donald Trump”, disse ela, provocando fortes aplausos da plateia. “Na verdade, tenho lidado com pessoas como ele durante toda a minha carreira.”

À medida que os aplausos diminuíam, alguns membros da plateia começaram a gritar “prendam-no”. Em resposta, Kamala interrompeu os gritos para esclarecer que seu foco é derrotar o ex-presidente nas próximas eleições e insistiu que os problemas legais de Trump devem ser tratados de forma independente.

Bem, espere, sabe de uma coisa? Os tribunais vão cuidar dessa parte. O que vamos fazer é derrotá-lo em novembro”, respondeu ela, provocando uma nova e forte reação do público.

Pedido é resposta à promessa de Trump em 2016

O comício em Wisconsin não foi a primeira vez que eleitores democratas entoaram gritos pedindo a prisão de Donald Trump em comícios de campanha. Centenas de eleitores fizeram o mesmo durante o comício de Kamala na Filadélfia na terça-feira (6).

Esses gritos que pedem a prisão de um candidato é uma inversão da promessa que Trump fez durante sua campanha presidencial de 2016 de colocar a então candidata democrata Hillary Clinton na prisão, uma promessa que foi abraçada por seus apoiadores em seus comícios.

Governadores de Pensilvância e Minesotta são ‘finalistas’ para cargo de vice de Kamala Harris, diz agência

Kamala Harris confirmou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. — Foto: Getty Images via BBC

A candidata à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, Kamala Harris, já escolheu dois “finalistas” para concorrer com ela como vice-presidente: os governadores da Pensilvânia, Josh Shapiro, e de Minnesota, Tim Walz.

A informação é de fontes próximas a Harris, segundo a agência de notícias Reuters.

Kamala Harris, atual vice-presidente dos EUA deve anunciar sua seleção nesta terça-feira (6) e deve aparecer com o escolhido em comício durante a noite na Universidade Temple, na Filadélfia.

Ainda de acordo com fontes da Reuters, Harris passou o fim de semana conversando com três candidatos.

Kamala Harris deve anunciar seu escolhido para vice-presidente

A vice-presidente, confirmada como candidata democrata às eleições presidenciais na última sexta (2), teria se reunido com o governador da Pensilvânia John Shapiro, o senador do Arizona Mark Kelly e o governador de Minnesota, Tim Walz, em sua residência no Observatório Naval.

Ainda de acordo com as fontes, antes de conversar com os três, que são os mais prováveis de serem escolhidos, ela teria tido um encontro de 1h30 com o Secretário de Transportes, Pete Buttigieg, na sexta, e várias conversas virtuais com nomes como o governador de Kentuchy, Andy Beshear, e o de Ollinois, J.B. Pritzker.

Todos os top candidatos na lista de Harris são homens brancos com apelo para conquistar o voto de eleitores rurais, brancos ou independentes.

Além das conversas com cada um deles, durante o fim de semana, a vice-presidente também se encontrou com sua equipe de verificação, incluindo o ex-procurador-geral Eric Holder, que examinou as finanças e o histórico dos potenciais companheiros de chapa. Holder e seu escritório fizeram apresentações detalhadas sobre cada um dos finalistas, segundo várias fontes familiarizadas com o processo.

Harris está avaliando a decisão com seu marido, Doug Emhoff, seu cunhado Tony West e um pequeno círculo de assessores e conselheiros, disseram as fontes, que afirmam que todos os candidatos serão informados na noite desta segunda ou na manhã desta se foram escolhidos ou não.

O anúncio oficial do escolhido será feito antes da primeira aparição pública de Kamala como candidata escolhida pelo Partido Democrata, nesta terça, na Pensilvânia. Autoridades da campanha, familiarizadas com os preparativos, também afirmam que a campanha está planejando um anúncio conjunto através das redes sociais.

Um oficial de campanha que não quis se identificar conta que, após o anúncio da chapa, Kamala Harris e seu escolhido para vice vão sair em campanha e visitarão sete cidades dos estados-chave em cinco dias: Filadélfia, Pensilvânia; Eau Claire, Wisconsin; Detroit, Michigan; Durham, Carolina do Norte; Savannah, Geórgia; Phoenix, Arizona; e Las Vegas, Nevada.

Kamala tem 50% das intenções de voto; Trump, 49%, diz pesquisa CBS News/YouGov

Donald Trump e Kamala Harris

Uma pesquisa da CBS News/YouGov, divulgada neste domingo (4), mostra a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, levando 50% e o ex-presidente, Donald Trump, levando 49% entre os prováveis ​​eleitores, empatados dentro da margem de erro de cerca 2,1 pontos.

O levantamento marca uma melhora para a chapa democrata em relação à pesquisa final da CBS/YouGov antes da saída do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, da disputa, na qual Biden estava atrás de Trump por 5 pontos percentuais.

De acordo com o site da CBS News, a pesquisa CBS News/YouGov foi conduzida com uma amostra representativa de 3.102 eleitores registrados em todo o país entrevistados entre 30 de julho e 2 de agosto de 2024 e a margem de erro para eleitores registrados é de ± 2,1 pontos.

Na pesquisa da CBS, parcelas semelhantes de eleitores registrados democratas (85%) e eleitores registrados republicanos (88%) dizem que definitivamente votarão este ano, diminuindo a lacuna partidária nessa métrica.

Em meados de julho, 90% dos eleitores registrados republicanos e 81% dos eleitores registrados democratas disseram que definitivamente votariam.

A maioria dos eleitores registrados agora diz que está animado (36%) ou satisfeito (31%) com suas escolhas para presidente.

No geral, 78% dos eleitores registrados na pesquisa da CBS dizem que já sabem o suficiente sobre Kamala para tomar uma decisão de voto, enquanto 22% dizem que querem saber mais sobre ela.

E 64% dos eleitores registrados dizem que acham que as visões e posições políticas de Kamala são basicamente as mesmas de Biden, com 18% dizendo que são inteiramente as mesmas e 18% afirmando que são principalmente ou totalmente diferentes.

Cerca de dois terços (68%) na pesquisa da CBS dizem que acham que os Estados Unidos está pronto para eleger uma mulher negra presidente, enquanto 32% dizem que o país não está.

Kamala e Trump têm desacordo sobre data do debate presidencial

 (Foto: Brandon Bell e Kamil Krzaczynski/AFP)

A equipe de campanha da candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris, acusou neste sábado (3) o seu rival republicano, Donald Trump, de “brincar” com a data do debate entre os dois, depois de o magnata ter afirmado que já tinha “acordado “ o dia 4 de setembro com o canal Fox News.

Trump “não cumpriu sua palavra” e alterou unilateralmente a data e o local do debate presidencial, disse Michael Tyler, diretor de comunicação de Harris.

Na noite de sexta-feira, o magnata republicano escreveu na sua rede, Truth Social, que tinha concordado com a Fox News em debater com Kamala em 4 de setembro, horas depois de a vice-presidente ter garantido os votos necessários para ser designada a candidata do Partido Democrata às eleições presidenciais de novembro.

Democratas começam votação para confirmar a candidatura de Kamala Harris

Kamala Harris é a única candidata na disputa (foto: Brandon Bell / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Kamala Harris será formalmente designada candidata democrata para as eleições presidenciais americanas de novembro, nas quais vai enfrentar o republicano Donald Trump, ao final de um processo online iniciado nesta quinta-feira (1º).

Menos de duas semanas após a retirada da candidatura de Joe Biden para um segundo mandato, milhares de delegados do partido começaram a votar na manhã desta quinta na vice-presidente Kamala Harris como sua substituta oficial.

A conclusão deste processo não dá margem a dúvidas, pois Harris é a única candidata na disputa.

Normalmente, a nomeação oficial do candidato acontece presencialmente em uma convenção do partido, marcada este ano para Chicago de 19 a 22 de agosto.

No entanto, devido a requisitos procedimentais no estado de Ohio, os democratas decidiram antecipar a votação de forma online. Um processo incomum, mas semelhante ao utilizado excepcionalmente em 2020, durante a pandemia da covid-19.

A votação está prevista para terminar na noite de segunda-feira. O Partido Democrata não informou como o ato será monitorado e como seus resultados serão anunciados.

“Um processo transparente”

Até recentemente, grande parte dos mais de 3.900 democratas não tinha outra opção além de Joe Biden, vencedor das primárias no início do ano.

Agora, estão livres desta limitação após o atual presidente jogar a toalha devido às crescentes preocupações do próprio eleitorado sobre sua idade e saúde.

Kamala Harris, de 59 anos, surgiu rapidamente como a única substituta possível, com o apoio de dirigentes do partido e melhores resultados que Biden nas pesquisas.

Sobretudo, conseguiu motivar a base democrata, com efeito imediato em sua campanha de arrecadação de fundos, que em poucos dias recebeu mais de 200 milhões de dólares (1,13 bilhão de reais na cotação atual).

Afastados os riscos de uma disputa interna que por um breve momento surgiram no horizonte após a renúncia de Biden, os democratas iniciam esta convenção com a intenção de dar um sólido apoio a Kamala.

“Nosso partido enfrentou este momento sem precedentes com um processo transparente, democrático e organizado para se unir em torno de uma candidata confirmada que nos liderará na luta que temos pela frente”, disse Jaime Harrison, presidente do partido.

A disputa contra Donald Trump em novembro nas urnas promete ser difícil, mas os democratas estariam agora, segundo as pesquisas, em melhores condições para enfrentar o magnata, que há poucas semanas era o favorito à Casa Branca.

A menos de 100 dias das eleições, o republicano intensificou seus ataques a Harris, inclusive acusando-a na quarta-feira de usar o fato de ser negra com motivos eleitorais e forçar seu sotaque.

Filha de pai jamaicano e mãe indiana, Harris é a primeira pessoa negra e asiática a se tornar vice-presidente dos Estados Unidos.

Um misterioso companheiro de chapa

A democrata tem mais um passo importante a dar nos próximos dias: a escolha do seu companheiro de chapa, que se tornará vice-presidente caso seja eleita.

A ex-procuradora e senadora da Califórnia provavelmente pensa em convidar um homem branco.

Os nomes de quatro governadores de estados-chave, além de um senador, são mencionados por analistas políticos.

Mas Harris “ainda não tomou uma decisão“, destacou sua equipe na tarde de terça-feira.

A única certeza é que ela e seu companheiro de chapa viajarão juntos a pelo menos sete estados na próxima semana, provavelmente começando na Filadélfia, Pensilvânia, na terça-feira, segundo a imprensa.

Em meados de agosto, a dupla participará de um evento público em Chicago, que se anuncia como uma grande festa de oficialização da candidatura.